22/01/2012

Como um frigorifico iluminado de porta escancarada num salão ... por António Sérgio Rosa de Carvalho





O Chiado está em transformação determinada por ciclos económicos e sociológicos …Outrora Zona Chic de Comércio de Alta Qualidade e de Identidade Local em dialéctica permanente com sinergias Literárias e Culturais … Zona de Cafés e Clubes … de Tertúlias e compras Bon Chic Bon Genre … está agora a substituir esta Identidade Centenária por um novo ciclo comercial conduzido por cadeias internacionais dispostas a pagar quantias altíssimas por alugueres.
São as “leis do mercado”dirão muitos … e é verdade que a dinâmica financeira da Oferta-Procura-Oferta determina as transformações …
No entanto, em todas as Cidades Europeias existem Zonas onde estão situados estabelecimentos de valor Patrimonial-Arquitectónico insubstituível, e que precisamente, no seu conjunto, garantem e contribuem para o Carácter e Identidade - Prestigio que definem a Zona e o seu Valor Comercial.
Ora … é aqui que entra como factor determinante o conceito de uma Visão Estratégica, aquilo que se chama Internacionalmente , Urbanismo Comercial.
Não se trata de substituir ou apropriar-se das sinergias comerciais … mas, de estratégicamente aconselhar, estimular pedagógicamente, acompanhar com verdadeiro interesse , ao mesmo tempo que se garante e salvaguarda o Património de interiores e exteriores de importantes e insubstituíveis estabelecimentos Históricos.
Vejamos o caso da antiga Alfaiataria Piccadilly que foi substituida por uma loja de sandes e respectivo conceito de interiores e imagem de Marca …
O contraste com a zona é ilustrativo … e esse contraste não é determinado pela actividade, … mas pela forma de como a actividade quis de forma insensivel, manter a sua imagem de brancura absoluta- higiénica-híbrida-clinica, num contexto e envolvente determinados, até agora, por um carácter radicalmente oposto.
O Resultado é especialmente à noite : Como um frigorifico iluminado de porta escancarada num salão.
Independentemente das quantias mensais avultadissimas, que em termos de rendas, anularam outros possiveis candidatos com actividades mais apropriadas, o que é nítido aqui … é que não houve nem interesse, nem acompanhamento da parte da C.M.L. e do seu Departamento de urbanismo Comercial sobre a responsabilidade do Vereador Manuel Salgado.
Era possivel ter a mesma actividade, mas com uma imagem integrada na envolvente e no carácter da Zona … repare-se que este aspecto é fundamental, precisamente para manter o Prestigio e as “Características-Ambientes” que garantem esse Prestigio e consequentemente o seu valor comercial … senão estaremos mais uma vez a “matar a Galinha de ovos de Ouro”.
No entanto Manuel Salgado afirmava em entrevista ao Público no passado:
“Mais do que planos que funcionem como instrumentos de polícia, necessitamos de outra cultura de abordar a cidade. Por exemplo, a loja Casa (Vida) Portuguesa afirma-se pela valorização dos móveis antigos, das estantes antigas, de um determinado carácter que distingue a loja, para além dos produtos que vende. A Confeitaria Nacional está impecável. Isto parte muito da cultura dos próprios comerciantes.
Mas se essa cultura não existe...
Também é difícil impô-la.”

(in Público, entrevista de Ana Henriques)

E … o Director do Departamento de Urbanismo comercial da C.M.L. :
"Não há enquadramento legal para a câmara poder definir quotas por áreas de actividade", responde o director do departamento de urbanismo comercial da autarquia, Pedro Milharadas. Este e outros assuntos, como a requalificação do comércio da Baixa, "estão a ser pensados" ou "vão ser estudados", até porque uma medida deste tipo pode pôr em causa o princípio da livre concorrência, acrescenta.
Questionado sobre quais são, afinal, as funções dos funcionários deste departamento, responde: "Há bastantes anos que o departamento estagnou em matéria de estudos. O que faz é licenciamentos [de lojas]." In “Na Baixa de Lisboa umas lojas alargam horários, outras encolhem-nos”
Por Por Ana Henriques in Cidades / Publico

