Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011

O deputado socialista Sérgio Sousa Pinto considerou hoje "absolutamente desnecessária" a proposta do Governo de criminalização da violência escolar, considerando que "faz tanta falta às escolas e ao ordenamento jurídico como uma gaita num funeral". "Bonito"!



publicado por Pedro Quartin Graça às 19:38
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* Por Carlos Abreu Amorim

 

Um artigo da máxima relevância e actualidade e com o qual me identifico.

 

1. Pela primeira vez desde que fiz 18 anos, não exercerei o direito de voto no próximo domingo. Vou abster-me, num acto pensado que se sustenta na inutilidade do actual modelo de poderes presidenciais e na sua trágica discrepância com a elevação democrática que subjaz à eleição directa e universal do seu titular.

Os poderes presidenciais constantes na Constituição constituem uma amálgama de elementos incoerentes sem sombra de identidade própria. Os seus defensores gostam de o nomear com uma expressão assaz reveladora desse insuperável estado de confusão: seria um modelo semipresidencial misto com pendor parlamentar!

Na prática das últimas décadas percebeu-se que este é o lugar público onde se torna mais perceptível a directa relação entre a dimensão do cargo e a daquele que o exerce. Se o seu titular se reduzir a ser um "Presidente do Conselho Fiscal do Formalismo Constitucional", como sucedeu com Cavaco Silva (e com nove anos e meio dos dez de Jorge Sampaio), então não faz qualquer sentido persistir em elegê-lo por sufrágio directo e universal.

2. Nos últimos quinze anos, este País andou sempre para trás. Qualquer que seja a questão nacional (educação, saúde, justiça, economia, finanças, credibilidade das instituições, o estado de depressão colectiva, etc.), Portugal está muito pior.

No entanto, segundo grande parte dos nossos constitucionalistas, bem como dos cronistas da corte que julgam fazer análise política, nenhuma responsabilidade pode ser assacada aos presidentes da República (PR).

Esta tentativa forçada de desculpabilização é contraproducente - acaba por desvendar que, afinal, o PR não faz qualquer diferença. Se o PR não influenciou as muitas desgraças que nos têm sucedido, então para que é que serve? É um mero distribuidor de alguns cargos e muitas duvidosas honras? Consistirá num simples produtor de avisos ou numa espécie de moralista do caos sem força palpável nos destinos colectivos? E será democraticamente adequado sujeitar o País a eleições presidenciais quando a omissão política do PR é um dado esperado e aceite pela exígua minoria que conhece a Constituição?

3. A ideia contemporânea de participação democrática vive da possibilidade de os cidadãos poderem influir efectivamente nas decisões que vão afectar as suas vidas. A democracia não se esgota em eleições - contudo, é nestas que os cidadãos possuem um instrumento activo para poderem agir sobre a realidade política, procurando alterá-la, através do seu voto. Os dois últimos Presidentes primaram pela apatia, ambos justificando-se com o desenho constitucional dos seus poderes.

Só que a esmagadora maioria dos eleitores julga que o seu voto, no próximo domingo, tem o dom de eleger alguém que pode determinar mudanças reais no País - o que não é verdade. Apesar de tal não ter estado na mente do legislador constituinte, do ponto de vista democrático as eleições presidenciais são uma autêntica fraude constitucional.

Não vou votar porque sei que isso seria um acto inútil e ilusório. E, ainda, porque a abstenção consciente, hoje em dia, é a melhor forma de expressar o repúdio por este sistema em que nos afundámos.



publicado por Pedro Quartin Graça às 12:57
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* por Mia Couto

 

O texto diz respeito à realidade moçambicana. Mas, vendo bem, existirão assim tantas diferenças relativamente a Portugal?

 

"Existe o “Yes man”. Todos sabem quem é e o mal que causa. Mas existe o May be man. E poucos sabem quem é. Menos ainda sabem o impacto desta espécie na vida nacional. Apresento aqui essa criatura que todos, no final, reconhecerão como familiar.

O May be man vive do “talvez”. Em português, dever-se-ia chamar de “talvezeiro”. Devia tomar decisões. Não toma. Sim­plesmente, toma indecisões. A decisão é um risco. E obriga a agir. Um “talvez” não tem implicação nenhuma, é um híbrido entre o nada e o vazio.

A diferença entre o Yes man e o May be man não está apenas no “yes”. É que o “may be” é, ao mesmo tempo, um “may be not”. Enquanto o Yes man aposta na bajulação de um chefe, o May be man não aposta em nada nem em ninguém. Enquanto o primeiro suja a língua numa bota, o outro engraxa tudo que seja bota superior.

Sem chegar a ser chave para nada, o May be man ocupa lugares chave no Estado. Foi-lhe dito para ser do partido. Ele aceitou por conveniên­cia. Mas o May be man não é exactamente do partido no Poder. O seu partido é o Poder. Assim, ele veste e despe cores políticas conforme as marés. Porque o que ele é não vem da alma. Vem da aparência. A mesma mão que hoje levanta uma bandeira, levantará outra amanhã. E venderá as duas bandeiras, depois de amanhã. Afinal, a sua ideolo­gia tem um só nome: o negócio. Como não tem muito para negociar, como já se vendeu terra e ar, ele vende-se a si mesmo. E vende-se em parcelas. Cada parcela chama-se “comissão”. Há quem lhe chame de “luvas”. Os mais pequenos chamam-lhe de “gasosa”. Vivemos uma na­ção muito gaseificada.

Governar não é, como muitos pensam, tomar conta dos interesses de uma nação. Governar é, para o May be Man, uma oportunidade de negócios. De “business”, como convém hoje, dizer. Curiosamente, o “talvezeiro” é um veemente crítico da corrupção. Mas apenas, quando beneficia outros. A que lhe cai no colo é legítima, patriótica e enqua­dra-se no combate contra a pobreza.

Mas a corrupção, em Moçambique, tem uma dificuldade: o corrup­tor não sabe exactamente a quem subornar. Devia haver um manual, com organograma orientador. Ou como se diz em workshopês: os guidelines. Para evitar que o suborno seja improdutivo. Afinal, o May be man é mais cauteloso que o andar do camaleão: aguarda pela opi­nião do chefe, mais ainda pela opinião do chefe do chefe. Sem luz verde vinda dos céus, não há luz nem verde para ninguém.

O May be man entendeu mal a máxima cristã de “amar o próximo”. Porque ele ama o seguinte. Isto é, ama o governo e o governante que vêm a seguir. Na senda de comércio de oportunidades, ele já vendeu a mesma oportunidade ao sul-africano. Depois, vendeu-a ao portu­guês, ao indiano. E está agora a vender ao chinês, que ele imagina ser o “próximo”. É por isso que, para a lógica do “talvezeiro” é trágico que surjam decisões. Porque elas matam o terreno do eterno adiamento onde prospera o nosso indecidido personagem.

O May be man descobriu uma área mais rentável que a especulação financeira: a área do não deixar fazer. Ou numa parábola mais recen­te: o não deixar. Há investimento à vista? Ele complica até deixar de haver. Há projecto no fundo do túnel? Ele escurece o final do túnel. Um pedido de uso de terra, ele argumenta que se perdeu a papelada. Numa palavra, o May be man actua como polícia de trânsito corrup­to: em nome da lei, assalta o cidadão.

Eis a sua filosofia: a melhor maneira de fazer política é estar fora da política. Melhor ainda: é ser político sem política nenhuma. Nessa fluidez se afirma a sua competência: ele e sai dos princípios, esquece o que disse ontem, rasga o juramento do passado. E a lei e o plano servem, quando confirmam os seus interesses. E os do chefe. E, à cau­tela, os do chefe do chefe.

O May be man aprendeu a prudência de não dizer nada, não pensar nada e, sobretudo, não contrariar os poderosos. Agradar ao dirigen­te: esse é o principal currículo. Afinal, o May be man não tem ideia sobre nada: ele pensa com a cabeça do chefe, fala por via do discurso do chefe. E assim o nosso amigo se acha apto para tudo. Podem no­meá-lo para qualquer área: agricultura, pescas, exército, saúde. Ele está à vontade em tudo, com esse conforto que apenas a ignorância absoluta pode conferir.

Apresentei, sem necessidade o May be man. Porque todos já sabíamos quem era. O nosso Estado está cheio deles, do topo à base. Podíamos falar de uma elevada densidade humana. Na realidade, porém, essa densidade não existe. Porque dentro do May be man não há ninguém. O que significa que estamos pagando salários a fantasmas. Uma for­tuna bem real paga mensalmente a fantasmas. Nenhum país, mesmo rico, deitaria assim tanto dinheiro para o vazio.

