perspectivas

Quarta-feira, 25 Janeiro 2012

Todo o mundo cresce, excepto a zona Euro

Filed under: economia,Europa — O. Braga @ 12:05 pm
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“Un peu moins pessimiste que la Banque mondiale sur la santé de l’économie de la planète en 2012, le Fonds monétaire international (FMI) prévoit “une décélération, mais pas une retombée en récession”, sauf en zone euro.

via En 2012, le FMI prévoit une récession européenne, mais pas mondiale – LeMonde.fr.

José Régio, a Bem da Nação

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 9:45 am
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Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno “sacrifício”
De trinta contos – só! – por seu ofício
Receber, a bem dele… e da nação.

— José Régio

As consequências da ideologia de neutralidade de género

Filed under: cultura,feminismo — O. Braga @ 7:44 am

O que uma mulher com 1,54 metros de altura [5 Feet 1 Inch] pode fazer a um homem

Businessman to have cosmetic surgery to heal horrific wounds after two years of abuse by his 5ft 1ins girlfriend

A política de neutralidade de género, em vez de reduzir a violência doméstica conduz ao seu aumento. Isto é um facto. Em Espanha, por exemplo, onde tem sido conduzida pelo governo socialista de Zapatero uma política de neutralidade de género — e não obstante a repressão massiva sobre o homem —, a violência doméstica aumentou em vez de diminuir.

Porém, há um lado obscuro da política de neutralidade de género que não sai frequentemente nos me®dia : a violência da mulher em relação ao homem tem aumentado de uma forma geométrica.

Diz o roto para nu: “Por que não te vestes tu?!”

Filed under: Europa — O. Braga @ 6:09 am
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“O Conselho Europeu deu hoje luz verde a eventuais sanções contra a Hungria por causa do seu défice excessivo.”

Conselho Europeu considera insuficientes medidas da Hungria para travar a crise.

Sobre a polémica RDP versus Raquel Freire

Em primeiro lugar, não devemos confundir [como faz o jornal Público] o caso Pedro Rosa Mendes com o caso Raquel Freire. O Público esteve muito mal nesta mistela.

Depois, também eu achei muito estranho que a RTP emitisse em directo um programa com as características do Prós E Contras a partir de Angola. Não faz sentido, assim como não faria sentido que o dito programa fosse emitido, por exemplo, a partir do Japão que até é uma democracia. Não é pelo facto de Angola ter ou não algum défice democrático que justifica a minha crítica à emissão a partir deste país, mas antes pelo facto de o programa Prós E Contra ter determinadas características que o tornam eminentemente nacional e português.

A emissão em directo do Prós E Contras a partir de Angola vai contra o ADN do próprio programa tal qual o conhecemos desde há meia-dúzia de anos. Isto é um facto insofismável. Por isso, a emissão do programa a partir de Angola só pode ter tido razões excepcionais, nomeadamente, razões políticas.

Quando o jornalista Pedro Rosa Mendes critica a emissão do Prós E Contras a partir de Angola, não faz mais do que dizer aquilo que nos parece lógico pelas razões aduzidas acima. E isto significa que se a crítica de Pedro Mendes à RTP se resumiu e se justificou apenas pelo facto de Angola não ser alegadamente uma democracia plena, então o jornalista perdeu a razão, porque sempre existiram casos de emissões radiofónicas e televisivas portuguesas a partir de outros países que não dispõem de uma democracia.

O caso de Raquel Freire é diferente, porque se trata de alguém que não merece o nome de “jornalista”. Se no caso de Pedro Rosa Mendes se pode configurar um caso de um jornalista censurado, no caso de Raquel Freire trata-se de um caso de uma pseudo-jornalista afastada por incompetência, parcialidade por motivação política, e que já tinha sido sujeita a inúmeras queixas dos ouvintes da RDP.

Terça-feira, 24 Janeiro 2012

Como fazer uma antena TDT caseira em cinco minutos

Filed under: curiosidades — O. Braga @ 10:28 pm

http://www.youtube.com/watch?v=V4hLxxCOfjY

A “helenização” de Portugal

Filed under: economia — O. Braga @ 8:02 pm

“Los tenedores de bonos deben seguramente asumir que Portugal cuenta con muy escasas perspectivas realistas de devolver sus deudas completamente”, apuntó Michael Derks, estratega jefe de divisas del broker FxPro, quien cree que en el caso de los bonos portugueses podría ser necesaria una quita del orden del 30%.

via Los analistas prevén un segundo rescate de Portugal con quitas del 30% – Libre Mercado.

