AC/DC, It’s a Long Way To The Top (If You Wanna Rock N’ Roll)
Janeiro 14, 2012
AC/DC, It’s a Long Way To The Top (If You Wanna Rock N’ Roll)
Janeiro 14, 2012
Imaginemos a seguinte situação, meramente hipotética, num país imaginário.
Há uma disciplina leccionada no 9º ano que o ministério da educação desse país quer passar para o 6º ano de uma maneira que ainda não se percebe muito bem como.
A certa altura, percebe-se que os alunos que estão no 7º ano, se a mudança for feita de modo abrupto, nunca terão a dita disciplina. Dessa forma cria-se um regime transitório em que a disciplina se mantém mais 2 anos lectivos no 9º ano, até lá chegarem os alunos presentemente no 7º.
Está certo.
Mas…
E o que fazer aos alunos que, estando agora no 6º, transitarão para o 7º no próximo ano e terão o mesmo problema se daqui a 2 anos a disciplina for do 9º para o 6º conforme previsto?
Cria-se mais um período de transição?
E assim sucessivamente?
Eu sei que já pensaram na solução. Que até é simples. Mas implica menos poupanças. quiçá alguns encargos adicionais. Ou uns enxertos. Adaptações.
Aposto que sim.
Só estão à espera do momento certo para divulgar o documento e para dizerem que só são responsáveis pelas propostas de agora e não pelas de antes.
E atiram as culpas para «os blogues».
Mas isto, repito, passa-se num país imaginário e é uma situação absolutamente ficcionada.
Janeiro 14, 2012
Janeiro 14, 2012
Nuno Crato comete um erro similar a outros governantes se encarar os professores e «os blogues» como algo antagónico, como adversários empedernidos.
No caso dos blogues – essas coisas chatas e que custam em desaparecer do cenário- percebe-se o desejo do MEC controlar a agenda, o fluxo de informação, algo que não conseguiu nos primeiros meses no cargo. Nesse aspecto, o de secar as fontes alternativas de informação, em pouco se distingue de alguns antecessores, assim como de um qualquer líder de uma grande federação sindical.
Mas nunca confunda as coisas: os professores (e a maioria dos blogues não condicionados por partidos) deram-lhe um enorme crédito de confiança. Começar a querer contorná-los, apoiando-se apenas nos actores, nos representantes de si mesmos, no aparato burocrático, é um erro semelhante ao que foi cometido por, por exemplo, Maria de Lurdes Rodrigues. E significa uma aposta na máquina criada (a implosão até agora é apenas legislativa) e, de novo, o esquecimento das pessoas que fazem o quotidiano da escola, nas salas de aula.
Resumir o diálogo apenas a quem, em regra, não entra nas ditas salas de aula (burocratas, especialistas, directores, líderes sindicais) é meio caminho para mais uma reforma a curto-médio prazo.
Ouse, como outrora, ir às escolas, ouvir e ser ouvido. Sei que costumava gostar dessa experiência. Não a esqueça.
Janeiro 14, 2012
Na página 21 do Expresso vem relatado um episódio da audição parlamentar de Nuno Crato, em que Ana Drago o teria confrontado com um documento relacionado com a revisão curricular em que estaria presente uma questão de precedências entre disciplinas do 9º ano e o ingresso em certas áreas do 10º.
Não me lembro de tal situação. Mas o diálogo entre ministro e deputada tem o seu quê de curioso. Nuno Crato terá dito que «não respondia por versões colocadas em blogues»; Ana Drago que tinha retirado a versão do site da DGIDC.
Não posso falar por outros blogues. Só por este. Aqui não foi colocada nenhuma versão que não tivesse origem oficial (é o caso desta). Não sou dado a coisas apócrifas. E acho estranho que o ministro tivesse adoptado uma postura anti-blogues numa matéria destas, qual Alexandre Ventura renascido. Estaria a falar de que blogues.?
