Abusos de Poder


Para minha grande surpresa tenho vindo a saber por colegas de diversas escolas que é possível serem acusados, de forma anónima, com denúncias enviadas online para o MEC ou para a IGE.

Até ao momento, a única forma que conhecia de serem feitas tais queixas/denúncias era através deste espaço do site da IGE que requer a identificação clara do(a) denunciante.

No entanto, dizem-me esses colegas, as queixas chegam às respectivas escolas como sendo anónimas e assim se mantêm enquanto decorrem as averiguações. O que significa que no plano da “justiça educativa”, os direitos dos “acusados”, em particular dos professores, não seguem as regras normais de um qualquer procedimento judicial ou, inclusivamente, dos procedimentos disciplinares instaurados aos alunos.

O que é inaceitável. Tanta alma que eu ouvi por ai, exaltada, contra as denúncias anónimas contra políticos e figuras gradas, acusando de cobardia quem se mantinha no anonimato ou quem reservava a identidade das testemunhas durante a instrução do processo. E tratava-se de alegados crimes de enorme gravidade.

Pelos vistos, nada disso incomoda se as denúncias forem feitas contra professores. Os direitos dos “réus” são unilateralmente espezinhados.

Não está em causa se há fundamento ou não nas denúncias, mas apenas de podemos ser difamados e caluniados de forma anónima, por via institucional, com o crédito da tutela.

Isto vem a propósito de uma denúncia que me foi enviada nesses moldes, sem identificação de quem a remeteu, mas com abundante descrição da situação denunciada.

Para a publicar coloquei as seguintes condições:

  • Ou o(a) remetente se identificava minimamente perante mim, para eu sentir que há alguma segurança e fiabilidade da denúncia.
  • Ou eu só publicaria a situação em abstracto, eliminando todas as referências a identidades concretas e lugares.

Percebi que,  afinal, há blogues que exigem mais em matéria de rigor e transparência do que o MEC.

AINDA A PROPÓSITO DE CONTRATOS A TERMO (IN)CERTO…

O meu nome é Maria ***********************, sou professora do grupo *** e fiquei colocada, aquando das Necessidades Transitórias, a 31 de agosto, no Agrupamento de Escolas ******************, em ****************, com um horário de 18h até 31.08.2012. Até aqui, acho que tive muita sorte, perante o panorama…
Entretanto, concorrera para alguns horários completos anuais em escolas TEIP (ofertas de escola) e, a 12 de setembro, fui contactada pelo Agrupamento de Escolas ************* , no Porto, para um horário de 22h, igualmente até 31-08-2012. Gostaria de referir que, felizmente, esta escola não apresenta critérios caricatos para colocar professores. Rege-se pela lista de graduação, o que me permitiu, com os meus quase 12 anos de serviço completos, conseguir obter o lugar.
Na altura confirmei estes dados e acabei por aceitar este horário e rescindir o das 18h, ainda dentro do período experimental e cumprindo com a lei em vigor. O horário das 18h foi denunciado a 12 de setembro e o do Agrupamento de Escolas ************** foi iniciado a 13 de setembro, conforme consta da aplicação da DGRHE.

Recentemente, recebo o meu contrato na aplicação para assinar e, qual não foi o meu espanto, quando me deparo com um contrato a termo incerto. Andei a procurar informação e descobri que a DGRHE enviou para todos os estabelecimentos de ensino, a 15 de setembro, uma nota informativa acerca dos contratos e que dava a conhecer o facto de, a partir desta data, todos os contratos serem a termo incerto. Mas o meu contrato tem a data de 13 de setembro, anterior, portanto, a esta nota da DGRHE.

Quando uma das minhas colegas (exatamente nas mesmas circunstâncias que eu) falou com o meu diretor acerca deste assunto, ele disse que nos podia mandar embora quando bem entendesse, em junho ou julho… Ora o meu horário (e a aplicação da DGRHE assim o confirma) é até 31.08.2012.

Contactei telefonicamente a DGRHE, por três vezes, que me assegurou que o meu diretor não me podia rescindir contrato antes desta data, porque, mesmo que o quisesse, a aplicação não o ia permitir. Acredito que seja verdade, não duvido, mas gostaria de ter um comprovativo dessa afirmação por escrito para poder mostrar ao meu diretor, o qual me foi negado.