Passemos agora a outro caso que é imperativo acompanhar com o maior rigor e atenção … ou seja Grande Vigilância Preocupada … a ourivesaria Aliança.
As imagens falam por si …
Há uns anos, através da C.M.L. e do Núcleo de Estudos do Património, tentei uma classificação mais "forte" dos interiores da Ourivesaria Aliança , e recebi como resposta do então IPPAR que cabia a esta instituição a sua classificação (!?!)”
Este Estabelecimento esteve para ser classificado pelo Igespar como Imóvel de Interesse Público mas depois o caso foi “arrumado” e arquivado, com o argumento de que ele ja estava protegido por força do estatuto Baixa-Chiado
Entretanto foi Aprovada em sessão de CML de Janeiro de 2010 a transformação em hotel do prédio da Rua Garrett, nº42-52 (592/EDI/2009), com uma memória descritiva onde o promotor jurava a pés juntos que tudo era para manter porque a ourivesaria era uma mais valia para o hotel.
A Ourivesaria declara entretanto em informação clara e visivel, que encerra definitivamente a partir do dia 15 de Fevereiro . A questão reside na palavra DEFINITIVAMENTE … Vão os interiores ser mantidos com uma nova função ? O que se passa ?


Incluo uma imagem muito recente de outro caso no Chiado, onde um novo estabelecimento que foi ocupar o local de outra antiga Ourivesaria, soube adoptar a sua imagem de forma inteligente ao Contexto,Envolvente e Carácter da Zona, aproveitando elementos dos interiores e mobiliário da antiga Ourivesaria.
E isto … apesar de a “Globe”pertencer a uma cadeia Internacional …











21/01/2012

Feitas as pazes, Guimarães está pronta para a Capital da Cultura









Por Samuel Silva in Público

O entusiasmo voltou às ruas da cidade nos dias que antecederam o início oficial. Durão Barroso e Cavaco Silva estarão hoje na abertura

Só falta tirar o plástico que protege a alcatifa. No pavilhão Multiusos de Guimarães está quase tudo pronto para receber, ao final da tarde de hoje, a cerimónia de abertura oficial da Capital Europeia da Cultura (CEC). E pela cidade, são muitas as marcas do entusiasmo dos vimaranenses. Depois dos problemas vividos no ano passado, a população fez as pazes com o acontecimento que lhe quer mudar a vida.

Não era preciso passar muito tempo em Guimarães para perceber a agitação. Na quinta-feira à noite, a Banda Filarmónica de Pevidém fazia o primeiro ensaio na Praça do Toural, afinando a sua participação no espectáculo de rua marcado para esta noite. Debaixo de frio e a horas em que a cidade já costuma estar adormecida, havia mais de duzentas pessoas a assistir. Os habitantes da cidade não querem perder pitada dos preparativos da abertura da sua CEC.

Ao lado dos catalães La Fura Dels Baus, os músicos da banda da vila industrial vimaranense vão fazer parte de um dos momentos altos da abertura da Guimarães 2012. O espectáculo Tempo de Encontros promete levar milhares de pessoas ao Toural para ver uma criação do Centro de Criação para o Teatro e Arte de Rua, em que participam outras estruturas locais como o coro Outra Voz ou os estudantes que organizam as festas Nicolinas. A CEC aposta forte nestes cruzamentos entre quem está na cidade e quem a ela chega.

A abertura da Guimarães 2012 não termina na praça mais emblemática da cidade. A primeira noite faz-se, a partir das 23h30, em mais de 50 bares, restaurantes e associações locais, com animação musical. E vai prolongar-se durante uma semana (ver texto ao lado).