O May be Man é utilíssimo no país do talvez e na economia do faz-de- conta. Para um país a sério não serve."


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publicado por Pedro Quartin Graça às 10:40
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Pasme-se de novo. O ISCSP, no Facebook, perdeu de novo tempo a apagar o meu e outros posts, d@s minhas e meus companheiras/os punk marketeers (adoptei o conceito, obrigada António Carvalho), que remetiam para o link do vídeo da Sessão Solene no youtube.

 

Um pouco inútil, uma vez que este já conta com 421 visualizações.

 

O desafio que desta vez se colocou ao grupo ISCSPleaks foi enviar mensagem aos 796 membros que gostam da página do ISCSP que é monitorizada constantemente por um ridículo e infantilóide lápis azul. E já há que tenha gostado da ideia.

 

Acho que vou perder uns minutos da véspera do o Dia em Que Não Vou Votar Cavaco a fazer isso. Não custa nada...


sinto-me:

publicado por Silvia Vermelho às 10:32
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Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2011

Uma campanha quase ignorada. Dois até há pouco desconhecidos e dois políticos de toda a vida. Um quinto candidato, surge como aquele com o percurso de carreira mais interessante e susceptível da  atenção de um eleitorado massacrado por décadas de enganos. O nosso assumidamente ex-correligionário (?) Fernando Nobre, cumpre assim os requisitos para a generalizada atenção de quem antes de tudo, deseja ver uma abnegada entrega ao serviço do próximo.

 

Mas quem é Fernando Nobre? Aquilo que se conhece, consiste numa exaustiva enumeração de benfeitorias, sem que os media habituados à formatação politicamente correcta, procurem saber algo mais do seu pensamento, nas linhas gerais que o próprio candidato presidencial evidencia através das ideias deixadas no seu livro "Humanidade. Despertar para a Cidadania Global Solidária”.

 

Há quem tenha lido a obra e nos deixe uma imagem bem diversa e inesperada:

 

"Em segundo, não é apertando o cinto “dos ricos”, o que significa aumentar o confisco dos que produzem no primeiro mundo pelos que dizem praticar o bem e vivem da parasitagem (os magnatas e as corporações vivem também dos erários e das leis pró-monopólios: os tais ricos que pagam as contas são apenas os remediados), que os brasileiros ficarão mais ricos. Ficarão é mais pobres e mais dependentes de quem os atrapalha! Necessitam, ainda que isso não seja tudo, é que os seus produtos sejam cada vez mais procurados e valorizados por centenas de milhões de europeus e americanos que vivam bem e consumam mais. O que os povos do Sul precisam, e eu os conheço muito bem pois não vivo numa redoma ou lido apenas com gente desesperada sobre a qual tenho poder de vida ou morte, é de independência e dignidade, e não de protectores que usam a miséria para ficarem bem em fotografias de auto-promoção que fazem as delícias de bilionários e burocratas em Nova Iorque e Genebra.

De injustiça os que dizem lutar contra ela vivem, afinal são eles, os que trabalham em organizações internacionais, que comem em restaurantes caros de Estocolmo, Paris e Oslo, tudo, claro, pago com dinheiro do contribuinte anónimo em vias de empobrecimento, seja por via directa, através dos dinheiros extorquidos pelo roubo fiscal que os estados dão aos “benfeitores do mundo”, ou indirecta, por via das corporações que sobrevivem graças aos regulamentos que garantem que os seus ineficazes monopólios se eternizem às custas dos pequenos que desejam erguer negócios e viver sem patrão ou sem dar satisfações a burocratas com o admirável novo mundo na barriga."

 

Leia o texto completo AQUI


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publicado por Nuno Castelo-Branco às 21:46
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Pasme-se! Depois do post abaixo, o perfil no Facebook "Comunicação ISCSP Valorizamos Pessoas" aceitou-me! Ao mesmo tempo, a página no Facebook "Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas ISCSP-UTL" apagou a partilha que eu havia feito do vídeo da Sessão Solene, bem como um comentário que eu fiz à sua publicitação da dita!

 

Ou seja, ALGUÉM do ISCSP me anda a ler! :D

 

Alguém que tem a possibilidade de, pelo menos, para além de ler este blogue, mudar o Facebook do ISCSP ou, pelo menos, mandar mudá-lo...

 

Assim sendo, lanço aqui um repto! POR FAVOR! Alguém faça ler quem interessa o que REALMENTE interessa, em vez de perder tanto tempo no Facebook.

 

No Facebook, 81 membros fazem neste momento parte do grupo "ISCSPleaks" e 218 pessoas partilharam a ligação original do meu texto "Grito de Revolta", enquanto 72 pessoas partilharam o alojamento dos documentos e 88 pessoas partilharam o vídeo da Sessão Solene, que já foi visto por 171 pessoas no próprio Youtube.

 

Repito, até ao momento.

 

Nos segundos seguintes ao vídeo ser colocado no youtube, três dezenas de pessoas linkaram-no imediatamente.

 

Não é por o apagarem da página do ISCSP que a Internet passa a ter memória curta.

 

Mais, o ISCSPleaks começou com a minha história. Mas o nome está no plural.


sinto-me:

publicado por Silvia Vermelho às 19:29
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Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011

 

O registo do dia de hoje. Disponibilizo gratuitamente ao Departamento de Comunicação do ISCSP a gravação que a minha colega/amiga camerawoman fez, mas se e só se aceitarem *finalmente* o meu pedido de amizade no Facebook!

 

 

 


sinto-me:

publicado por Silvia Vermelho às 23:59
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Apesar das Redes Sociais, através do Facebook e deste mesmo blogue estarem a criar uma rede de solidariedade por esta forma de luta académica, hoje foi o dia de mostrar que os kbytes são de carne e osso.

 

Estive presente na dita Sessão Solene de Abertura do ano lectivo 2010/2011, no ISCSP, em que, aproveitando a ocasião do discurso do Senhor Presidente do ISCSP, Prof. Cat. Doutor João Bilhim, fiz chegar ao mesmo, ao Magnífico Reitor da UTL e restante painel da Mesa, bem como ao Secretário do ISCSP, Acácio Santos, uma cópia do meu Grito de Revolta, bem como uma cópia do que nos comentários chamaram de *mini-regulamento*, pois preservar a memória da vergonha é a melhor maneira de construir um futuro mais limpo. Por isso, a cópia seguiu comentada, com algumas recomendações de leitura, nomeadamente Freitas do Amaral e Montesquieu (mais informações nos documentos aqui).

 

Das reacções, no final da Cerimónia, é de registar a cordialidade e o respeito do Magnífico Reitor, que sempre admirei, bem como a palavra de consideração do Professor Doutor Albino Lopes. A contrastar, encontra-se a atitude do Professor Cat. Doutor João Bilhim que, depois de agradecer, ironicamente, a entrega do meu texto, reforçou, categoricamente e, diria mesmo, com um tom menos apropriado (um tanto ou quanto agressivo), que eu já tinha recebido "tudo o que tinha que ter recebido".

 

A representante da Caixa Geral de Depósitos, por seu turno, recebeu directamente das minhas mãos uma cópia em papel, e fiz questão de lhe dizer que se desconhecia, publicamente, o paradeiro do Prémio, o ano passado suspenso e por aquela entidade apoiado financeiramente.

 

 

Com a ajuda de uma amiga/irmã, que juntamente com outras/os me acompanham há muito na minha vida, foram também distribuídas cópias pelas/os presentes na Cerimónia.

 

Agradeço a todas/os as/os que, directa ou indirectamente, se solidarizaram, nomeadamente ISCSPianas/os (colegas, docentes e não-docentes).


sinto-me:

publicado por Silvia Vermelho às 17:25
editado por Samuel de Paiva Pires às 17:42
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publicado por Pedro Quartin Graça às 17:20
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Sorry, só hoje de tarde vi o mail.



publicado por Cristina Ribeiro às 14:29
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Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011

Grito de Revolta contra a senioridade RASCA


Em Outubro de 2005, com dezasseis anos concluídos em Abril e uma média de entrada de 17 valores, iniciei a minha Licenciatura em Ciência Política no ISCSP-UTL, curso e Instituição de Ensino que escolhi como minha primeira opção. Sem qualquer pretensão: isto não dirá algo do perfil de uma aluna?!

 

No ano lectivo 2008/2009, o meu 4º e último ano de Licenciatura, enquanto bolseira ERASMUS, fiz doze cadeiras na Università Degli Studi di Trieste, tendo concluído onze delas com a classificação máxima (30/30) e a quatro destas as/os docentes avaliadoras/es fizeram questão de acrescentar “com distinção” (30 lode). Sem qualquer pretensão: isto não dirá algo do perfil de uma aluna?!