O que me arrelia ainda mais é o facto de ter também conhecimento de pessoas colocadas, como eu, em escolas TEIP, e que têm contratos a termo certo, assim como pessoas que ficaram na primeira bolsa de recrutamento, em horários anuais, e cujos contratos foram alterados pela DGRHE de termo incerto para termo certo e o meu contrato é a termo incerto… Gostaria de saber porquê…
É que, afinal de contas, se eu assinar este contrato que a escola e a aplicação da DGRHE me fizeram, vou estar a aceitar condições que não correspondiam àquelas a que concorri e que me confirmaram no dia em que, por telefone,aceitei este horário… Aliás, nem o meu diretor está a assinar um contrato que está de acordo com o horário que ele lançou na DGRHE para concurso a vinte e três de agosto. E se a DGRHE abriu um precedente e realizou contratos com professores de escolas TEIP e professores da 1ª bolsa de recrutamento a termo certo, por que razão o meu vem a termo incerto? Estamos num estado democrático, mas uns são filhos e outros enteados?????
Fico-lhe eternamente agradecida se me puder dar uma resposta. Estou grávida do meu segundo filho e, ao contrário de estar descansada e em repouso,como o meu estado assim o exige, tenho andado extremamente nervosa e agitada com tudo isto, sem saber ao certo o que me vai acontecer. Além disso, após cerca de 13 anos de atividade docente, nestes últimos anos sempre com um trabalho avaliado em muito bom, ser agora posta nesta situação, é algo que nunca me passou pela cabeça…
Muito obrigada pela sua atenção e fico, ansiosamente, a aguardar uma resposta da sua parte, tão célere quanto possível.

Os meus sinceros cumprimentos,

M.

Nota: A minha resposta foi enviada por mail, não interessa agora aqui ser divulgada. Os dados completos sobre a situação estão na mensagem original mas, de acordo com a remetente, foi considerado mais adequado omiti-los.

Vereadora da Câmara de Almeirim invade salas de aula e ameaça crianças

Como entrou esta senhora na escola e sob que pretexto? Sendo vereadora tem livre-trânsito? E tendo ameaçado crianças desta forma, está isenta de ser responsabilizada pelos seus actos?

Anote-se que faz parte, pelo menos, de um Conselhos Geral da zona…Não tem outros meios de intervenção?

E mesmo se existem muito bons exemplos de autarcas em contrário, estamos dispostos a correr este tipo de riscos?

O secretário de Estado adiantou que a fundação tem uma dívida de, pelo menos, 65 milhões de euros (pode ascender aos 72 milhões), que deverá ser coberta recorrendo ao Orçamento do Estado

Adoro pagar pelos CRIMES dos outros, sou assim português!

Estive a ler o ECD e em nenhum parte dos artigos 10º a 10ºC se contempla algo parecido ao acompanhamento e supervisão dos alunos nas cantinas e refeitórios.

Que isso aconteça com alunos com NEE ou em casos muito especiais, ainda se aceita (por exemplo como estratégia de desenvolvimento de competências sociais e funcionais no âmbito de um CEI), mas nunca como forma de suprir, contra vontade dos docentes, a falta de auxiliares de acção educativa.

O recurso à alínea k) do nº 4 do artigo 7º do despacho 5328/2011 de 28 de Março (Orientação e acompanhamento de alunos nos diferentes espaços escolares ) parece-me um expediente muito pouco sério para colocar professores a vigiar os almoços e lanches dos alunos.

Se é assim que pretendem restaurar a dignidade profissional dos docentes e a sua autoridade na sala de aula e nas escolas, vamos por um caminho muito errado, porque (apesar de nunca me terem colocado tal coisa na CNL) a minha formação em gestão de conflitos em cantinas escolares remonta a meados dos anos 80 quando eu tentava acalmar o meu colega de curso V. após estragar os seus almoços românticos.

O Arlindo (aqui, aqui e aqui) e o Ricardo (aqui, aqui, aqui, aqui) chamam a atenção para as distorções e perversidades desta nova forma – que acaba por ser velha, apenas cobrindo os atropelos de outrora com uma roupagem nova – de encarar os concursos de colocação de professores.

No fundo, há escolas e agrupamentos que apresentam 50 (!!!) ou mais horários como necessidades transitórias, enquanto em outros caos, as ofertas de escola apresentam critérios feitos à medida de alguns candidatos.

