Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011
Publicação dum e-mail recebido dum autor dum blog pelos autores deste.
É mais um caso para dizer "Mas que grandes filhos duma puta!" Desagravando, obviamente a mulher que se prostitui!
ASSUNÇÃO ESTEVES - Presidente da Assembleia da República
por Guilherme Antunes a quinta-feira, 1 de Setembro de 2011 às 12:01
Reformou-se aos 42 anos de idade... cansada... muito cansada...Quadro do partido laranja, e pelo seu partido escolhida para o cargo mais alto da representação do Estado, a seguir ao presidente da República. Aqui se denuncia uma ética política, aqui se denuncia um açambarcamento faccioso, aqui se denuncia uma mentalidade de rapina.
Uns têm que trabalhar até aos 65 anos com reformas cortadas em 20%, mesmo que tenham descontado para a reforma durante 40 anos ou mais. São os trabalhadores portugueses, o grosso da população, a classe mais débil, a mais necessitada, a que deveria de ter mais apoios do Estado. Aquela que tudo produz!
Esta personagem importante da quadrilha que governa Portugal, reformou-se aos 42 anos, com €2.445/mês, após 10 anos de trabalho.
Os portugueses todos, têm de ganhar a consciência que esta canalha de gente nos destruirá. Dizimar-nos é o objectivo central do grande capital financeiro. Fá-lo-ão de qualquer maneira, sabedores que são, que o seu sistema político não lhes resolve o problema de enriquecimento ilícito ao mesmo tempo acompanhado de algum bem-estar social de décadas atrás. O capitalismo tem como meta a atingir a dominação total dos povos e reduzi-los a uma nova forma de escravatura.
PAUL ELOUARD - "É preciso voltar a despertar veredas, a descerrar caminhos, a extravasar as praças e a gritar o teu nome - LIBERDADE"
Adenda
Ao que tudo indica, trata-se de mais uma sumidade fabricada pela corrupção política.
Após terminado o curso e ter sido uma(a) desses juízes imberbes e incapazes que pululam pelos tribunais nacionais e de cuja incompetência toda a população reclama, a sua pertença à juventude do PSD (como com o Coelho) valeu-lhe que o Governo do Cavaco, claro, nomeasse a então incompetente parasita para Juíza-Conselheira do Tribunal Constitucional. Lá permaneceu desde 2 de Agosto de 1989 até 4 de Março de 1998. Segundo a legislação que a canalha corrupta pare para sua protecção e impunidade criminal, os quase 10 anos de serviço deram-lhe direito à reforma.
Após isto foi mandada vegetar para o Parlamento Europeu, de 20-07-2004 a 13-07-2009, o que lhe dará direito a outra reforma. A estas reformas tem ainda o direito legal de juntar mais meia dúzia ou duas dúzias de reformas – tantas quantas lhe aprouver. São as leis que os portugueses aprovam mediante a sua eleição de quem as faz sem o mínimo controlo dum povo que dele prescinde voluntariamente por não querer viver em democracia. Quem tem o direito de se queixar por ter aquilo que mostra querer ao o aprovar pelo voto?
Revoltante? Não tanto, porque é aceite pelos carneiros.
A miséria provocada no país, a incapacidade dos dirigentes e a sua ausência de controlo, formam um conjunto quase impossível de curar sem que as medidas necessárias sejam tomadas: reeducação do povo deseducado pelos oportunistas da Abrilada e controlo completo dos políticos e das suas decisões e leis pelo povo. Como estes requisitos não parecem ser concretizáveis, devido ao primeiro ser de difícil cumprimento, há uma esmagadora maioria que crê que Portugal jamais levantará cabeça, como se constata numa das sondagens do Leão Pelado. Ao contrário do que as máfias nos querem convencer para nos sacarem os votos e garantirem a impunidade no roubo e na feitura da desgraça nacional, todos parecem ter já compreendido que a miséria não vai durar menos de 10 anos. Vale a pena ir acompanhando os resultados destas sondagens. No entanto, existe uma forma, ainda que não desejável para endireitar o país: a perda da maioria da sua independência por ser incluída numa Europa federal submeterá os políticos a um controlo que o povo recusa ter e cuja falta é, afinal, o factor primordial da desgraça em que vivemos. Sem o seu controlo a nada se chegará. Jamais. O resto são logros para permitirem a continuidade da corrupção e do roubo. Ou controlo completo ou nada.
Quando a injustiça se torna lei, a resistência torna-se um dever
E NINGUEM FOI PRESO?????
As reformas são só para quem merece!!! Leucemia não dá direito.
De uma lado temos um Sr. chamado Paulo Teixeira Pinto (EX BCP) - reformado por invalidez na semana passada aos 46 anos. Só receberá 35.000€ por mês!!! É de salientar que já está a fazer um trabalhito numa consultora financeira!!!
Do outro lado temos uma Sra. Professora - reforma não aprovada pois só tem uma leucemia! VÁ TRABALHAR SRA. Tenha vergonha de querer ficar sem trabalhar!!!
No post Afinal foram só 9,732 milhões recebi os seguintes comentários:
Anónimo disse...
Pois é assim...... "passou a situação de reforma em função do relatório da junta médica" , eu pergunto que doença era essa a do Sr. Paulo Teixeira Pinto?????? é que eu tenho uma LEUCEMIA LINFOCITICA CRONICA e recebi ontem mesmo a resposta da CGA "aposentação indeferida" Estamos numa situaçao muito identica, não estamos???? bem, eu até trocava com este SR.
Anónimo disse...
Ah, esqueci-me dum pormenor Eu não sou banqueiro sou PROFESSORA.Enfim, uma pequena diferença.
Hoje ao ver o iol reparei NISTO:
Para Odete L. o melhor cenário é fazer quimioterapia toda a vida. Se parar, a leucemia crónica agrava-se, se a doença entrar em remissão total, vai acabar por voltar e aí será fatal. «É professora!», comentaram na Junta médica. Decisão: «Pedido indeferido. Não está absoluta e permanentemente incapaz»
MINHA SRA. - Não seja piegas e vá trabalhar! Todos sabemos que os professores não fazem nada. O que a Sra. quer sei eu! O Sr. PTP merece a sua pequena reforma. Ele sim produziu muito... para um Banco Privado!
Afinal foram só 9,732 milhões
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As notícias que dão conta da desumanidade das juntas médicas são manifestamente exageradas. Afinal há quem não se queixe das mesmas.
Ontem mesmo, em carta enviada ao Público, Paulo Teixeira Pinto indica que passou “à situação de reforma em função de relatório de junta médica”.
Certamente ainda mal refeito da forma como foi corrido do BCP e da Opus Dei, este banqueiro de 46 anos foi considerado inapto para o trabalho, apesar de já ter arranjado um cargo numa consultora financeira.
Teixeira Pinto nega ter recebido 1o milhões de euros de "indemnização pela rescisão do contrato” com o BCP, garantindo que apenas recebeu a “remuneração total referente ao exercício de 2007”: 9.732 milhões de euros em "compensações" e "remunerações variáveis". Estas juntas médicas são as mesmas que recusam reformas a Professores com Cancro.
Continuação do post das "reforminhas"
Lista de Aposentados no ano de 2005 (Janeiro a Novembro) com pensões de luxo: São os seguintes valores em Euros:
Janeiro
Ministério da Justiça
5.380,20 € Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
Março
Ministério da Justiça
7.148,12 € Procurador-geral Adjunto Procuradoria-Geral República
5.380,20 € Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5.484,41 € Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5.498,55 € Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
Empresas Públicas e Sociedades Anónimas
6.082,48 € Jurista 5 CTT Correios Portugal SA
Abril
Ministério da Justiça
5.498,55 € Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5.498,55 € Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5.338,40 € Procuradora-Geral Adjunta
Procuradoria-Geral República - Antigos Subscritores
6.193,34 € Professor Auxiliar Convidado
Maio
Ministério da Justiça
5.663,51 € Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
5.498,55 € Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
5.460,37 € Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5.663,51 € Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
5.338,40 € Procuradora-Geral Adjunta Procuradoria-Geral República
5.663,51 € Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
Junho
Ministério da Justiça
5.663,51 € Juiz Conselheiro Supremo Tribunal Administrativo
5.498,55 € Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5.498,55 € Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5.663,51 € Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
Julho
Ministério da Justiça
5.182,91 € Juiz Direito Conselho Superior Magistratura
5.182,91 € Procurador República Procuradoria-Geral República
5.307,63 € Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5.498,55 € Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
Agosto
Ministério da Justiça
5.173,46 € Conservador Direcção Geral Registos Notariado
5.173,46 € Conservadora Direcção Geral Registos Notariado
5.173,46 € Conservador Direcção Geral Registos Notariado
5.173,46 € Notário Direcção Geral Registos Notariado
5.173,46 € Conservador Direcção Geral Registos Notariado
5.663,51 € Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
5.663,51 € Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
5.498,55 € Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5.043,12 € Notária Direcção Geral Registos Notariado
5.173,46 € Conservador 1ª Classe Direcção Geral Registos Notariado
5.498,55 € Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5.498,55 € Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5.027,65 € Conservador Direcção Geral Registos Notariado
5.663,51 € Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
5.498,55 € Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5.173,46 € Conservador Direcção Geral Registos Notariado
5.498,55 € Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5.173,46 € Notário Direcção Geral Registos Notariado
5.498,55 € Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5.498,55 € Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5.159,57 € Conservador Direcção Geral Registos Notariado
5.173,46 € Notária Direcção Geral Registos Notariado
5.173,46 € Ajudante Principal Direcção Geral Registos Notariado
5.498,55 € Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5.173,46 € Notário 1ª Classe Direcção Geral Registos Notariado
5.173,46 € Notária Direcção Geral Registos Notariado
Setembro
Ministério dos Negócios Estrangeiros
7.284,78 € Vice-Cônsul Principal Secretaria-Geral (Quadro Externo)
6.758,68 € Vice-Cônsul mdash; Secretaria-Geral (Quadro Externo)
Ministério da Justiça
5.663,51 € Juiz Conselheiro mdash; Conselho Superior Magistratura
5.498,55 € Juiz Desembargador mdash; Conselho Superior Magistratura
5.498,55 € Juiz Desembargador mdash; Conselho Superior Magistratura
Ministério da Educação
5.103,95 € Presidente Conselho Nacional Educação
Outubro
Ministério da Justiça
5.498,55 € Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
Novembro
Ministério dos Negócios Estrangeiros
7.327,27 € Técnica Especialista Secretaria-Geral (Quadro Externo)
Tribunal de Contas
5.663,51 € Presidente
Ministério da Justiça
5.498,55 € Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5.663,51 € Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
5.498,55 € Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5.498,55 € Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5.498,55 € Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
5.015,16 € Professor Coordenador Inst. Superior Engenharia Lisboa
Que tal um TECTO nas reformas. Com efeitos retroactivos!!!