 

Em 17 de Setembro de 2009, com vinte anos, completei a minha licenciatura pré-Bolonha com uma média de 16 valores (15,75) e respectivo relatório de estágio/seminário de licenciatura classificado em 18 valores.

 

Fui, com efeito, a melhor aluna finalista de Ciência Política no ano lectivo de 2008/2009.

Fui, também, uma das melhores alunas da UTL nesse mesmo ano lectivo, tendo recebido uma Bolsa de Estudo por Mérito em 8JUL2010.

Sou, por isso, uma daquelas jovens estudantes, que se esforçaram no seu percurso académico e de Vida por alcançar a meta a que se propôs. Uma daquelas jovens que já começou a pagar a factura dos seniores de Portugal, aqueles que há alguns anos atrás, falavam da GERAÇÃO RASCA!


Em 12 de Janeiro de 2010, já estudante-trabalhadora, enquanto Mestranda no ISCSP e Técnica de um Projecto numa ONG, um amigo e colega ISCSPiano contacta-me telefonicamente a informar que o Prémio ISCSP-Caixa Geral de Depósitos para a/o melhor aluna/o de Ciência Política (Prémio José Gonçalo de Santa Rita) havia sido atribuído a um colega com a média final de licenciatura de 14,50. Uma média, portanto, inferior à minha.

 

No sítio electrónico do ISCSP, nem uma única informação sobre este assunto. Não fosse o colega avisar-me, e nem havia sabido atempadamente da cerimónia de abertura do ano lectivo.

Em 13 de Janeiro de 2010, apresentei reclamação, cfe. meu direito, ao fundamentar que o documento que o ISCSP alegava ser um “regulamento” não impedia a minha elegibilidade para a recepção do dito prémio (ver anexo).Prémio que reclamava, por ser meu de DIREITO!

Em 15 de Janeiro de 2010, não havia obtido nenhuma resposta escrita à mesma.

 

E faz dia 18 de Janeiro, um ano que, após contactos telefónicos, presenciais, minha insistência e de um colega representante das/os estudantes no Conselho de Escola, a entrega do prémio José Gonçalo de Santa Rita foi suspensa.

 

Faz um ano que iniciei uma jornada difícil, em prol da transparência e da justiça. O ISCSP desprezou-me, a UTL ignorou-me e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior  (MCTES) esqueceu-me. O Estado Português vestiu-se a rigor, como classicamente é conhecido para este tipo de ocasiões – vestiu-se de pessoa de má-fé.


Contrariamente ao que diz, o ISCSP não “valoriza pessoas”. O ISCSP tem, como seus responsáveis, pessoas que se recusaram a admitir perante a sua questionadora - eu - a verdade, quer a material, quer a processual.


Mas, para além da suspensão da entrega de um prémio do qual nunca mais se ouviu falar da rectificação da sua entrega pública, nem aparece mencionado no programa deste ano, o ISCSP fez aprovar, a 12FEV2010, e publicitar no seu sítio electrónico a 28MAI2010, um regulamento.

 

Estivesse eu errada, nunca teria havido qualquer necessidade destas duas acções serem tomadas. Mas o ISCSP nunca me reconheceu a razão. A UTL, em nome de uma autonomia conveniente, foi conivente com esta posição. O MCTES comprovou a ineficiência e a inoperacionalidade, a MENTIRA e o DESPREZO, de um (des)Governo Central desligado das/os suas/seus cidadãs/ãos.


Enquanto ISCSPiana orgulhosa de um passado digno e desejosa de um futuro próspero para a Instituição a que chamei de Casa, enquanto Mestranda e futura Investigadora de um Centro de Investigação do ISCSP (CAPP), enquanto antiga Vice-Presidente do Núcleo de Estudantes de Ciência Política do ISCSP, enquanto cidadã interessada e activista académica e, acima de tudo, representando eu, pelas minhas características pessoais e académicas, um input promissor para as actividades do ISCSP, afirmo:

 

- que me sinto lesada e magoada pela forma insultuosa como o ISCSP me tratou, nas pessoas do Presidente e Secretário do ISCSP, respectivamente Professor Catedrático Doutor João Bilhim e Acácio Santos,


- que estou profundamente agradecida à minha advogada e amiga, a Samuel de Paiva Pires, meu colega e amigo, e a todas as pessoas que, directa ou indirectamente, colaboraram nesta saga e demonstraram a sua solidariedade pela busca de uma justiça que não chegou,

 

- que, apesar de me encontrar, há algum tempo, com graves problemas de saúde, que me impediram de, se calhar, tentar “vencer pelo cansaço”, como se diz na gíria, continuarei presente, enquanto estudante do ISCSP, e desperta, enquanto activista cívica, na luta pela transparência, verdade, justiça e reconhecimento do mérito. Afinal de contas, a minha formação pessoal leva-me a valorizar pessoas e eu nunca deveria ter sido uma excepção a este apanágio.

 

Consulte os pormenores desta VERGONHA em http://silviavermelho.com.sapo.pt/iscspleaks.htm e contribua para que o ISCSP possa um dia ter, como seus responsáveis, pessoas que cumpram o lema da Instituição, pessoas que valorizem pessoas.

 

E já agora! Se o Presidente e Secretário do ISCSP, respectivamente Professor Catedrático Doutor João Bilhim e Acácio Santos, se sentirem lesados por eu denunciar, por esta via, o destempero da sua postura, o desprezo a que votaram a melhor aluna, tal qual moedeiros falsos, coxos e vesgos da verdade, como se eu fosse limitada no entendimento, assim me maltratando, via esta que é pública e infinita, como o é uma almofada de penas rota, as quais depois de espalhadas nunca mais se apanham, que me façam um favor! Processem-me!


sinto-me:

publicado por Silvia Vermelho às 22:41
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Ou como diria John F. Kennedy:"Those who make peaceful revolution impossible will make violent revolution inevitable".

 

And the truth is there is something terribly wrong with this country isn't there? Cruelty and injustice, intolerance and depression. And where once you had the freedom to object, think, and speak as you saw fit, you now have censors and systems of surveillance coercing your conformity and soliciting your submission.

 


Together we shall give them a 5th of November that shall never, ever be forgot!



publicado por Samuel de Paiva Pires às 20:26
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Anda por aí um exótico "orientalista", comensal de tudo o que tenha estampado "luso" ou "lusófono". Consiste num daqueles auto-nomeados historiadores que se dedicam à pesca de estorietas de chamuça com recheio de courato.

Sobre este faquir obcecado com pulsões sexuais de outrem - que talvez indiciem os seus assolapados desejos recalcados - , importa realçar que foi um padre jesuíta que por insondáveis desígnios do seu Teos, decidiu despadrar-se e despir o saiote. Consta ter dirigido (?) o Xavier Center de Goa, nisto podendo considerar-se como uma térmita em madeira de sândalo. Também "parece" que rosnou umas palestras lá para a Lusófona, talvez uma coisa de expediente para engrossar cabedais. Melhor faria em exportar sarís, paus de incenso e saquinhos de noz moscada, cumprindo a tradição dos seus maiores. Não foi com "De" Souzas destes que se manteve o Estado da Índia, e o velho Albuquerque lá bem saberia como lidar com esta corja.  O pequenino e pretensioso "De" Souza, guarda oportunamente o passaporte do odiado Portugal e tem promovido uma intensa campanha de ataque à nossa presença no Oriente. Num texto completamente execrável, manifestou que do seu ponto de vista, somos um país de perigosos "pedófilos", "degenerados sexuais", "fachonos" (nem sei o que isso significa) e talvez numa inesperada autocrítica, de sodomitas. O homem do retirado saiote, viu-se ao espelho e está confuso, só pode.

Não se sabe quem e porquê protege esta espécie de cornaca de elefante empalhado, mas aqui fica o link dum texto publicado há tempos, talvez escrito sob a  influência dos prodigiosos efeitos do mascar de folhas de betel. Um escarro que mancha o Herald de Goa e que por cá, nesta Lisboa de outras eras, é pago com o vil metal português. Bem podia ir varrer as escadas do Palácio do Hidalcão!


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publicado por Samuel de Paiva Pires às 13:24
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Segundo a policia secreta, a "primeira-dama" tunisina, a griffeuse mulher do finalmente deposto presidente Ben Ali, fugiu do país com uma tonelada e meia de ouro, notícia "relativamente confirmada".

 

Existe outro país "relativamente confirmado" na Europa do sudoeste e possuidor de uma espantosa e também "relativamente confirmada" quantidade de lingotes de ouro. Até agora bem guardados fechados nos cofres do banco central, oxalá assim permaneçam por muitas e boas décadas, não vá uma qualquer "relativamente confirmada" republicana dama, ter dourados apetites. Nos tempos que correm, tudo pode acontecer.