Nem que Portugal tenha um superavit no défice público, a dívida vai ter que sofrer um haircut e, em consequência, Portugal vai sair do Euro — e por uma razão muito simples: é mais difícil pagar dívidas se o rendimento decresce, e se não é possível desvalorizar a moeda. Se Portugal vai ter um crescimento negativo este ano de 3% [ou coisa que o valha], como é que pode pagar, mesmo se o juro for a 6%?!

O que estamos a assistir é a um dejà-vu, a uma “helenização” da situação portuguesa.

A esquerda radical funciona hoje em um esquema de Holding

A esquerda radical funciona hoje em um esquema empresarial de Holding, em que existe um centro de gravidade ocupado pela ideologia pura que aglutina e coordena esquematicamente a acção política do conjunto.

Hannah Arendt descreveu o velho totalitarismo, tanto o marxista-leninista como o nazi, com o exemplo de uma cebola que tem várias camadas envolventes, e em cujo centro se encontra o núcleo duro ideológico. Esta configuração das religiões políticas totalitárias alterou-se substancialmente com a queda do muro de Berlim.

Hoje, o esquema de Holding dos partidos radicais de esquerda permite que o núcleo duro ideológico — o centro de gravidade — tolere a adesão [à Holding política] de organizações e/ou indivíduos esquerdistas moderados que não defendem a violência como uma forma de intervenção política, e que estejam mesmo algo distanciados ideologicamente do núcleo duro da Holding. A Holding política radical permite “atacar” a sociedade em várias frentes, embora a acção política seja coordenada pelo centro de gravidade da Holding partidária.

Esta forma de actuar da nova esquerda radical é mais difícil de contrariar quando comparada com a da “cebola” de Hannah Arendt, porque o adversário político radical pulveriza-se em acções multifacetadas segundo o princípio da acção de várias empresas pertencentes a uma Holding.

O diferendo que opõe os burocratas da União Europeia à Hungria

Filed under: A vida custa,aborto,Europa — O. Braga @ 11:22 am
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Alguém acredita que o BCE [Banco Central Europeu] é “totalmente independente”? E se é independente, é independente em relação a quem? Será que o BCE [Banco Central Europeu] não tem nenhuma dependência em relação a alguém?

E alguém, com dois dedos de testa, acredita que o Banco Central Alemão é “totalmente independente”? Será que Angela Merkel não “mete a mão” no Banco Central Alemão ? E os franceses, a mesma coisa em relação ao Banco Central francês?

Se ninguém, em boa-fé, acredita nessa “independência total” dos Bancos europeus, por que é que os eurocratas de Bruxelas exigem uma “total independência” do governo húngaro em relação ao seu Banco Emissor?

O que, de facto, irrita os eurocratas não é a putativa falta da independência do Banco Emissor húngaro; o problema da nomenklatura da EURSS é a Constituição húngara que defende a vida humana condenando o aborto, valoriza a família natural definindo o casamento entre um homem e uma mulher, refere que “Deus abençoa os húngaros”, e faz questão de honrar a pátria húngara.

A psicopatia e sociopatia das elites contemporâneas

Baby-Box

Vivemos num mundo governado por loucos; por autênticos doidos varridos. Cada vez mais me convenço de que a elite política nacional e internacional é constituída por uma maioria de sociopatas e de psicopatas.

O Conselho Para os Direitos da Criança da ONU criticou oficialmente a república Checa por ter adoptado os chamados Baby-Box e recomendou a sua supressão — as Baby-Box são caixas climatizadas e confortáveis colocadas no exterior dos hospitais públicos daquele país, e que recolhem crianças cujas mães não as querem ou não as podem sustentar. A república Checa já instalou 42 Baby-Box no país e já recolheu, por este meio, 62 crianças desde 2005, que foram depois adoptadas por casais sem filhos.

O que o Conselho Para os Direitos da Criança da ONU não critica, de modo nenhum, é o aborto e a utilização destrutiva de embriões humanos em pesquisas científicas que não deram em nada. Porém, as Baby-Box, que salvam vidas humanas, são alvo da crítica dos psicopatas da ONU.


Anna Smajdor

Um outro caso de psicopatia aguda da elite é o da “eticista” britânica Anna Smajdor, que defende a ideia segundo a qual «a mulher deve ser libertada da gravidez por via da “ectogénese”», ou seja, da procriação através de úteros artificiais — porque a sociopata Anna Smajdor parte do princípio segundo o qual a gravidez na mulher retira o estatuto de igualdade em relação ao homem, considerando a gravidez um “problema médico” comparável a uma “doença como o sarampo”, e defendendo o fim da reprodução humana natural.