Depois de uma tentativa (frustrada) para moralizar, dando transparência justiça e equidade aos concursos na primeira metade da década anterior, agora optou-se pela sua completa desregulação, completando o trabalho iniciado no mandato de Maria de Lurdes Rodrigues, tudo sob o manto acolhedor do chavão-autonomia.

Vamos à verdade dos factos, atribuindo claramente a responsabilidade dos desmandos a quem os pratica, ou seja, o ME(C) por criar regras que permitem imensas arbitrariedades e por alguns dos seus serviços se especializarem numa hiper-regulamentação que só baralha e justifica tudo e o seu contrário, mas também as escolas e os seus órgãos de gestão, por se vergarem a todo o vento que sopra ou, em alternativa, por aproveitarem a confusão para voltarem a praticar os velhos compadrios dos tempos dos horários na gaveta para os miniconcursos, entre outras habilidades.

O que agora se vê é que muitas escolas e agrupamentos não aproveitaram o concurso nacional de 2009 para adequar devidamente os seus quadros, não abrindo vagas em muitas situações com receio de quem pudesse aparecer (era o tempo dos titulares, muita gente receou que aparecesse quem fizesse sombra) ou por incompetência na projecção das necessidades.

Por outro lado, em virtude das novas regras da chamada oferta de escola, nos TEIP mas não só, surgem critérios em que só falta mesmo colocar as medidas em fato de banho e o nº de BI dos candidatos que se querem contratar.

Se é este o modelo do futuro que pretendem institucionalizar, o dos numerosos DACL que o não deviam ser, enquanto se abrem horários depois para quem calhar, ou dos contratados feitos à medida das obediências?

Podem sempre dizer que é mesmo assim, que é a autonomia, que isto permite ter corpos docentes mais identificados com a iluminação das direcções.

Mas é um certo nojo, agora que ainda está em autoavaliação a dimensão profissional, social e ética dos professores. Será por isso que vai desaparecer? Porque de ético e deontológico isto nada tem?

Embora já se estivesse a perceber que iria dar nisto, mais tarde ou mais cedo, em certos coutos e senhorios… Ao contrário do que é alegado isto NÂO ESTÀ DE ACORDO COM A LEI. Mas enquanto se mantém o equívoco das bonificações para concurso há quem se aproveite…

Caro Paulo Guinote,
Quero informá-lo que tenho lido o seu blog diariamente e que admiro e concordo com muito do que lá escreve.
Sou professora na Escola Secundária de *************, Braga onde há muito o caciquismo local se instalou através de uma CCAD imbuída de ideais de excelência, sem dúvida questionáveis, e de um director que a seu gosto decide sem dar cavaco a mais ninguém, longe do ideal de leader democrático e cooperativo.
A última medida foi a derradeira gota de água num país onde a gestão das escolas revela agora a sua verdadeira face: a lista graduada dos grupos disciplinares que serviria para efeitos apenas de escolha de níveis veio preenchida…já com a nota de 1 para os que “milagrosamente” haviam tido uma avaliação de muito bom e excelente na anterior fase avaliativa e que milagrosamente também haviam dado o salto “à vara” passando à frente dos colegas que por terem tido um bom, foram contemplados com um 0 na referida lista. Critérios que o directivo justificou por,  “estar de acordo com a lei”. Desconfio que a lei apenas serviu para a escola se auto-justificar. A avaliação suponho conta apenas para progressão e concursos de professores, não?
(…)
Obrigada
Uma professora indignada

A combinação é neste momento explosiva.

A conjuntura de cortes, cruzada com os poderes enormes depositados nos directores, a indefinição da situação de muita gente nas DRE, a aparente incapacidade para a nova equipa ministerial dominar os meandros técnicos e jurídicos destas coisas sem o apoio de uma máquina pouco cooperativa com quem a quer implodir, a ida para banhos de muita gente que deveria representar os interesses e direitos dos lesados e a má formação ética de muita gentinha, está a produzir situações de permanente perturbação e ansiedade.

