Não vale a pena recriminar as agências de rating, o que nós devemos fazer é o nosso trabalho para depender cada vez menos das necessidades de financiamento externo.
Surpreendo-me como 27 chefes de Estado e do Governo se deixam condicionar politicamente por agências de rating e aceitam mesmo alguma chantagem de natureza política feita por agências de rating.
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*SS – Sem Sócrates
**CS – Com Sócrates
“O que quero garantir foi o que já respondi: nunca o critério partidário foi tomado em conta para as nomeações“
Alguém que dê um óscar a este homem.
Foi entregue às 15h o requerimento de fiscalização dos preceitos do OE relativos a cortes de subsídios de funcionários públicos e de pensionistas, já atingidos por cortes de salários (já agora).
Normas, política, isto e aquilo.
Nada disso. Milhares de pessoas atingidas por uma selvajaria social que nem em momentos de crise económica a nossa Constituição permite.
Milhares de pessoas.
Grata a quem assinou o requerimento, respeitando em absoluto a liberdade de quem o não fez.
1º
“Abstenção do PS vai ser violenta mas construtiva”
SEGURO 11.79% (54 votos)
2º
“Rejeitar o PEC IV é o princípio da saída da crise”
LOUÇÃ 10.48% (48 votos)
3º
“Eu já ouvi o primeiro-ministro dizer, infelizmente, que o PSD quer acabar com muitas coisas e também com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e isso é um disparate”
PASSOS 8.08% (37 votos)
*
Este foi o inquérito com a maior participação de sempre – 458 votos no total, o que deve corresponder, pelas minhas contas, a cerca de 40 bravos que votaram 10 ou 11 vezes cada – e continuará aberto à votação até que o Sporting seja campeão ou que Relvas decida vender a Internet a uns compadres, o que acontecer primeiro. Todavia, estes são os resultados que a História irá registar e debater profusamente. Da minha parte, quero enaltecer a sageza, a justiça, de tais escolhas. Repare-se:
- No pódio, mas remetido ao desprezo possível, temos Passos Coelho e sua citrina honestidade intelectual. Presidente de um partido cujo programa político, de 2008 a 2011, consistiu essencialmente em repetir que o primeiro-ministro era mentiroso, irresponsável, corrupto e criminoso – igualmente o sendo qualquer outro indivíduo que com esse patife tivesse alguma ligação, fosse no Governo, no partido ou na sociedade, no presente, no passado ou no futuro; e nem sequer os filhos de Sócrates escapando às ofensas odiosas pela boca suja do braço-direito de Passos e actual Ministro dos Assuntos – fez a campanha eleitoral mais desvairadamente tratante de que há memória. Contudo, e pelos vistos, grande parte dos portugueses está a gostar do achincalho recebido, o que fica como uma aprendizagem inestimável para aqueles que não estejam de malas feitas para emigrar.
- Encafuado no segundo lugar, encontramos uma imbecilidade de Louçã. Este frase diz tudo acerca do estado de alucinação que rege as suas decisões políticas. Não admira, pois, que este seja o mesmo crânio que levou o BE para a triste figura de ser gozado pelo PCP aquando da moção de censura, e para o trágico desfecho de querer atacar o PS manipulando as fragilidades de Alegre, o que acabou por ser um decisivo factor para a reeleição de Cavaco e de tudo o que se lhe seguiu. Louçã, de resto, rivaliza com Jardim e Cavaco quanto à duração da sua liderança política, a qual está indelevelmente marcada pelo completo desperdício dos resultados obtidos em 2009, altura em que ultrapassou o PCP em mandatos parlamentares. O facto de, ao longo dos anos, ter perdido a alegria que prometia ser o tal pauzinho na engrenagem e se ter reduzido aos discursos moralistas, e às ambições megalómanas de vir a chefiar uma esquizóide esquerda grande, não é um acaso, pois não?
