The Raconteurs, Salute Your Solution
Janeiro 12, 2012
The Raconteurs, Salute Your Solution
Janeiro 12, 2012
Mais de 800 formadores dos centros de Novas Oportunidades foram dispensados
Viana do Alentejo, alunos protestam pelos telhados de amianto.
Abandono de crianças na Grécia… é triste… chegámos a isto.
Janeiro 12, 2012
Ser proibido proibir, aprender com o passado…
Mas não, sempre os mesmos idiotas sempre.
Janeiro 12, 2012
Sínteses muito introdutórias ao tema, onde se nota bem a distinção em voga em alguns círculos entre as funções obrigatórias e as voluntárias do Estado. Historicamente, umas são as que predominaram até ao século XIX, enquanto as outras são as que passaram a caracterizar o Estado Contemporâneo.
Entre nós há quem considere que todas devem ter a mesma importância, enquanto outros demonstram não ter vontade nenhuma para mais do que o mais básico.
Ou seja, o Estado deve servir para manter vivos os cidadãos de agressões militares mas não de doenças.
FUNCTIONS OF A MODERN STATE
What are the main Compulsory and Optional functions of the Welfare State ?
Janeiro 12, 2012
Is democracy possible?
(…)
Democracy is possible not just because no one has quite worked out the details of the promised alternatives. Rather, it is possible for the simple reason that it is the one form of government which evolves constantly to ensure that it is possible. It is a self-correcting system in a way that others are not. And the reason, ultimately, is that the demos has chosen to make it that way—people decide to be democratic. In the final analysis, that is the most compelling evidence for the continuing possibility of democracy.
Janeiro 12, 2012
Selecção a partir da extensa ecolha de Prós & Contras pelo Livresco.
Estão loucos!
quando a verdade é pornográfica
Haja paciência
Aí está a Eutanásia por abandono
A mártir
Mau jornalismo?
Ou pagam ou…
Janeiro 12, 2012
Janeiro 12, 2012
“Todos os sofrimentos podem ser suportados se forem colocados dentro de uma história, ou se contarmos uma história acerca deles.” (Karen Blixen).
Muitos se recordarão ainda de, nos tempos do “bloco do Leste”, os seus ideólogos (os de serviço e os simpatizantes) procurarem salvaguardar a todo o transe a sua ideia de “socialismo” – mesmo quando os sinais de crise sistémica já eram indisfarçáveis -, produzindo uma narrativa segundo a qual os problemas dos “países socialistas” eram apenas o resultado de uma “versão inautêntica do socialismo” ou então de “práticas degeneradas”, e nunca daquela ideia enquanto tal, tentando deste modo conter os ímpetos reformistas que se faziam sentir para os cingir a “reformas cosméticas” destinadas apenas a “aperfeiçoar” o projecto, cuja “validade” permaneceria incólume.
Será que, simetricamente, quando a crise se abate sobre o capitalismo financeiro, se poderá também dizer aos seus ideólogos, para os quais estamos apenas diante “ de uma contingência ou acidente de percurso”, que não há outro capitalismo senão este, que nos mostra – através das suas expressões neo e ultraliberais – a sua verdadeira e porventura única face?
Vejamos.
Aquilo que poderia parecer a grande fraqueza do capitalismo, o facto de não engendrar “grandes utopias” ou “mártires” e ninguém parecer disposto a vir à rua para o defender ou exaltar, é, talvez, também a sua melhor arma. Trata-se de um sistema que encontra o sentido na eficácia das suas realizações imanentes, e a sua camaleónica plasticidade, aliada à sua capacidade auto-propulsiva de expansão, fazem com que possa ser adaptado com sucesso em qualquer lugar, em qualquer cultura ou civilização. A globalização estava inscrita nele, talvez como o seu único telos. E desde sempre pareceu estar à espera de uma ideologia como o liberalismo para acolher e legitimar a seu constitutiva compulsão pelo excesso; como se aquele fosse a sua “estrutura formal”, actuando a título de “princípio transcendental”.
Na competição ideológica entre a direita e a esquerda para forjar a (melhor) narrativa sobre a crise, o capitalismo liberal foi mais ousado – o que não é fortuito… – e encetou a fuga para a frente, tomando a crise como uma oportunidade para testar e ultrapassar os limites.
Nesse movimento de superação da crise do capitalismo, o liberalismo ultra lança-se para a narrativa do “capitalismo da crise”, em que, justamente, a crise não aparece sob a forma de uma limitação negativa, mas é integrada no capitalismo como uma força de motivação positiva, como um momento de expansão e um elemento de auto-superação.