Em Espanha já existe há muito tempo.
2500€ (500 contos) não chega para um reformado?
GALP é boooooommmmmm. Que reforma!!!
Um quadro superior da GALP, admitido em 2002, saiu com uma indemnização de 290.000,00 euros, em 2004. Tinha entrado na GALP pela mão de António Mexia (PSD) e saiu de lá para a REFER, quando Mexia passou a ser Ministro das Obras Públicas e Transportes...
O filho de Miguel Horta e Costa, recém licenciado, entrou para lá com 28 anos e a receber, desde logo, 6.600,00 euros mensais.
Freitas do Amaral (CDS, depois CDS/PS, depois Bloco Central e depois PS-doente) foi consultor da empresa, entre 2003 e 2005, por 6.350,00 euros / mês, além de gabinete e seguro de vida no valor de 70 meses de ordenado.
Manuel Queiró (CDS- “o braço direito do Algarve”, cunhado da Celeste da Caixa Geral de Depósitos Cardona), do PP, era administrador da área de imobiliário (?) 8.000,00 euros / mês.
A contratação de um administrador espanhol passou por ser-lhe (ao Manuel) oferecido 15 anos de antiguidade (é o que receberá na hora da saída), pagamento da casa e do colégio dos filhos, entre outras regalias.
Guido Albuquerque, cunhado de Morais Sarmento, foi sacado da ESSO para a GALP. Custo: 17 anos de antiguidade, ordenado de 17.400,00 euros e seguro de vida igual a 70 meses de ordenado.
Ferreira do Amaral, presidente do Conselho de Administração. Um cargo não executivo (?) era remunerado de forma simbólica: 3.000,00 euros por mês, pelas presenças. Mas, pouco depois da nomeação, passou a receber PPR,s no valor de 10.000,00 euros, o que dá um ordenado "simbólico" de 13.000 euros.
Mais um chorudo!!!
Segundo reza o Correio da Manhã de Terça Feira, 30 de Janeiro,
" Carlos Veiga Anjos ex-presidente da hidroeléctrica de Cabora Bassa, terá uma remuneração de 95 mil euros pelo trabalho de quatro meses na realização de um estudo sobre a empresarialização do Arsenal do Alfeite. Por mês ganhará 23.750 euros brutos.
Segundo um despacho dos Ministros das Finanças e da Defesa o estudo será realizado entre 10 de Dezembro de 2006 e 31 de Março de 2007, publicado no Diário da República
O Ministério da defesa justifica a escolha deste Senhor com o argumento " que se trata de um consultor a nível internacional com um vasto currículo", porque a reforma do Alfeite é um processo complexo e com prazo curto.
Como diria o Fernando Pessa "" E ESTA HEIN ""
APERTA O CINTO ZÉ POVINHO!!!!!!!!!!!!
Pensões de luxo aumentam 10,8%
O número de novos pensionistas com uma reforma mensal acima de quatro mil euros, o escalão mais alto na Administração Pública, ascendeu, em 2006, a 333 pessoas. Com este resultado, obtido a partir das listas mensais da Caixa Geral de Aposentações (CGA), o universo de reformados com pensões elevadas regista um aumento de 10,8 por cento em relação a 2005. Ao todo, estas 333 pensões custam ao Estado mais de 1,5 milhões de euros por ano.
In Correio da Manhã
Nos últimos dois anos, a lista de aposentados com reformas altas inclui nomes tão famosos como Alberto João Jardim, presidente demissionário do Governo Regional da Madeira, Adelino Salvado, ex-director nacional da Polícia Judiciária, Luís Filipe Pereira, ex-ministro da Saúde, e Rodrigues Maximiano, ex-inspector-geral da Administração Interna. Já personalidades como Manuel Alegre, deputado do PS e candidato nas últimas eleições para a Presidência da República, Santana Lopes, actual deputado do PSD e ex-primeiro-ministro, e João de Deus Pinheiro, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros e actual eurodeputado, reformaram-se com pensões superiores a três mil euros, o segundo escalão mais alto da Função Pública.
Ao todo, segundo os dados da CGA dos últimos dez anos, em Dezembro do ano passado 3409 pensionistas recebiam uma reforma mensal acima de quatro mil euros. Em 2006 reformaram-se 52 pessoas com pensão superior a cinco mil euros, uma das quais ultrapassou os seis mil euros. Justiça e Educação são os sectores onde estão concentradas as pensões mais altas.
Entre 1997 e 2006, o número de pessoas com reformas acima de quatro mil euros registou um aumento de 539 por cento, um sinal evidente do envelhecimento da população activa na Administração Pública. E, por isso mesmo, tudo indica que esta tendência de acréscimo do universo de pensionistas com reformas superiores a quatro mil euros seja uma realidade nos próximos anos.
Daí que o Governo, no âmbito da reforma da Segurança Social, tenha decidido que as pensões dos funcionários públicos com valor mensal superior a 2418 euros não são actualizadas em 2007.
127 NOVOS APOSENTADOS EM 2007
Nos primeiros quatro meses deste ano, o número de novos aposentados com pensão de valor igual ou superior a quatro mil euros totalizou 127 pessoas, contra 120 em igual período de 2006. Os sectores da Justiça, em particular ao nível da magistratura, e da Educação, no que diz respeito a professores catedráticos, registam a maior concentração de aposentados com pensões de valor mais elevado. Eduardo Catroga, ex-ministro das Finanças de Cavaco Silva, destaca-se na lista com uma pensão de 9693 euros.
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Profissão esquecida Alegre reformado da rádio portuguesa
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Mariline Alves Manuel Alegre, vice-presidente da Assembleia da República, era até há pouco tempo coordenador de programas de texto da RDP (Rádio Difusão Portuguesa), cargo do qual se reformou, com 3219,95 euros mensais, segundo a lista dos aposentados e reformados divulgada pela Caixa Geral de Aposentações (CGA).
Político e escritor, Alegre tinha bem escondida dos portugueses e dos amigos a profissão de funcionário da RDP. E nem ele mesmo se lembrava, tanto que, conforme o garantiu ao CM, “se não fossem eles [CGA] a escrever” uma carta a informá-lo da reforma, o vice-presidente da Assembleia da República “nem teria dado por isso”.
Admitindo ter ingressado nos quadros da RDP pouco depois de “regressar a Portugal”, vindo do exílio em Argel, Manuel Alegre confessa que esteve “pouco tempo” nas funções de director dos Serviços Criativo e Culturais da RDP (Jaime Gama era o director dos Serviços Informativos).
Isto porque nas primeiras eleições democráticas, para a Assembleia Constituinte, realizadas no dia 25 de Abril de 1975, foi “eleito deputado”, tendo desde então sido sucessivamente reeleito, razão pela qual nunca mais voltou a trabalhar na rádio. Mas, acrescenta, “se por alguma razão não fosse eleito deputado, teria regressado para RDP”.
Ana Sara de Brito, socialista responsável pela logística da campanha de Alegre à Presidência da República, mostrou-se estupefacta, referindo que “talvez Mário Soares soubesse” desta actividade.
“Não me passava pela cabeça que ele fosse funcionário da rádio”, reafirmou ao CM, considerando que Alegre “devia era doar a reforma ao MIC”, Movimento de Intervenção Cívica, criado na sequência da votação obtida (mais de um milhão votos) por Alegre nas eleições presidenciais.
Também Maria de Belém, colega de bancada e amiga de Alegre, desconhecia a profissão de radialista.
“Eu não sabia mas ele também não tem de conhecer toda a minha vida”, frisou ao CM, lembrando-o nos seus tempos de juventude, com “os seus poemas e canções”, e o seu exílio em Argel. “Aí ele tinha um programa na rádio”, sublinhou, recordando ainda que Alegre tutelou a Comunicação Social.
Foi no I Governo Constitucional, entre Julho de 1976 e Dezembro de 1977, que Manuel Alegre assumiu a Secretaria de Estado da Comunicação Social – quando foi encerrado o jornal ‘O Século’ – cargo que acumulou com o de secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro [Mário Soares] para os Assuntos Políticos.
Correio da Manhã – É verdade que vai receber 3 219,95 euros de reforma da rádio?
Manuel Alegre – Vou receber um terço. Como deputado não posso acumular o vencimento com a reforma. Optei pelo ordenado e um terço da reforma.
– Quanto tempo tem de RDP?