- E o grande vencedor é Seguro, com uma expressão que lhe assenta que nem uma luva. Porque ele não é outra coisa a não ser essa patareca abstenção violenta. Foi assim o seu percurso até chegar a Secretário-Geral, onde toda a eloquência estava concentrada nos seus silêncios e cada ambiguidade era uma explosão de violência. A sua relação disfuncional com o PS, vendo na instituição apenas o veículo da sua carreira, é o que explica as extraordinárias cenas protagonizadas no aplauso a Cavaco aquando do comício da tomada de posse, o frenesim da cobiça no sobe e desce do elevador do Altis em cima do anúncio da demissão de Sócrates, a perseguição aos seus camaradas por suspeitas de corrupção e o inominável apagamento de qualquer referência ao anterior ciclo governativo e ao modo como foi interrompido. É irónico, e fatal, que quem anda maniacamente a exigir transparência a tudo e a todos seja o político mais opaco que já passou pela liderança do PS. Eis um sarilho que diz respeito, em primeiro lugar, aos militantes e simpatizantes socialistas, mas que para o cidadão apaixonado pela política – e dado o PS ser o principal esteio do regime democrático – é fonte de graves inquietações.
Ontem foi grande a festa e o foguetório do governo e seus apoiantes a propósito do acordo alcançado na concertação social. Quem, apesar dos tempos, vê os momentos de televisão das novas personagens saídas sabe-se lá de que toca, arrisca-se a ouvir Braga de Macedo na RTP Informação (como aconteceu ontem, ao fim da tarde) a dizer o seguinte (cito de cor):
“Este acordo (na concertação social) veio na hora H. Já devia ter acontecido há mais tempo, mas numa semana em que as agências de rating baixam as notações de vários países europeus, entre os quais a França, é importante mostrar o empenho de Portugal em fazer o seu trabalho e dar confiança aos mercados. Foi mesmo na hora H.”
Não sendo estas as palavras exatas, a hora H foi seguramente referida umas seis vezes durante a intervenção. Para este economista do PSD e próximo membro do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, a partir de agora o rating de Portugal vai ser sempre a subir. A revisão da lei laboral no sentido da flexibilização era o pormenor que faltava para inverter a situação de “descrédito” do país face aos mercados. Indiferentes a tanta fé, hoje, no mercado secundário, a rendibilidade exigida pela compra de dívida portuguesa a 5 e 10 anos voltou a atingir máximos (18,2% e 14,6% respetivamente), nada indiciando que vamos sair do lixo na próxima década. Chatice, Dr. Macedo. E logo agora que nos tornáramos tão sedutores para os investidores e nos armáramos de um escudo invencível contra os especuladores de tal maneira resistente que nem o provável incumprimento da Grécia nos poderia jamais afetar.
Acredite que eu até gostaria que a vida financeira e política fosse simples assim e que a situação económica internacional decorrente da globalização, do regresso dos nacionalismos, da apropriação dos Estados pela alta finança, etc., etc. exigisse apenas, dos países europeus, que fossem os bons alunos do diretório alemão e da Troika ou seguissem à risca a cartilha do liberalismo económico, baixando os salários, desregulamentando a economia e reduzindo/suprimindo o papel do Estado. Assim não é e essas vias só nos afundam. Com a austeridade e a perda de poder de compra, cada vez haverá menos dinheiro para pagar dívidas e respetivos juros. Atrelados ao euro, a resposta ou é europeia ou não é nenhuma. Se fosse a vocês, guardaria os foguetes para mais nobre ocasião e, por enquanto, trataria de apanhar as canas. Ou mandar apanhar, mais de acordo com a vossa assumida classe (para já, invisível a olho nu).
Bairro Alto – o magoado adeus de Joel Neto
Numa crónica publicada no «Notícias Magazine» de 15-1-2012, Joel Neto despede-se do Bairro Alto, local que conhece há vinte anos e onde trabalhou e residiu nos últimos sete anos.
Citemos: «à medida que vou percorrendo as rua e ruelas que amei e cumprimentando os velhos e os junkies que me conhecem pelo nome, já não é a arquitectura que me salta à vista, nem sequer a dimensão humana da malha citadina, nem tampouco o fado e os fadistas, os jornais e os jornalistas, ícones do Bairro de que, de resto, há cada vez menos exemplos. O que me salta à vista é a sujidade, os mau cheiro, os gritos histéricos das adolescentes ainda sem idade para ir à mercearia quanto mais para sair à noite – e, naturalmente, as multas, as muitas multas, as muito mais multas do que aquelas com que era suposto uma cidade soalheira castigar os seus amados habitantes pelo simples facto de a habitarem».
