O PCP, pela boca do seu secretário-geral, Jerónimo de Sousa, disse que o PCP está disponível para dialogar e admite uma coligação com PS caso o governo mude o acordo com Troika. Não sei se foram estas as palavras exactas, mas são as que constam na notícia. Esta é a primeira novidade da campanha eleitoral, mesmo que se trate apenas de tacticismo eleitoral, E não fala em rejeitar o acordo, mas mudá-lo. Renegociá-lo, portanto. Esta posição do PCP, a confirmar-se, atira o BE para o extremismo e a irresponsabilidade total. Talvez seja o único objectivo dos comunistas, mas é bem urdido.
Há dois meses, no início de Março, tudo parecia correr de feição ao PSD. As sondagens revelavam um avanço sobre o PS de 10%, em média. No dia 9, Cavaco Silva, na tomada de tomada de posse, criticou severamente o governo. A 10, no parlamento, discutiu-se uma moção de censura. A 11, José Sócrates foi obrigado a apresentar um novo plano de austeridade, o PEC IV. Passo Coelho, a 13, declarou que não aceitava medidas que exigiam mais sacrifícios aos portugueses. A 23, o barómetro Markest atribuía ao PSD uma vantagem de 22%. Nesse mesmo dia o primeiro-ministro pediu a demissão. Imediatamente a seguir, as agências de rating baixaram a notação do Estado e dos bancos portugueses. Face à acelerada degradação financeira, o governo pediu ajuda ao FMI e à UE. O desenrolar dos acontecimentos parecia beneficiar o maior partido da oposição. No entanto, tal não aconteceu. Hoje, a três semanas das eleições, quando os dados essenciais estão lançados, e são conhecidas as medidas acordadas com a troika, as sondagens revelam que todas as dúvidas são legítimas, sobretudo: qual será o partido mais votado - PS ou PSD - ou qual será a maioria parlamentar que sustentará o próximo governo?
Francisco José Viegas, em entrevista ao I, de hoje, diz que, com o PSD, não vai haver Ministério da Cultura. Ainda bem. E com o PS também espero que não. Ninguém sabe quem é o ministro da cultura deste governo, nem do anterior. Se um governo tiver uma estratégia política para a cultura até um director geral serve.
Uma curta frase serve para comentar o debate de hoje entre Passos Coelho e Paulo Portas: Paulo Portas foi demolidor. Passos Coelho esteve ainda mais atabalhoado e sem convicção do que é habitual. Desde dizer que Passos Coelho foi a «muleta do PS» até «prestar vassalagem» aos autarcas e caciques do PSD, Paulo Portas foi implacável. Foi um debate entre um professor e um aluno.
O PSD tem, neste momento, dois líderes – Eduardo Catroga e Passos Coelho. Cada um diz a sua, com destaque para Eduardo Catroga. Este de manhã, depois do pequeno-almoço, fala com «economista» e diz que a Taxa Social Única deve baixar em 8%; à tarde, depois do almoço, como coordenador do programa do PSD, diz que a Taxa Social Única deve baixar em 4%; à noite, depois do jantar, na sua qualidade de «político», compara o primeiro-ministro português com Hitler; e à ceia, como «ministro das finanças», diz que os partidos só discutem «pentelhos». Um governo com os dois, com Cavaco Silva na presidência da República e Fernando Nobre na Assembleia da República iríamos assistir a algo de «transcendente».
Quando leio bloggers e outros comentadores, gente de direita a quem o PS sempre provocou «comichão», fosse com Mário Soares, António Guterres ou José Sócrates, citando apenas os que foram primeiros-ministros, a derramarem as suas «preocupações» sobre o «estado» do PS e da «submissão» a Sócrates, eu penso: - que falta de vergonha têm estes senhores.
«Há uma candura em Passos Coelho que balança entre a ingenuidade mais tocante e a inconsciência política mais assustadora. O País sofre muito com este candidato do PSD. Honesta e honradamente, ele avança uma proposta, mas depois de explicar tudo, subitamente faz meia volta e diz que é apenas uma ideia. Ontem atirou dinamite para a mesa: o aumento do IVA na electricidade para ajudar a compensar a redução da taxa social única. Como? Haverá ideia mais difícil de vender aos portugueses? Não é uma ideia, é uma ameaça. Calma, diz Passos, é só um exemplo. Não é um exemplo, é um apagão político que, se o candidato do PSD evitar nas próximas semanas, talvez as sondagens o iluminem em vez de o continuarem a castigar. Até Jerónimo, o mais suave adversário televisivo, soube tirar partido de tantas facilidades.»