– Fui colocado quando regressei no 25 de Abril. Em 75 fui eleito deputado e tenho sido sempre reeleito. Nunca mais lá trabalhei, mas descontei sempre.
– O cargo não consta na sua biografia do Parlamento.
– É uma lacuna, mas não da minha responsabilidade. Também é verdade que eu já não me lembrava. Eles [Caixa Geral de Aposentações] é que me escreveram uma carta por ter feito 70 anos. Eu não pedi nada.
– Não parece mal uma reforma por tão pouco tempo?
– Só posso sublinhar que é legal Se não me enviassem a carta nem dava por isso. O Presidente da República também não recebe duas ou três reformas do Estado, além do vencimento? Mas eu nem questiono isso, que ele é uma pessoa séria.
Reformas Douradas - Odete S., Marques M., J. Cravinho
alt="Reformas douradas" v:shapes="BLOGGER_PHOTO_ID_5111684016307476194">"João Cravinho, Odete Santos e Marques Mendes, ex-deputados do PS, PCP e PSD, pediram, no decurso deste ano, a atribuição da subvenção mensal vitalícia, uma pensão concedida para toda a vida aos ex-titulares de cargos políticos. O antigo parlamentar socialista, que renunciou ao mandato de deputado em Janeiro deste ano para assumir o cargo de administrador no Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (BERD), já tem a subvenção atribuída, mas os processos de Odete Santos e Marques Mendes estão ainda em fase de apreciação."
[Correio da Manhã]
A moral de cada um é aquilo que é, e o dinheiro é o detergente que a faz desaparecer. Lá se preparam cada um destes ex-deputados para receber vitaliciamente cerca de 3000 euros mensais, sem nada terem de fazer para o merecer. Usufruem de leis que eles próprios criaram, para assim garantirem que os seus futuros serão sempre dourados. Mais imoral ainda tudo isto se torna, quando sabemos que um está instalado em Londres na prateleira dourada onde o colocaram por querer remexer no taxo da corrupção e o outro acabou de ser nomeado para uma administração pelos seus amigos do partido (a primeira de muitas por onde passará, se tudo se passar como é normal nesta anormalidade de país). Em 2007 com as pensões vitalícias de 383 ex-titulares de cargos políticos será de 7,8 milhões de euros quando há dois milhões de portugueses que vivem na pobreza e muitos outros para lá vão caindo todos os dias.
(Post copiado do Kaos)
5.12.06
Reformita do Mirinha
Mira Amaral saiu da Caixa Geral de Depósitos (CGD) com uma reforma de gestor de 18 mil euros.
Na altura acumulava uma pensão de 1,8 mil euros, como deputado e 16 mil euros como líder executivo da CGD.
Portugal Diário - A REFORMA DE MIRA AMARAL
«Depois de um ano e nove meses à frente da CGD, Mira Amaral vai ter uma reforma de 18 mil euros, cerca de 3.600 contos. O valor foi denunciado pela CGTP, e já foi confirmado pelo Governo, que se justifica com a lei».
A confirmar-se - o que, aparentemente, se confirma - o que me choca não é o valor da reforma, é o facto de Mira Amaral poder auferir desta reforma - paga pelos contribuintes - ao fim de apenas um ano e nove meses
Sr. Presidente - Não havia necessidade!
Comentários para quê?
ANIBAL CAVACO SILVA
Actualmente recebe três pensões pagas pelo Estado, distribuídas da seguinte forma:
¤ 4.152,00,00 euros - Banco de Portugal.
¤ 2.328,00 euros - Universidade Nova de Lisboa.
¤ 2.876,00 euros - Por ter sido primeiro-ministro.
Podendo acumulá-las com o vencimento de P.R. !
Porque será que, o Expresso, o Público, o Independente, o Correio da Manhã e o Diário de Notícias, não abordaram este caso, mas trataram os outros conhecidos, elevando-os quase à categoria de escândalos, será que vão fazer o mesmo que fizeram com os outros???
Não será por isto a falência da Segurança Social?
8.1.07
Subvenções Vitalícias
A despesa pública com as subvenções vitalícias dos titulares de cargos políticos irá ultrapassar os 7,6 milhões de euros em 2007. Com o número de beneficiários a rondar as 382 pessoas, a verba afectada para o próximo ano, como prevê a proposta do Orçamento do Estado para 2007, representa um aumento de 6,4 por cento face aos cerca de 7,2 milhões de euros orçamentados para este ano. Em média, cada beneficiário recebe por ano 20 mil euros, o que dá uma pensão mensal média de 1666 euros durante 12 meses.
Entre 2003 e 2007, o regime especial da subvenção vitalícia, atribuído a membros do Governo, deputados e juízes do Tribunal Constitucional que não sejam magistrados de carreira desde 1985, já custou aos cofres do Estado 34,6 milhões de euros. Em 2005, o valor das pensões atribuídas a ex-deputados oscilou, segundo dados da Assembleia da República, entre o mínimo de 1127 euros e o máximo de 2819 euros.
O actual Governo suspendeu a subvenção vitalícia em Outubro do ano passado, mas a despesa pública deverá manter-se elevada nos próximos anos, até porque existem ainda várias dezenas de beneficiários com direito a receber a subvenção vitalícia. Essa é justamente a resposta do Ministério das Finanças às perguntas do CM sobre a causa do aumento da verba orçamentada para 2007. Não adiantando o número de beneficiários estimado para o próximo ano, o Ministério liderado por Teixeira dos Santos é claro sobre a provável tendência de crescimento da despesa pública nos próximos anos: “As disposições eliminadas [pela Lei n.º 52-A/2005, de 10 de Outubro] mantiveram-se em vigor unicamente para aplicação àqueles que, à data da sua revogação, haviam já adquirido o direito às prestações por elas concedidas, bem como para posterior aplicação aos que até ao final do mandato então em curso reunissem ainda condições para delas beneficiar.”Com a salvaguarda deste princípio, pelo menos 32 deputados actualmente em exercício de funções poderão receber, após o termo das suas funções, a subvenção vitalícia. E é previsível que outros beneficiários que ainda não pediram a pensão vitalícia, como ex-membros do Governo, ex-deputados e juízes do Tribunal Constitucional que não sejam magistrados de carreira, exerçam o seu direito nos próximos anos.
Por exemplo, ex-deputados como Almeida Santos (PS), Manuela Ferreira Leite (PSD) e Narana Coissoró (CDS-PP) só solicitaram a subvenção vitalícia em 2005, quando tinham 79, 65 e 74 anos. Mas Eduarda Azevedo e Manuel Maria Moreira, ambos do PSD, e Isabel Castro, d’Os Verdes, que a pediram também em 2005, tinham 49, 49 e 51 anos. Em 2006, pediram, até agora, a subvenção vitalíca, segundo o Parlamento, dois ex-deputados.
SÓCRATES QUERIA MORALIZAÇÃO
A extinção da subvenção mensal vitalícia atribuída aos titulares de cargos políticos foi uma das primeiras bandeiras reformistas lançadas por José Sócrates, desde que tomou posse em meados de Março de 2005. No final de Maio do ano passado, durante o debate mensal na Assembleia da República, o primeiro-ministro surpreendeu as bancadas parlamentares, e mesmo o País, com a célebre declaração de que as pensões vitalícias eram “privilégios injustificados” dos titulares de cargos políticos.
Determinado a avançar com reformas em várias áreas, como a Segurança Social, a Saúde, a Educação e a Justiça, José Sócrates deixou claro, desde o início, que a eliminação das subvenções vitalícias era um princípio indispensável para a “moralização” do sistema político. E deste modo defendia-se de eventuais críticas futuras dos agentes dos sectores onde o Governo entendia ser necessário introduzir reformas.
A revelação de que o Governo pretendia acabar com a subvenção vitalícia causou incómodos no seio da própria bancada do PS, onde um número considerável de deputados estava em condições de obter a pensão vitalícia. E, por isso mesmo, não foi fácil ao Executivo extinguir aquele “privilégio injustificado”, como dizia o primeiro-ministro. Face à pressão dos parlamentares socialistas, o Governo acabou por aceder que a subvenção vitalícia seja atribuída aos deputados que completem 12 anos de funções até ao final da actual legislatura.
O QUE PREVÊ A LEI ANTIGA - A Lei n.º 4/85, de 9 de Abril, especifica o universo de beneficiários com direito a subvenção vitalícia: “Os membros do Governo, os deputados à Assembleia da República e os juízes do Tribunal Constitucional que não sejam magistrados de carreira têm direito a uma subvenção mensal vitalícia desde que tenham exercido os cargos ou desempenhado as respectivas funções após 25 de Abril de 1974 durante oito ou mais anos, consecutivos ou interpolados.” Posteriormente, o período temporal foi alargado para 12 anos. O exercicío de funções de Governo e de deputado contam para o valor da pensão vitalícia.
VALOR MENSAL ATÉ 80% DO SALÁRIOO valor mensal da pensão vitalícia dos titulares de cargos políticos é, segundo o n.º 1 do artigo 25.º, da Lei n.º 4/85, calculado “à razão do vencimento base correspondente à data da cessação de funções do cargo em cujo desempenho o seu titular mais tempo tiver permanecido, por ano de exercício, até ao limite de 80 por cento”. O n.º 2 do mesmo artigo precisa que, “quando o beneficiário da subvenção perfaça 60 anos de idade ou se encontre incapacitado, a percentagem referida no número anterior passará a ser de oito por cento”. A mesma lei, no n.º 7 do mesmo artigo, estipula que, “para efeitos do cálculo da subvenção mensal vitalícia é contado o tempo de exercício do mandato de deputado à Assembleia Constituinte, desde a data da eleição”, que ocorreu em 1975.
