Hoje escavaquei uma gamba, no prato. Arranquei-lhe as patas, esfolei-a, parti-a aos bocados. Tal como um qualquer predador do NG, o barulho era muito semelhante ao que costuma ser captado pelos micros. Pelo menos, foi-o para mim. Senti-me uma espécie de suricate a comer percevejos de casca dura. Crunch. Com a diferença de o alimento já haver sido previamente morto e cozinhado para mim.
Quarta-feira, Janeiro 11, 2006
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5 comentários:
Uma gamba? Uma? Os tempos andam difíceis. E pela referência ao suricate deves andar a ver vezes demais o Rei Leão :)
Na realidade, para os budistas, podes comer carne ou peixe (ou marisco ou bivalves) desde que os animais/bichos em questão não sejam mortos/cozinhados por causa do monge. Se já estiverem mortos quando ele chega, então é diferente dado que não foi causa primeira da sua morte...talvez venha daí a tua consternação... Seja como for, não te faz bem à dieta ;)
Matata...;)
RAA,
Isso me faz lembrar uma história engraçada: uma vez, perdido por este pequeno país, indo para o Porto, resolvi desviar, um pouco, e ir pela Serra da Estrela. Na Torre comprei um queijo, um bom naco de presunto e um pão. Desci um pouco rumo a Covilhã, até aquela curva muito apertada. Parei. Vista deslumbrante. Sentei-me na beira da estrada, com os pés para o precipício e pus-me a comer deliciosamente, sem nenhuma ferramenta, aquele presunto enorme directo com as mãos e a boca. Senti-me, exposto a natureza, exactamente como descreveu. Foi uma experiência aprazível. E descobri uma coisa: a faca é muito importante para se comer um presunto! Às dentadas é muito difícil. Delicioso, mas difícil.
[]'s
os teus problemas são para esquecer...:)
Belo comentário, meu caro Edgard.
Já agora, leia A Lã e a Neve, do Ferreira de Castro.
Oh Maria, mal posso esperar por ser rei!
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