Terça-feira, Setembro 29, 2009

Coisas extraordinárias

Uma das coisas mais extraordinárias da noite eleitoral (as noites eleitorais são sempre férteis em coisas extraordinárias) foi ver o PS festejar a “vitória extraordinária” que terá sido a maioria relativa que conseguiu.O PS teve, durante quatro anos, a faca e o queijo na mão e cortou a mão. Em quatro anos perdeu meio milhão de votos, perdeu 8,5% do eleitorado (20% do “seu” eleitorado), perdeu a maioria em vários distritos, perdeu 24 deputados. Só não perdeu, pelos vistos (os hábitos não se perdem facilmente), a pesporrência absoluta, já que a maioria absoluta perdeu-a também, e absolutamente. Isto quando todos os outros partidos, da Esquerda à Direita (até o PSD), cresceram em número de eleitores e de deputados, mesmo tendo votado menos gente que em 2005.Dos 500 mil eleitores perdidos pelo PS, 200 mil vão provavelmente a crédito da ministra Maria de Lurdes Rodrigues e da sua ruinosa política educativa. Se Sócrates for coerente com o apoio acrítico que sempre lhe deu mantê-la-á no Governo. Todas as oposições aplaudirão, de olhos nas próximas eleições, esse acto de “extraordinária” firmeza.
Manuel António Pina, JN

A Mafalda faz 45 anos

Onde se vai encostar Sócrates?

Subscrevo:
Quase tudo o que é absoluto mete medo. O que aconteceu nestas eleições, eu acho, é positivo para o país. Só já numa democracia muito evoluída, ou partidos muitíssimo educados democraticamente, é que uma maioria absoluta seria tolerável, desejável acho que não o seria nunca. A abstenção foi enorme, as pessoas participam muito pouco, e as maiorias afastam as pessoas. E as maiorias geram corrupção, a norte, a sul, este, oeste. É triste, mas é assim. Não sei o que vai acontecer agora. Espero que estes resultados encostem o partido socialista mais à esquerda e não mais à direita. Penso que com a actual direcção do PS ninguém pode saber neste momento onde se vai encostar José Sócrates. Fazem-me confusão estes partidos tão dependentes de um líder. Eu elegeria como primeira coisa a fazer o debate, a luta imediata contra a corrupção. Importantíssimo o exemplo do Estado, os gestores das grandes empresas têm que ter as mãos limpas, os dos bancos. Os professores têm que ganhar mais para terem vidas mais dignas, para poderem viajar, comprar livros, para nunca pararem de aprender e poderem transmitir os seus conhecimentos. Sem o entusiasmo das pessoas, não há país que avance. Sem arte e sem cultura os países são tristes e não produzem nada. Sem a solidariedade para com os mais velhos e os mais pobres, somos todos uns canalhas. Um país de canalhas é um país que não vale nada.
Teresa Villaverde, in Público

Segunda-feira, Setembro 28, 2009

Resultados eleitorais em Felgueiras


Domingo, Setembro 27, 2009


Cromo repetido não, por favor!

(Mensagem recebida por mail)

Sábado, Setembro 26, 2009

Lindoso e Soajo



Um passeio em dia de reflexão - para descontrair, já que a ansiedade é muita...

Sexta-feira, Setembro 25, 2009

Será?

Há quem diga que o vamos ter durante mais uns anos. É possível. Mas não é boa notícia. É sinal da impotência da oposição. De incompetência da sociedade. De fraqueza das organizações. E da falta de carinho dos portugueses pela liberdade.
António Barreto

Domingo, Setembro 20, 2009

"Está na Hora!"

Já só faltam 8 dias!

Sábado, Setembro 19, 2009

Hoje, em Lisboa

Hoje, queria ir para Lisboa, mas não posso. Estarei lá em pensamento...