Se Marx havia denunciado a astúcia propriamente capitalista que consiste em escamotear a dominação social explícita, uma vez que a dominação está “naturalizada” no funcionamento da estrutura produtiva, concedendo assim de bom grado a liberdade individual e a igualdade, há entretanto sectores neoliberais que anseiam franquear essa “barreira moral”, esse “obstáculo ideológico”, questionando de forma cada vez menos velada se a “democracia formal” não constituirá, de certo modo, uma barreira para o desenvolvimento económico, um limite que deverá ser transposto*. E então, consuma-se a possibilidade de totalização do processo capitalista-liberal: governar, não apenas por causa do mercado, mas governar para o mercado (como premonitoriamente já entrevira Foucault), e, assim, o capitalismo é consagrado como o factor determinante na totalidade concreta da sociedade global, subsumindo ou impugnando quaisquer alternativas.
No determinismo económico, entronizado como “pensamento único”, reencontram-se, afinal, capitalismo e marxismo. A surpresa ou o enigma que constitui para muitos a afirmação do capitalismo de estado chinês talvez não seja, afinal, difícil de explicar.
De facto, fazendo um relance, ainda que muito rápido, poderemos ignorar que o trabalho crítico da Escola de Frankfurt (designadamente, Horkheimer, Adorno e Marcuse), na esteira de Heidegger, e mediante o questionamento da “razão instrumental, objectivada” e da “vontade de dominação tecnológica”, já havia evidenciado a “afinidade metafísica” entre o capitalismo e o comunismo, e sublinhara que o trabalho não podia ser tomado como uma base emancipatória, mas sim da dominação tecnocrática e administrativa, conduzindo a sociedades unidimensionais, das quais as possibilidades efectivas de crítica e de transformação parecem ter desertado?
A esquerda marxista perante um adversário que persiste em esquivar-se à confrontação ideológica (pelo menos, a realizá-la no terreno ou nos termos em que aquela o quereria) ou que procura “despolitizar a política” (“sempre podemos debater o problema dos ‘direitos’ ou, vá lá, discutir ‘as questões fracturantes’”), encontra-se num comprometedor impasse, que recorda as suas dificuldades em ultrapassar o modelo determinista assente na dualidade base/super-estrutura e em afirmar, consequentemente, uma concepção positiva de ideologia (possibilidade que fora aberta por Gramsci através do conceito de “hegemonia”, uma verdadeira ruptura que viera substituir a categoria de “necessidade histórica”, oferecendo resposta às situações concretas contingentes).
As forças da esquerda, de uma forma que dificilmente não será vista como fundamentalmente reactiva – o que também não é produto do acaso -, debatem-se com uma narrativa da “crise enquanto desastre”, procurando, para usar uma fórmula pouco elegante mas bem expressiva, “correr atrás do prejuízo”.
Farpas
*Para quem considere a última asserção “exagerada”, lembrarei apenas a opinião do directório Merkel-Sarkozy no sentido de impor, por via constitucional, limites ao défice dos estados membros da UE, com punições para os “prevaricadores, ou, no nosso país, a concepção “intercalar” ou “suspensiva” de democracia advogada por MFL e acolhida pela actual maioria e pelo PR, mormente em relação ao problema da (in)constitucionalidade de algumas medidas constantes no OE
Janeiro 12, 2012
Há um sector daquilo que tradicionalmente consideramos a Direita, caracterizada por um certo conservadorismo moral, valores católicos e uma extremada defesa do valor da vida quando se trata da relação entre sexo e procriação (para efeitos de condenação dos métodos anticoncepcionais e interrupção voluntária da gravidez) mas que depois acha que ela já não vale nada, se a pessoa tiver uma doença crónica e mais de 70 anos?
Arre, que em matéria de respeito pela vida humana mais vale o meu agnosticismo do que a beataria toda junta.
Ahhhh…. já sei… são uma nova direita liberal, sem crenças religiosas que não seja no Deus dos Mercados!
Janeiro 12, 2012
Clicar nas imagens para aceder. Para quem tenha interesse nas tendências a nível europeu nas áreas testadas pelo PISA.
Janeiro 12, 2012
Por um pequeno estudo de base municipal que fiz há meses, a qualidade dos dados lançados pelas escolas é, na melhor das hipóteses, é muito lacunar. Se formos mauzinhos, aquilo de pouco serve, pois cada escola e/ou agrupamento lança o que lhe parece que…
Deveria ser tudo, mas por tudo já aprendi que se entende muita coisa… ou pouca, é conforme.
Janeiro 12, 2012
… e não pré-congelados e depois aquecidos em forno eléctrico!
Santos Pereira: “Porque é que não conseguimos exportar o pastel de nata?”
Há alturas em que não percebo se o ministro Álvaro é mesmo demasiado avançado intelectualmente para mim.
Será que ele sabe que o lucro das pizzas vendidas pelo mundo só vai para Itália se as empresas forem italianas e que os croissants ou éclairs comprados de manhãzinha numa boa pastelaria ou padaria não servem para equilibrar o orçamento do Sarkozy?
Será que o ministro Álvaro entende o conceito de produto perecível? E só interessante de consumir se não chegar ao destino horas e horas depois de produzido? E que um pastel de nata pode ser feito em qualquer lado com a receita certa?