Mais uma chega entre obtem e hoje é a de professores do quadro de agrupamento mandados para DACL quando existem horas na escola para um horário, mesmo que incompleto. As Direcções preferem livrar-se dos velhos, dos incómodos, e contratar deppois carne tenra e barata em Setembro, contra o legalmente estabelecido. Em muitos casos mandam os serviços administrativos telefonar e negam-se a transformar em documento escrito a ordem dada.

Das DRE têm-se respostas telefónicas favoráveis aos docentes lesados, mas por escrito só daqui a uma ou duas semanas, por falta de pessoal. Só que há quem tenha de concorrer (ou arriscar uma desobediência) até 3ª feira.

O que eu aconselho sempre é a recolher todos os elementos possíveis e, para além de exposições para a respectiva DRE e para a DGRHE, ser feita queixa directamente à IGE.

Podem queixar-se muito do ME, do Governo, de uma conspiração global neoliberal, da Trilateral, da Troika, de Davos ou de Bildeberg, mas eu continuo na minha: os piores carrascos moram ao nosso lado, conviveram connosco durante anos mas, ao primeiro aperto, revelam-se em toda a sua mesquinhez.

Tem estado a ser a aberração mais recente deste processo todo. Relatores, CCAD e “júris de avaliação” têm recusado relatórios e grelhas de evidências com base em critérios altamente subjectivos.

Já nem falo dos que só querem em papel, enquanto outros só querem em digital. Falo da recusa de conjuntos de evidências ou de algumas específicas, só porque não se percebe bem o quê. Já aqui referi a recusa em aceitar a obtenção do grau de mestre como evidência de valorização profissional, mas há coisas tão ou mais mais giras como, por exemplo, ser recusada pura e simplesmente a entrega das evidências, por não ser preciso para ter Bom, enquanto em outros casos, para o mesmo Bom recusam-se evidências que não documentem o processo da evidência, mas apenas o poduto. Há ainda quem recuse algumas evidências quando se remete para documentos já produzidos anteriormente ou arquivados e disponíveis online. Há quem obrigue a apresentação de matrizes, grelhas e planificações, mesmo quando são comuns a um grupo disciplinar, enquanto há quem recuse estes materiais, exactamente por serem individuais.

Há de tudo um pouco.

Teria a sua graça, numa perspectiva de teoria do caos, caso não se olhasse para muitas das pessoas que são responsáveis por esses abusozinhos de poder, esses delíquios de sapiência pura, e não encontrássemos quem nunca seria capaz de distinguir uma evidência por muito evidente que ela fosse e quem só sabe fazer uma referência bibliográfica se a copiar de um guia qualquer. Mas o poder foi-lhes entregue para o poderem exercer, transformando em autoridade administrativa o que não passa de mediocridade intelectual.

Aliás, esta ADD tem algo em comum com as Novas Oportunidades pois permitiu que se elevasse a auto-estima de muito boa gente, certificando como competentes para algo quem só sabe contar estórias.

Olá Paulo,

Em fevereiro, enviei-lhe um mail que deu origem a este post , no seu blog.
Confesso que nesta matéria de ADD, tendo sido nomeada para relatora, não tendo argumentação válida para me escusar às funções, e não havendo posição tomada pelos professores da escola, todoprocesso que daí adveio ficou sempre condicionado. Cumpri o que me foi exigido, seguindo as orientações da CCAD. No entanto, nesta fase do processo urge dar a conhecer, de novo, o que se passa na Escola, uma vez que me parece excessivamente arbitrário. Passarei, de seguida, aos factos:

1º – Não foi respeitado o que a Norma para os Exames exige, uma vez que houve professores relatores que tiveram de desenvolver tarefas no período em que classificavam exames;
2º – Foram marcadas duas reuniões, apenas para os relatores dos professores contratados que pediram aulas observadas, a fim de definir os critérios da distribuição das cotas, quando, nas orientações emanadas da CCAD, estavam definidos os critérios em caso de empates;
3º – Decorrente do ponto anterior, e porque não se chegou a consenso,  foram marcadas reuniões com os relatores de cada professor contratado que pedira aulas observadas. Nessas reuniões, das quais não existe ata, os relatores foram inquiridos por elementos da CCAD sobre a atribuição da classificação nos vários domínios e dimensões, sendo-lhes, inclusive, exigido que justificassem  as propostas de classificação, mostrando evidências. Sublinho que estas perguntas eram feitas aos relatores.
4º – No final dessas reuniões, não foi tomada qualquer decisão, tendo sido os professores relatores informados de que posteriormente seriam chamados para tomar conhecimento da avaliação final dos professores que tinham avaliado e que só nessa altura se assinaria o documento que formalizaria o processo.