Segunda-feira, Setembro 14, 2009

Hoje começam as aulas, na minha escola

Excerto da entrevista de Paulo Guinote ao Expresso:
- Com que espírito é que acha que os professores vão iniciar este ano lectivo e o trabalho nas escolas? Estão na expectativa de saber quem ganhará as eleições?
Expectativa e esperança são as palavras-chave. (...). A maioria dos professores, incluindo muitos que apoiaram inicialmente este Governo, estão desejosos de uma qualquer forma de mudança, que não passe apenas pela delicadeza no trato, por importante que seja, mas sim pela substância, ou seja, revisão do estatuto da carreira docente com a eliminação da divisão entre titulares e professores e o mecanismo discriminatório das quotas para a progressão que desincentiva muitos profissionais.
- E se for o PS a ganhar, como prevê que sejam as relações entre a classe e o novo executivo?
Afastada que está a hipótese da maioria absoluta, se for o PS a formar governo, em minoria ou em coligação, tudo passará por aquelas duas questões (eliminação da divisão na carreira e das quotas), assim como a alteração do regime de avaliação. Atendendo às iniciativas legislativas tomadas no mandato que agora finda por TODOS os partidos da oposição, espera-se que na próxima legislatura estes assuntos voltem à Assembleia da República e sejam resolvidos. A relação dos professores com o PS, com este PS dirigido desta forma e com esta linha política, está obviamente há muito transformada em divórcio litigioso. Assim como a confiança com a equipa ministerial foi totalmente estilhaçada e não chega mudar rostos e acrescentar sorrisos.
(Texto completo AQUI.)
Só acrescento: faço parte daquela maioria que acredita na mudança. Tenho esperança que o governo mude e, embora não tenha grandes expectativas quanto ao futuro primeiro ministro, espero que ele (ou ela) pacifique as escolas.

Domingo, Setembro 13, 2009

Sócrates versus Sócrates

É mesmo isso, Sócrates, concordo com o tudo o que dizes ao 1º Ministro!

Post 1000 do blog "Escola Revisitada"

Dedicado a toda a gente linda que foi contribuindo para que esta "Escola" continuasse a ser uma grande escola, apesar de tudo...

Sexta-feira, Setembro 11, 2009

11th September - 09/11/2001 (11'09''01)

O outro 11 de Setembro, no Chile, em 1973

Segunda-feira, Setembro 07, 2009

Na comunicação social o que parece é

Não se pode dizer que de Espanha nem boa brisa nem boa Prisa, porque o clima para este monumental acto censório é da exclusiva responsabilidade de José Sócrates.
35 anos depois da ditadura, digam lá o que disserem, não volta a haver o Jornal de Sexta da TVI e os seus responsáveis foram afastados à força.
No fim da legislatura, em plena campanha eleitoral, conseguiram acabar com um bloco noticioso que divulgou peças fundamentais do processo Freeport.
Sem o jornalismo da TVI não se tinha sabido do DVD de Charles Smith, nem do papel de "O Gordo" que é (também) primo de José Sócrates e que a Judiciária fotografou a sair de um balcão do BES com uma mala, depois de uma avultada verba ter sido disponibilizada pelos homens de Londres.
Sem a pressão pública criada pela TVI o DVD não teria sido incluído na investigação da Procuradoria-geral da República porque Cândida Almeida, que coordena o processo, "não quer saber" do seu conteúdo e o Procurador-geral "está farto do Freeport até aos olhos".
Com tais responsáveis pela Acção Penal, só resta à sociedade confiar na denúncia pública garantida pela liberdade de expressão que está agora comprometida com o silenciamento da fonte que mais se distinguiu na divulgação de pormenores importantes.
É preciso ter a consciência de que, provavelmente, sem a TVI, não haveria conclusões do caso. Não as houve durante os anos em que simulacros de investigação e delongas judiciais de tacticismo jurídico-formal garantiram prolongada impunidade aos suspeitos.
A carta fora do baralho manipulador foi a TVI, que semanalmente imprimiu um ritmo noticioso seguido por quase toda a comunicação social em Portugal. Argumenta-se agora que o estilo do noticiário era incómodo. O que tem que se ter em conta é que os temas que tratou são críticos para o país e não há maneira suave de os relatar.
O regime que José Sócrates capturou com uma poderosa máquina de relações públicas tentou tudo para silenciar a incómoda fonte de perturbação que semanalmente denunciou a estranha agenda de despachos do seu Ministério do Ambiente, as singularidades do seu curriculum académico e as peculiaridades dos seus invulgares negócios imobiliários.
Fragilizado pelas denúncias, Sócrates levou o tema ao Congresso do seu partido desferindo um despropositado ataque público aos órgãos de comunicação que o investigam, causando, pelos termos e tom usados, forte embaraço a muitos dos seus camaradas.
Os impropérios de Sócrates lançados frente a convidados estrangeiros no Congresso internacionalizaram a imagem do desrespeito que o Chefe do Governo português tem pela liberdade de expressão.
O caso, pela sua mão, passou de nacional a Ibérico. Em pleno período eleitoral, a Ibérica Prisa, ignorante do significado que para este país independente tem a liberdade de expressão, decidiu eliminar o foco de desconforto e transtorno estratégico do candidato socialista.
É indiferente se agiu por conta própria ou se foi sensível às muitas mensagens de vociferado desagrado que Sócrates foi enviando. Não interessa nada que de Espanha não venha nem boa brisa nem boa Prisa porque a criação do clima para este monumental acto censório é da exclusiva responsabilidade do próprio Sócrates.
É indiferente se a censura o favorece ou prejudica. O importante é ter em mente que, quem actua assim, não pode estar à frente de um país livre. Para Angola, Chile ou Líbia está bem. Para Portugal não serve.