André Macedo, Diário de Notícias.
O «empate técnico» nas sondagens entre o PSD e o PS fez entrar o PSD em desespero, radicalizando a linguagem por sugestão de Marcelo Rebelo de Sousa. Ontem, Passos Coelho acusou José Sócrates de «terrorismo político» e, hoje Eduardo Catroga, em entrevista ao Público, compara José Sócrates a Hitler. Estas «pérolas» introduzidas no debate democrático só sujam quem as atira. Por isso, não me admiro que Marcelo tenha servido, por estes dias, uma «vichissoyse» a esta direcção do PSD. Passos Coelho, como é seu hábito, tropeça em todas as rasteiras.
Sei o que é e defendo o serviço nacional de saúde; Sei o que é e defendo o ensino público. Não sei o que é, nem consigo compreender o que é o «serviço público de televisão». Nem entendo porque razão um canal de televisão consome impostos dos contribuintes em vez de entregar dinheiro ao Estado. Quando assim é, privatize-se.
Há gente que me deixa confundido. As mesmas pessoas que disseram tratar-se de uma vergonha nacional a conferência de imprensa da troika, batem palmas hoje a um senhor inglês que escreveu no Financial Times que não se pode gerir uma união monetária com governantes como Sócrates. Só ajoelham aos pés dos estrangeiros quando lhes convém.
Passos Coelho pede que o próximo dia 5 de Junho seja um «plebiscito» à governação socialista. Francisco Loução pede que o próximo dia 5 de Junho seja um «referendo» ao acordo com a troika. Para mal dos seus proponentes, as eleições de 5 de Junho vão ser uma coisa e outra. Provavelmente, mais ou menos 75% dos portugueses vão votar nos partidos que subscrevem o Acordo, dando a resposta que Louçã merece; quanto ao «plebiscito», são visíveis as dificuldades de Passos Coelho em encontrar mais portugueses que o elejam do que portugueses que votam em José Sócrates. O que é uma derrota antecipada, mesmo em caso de vitória.
Há neste desvario bloquista duas ideias-chave, marteladas até à exaustão, durante o congresso: na primeira, o PS faz parte da troika da direita - Paulo Portas, Passos Coelho e José Sócrates; na segunda, o BE é a "principal alternativa de esquerda", disponível para formar um "governo alargado de esquerda". Esta nova equação política, que se resolve com um governo BE-PCP, expressa a convicção de um crescimento eleitoral espectacular do BE e a derrocada eleitoral do PS. "Começou a viragem", disse Francisco Louçã no congresso, acrescentando que é necessário transportar o triunfo na rua em 12 de Março para as eleições de 5 de Junho. Este congresso do BE ressuscitou o PSR e a UDP. Por este andamento, é muito natural que as eleições de 5 de Junho comprovem as sondagens: uma queda do BE.
A estratégia anterior do BE morreu, em Janeiro, na noite das eleições presidenciais; esta pode morrer na noite de 5 de Junho. E depois, o que irá fazer Francisco Louçã, o mais antigo líder partidário português?
Ainda ninguém ouviu Passos Coelho falar sobre isto.
Li em vários blogues que simpatizam com o PS severas críticas às intervenções de Eduardo Catroga. Face às intervenções do ex-ministro de Cavaco Silva, o mais sensato é manter o silêncio. Essas críticas ajudam a retirá-lo do palco. É preciso deixá-lo falar.
A revista alemã Spiegel Online, citando fontes não identificadas do governo alemão, escreveu que o governo grego estará a analisar a saída da zona euro. Não custa acreditar que se trata apenas de um recado dirigido à Grécia. Os «mercados» não gostam da ideia da reestruturação da dívida grega. E enviam recados para assustar. A comunicação social faz de «moço de recados». Neste momento, é a Europa que temos. E sem ser pessimista, é muito provável que vá piorar. Paira no ar um cheiro aquela velha Europa que provocou duas grandes guerras.
Sem atender aos números avançados pelo governo ou pelos sindicatos, é evidente, mesmo para quem tem falta de vista, que a greve de hoje da Função Pública foi um enorme fiasco. Os funcionários públicos sabem que para pior já basta assim.
