janeiro 16, 2012

Para ir pensando ...

(em "stereo" com o Que Universidade 2)

"Si no hay anticipación, la acción política se reduce a gestionar las urgencias, cuando ya no hay márgenes de maniobra. Como decía Talleyrand, «cuando es urgente, ya es demasiado tarde». La política se abandona al muddling through, en el que mandan los plazos cortos y las soluciones provisionales sustituyen a los grandes proyectos de configuración, de manera que los mismos problemas reaparecen una y otra vez en la agenda política. La política pierde así su función de actor configurador y adopta el estatuto de jugador reactivo o reparador de daños.
No es extraño entonces el fenómeno de la desafección, que refleja, no tanto una decadencia de las obligaciones cívicas, cuanto una cierta racionalidad de los electores, que expresan así con su desinterés la pérdida de significación real de la política en relación con el curso de la historia. La actual crisis de la política no es una crisis asociada a momentos de ruptura y decisión, sino al hecho de que no hay nada que decidir, que las dinámicas sociales se hayan emancipado frente a las posibilidades de configuración intencional haciendo de la política algo irrelevante.”

[op. cit., p. 84]

Daniel Innerarity (2009). El futuro y sus enemigos: una defensa de la esperanza política. Paidós, Barcelona.

janeiro 11, 2012

Revista de imprensa 2

Do Público "online":

Incremento da qualidade da formação superior envolve “racionalização” da rede de instituições

Revista de imprensa

Do Público "online":

Avaliadores do programa Carnegie Mellon Portugal "impressionados" com resultados

janeiro 08, 2012

Revisitando Sokal ...

... e, ao mesmo tempo, exprimindo abertamente pensamentos profundos que emanam de certos habitantes da "torre de marfim":

[...]
Fourthly, that my research for the above article was neither empirical, nor quasi-experimental, but rather was carried out entirely as a result of personal introspection, is neither here nor there. The fact that it has been published in a high ranking journal ensures that I will almost certainly attract a 4* star rating (world leading research) and will therefore be eligible for substantial research funding. My work was double blind peer reviewed by two eminent and highly respected members of an elite academic review panel and after minor changes, was accepted for publication in the illustrious said journal.
[...]

An academic writes...

janeiro 04, 2012

Revista de imprensa

Do Público "online":

Fecharam 376 cursos por não terem um único aluno

... a maioria criados já depois da implementação, há cinco anos, do processo de Bolonha.

Pois! Quais são as duas partes do corpo mais utilizadas na tomada de decisões? O cotovelo e o joelho ...; quando se fazem coisas por dor do dito, mas em cima do outro, o resultado é brilhante!

dezembro 05, 2011

Revista de imprensa

Do Público "online":

Fusão de duas Universidades de Lisboa será decidida até Maio

dezembro 04, 2011

Para pensar

STurkle (2011). Alone Together: Why We Expect More from Technology and Less from Each Other. Basic Books

Um livro cuja leitura recomendo (apesar de só ter lido a segunda parte; também sou uma "vítima" da aceleração e superficialidade que aparecem como uma das características, não única, de muitos dos internautas da sociedade actual).

Deixo aqui um excerto de uma recensão recente:

Como afirmou numa entrevista à cadeia de televisão PBS, Turkle afirma que “a tecnologia promete deixar-nos fazer qualquer coisa, a partir de qualquer lado, com qualquer pessoa”. Mas também nos consome à medida que tentamos fazer tudo em qualquer lugar. “Começamo-nos a sentir esmagados e esgotados pelas vidas que a tecnologia torna possíveis”. Turkle acrescenta ainda que apesar de sermos livres de trabalhar a partir de qualquer lado, estamos cada vez mais propensos a nos sentirmos sós em qualquer lugar. As conexões implacáveis conduzem-nos a um novo tipo de solidão. E, quando nos voltamos para a tecnologia para preencher esse vazio, à medida que a nossa vida online é acelerada, a nossa vida emocional desacelera.

Sozinhos na multidão

Muitas vezes, a saída (ou a oportunidade, no sentido empreendedor) ficam à vista quando se reflecte. Muitas vezes, a melhor maneira de o fazer é com um livro. Se bem que também sou adepto de "e-books", muitas vezes a melhor maneira é mesmo com um livro em papel.

Revista de blogues

Do ReEnsinar:

A primeira implementação total de TBL

novembro 28, 2011

"THE IDEA OF THE UNIVERSITY IN THE 21st CENTURY", PScott

Considerações sobre a missão da Universidade no dealbar do XXI século, ainda sem Bolonha. Muitas perguntas pertinentes levantadas num tempo em que não era muito facil "ler" o futuro. Um texto aconselhável a todos os que se preocupam com a missão institucional das IES. Uma citação significativa:

At the end of the 20th century the socio-economic context has been transformed; the intellectual environment arguably destabilized. Massification, therefore, becomes much more than a 'liberal' or a 'market' phenomenon. It triggers an intellectual transformation. The pattern and content of courses, and the values they silently transmit, have to be recast in the light of these changes — and to meet the needs of a new mass student constituency unaware, even impatient, of the disciplined culture of former elites. There is likely to be a significant drift away from conventional disciplines, conventional methods of course delivery and conventional patterns of research organization. Whether institutions themselves can survive in recognizable forms has become an urgent question.

[op. cit., p 22]

PScott (1993). THE IDEA OF THE UNIVERSITY IN THE 21st CENTURY: A BRITISH PERSPECTIVE. British Journal of Educational Studies; 41(1): 4-25. (acessível a partir de uma rede de IES em Portugal)

novembro 26, 2011

Para pensar

O último texto de JMFernandes no Público, sobre a ignorância (via vídeo da Visão):

Sabemos hoje duas coisas sobre esta forma de pensar. Primeiro que, como notou George Steiner, “se negligenciarmos a memória, se não a mantivermos à maneira do atleta que exercita os seus músculos, ela definha”, pelo que é lamentável que “a nossa escola seja de amnésia planificada”. Depois que, e recorro desta vez a um marxista, Antonio Gramsci, se “antigamente os alunos alcançavam uma certa bagagem de factos concretos, agora já não há nenhuma bagagem para pôr em ordem”, o que tem como consequência que “a escola nova, apresentada como democrática, na realidade está destinada a perpetuar as diferenças sociais”.

Estaremos condenados à arrogância da ignorância?

novembro 24, 2011

Revista de blogues

Yeah, but who pays?, Martin Weller, sobre a vexata questio. Um "cheirinho", só para despertar o apetite:

Open education - this, I think, is the most difficult to answer the 'who pays' question, because teaching money (whether it comes from the state or the student) is what really funds higher education. There has been lots of work on the sustainability (or otherwise) of the OER movement. David Wiley has probably the best review, and suggest three models: The MIT, USU and Rice models. The USU model is near to making OER a by-product of teaching, releasing content as you go. Whether this will impact on student numbers in the long term if everyone did it, we don't really know, but generally the feeling is that it wouldn't as students want more than just the content.

(via @josemota)

novembro 23, 2011

Revista de imprensa

Do Público "online":

Cavaco defende “compromissos de longo prazo” com as universidades

8º ano owl.gif

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