O primeiro-ministro afirmou hoje que o Presidente da República “teve uma intervenção importante” para o acordo alcançado entre o Governo e os parceiros sociais, que considerou ser “um marco decisivo” na história de Portugal.
Domingos será muito feliz no Porto daqui por alguns anos – ou meses… – disso não há qualquer dúvida, mas, entretanto, estas declarações são de leão:
Domingos Paciência arrasador: «Há muito a mudar para que o Sporting volte a vencer»
Os próximos jogos revelarão se estamos perante um leão no circo ou na selva.
Vamos ter de levar com Cavaco, Passos, Portas e Seguro durante mais 4 anos, pelo menos. E talvez também com Jerónimo e Louçã, de quem não se antecipa qualquer sucessor tão cedo. Quer isso dizer que nada de novo há a esperar das lamentáveis personagens que ocupam o palco principal da política portuguesa.
Acho que o melhor é começarmos a pensar no que vamos fazer para não embrutecermos ou fliparmos.
Questionado sobre a atuação do atual Governo e à forma como Vítor Gaspar está a enfrentar a crise, Fernando Teixeira dos Santos, ex-ministro das Finanças, afirmou: “Tenho de estar solidário com aqueles que pretendem cumprir este caderno de encargos”.
Numa conferência que decorreu no Porto, o ex-ministro das Finanças acrescentou que Portugal está a cumprir os compromissos que assinou com a troika e que as coisas “não seriam muito diferentes se ainda estivesse a governar”.
“Fiz a negociação com a troika e pus a minha assinatura num conjunto de medidas que acordei e que este Governo está a procurar implementar. Temos um caderno de encargos para o país e está a ser cumprido.”
“Portugal tem que ser um dos países mais baratos”, declara Daniel Bessa.
Esta gente que usufrui de um belíssimo salário e/ou dispõe de avultados rendimentos e que, baseando-se em meros cálculos economicistas, que, aliás, qualquer um de nós saberia fazer se o objetivo for o exclusivo desafogo financeiro dos empresários, vem dizer que o melhor é os trabalhadores ganharem o menos possível, revolve-me as tripas, confesso. A “mão-de-obra barata” é constituída por pessoas, com necessidades, com expectativas, com famílias ou com ambição a constituírem uma, pessoas potencialmente com capacidades. Pessoas que, com tiradas como esta, só podem é decidir fugir daqui e sem demora.
Daniel Bessa, que, por vezes, parece ter lucidez suficiente para desejar que a Europa reveja a austeridade, pretende agora, como muita gente insensível, reduzir o país a pessoas analfabetas (ah, pois, a educação e a formação custam dinheiro), desqualificadas e mal pagas que “alimentem” (também literalmente) e perpetuem o nosso incompetente tecido empresarial. Esta é a via para o subdesenvolvimento, caro senhor. Só que não para o seu nem o dos seus filhos, claro.
Leonardo Coimbra – as palavras e o mundo
Em momentos de confusão como os actuais, gosto de ler textos fortes, palavras com âncoras no meio da tempestade. Leonardo Coimbra (1883-1936) foi o fundador da Universidade Popular depois de ter sido anarquista e foi por duas vezes ministro da Instrução em 1917 e 1923. Criou a Faculdade de Letras do Porto e as Escolas Primárias Superiores e escreveu vários livros dos quais destacamos «A alegria, a dor e a graça». Segundo Sant´Anna Dionísio «uma das ideias nucleares do seu pensamento é a de que toda a existência é social». Vi morrer António José Saraiva na Associação Portuguesa de Escritores depois de se ter emocionado a falar de seu pai e de Leonardo Coimbra, visita de casa. José Hermano Saraiva confirmou-me na circunstância: «Falou no pai e em Leonardo Coimbra, foi isso, foi a comoção».
Do livro acima referido Leonardo Coimbra vale a pena citar um excerto: «O homem carece de palavras que, do Universo, respondam às fraquezas da sua vida, de amistosas mãos que o levantem e amparem, de alguém que do invisível centro da Vida, seja presente ao esforço do trabalho quotidiano. É-lhe preciso um amor claramente significado, uma transfusão de vida que dê à sua existência o apoio de outras existências. Atingiu a palavra e a sua solidão será maior que nunca, se essa palavra morre sem eco, de encontro à cerração dos outros seres. E como é difícil que a palavra substância, a palavra elemento cósmico, penetre e viva na intimidade hostil das outras criaturas! (…) Há tanta gente que, para conhecer a vida e entender os homens, compra um dicionário!»