O BE criou algumas expectativas políticas durante algum tempo. Os seus dirigentes e o núcleo «duro» do seu eleitorado acreditaram que era possível conquistar parte do eleitorado do PS, por um lado, e dividir o PS ao meio, por outro. Acreditaram que podiam vir a ser o partido mais votado à esquerda. Este «sonho» está documentado em entrevistas e declarações de Francisco Louçã. Nas eleições legislativas de 2009, o BE cresceu193 000 votos em relação a 2005, servindo de «urna de voto» a descontentamentos vários com o governo socialista. Foi um crescimento significativo, apesar de ter ficado aquém do que Louçã sonhava. A partir daqui, desta vitória/desaire de 2009, o BE perdeu-se. O resultado das presidenciais foi o princípio da mudança. Apostou forte em Manuel Alegre para atingir os seus objectivos (dividir o PS ao meio e conquistar parte do seu eleitorado). Saiu-lhe o tiro pela culatra: o PS contrariou essa estratégia e apoiou o candidato do BE. O desastre eleitoral nas presidenciais demonstrou inequivocamente que o eleitorado socialista não se revê no radicalismo bloquista. E Louçã, acossado politicamente, recuou. A moção de censura ao governo ou a recusa em reunir com o FMI são exemplos de que o BE passou a disputar o território do PCP. O território ideológico e eleitoral. A sua «vertente» inicial, «socialista e democrática» já deu o que tinha a dar. Não é de admirar, pois, que o PS possa vir a recuperar parte do eleitorado que beneficiou o BE em 2009.
«É preciso esclarecer: o PEC V é exigente e qualquer ideia de facilidade revela uma má avaliação do que está em causa e do trabalho que nos espera, a todos. Mas é, de qualquer forma, realista.
O primeiro-ministro, José Sócrates, e o ‘ministro de gestão' das Finanças, reconheça-se, fizeram uma boa negociação. O espírito dos negociadores que aterraram em Lisboa nas últimas semanas indiciava medidas ‘à grega' e ‘à irlandesa'. Não foi o que sucedeu e, por isso, Teixeira dos Santos não faz desaparecer o que sucedeu em 2010 e 2011, mas vai acabar o seu consulado com um bom serviço à pátria. O último, provavelmente. Mas útil, também, a José Sócrates e à ‘sua' campanha eleitoral.
(…) O PEC V vai ‘doer'? Vai, sem dúvida. Os partidos que se vão apresentar às eleições de 5 de Junho têm, aqui, uma oportunidade única para ficarem na história. Com a permanente ‘assistência técnica' do FMI e de Bruxelas, que por cá passarão os próximos anos a fiscalizar todos os actos e omissões do Governo, os portugueses poderão olhar para o futuro com esperança. Que o PEC V não matou.»
António Costa, Económico.
Parece que o acordo com a troika impressionou de tal ordem, pela positiva, que até Catroga veio de imediato reclamar a sua paternidade.
«Há anos, na tevê, um especialista em crimes resolvia a culpabilidade de Kate McCann, assim: "Uma mãe a quem se raptou a filha não tem cara impassível!" Ontem, na SIC, um especialista em economia, depois da intervenção de José Sócrates com Teixeira dos Santos ao lado, também resolveu um mistério: "Viram as caras dos dois? Cada um para o seu lado..." Esse é um dos problemas de Portugal: especialistas que analisam ao trombilómetro. Como sabem pouco da sua especialidade, recorrem demasiado à prova do algodão, passando-o no trombil dos protagonistas, tentando ler pistas. "Hmm, quanto ao défice, não sei, mas aquele piscar de olho diz-me que aqui há gato..." Um conhecido trombilometrista (e esse cito-o porque é contumaz, Marcelo Rebelo de Sousa) decretara, ainda ontem: "O desaparecimento de Teixeira dos Santos não dá para perceber." Horas depois, aparecia o ministro, ao lado do primeiro-ministro, que anunciou: vai haver 13.º e 14.º, não haverá despedimentos na função pública, não haverá cortes nas pensões acima dos 600 euros... - tudo contrário ao que antes fora fartamente noticiado, às vezes em manchetes. Pouco depois, sabia-se que o empréstimo era de 78 mil milhões (os jornais e tevês tinham apostado no quem dá mais: 105 mil milhões! 115 mil milhões!...) Afinal, já dá para perceber o que andou a fazer o ministro: estava a apagar falsas notícias.»