UNIVERSO FUTURO - Na lista inicial do Parlamento constavam 32 deputados com entre sete e onze anos de exercício de funções. Dessa lista, Anacoreta Correia, do CDS-PP, abandonou a vida parlamentar em 2006 e já pediu a subvenção vitalícia. E Ferro Rodrigues, do PS, suspendeu o mandato de deputado, em 2005, para ser embaixador de Portugal na OCDE. Em baixo, apresenta-se o universo futuro de potenciais beneficiários e o respectivo número de anos de mandato.
NÚMERO DE ANOS
PS: Alberto Nunes - 11José Apolinário - 10Vera Jardim - 10Rui Cunha - 10António Galamba - 9Miguel Coelho - 9Jorge Strecht - 9Mota Andrade - 9Afonso Candal - 9Celeste Correia - 9Maria do Rosário Carneiro - 9Miguel Ginestal - 9Paula Cristina Duarte - 9Jorge Coelho - 8José Junqueiro - 8Leonor Coutinho - 8Nélson Baltazar - 8Sónia Fertuzinhos - 8António José Seguro - 7Ferro Rodrigues - 7
PSD: Duarte Pacheco - 12 Mota Amaral - 10Hugo Velosa - 9Luís Marques Guedes - 9Melchior Moreira - 9Sérgio Vieira - 9Carlos Pinto - 7Mendes Bota - 7
CDS-PP: Anacoreta Correia - 10
PCP: Luísa Mesquita - 11Bernardino Soares - 9
PEV: Heloísa Apolónia - 8
DETALHES BENEFICIÁRIOS
Em 2005, pediram, segundo o Parlamento, a subvenção vitalícia 16 deputados. Deste total, quatro eram do PS, nove do PSD, um do CDS-PP, um do PCP e um de Os Verdes.NOVA LEIA Lei n.º 52-A/2005, de 10 de Outubro de 2005, revogou a atribuição da subvenção vitalícia aos titulares de cargos políticos.EXCEPÇÃOInicialmente, os ex-presidentes da Assembleia da República e os ex-primeiros-ministros tinham direito à subvenção mensal vitalícia ao fim de quatro anos.
COMO FUNCIONAM AS PENSÕES VITALÍCIAS PARA TODA A VIDA
Uma subvenção mensal vitalícia é uma reforma atribuída para toda a vida. É preciso cumprir 12 anos de serviço
NARANA COISSORÓO - ex-deputado do CDS-PP solicitou a subvenção vitalícia em 2005, quando tinha 74 anos, após a idade da reforma
REFORMA ACUMULÁVEL - Segundo a Lei n.º 4/85, “a subvenção mensal vitalícia é cumulável com pensão de aposentação ou de reforma”ROGÉRIO SOUSA BRITOO ex-deputado do PCP e antigo presidente da Câmara de Alcácer do Sal solicitou a subvenção vitalícia em 2005
TRANSMISSÍVEL - A lei diz que em caso de morte do beneficiário da subvenção mensal vitalícia, 75% do montante é para o cônjuge viúvo
António Sérgio Azenha
Vasco Franco - este merece porque foi herói
APESAR de ter apenas 50 anos de idade e de gozar de plena saúde, o socialista Vasco Franco, número dois do PS na Câmara de Lisboa durante as presidências de Jorge Sampaio e de João Soares, está já reformado.
A pensão mensal que lhe foi atribuída ascende a 3.035 euros (608 contos), um valor bastante acima do seu vencimento como vereador.
A generosidade estatal decorre da categoria com que foi aposentado - técnico superior de 1ª classe, segundo o «Diário da República» - apesar de as suas habilitações literárias se ficarem pelo antigo Curso Geral do Comércio, equivalente ao actual 9º ano de escolaridade.
A contagem do tempo de serviço de Vasco Franco é outro privilégio raro, num país que pondera elevar a idade de reforma para os 68 anos, para evitar a ruptura da Segurança Social.
O dirigente socialista entrou para os quadros do Ministério da Administração Interna em 1972, e dos 30 anos passados só ali cumpriu sete de dedicação exclusiva; três foram para o serviço militar e os restantes 20 na vereação da Câmara de Lisboa, doze dos quais a tempo inteiro. Vasco Franco diz que é tudo legal e que a lei o autoriza a contar a dobrar 10 dos 12 anos como vereador a tempo inteiro.
Triplicar o salário. Já depois de ter entregue o pedido de reforma, Vasco Franco foi convidado para administrador da Sanest, com um ordenado líquido de 4000 euros mensais (800 contos). Trata-se de uma sociedade de capitais públicos, comparticipada pelas Câmaras da Amadora, Cascais, Oeiras e Sintra e pela empresa Águas de Portugal, que gere o sistema de saneamento da Costa do Estoril. O convite partiu do reeleito presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, cuja mulher é secretária de Vasco Franco na Câmara de Lisboa. O contrato, iniciado em Abril, vigora por um período de 18 meses.
A acumulação de vencimentos foi autorizada pelo Governo mas, nos termos do acordo, o salário de administrador é reduzido em 50% - para 2000 euros - a partir de Julho, mês em que se inicia a reforma, disse ao EXPRESSO Vasco Franco.
Não se ficam, no entanto, por aqui os contributos da fazenda pública para o bolo salarial do dirigente socialista reformado. A somar aos mais de 5000 euros da reforma e do lugar de administrador, Vasco Franco recebe ainda mais 900 euros de outra reforma, por ter sido ferido em combate em Moçambique já depois do 25 de Abril (????????), e cerca de 250 euros em senhas de presença pela actuação como vereador sem pelouro.
Contas feitas, o novo reformado triplicou o salário que auferia no activo, ganhando agora mais de 1200 contos limpos. Além de carro, motorista, secretária, assessores e telemóvel.
1400 compraram Curso de Engenharia
hoje no Correio da Manhã
No Instituto Politécnico de Coimbra
1400 compraram Curso de Engenharia
Cerca de 1400 bacharéis de cursos de Engenharia obtiveram administrativamente o grau de licenciado, no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, uma das seis unidades orgânicas do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC). A situação está a provocar mal-estar no meio académico da cidade, pois “dá uma ideia de facilitismo”, considerou fonte do IPC.
COMENTÁRIO: Não percebo esta notícia. Mas não é legal??? E então o Sócrates??? Esse pode........foi a um Domingo
Sócrates sócio duma empresa suspeita
A Casa de Sócrates no registo predial, não passa de um simples apartamento.
Na verdade trata-se de uma casa senhorial no coração de Lisboa. São cinco assoalhadas dum terceiro andar no edifício Heron Castilho. Tem 150 metros quadrados, avaliados em 800.000 euros, que custaram em Fevereiro de 1996, 240.000 euros.
Antes vivia num modesto apartamento T2 na calçada Eng. Miguel Pais, em São Bento. Na garagem tem um Mercedes C230. Longe vão os tempos em que conduzia um modesto Rover 111.
Além disto frequenta restaurantes caros e usa fatos de marca. Como pode Sócrates viver como um homem rico, com 82 mil euros brutos (57 mil líquidos) que declarou ao Tribunal Constitucional ganhar por ano? Diz não ter rendimentos de quaisquer empresas, acções ou planos de poupança. O único património que diz ter é o carro, a casa e ordenado.
Esqueceu-se de dizer que foi sócio da Sovenco? Sociedade de Venda de Combustíveis Lda., com sede na Reboleira, Amadora, em que está registado na matrícula da sociedade. No seu site Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, não consta este pormenor.
Segundo fontes, o Ministério Público está a investigar os investimentos governamentais efectuados nas áreas do tratamento de resíduos urbanos, e a sua relação com o financiamento de actividades partidárias, durante o período em que José Sócrates exerceu funções governativas (Ministro do Ambiente de António Guterres).
Uma das principais dúvidas recai sobre o processo de adjudicação do concurso para o sistema da recolha e tratamento de resíduos do Planalto Beirão.
A Sovenco, criada em 1990, era uma Sociedade de Venda de Combustíveis. A sua constituição: Armando Vara, Fátima Felgueiras, José Sócrates, Virgílio de Sousa.
Sócrates finge, agora, não se lembrar dessa sociedade que fez. E porque se tenta ele esquecer? Porque:
Armando Vara - condenado a 4 anos de prisão (pena suspensa); no entanto recebeu o prémio do amigo José Sócrates, e agora é ADMINISTRADOR DA CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS, com 20.000,00 euros por mês, mais extras.
Fátima Felgueiras - andou foragida da Justiça no Brasil dois anos; HOJE É ELEITA PRESIDENTE DE CAMARA DE FELGUEIRAS, e tem imunidade parlamentar.
Virgílio de Sousa - condenado a prisão por um processo de corrupção no Centro de Exames de Condução de Tábua.
Compreende-se que Sócrates não se queira lembrar. Que "ricos" amigos, hein?... Como é mesmo aquele provérbio?...
"Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és!"
Sócrates já não se lembra...Convém que o pessoal não se esqueça!
Electricidade mais cara 41,4% do que em Espanha
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/
por Eugénio Rosa
Já por diversas vezes denunciámos os lucros exagerados obtidos pela EDP à custa de preços muito superiores aos praticados em outros países da União Europeia, mesmo mais desenvolvidos e com remunerações muito mais elevadas, perante a passividade, para não dizer mesmo a conivência, do governo e da Autoridade da Concorrência. Finalmente, esta última decidiu levantar um processo para averiguar porque razão o preço da electricidade em Portugal é muito superior ao preço espanhol ( 41,4% ). Mas logo o ministro da Economia veio em defesa da EDP, desautorizando aquela entidade. Por isso, interessa esclarecer mais uma vez a forma como actua a EDP e como também obtém os elevados lucros que apresenta todos os anos. É o que se faz neste estudo utilizando apenas dados do Eurostat e da Direcção Geral de Energia e Geologia do Ministério da Economia.