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publicado por Nuno Castelo-Branco às 13:22
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Num só movimento materializa-se das águas dormentes e toma a sua presa desprevenida. Faz ainda um pequeno compasso de espera para que a vítima, entre dentes, expire o seu último adeus. Com dois ou três movimentos desfaz-lhe a coluna, como quem quebra nozes, e em menos de nada a devora inteira. Volta para as águas, que voltam dormentes, e é como se daqueles breves instantes… nada.


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publicado por Felipe de Araujo Ribeiro às 10:39
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Domingo, 16 de Janeiro de 2011

O "bardo de Argel" recebeu hoje um inesperado tónico para a sua paupérrima campanha presidencial. E foi o PCTP-MRPP que lhe deu esse novo fôlego ao deliberar no seu Comité Central dar o apoio ao candidato socialista-bloquista.

Diz o PCTP-MRPP:" O objectivo principal dos trabalhadores e do povo português nas próximas eleições presidenciais é derrotar Cavaco Silva.

Cavaco Silva é, com José Sócrates, o principal responsável pela gravíssima crise em que o país se encontra, não apenas pelos dez anos em que foi primeiro-ministro, mas também pela cobertura e incentivo que, enquanto Presidente da República, prestou às medidas celeradas do governo Sócrates contra os trabalhadores e o povo português.(...)

Manuel Alegre é o único candidato em condições de impor uma derrota a Cavaco Silva na segunda volta das eleições presidenciais. O apoio oportunista, envergonhado e equívoco do PS a esta candidatura não deverá desmobilizar o voto dos democratas e patriotas à candidatura de Manuel Alegre. Esse voto deve ser dado maciçamente já no dia 23, para impedir uma eventual vitória de Cavaco Silva à primeira volta e para criar a mobilização necessária para derrotar o candidato da direita na segunda volta.(...)

 



publicado por Pedro Quartin Graça às 23:23
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publicado por Pedro Quartin Graça às 23:01
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Cavaco Silva apelou hoje à participação política dos jovens, sublinhando que o alheamento significa deixar o poder de decisão aos «mais medíocres» e «menos sérios».

«Pensem bem o que significar alhear, deixar àqueles que são mais medíocres, àqueles que têm menos conhecimentos e capacidades, àqueles que são menos sérios, o poder de decisão? E os custos são suportados por vós, suportados por todos os portugueses», sublinhou.

 

De quem fala Cavaco? É melhor mesmo ninguém responder...



publicado por Pedro Quartin Graça às 13:22
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Costuma dizer-se que o que é nacional é bom. E, neste caso, é sublime. Aurea de seu nome, detentora de uma voz poderosíssima, é provavelmente a melhor e mais refrescante novidade do panorama musical nacional:

 

 

 

 



publicado por Samuel de Paiva Pires às 13:09
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José Eduardo Bettencourt é um grande sportinguista. Disso ninguém tem dúvidas. Será também um bom quadro bancário. Sobre isso só os seus patrões poderão responder. Será amigo do seu amigo e uma excelente pessoa. Sobre isso nem me atrevo a escrever. A verdade é que, mesmo eleito por esmagadora maioria dos sócios, JEB foi um desastre enquanto presidente do Sporting. Não por falta de vontade, mas por falta de jeito. Não por falta de empenho, mas por falta de estrutura psicológica para o lugar. O começo do fim começou precisamente no próprio dia da sua eleição e com o abandono de Miguel Ribeiro Telles e Carlos Freitas. Continuou, ao longo dos meses, com as suas desastrosas declarações e insultos a adeptos utilizando uma linguagem nunca ouvida em Alvalade. Prosseguiu no mesmo ritmo com a "cena patética" de Paulo Bento forever. Persistiu com uma postura institucional pouco conforme com um presidente de um grande clube. Agravou-se com um conjunto de contratações caras e que se revelaram um verdadeiro flop. Culminou com a contratação de um director desportivo sem passado mas com demasiada "presença" em áreas onde tal não se pedia. Terminou como começou: mal. JEB estava desde o início condenado a falhar. Paradoxalmente foi o primeiro presidente profissional do Sporting. Falhou em toda a linha e quem perdeu foi o clube. Parte sem títulos. Para os sportinguistas não deixará saudades. O Sporting continua. For ever.



publicado por Pedro Quartin Graça às 10:21
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Pois é, Nuno, mas a caravana passa. E é recorrente que seja a partir do próprio país de acolhimento que se elevem mais alto as vozes de apoio à comunidade Portuguesa. Como no Canadá, em 2006, a terra onde nasci e onde a nossa comunidade tem um enorme valor.

 

Para além dos casos exemplares que o Pedro destaca aqui, são milhões os Portugueses que continuam a conquistar o mundo pelo seu trabalho e exemplo. Até aqui no Congo, de tantos Portugueses me orgulhei, perdidos e anónimos no meio da selva a construir fábricas, a abrir estradas, a inventar hospitais. São estes os Homens e Mulheres que promovem Portugal na sua singular dimensão histórica e espiritual, que já provou ao mundo (e continua a provar) que existe uma alternativa ao status quo de globalização desordenada, sem valores nem direcção.

 

Sermos nós um povo determinado mas pacífico, valente mas conciliador, patriota mas universal, tolerante mas Cristão, confere-nos uma responsabilidade acrescida e por isso temos no mundo uma missão a cumprir.

 

É pelas cada vez mais frequentes aberrações como esta que temos de intensificar a luta pelos valores de base que garantam a nossa sobrevivência, defender quem os possa garantir, e sublinhar a viabilidade de uma alternativa honesta e não utópica. Defender o Amor puro, aquele que é fruto da Caridade e o único verdadeiro e possível.

 

Mas a nossa base é Portugal, e por isso temos, antes de mais, de nos ver livres destes trastes, voltar a viver com orgulho, trabalhar com entusiasmo, combater a inércia e sair do marasmo. Da nossa honra recuperada, façamos a vontade ao Poeta: "Falta cumprir-se Portugal!"


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publicado por Felipe de Araujo Ribeiro às 10:08
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Não saia de casa antes do nascer do sol - 07.49h. Depois de um passeio ao longo da manhã, vá almoçar a Sesimbra ou a Matosinhos e recolha à mesma antes do sol se pôr, às 17:47h. Em dia de Lua cheia, e mais à noitinha, oiça um pouco de música clássica ou veja um pouco de televisão, sem exageros, de preferência um bom filme, e deite-se cedo, não depois das 22h.

É que no dia a seguir é dia de trabalho. Verá que não se arrependerá.


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publicado por Pedro Quartin Graça às 08:56
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e ESTE outro, é especialmente dedicado ao "bom povo" republicano.


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publicado por Nuno Castelo-Branco às 01:30
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Sábado, 15 de Janeiro de 2011

 

 

 



publicado por Samuel de Paiva Pires às 21:01
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Excelente entrevista de José Adelino Maltez, ontem, na SIC Notícias:

 



publicado por Samuel de Paiva Pires às 17:57
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A Comissão Europeia distribuiu 3,5 milhões de agendas com referências aos feriados de três confissões religiosas, mas omitiu as celebrações católicas. A Igreja exige explicações de Durão Barroso e a Conferência Episcopal Portuguesa pressiona os eurodeputados.

De acordo com o JN de hoje, "Em causa estão três milhões e meio de agendas distribuídas pela Comissão Europeia por estudantes e estabelecimentos de ensino em todos os países da Europa. A agenda tem referências às festas judaicas, islâmicas e hindus, mas ignora as festas cristãs, como o Natal ou a Páscoa. A única referência ao Natal é feita através de um abeto finlandês, mas sem qualquer tipo de explicação sobre a data.

O caso já foi denunciado a Durão Barroso por eurodeputados britânicos.  Esta semana, Laurent Wauquiez, ministro francês dos assuntos Europeus voltou a questionar o assunto, perguntando ao presidente da Comissão Europeia se "tem vergonha do património cristão".

Ainda se vai descobrir que tudo foi intencional e que teve como objectivo único não ofender as várias outras religiões existentes na Europa.

É este o melhor retrato da União Europeia e dos seus dirigentes! E Durão Barroso? Não diz nada?


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publicado por Pedro Quartin Graça às 09:34
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(Nero, tocando e cantando alegremente. Imagem retirada do filme Quo Vadis)

 

Ultimamente, deseperado e sem qualquer tipo de argumentação lógica e racional que possa presidir à justificação dos seus actos "orgulhosamente sós", mas colectivamente suicidas, José Sócrates recuperou para o discurso político quotidiano uma palavra há muito relegada para o baú do "fascismo": pátria.