Ferreira Fernandes, no DN.
«O PSD podia ter contrariado isto? Claro que sim, se tivesse apresentado uma alternativa séria e consistente de governo e de modelo social e político ao deste PS, para o que teria de ter a seu lado o CDS, isto é, toda a ala direita do regime. No taco-a-taco das medidinhas com rentabilidade eleitoral, perderá sempre em favor do governo, como se acabou de ver. Temo bem, por isso, ao contrário do que pensaria a intelligentsia laranja, este acordo com a troika venha a ser o Bin Laden de José Sócrates e não o seu epitáfio político.»
In Blasfémias.
A questão mais importante no acordo estabelecido com a troika, apesar de não serem conhecidos ainda os pormenores, é que não é um retrato daquilo que o PSD queria.
O BE teve a ilusão, sobretudo nas eleições de 2009, de ganhar o eleitorado do PS e de se transformar num grande partido. Não conseguiu. Hoje, passados menos de 2 anos, luta por não sofrer uma grande erosão eleitoral. Fantasmas do passado obrigaram Louçã a disputar o território do PCP. Paulo Portas não tem fantasmas que o atormentem. Com Passos Coelho à frente do PSD, o CDS-PP corre o risco de se transformar num grande partido nacional. O que não aconteceu à esquerda, pode acontecer à direita. Hoje, a deputada do CDS-PP Assunção Cristas meteu mais um prego nas quatro tábuas de Passos Coelho ao considerar positivo o acordo estabelecido com a troika, concretizando: «as pensões mais baixas, das pessoas com menos recursos, as pensões mínimas, sociais e rurais, não devem merecer qualquer corte, e não haver mexidas no salário mínimo, assim como a não privatização da Caixa Geral de Depósitos, dada a necessidade de haver um banco público para servir de fomento à economia». Ou muito me engano ou o CDS-PP vai ter um resultado eleitoral, no mínimo a merecer atenção.
Joana Amaral Dias, escreve:
Os portugueses preferirão alguém que é o responsável pelos últimos seis anos, ou alguém que nunca assumiu responsabilidades? Incompetência ou inexperiência? Escolherão um currículo com licenciatura ao Domingo ou um CV resumido a “jotinha-líder”? Optarão por um estilo animal-feroz ou por um género mais Páscoa-Feliz? Preferirão um líder que finge que tem programa apresentando o anterior (com prazo de validade expirado), ou um líder que finge que tem programa chovendo propostas (com prazos de validade inferiores ao de um iogurte)? Um verdadeiro dilema, não é?
Posta assim a questão, dá a ideia que Joana Amaral Dias julga que os portugueses são estúpidos, ao mesmo tempo que se julga, a si própria, inteligente. Será verdade? Ou vice-versa?
O primeiro-ministro apresentou as linhas gerais do acordo estabelecido com a troika, surpreendendo pela «suavidade» das medidas. Sobretudo depois do que por aí, na comunicação social, corria. Pela parte do PSD, respondeu à comunicação do primeiro-ministro, Eduardo Catroga. É significativo. Catroga foi desastrado, mas evitaram a resposta por quem de direito: Passos Coelho. O líder social-democrata aparece invariavelmente com um discurso retorcido, ambíguo. Ele sabe o que quer, mas não pode dizer. Isso obriga-o a um discurso de meias-tintas que ainda o desacredita mais do que se assumisse abertamente o que quer. Catroga disse, sem rodeio, que o acordo foi bom para Portugal ao dizer que o PSD o tinha influenciado. Hoje estiveram o dia todo à espera de um telefonema, ansiosos. Parece que ninguém lhes ligou. Também é significativo.
A última semana foi marcada pelos "programas eleitorais". Ninguém de bom senso lhe atribui um valor rigoroso, porque gato escaldado de água fria tem medo. Cada vez mais o eleitorado sabe que se tratam de promessas, descartáveis ao menor sopro de vento. No entanto, quer se apresentem sob a forma de documento final, quer sejam espalhadas de forma avulsa, as "propostas de governação" que os dois maiores partidos colocam em cima da mesa, não são desprezíveis. Antes pelo contrário. Servem de "orientação" às opções de uma parte significativa do eleitorado, aquela que acaba por decidir quem nos governa. É nessa fatia do eleitorado, decidida a apostar no mal menor, que se concentra a atenção de PS e PSD.