Conclusão: vale a pena ler de novo Leonardo Coimbra, um homem que escreveu tão velozmente como morreu, numa curva sinuosa dos pinhais de Baltar.
Eu espero que os pastéis de nata possam ter uma grande internacionalização. Eu adoro pastéis de nata.
É preciso evitar que o Partido Socialista siga o exemplo dos partidos da direita relativamente ao período anterior. Eu acho fundamental que haja, na estabilização da vida democrática, respeito pelos adversários. Porque eu penso que um dos erros que nós cometemos no passado foi justamente haver uma oposição que deixou de ser uma oposição política para ser uma oposição pessoal, muitas vezes com ataques de carácter, porque isso retira condições de governabilidade. Eu acho muito importante que o actual Governo, Primeiro-Ministro e os seus Ministros, sejam respeitados pela oposição e que não se entre por ataques desse tipo. Eu acho que foi um exemplo mau no passado, que era bom evitar, e espero bem que o Partido Socialista mostre essa responsabilidade de, não digo, obviamente, de colaborar com o Governo – pode fazer oposição política, e é natural que o faça, e fatalmente tem que o fazer, e é bom que o faça – mas não esquecer que quem governa é o Governo, que tem de ter condições de governabilidade, e que se abstenha de uma oposição caótica, descoordenada, nomeadamente no plano da descredibilização da própria política. Nós estamos a pagar um preço caro, porque hoje bem vemos que os portugueses têm pouca fé nos políticos, houve aqui uma descredibilização geral da classe política, e penso que é muito importante que os políticos tenham credibilidade, e tenham autoridade, e possam governar, porque sem isso não podemos sair da situação em que estamos.
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Daniel Proença de Carvalho é de direita. É verdadeiramente de direita, por isso é alguém cuja intervenção pública promove a decência como condição sine qua non do bem comum e da realização plena da liberdade cívica. Alguém verdadeiramente de esquerda fará exactamente o mesmo, vote em que partido votar e defenda que tipo de regime defender. Porque a única política de verdade que deve ser admitida numa democracia é esta: quem usa o moralismo para atacar governantes e opositores está a imitar a essência das tiranias – devendo nós correr para as muralhas da cidade e defendê-la implacavelmente contra tamanha perversão.
A dimensão, nunca antes vista em Portugal, dos assassinatos de carácter a que Sócrates foi sujeito, e que prosseguem, nasceu da conjugação de dois moralismos entranhados profundamente nos tecidos psicossociológicos ainda estruturantes da sociedade: o moralismo da esquerda sectária e fanática, onde o PS é um alvo mais desejado do que a direita e onde se cultiva um racismo ideológico que impede qualquer acordo com a alteridade; o moralismo da direita pançuda, a tal gente séria que se serve do rótulo “direita” para reunir interesses que não ultrapassam os apetites pecuniários dos envolvidos. Dada a decadência intelectual do PSD e do CDS, incapazes de apresentarem projectos políticos que vingassem – ou pelo menos se afirmassem – pelo seu mérito, restou a ambição furiosa que não conheceria limites. O sucesso, a mera continuidade, das ininterruptas golpadas muito deve ao que BE e PCP igualmente fizeram e deixaram fazer, nuns casos alistando-se nas campanhas de difamação e calúnia, noutros assistindo calados e risonhos à putrefacção da vida pública. Até que se chegou ao ódio, e o ódio invadiu o ambiente político e social de forma estratégica.