Lotação esgotada

Antes da festa pública, há lugar à sessão formal de abertura, no Multiusos. O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, e o Presidente da República, Cavaco Silva, têm a missão de dar início à Capital. Segue-se um espectáculo pensado pelo músico Manuel de Oliveira e com presenças de Rao Kyao, Cristina Branco e Chico César. Também aqui se vê o entusiasmo: os 2000 bilhetes disponíveis para a sessão venderam-se em três dias.
Guimarães dá hoje início ao seu ano mais longo, com as expectativas em alta. Os responsáveis acreditam agora que é possível ultrapassar a previsão inicial de 1,5 milhões de visitantes ao longo do ano. Há pouco mais de cinco meses, ninguém acreditaria que isto fosse possível. Os primeiros meses do ano passado foram conturbados, com várias polémicas a abaterem-se sobre o projecto que culminaram na saída do director executivo, Carlos Martins, em Maio.
A tensão crescente entre a anterior liderança e a câmara resultou na saída de Cristina Azevedo, dois meses depois, fazendo subir João Serra à presidência da Fundação Cidade de Guimarães e abrindo portas ao regresso de Carlos Martins. Nos últimos meses, Guimarães viveu uma espécie de luta contra o tempo, recuperando o atraso inicial e o entusiasmo da cidade.
A ambição voltou aos níveis de 2007, quando o projecto foi lançado, mesmo em contexto de contenção orçamental. No dia em que começa a Guimarães 2012, ainda não há a noção definitiva do orçamento real. "Estamos a dias de saber essa resposta", diz Carlos Martins.
Depois do corte da comparticipação do governo no financiamento, que reduziu em quatro milhões de euros a verba disponível, a questão em aberto tem agora a ver com o financiamento dos fundos comunitários. A revisão das regras pode fazer aumentar para 80% a participação da União Europeia nos projectos, o que pode permitir um reforço orçamental à CEC. "De alguma forma, pode substituir a perda que houve nas transferências do Estado", admite Martins.
Caso haja esse aumento do orçamento, a grande aposta da Guimarães 2012 será na comunicação. "Guimarães não vai nunca queixar-se dos cortes orçamentais que teve, ou da falta de orçamento", sublinha Carlos Martins, para quem o programa já é "suficientemente vasto e equilibrado".
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"Ad vos homines qui venistis populare in Vimaranes et ad illos qui ibi habitare volerint".
"A vós homens que viestes povoar em Guimarães e àqueles que aqui quiserem habitar"
Foral do Conde D. Henrique, 1096.

Os melhores Votos de Sucesso a Guimarães que representa Portugal perante a Europa.

Mas, o que é essencial reflectir e relembrar … é que nada disto teria sido possível … sem o trabalho de Planeamento ( Fernando Távora Plano Geral de Urbanizaçção 1980 ) e a Impecável e Rigorosa Execução pelo Gabinete Técnico Local (Arquitecta Alexandra Gesta e equipe) que levou a um dos poucos exemplos de RESTAURO coerente e rigoroso existentes em Portugal … à Verdadeira Reabilitação Urbana com letras Grandes … com todas as suas componentes sócio-culturais …
Quando por comparação … pensamos no que está a acontecer em Lisboa … Meu Deus !!!
António Sérgio Rosa de Carvalho.

Ribeira das Naus ou dos carros?

