Sábado, 7 de Janeiro, 2012


Zero 7, In the Waiting Line

Paulo Teixeira Pinto e Celeste Cardona acompanham Eduardo Catroga no conselho geral da EDP

Por uma Gestão Escolar Democrática. Parte 1

(c) Calimero Sousa

Mas neste caso até que…

No Expresso de hoje, sobre a forma como o relatório sobre as secretas andou a ser feito:

Quando encarregou a deputada Teresa Leal Coelho de fazer o relatório do PSD sobre o inquérito às secretas, Montenegro aconselhou-a, por isso, a “falar com o Pedro”. A deputada, que é amiga pessoal de Passos e casada com o seu chefe de gabinete, garante ao Expresso que só tratou com o líder parlamentar.

O Expresso sabe que quando Montenegro recebeu o texto onde se afirmava preto no branco que houve conluio entre as secretas e a loja de Silva Carvalho, percebeu que tinha matéria delicada entre mãos, que precisava de aval ao mais alto nível. Uma das pessoas com quem falou foi com o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas.

Embora tanto Relvas como Montenegro achassem que o texto carregava nas tintas, deram luz verde ao documento. Ambos sabiam que Passos queria transparência no processo. E todos sabiam que, tendo Marques Júnior informado a 1ª Comissão sobre as ligações à maçonaria, havia o risco de isso vir a público. Ocultá-lo seria um erro.

Este naco de informação privilegiada, baseada nos relatos dos próprios, como parece evidente, revela contudo algumas  coisas conhecidas, mas sempre perturbadoras:

  • As questões de Estado, os cargos, as investigações vão ficando na posse de coutadas de amigos, conhecidos e parentes.
  • Uma deputada faz um relatório mas, perante as conclusões complicadas, acha necessário ter validação político-partidária para o que apurou como sendo verdade.
  • Essa verdade não é ocultada por haver o risco de vir a público através de terceiros e não por crença íntima de ser essa a solução correcta.

 

Quem disse? O Relvas, pois claro, o angariador de emigrantes.

O tipo não sabe dizer mais nada?… Sei lá, que dá o exemplo…

No Sol de ontem, em peça sobre a sucessão de Carvalho da Silva por Arménio Carlos na CGTP:

Mário Nogueira surge como possível rival. O líder da Federação de Sindicatos de Professores (Fenprof) é um rosto mais conhecido da opinião pública. «Mas não parece ter o perfil indicado, para a maioria comunista» diz um elemento da direcção ao SOL. Este dirigente realça o facto de Mário Nogueira ter «uma experiência de democracia interna na Fenprof, onde a direcção tem sido escolhida a partir de listas separadas» que não encaixa na «concepção dirigista» da maioria mais ortodoxa, preponderante na tendência comunista.

Portanto, quem critica a Fenprof por funcionar como monolito, o que poderá dizer da CGTP?

Que a democracia é um empecilho?

Quanto ao resto, penso que a justificação peca por curta e mistificadora.

 

pelo spórtem.

(c) Calimero Sousa

(c) Calimero Sousa

Duas notas de 1ª página, ainda do Expresso de hoje:

Porque, no fundo, o que se trata é da apropriação de empresas que podem funcionar em conluio, dominadas pelo mesmo accionista, o Estado Chinês.

O Governo, em particular Paulo Portas e os liberais de aviário, fingem que não sabem, não vêem, não ouvem, nem falam.

Os catrogas e outros liberais mais idosos, desde que nomeados para as adminstrações, não se interessam por tais pintelhices.

A plantação de notícias continua. Grandes parangonas, tudo na mesma no que à realidade concerne. E nota-se muito que, por certos detalhes, foram os próprios visados a fornecer as versões, digo, visões dos factos.

Expresso, 7 de Janeiro de 2012

A tentativa de Passos Coelho se mostrar transparente neste processo ressalta em tudo o que é parágrafo. O que, indirectamente, acaba por dar a entender que até ao relatório da Assembleia ou foi opaco ou tanso.

E esta notícia, também implicitamente, é muito útil para, daqui em diante, se perceber alguns realinhamentos informativos que já estavam em curso.

De qualquer modo, este alarido em torno da loja Mozart vai servir para distrair as atenções de outras afinidades instaladas.