——-
Se vir que o conteúdo deste mail é pertinente, utilize a informação nele contida como quiser. Agradeço, apenas, o anonimato. Obrigada.

Abraço

 

Para todos os docentes. Também online. Claramente abusivo. Não existe cobertura legal para isto, mas… não é caso único.

Este trabalho de recolha é do Livresco, conjugado com o que eu tenho recebido por mail. Quer-me parecer que não deveríamos ser nós a fazer esta recolha, divulgação e demonstração do patchwork que por aí vai, mas… uns já derrotaram o PS e os outros estão à espera para derrotar a Direita. Sobram os carolas. Ou parvos.

Retirei os elementos identificativos da escola/agrupamento. Para evitar coisas e tal. Do ponto 3 a 5, esta notificação (enviada a vários docentes, não sei se a todos da escola/agrupamento) contém coisas que me parecem estar para além do aceitável.

Só como pequeno entrave, eu relembraria que de acordo com as suas atribuições (alínea m) do artigo 13º do malfadado 75/2008) o Conselho Geral tem competência para analisar os horários…

Caro Paulo Guinote

Junto envio-lhe uma grelha que o Director de uma escola secundária aqui da zona resolveu adoptar para que os alunos “avaliem” os seus professores. Fiquei envergonhada ao lê-lo e imagino o que devem sentir os colegas daquela escola. Imagino ainda a forma como os alunos passarão a olhar o professor pensando  “se não te portas bem no final do ano eu digo-te…”.
Sei que há colegas desta escola que já contactaram pessoas ligadas aos sindicatos e parece que não há muito a fazer.
Ao que nós chegamos. Parece-me clara a intenção de vigiar a coberto de uma suposta avaliação.

Cumprimentos

P.

 

Alguém explica como é que pode ser sequer considerada a avaliação no ponto 2 (para não falar em alguns outros…)

Caro Paulo

Está a provocar polémica uma acção de formação creditada do Centro de Formação Minerva, de Coimbra, que está a ser proposta aos professores de História (grupos 200 e 400) sobre o Holocausto. O cronograma desta acção, aqui, prevê a realização de sessões numa 6ª feira, até à meia-noite, no sábado seguinte, todo o dia e, pasme-se, no domingo também! Ou seja, os professores ficam sem fim-de-semana, ainda para mais numa altura coincidente com o final do ano lectivo. Houve diversos professores que protestaram, tal como o SPRC, que tomou posição exigindo a alteração do calendário, mas parece que a Direcção do Centro de Formação está renitente em aceder. Acresce que não houve qualquer outra acção específica para estes grupos de recrutamento, pelo que os professores que não queiram ser penalizados pela não realização de acções de formação gratuitas e oferecidas pelo seu centro terão de se inscrever.

Envio esta informação a que poderás dar a divulgação que entenderes, pela urgência e pertinência do tema. Enquanto tratam das burocracias eleitorais e institucionais e não há novo governo, talvez seja importante estarmos atentos a estas coisas, no que elas significam de abuso e desprezo pelos professores. E de abertura de precedentes para outras ainda piores.

Abraço

António Duarte

Caro Paulo

Está a provocar polémica uma acção de formação creditada do Centro de Formação Minerva, de Coimbra, que está a ser proposta aos professores de História (grupos 200 e 400) sobre o Holocausto. O cronograma desta acção, aqui, prevê a realização de sessões numa 6ª feira, até à meia-noite, no sábado seguinte, todo o dia e, pasme-se, no domingo também! Ou seja, os professores ficam sem fim-de-semana, ainda para mais numa altura coincidente com o final do ano lectivo. Houve diversos professores que protestaram, tal como o SPRC, que tomou posição exigindo a alteração do calendário, mas parece que a Direcção do Centro de Formação está renitente em aceder. Acresce que não houve qualquer outra acção específica para estes grupos de recrutamento, pelo que os professores que não queiram ser penalizados pela não realização de acções de formação gratuitas e oferecidas pelo seu centro terão de se inscrever.