 

Ao fazê-lo, trouxe o debate político para um campo que padece de alguma irracionalidade, dada a ênfase quanto a sentimentos em relação ao país ou comunidade de origem. Realce-se que, sendo Sócrates um indivíduo de duvidosa capacidade intelectual, interrogo-me sobre se alguma vez sequer se debruçou sobre o conceito de pátria e/ou patriotismo. Com a agravante que esta manobra socrática pretende trazer mais legitimidade ao mesmo e automaticamente (diria até, magicamente), julga o Primeiro-Ministro, deixar KO qualquer adversário das suas medidas. Há, nisto, a clara sensação de que as influências de Hugo Chávez se começam a fazer notar em José Sócrates.

 

Acontece que, para qualquer pessoa minimamente atenta ao que se passa à sua volta, resulta claro, independentemente de qualquer ideologia (duvido até que José Sócrates tenha alguma que não seja a do profundo amor e admiração que sente pela sua própria pessoa, proporcional ao desdém que sente pelos portugueses em geral), que o Primeiro-Ministro, de patriota tem muito pouco, ou não esteja a levar o país - e, com ele, a União Europeia -, para o abismo. Na verdade, José Sócrates pode conseguir aquilo mesmo que o seu gigantesco ego mais almeja: ficar nos anais da História. No caso, como o homem que precipitou o fim da União Europeia - ou, quiçá, o princípio da Federação Europeia.

 

Já todos sabemos o que disse Paul Krugman, o economista preferido dos socialistas - pelo menos desde 2008 -, e que o estado de histerismo de Sócrates e Teixeira dos Santos, em relação à operação de colocação de dívida pública que teve lugar esta semana, é bem ilustrativo de como estamos a ser desgovernados por indivíduos que, começo a suspeitar, padecem de um qualquer problema do foro psicológico. A situação, de resto, foi bem analisada por José Manuel Fernandes, entre outros. E o caminho, também ele foi bem assinalado por António Nogueira Leite.

 

De forma mais incisiva, o que pretendo dizer é que José Sócrates deveria abster-se de utilizar no seu repertório argumentativo qualquer referência à pátria. Um homem que por pura teimosia, por não querer admitir os seus erros, por recusar pedir o auxílio do FMI - que quanto mais cedo se der melhor - está disposto a continuar a endividar desalmadamente o país e os portugueses (os de agora e os gerações que ainda nem nasceram), não tem nada de patriota. Na verdade, este homem está a matar Portugal.

 

Pior, José Sócrates já não consegue enganar ninguém. E os portugueses, vendo-se em dificuldades que se agravam de dia para dia, começam a ficar saturados dos seus números de circo. Revoltados mesmo. Não sei o que nos reserva o ano de 2011. Mas, após as presidenciais, as convulsões e as pressões vão tornar-se cada vez mais frequentes. Até porque falta colocar muitos títulos da dívida pública nos mercados.  E o que é facto é que precisamos desesperadamente que José Sócrates largue o poder. Os custos da sua manutenção no poder tornaram-se demasiado altos, demasiado insustentáveis para que os portugueses continuem a assistir impávidos e serenos a estes números.

 

Se Cavaco Silva - sim, falo dando já por garantido que vai ganhar as eleições - não dissolver a Assembleia da República (brevemente escreverei sobre isto e sobre porque acho que Cavaco é também um dos principais responsáveis pela actual situação), e/ou se não for apresentada e aprovada uma moção de censura nesta, quer-me parecer que algo de trágico se vai passar no país. Seja o nosso colapso, que, por arrasto, levará a Espanha e toda a União Europeia consigo, ou seja outra tragédia qualquer, o que me parece é que a saturação dos portugueses em relação a José Sócrates está, também ela, a atingir níveis preocupantes. Quanto ao nosso povo, por muitos qualificado como de "brandos costumes", um mito criado pelo Estado Novo, talvez a memória histórica colectiva traga ao de cima certas atitudes que forjaram a nossa identidade ao longo dos séculos. E o que menos precisamos, nesta hora difícil, é de uma "catástrofe de proporções historicamente singulares para nós e para os nossos filhos", nas palavras de Nogueira Leite.



publicado por Samuel de Paiva Pires às 00:05
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Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2011

O video de uma das centenas de cavernas dos Ali-Babá. O problema consiste no facto de os guardas serem sempre os mesmos 40 ladrões.


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publicado por Nuno Castelo-Branco às 19:54
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Os luxemburgueses, têm a sorte de poder contar com um Chefe de Estado que não representa qualquer partido ou grupo de amigos com interesses obscuros. Esta é uma realidade que os portugueses, habituados a noticiários exótico-presidenciais, desconhecem por completo. País onde existe uma grande comunidade portuguesa, o Luxemburgo tem vivido os seus dias de uma crise que embora bastante incipiente, tem assustado alguns sectores da classe média. O facto é habilmente aproveitado pelos descerebrados National Bewegong, desejosos de poderem proceder à expulsão dos "estrangeiros que apenas poluem o país"(sic). Na mira estão os imigrantes portugueses - a grande maioria -, franceses e jugoslavos. Conhecendo-se as áreas profissionais ocupadas por esses imigrantes, a pouco iluminada gente do National Bewegong, bem poderá esperar a substituição dos europeus por outro tipo de estrangeiros, mais precisamente aqueles de que a França, países escandinavos, Espanha, Bélgica e Alemanha se queixam.

 

Tal como o seu tio Alberto II dos belgas e o seu primo Hans-Adam II do Liechtenstein, o Grão-Duque Henri é várias vezes descendente da Casa de Bragança e decerto sentir-se-á insultado pelo atrevimento de alguns dos seus conterrâneos. Umas poucas palavras seriam bastante oportunas e suficientes para o restabelecimento do equilíbrio e bom senso.

 

É lógico dizer-se que os maiores inimigos dos nacionalistas portugueses, são os nacionalistas dos outros países. Para que conste.



publicado por Nuno Castelo-Branco às 18:01
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O candidato-presidente Coelho, não deixa de surpreender. Ontem, após ter elogiado o Poder Moderador dos monarcas da Carta Constitucional, decidiu-se a uma visita ao Palácio de Belém e não esteve com meias palavras. Esta tarde, acusou a presidência da República de despesismo e referindo-se aos famosos 16.000.000 de Euros anuais, comparou-os aos pouco mais de oito milhões que o governo espanhol atribui à Casa Real. Não é coisa que desconheçamos, mas esta chamada de atenção, vinda da boca de quem quer suceder aos pouco parcimoniosos Cavaco Silva, Jorge Sampaio e Mário Soares, torna-se interessante.

 

Como prevíamos, esta campanha está uma maravilha.


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publicado por Nuno Castelo-Branco às 18:01
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201101-16-22-29-Cartaz-PVM-Alentejo (2).jpg



publicado por Pedro Quartin Graça às 17:54
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Tendo vindo a seguir com muito interesse o referendo que tem decorrido desde Domingo no Sudão, onde se decide a possível secessão do Sudão do Sul, parece-me importante analisar paralelamente as várias implicações que este terá no contexto regional e mesmo global.

 

Para começar, a fortíssima ligação entre o Sudão do Sul e o Uganda não é mera coincidência. Para além das evidentes afinidades culturais, religiosas e étnicas entre os dois povos, também as relações comerciais entre as duas partes têm crescido exponencialmente com o desenvolvimento das estradas entre os dois países, ligando Juba (capital do provável novo estado) com o resto do mundo. É importante referir que isto só se tornou possível a partir da gradual pacificação do território, muito graças aos esforços conjuntos de combate ao insano movimento rebelde LRA (Lord’s Resistance Army), desenvolvidos de forma inédita entre o Sudão, o Uganda e a RD Congo, com o apoio da ONU.

 

Não é esta, no entanto, a questão que a muitos interessa discutir. Um segredo bem guardado durante vários anos tornou-se agora por demais evidente: as reservas de petróleo por explorar entre o Uganda e o Sudão são imensas. Só em termos comparativos, estima-se que o Uganda possa tornar-se brevemente o quinto maior produtor de petróleo de África, isto quando ainda sobra uma área geográfica significativa a ser explorada.

 

A entrada em cena de investidores Britânicos e Irlandeses em nada agradou a Khartoum que, de resto, já amávelmente havia colocado os seus serviços de expertise ao dispôr do seu vizinho, mas um Sudão do Sul independente acabará por bloquear totalmente o acesso de Khartoum a qualquer fatia do bolo. Assim sendo, o óleoduto a ser construido desde o Uganda a Mombassa serve potencialmente como futura alternativa para a saída do petróleo Sudanês, e será para Juba, nas negociações com Khartoum pela disputa de direitos sobre o petróleo, uma moeda muito forte.