Domingo, Setembro 06, 2009

Hoje andei em campanha...


Segui ao vivo e em directo a este momento da pré-campanha para as legislativas que também serviu para a apresentação pública dos candidatos do Bloco para as eleições autárquicas, em Outubro.

No way, José!

(Protesto Gráfico)

Espero que este seja o seu último aniversário como 1º Ministro!

Sábado, Setembro 05, 2009

Até tu, António?

Palavras para quê?
Depois de quatro anos e meio à frente do Governo, de duas gigantescas manifestações e de uma greve nacional como nunca se tinha visto, eis que José Sócrates vem dizer aos professores que os tratou com pouca delicadeza e que pretende corrigir esse pecado se voltar a ganhar as eleições legislativas. Percebe-se o arrependimento. Portugal tem 150 mil professores que são eleitores potenciais e que, além disso, ainda exercem uma razoável influência social. Acontece que esta humildade do primeiro-ministro cheira a esturro.
Até porque ao longo do conturbado processo negocial com os sindicatos dos professores a arrogância governamental não teve limites e por mais de uma vez o primeiro-ministro, a ministra da Educação e os respectivos secretários de Estado sempre acusaram os partidos da oposição de oportunismo político por apoiarem as reivindicações dos docentes. Aqui e agora importa lembrar ao secretário-geral do PS as palavras que proferiu logo após a primeira gigantesca manifestação de professores. Disse Sócrates: "Considero lamentável o oportunismo dos partidos que deviam defender os interesses do País e não colarem-se a reivindicações corporativas na esperança de ganhar uns míseros votos." No dia 27, estas palavras não vão ser certamente esquecidas pelos 150 mil professores.

Parabéns, P.C!



E não vale a pena esconderes-te, porque quem vê mãos adivinha as caras, não é?
E vê se apareces para uma cevadita...

Sexta-feira, Setembro 04, 2009

A Festa

Começa hoje. Gostava de lá ir, mas não vai dar!

Se houver maioria absoluta nas eleições...

... há que manter a luta e ter a arma jurídica pronta para a contestação.
Paulo Guinote tem sido incansável e é o rosto mais visível e imprescindível desta luta. Estou-lhe imensamente grata!

E já lá vão 23 anos...


E é com um orgulho enorme que aqui nos vejo reflectidos!

Parabéns, LP!

