Evocação de James Callaghan – Barão Callaghan de Cardiff. A mentira política
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Macro de grande, skopein de observar: observar o infinitamente grande e complexo. Tentar perceber por que razão a ave vive fascinada pela serpente que a paralisa e, afinal, faz dela a sua presa.
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Obs: A China, vivendo a teoria de um país, dois sistemas, está em franca progressão económica mediante a utilização cada vez mais generalizada da sua moeda, o YUAN. O "novel dólar" do mercado global, e cada vez será mais utilizado atendendo a que a RPC é um país onde a sua população goza de escassos direitos sociais, os chineses trabalham mais horas/semana do que no Ocidente, não têm sindicatos e/ou movimentos sociais e políticos com a força e expressão do Ocidente, de tudo resultando a produção de bens e serviços a baixo valor que entram no mercado global de forma competitiva. A China veio para ficar. Portugal, no seu processo de colonização nc hostilizou a China, a transferência da soberania de Macau para a RPC tb se fez de forma pacífica, pelo que se adivinham tempos de grandes vantagens comparativas entre estas duas nações tão assimétricas entre si no tamanho, nos recursos económicos, no poder e influência mundiais. Mas, curiosamente, têm hoje interesses comuns e complementares - seja no rectângulo, seja no espaço da lusofonia onde Portugal tem posição privilegiada por causa da história e da língua e, sobretudo, na Europa - em que Portugal pode operar como placa giratória para os interesses chineses nesse imenso mercado.
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Una biografía enciclopédica y desmesurada, en la que caben 60 años de la historia de España, un compendio que abarcaría la dictadura, la transición, la democracia y el Estado de las Autonomías, se ha cerrado con la muerte de Manuel Fraga en la tarde de ayer en Madrid a los 89 años al no recuperarse de la afección respiratoria que arrastraba desde principios de año. Tras él desaparece el último eslabón que aún unía remotamente a la derecha actual con el franquismo. Nadie que hubiese ocupado un cargo tan relevante bajo Franco -ni más ni menos que ministro de propaganda- logró salir indemne del desplome del régimen.
Fraga sobrevivió en la política 36 años más, fue senador hasta el pasado noviembre y se ha muerto como presidente fundador del partido que gobierna en España. Su legendaria capacidad de adaptación le permitió todo eso y más, incluso convertirse en el gran adalid del autonomismo desde su retiro gallego, apenas unos años después de haber intentado frenar el desarrollo autonómico en la nueva Constitución. Tan venerado como odiado, siempre sin medias tintas, se va tras haber conseguido que ni siquiera el más feroz de sus enemigos le niegue ahora una capacidad política excepcional. Será enterrado el martes en Perbes (A Coruña), donde solía pasar sus veraneos, junto a su esposa. La capilla será instalada hoy lunes a partir de la 10.30 en su domicilio de Madrid.
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Admito até que Álvaro seja um homem bem intencionado que gosta de Portugal, mas não tem a mínima vocação para a governação, o essencial escapa-lhe e é decidido pelo seu mega-colega, ministro das Finanças, o empresariado acha-o ridículo e há muito que já não o leva a sério. Consequentemente, a pasta da Economia está em roda livre, sem ideia directora, sem programas de incentivos à internacionalização e com os factores de produção mais caros da Europa, tornando a produção nacional pouco competitiva nos mercados externos.
Numa palavra, o ministro Álvaro tornou-se já alvo de chacota dentro e fora do Gov, é gozado em toda a sociedade que o acha uma espécie de bobo da corte, imagem agravada com estas ideias ridículas que apenas reflectem a espuma das coisas, passando ao lado das essências que hoje definem as regras da economia mundial.
Grave não é o Álvaro ainda não ter compreendido o ridículo em que incorre quando faz aqueles anúncios urbi et orbi, grave é o ministro da Economia não compreender o sentimento de ineficácia gerador da crise mais global da instituição que o estrutura: o Estado-nacional.
Esta dupla insuficiência - política e cognitiva - que projecta mutações profundas no funcionamento e regras das instituições e, por extensão, na dinâmica das sociedades e no capricho dos mercados, faz com que o proponente de pseudo-ideias (que facilmente incorrem no ridículo, como a internacionalização do pastel de nata pela mão do Estado) traduzam não só uma incompreensão das leis da História e do seu sentido, como também uma congénita incapacidade de compreender que, certos agentes do Estado, nas actuais circunstâncias recessivas em que vivem 10 milhões de portugueses, ocupem o lugar do morto, encontrando-se agora na 1ª linha de visibilidade do Estado por via dos pasteis de Belém.