Qualquer pessoa sabe, por pouco que conheça de gestão empresarial, que os lucros de uma empresa são determinados pela diferença entre os proveitos que obtém pelo que vende e os custos que tem de suportar. E os preços que interessam são os chamados "preços à saída da fabrica", ou seja, os preços sem incluir os impostos, porque as receitas destes revertem para o Estado.
De acordo com os dados oficiais do Eurostat, o preço da electricidade em Portugal sem impostos era, em 2007, em média, superior em 21,1% ao preço médio comunitário.
Se a análise for feita por países a diferença, em relação a alguns deles, é ainda maior. Por exemplo, em 2007, o preço da electricidade em Portugal sem impostos era superior em 114,8% ao da Grécia; em 41,4% ao de Espanha; em 30,5% ao da Suécia; em 61,9% ao da Dinamarca, etc.
Como consequência destes preços mais elevados, cerca de 250 milhões de euros dos 1120 milhões de euros de lucros líquidos obtidos pela EDP em 2007, tiveram como origem precisamente a diferença entre o preço praticado em Portugal, que é mais elevado, e o preço médio comunitário.
Só em 2007, os cerca 4.700.000 consumidores domésticos tiveram de pagar pela electricidade que consumiram, cada um deles, mais 53,31 euros do que pagariam se o preço da electricidade em Portugal, sem impostos, fosse igual ao preço médio comunitário.
Em 2007, o preço da electricidade em Portugal era, em média, ainda superior em 21,1% ao preço médio comunitário.
Apesar da crise que grassa no País e dos sacrifícios que os portugueses estão a suportar, utilizando dados do Eurostat, da própria EDP e da Direcção Geral de Geologia e Energia do Ministério da Economia estimamos que, só em 2007, a EDP tenha arrecado cerca de 1120 milhões de euros de lucros líquidos obtidos apenas por ter vendido a electricidade que produz 21% superior ao preço médio de electricidade praticado na União Europeia.
E roubam... e roubam... e roubam...
Obras públicas derrapam para o dobro
In JN
Mas nada acontece. Minto!!! Os impostos sobem
E NINGUEM VAI PRESO.....É TUDO LEGAL.
subsídios de desemprego chorudos
Estado poderá pagar a dois ex membros do M. Economia para não irem para outro lado trabalharem... Durante 2 anos!!!
+- 8600€ por mês.............nada mau para subsídio de desemprego.......ou subsídio para não emprego. Como queiram.
Filha de antigo Ministro adida em Londres (9000€)
AFINAL OS NOSSOS JOVENS TÊM MÉRITO...OH NÃO????
A nossa Maria merece...
"De acordo Com O Correio da Manhã, Maria Monteiro, filha do antigo Ministro António Monteiro e que actualmente ocupa o cargo de adjunta do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros vai para a Embaixada portuguesa em Londres.
Para que a mudança fosse possível, José Sócrates e o ministro das Finanças descongelaram a título excepcional uma contratação de pessoal especializado.
Contactado pelo jornal, o porta-voz Carneiro Jacinto explicou que a contratação de Maria Monteiro já tinha sido decidida antes do anúncio da redução para metade dos conselheiros e adidos das embaixadas.
As medidas de contenção avançadas pelo actual governo, nomeadamente o congelamento das progressões na função pública, começam a dar frutos.
Os sacrifícios pedidos aos portugueses permitem assegurar a carreira desta jovem de 28 anos que, apesar da idade, já conseguiu, por mérito próprio e com uma carreira construída a pulso, atingir um nível de rendimento mensal superior a 9000 euros.
É desta forma que se cala a boca a muita gente que não acredita nas potencialidades do nosso país, os zangados da vida que só sabem criticar a juventude, ponham os olhos nesta miúda.
A título de curiosidade, o salário mensal da nossa nova adida de imprensa da embaixada de Londres daria para pagar as progressões de 193 técnicos superiores de 2ª classe, de 290 Técnicos de 1ª classe ou de 290 Assistentes Administrativos.
O mesmo salário daria para pagar os salários de, respectivamente, 7, 10 e 14 jovens como a Maria, das categorias acima mencionadas, que poderiam muito bem despedir-se, por força de imperativos orçamentais.
Estes jovens sem berço, que ao contrário da Maria tiveram que submeter-se a concurso, também ao contrário da Maria já estão habituados a ganhar pouco e devem habituar-se a ser competitivos.
Também a título de exemplo, seriam necessários os descontos de IRS de 92 Portugueses com um salário de 500 Euros a descontarem à taxa de 20%.
Novamente, a nossa Maria merece!
Aumentos de 200% a gestores públicos
Os gestores públicos continuam a receber muito acima da remuneração base definida e actualizada através de várias resoluções do Conselho de Ministros. De acordo com uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas a quatro grandes empresas públicas (Águas de Portugal – AdP, Caixa Geral de Depósitos – CGD, CTT e ANA – Aeroportos de Portugal), as remunerações dos presidentes dos Conselhos de Administração e respectivos vogais estão mais de 200 por cento acima das fixadas na resolução do Conselho de Ministros.
No caso da CGD, por exemplo, o valor base fixado para o período de 2003 a 2005 era da ordem dos 4752,55 euros, mas os presidentes da instituição (e foram quatro: António de Sousa e Mira Amaral, Vítor Martins e Santos Ferreira), auferiram 24 939,89 euros.
A instituição presidida por Guilherme d’Oliveira Martins tem vindo a alertar o Governo para a necessidade de aprovar um novo Estatuto do Gestor Público “que constitua um sólido, consistente e coerente quadro legal de referência aplicável ao desempenho de cargos de gestão de empresas e sociedades públicas”. Esta reclamação teve resposta em Outubro de 2006, quando o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, aprovou um novo diploma.
Para além do salário, os gestores públicos recebem também “despesas de representação” e “prémios de gestão” que fazem parte da chamada “remuneração global”. São também atribuídos “benefícios suplementares” tais como a possibilidade de adquirir as viaturas de serviço por um valor equivalente a 20 por cento do seu valor residual ao fim de três anos de utilização (benefício que terminou com a resolução 121/2005), a atribuição de planos complementares de reforma pagos pela empresa e o pagamento de despesas de comunicação (telefones fixos e móveis).
Outra das situações que o Tribunal critica é a falta de controlo da riqueza dos titulares de cargos públicos. Segundo a lei, aqueles responsáveis são obrigados a entregar no Tribunal Constitucional, no prazo de 60 dias contados a partir da data de início do exercício de funções, uma declaração dos rendimentos bem como uma inventariação do seu património e cargos sociais exercidos, com indicação dos rendimentos brutos auferidos.
Dos vários gestores que exerceram funções na AdP, CGD, CTT e ANA durante os anos de 2003 a 31 de Março de 2006, só 42 por cento tinham cumprido, na íntegra, a obrigação de declaração de riqueza junto do Tribunal Constitucional.
Face a esta situação, o Tribunal considera que não houve cuidado na observação da imposição legal por parte dos gestores das empresas públicas, “o que contribuiu para o incumprimento do dever de transparência no desempenho de cargos públicos, aliás, legalmente imposto”.
As empresas analisadas nesta auditoria do Tribunal acataram em 87 por cento as recomendações feitas.
