http://dn.sapo.pt/bolsa/emprego/interior.aspx?content_id=1634265
Este dado parece apontar para que vivamos uma situação contrária à normalmente ouvida (a de que temos contratos de ttrabalho demasiado rígidos). No entanto, a questão completamente a inversa.
Como o contrato de trabalho "normal" é demasiado rígido, criaram-se sistemas paralelos. Ninguém quer contratar um trabalhadpr através dos contratos que deveriam ser a regra.
Assim, o que temos é rigidez absoluta para quem já tem o posto assegurado; insegurança absoluta para quem não tem.
É exactamente o contrário da flexigurança, ou flexisegurança (?). Chamar-lhe-ia Insegrigidez ou Riginsegurança. A alternativa, a flexigurança, seria estabelecer contratos em que o vínculo laboral fosse mais ténue, mas em que em contrapartida as compensações monetárias fossem mais elevadas, "normalizando-se" assim a instabilidade laboral. Como está claro, esta solução é demasiado lógica para agradar a sindicatos ou organizações patronais. Os primeiros, porque um sistema de flexigurança individualiza as relações laborais e dá um poder enorme a cada trabalhador. As segundas, justamente porque o trabalhador vê os seus direitos reforçados e ainda têm de pagar mais dinheiro ao trabalhador.
O sistema actual é bem o resultado do que os sindicatos defendem: aristocratizar os trabalhadores mais velhos; proletarizar os trabalhadores mais novos.
É preciso que alguém pague as pensões e trabalhe por quem está demasiado acomodado para o fazer. Mas isto não quer dizer que as organizações estejam isentas de culpa: enquanro defenderem sistemas de semi-escravatura, nenhuma maioria social as apoiará.