Ou seja, a “eticista” Anna Smajdor considera que a igualdade entre um homem e uma mulher se traduz no facto de ambos não terem gravidezes e não terem filhos. Chama-se a isto “igualdade negativa”, que significa que a mulher só terá igualdade quando for biologicamente igual ao homem — o que é uma impossibilidade objectiva.

A actual sociopatia e psicopatia das elites é nutrida pelas universidades. Se queremos alterar o curso dos acontecimentos que nos conduzem a uma espécie de “1984” de Orwell, temos que fazer, em primeiro lugar, uma “limpeza” nas universidades.

Segunda-feira, 23 Janeiro 2012

O Bloco de Esquerda é o partido pirata português

Filed under: A vida custa,ética,cultura,Esta gente vota,Europa,Pedofilia — O. Braga @ 10:03 pm
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“O Partido Pirata alemão quer que a idade mínima para votar desça drasticamente. Os deputados pretendem discutir depois de amanhã no Parlamento da cidade-estado de Berlim uma proposta que daria, dentro de 15 anos, direito de voto a crianças a partir dos sete anos, segundo o “Bild”, o diário de maior circulação na Alemanha.”

via Piratas de Berlim propõem direito a voto para crianças – Mundo – PUBLICO.PT.

É absolutamente público e publicado que o Bloco de Esquerda pretende baixar a idade de voto de 18 para 16 anos; e, implicitamente, não há nada que nos impeça de pensar que o Bloco de Esquerda poderia ir mais longe e tentar baixar a idade de voto para os 14 anos ou mesmo idade inferior. Em ligação estreita com o baixar da idade de voto está o baixar a idade de consentimento sexual das nossas crianças, por um lado, e por outro lado, a legalização da pedofilia como sendo uma “orientação sexual”.

O Bloco de Esquerda considera o abaixamento da idade de voto e da idade de consentimento sexual das crianças como sendo um “grande progresso”.

Por outro lado, o Bloco de Esquerda defende a ideia da legalização da prostituição, ou seja, considera que a prostituição deve ser encarada como uma profissão normal. Clique na imagem abaixo para ver o que está a acontecer na Alemanha, e segundo as ideias defendidas pelo Bloco de Esquerda.

Clique para ampliar

Por tudo isto, eu considero que o partido Bloco de Esquerda deveria ser ilegalizado.

A ciência é manipulada pelas religiões políticas

“A observação e a experiência podem e tem que restringir drasticamente o âmbito das crenças admissíveis como crenças científicas (1), pois de outra maneira não haveria ciência. Mas não podem, só por si, determinar um dado conjunto desse tipo de crenças (2). Um elemento aparentemente arbitrário, composto de acidentes pessoais e históricos, é sempre um ingrediente formativo das crenças adoptadas por uma determinada comunidade científica, numa dada época (3).”

— Thomas Kuhn, “A Estrutura das Revoluções Científicas”

Se eu tivesse chegado à mesma conclusão traduzida na ideia de Thomas Kuhn, e transmitisse essa mesma ideia por outras palavras, haveria concerteza muitos leitores que pensariam: “lá está ele a cagar postas-de-pescada e a falar do que não sabe…” — o que significa que nós vivemos de crenças escoradas em alguma autoridade de direito, e a ciência não foge à regra. Mas vejamos outro excerto de Thomas Kuhn:

“… a investigação [científica] … tenta meter a natureza dentro de caixas conceptuais fornecidas pela educação profissional (4). Em simultâneo, interrogar-nos-emos sobre se a investigação pode prosseguir sem essas caixas, seja qual for o elemento de arbitrariedade na origem histórica destas e, ocasionalmente, no seu desenvolvimento subsequente (5).”

(…)

“A ciência normal, a actividade em que a maioria dos cientistas ocupa inevitavelmente todo o seu tempo, radica no pressuposto de que a comunidade científica sabe como é constituído o mundo (6).”


Vamos traduzir isto por palavras que toda a gente entenda.

A ciência está sujeita aos preconceitos culturais e políticos de determinado Zeitgeist, o que significa que a ciência é inexoravelmente manipulada pela política vigente em cada época. Um cientista que diga não é manipulável politicamente, está a ser desonesto.