Parece que os blogues continuam a atormentar certos governantes, pairando, como que ubíquos e omniscientes, sobre a sua acção política. Ao ponto de se desenharem estratégias para os enganar, descredibilizar ou para blindar a informação. É compreensível. Mas, como certamente o ministro saberá, essas estratégias tem uma duração limitada e são porosas.
Mas voltando ao assunto em apreço, há uma coisa que eu sei que está num documento oficial (republicação do despacho normativo 1/2005) e que, não sendo uma questão de precedências, anda lá perto:
43.1 — Estão dispensados da realização de provas finais nos 6.º e 9.º anos de escolaridade os alunos que:
a) Estejam abrangidos pelo Despacho Normativo n.º 1/2006, de 6 de Janeiro;
b) Não tenham o português como língua materna e tenham ingressado no sistema educativo português no ano lectivo correspondente ao da realização das provas finais, sem prejuízo do referido no n.º 43.2;
c) Estejam abrangidos pelo artigo 21.º do Decreto -Lei n.º 3/2008, de 7 de Janeiro;
d) Se encontrem em situação considerada clinicamente muito grave, devidamente comprovada ao júri nacional de exames e após despacho do membro do Governo competente.
43.2 — Os alunos referidos nas alíneas a) e b) do n.º 43.1 realizam, obrigatoriamente, as provas finais de Língua Portuguesa ou Português Língua Não Materna, consoante o seu enquadramento legal, e de Matemática, no caso de pretenderem prosseguir estudos de nível secundário em cursos científico -humanísticos.
Janeiro 14, 2012
Na notícia do Expresso de hoje sobre a reforma curricular em que sou o único a não discordar da concentração do currículo do 3º ciclo em disciplinas mais tradicionais em desfavor das transversalidades acho que o que está em causa é a diferença entre os especialistas que falam e escrevem sobre a escola e aqueles que trabalham na escola todos os dias. A diferença entre os que conseguem ver palpites e preconceitos transformados em lei durante uma década e aqueles que são obrigados a implementar medidas cuja tomada não partilharam e nas quais encontram escasso sentido.
Janeiro 14, 2012
Sócrates passou de “essencial” a “dispensável”
Investigação considerou que houve alunos mais beneficiados do que ex-PM.
Não será que, ao contrário do que se dá a entender, a existência de um alegado sistema fraudulento numa Universidade, culpabiliza ainda mais quem a escolheu, sendo governante e tendo acesso a muita informação?
O facto de um professor atribuir injustamente um 16 a um aluno de 7 torna aceitável que dê 14 a um de 8?
Janeiro 14, 2012
… ao jornal angolano O País. São tantas as pérolas de tão sagaz governante que me escuso a individualizá-las, pois a tarde não chegaria.
Bem… fica uma:
Há uma saída de jovens quadros portugueses para Angola, Brasil, Estados Unidos, Austrália e também para a Europa etc. Acredita que algum dia esses quadros possam voltar a Portugal?
Esses movimentos são ditados pelas conjunturas económicas e sociais. Representam sempre uma perda momentânea para o país de origem pois é “inteligência” que está ao Serviço de outras economias.
É nossa motivação tudo fazer para criar as condições para que essa juventude e esses quadros possam regressar tão breve quanto possível, pois temos a convicção que os recursos humanos são a maior riqueza de qualquer Pais e que esta é a geração mais bem preparada da história recente de Portugal.
Janeiro 14, 2012
Na última página do Expresso escreve-se que “Fecharam 117 colégios nos dois últimos anos” e acrescenta-se que são dados recolhidos junto do Ministério da Justiça, que regista o fecho de empresas.
Embora sem dados concretos afirma-se ainda que terá havido uma deslocação significativa de alunos do ensino privado para o público, algo que João Alvarenga da AEEP afirma não conhecer, pois tem registo de uma quebra de apenas 2% nas matrículas nas escolas privadas associadas.
Esta notícia tem um valor factual em si mesmo mas julgo ter sido prejudicada pela falta de espaço para ser melhor contextualizada e complementada.
Por exemplo:
Janeiro 14, 2012
Ou o Catroga a entalar a sangue-frio a amiga Celeste:
Janeiro 14, 2012