Por Paulo Ferrero in Público
É surpreendente a notícia recentíssima que dá conta da alteração de última hora ao denominado Projecto de Requalificação da Ribeira das Naus, prevendo este, a partir de agora (suponho que por vontade indómita de alguém que não os autores do dito cujo, muito menos dos que aprovaram aquele em reunião da Câmara de Lisboa), a construção de um silo com 3 andares (!) para estacionamento automóvel no Corpo Santo, mais precisamente na zona delimitada pelo edifício do Arsenal da Marinha, a Rua do Arsenal e o bloco de edifícios que se estende até ao Cais do Sodré, ou seja onde hoje existem árvores que dão sombra, por acaso, aos automóveis que ali estacionam desde o tempo, pelo menos, em que o Metro prolongou a sua linha Verde. E é surpreendente a vários níveis. Desde logo, insisto, porque os termos do protocolo assinado em 24 de Novembro de 2010 pela CML, a Frente Tejo e a Marinha, em cuja cláusula 2.ª, ponto 1.F, se cedia à Marinha, "para sua utilização exclusiva, o parque de estacionamento localizado no Largo do Corpo Santo". Não será necessário outro protocolo para legitimar esta alteração? É também surpreendente que uma decisão formalmente aprovada, e bem (independentemente de alguns pormenores de estética, uso e viabilidade discutíveis), em reunião de CML - a aprovação do Projecto de Requalificação da Ribeira das Naus - seja alterada desta maneira, de um dia para o outro, em jeito de nota de imprensa tout court . Depois, trata-se de uma notícia surpreendente em termos de estratégia camarária, já de si confusa em termos de mobilidade (a CML continua perigosamente a confundir estacionamento dissuasor com estacionamento em plena Baixa), e agora, também, em termos de reabilitação urbana e de espaço público. No projecto original, estava previsto um estacionamento subterrâneo junto aos edifícios das agências europeias e não neste local, em que há árvores e a vista está desimpedida desde o Corpo Santo até ao Tejo. Que estética resultará para aquele local com a construção de um previsível mono em pleno centro histórico? Como justificar mais este atentado ao equilíbrio urbanístico do local, que a CML invoca, e bem, como sendo de salvaguardar? E o que dirão os serviços do pelouro do espaço público da CML, ou nem sequer foram ouvidos? Também em termos de obra, esta notícia é surpreendente. A EMEL é que decide o que fazer na cidade? Haverá aqui alguma manobra sub-reptícia em prol da sobrevivência da EMEL a todo o custo? Mais, tendo em conta os casos exemplares, no mau sentido do termo, de construção de parques de estacionamento subterrâneo que têm ocorrido na Baixa, e não só, com procedimentos opacos, motivações duvidosas, subexploração evidente, etc., é de prever mais uma operação desastrosa para a cidade e para o erário público. Por fim, que dirão os autores, conceituados, do Projecto de Requalificação da Ribeira das Naus? Ser-lhes-á indiferente se o Corpo Santo tem um silo de três andares, ainda que modernaço e sustentável energeticamente, ou se tem árvores e espaço livre para os peões, esplanadas e o pouco estacionamento automóvel à superfície para a Marinha? Que raio de Arquitectura Paisagista. Que raio de fazer cidade.

Membro do Fórum Cidadania

20/01/2012

Ourivesaria Aliança,Rua Garrett,Adeus!







"A fabulosa Ourivesaria Aliança vai fechar na Rua Garrett.O engraxador ,mesmo em frente e que já fotografei para este blogue ,fechou.A magnifica sala com as cadeiras e suportes de engraxar está destruída.Um pouco mais acima fechou a Alfaiataria Piccadilly,infelizmente não fui a tempo. (Fechou também a mercearia Açoriana na rua da Prata,também fotografada). A Rua Garrett e o Chiado vão perdendo os seus tesouros em nome de um falso progresso.Gosto de lojas novas, tantos projectos bonitos que por aqui têm passado,mas não compreendo como não se faz um esforço para preservar o que vale a pena.A cidade vai perdendo a alma,ganha outra, dirão os mais optimistas,eu gosto da mistura das duas.Do novo e do antigo. O eléctrico 18 não vai acabar mas é reduzido a metade,em vez de se desenvolver esta vertente de transportes,ecológica e que é cada vez mais uma imagem de marca da cidade reduz-se,apoia-se o transporte eléctrico individual em detrimento do colectivo.Constava do programa de quem ganhou as eleições precisamente desenvolver e ampliar a rede de eléctricos.Afinal o sentido é o inverso, a CML diz que está satisfeita! Quanto ao comércio já estava também na hora de se fazer um levantamento do comércio histórico e significativo da capital. Lisboa merecia que se salvaguardassem as suas riquezas.Lisboa é uma cidade muito bonita e atraente mas os seus recursos não são infinitos e não há o direito de se desbaratar assim um património tão importante.Desculpem o desabafo,porque este tem sido sempre um blogue positivo,fica aqui esta excepção, mas tudo o que é demais...Obrigado a todos. "                          

 Texto e fotos: Blogue "Diário de Lisboa". http://www.facebook.com/pages/Di%C3%A1rio-de-Lisboa-The-Lisbon-Diary/232117360138206?ref=tn_tnmn
 http://www.lisboadiarios.blogspot.com/

Estação Ferroviária do Cais do Sodré

Foto daqui.


Anúncio n.º 1216/2012. D.R. n.º 15, Série II de 2012-01-20
Presidência do Conselho de Ministros - Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico, I. P.
Projecto de decisão relativo à classificação como Monumento de Interesse Público (MIP) da Estação Ferroviária do Cais do Sodré, freguesia de São Paulo, concelho de Lisboa, distrito de Lisboa.