Será que o que ele queria dizer é que a empresa dos Pastéis de Belém deveria abrir uma rede de franchising internacional, é isso?
Bom… agora mais a sério… esta ideia que agora aparece mais não é do que o lamento por não terem ligado grande coisa ao relatório Porter (salvo em sectores que já existiam antes como os vinhos, a cortiça, etc) que na primeira metade dos anos 90 do século passado apontava como caminho para a nossa a economia a aposta em clusters de produtos nacionais com características específicas?
Anexos para rever matéria dada: apresentação de Michael Porter sobre a competitividade da economia portuguesa, pequeno artigo sobre clusters e sectores, uma aplicação ao sector vinícola.
Janeiro 12, 2012
Janeiro 12, 2012
Janeiro 12, 2012
Janeiro 12, 2012
… exílios parisienses e depois voltam como se nos tivéssemos esquecido.
Portugal “é a terra dos chico-espertos”
Janeiro 12, 2012
Professores do ensino especial perdem as gratificações de especialização e de itinerância, 4500 professores vão ser afectados.
Janeiro 12, 2012
Daniel Oliveira escreve uma prosa coerente com a sua posição ideológica sobre a Educação. É uma espécie de anti-Crato, cheio de ideias fofinhas acerca da Educação, com que discordo em grande parte. Mas não tenho grande interesse em polemizar com quem julga tudo saber e comete erros básicos sobre o currículo; afinal, existe Educação Musical no 3º CEB ao contrário do que ele afirma, em regime de opção e existem disciplinas “artísticas” sempre que há docentes para as assegurar, incluindo Expressão Dramática – sei que existe por contacto directo, pois tem feito parte da oferta da minha própria escola, pelo que será difícil desmentir.
Mas Daniel Oliveira escreve, repito-o, de forma coerente com uma concepção social-democrata da esquerda em que o materialismo, afinal, não encara a Educação como mero aparato para a produção de futuros trabalhadores.
O meu problema, antigo, corporativo nas suas palavras sempre justas e imparciais, com Daniel Oliveira (pelo menos desde o episódio do telemóvel na Escola Carolina Michaelis em que ele rapidamente condenou a incompetência da professora envolvida, sem provas adicionais para além das que recusa que sejam, usadas contra políticos) é que ele não consegue deixar de revelar o seu preconceito sistémioco contra os professores no seu geral.
Mesmo num texto sobre o ministro Nuno Crato consegue inserir uma passagem bem reveladora da condescendência generalizadora com que encara o desempenho dos professores. Como se ele fosse uma divindade que pairasse por sobre todas as aulas do país:
a capacidade de argumentação- incluindo a retórica e a qualidade da expressão oral, que, ao contrário do que acontece na cultura anglo-saxónica, é desprezada na nossa escola em detrimento da escrita como tão bem se nota na qualidade média das aulas ministradas. Sem elas, seremos meros executores e burocratas incapazes de continuar a aprender.
Como é que Daniel Oliveira sabe qual é a qualidade média das aulas ministradas? E refere-se a todas as disciplinas? É uma média de que tipo? Assim a olhómetro, a partir do centro de Lisboa, em conversa com os colegas das tertúlias blogosférias e comunicacionais? Com base no seu contacto com professores bloquistas ou refere-se à massa de professores que ele considera herdeiros do ensino do Estado Novo, mesmo se são mais jovens do que ele?
Andámos nós a discutir anos um modelo de ADD e afinal bastava aplicar um sistema de danieisoliveiras nas escolas (quiçá apenas ele mesmo como big brother a analisar vídeos no YTube recolhidos nas aulas com indicações, sei lá, de uma câncio) para a qualidade das aulas poder ser aferida com rigor médio e uma celeridade pasmosa.
A única vantagem é que, assim, a porta fica aberta para qualquer um avaliar a qualidade média dos opinadores politicos do Expresso/SICN e considerar que ela se baseia apenas no poder de argumentação, na criatividade, mas escassamente nos conhecimentos. Mas fazendo isto de forma vaga, generalizadora e em forma de chuveirinho, para não se ser acusado de ataque ad hominem, que é feio e vai contra as regras de etiqueta da boa opinião.
O que, em boa verdade, até é a realidade observada semanalmente… muito estilo, pouca substância.
Janeiro 12, 2012
Não falo das estatísticas, mas daquelas que envolviam conteúdos:
Nuno Crato quer metas curriculares já no próximo ano lectivo
Eu até tenho uma ideia, mas… no fundo penso que seja apenas um reajustamento resultante do aumento ou diminuição das cargas horárias.
Só que… por exemplo no caso da História (3º CEB) as horas agora recuperadas, tinham sido perdidas em 2001 sem alteração dos conteúdos programáticos…
Janeiro 12, 2012
Neste caso é a informação 25.12.
A quem de direito a opinião informada e fundamentada sobre as características e a sua comparação com as provas de aferição existentes até ao ano lectivo transacto.