Quinta-feira, Setembro 03, 2009

A ministra da Guerra

A ministra da Educação parece ter por certa a vitória do PSD nas próximas legislativas e fala já no futuro das políticas educativas de Ferreira Leite: "Paz com os professores vai sair muito cara ao país", augura ela catastroficamente no "Diário Económico". O discurso bélico de Maria de Lurdes Rodrigues deixa perceber o modo como entendeu o seu papel político no governo de Sócrates, o de ministra da Guerra aos professores.
Nem, porém, os bombardeamentos maciços a decreto-lei ou os flanqueamentos por despacho resultaram e, cercada de descontentamento por todos os lados (o próprio Sócrates reconheceu os "erros" do processo de avaliação), a ministra dedicou os últimos tempos do mandato a tácticas clássicas da complexa arte das guerras perdidas, manobras de diversão e recuos estratégicos, tudo para, como diz, "poupar" o país aos malefícios da paz e do consenso educativos. O PS optou por escondê-la durante a campanha eleitoral porque constatou que o invocado país não aprovou afinal a guerra da ministra e se mostra disposto a pagar o que for preciso, até eleger Ferreira Leite, para se livrar dela.

Quarta-feira, Setembro 02, 2009

Ministra...

Ministra reconhece falhas de comunicação com professores
E eu vejo na senhora muitas outras falhas... Ainda bem que o reinado está a acabar!

Terça-feira, Setembro 01, 2009

O slogan para Setembro

Criação do Antero, claro!

Segunda-feira, Agosto 31, 2009

Adeus, Agosto!



Chega de boa vida!
Setembro já aí está à espreita e há que dar a volta a isto...

Sexta-feira, Agosto 28, 2009

Colocação de professores

Aí estão as listas.
Há gente de quem vou ter muitas saudades. Breve, falarei mais nisso.
Agora vou de fim-de-semana...

Quinta-feira, Agosto 27, 2009

Burros há muitos!


Só é pena é que sejam estes a estar em extinção!...
(Mas ainda bem que há quem trabalhe para os proteger.)

Algumas das aldeias históricas

Pedras de Monsanto - um espectáculo!

Quarta-feira, Agosto 26, 2009

Tenho vergonha de mim

Por cá também se sente muita indignação...
Esperemos que ela nos dê garras para mudarmos isto!

A manipulação dos números

O Paulo Guinote está imparável!
Vale a pena acompanhar a desmontagem que ele está a fazer dos números apresentados pelo governo, nesta fase de campanha eleitoral, a partir deste post.

A propósito da divisão da carreira...

Estou, tal como a 3za, optimista e acredito que esta divisão injusta vai acabar.
Eis parte da sua reflexão:
Em boa verdade, confesso, sempre disse lá na escola que um dia isto acabava, voltaríamos todos a ser professores, e encontraríamos uma forma justa de avaliação e de progressão que realmente premiasse o mérito (recebi muitas vezes de volta a resposta: nem penses, isto agora vai ficar assim para sempre, mais vale aceitar!).
Continuo a acreditar que vai acontecer. Talvez porque seja uma optimista ingénua. (...)
Confio na democracia e na seriedade das pessoas sérias (ainda devem existir muitas).
Todos já percebemos que isto não faz qualquer sentido, nasceu muito torto e causou muitos danos. Insistir no erro acabaria com a minha crença na justiça e na inteligência colectivas. Acabaria com a minha noção (meio infantil, sei) de esperança. Minaria a minha confiança na lógica das coisas.
Não consigo sequer imaginar que isso possa acontecer.
Daqui a uns meses, muitas destas coisas não passarão de sonhos maus que feriram de morte a Escola e a Educação, roubaram de forma vil tempo precioso que devia ter sido destinado aos alunos, afastaram do sistema muitos excelentes profissionais.
Teremos de reunir todas as forças para combater mais estes fogos de Verão e reconstruir sobre as cinzas, lá para o Outono e Inverno, a bem das crianças que servimos e que nunca foram uma prioridade na esmagadora maioria das decisões tomadas.

Segunda-feira, Agosto 24, 2009

Tenho andado por aí, à espreita...

(Sortelha)

A passear pelo país...

E a ver sítios completamente fora de série, como Monsanto, por exemplo.

Domingo, Agosto 16, 2009

O que nos vale é haver gente que...

Nem em férias descansa!
Já posso ir de férias descansada... ou não!

Sábado, Agosto 15, 2009

Já posso ir de férias...