Linhas da Transtejo não vão ser suprimidas e só seis carreiras da Carris serão abolidas


Frequência dos barcos para o Seixal e Montijo será alterada, mas as ligações manter-se-ão

Por Inês Boaventura in Público

Todos os autocarros da Carris que servem os concelhos limítrofes de Lisboa vão continuar a circular. No metro as alterações incluem a redução da velocidade e menos carruagens

O secretário de Estado dos Transportes deixou cair, após negociações com a Junta Metropolitana de Lisboa, alguns dos cortes que estavam a ser equacionados para os transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa (AML). Na Transtejo já não será suprimida qualquer ligação fluvial e na Carris são seis as carreiras com os dias contados, em vez das 23 que o grupo de trabalho nomeado pelo Governo chegou a propor.


A proposta final ontem transmitida pelo secretário de Estado Sérgio Monteiro às 18 câmaras municipais da AML, e à qual o PÚBLICO teve acesso, é significativamente menos gravosa para os utilizadores dos transportes públicos do que aquela com que a Junta Metropolitana de Lisboa foi confrontada no início de Novembro. Nessa altura, o grupo encarregue de estudar a reformulação da rede de transportes sugeria a antecipação da hora de fecho do Metropolitano de Lisboa, o fim de uma ou de duas ligações da Transtejo (entre Belém e a Trafaria e entre o Cais do Sodré e o Seixal) e de 23 carreiras da Carris.Dada a contestação das autarquias, Sérgio Monteiro decidiu que continuarão em funcionamento os barcos que ligam Belém à Trafaria. Isto apesar de este serviço representar um custo de 3,2 milhões de euros por ano, que garante proveitos de apenas 0,4 milhões de euros. Já as ligações do Cais do Sodré ao Seixal e ao Montijo terão as suas frequências de serviço "ajustadas", ficando assim pelo caminho a ideia de estas duas carreiras passarem a fazer-se apenas aos dias úteis, em horas de ponta. Quanto à Carris, não será afinal suprimida qualquer das seis carreiras suburbanas (21, 25, 76, 745, 764 e 799) cuja extinção estava em cima da mesa na segunda versão proposta pelo grupo de trabalho. Em relação aos autocarros que servem apenas o concelho de Lisboa, serão seis (10, 777, 790, 797, 203 e 205) e não nove os que vão deixar de circular. Também o eléctrico 18 vai manter-se em funcionamento, mas o seu percurso será encurtado ao Largo do Calvário. Para além disso, Sérgio Monteiro adianta que "a Câmara Municipal de Lisboa aceitou a criação de um conjunto de novos corredores de faixas

bus

", medida que em seu entender irá permitir "aumentar o nível do serviço e contribuir para a redução de custos da Carris". Ao todo serão 22 as novas faixas reservadas a transportes públicos na capital. Quanto ao Metropolitano de Lisboa, e afastada que foi em Dezembro a possibilidade de o seu horário de fecho ser antecipado, vão avançar as alterações apontadas na segunda proposta do grupo de trabalho que estudou a reformulação da rede de transportes. As mudanças em causa são o aumento do intervalo entre comboios à noite, a redução do número de carruagens para três à noite e aos fins-de-semana e feriados (e em permanência na Linha Verde), o fecho de átrios secundários das estações à noite e aos fins-de-semana e a circulação a uma velocidade máxima de 45 quilómetros/hora (em vez dos actuais 60) fora dos períodos de ponta. O secretário de Estado dos Transportes considera que, no caso do metro, essas são "medidas racionais e equilibradas de ajustamento da oferta ao nível de procura". Sérgio Monteiro acrescenta que "o impacte para os passageiros será, na maioria das situações, pouco perceptível". Na CP o governante mostra-se favorável à reformulação dos horários e oferta das linhas de Sintra e Azambuja, afirmando que "um conjunto significativo de passageiros será beneficiado com esta reorganização da oferta, uma vez que são aumentadas as frequências nas ligações com maior procura". Nas horas de menor procura circularão comboios só com uma composição (três carruagens), o que, segundo o grupo de trabalho, proporcionará um "reforço do sentimento se segurança" pela "menor dispersão de passageiros pelos comboios".