Envio esta informação a que poderás dar a divulgação que entenderes, pela urgência e pertinência do tema. Enquanto tratam das burocracias eleitorais e institucionais e não há novo governo, talvez seja importante estarmos atentos a estas coisas, no que elas significam de abuso e desprezo pelos professores. .

Abraço

A. D.

O que fazer quando se recebem denúncias como esta e é necessário ter uma mínimo de dados para divulgar a situação com rigor, mesmo sabendo que estas práticas são reais?

Caro colega
A Direcção do  AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE S*********** – P********* força os colegas a alterar as notas a serem atribuídas aos alunos cedendo à vontade de alguns Pais, isto de forma clara, já nem escondem. Vive-se uma perfeita ditadura.

Agradeço divulgação desta escandaleira

Obrigado

A minha resposta:

Olá,

Existem mais elementos que me possa fornecer, para eu poder divulgar a notícia?
Por exemplo, ano de escolaridade ou disciplina…
Eu tratarei a coisa com o devido cuidado.
É que estas questões levantam sempre uma grande celeuma.

Resposta:

Compreendo
Tratam-se de 5º 6º,7º,8º,9º em todas as disciplinas excepto Educação Fisica, EVT, Educação Visual e EMRC.
(…)
Para ter uma ideia os colegas são chamados um a um para alterarem notas e toda a gente tem medo.
Esta Escola envergonha-me.
Obrigado colega

o governo hulot em férias

Isto não tem grande base legal, mas a verdade é que… aproveitando-se de algumas indefinições sobre a interrupção lectiva…

 

 

Assunto para tratar mais logo, com um pouco de tempo, analisando o contrato proposto, o que o GAVE responde por escrito e por telefone, práticas abusivas, formações disparatadas, acumulações impensáveis, esquemas manhosos.

De tudo um pouco.

A notícia de que um elemento da equipa de apoio às escolas da DREC foi alegadamente (vejam como eu sei usar o truque do “alegadamente”) afastado do lugar por ter assinado uma moção na escola onde lecciona não pode ser varrida para o lado com base em argumentos do tipo – ah, pois e como foi lá ele parar!

Porque isso significaria que na purga, por delito de opinião, é válida e faz parte dos mecanismos aceitáveis de funcionamento de um departamento do Estado.

Claro, a hierarquia dirá que não tem pode ter confiança em alguém que assina um documento contra uma política que a DRE em causa se esforça por implementar.

Mas… mas… há elementos que comprovem a incompetência ou não cumprimentos dos deveres pela pessoa em causa?

Vamos lá tentar falar a sério disto, para o caso de os senhores (já não há nenhuma margarida, pois não?) DRE perceberem: nas vossas equipas há mais de uma pessoa que não está de acordo convosco e as ameaças que foram feitas, em especial desde 2009-2010, quanto a serem demitidos todo(a)s aquele(a)s que lançassem algumas informações para fora só resultou pela metade.

Seja a norte, seja mais a sul, há pessoas que continuam a falar, insatisfeitas com aquilo que vêem, só que pedem para não se aflorar o que contam, exactamente por causa dessas ameaças. Em primeira ou segunda mão, muito se vai sabendo ou ouvindo, mas quem conta tem medo de ser descoberto(a), pois tem consciência de que a informação pode ser compartimentada e pode ser achado o rasto de quem divulgue alguma coisa.

Portanto, as coisas sabem-se… não se podem é falar em público. Por exemplo,… sobre os megas-gigas… as coisas vão-se ouvindo e lendo. Não pode é ser colocado online, para defesa e protecção das ditas fontes.

A fidelidade é relativa, em especial quando se percebe que a forma de lidar com os assuntos é abusiva. E isto é válido não apenas para a DREC, mas, por exemplo, de igual forma para a DREN e a DRELVT.

Há docentes que não se esquecem que o são e que, quando observam o que é feito, ainda se lembram que lhes poderia estar a ser feito a eles.

Portanto… se é para voltarem às charruadas… vejam lá bem como o fazem. Porque a fidelidade e o silêncio forçados, quando acabam, em regra acabam mal.

Isto é apenas uma espécie de aviso de boa vizinhança, por parte de quem está habituado a ouvir em off e calar ou a ler mails sob nick ou pedido explícito de total anonimato e não reprodução do que lê.

E isto assim não é democracia… se é que isso ainda incomoda alguém…

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