Por último, deixo uma nota final relativa aos políticos que se têm vindo a adaptar aos media, e nalguns casos revelam-se brilhantes profissionais do sistema. Sabem apresentar um subtil engagement entre grupos de pressão cujos pontos de vista pareciam irreconciliáveis.
No caso vertente, encontramos um homem de boa vontade, mas sem nenhuma ideia, autoridade, rumo e força para fixar qualquer compromisso. Embora, numa coisa estejamos, seguramente, todos de acordo: os portugueses gostam de pastéis de nata, e isso, presumo, seja uma "genial" recordação que o Álvaro sublinha aos portugueses e lega ao futuro.
Amanhã, quando Álvaro já não estiver no Governo e regressar à sua vida inicial, será certamente lembrada no Canadá (e arredores) como o português emigrado que mais fez pela vida do pastel de nata.
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Obs: Infelizmente, é também assim que actualmente a maior parte dos países da UE se encontram, submersos e a meter água por os lados. Ou melhor, não é apenas na EDP que as autoridades portuguesas metem água, é na própria Águas de Portugal - que a água que está se soma à água que entra. Daí os pirulitos...
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José Adelino Maltez deixa aqui contributos interessantes a vários níveis sobre a maçonaria que podem ser seminais para a própria investigação científica na área em Portugal. Uma perspectiva histórica comparada, filosófica e especulativa, a sua importância no combate à ditadura e instauração da democracia e mais tarde na origem da própria construção europeia. A visada foi, naturalmente, a srª ministra da Justiça (que é politicamente inexistente), além de intelectualmente impreparada.
Mas o que é mais curioso na dinâmica histórica, é que se não fossem as relações perigosas - e que estão devidamente identificadas e são conhecidas de todos e são objecto de averiguação pelo MP - entre intelligence e certas lojas maçons, esta questão jamais se colocaria. O que é pena, pois fica sempre a sensação de que o estudo de aspectos organizacionais com relevância histórica só é explicitado se houver um choque ou um conflito de interesses entre o domínio particular e o chamado interesse comum que deve ser assegurado pelo Estado.
Desse modo, podemos dizer que há males que vêm por bem, dando assim oportunidade aqueles que, sendo ou não membros da maçonaria, mas que estudaram este fenómeno histórico relevante para a história das relações internacionais dos últimos 300 anos, se aclare o seu valor e legado a fim de se compreender as dinâmicas das sociedades contemporâneas.
Quem sabe a própria reconstrução europeia não renasce dos esforços de boa vontade de homens que, de forma altruísta, repensem os fundamentos da Europa - que hoje estão em farrapos e, mais grave, está completamente de cócoras ao directório franco-alemão.
Em termos de referências pessoais, apreciei as que foram feitas ao historiador Oliveira Marques, que acompanhou muitos de nós no ensino Secundário e abriu horizontes de estudo para este fenómeno, a Jurgen Habermas e à "sociedade pós-secular" que aquele defende bem como aos grande construtores da Europa, de Monnet a Schuman e outros que hoje, infelizmente, não são seguidos por aquele directório.
Registei, por último, um desafio científico à criação duma teoria anti-maçónica que parece estar por escrever em Portugal. Também foi útil recordar a obra de JAM, recentemente lançada entre nós, intitulada ABECEDÁRIO SIMBIÓTICO - em relação à qual fizémos um breve enquadramento. Constatei que estes factos supervenientes obrigaram a rebobinar a história e a reapresentar a obra, o que é sempre uma boa recordação para o autor e útil para aqueles que querem compreender mais e melhor este fenómeno especulativo que tem interferido na dinâmica das sociedades.
Nuns casos, o saldo é positivo, noutros não o é. Pelo que é útil notar que, como em tudo na vida, há sempre um lado positivo e outro negativo na mesma moeda. Ou como diria um amigo, há prós e contras (nem de propósito!!) nestas sínteses que a vida tem e partilha connosco.
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Numa palavra: a boa e verdadeira maçonaria tem aqui, como provavelmente nunca teve históricamente em Portugal, uma excepcional oportunidade para intervir.
Tem aqui uma excelente ocasião para revelar o que verdadeiramente é, e do que é capaz de fazer em contexto de recessão que actualmente todos vivemos.
Por isso, este não é o momento da diabolização da maçonaria, do seu fanatismo e superstição, mas a hora H. para estes homens que, de certo modo se consideram tão excepcionais e singulares, e à falta de melhor novidade cultivam o segredo em tudo o que pensam, dizem e fazem, demonstrarem aquilo que verdadeiramente valem e colocarem esse suposto talento ao serviço do bem comum de que falava Aristóteles.