Junta Metropolitana dá parecer positivo

Autarcas dizem que solução é "aceitável"

O presidente da Junta Metropolitana de Lisboa afirma que a solução do secretário de Estado dos Transportes para a reestruturação da oferta dos operadores públicos "não é boa mas é aceitável". Isto, sublinha Carlos Humberto Carvalho, que é também presidente da Câmara Municipal do Barreiro (PCP), por oposição à primeira proposta do grupo de trabalho nomeado pelo Governo, que "era inaceitável". Já o vereador da Mobilidade e Infra-estruturas Viárias da Câmara de Lisboa entende que o conjunto de alterações que deverá avançar em Fevereiro "é aceitável na actual conjuntura", apesar de implicar uma diminuição da oferta. Nos casos da CP e do metro, Nunes da Silva está de acordo com as alterações e diz que algumas delas deviam ter avançado há muito tempo. Quanto à Carris, o vereador diz que as principais preocupações da autarquia foram atendidas e que as reduções a introduzir se sentirão sobretudo em "zonas com população com maior rendimento e uma boa oferta do metropolitano", como o eixo entre o Campo Grande e a Baixa

Passe único em Lisboa avança e vai incluir CP, TCB e Transtejo

Por Inês Boaventura in Público
A oposição dos operadores privados de transporte à criação de um "passe cidade", que integre toda a rede da Carris e do Metropolitano de Lisboa, não foi suficiente para demover o secretário de Estado dos Transportes. Sérgio Monteiro não está disposto a abdicar deste novo título, que diz ser "um primeiro passo para a criação de um verdadeiro tarifário intermodal na Área Metropolitana de Lisboa".

Ainda assim, a proposta do secretário de Estado é diferente da que tinha sido avançada pelo grupo de trabalho nomeado pelo Governo: em vez de integrar só a Carris e o metropolitano de Lisboa, o "passe cidade" vai também dar direito a viagens na CP. Um alargamento que, segundo Sérgio Monteiro, "permite que a rede ferroviária existente passe a ser complementar à rede de metro (...), com especial benefício para a zona ocidental, a zona de Benfica, a ligação da zona oriental ao centro e a utilização da linha de Cintura enquanto eixo circular que permite a ligação da zona ocidental à zona oriental de forma eficaz". Vão também ser dados passos para que a Transtejo e os Transportes Colectivos do Barreiro (TCB) sejam integrados neste título. Outra prioridade do Governo é alterar as regras de distribuição das receitas dos passes intermodais entre os operadores, medida "necessária para corrigir uma distorção que vigora há décadas". Nesse sentido, a partir deste ano, a repartição vai passar a ser feita com base num inquérito realizado em 2007 (e não em dados de 1989, como acontece hoje). Depois disso a ideia é que essa repartição de receitas se baseie no número de passageiros transportados, obtido a partir do actual sistema de bilhética sem contacto. Tanto estas novas regras como a criação do "passe cidade", enquanto "primeiro passo para a necessária integração de todos os modos de transporte e operadores num novo sistema tarifário mais simples, justo e funcional", são vistas como positivas pela Junta Metropolitana de Lisboa.

19/01/2012

Jardim Botânico Tropical continua sem meios para travar degradação

in Público, 19-01-2012

Câmara de Lisboa planeia transferir verbas da obra da Ribeira das Naus para as juntas


Por Ana Henriques in Público

Serão retirados 550 mil euros aos sete milhões inscritos no orçamento para obra que ainda não arrancou