 

Arrisca-se, portanto, o Sudão a ver a sua posição enfraquecida ao perder importantes fontes de receita, mantendo no entanto o total da sua dívida externa. Sendo que o Presidente al-Bashir já declarou que pretende avançar com a alteração da Constituição visando a adopção em pleno da lei Sharia, fazem-se já ouvir os receios de um aumento do extremismo Islâmico, e a potencial exploração para fins perversos do descontentamento da população, um pouco à semelhança do que acontece na Somália.

 

Torna-se assim imperativo que subsista o bom senso nos eventuais acordos de separação, processo para o qual é fundamental haver uma inteligente mediação da comunidade internacional. Um acordo justo implica não só a não condenação, a priori, do novo estado à falência, mas ao mesmo tempo evitar rebaixar o Sudão a actor secundário deste processo. Finalmente, é necessário que todos compreendam que o futuro não se fará sem concessões, e aqui falo essencialmente do incontornável perdão de alguma da dívida externa do país.

 

Para os interessados, outras considerações aqui e aqui.


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publicado por Felipe de Araujo Ribeiro às 14:54
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O candidato socialista fala na possibilidade de o PSD ser governo e caso isso aconteça Alegre garante que vai impedir a revisão da Constituição: "Comigo não passará. Comigo não irão por aí"

 

“3. O Presidente da República não pode recusar a promulgação da lei de revisão.”

Constituição da República Portuguesa, n.3, Artigo 286.º


Mais de 30 anos como Deputado e duas vezes candidato a Presidente. Ainda assim MANUEL ALEGRE, é dele quem falamos, demonstra uma inacreditável ignorância sobre a Constituição que diz defender. E querem alguns entregar Belém a esta personagem... Pobre Portugal!



publicado por Pedro Quartin Graça às 13:07
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Ruínas num tempo perdido

 

Sendo a actual campanha eleitoral, um mero expediente de calendário para a nanidade que a instituição presidencial representa - como ontem surpreendentemente muito bem avisou o candidato Coelho, a presidência da República, nem sequer é um Poder Moderador -, o país devia preocupar-se mais com a questão das finanças públicas e sobretudo, com uma economia estagnada e sem grandes perspectivas de futuro. O FMI tem sido apresentado como um perigo iminente, como se Portugal corresse o risco de ser colocado sob ocupação de tropa estrangeira. Estando reduzido a um protectorado da ainda indefinível liderança europeia comandada por Berlim, os leilões da dívida soberana têm atraído compradores, que se para a maioria são desconhecidos, para alguns significam apenas uma intervenção indirecta do BCE, significando isto, a salvaguarda do Deutsche Mark, o conhecido Euro.

 

Como se justifica então, a disparatada alegria pela venda de títulos, quando os juros são estratosféricos e já apontados como ruinosos? A resposta deverá procurar-se nos meandros da política europeia e dentro de portas, no regime português. A chegada do FMI poderia significar um mais rigoroso controlo sobre as contas públicas, onde a despesa e o desperdício de recursos é por demais evidente. Juros mais baixos, adiamento sine die de determinadas obras de fachada, racionalização do sector empresarial do Estado, ou a questão das parcerias público-privadas, consistem em temas pouco interessantes para quem vê o Estado como um campo de acção para os conhecidos caçadores-recolectores. Os agentes políticos alegam abertamente a "humilhação" do país, no caso da intervenção do FMI ser necessária. Não existiu qualquer tipo de "humilhação" quando tal aconteceu há perto de três décadas e pelo contrário, os benefícios foram evidentes. Poucos portugueses quererão a entrada de estrangeiros na condução dos negócios do país, mas este, é um dado há muito adquirido, principalmente após Maastricht. O problema consiste na humilhação dos donos do regime, expostos na praça pública como os uivantes incompetentes e gananciosos que todos sabemos serem.

 

Se for essa a verdade, onde está o problema?



publicado por Nuno Castelo-Branco às 12:04
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Esta notícia faz a delícia de muitos. O famigerado Paul, reputado internacionalmente como mestre dos adivinhos de resultados desportivos, senhor de uma carreira quase inatingível, e que recentemente deixou o reino dos vivos, parece já ter um sucessor à altura. Trata-se agora de ‘Heidi’, um opossum estrábico do jardim zoológico de Leipzig, animal que já tem mais de 197 mil fãs no Facebook, superando, pasme-se ou não, os conseguidos pela chanceler alemã federal Angela Merkel.

"Tão querido", é a expressão mais usada na rede social para definir o marsupial, que atingiu a fama em Dezembro, ao surgir num documentário televisivo. O jardim zoológico assegura não ter planeado o marketing, mas já está a ganhar visitantes.

Já se adivinha quem vai dar palpites para os próximos grandes eventos desportivos internacionais.


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publicado por Pedro Quartin Graça às 10:59
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É com imenso gosto que agradeço a toda a fantástica equipa do Estado Sentido por me acolherem nesta casa, e em particular ao Samuel, que me endereçou tão gentil convite. Espero que a minha experiência com repolhos possa de alguma forma contribuir para a qualidade deste espaço. Até já!



publicado por Felipe de Araujo Ribeiro às 00:58
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Autor de um interessantíssimo blog que dá pelo nome de Árvores Despidas, é com muito prazer que apresentamos o Felipe de Araujo Ribeiro, que agora passa a integrar esta casa. Católico, monárquico e sportinguista, estudou Jornalismo em Coimbra e em 2005 decidiu ir conhecer África. Nunca mais encontrou o caminho para casa. Desde então, viveu na Tanzânia e no Uganda, encontrando-se actualmente na República Democrática do Congo, onde vende repolhos. Frequenta, fora de horas, um mestrado em Gestão Internacional e faz um óptimo bolo de chocolate. Bem-vindo, Felipe!



publicado por Samuel de Paiva Pires às 00:16
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Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

Tivemos o sr. Teófilo e as suas positivas burrices. Logo a seguir, chegou o sr. Arriaga patrocinando "golpe de espadas" e descoroçoados lamentos acerca de quem o rodeava e daquilo que significava a instituição. O Bernardino, esse que não merece o senhor, consistiu numa tisana de cogumelos venenosos, engrossada com Agarol. A brincadeira Sidónio, coisa que ficou entre o pingalim à entrada da sopa dos pobres e o general Tapioca. Os impotentes srs. Almeida e Gomes e as águas paradas do sr. Carmona que por uns tempos deram a beber a mais uma excelsa burrice, de seu nome Higino Lopes. O loquaz sr. Thomaz e o arrependido que se des-arrependeu Spínola. O saltitante sr. Gomes II, do esquecido crachá da PIDE e do Movimento para a Paz e Cooperação, a expensas dos generosos cofres da URSS; o nosso Monk adiado que se conhece por sr. general Eanes e entramos, finalmente, na 3ª República em toda a sua plenitude.

 

Vamos então, à conhecida paternidade da geração rasca, a da conversa fiada dos "Oliveiras da Figueira".

 

Mário Soares. Ex-primeiro ministro dissolvido pelo seu antecessor. Um primeiro mandato de consensos comprados pelo hálito fresco da pasta enviada por Bruxelas. Época de escassas possibilidades para indignações e inauguração das auto-estradas para todo o tipo de desfaçatezes, descontrolos de mundos e fundos, um el dorado para viagens com cameleiras comitivas, cursos de manicura na garagem da vizinha, resmas e resmas de folhecas de contabilidade virtual. Sem dar cavaco, tudo aguentou até garantir a passagem ao segundo mandato, aquele tempo de borrascas, indignações de todas as cambiantes, frases onde o "sonho de entrega do governo a um titular do seu partido" e mais uns tipicismos de república de San Teodoro.

 

Jorge Sampaio. Ex-candidato a antecipadamente falhado primeiro-ministro, tornou-se edil chefe de Lisboa, em pleno período da modernização demolicionista da capital, política auspiciosamente inaugurada nos anos 50. Um excelente continuador do estadonovismo moderno, dos betões às corporações da gente da toga. Um primeiro mandato de grandes nadas, muitos choros, partidas de golfes e ausências por resfriados súbitos, curados em qualquer pista de relva e buracos. Fidelíssimo cumpridor do básico princípio do "amigo do seu amigo", abespinhou-se pela vontade popular que levou o sr. Barroso a S. Bento. Numa inesperada manifestação de energia emprestada por incógnito gerador, dissolve uma Assembleia maioritária e introduz na prática constitucional, o princípio da demissão por antipatia. Reconhecida nulidade on the rocks, nunca passou de um embaraço para os próprios aliados.