Com sorte e alguma fé, sempre necessária à produção de conhecimento, talvez possamos ganhar todos algo com tanta sabedoria acumulada nos tempos e nos templos...
- Adenda: link picado no DN
Aqui poderá ver um contributo interessante para esta discussão em que o Grão Mestre do GOL, a dado passo, afirma:_____________________________________________
- Desgraça maçónica - que exige responsabilidade - civil e criminal
Etiquetas: Mais recessão é a "obra-prima" da desgraça nacional, papel da maçonaria
- Nota prévia: vale a pena meditar neste tão simples quanto interessante artigo do autor do conceito de soft power, professor de Harvard e ex-subsecretário de Estado da defesa dos EUA. Chamo aqui a atenção para dois aspectos: a forma como Nye reactualiza aspectos do carisma - tema de que se ocupou Max Weber; e o modo como esse mecanismo assenta, em grande parte, na percepção de quem vê, ou seja nas massas de eleitores. Uma reflexão importante, mais uma de Joseph Nye que nos subtrai da espuma dos dias.
Etiquetas: O carisma em que podemos acreditar - por Joseph Nye
Obs: PSG não precisou de grande inspiração para burilar esta narrativa, a própria realidade já é ela própria uma fonte inesgotável de surpresa, tristeza, tráfico de influências, pagamento de favores, jeitos a grupos empresariais sem cuidar do verdadeiro interesse nacional. Passos foi eleito com um programa eleitoral mas adoptou outro, uma vez no poder; prometeu combater o clientelismo partidário, mas agora revela-se directa ou indidrectamente, um fautor desse mecanismo na sociedade portuguesa que só pode potenciar a promiscuidade entre poder político e negócios, clientelas partidárias e moralidade pública. Numa palavra: um malogro.
Etiquetas: Macaquinhos do chinês - por Pedros Santos Guerreiro -
Etiquetas: Alexandre Soares dos Santos é um empresário diferente
Etiquetas: Ivan Krastev, Quando a China governa
Tradução de Teresa Bettencourt/Project Syndicate
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Obs: Uma análise tão interessante qto esperançosa acerca da evolução socioeconómica da América-latina, tão rara nas últimas décadas. Oxalá dure nos anos vindouros.
Etiquetas: Bons tempos na América Latina
Ontem enquanto ouvia o PR debitar sobre a recessão e a forma de sair dela, lembrei-me da forma inútil como foram empregues e monitorizados os milhões de euros em fun
dos comunitários na década cavaquista (1985-95). A ausência de orientação estratégica na aplicação desses fundos, que encheu o país se corrupção e de oportunismo explica, em boa medida, o carácter incipiente do nosso tecido económico e da consequente falta de produtividade e competitividade nacional.
Facto que dificulta a nossa internacionalização e a captação de mais mercados externos, porta de salvação actual para a crise estrutural da economia portuguesa.
Ao boom da classe média que, de facto, passou a ter mais poder de compra, acompanhado do aparecimento das grandes superfícies comerciais e de grandes cadeias de distribuição, de que o "Sr. Sonae" foi o mais bem sucedido entre nós nessa época de ouro, não foi acompanhado pelo fortalecimento do tecido económico nacional, agravado com a posterior crise da dívida (sobretudo a privada à banca, fomentada ao tempo de Guterres - em que a banca prometia tudo a todos). As reformas estruturais foram sendo adiadas, sobretudo a da segurança social, cujas pessoas hoje têm uma maior longevidade, secando também durante mais tempo os recursos da segurança social - para a qual contribuíram uma vida.
Entretanto, o desemprego disparou acima dos dois dígitos, novidade em Portugal desde 1974, sobreveio a crise da dívida soberana que humilhou do Estado do socratismo - que se viu forçado a pedir ajudar ao FMI por já não dispôr de liquidez para os salários dos funcionários públicos. E fê-lo tardiamente com custos acrescidos nas taxas de juro com que contraímos empréstimos nos leilões.
Muito simplesmente, os fundos comunitários serviram para algo, mas o mais crítico ficou por fazer: a qualificação dos portugueses. Resultado não crescemos. O colapso financeiro mundial, o contágio à Europa, a ameaça da implosão do euro, a fraca liderança da Europa faz com que sejamos os indigentes do Velho Continente.
Daí a desesperança (fundada) dos portugueses. Justificada no facto de sabermos que estamos a pagar impostos brutais ao mesmo tempo que cavamos a nossa própria sepultura. E isto, convenhamos, não é nada agradável.
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