Proença de Carvalho, mais à frente no programa, nomeará o ódio com sentido asco e pesar. Um ódio que teve no Presidente da República o seu principal mentor. E que gerou casos de desvario patético, para sempre cobrindo essas personalidades de ridículo, como aconteceu com Pacheco Pereira, Mário Crespo, Manuela Moura Guedes, Ferreira Leite, José Manuel Fernandes, Eduardo Cintra Torres, Henrique Neto, Manuel Maria Carrilho e tantos outros exemplos de psiquiatria política. Cairá o PS em igual degradação? O repto do Daniel, embora legítimo e oportuno enquanto balanço do passado, parece desfocado. Não se vê quem no PS pudesse seguir por essa via sem com isso comprometer o apoio da maioria da sua base eleitoral, o tal milhão e meio que sobreviveu a todas as atoardas. Para estes militantes e simpatizantes, a experiência de verem o nome do seu partido, dos governantes socialistas e de todos os funcionários administrativos ligados ao Estado em permanente fogaréu de suspeições na comunicação social – dominada na sua quase totalidade pelos conspiradores – foi tanto um teste radical à sua resistência afectiva como à confiança na inteligência própria. Para estes cidadãos, só pode haver tolerância zero na eventualidade de semelhantes condutas por parte de dirigentes e representantes do PS.
O que nos leva para uma constatação terrível e esperançosa. Terrível, porque ilumina uma esfera de representação política onde 3/4 dos deputados são afectos a partidos que actualmente, de uma forma ou de outra, não cultivam a decência como valor fundante do regime democrático. Esperançosa, porque a maior parte dos portugueses, incluindo muitos que nunca votaram e muitos que deixaram de votar, encontrarão no ideal da decência a pátria da cidadania.
4. Use failure as motivation.
Things aren’t always going to go your way, no matter how well you and your teams properly align with your goals. Sometimes we need a good kick to get us going. Sometimes we need the pain of failure to reset, revise, and reassess. Are you taking risks? Are you failing? If so, good going.
Winston Churchill failed grandly more than once, and was famously cast to the political “wilderness” and then came roaring back to lead the British resistance. Steve Jobs was fired from the company he founded but through persistence ultimately came back to save it from extinction. Hillary Clinton failed to win the presidency but then became a powerful and respected Secretary of State. Each of them, in their own way, failed, learned from their mistakes, and most importantly, persisted in the face of failure. Phoenix rising is the way of the world today and we are in the midst of its widespread occurrence.
Símbolos maçónicos presentes na capa da primeira revista brasileira
Agora que tanto se fala em Maçonaria e símbolos maçónicos, virá a propósito lembrar a revista «As variedades ou Ensaios de Literatura» que foi publicada na Baía (Brasil) em 1812 e 1814 nas oficinas de Manuel António da Silva Serva.
A revista integrava os seguintes materiais: «reflexões, algumas novelas, extractos de viagens, resumo da história antiga, pedaços de autores clássicos quer em prosa quer em verso, anedotas curiosas – tudo, em uma palavra, que pode compreender-se na expressão geral de Literatura». Além de Manuel António da Silva Serva (chegou de Portugal em 1797 e fez da sua tipografia a primeira escola de artes gráficas da Baía) era redactor desta revista pioneira, outro português – Diogo Soares da Silva Bivar.
Seven Factors Reveal Why Women Don’t Run for Office
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Infants Possess Intermingled Senses
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You Say You Don’t Care About Dating A Hottie?
Os robôs pintores produzem autonomamente pinturas e desenhos baseados na aleatoriedade e na stigmergia (comunicação indirecta). Cada robô possui uma ou mais canetas com as quais responde à sua própria interpretação sensorial do ambiente. No início (com a tela ou papel em branco) a tinta é distribuída lenta e aleatoriamente. Mas a partir do momento em que se produzem pequenas manchas de cor, o factor aleatório gradualmente vai desaparecendo, e os robôs tendem a concentrar-se nas áreas coloridas criando assim uma composição formal. Então do aleatório emerge o estruturado. Para a ciência estes robôs constituem, em espaço e tempo real, uma demonstração das teorias do caos e da complexidade. Para a arte trata-se de uma verdadeira revolução estética, não só pelo declínio da centralidade do humano, dando lugar a uma arte humana na origem mas não-humana no processo, como pelo facto de sermos confrontados com uma forma de vida artificial capaz de produzir a sua própria expressão pictórica.
Janeiro e Fevereiro no Robotarium / LxFactory, Rua Rodrigues Faria, 103, H02 1300-501 Lisboa, T: +351 213625286
Gostaste do #1, não foi? Gostaste, pois. Então, toma lá o #0, a prequela feita para testar o conceito.






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