SALÁRIO AUFERIDO PELOS GESTORES COMPARADO COM O DEFINIDO NA LEI
AdP (2003/2004/2005
Presidente: 9.049,00 euros (Remuneração auferida) / 3.655,81 euros (Resolução do Conselho de Ministros 29/89) / 5.393,19 euros (Diferença em excesso) / 148% / 8.775,00 euros (Auferida 2001)
Vogais: 8.445,00 euros (Remuneração auferida) / 3.233,98 euros (Resolução do Conselho de Ministros 29/89) / 5.211,02 euros (Diferença em excesso) / 161% / 8.199,00 euros (Auferida 2001)
CGD (2003/2004/2005)
Presidente: 24.939,89 euros (Remuneração auferida) / 4.752,55 euros (Resolução do Conselho de Ministros 29/89) / 20.187,34 euros (Diferença em excesso) / 425% / 24.939,89 euros (Auferida 2001)
Vice-Presidente: 21.198,91 euros (Remuneração auferida) / 4.496,65 euros (Resolução do Conselho de Ministros 29/89) / 16.702,26 euros (Diferença em excesso) / 371% / 21.198,91 euros (Auferida 2001)
Vogais: 17.457,93 euros (Remuneração auferida) / 4.204,18 euros (Resolução do Conselho de Ministros 29/89) / 13.253,75 euros (Diferença em excesso) / 315% / 17.457,93 euros (Auferida 2001)
CTT (2003/2004/até 31-05-2005)
Presidente: 18.217,69 euros (Remuneração auferida) / 4.752,55 euros (Resolução do Conselho de Ministros 29/89) / 13.465,14 euros (Diferença em excesso) / 283% / 4.625,37 euros (Auferida 2001)
Vogais: 4.204,17 euros (Remuneração auferida) / 4.204,17 euros (Resolução do Conselho de Ministros 29/89) / 0,00 euros (Diferença em excesso) / 0% / 4.091,67 euros (Auferida 2001)
ANA (2003/2004/até 29-04-2005)
Presidente: 4.752,55 euros (Remuneração auferida) / 4.752,55 euros (Resolução do Conselho de Ministros 29/89) / 0,00 euros (Diferença em excesso) / 0% / 4.625,37 euros (Auferida 2001)
Vice-Presidente: 4.496,65 euros (Remuneração auferida) / 4.496,65 euros (Resolução do Conselho de Ministros 29/89) / 0,00 euros (Diferença em excesso) / 0% / 4.376,45 euros (Auferida 2001)
Vogais: 4.204,18 euros (Remuneração auferida) / 4.204,18 euros (Resolução do Conselho de Ministros 29/89) / 0,00 euros (Diferença em excesso) / 0% / 4.091,67 euros (Auferida 2001)
CARLOS SANTOS FERREIRA (Presidente da CGD desde Agosto de 2005)
Empresa: Caixa Geral de Depósitos
Ordenado actual: 24.939 euros
Carro: 98.025 euros
Seguros (Saúde, Vida): 0 euros
Prémios de gestão: 0 euros
Planos de reforma: 30.988 euros
Telefone (fixo e móvel): 26.651 euros
VÍTOR MARTINS (Presidente da CGD de Setembro de 2004 a Agosto de 2005)
Empresa: Caixa Geral de Depósitos
Ordenado: 24.939 euros
Carro: 98.025 euros
Seguros (Saúde, Vida): 0 euros
Prémios de gestão: 137.169 euros
Planos de reforma: 40.210 euros
Telefone (fixo e móvel): 25.718 euros
GUILHERMINO RODRIGUES (Presidente da ANA desde Abril de 2005)
Empresa: Aeroportos de Portugal SA
Ordenado actual: 4.752 euros
Carro: 54.321 euros
Seguros (Saúde, Vida): 18.552 euros
Prémios de gestão: 14.257 euros
Planos de reforma: 6.653 euros
Telefone (fixo e móvel): 19.056 euros
CARLOS HORTA E COSTA (Presidente dos CTT de 2003 a Julho de 2005)
Empresa: CTT
Ordenado: 18.217 euros
Carro (renda anual): 26.660 euros
Seguros (Saúde, Vida): 21.685 euros
Prémios de gestão: 35.000 euros
Planos de reforma: 0 euros
Telefone (fixo e móvel): 23.741 euros
POÇAS MARTINS (Presidente da AdP de Junho de 2004 a Junho 2005)
Empresa: Águas de Portugal
Ordenado: 9.049 euros
Carro: 60.000 euros
Seguros (Saúde, Vida): 19.485 euros
Prémios de gestão: 36.196 euros
Planos de reforma: 9.759 euros
Telefone (fixo e móvel): 14.977 euros
LUÍS MACHADO (Presidente da AdP Entre 2002 e 2004)
Empresa: Águas de Portugal
Ordenado: 9.049 euros
Carro: 60.000 euros
Seguros (Saúde, Vida): 19.610 euros
Prémios de gestão: 0 euros
Planos de reforma: 19.002 euros
Telefone (fixo e móvel): 16.419 euros
PLANOS DE REFORMA ELIMINADOS
O Governo vai acabar com os planos complementares de reforma dos gestores públicos no futuro Estatuto do Gestor Público (EGP), cuja revisão está em fase final de preparação. Em resposta à auditoria do Tribunal de Contas sobre o Sistema Remuneratório dos Gestores Públicos, o chefe de gabinete do secretário de Estado do Tesouro e Finanças, Carlos Costa Pina, não deixa dúvidas: “As regalias e benefícios respeitantes a planos complementares de reforma foram eliminados.”
Mais: a missiva, assinada por Eduardo Silva Lima, garante que o futuro EGP estabelece a “consagração do princípio da gestão assente em objectivos quantificados”.
Com a eliminação do plano complementar de reforma, o Governo evita que as empresas públicas despendam alguns milhões de euros com estas regalias. Entre 2003 e 2005, Águas de Portugal (AdP), Caixa Geral de Depósitos (CGD) e ANA - Aeroportos de Portugal atribuíram aos seus gestores complementos de reforma totais de quase 1,5 milhões de euros. Para este valor, a CGD contribuiu com 350 mil euros, em 2003, e 405 mil euros, em 2005. Já os CTT – Correios de Portugal, ao não atribuírem estas regalias, foram a “excepção” nesta matéria.
O objectivo do Governo é “instituir um regime de gestor público integrado e adaptado às circunstâncias actuais, que abranja todas as empresas públicas, independentemente da respectiva forma jurídica, e que fixe sem ambiguidades o conceito de gestor público, defina o modo de exercício da gestão empresarial e as directrizes a que a mesma deve obedecer, regulando, ainda, a designação, o desempenho e a cessação de funções pelos gestores públicos”. Deste modo, defende-se o estabelecimento “em breve” de “padrões elevados de exigência e transparência, os quais são uma decorrência de uma ética de serviço público”.
A cessação dos mandatos dos administradores das 25 empresas públicas verificadas implicou o pagamento de indemnizações no valor de 5137 milhões de euros, dos quais 4202 milhões se referem à CGD. Ainda que em algumas situações não tenha sido paga indemnização. No caso da AdP está em contencioso.
APELOS IGNORADOS
O Tribunal de Contas concluiu que, das recomendações feitas ao Estado português desde Junho de 2003 a Outubro de 2006, o “nível de acolhimento fica abaixo do que seria desejável”.
O organismo presidido por Guilherme d’Oliveira Martins disse que “seis recomendações não foram acolhidas por parte do Estado.”
Na conclusão da auditoria ao sistema remuneratório dos gestores públicos e práticas de bom governo societário, o Tribunal de Contas frisou que, no período mencionado de três anos e quatro meses, “três recomendações foram acolhidas pelo Estado e quatro foram parcialmente acolhidas.”
MINISTRO E SECRETÁRIO DE ESTADO NA AdP
O grupo Águas de Portugal (AdP) teve lucros com uma variação positiva de 350 por cento em 2003, 2004 e 2005. Dos anos analisados pelo Tribunal de Contas, o melhor foi o de 2005, em que o grupo lucrou 13,446 milhões de euros. Recorde-se que foram administradores do grupo Mário Lino, actual ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, e Paulo Campos, que exerce o cargo de secretário de Estado.
SUCESSÃO PROBLEMÁTICA
Luís Nazaré substituiu Carlos Horta e Costa à frente dos CTT em Julho de 2005. A questão do salário foi um problema que se colocou de imediato. Segundo declarações do próprio Luís Nazaré ao CM, o gestor abdicou do salário nos primeiros seis meses de gestão uma vez que o despacho que oficializava a sua remuneração só foi posto em prática em 2006
Barbara e Carrilho - até eu casava!
Barbara Guimarães recebeu até Outubro de 2001, durante todos os meses, 5.000 euros (1000 contos) do Ministério da Cultura para realizar um curto programa diário na RDP-Antena 1. Ao todo foram 60.000 euros (12
mil contos) recebidos em 2000 e cerca de 4500 a 5000 euros por mês em 2001.
Ou seja, o Estado português gastou com Barbara Guimarães um total de 110.000 euros. Tudo graças a amizade então existente entre o ministro da Cultura e a conhecida estrela de televisão.
Manuel Maria Carrilho subsidiou o programa, um pequeno magazine cultural de cinco minutos transmitido de segunda a sexta-feira na RDP- Antena 1. Os 5.000 euros mensais atribuídos por Manuel Maria Carrilho a Barbara Guimarães foram pagos através do Fundo de Fomento Cultural, entidade tutelada pelo Ministério da Cultura e presidida pela actual secretaria-geral do ministério, Helena Pinheiro Azevedo.
Este deve ser o dinheiro que um contribuinte médio faz de descontos UMA VIDA INTEIRA, sem poder fugir !!
C. M. LISBOA – Sá Fernandes - O PALADINO DA VERDADE TAMBÉM TINHA 11 ASSESSORES
Manuel Abrantes
Cuspiu para o ar e o cuspo caiu-lhe em cima.
Quem não viu e não ouviu o vereador do Bloco do Esquerda na Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, gesticular e berrar contra o compadrio provocado pelo pelotão de assessores nomeados pelo, agora, ex-presidente Carmona Rodrigues?
Pois é…
Segundo o jornal “Correio da Manhã” o gabinete de José Sá Fernandes custava ao orçamento da Câmara Municipal de Lisboa 20.880 euros por mês. Com 11 pessoas, das quais nove assessores técnicos, uma secretária e um coordenador de gabinete, auferindo salários mensais entre 1530 euros e 2500 euros.
Segundo o matutino, o bloquista Carlos Marques e deputado municipal, confirma os onze nomes referidos na lista de assessores do vereador do BE, a que o CM teve acesso, e frisa que, desse total de pessoas, “nove são assessores contratados, três a tempo inteiro e seis a tempo parcial”, entre os quais ele próprio. Como “as propostas que são discutidas na Câmara são as mesmas para todos os partidos”, este responsável do BE considera que “está certo que tem que haver assessores, o que não está certo é que isto seja um regabofe”.
Claro “ o regabofe” é só para os outros. Os compadres bloquistas – esses – são necessários.
Desculpem lá! Mas 11 assessores para um único vereador. Mas para fazerem o quê?
Que trabalho tem um vereador para possuir 11 assessores por ele nomeados ? Isto para além dos funcionários camarários já indigitados para apoio.
Afinal o arauto “das verdades” também fazia o mesmo. Falou, falou mas também tinha 11 assessores.