É assim que algumas observações e experiências humanas são propositadamente ignoradas pela comunidade científica em uma determinada época, porque essas observações e experiências vão contra o politicamente correcto ou podem ser vistas como uma ameaça ao status quo político.

O tipo de educação profissional reduz a investigação científica a uma grelha que limita a Natureza a determinadas concepções definidas pela política, uma vez que é a própria política que define o tipo de educação profissional. Porém, e não obstante todos estes condicionalismos políticos inerentes à ciência, a comunidade científica de cada época parte sempre do princípio gnóstico de que conhece a parte oculta do universo. Entronca aqui a seguinte frase de Umberto Eco:

“Fizera da incredulidade um princípio científico, mas agora tinha de desconfiar até dos mestres que me haviam ensinado a tornar-me incrédulo”.

Portanto, o fundamento da ciência é metafísico, em primeiro lugar, e ético, em segundo lugar. O proprio conceito de “ciência” — que está a montante da observação e da experiência — não é passível de passar o teste da teoria da falsicabilidade de Karl Popper; o naturalismo não é falsificável. Na origem da política e da ciência está a metafísica que, por sua vez, determina a ética.

Viva el Rei D. Duarte II !

Filed under: Esta gente vota,Portugal — O. Braga @ 9:30 am
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“Quando deixar Belém, Cavaco terá direito a gabinete com secretária, a viatura com motorista e combustível.

Quando daqui a quatro anos deixar a Presidência da República, Cavaco Silva não deverá poder juntar uma subvenção política às pensões de dez mil euros brutos que agora recebe, mas vai ter direito a um gabinete com secretária e assessor da sua confiança, a um carro com motorista e combustível para serviço pessoal e ajudas de custo para as deslocações oficiais fora da área de residência.

Estes são direitos que a lei dá aos antigos chefes do Estado e que pesam um milhão de euros no orçamento do Palácio de Belém. Feitas as contas, Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio custam, cada um, cerca de 300 mil euros aos cofres públicos.”

via Cada ex-presidente da República custa 300 mil ano – Politica – DN.

D. Duarte Pio de Bragança

A ideologia de género, as elites e as universidades, o gayzismo, a Ingaysição, a Gaystapo e a Al Gayeda

«Unfortunately, when Harvard scholar Louis Menand analyzes the Gross and Solon data, he sees evidence that “neutrality, or disinterestedness,” is declining as a university standard because there is now apparently “less aversion to weighing political views in evaluating merit than would have been the case thirty or forty years ago.”

In fact, though not a conservative, Menand concedes that the Gross and Solon study provides “data . . . useful to anyone claiming that colleges and universities discriminate against people with conservative views.” Menand goes so far as to raise the question of whether “holding liberal views has become a tacit requirement for entry and promotion in the academic profession.”

In an academic world such as this, it is entirely predictable that top university professors of law openly argue—in direct riposte to Scalia’s complaint against judicial endorsement of the homosexual agenda—in favor of measures aimed at “eliminating the moral opprobrium that has traditionally attached to homosexual conduct.” »

via MercatorNet: The new outlaws: how same-sex marriage suffocates freedom.

(mais…)

Domingo, 22 Janeiro 2012

As “postas de pescada” de Eugénio Lisboa

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 11:30 am

Este texto de Eugénio Lisboa é vergonhoso, não porque critique os ingleses, mas porque branqueia a acção política do actual eixo franco-alemão: é o que se pode chamar de “uma vergonha intelectual”.

Os povos europeus são diferentes; por isso é que são “povos europeus”, e por isso não existe um “povo europeu”.

Por exemplo, e em juízo universal, os ingleses têm a mania da superioridade quando estão no estrangeiro, mas recebem melhor os estrangeiros em sua casa do que os alemães, que se mostram mais “simpáticos” quando estão fora do seu país. O alemão é simpático no estrangeiro e racista no seu país; o inglês é snob no estrangeiro e tolerante no seu país — isto, se o estrangeiro falar inglês. Só quem viveu algum tempo nos dois países citados pode saber a diferença.

Eugénio Lisboa considera, de uma forma implícita, os interesses nacionais conjuntos do eixo franco-alemão [o Merkozy] como sendo legítimos, e os interesses nacionais ingleses como sendo ilegítimos. A forma enviesada como Eugénio Lisboa vê a realidade europeia é vergonhosa e intelectualmente desonesta. Ou melhor dizendo e resumindo: é uma cagada literária em três actos.

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