Corre por aí, entre muito boa gente, e já há algum tempo, que Pedro Passos Coelho é o «seguro de vida política de José Sócrates». Quase todos os dias, o líder do PSD esforça-se por dar razão a quem pôs a circular o dito. Naquele malfadado afã de ganhar uns votos entre os professores, o PSD – irresponsavelmente – com a extrema-esquerda à ilharga (o PCP e o BE), pretendeu legislar em matéria de competência do governo. O Tribunal Constitucional decidiu pronunciar-se no sentido da inconstitucionalidade [...] por violação do princípio da separação e interdependência dos órgãos de soberania, consagrado no n.º 1 do artigo 111.º da Constituição da República Portuguesa. Passos Coelho tem o condão de em cada cavadela lhe saltar uma minhoca.
Karl Marx tem muitos méritos a seu crédito. Um deles, importante, foi o de ter ajudado os seus contemporâneos a pensar – a fazer a «análise concreta da situação concreta». Passados 150 anos ainda há «marxistas» que não aprenderam o elementar: saber pensar. Por isso, acreditam que existe uma sociedade socialista em Cuba…
O Estado é o primeiro a ter que «mudar de vida». Reduzir substancialmente os gastos, sobretudo nos esbanjamentos, nos compadrios, no «dar ares» de uma riqueza que o país não produz. E preservar o essencial: saúde, educação, cultura. (sim cultura, senão continuamos as tardes de fim-de-semana a passear nos centros comerciais).
Se agora, a partir deste ano, «mudarmos de vida» e não entendermos essa mudança como uma atitude cultural, mas como uma imposição do chicote, daqui a meia dúzia de anos estamos na mesma: passamos a vida a trabalhar para alimentar os «mercados».
A economia pode ter as suas razões, enquanto a sociologia e a antropologia podem encontrar as suas explicações para o «nosso» desenfreado consumismo, o qual, à medida de cada um, atravessa todas as classes sociais. Carros para os 4 membros da família (pais e dois filhos); televisões na sala, quarto e cozinha; dois telemóveis por cabeça; eu sei lá… Está na hora de «mudar de vida».
Em 1985, aproveitando a integração europeia, tivemos oportunidade de «mudar de vida». O governo do PSD, liderado por Cavaco Silva, moldou durante uma década o «modelo» de desenvolvimento económico do país. Agora, em 2011, temos de novo outra oportunidade de «mudar de vida». Na primeira oportunidade era uma opção; nesta segunda é uma imposição.
Sérgio de Almeida Correia, no Delito de Opinião.

SOBRE LIVROS E OUTRAS ARTES
CONSULTA
O amor nos tempos da blogosfera
LEITURA RECOMENDADA.
Alice Campos (a tradução da memória
António Manuel Venda (Floresta do Sul)
António Vilarigues (O Castendo)
António Garcia Barreto (O Voo das Palavras)
Blogue de textos, ideias e imagens
Carla Hilário de Almeida Quevedo (Bomba Inteligente)
Carlos Manuel Castro (Palavra Aberta)
valter hugo mãe (Casa de Osso)
Fernando M. Dinis (Fico até tarde neste mundo)
Francisco José Viegas (A Origem das Espécies)
Jorge Ferreira (Tomar Partido)
José Teófilo Duarte (Blogoperatório)
João Espinho (Praça da República em Beja)
João Gonçalves (Portugal dos Pequeninos)
João Melo Alvim (O Homem do leme)
Luís Castro (Cheiro a Pólvora)
Luís Filipe Cristóvão (mil nove sete nove)
Luís Milheiro (Viagens pelo Oeste)
Porfirio Silva (Machina Speculatrix)
Mariana (Ilustração Portuguesa)
Mário Rui (Lisboa como vontade e representação, oh yeah)
Miguel Abrantes (Câmara Corporativa)
O restaurador da Independência
Pleitos, Apostilas e Comentários
Rui Perdigão (Vida das Coisas)
Sofia Loureiro dos Santos (Defender o Quadrado)
Tiago Moreira Ramalho (O Afilhado)
Torquato da Luz (Ofício Diário)
Voando sobre um ninho de dúvidas
Crónicas de um passáro de corda
Fernando Baptista (A Seta e o Alvo)
Sitio com vista sobre a cidade
Paulo Moura (Repórter à solta)