 

Periodicamente anunciam-se grandes mudanças na revista do Expresso. E ela, se exceptuarmos o lettering e algum design, permanece na mesma.

Desde que deixou de ter, nos anos 90 do século passado, aquele formato de quase jornal e ser feita em papel de jornal, as mudanças são meramente cosméticas.

Crato vai debater reforma curricular com directores de escolas

O ministro da Educação e equipa começam na próxima quarta-feira a reunir-se com os directores de escolas de todo o país para discutir a proposta governamental de revisão curricular do ensino básico e secundário.

Nuno Crato começa por Beja e Faro na próxima quarta-feira a receber propostas e sugestões dos directores de escolas para a discussão pública da proposta, que o ministério quer ver concluída até fim do mês.

Consultar apenas os directores vai acentuar o divórcio existente entre os professores e as estruturas de mando em presença na Educação.

Nuno Crato sabe, certamente, que sem a colaboração activa dos professores (que globalmente não se sentem representados por muitos directores) nenhuma reforma avança com sucesso. E que eleger os directores como interlocutores privilegiados pode ser um erro enorme, pois acentua a sensação que se quer reforçar a sua função de delegados do MEC nas escolas. E eles,a nível da reforma curricular, querem principalmente saber como agir com a malta que é para lançar borda fora.

O MEC pode responder que é impossível fazer uma consulta alargada aos professores.

Errado. Se lhes tem sabido fazer chegar um boletim de informação e propaganda, também lhes conseguiria fazer chegar um inquérito. Responderia quem quisesse e existiria, pelo menos formalmente, uma consulta às bases. E poderia fazer o mesmo às associações de pais e outros agentes educativos, não se limitando a consultar as cúpulas.

Assim, temos apenas a conversão ao método MLR, tal como preconizado numa recente entrevista do director Adalmiro da Fonseca, saudoso do convívio fraterno com o poder político.

Os directores devem ser consultados. Mas que isso nunca venha a ser apresentado como uma consulta às escolas e aos professores.

Juízes acham “inconcebível” que AR e Cavaco se esqueçam da Constituição

Presidente da Associação Sindical dos Juízes (ASJP) alerta Pinto Monteiro para o facto de serem violados “vários princípios constitucionais“, como  o princípio da igualdade, da equidade fiscal e da proporcionalidade.

No Sol de ontem também se lia que o pedido de fiscalização da constitucionalidade do OE estava em risco de não conseguir o necessário número de assinaturas no Parlamento porque o Bloco e o PCP estavam receosos que a decisão do Tribunal Constitucional venha a ser semelhante à do ano passado sobre os cortes salariais.
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Portanto… é derrota logo,  por falta de comparência?
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Nem se vai a jogo?
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É quem que vai a jogo ainda corre o risco de não perder. Quem falta, perde por falta de coragem.
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Volta, Manuela Ferreira Leite, porque todos os que te apedrejaram querem muito mais do que seis meses de suspensão da democracia.

Este naco de azulejos faz parte do início do friso do muro dos Arquivos Guerreiro em Alhos Vedros e retrata o que já eram os vícios – bem, pelo menos os publicamente assumidos – de dois viciados em banda desenhada de então agarrados aos seus Mundos de Aventuras.

Tem um pormenor de grande acuidade menmónica – efectivamente eu não usava ainda óculos em 1976, comecei a usá-los apenas no Verão de 1977 – e outro de ligeira falha – eu sou passei a concorrer ao Mistério Policiário do MA em 1978 onde, mais tarde e em dupla com um amigo comum, consegui um honroso 10º lugar a nível nacional aos 15 anos, demonstrando o meu potencial de proto-nerd.

Em fundo percebe-se que a banda sonora pertence aos Ramones com a emblemática entrada do Blitzkrieg Bop.

O tema campestre em fundo é um recurso estilístico do Artista que evoca a ruralidade envolvente, pois na verdade o pessoal cuidava bastante de fazer ao ar livre as trocas apenas de livrinhos de colecções menos amadas (Texas Jack, Façanhas do Oeste, Aventuras do FBI, Condor…). Mundo de Aventuras, Falcão e Tintin só em ambiente controlado.

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