A maioria socialista que governa a Câmara de Lisboa vai propor a transferência de 550 mil euros das obras de requalificação da Ribeira das Naus para as juntas de freguesia, com o objectivo de o PSD lhe viabilizar o orçamento municipal deste ano. A consignação da empreitada decorreu há escassa semana e meia, não tendo as obras sequer começado ainda.Na passada terça-feira, os sociais-democratas admitiram inviabilizar o orçamento apresentado pelo PS, na assembleia municipal, reivindicando um aumento das transferências para as juntas, que a autarquia reduziu em dez por cento para este ano. Das exigências do PSD faz ainda parte a manutenção do Fundo de Emergência Social e o início do Programa de Emparedamento de Edifícios Devolutos, medidas que este partido negociou há já um ano com a maioria socialista, mas que até agora não foram desenvolvidas. Destinado a aproximar a cidade do rio, a requalificação da Ribeira das Naus vai fazer avançar a margem Tejo dentro, com plataformas de relva e de pedra. Também está prevista a criação de um lago no recinto da Marinha, que passará a estar aberto ao público, com os edifícios militares protegidos por um gradeamento amovível. No âmbito do mesmo plano o dique do Arsenal vai ser desenterrado, recuperando a estrutura da doca seca e as rampas de varadouro, que permitia a reparação de navios através de um sistema de comportas que controlava a passagem da água.Segundo os números oficiais, as primeiras duas fases do projecto representam um investimento de dez milhões de euros, dos quais 6,5 milhões provenientes do Quadro Comunitário de Apoio (QREN), sendo o restante montante capital próprio da câmara. Estas verbas não incluem a construção de um silo automóvel de três andares entre a Rua do Arsenal e o rio, no valor de 4,5 milhões. O edifício devia ser subterrâneo, mas a Câmara de Lisboa diz que afinal esta solução fica demasiado cara.A alteração orçamental para reforçar as verbas destinadas às juntas de freguesia é hoje discutida em reunião de câmara. A contrapartida que o PS vai tentar negociar com o PSD passa por reduzir 550 mil euros aos sete milhões inscritos na rubrica orçamental da Ribeira das Naus.De acordo com as grandes opções do plano da Câmara de Lisboa para 2012-2015, "para o desenvolvimento do projecto da Ribeira das Naus será dada prioridade às respectivas obras financiadas através da candidatura aprovada pelo QREN".Da responsabilidade da sociedade Frente Tejo, a empreitada passou para o controlo do município, na sequência da extinção daquela entidade. O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa (PS), garante que quando as obras ficarem prontas, em 2013, a Ribeira das Naus estará transformada num parque urbano. O trânsito automóvel continuará a passar por esta artéria, mas "através de uma ponte/passadiço, assente sobre um açude de contenção da revelada Doca da Marinha", explica a memória descritiva do projecto, que é da responsabilidade dos ateliers Proap e Global.
com Lusa.
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Tira daqui … Põe ali …
Mais um episódio na interminável “saga” da Ribeira das Naus …

A imagem foi acrescentada ao artigo do Público

18/01/2012

Rua de São José: desprezando os peões!

Rua de São José
Peões? Passeios? Passadeiras?
3Ps = Lixo

Foto de Ana A. Sousa

POSTAIS DA BAIXA

Rua da MadalenaRua da Madalena

Rua dos BacalhoeirosPraça do Comércio

Lei do arrendamento urbano gera coro de críticas

Por Rui Lopes, in PÚBLICO Imobiliário de 18-01-2012

Motivos são díspares mas profissionais do sector da construção e imobiliário, bem como proprietários e inquilinos, estão insatisfeitos face à nova legislação.

O Governo está confiante de que a nova lei irá “criar um verdadeiro mercado de arrendamento”, impulsionado, ao mesmo tempo, a reabilitação urbana. Todavia, alguns dos principais profissionais do mercado imobiliário não estão tão certos disso e dizem que sem taxa liberatória no arrendamento, a nova lei poderá ser uma “oportunidade perdida”. Proprietários e inquilinos também não ficaram totalmente satisfeitos com as novas medidas previstas.
“As alterações à lei do arrendamento urbano, embora necessárias, não bastam para dinamizar o mercado. Sem mecanismos de incentivo ao investimento nesta área, nomeadamente sem uma taxa liberatória sobre os rendimentos a obter neste mercado, a intenção declarada de dinamizar o mercado de arrendamento será um autêntico fiasco”, sublinhou, em entrevista ao PÚBLICO Imobiliário (ver nestas páginas), Luís Lima, presidente da Associação de Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP).
Manuel Reis Campos, presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI), afina pelo mesmo diapasão do seu colega, notando que a nova lei só atingiria os seus objectivos se, “além de induzir a necessária confiança aos agentes económicos, fosse, de igual modo, um instrumento de captação e de incentivo ao investimento privado”. Ora, “é precisamente nestes dois pontos que a proposta falha, evidenciando uma falta de ambição” da parte do Governo, indicou Reis Campos, em artigo publicado na passada semana no PÚBLICO Imobiliário.
Para este responsável, esta situação só se inverterá se existir “maior eficácia e celeridade nos despejos, permitindo que os mesmos corram fora dos tribunais” e através da “criação de uma taxa liberatória aplicável em sede de IRS aos rendimentos do arrendamento, que equipare o investimento neste mercado, às aplicações em depósitos bancários”. Se no caso dos despejos, Reis Campos entende que “os princípios em que assenta o processo especial são bons” e o os prazos definidos são os “correctos”, já no que se refere à taxa liberatória, as notícias não são as melhores: “Quanto à taxa liberatória, a lei nada mais faz do que referir um regime fiscal específico a fixar em diploma próprio, escusando-se a traçar objectivos concretos e a definir prazos para a aprovação deste diploma complementar, o que significa que esta é uma medida diferida ‘sine die’”.

