Sábado, Abril 26, 2008

Findou-se

Este blog termina.

A realidade actual, vai muito para além de qualquer sátira, ou antes, a realidade bate aos pontos qualquer imaginação.

Façam o favor de serem felizes

Alma humana, formada
de nenhüa cousa feita,
mui preciosa,
de corrupção separada,
e esmaltada
naquela frágoa perfeita,
gloriosa!
Planta neste vale posta
pera dar celestes flores
olorosas,
e pera serdes tresposta
em a alta costa,
onde se criam primores
mais que rosas!

Planta sois e caminheira,
que ainda que estais, vos is
donde viestes.
Vossa pátria verdadeira
é ser herdeira
da glória que conseguis:
andai prestes.
Alma bem-aventurada,
dos anjos tanto querida,
não durmais!
Um ponto não esteis parada,
que a jornada
muito em breve é fenecida,
se atentais.


- Gil Vicente, Auto da Alma, Anjo

Sexta-feira, Março 28, 2008

Sá Fernandes, o "catavento"

Quarta-feira, Março 26, 2008

Raça perigosa

Sábado, Dezembro 29, 2007

Próspero 2008, entrem com o pé direito!

A Leonoreta ia na brasa para apanhar mais depressa o Ano Novo!! Mas, a rapaziada ali de cima, apanhou-a na curva :))

BOM 2008
Voando vai para a praia
Leonor na estrada preta
Vai na brasa de lambreta.

Leva calções de pirata,
Vermelho de alizarina
modelando a coxa fina
de impaciente nervura.
Como guache lustroso,
amarelo de indantreno
blusinha de terileno
desfraldada na cintura.

Fuge, fuge, Leonoreta.
Vai na brasa de lambreta.
Agarrada ao companheiro
na volu’pia da escapada
pincha no banco traseiro
em cada volta da estrada.
Grita de medo fingido,
que o receio nao e’ com ela,
mas por amor e cautela
abraça-o pelo cintura.
Vai ditosa, e bem segura.

Como rasgão na paisagem
corta a lambreta afiada,
engole as bermas da estrada
e a rumorosa folhagem.
Urrando, estremece a terra,
bramir de rinoceronte,
enfia pelo horizonte
como um punhal que enterra.
Tudo foge ‘a sua volta,
o ceu, as nuvens, as casas,
e com os bramidos que solta
lembra um demonio com asas.

Na confusão dos sentidos
ja’ nem percebe, Leonor,
se o que lhe chega aos ouvidos
sao ecos de amor perdidos
se os rugidos do motor.

Fuge, fuge, Leonoreta
Vai na brasa de lambreta.


- António Gedeão, Poema da Auto-estrada

Quinta-feira, Dezembro 20, 2007

Feliz Natal!

Quarta-feira, Setembro 05, 2007

Aos Domingos o Terreiro do Paço é das Corvinas

Quinta-feira, Maio 10, 2007

Wacky Race CML