 

Cavaco Silva. "A sua passagem pelo governo foi marcada por uma infindável lista de erros, onde as más opções numa certa ideia de desenvolvimento caboucada em exemplos dos anos trinta, caminharam na sociedade civil, de braço dado com todo o tipo de manobras evasivas da legalidade e até - o que é mais importante -, da decência: foi a época dourada dos evaporar de fundos europeus que visariam a formação profissional que não aconteceu (...) consistiu esta, numa política intencional de cobertura do disparate e do abuso. Cremos que  não, mas a solidariedade de clube condescendeu com o inaceitável. Permitiu a instalação de um certo sentimento de impunidade para a prossecução de todo o tipo de negociatas e de abusos e a imprensa do tempo é um alfobre de exemplos de desfaçatez e grosseira investida em direcção a um enriquecimento a todo o custo e à custa fosse de quem fosse. Dentro da sua própria administração e círculo de alegada confiança, saíram para os escaparates dos jornais, alguns dos mais ribombantes escândalos de imprensa de que há memória." Ler o resto aqui.

Pelos auto-elogiosos discursos da campanha, chegou a hora da voz grossa e das sobrancelhas franzidas, bem juntas às pálpebras. Há quem queira ver o alvorecer de uma nova era de "homem-forte" que de virtual chibata em punho, coloque as coisas nos seus devidos lugares. Mas que coisas e que lugares? Sobretudo, que homem? Precisamente um daqueles que trouxeram Portugal ao estado que penosamente se conhece?

 

Não vale a pena.



publicado por Nuno Castelo-Branco às 16:00
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EU financial watchdog 'systemically sabotaged fraud investigations'

The EU's financial watchdog has systemically "sabotaged" investigations and caved into intimidation from countries including France and Italy to cover up fraud, according to a senior official.

EU financial watchdog 'systemically sabotaged fraud investigations'

 

Slim Kallas is accused of putting 'heavy pressure' on investigators to tone down findings of abuse Photo: GETTY
9:00PM GMT 11 Jan 2011

 

Maarten Engwirda, a former Dutch member of European Court of Auditors for 15 years, who retired 10 days ago, has alleged that abuse of EU funds was swept under the carpet by an auditing body that was supposed to expose wrongdoing.

"There was a practice of watering down if not completely removing criticism," he told the Dutch Volkskrant newspaper yesterday. Slim Kallas, the European Commission's vice-president, who was responsible for anti-fraud measures from 2004 to 2010 and who is now the EU transport chief, is accused of putting "heavy pressure" on investigators to tone down findings of abuse. Mr Kallas also clashed with the Court of Auditors over its use of strict accounting standards which meant that the EU’s annual accounts have embarrassingly never been given a clean bill of health. Mr Engwirda, 67, also described an endemic “cover-up culture” within the court and wider EU institutions that had prevented the true extent of fraud from being disclosed. "All these abuses never came out into the open because of the Kremlin-style information we provided. But it didn't enhance our reputation one bit," he said.

 

E os chineses.. no meio desta confusão toda? Esses atacam em toda a frente!



publicado por Pedro Quartin Graça às 07:41
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No The Conscience of a Liberal, esse mesmo, Paul Krugman:

 

I’m with Calculated Risk here: it says something about the sheer desperation of the European situation that Portugal’s ability to sell 10-year bonds at an interest rate of “only” 6.7 percent is considered a success. If you think about the debt dynamics here — the burden of growing interest payments on an economy that is likely to face years of grinding debt deflation — an interest rate that high is little short of ruinous. But it is, indeed, not as bad as people were expecting last week; hence, success.

A few more successes and the European periphery will be destroyed.

 

Leitura complementar: A culpa é nossa, de Carlos Abreu Amorim (Blasfémias)



publicado por Samuel de Paiva Pires às 00:26
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Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2011

 

«Para Portugal, Rudolph Giuliani aconselha o governo a apostar na transformação do país num pólo de investimento. "O governo tem que trabalhar com as empresas que já cá estão e ajudar as que se querem sediar aqui. É importante fazer de Portugal um local vantajoso para investidores". "Os turistas não querem saber dos problemas económicos do país, eles apenas procuram um local agradável para visitar. A Portugal só falta publicidade, porque de resto têm tudo: boas praias, boa comida, uma história interessante e um óptimo clima", salientou.»

 

jornal i


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publicado por João Gomes de Almeida às 17:35
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dn.jpgSão só 13.740 os organismos públicos, ou seja pagos com o dinheiro de todos nós, muitos dos quais vivem à margem da lei. 1724 não apresentaram contas e apenas 418 foram fiscalizados. Entretanto um conjunto de partidos políticos extra-parlamentares ou seja, que não recebem dinheiros públicos, são fortes candidatos a coimas de 4000 ou mais euros por, entre outros "crimes", caso do MPT, não terem imputado à campanha eleitoral para a Assembleia da República de 27 de Setembro de 2009, despesas com a abertura de..., pasme-se, uma conta no Facebook, nem receitas relativas à sua manutenção!!!

E quem faz este tipo de apreciação é uma empresa de auditoria e quem a chancela é a ECFP.



publicado por Pedro Quartin Graça às 13:55
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Meus caros leitores, o meu apelo para estas eleições é que não sejam burros na hora de porem a cruz no boletim de voto. Podia ter aquele discurso chato de dizer que o importante é irem às urnas e votarem, independentemente de ser num ou noutro candidato, mas a verdade é que o país se encontra completamente perdido, perto da bancarrota, com uma justiça podre e desorganizada, com um dos maiores índices de corrupção da Europa e com uma taxa de desemprego descontrolada que parece que vai subir ainda mais no próximo ano. Perante isto, não basta votarem num qualquer candidato, não chega continuarem a votar nos tipos do costume.

Se pretendem sair de casa para legitimar a marcha triunfal de Cavaco Silva, o candidato cujas amizades fazem lembrar os companheiros de Roberto de Niro no "Tudos Bons Rapazes", então por favor fiquem em casa. Por outro lado, se estão a pensar ir até à vossa mesa de voto pôr a cruz em Manuel Alegre, então pelo menos pensem duas vezes e lembrem-se que este senhor está na política desde o 25 de Abril e que nunca conseguiu evitar o estado a que o nosso país chegou. Por outro lado, se pensam votar como protesto em Defensor Moura, José Manuel Coelho ou Francisco Lopes, então aconselho a aproveitarem o dia 23 para se dirigirem ao hospital mais próximo da vossa área de residência, assim como assim deve ter menos gente do que é costume, pois ainda há uns 30% de eleitores que devem ir às urnas, o que irá diminuir o vosso tempo de espera.

Caso estejam realmente preocupados com o nosso país e estejam interessados em ter um chefe de estado que está distante dos partidos, dos lobbys instituídos e de toda a outra merda que afundou o nosso país nos últimos anos, então vão votar, pois finalmente têm uma alternativa. Falo obviamente de Fernando Nobre, um homem com provas de vida na solidariedade, com conhecimento da nossa realidade social e com coragem para ser um verdadeiro mediador do sistema, capaz de enfrentar esta ordem instituída. É muito raro quando um homem destes se oferece para dar o seu contributo para meter o país em ordem, por favor não desperdicem esta oportunidade.



publicado por João Gomes de Almeida às 10:18
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Mal acordei liguei a televisão. A TVI24 e a SICNotícias davam exactamente as mesmas notícias que vi quando me deitei ontem à noite. Decidi então ir ver o que se passava lá fora, através da TVE e da CNBC - o tema em destaque, em ambos os casos, era a dívida externa portuguesa. Foi então que percebi que o mundo está com mais medo da nossa situação económica do que nós próprios.

Voltei à televisão portuguesa e fiquei a saber que as previsões de aumento do desemprego voltaram a crescer. A verdade é que este desemprego será essencialmente nos jovens, principalmente naqueles que são mais qualificados. Esta é a minha geração, que se formou, que em muitos casos se endividou, que noutros casos abriu empresas e foi obrigada a fechá-las e que não tem trabalho qualificado onde se possa empregar. Definitivamente este país não é para novos - só espero que alguém, para além de nós jovens, pague esta factura.



publicado por João Gomes de Almeida às 09:46
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publicado por Samuel de Paiva Pires às 02:44
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Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011

A "entre" pífia e chocarreira campanha presidencial, deu hoje mais alguns exemplos daquilo que é a república portuguesa. Enquanto a conhecida safardanice do sr. Cavaco Silva desancava o seu putativo principal oponente, chamando-lhe ignorante quanto a tudo e mais alguma coisa, o sr. Coelho da Madeira, decidiu-se pelo fim das falinhas mansas. Nada mais nada menos, malha na Justiça e diz a alto e bom som, lutar pela Revolução Francesa - olá, senhora guilhotina - e que é necessário o regresso do Marquês de Pombal, possibilitando-se assim, uma reforma da ceguinha da balança. Em suma, se tivermos Coelho em Belém, podemos desde já contar com um incêndio na Trafaria, um baixar da omnipotente mão nos cofres do erário público, a liquidação daquilo que resta do ensino, a apropriação de terrenos para distribuir pela família e sobretudo, com um erguer de forcas, muitas forcas.