Já tenho a minha máquina de volta; estou bem contente!
Aproveitei que o sol ainda não tinha desaparecido completamente e lá voltei eu às fotografias...
Entretanto, enquanto escrevia isto, ocorreu-me o seguinte: então eu estou a ver o sol a mexer-se, a desaparecer no horizonte, e ele afinal está quietinho no seu sítio...
Não haja dúvidas: nem tudo o que parece é!

Woodstock 1969: A Retrospective

Woodstock faz 40 anos

Não haja dúvidas, 1969 foi mesmo um ano fora do comum.
Depois da ida à lua, nos Estados Unidos aconteceu o maior festival de sempre, o Woodstock , de 15 a 18 de Agosto.
A Visão dedica uma atenção especial a este espectáculo único - AQUI.

Segunda-feira, Agosto 10, 2009

Parabéns, Maria!

Parece que te dedicaram uma música...

Sábado, Agosto 08, 2009

Aí vou eu ter com elas...

... para as puxar para cá!

A minha escola - 5

A universidade
1979-1984
Espero, a partir deste fim-de-semana, passear um pouco por aí e passar menos tempo em casa. Por isso, antes de partir para férias, quero terminar estes episódios relacionados com a minha escola, enquanto estudante. A partir de Setembro, falarei da minha escola, como professora.
Da minha escola enquanto estudante universitária, lembro as emoções fortes que me provocou a ida para a universidade. Foi a concretização de um dos maiores sonhos da minha vida. Retenho alguns momentos marcantes dessa altura, por exemplo, o dia em que soube que tinha conseguido entrar na minha 1ª opção - o curso de Línguas e Literaturas Modernas, variante Inglês/Alemão, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Na altura, tinha intenções de ir para a Alemanha (ai o amor!) e só as Clássicas tinham alemão e eu queria mesmo estudar em Coimbra. Soube do resultado em Braga e lembro-me de descer a Av. da Liberdade com tanta satisfação que tinha a sensação de não pisar o chão; parece que caminhava sobre nuvens.
Recordo, também, o dia em que me fui matricular. O meu pai levou-me a Coimbra, para alugar quarto e fazer a matrícula. Na altura, estava a tentar deixar de fumar, mas estava tão emocionada que tive mesmo necessidade de um cigarro. Não resisti e pedi-o ao meu pai que, estupefacto, mo deu imediatamente.
No primeiro ano, as aulas começaram apenas em Janeiro de 1980, altura em que fui viver para Coimbra. Descuidei-me um pouco com as aulas e comecei a embirrar com o Inglês e, então, decidi mudar para a variante Português/Alemão, a partir do ano seguinte, pelo que voltei para o 1º ano. Foi a opção mais correcta, pois dei-me muito melhor com os professores portugueses do que com os ingleses e gostei mesmo de muitas aulas que tive, ao contrário do que acontecia com as aulas de inglês e outras da área, que me maçavam completamente.
Depois, foi uma enxurrada de coisas, mas as mais importantes passaram-se sempre fora das salas da universidade com os amigos e os amores que foram aparecendo e que deixaram boas recordações.

A guerra de 1908

Morreu o Raúl Solnado (1929-2009).

Domingo, Agosto 02, 2009

80 anos do Zeca

A Associação José Afonso lançou um manifesto que está a ser subscrito por várias colectividades e que pretende comemorar os 80 anos de José Afonso, nascido em Aveiro, a 2 de Agosto de 1929.
O projecto "80 anos de Zeca" pretende comemorar o aniversário "do poeta, cantor andarilho e cidadão" José Afonso com centenas de iniciativas, ao longo de um ano, entre o Norte de Portugal e a Galiza.
"Queremos pôr o Zeca na rua. Queremos levá-lo tanto ao bairro São João de Deus como à Casa da Música", anunciou Paulo Esperança, da Associação José Afonso, na apresentação de "80 anos de Zeca".
Em conferência de imprensa, Paulo Esperança explicou que a Associação José Afonso lançou o desafio a cerca de 80 entidades para se juntarem às comemorações com actividades diversificadas para dar a conhecer a vida e obra de Zeca Afonso, tendo cerca de quatro dezenas já aderido ao movimento.
(in Expresso)

Quinta-feira, Julho 23, 2009

Cada pessoa é única...