Deixem-se de porras “ Este senhor, que se não me engano exercia a sua profissão como advogado, também tinha 11 assessores no seu escritório de advocacia ?
Ou será como o seu amigo comunista e camarada vereador, Ruben de Carvalho do PCP que, segundo se consta, tinham a seu cargo três tradutores de russo?
E, já agora, também gostava de saber quantos assessores tinha para além dos tradutores…
Bem, isto não foi uma gestão autárquica. Foi uma agência de empregos para os confrades do partido. E não foi só o Carmona Rodrigues. Foram todos!!!
Estão todos entalados até aos ossos.
E como dizia o cartaz na campanha bloquista: Lisboa é gente.
Pois! Só que há uns mais “gente” do que outros…
Manuel Abrantes
Coelhone na Mota-Engil (actualizado)
Será o futuro presidente executivo da Mota-Engil.
Houve concurso? NÃO
Não?
Mas vai haver ............................................... .................. ...................................
....................................................... ..............
...............
................ ........ ........ concursos públicos!!!!!!!!!
(actualização)
Pois é... mas afinal isto é uma retribuição de favores!
Diz o Expresso: Coelho ‘deu’ à Mota-Engil maiores negócios das SCUT - Não há ilegalidade, mas há muita promiscuidade. A construtora passa a ter dois ex-ministros e um ex-secretário de Estado das Obras Públicas na direcção
Contitas da REN
Não sou invejoso e creio que cada um deve receber o que é justo pelo seu trabalho, mas ... apreciem a parte do Relatório e Contas 2006 da REN, que abaixo se transcreve e depois digam lá o que vos parece.
Relatório e Contas 2006 da REN
Recebi juntamente com o jornal que adquiro diariamente, um exemplar do Relatório e Contas - 2006 - da REN - Redes Energéticas Nacionais... que brevemente avaliei e com especial interesse...as remunerações dos membros do Conselho de Administração.
Para o efeito (e os dados são publicitados como manda a Lei), de pg.s 127/8 podem retirar-se as seguintes conclusões:
1 Presidente Eng.º José Penedos (PS)
4 Vogais (Vítor Baptista, Aníbal Santos, Henrique Gomes e Soares de Pinho)
Remunerações (anuais) do Presidente :
"Venc. base" 272 658
Plano comp. de reforma 45 443
Subs. alimentação 2 238
Desp. representação 8 529
Total geral = 328 868 (Euros)
Média mensal = 27 405 (Euros) «» 5 495 contos !
Remunerações (anuais ) de cada um dos 4 Vogais):
"Venc. base" 172 205
Plano comp. de reforma 28 701
Subs. alimentação 2 238
Desp. representação 8 529
Total geral = 211 673 (Euros)
Média mensal = 17 639 (Euros) «» 3 536 contos
Complementarmente...
"O Presidente e os Vogais têm direito à utilização de viatura da empresa, com um plafond de 75 mil euros e 65 mil euros, respectivamente, em relação ao qual não beneficiam do direito de opção de compra, nos termos da Resolução do Conselho de Ministros n.º 121/2005." (Fim de transcrição).
Como se vê... há uma "moralização" notória...sim, porque isto de adquirir viaturas da ordem dos 15 ou 12,5 milhares de contos cada... pelo preço da "uva mijona" !!!...
Não tenho comentários a fazer!
Apreciai com os vossos olhos e talvez aqui se encontrem muitas das
razões porque o Governo precisa de ir buscar dinheiro aos mais fracos...!
Abraço do vosso amigo
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Democratizado por Tiago Soares Carneiro
15.5.07
Câmara do Barreiro
A atravessar a “crise financeira do século”, segundo palavras do presidente, Carlos Humberto de Carvalho (CDU), a Câmara do Barreiro gastou 153 040,80 euros em assessorias técnicas, o triplo do gasto em habitação social: 55 780,73 euros. Só em Janeiro de 2006 foram contratados quatro assessores recém-licenciados a auferir vencimentos que rondam os três mil euros.
De acordo com a concelhia do PS-Barreiro, liderada por Luís Ferreira, nesta contratação imperaram “as relações familiares e políticas com o executivo”. Os assessores em causa são: Márcia Calafate, assessora técnica na área funcional do gabinete da presidência (41 382,00 euros anuais); Ricardo Medeiros – companheiro da vereadora com o pelouro de Águas e Saneamento, Sofia Martins, eleita pela CDU – responsável pela organização técnica e apreciação de processos administrativos do gabinete da presidência (41 382,00 euros anuais); João Neves, apoio jurídico no gabinete da presidência (35 138,40 euros anuais) e Gonçalo Bofill, assessor técnico do pelouro do Ambiente e de Reabilitação Urbana (35 138,40 por ano) .
“São pessoas que, praticamente, acabaram de sair da universidade, não têm mais de trinta anos e cuja experiência profissional não é muito longa”, adianta Luís Ferreira, que se mostrou indignado com as remunerações que auferem: “Escandalizam-me.” “Não têm paralelo com os valores praticados no anterior executivo [liderado pelo PS], de cerca de mil euros”, adianta. Para o presidente da concelhia do PS, os vencimentos dos assessores deverão ser sustentados “à custa do erário público”. “As dificuldades financeiras no Barreiro são uma verdade, por isso, como é possível recorrerem a quadros exteriores a ganhar valores que saem do orçamento da autarquia?”, pergunta Luís Ferreira.
O presidente da Câmara do Barreiro conta a sua versão dos factos: “Essas pessoas recebem 12 meses de salário. Depois, sendo contratados a recibos verdes, alguns descontos não são feitos pela entidade patronal, mas pelo próprio trabalhador. Por fim, não têm direito a subsídio de refeição. Penso que estes factos justificam o valor mensal”, diz. Carlos Humberto disse ao CM que recorreu a estas contratações para ter a seu lado recursos humanos capazes de o ajudar a combater a crise na autarquia. “Foi aberto concurso, as pessoas concorreram e escolhemos as que reuniam melhores condições de assumir as funções em causa”, afirmou o autarca.
EX-CANDIDATO NOMEADO António Abreu, engenheiro e antigo candidato à Presidência da República, foi recentemente nomeado pelo executivo camarário do Barreiro a secretário da vereadora da Educação, Desporto, Cultura e Assuntos Sociais, Regina Janeiro. Segundo fonte da autarquia, António Abreu terá sido contratado para “fazer algum controlo político” ao trabalho de Regina Janeiro que, segundo consta, “tem tido alguma dificuldade e pouca capacidade de resposta” ao cargo que ocupa. Ainda de acordo com a mesma fonte, para exercer estas funções, o engenheiro estará a receber “por volta de 3500 euros”. António Abreu foi um dos candidatos que esteve na corrida às eleições presidenciais de 2001, pelo PCP, ao lado de Jorge Sampaio (PS), Ferreira do Amaral (PSD), Fernando Rosas (BE) e Garcia Pereira (PCTP-MRPP). Jorge Sampaio venceu as eleições com 55,5 por cento. Já António Abreu, que foi vereador na Câmara de Lisboa, só conseguiu 5,1 por cento.
NOTAS SOLTAS
HABITAÇÃO SOCIAL - A Câmara do Barreiro atribuiu no ano passado 55 780 euros à rubrica Habitação Social, menos um terço do que a autarquia gastou em assessorias técnicas. Já para 2007, o Orçamento prevê 100 mil euros para a Habitação Social.
COLIGAÇÃO VENCE - A coligação do PCP com o partido ecologista ‘Os Verdes’ venceu as eleições autárquicas em 2005 com 41,5 por cento dos votos. Já o PS ficou em segundo lugar com 34,4 por cento e o PSD em terceiro com 11,2 por cento dos votos. Na corrida entrou ainda o BE (6,4 por cento), o PCTP/MRPP (1,4 por cento) e o CDS-PP (0,7 por cento).
VEREADORES - A Câmara Municipal do Barreiro tem na totalidade nove vereadores, incluindo o presidente e o vice-presidente da autarquia, sendo que três não têm pelouro. À excepção do vereador do PSD Bruno Vitorino e do independente João Carlos Soares não há nenhum vereador da oposição com pelouros. A CDU elegeu quatro vereadores
DGV - mesmo extinta recruta pessoal
A Direcção-Geral de Viação (DGV), cuja extinção foi confirmada a 27 de Outubro com a publicação da nova Lei orgânica do Ministério da Administração Interna (MAI), está a requisitar pessoal para as direcções regionais de viação do Alentejo e Braga.
O director-geral da DGV, Rogério Pinheiro, assinou no passado dia 28 de Novembro, cita o «Jornal de Negócios», um mês depois de confirmada a extinção do organismo que dirige sob a tutela do MAI, a abertura de três processos de selecção de candidatos.
Para a direcção regional do Alentejo, o responsável da DGV autorizou a requisição de «funcionários públicos da carreira de assistentes administrativos» e auxiliar/telefonista, confirmando a abertura de um concurso semelhante para o caso da delegação de Braga.
MAS AFINAL ISTO JÁ NÃO HÁ CONTROL EM NADA???? MAS TODA A GENTE PODE ROUBAR DESTA MANEIRA O ZÉ POVINHO ?? OS COLA CARTAZES ( POLITICOS) GOVERNANTES JÁ NADA DIZEM A ISTO ? MAS EM QUE PAÍS VIVEMOS ?
Mas afinal pensam que andamos todos a dormir?
Porque será que se faz isto?
Será que é alguém amigo?
Ou amigo de um amigo?
É claro que se está extinta a DGV as pessoas vão para a rua com INDEMINIZAÇÕES!!! Se calhar essas pessoas que entraram até assinaram um contrato com cláusula de rescisão choruda!!!