 

Para aqueles que ficarão famosos no futuro, está desde já reservado um certo espaço ermo, situado mesmo ao lado da estação fluvial de Belém. Qualquer atrevido escolho aos desígnios do sr. Coelho, para ali será arrastado, a ainda carcaça viva colocada sobre aspas para se lhe quebrarem as canas das pernas, esmagados os ossos do tronco, desconjuntadas as articulações e finalmente, queimados em roda os despojos e atiradas as cinzas ao Tejo.

 

Com um bocadinho de sorte, ainda assistiremos a uma ressurreição de mortos. Como deve estar contente a malta do Afonso Costa! Há coisas que não mudam.


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publicado por Nuno Castelo-Branco às 22:18
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Mais logo, pelas 00:40, estarei no Combate de Blogs da TVI24, em debate com o Nuno Ramos da Almeida, sobre a campanha para as presidenciais.



publicado por Samuel de Paiva Pires às 16:58
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O nosso PM não só reafirma que não vamos precisar de ajuda externa como também dá conta de uma folga de 800 milhões nas contas públicas.

 

Por esta altura em S. Bento já se devem estudar as possibilidades de foguetório para torrar a massa.



publicado por Pedro Folgado às 12:32
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Já tem uns anos mas é mais actual do que nunca. A pergunta, essa então, não podia ser mais oportuna.



publicado por Pedro Quartin Graça às 08:54
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publicado por Samuel de Paiva Pires às 00:58
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Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011

 

O candidato presidencial Manuel Alegre assegurou hoje que, se Cavaco Silva quiser interromper a sua campanha para fazer diligências internacionais por causa dos juros da dívida portuguesa, "com certeza" que também suspenderá a sua.


"Se o senhor Presidente (da República) quiser fazer diligências juntos de outros chefes de Estado, junto de entidades europeias para explicar que esta situação é injusta para Portugal, que estamos perante uma pressão especulativa que não corresponde à situação económica do país, se quiser fazer essas diligências e inclusivamente interromper a campanha terá a minha compreensão e terá o mau apoio", declarou Alegre.

 

Basta isto para demonstrar o desespero de Alegre, que este não entende nada dos poderes presidenciais e que está a tentar escamotear as responsabilidades do seu partido. Como bem aponta o Nuno Gouveia:

 

Manuel Alegre apoiará Cavaco Silva caso este deseje suspender a campanha para ajudar a resolver a crise da dívida pública. Ou seja, Alegre tenta utilizar a estratégia McCain ao contrário. Sugere que Cavaco suspenda a campanha para trabalhar no problema (que obviamente este não pode resolver) e assim demonstrar que o país está em primeiro lugar. E depois quem é que está desesperado?



publicado por Samuel de Paiva Pires às 23:24
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Pouco interessado nos dramas do futebol, foi com agrado que neste telejornal das 8.00H, vi o sr. José Mourinho receber o seu merecido prémio. Melhor ainda, o treinador procedeu a uma curta e incisiva declaração em português. Um caso raro, nos tempos que correm. Um bom exemplo, para grande desespero da república do miserabilismo.


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publicado por Nuno Castelo-Branco às 21:02
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publicado por Pedro Quartin Graça às 19:06
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publicado por Pedro Quartin Graça às 14:08
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Estranho. O até agora maior país africano, está a viver o momento da fragmentação e nem uma palavra encontramos em jornais como o Público*, Expresso ou Diário de Notícias. Duzentos mil assassinados cristãos, dois milhões de refugiados em países vizinhos. Nada, nem sequer uma manifestação de repúdio, por mais elementar que seja, de uma realidade longínqua e que os europeus não querem conhecer. Se compararmos o caso desta região e do Darfur com aquele outro bem próximo de nós, o do Kosovo, a situação torna-se ainda mais evidente.

 

As razões para tal silêncio, são ostensivas. O Ocidente vive coagido pelo preconceito imposto por uma pretensa vanguarda intelectual da esquerda colaboracionista e já submetida a todas as exigências de um "multiculturalismo" cada vez mais monoreligioso. O Ocidente está aterrado pelo claro falhanço dos ciclónicos "Ventos da História" que liquidaram a África e que hoje obrigam a um referendo justiceiro e libertador do sul do Sudão. Em Portugal, a situação de estrabismo é ainda mais notória, existindo uma permanente censura a tudo que possa colocar em causa, os idos de 1974-75 e as camarilhas do poder.

 

O Ocidente tem medo, pois os Estados da U.E. escancararam as suas portas, prodigamente apascentando os cavalos de Tróia que agora tão temidos são. O Ocidente tem medo de Ahmadinedjad, tem medo do genocida Bashir, de Bin Laden, de Assad, do Hamas, das tâmaras, dos sagrados cameleiros virgens do Alá e das barbaças do imã de Finsbury Park. O Ocidente receia o choque petrolífero de uma bomba, mesmo que seja de carnaval. Em suma, tem medo e este abjecto pavor, consiste sobretudo, numa rejeição daquilo que somos.

 

Com esta gente a comandar a Europa, o Ocidente morrerá. De medo.

 

* Adenda: o Público acabou por decidir noticiar. Tardou, mas aqui está a notícia, acompanhada por um resumo da situação.



publicado por Nuno Castelo-Branco às 09:08
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A campanha para o próximo bonzo de Belém não me tem interessado por aí além. Mas há declarações que tiram do sério. Este Domingo, Francisco Lopes disse que "não há maior radicalismo e extremismo que o de Cavaco Silva". Recorde-se que Lopes é candidato e funcionário de um partido que defende os regimes da China e de Cuba, desculpabiliza o da Coreia do Norte e do Irão, convive com as FARC e considera vários grupos terroristas islâmicos como sendo "progressistas" e "lutando pela liberdade". Que mais disparates ouviremos nos próximos dias? Manuel Alegre a acusar Lopes de defender em demasia o "estado social"? Cavaco acusando Alegre de "conservadorismo"? Aceitam-se sugestões.


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publicado por João Pedro às 01:49
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Domingo, 9 de Janeiro de 2011

"Essa comparação pode ser usada como analogia para o que se passa no Ocidente e em países como a China e a Índia. Há alguns anos, em 2005, o tema engineering gap veio à tona. Recordo que entre os EUA e a Europa já se notava uma discrepância em favor do primeiro, preferindo a Europa formar maus bacharéis nas humanidades, destinados a ocupar cargos burocráticos ou a formar o lumpen proletariado intelectual que pressiona por mais expansão do sector público, mas essa discrepância era ainda maior quando se comparava os EUA com a China e a Índia, que então já formavam muito mais engenheiros que os EUA."

 

Leia os textos completos AQUI e AQUI



publicado por Nuno Castelo-Branco às 22:19
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Quando todos dizem que uma nação, antiga como a nossa, só pode singrar recorrendo à ajuda externa, porque quem achou que poderia governar se revelou totalmente incompetente; não são só os mercados estrangeiros que o exigem- somos nós, os traídos pela classe política que o pedimos, porque nessa ajuda vemos a única possibilidade de salvação. O Carlos mostra porquê



publicado por Cristina Ribeiro às 19:32
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"A um domingo, falar de FMI, a caminho das queijadas, é qualquer coisa que não apetece mesmo"

 

 



publicado por Samuel de Paiva Pires às 18:32
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Espelho meu, espelho meu, no Dragoscópio:

 

O escarcéu que para aí vai, por esta blogosfeira a fora, só por causa de mais uma eleicinha folclórica!... Não percebo tanta peixeirada por coisa tão pouca. Aliás, percebo, mas hoje sinto-me a transbordar de bonomia. No fundo, boys and girls, tanto noise para quê? Vamos, deixem-se de fitas. Façam lá as pazes e abracem-se em santa confraria, numa amena vernissage oxiúrica. Todos sabemos (pelo menos os que não se auto-lobotomizam fervorosamente) que, em matéria de virtude, a honestidade do Pufessor Cavaco é praticamente tirada a papel químico do patriotismo do Poeta Alegre.

 



publicado por Samuel de Paiva Pires às 18:03
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