Despejos na berlinda
Mas as críticas não são apenas dos profissionais da construção e imobiliário. Por exemplo, a Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), apesar de saudar o encurtamento dos prazos para o despejo, considera “exagerado” o valor da indemnização previsto pelo Governo na nova lei. Sobre o Balcão Nacional de Despejos, o presidente da ALP, Menezes de Leitão, tem algumas dúvidas em relação à sua eficiência, isto porque “terá sempre que se recorrer a tribunal se o inquilino manifestar oposição à saída; estamos convencidos que, na esmagadora maioria dos casos, irá manifestar”. E acrescentou: “Não sei se essa estrutura terá alguma vantagem num processo que acabará por ter que ir parar a tribunal”.
Já os inquilinos estão “apreensivos” com as medidas anunciadas. Romão Lavadinho, da Associação de Inquilinos Lisbonenses, mostrou-se “preocupado” com os despejos e sublinha que “é importante questionar o motivo pelo qual as rendas não são pagas”.
Por seu lado, o presidente da Associação dos Inquilinos do Norte de Portugal assegura que os serviços jurídicos da associação têm sido constantemente solicitados para informações aos associados, desde que foi conhecida a existência de uma nova proposta de lei. “As pessoas estão assustadas”, constatou Manuel Vieira.

Recordar é Viver ?? ... por António Sérgio Rosa de Carvalho.


Vivemos tempos angustiantes ... O Futuro Ambiental e o Equilíbrio Ecológico do Planeta ... O Futuro da Europa como Unidade ... A crise Económica e Cultural do Ocidente ... A Austeridade, e as perspectivas Económicas e do Emprego em Portugal ...
Desde os primórdios da nossa infância, o Natal está ligado ao “make believe” … esta é a época onde pretendemos reencontrar Serenidade, Poesia, Reconciliação e Esperança … Não queremos objectividade e realismo “adultos” … queremos de novo ser transportados à Magia de “Neverland” … queremos de novo ser maravilhados pelo bálsamo da Fantasia … Queremos “Luzinhas” … mas também queremos “Bom Gosto”- condição … sine qua non … para a Magia e o Encanto.
Ora este último Natal foi para esquecer … no que respeita a sua celebração no Espaço Público …
Assim … a Simbologia oferecida pela Cidade, foi desenvolvida por gente perturbada, deprimente e indecifrável … com a agravante de que a imagem da Cidade de Lisboa ficou assim registada por todos aqueles que nos visitaram.
… Isto … acrescentado ao estado do Património arquitectónico e à decadência e indefinição de muitas Zonas Estratégicas da Cidade no seu Centro, completam a Imagem e confirmam a nossa depressão …
Portanto este Natal … é para esquecer … mas tem que ficar registado, devido à gravidade da incompetência dos responsáveis … e da sua Total incapacidade … de transmitirem a sua mensagem … a nós … e aos que nos visitam .




Perdidos - Confusos - Inseguros .
Indecifrável
Perplexos - Desorientados - Atordoados.







A "Ponte" foi desmontada ... mas "isto" ficou ... até quando ...?!?