SERÁ?
5.12.06
Eu faço as obras C******
Voto electrónico na AR
No 'Diário de Notícias' de 20 de Outubro de 2006, vem na página 4 uma notícia pequenina mas muito interessante e que ilustra bem as poupanças e as prioridades deste Governo. Reza a notícia que a Assembleia da República aprovou ontem em plenário o seu próprio Orçamento para 2007 e do qual faz parte uma verba total para obras de "remodelação das bancadas e sistema de ar condicionado" , obras essas que importam em mais de 3 milhões de euros (cerca de 600.000 contos na moeda antiga)...
Para adaptação do sistema de votação electrónica dos deputados (sistema esse que já existe, embora tenha funcionado mal numa das últimas votações) o Estado prepara-se para gastar, pasme-se: um milhão e cem mil euros!!!
Ou seja 220.000 contos!!! Por um sistema em que o deputado carrega num botão e aparece o seu voto contabilizado num quadro electrónico!!!
Se quiserem eu faço as obras e cobro só 500.000!!!
E no sistema de votos levo só 200.000!!
Mais um tacho/contrato bem feito
Por causa de um inenarrável contrato assinado em 1994, a Lusoponte tem o exclusivo rodoviário na travessia do Tejo a jusante da ponte de Vila Franca de Xira.
Quem negociou tão original contrato?
O ministro das Obras Públicas, Engº. Joaquim Martins Ferreira do Amaral.
E por causa desta exclusividade, a Lusoponte poderá vir a receber uma compensação por causa da construção da terceira ponte sobre o Tejo .
Quem é que está contente?
O presidente do Conselho de Administração da Lusoponte, Engº. Joaquim Martins Ferreira do Amaral.
1.07
Mano Pedroso é advogado competente (muito)
Esta notícia que segue , vai direitinha daqui, do RCP.
O ministério da Educação contratou duas vezes o mesmo advogado para fazer o mesmo trabalho. No primeiro contrato, o advogado João Pedroso comprometia-se a fazer um levantamento das leis sobre a Educação e ainda a elaborar um manual de direito da Educação.
O trabalho deveria estar concluído até Maio de 2006, mas tal não aconteceu. Apesar de não ter sido concluído nos prazos previstos, o advogado recebeu a remuneração. Ainda assim, o ministério fez depois com João Pedroso um novo contrato com os mesmos objectivos, mas a pagar uma remuneração muito mais elevada.
Em vez dos iniciais 1500 euros por mês, João Pedroso passou a receber 20 mil euros/mês.
Perante estes factos, o ministério da Educação justifica-se dizendo que os objectivos do primeiro contrato não foram cumpridos por erro de avaliação. O secretário-geral do ministério assume as responsabilidades da tutela. Ao Rádio Clube, João da Silva Baptista diz que o ministério não soube avaliar o volume de trabalho que entregou à equipa liderada por João Pedroso da primeira vez. Por causa do erro de avaliação, o ministério da Educação acabou por ficar sem possibilidade de exigir a João Pedroso para acabar o trabalho pelo qual foi pago e decidiu por isso pagar mais e renovar o contrato.
João Pedroso, contactado pelo Rádio Clube, recusou comentar os contratos que assinou com o ministério da Educação, remetendo todos os esclarecimentos para o Governo. Uma notícia Rádio Clube investigada pelo jornalista Nuno Guedes.
Como refere a notícia, logo a abrir, João Pedroso ( irmão de Paulo Pedroso) é advogado. Formado em Direito, Mestre e "doutorando" (desde 2004) em Sociologia do Direito, pela faculdade de Economia da Univ. Coimbra, eventual especialista em questões de protecção de crianças e jovens, em nome do que lecciona em cursos de pós-graduação, na Universidade de Coimbra, no âmbito do Centro de Direito da Família - (uma Associação privada sem fins lucrativos, constituída em Novembro de 1997, composta por docentes da Faculdade de Direito de Coimbra e por investigadores dedicados ao estudo e ao desenvolvimento do Direito da Família e dos Menores).
É este indivíduo, com este currículo que o ministério da Educação do actual governo, contratou para elaborar um "manual de direito da Educação", pagando-lhe para tal, (segundo a notícia do RCP) do Orçamento do nosso Estado, 20 mil euros por mês, depois de lhe ter pago outra, pela elaboração do tal manual que deveria estar concluído em Maio de 2006, mas não estava. Atrasos, derivados certamente da complexidade extrema da nossa legislação sobre Educação. Temos por isso, uma avença.
Perfeitamente legal.
Os juristas, às dúzias, no ministério da Educação, entretanto, vão-se entretendo com os seus ofícios-circulares.
Não servem para compilar um "manual de direito da Educação", pelo que o outsourcing, vindo de tão singular especialista em sociologia do Direito, torna-se mais do que justificado. Obrigatório até.
Segundo Oliveira Martins, presidente do Tribunal de Contas, em entrevista à mesma rádio, em Portugal, os contratos com o Estado sofrem uma derrapagem de cem por cento, em média. Ou seja, uma boa parte, custa mais do dobro do inicialmente previsto... e tudo dentro dos conformes da le
Manos Pedroso em "alta"
No dia 21 de Novembro, nest blog, foi dito ISTO.
Agora há Deputados a questionar o Ministério da Educação.
NÃO CREIO.
É mais uma GATUNAGEM que o povo permite.
obs for the Girls (Neide)
O episódio passou despercebido à maioria do pessoal, mas o Porco é bicho que gosta de remoer as coisas, pelo que aqui vai a epopeia da Neide com bacalhau e tudo.
A Neide é uma brasileira que estava sossegada a servir às mesas do restaurante Sr Bacalhau do Colombo em Lisboa. Ao tasco, ia lá almoçar amiúde, o Sr Dr. Ernesto Moreira, Director do Departamento de Administração Geral do Instituto de Gestão Financeira e Patrimonial da Justiça, ufa! O nosso Ernesto engraçou com a Neide do Bacalhau, e mais bacalhauzada menos bacalhauzada, o bom do Ernesto viu que por ali a Neide era mal empregada. Avaliou aquilo de alto a baixo, e zás, concluiu que faltava Neide no património do Estado Português. E se bem a mastigou, melhor a engoliu. Sugeriu à Neide um lugarzito, mandou-a concorrer e seleccionou-a. A Neide foi então "Requisitada pelo Estado" por despacho estatal e publicado em diário da república, sem qualquer concurso público, que foi dispensado, dada a urgência e supremo interesse que o Estado tinha na Neide. A nossa Neide saltou assim do bacalhauzito para "Coordenadora do Departamento de Logística do Depósito Público de Vila Franca de Xira" com 1700 mocas por mês (340 contitos, mais regalias).
O Independente achou piada à dispensa do concurso e foi ver da Neide. E chapou com a Neide na primeira página de há 15 dias atrás. Foi um gozo. Eu que ia em viagem de carro ouvi o desenrolar de tudo pela rádio, em noticiários sucessivos. Um delírio puro, só não me despistei de tanto rir por mero acaso. É que os jornalistas foram ouvir o Sr Dr. Ernesto Moreira, que falava do supremo interesse do Estado pela Neide e explicava juridicamente a necessidade do regime de requisição e mais, redundou que era a candidata com melhores habilitações e que tinha a experiência profissional da logística dos seis restaurantes Sr Bacalhau. A rádio largou-o e telefonou à gerência do Sr Bacalhau. Que não, que Logística não serviam, a especialidade deles era mesmo bacalhau, cujos tascos era independentes e que a Neide era uma boa empregada de mesa sim senhores. Voltaram ao Ernesto. O Ernesto falou de uma licenciatura em Geografia e balbuciava qualquer coisa sobre Vila Franca de Xira. Depois teve o bom senso de se calar. Isto tudo de manhã. À tarde o Ernesto ia à vida, o Presidente do IGFPJ idem aspas aspas, mais um ou dois responsáveis e a Neide.
O Sócrates, acossado, mandou tudo pró olho da rua, logo na tarde da Sexta em que saiu a noticia.
Vá lá... menos mau. Mas... e a cadeia? Tráfico de influência, abuso de poder...
Mulher do Costa da SIC (entrevistador do Sócas) tem empregão
Os tachos são para quem se porta bem!!!
Noiva da JS nomeada administradora
Jovem recém-licenciada nomeada administradora
A Administração do Centro Hospitalar do Nordeste Transmontano (CHNT) ficou completa a partir do início deste mês depois da nomeação de Cláudia Miranda como vogal executiva da mesma Administração.
Cláudia Miranda (ainda não tem 20 anos MENTIRA CONFIRMADA) e em termos de currículo está a construí-lo, muito ajudando a actual nomeação política para o lugar de administradora do CHNT. No seu currículo sobressaem as funções de professora substituta do Instituto Politécnico de Bragança, onde seria obrigada a deixar lugar depois de o respectivo titular regressar.
A nova administradora vai auferir o vencimento de 3 000 euros (600 contos) líquidos, acrescidos de automóvel, combustível, telemóvel e algumas despesas de representação. Entretanto, perspectiva-se já que esse vencimento venha a subir para 800 contos líquidos em virtude o actual vencimento ainda corresponder à categoria dos vogais da administração do antigo Hospital de Bragança e não à categoria de vogal de um Centro Hospitalar.
Porque é que uma jovem sem currículo é nomeada para lugar … de tanta responsabilidade???… a avaliar pelo vencimento e mordomias?... Será pelas suas eventuais futuras relações matrimoniais com o actual líder distrital da JS???...