Este video será substituído por outro, posteriormente. Foi o meu primeiro "movie" e algumas experiências não correram lá grande coisa...

Rostos nossos...




Vêm aí as férias! O reencontro será no fim de Agosto, na escola do costume.
Boas Férias!

Quarta-feira, Julho 22, 2009

A minha escola - 4

O Liceu
1973-1978
A entrada no liceu foi, para mim, uma coisa extraordinária e foi a partir daí que eu comecei a gostar mesmo da escola e a ter a certeza do que queria ser - professora, naturalmente!
Daqueles anos, lembro o grupo de amigas espectaculares com quem raramente estou, mas que continuo a apreciar e recordo com saudades, especialmente a Carolina, a Fernanda, a Emília e a Júlia.
Também são desse tempo duas grandes referências para mim: o meu professor de Matemática, Delfim Flores Amorim e a professora de Português, Conceição Campos. Recordo-me de vários momentos das aulas com estes professores e adoraria ser uma professora como eles.
Mas não haja dúvidas que o grande momento que vivi no liceu foi o 25 de Abril. Foi um dia lindo! Estava no primeiro ano do liceu, só tinha aulas de tarde (nessa altura era assim, ou só de manhã ou só de tarde), mas aproveitei a boleia do meu pai, que trabalhava em Fafe, e fui logo de manhã para o liceu. Quando lá cheguei, fiquei espantadíssima com a forma como os alunos mais velhos se insubordinavam contra o vice-reitor, o professor Marques Mendes, tio daquele que todos conhecemos. É nessa altura que aparece o meu professor de matemática, completamente radiante, e nos desafia para irmos até ao Toural (centro da cidade). Sem que o desse conta, foi a minha primeira manifestação. Não percebia nada do que se estava a passar, mas deu para perceber que o ambiente era de euforia e eu alinhei na festa...
Por lá continuei até concluir o liceu, num período bastante conturbado da escola, com situações completamente bizarras. Havia imensos erros nos concursos de tal forma que, por exemplo, o meu professor de Francês do equivalente ao 8º ano era formado em Química e só tinha tido mais um ano de Francês do que nós tínhamos. Nessa altura, qualquer um com o liceu completo podia começar a dar aulas.
Até 1974, as aulas começavam sempre a 7 de Outubro e terminavam sempre a 9 de Junho, com duas semanas de férias no Natal e na Páscoa e 3 dias no Carnaval. A partir daí, começavam ainda mais tarde e só há relativamente poucos anos é que passámos a ter cada vez mais aulas, a começar cada vez mais cedo e acabar cada vez mais tarde.
Depois dos 5 anos no liceu, até ao equivalente ao actual 11º ano, tínhamos todos 6 disciplinas (no 10º e 11º): Português, Filosofia e Política para todos e, depois, 3 disciplinas à escolha. Havia exames nacionais a todas as disciplinas, mas dispensava-se com média de 14 dos 2 últimos anos, a cada uma das disciplinas, e essa média era muita boa, na altura. No básico dispensava-se por secção - letras ou ciências - desde que se tivesse média de 12.
Estranho foi o ano a seguir. Ainda não havia 12º ano, então inventaram o ano propedêutico. Todos os alunos tinham 5 disciplinas, Português e uma Língua Estrangeira para todos e, depois, escolhiam mais 3. As aulas eram dadas pela televisão, de manhã, no canal 1 e, depois, fazíamos um exame na Páscoa outro no Verão, a cada disciplina e, desde que tívessemos média de 10 a cada uma delas, podíamo-nos candidatar à universidade. Já havia numerus clausus na altura e as médias, embora não fossem tão altas, já deixavam alguns de fora. Fiz os exames no Sá de Miranda, em Braga (toda a gente era obrigada a ir à capital de distrito) e foi um dia muito feliz para mim, quando fui ver os resultados dos exames e percebi que podia seguir para a universidade. Senti-me a caminhar sobre nuvens!...

Domingo, Julho 19, 2009

Às vezes, sou radical...

... e também, às vezes, meto água.

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