Para não dizerem que neste blog não se aprende nada de útil (V)
Mangas do Brasil- fios.
Mangas de Israel- geniais.
UM INFERNO CHEIO DELAS
Mangas do Brasil- fios.
Mangas de Israel- geniais.
Intenções de
Rita Maria
às
09:13
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Logo à noite vou conhecer a mãe de uma amiga minha, uma senhora que estou em pulgas para conhecer porque acho que deve ser um máximo (apenas um ou dois pontos abaixo da minha em medida de mãe fixe, em vez dos costumazes cinco pntos absolutos). Ela está a tentar mudar-se da Índia, onde começou a ensinar Inglês o ano passado, para a Europa, e veio à procura de escolas.
A parte melhor é que trouxe pipas de mangas, e toda a gente sabe que a Índia é muito mais perto de Israel do que do Brasil.
Intenções de
Rita Maria
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09:04
9
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Em Portugal, sempe que estava a começar a entrar em verdadeiro stress, comprava revistas de cozinha. Este facto é fácil de comprovar porque tenho acima de tudo revistas da época de exames, que para mim era quatro vezes por ano porque detenho o record de (tentativas de) melhorias da faculdade (ou se não detenho andarei perto).
Ontem, antevendo os tempos que aí vêm, comprei um livro de cozinha inteiro. Não vá dar-se o caso de não ter tempo para estar em stress.
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Rita Maria
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08:59
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No fim de Abril, a maioria das revistas femininas alemãs trazia na capa uma qualquer espécie milagrosa de dieta que tornaria as leitoras magríssimas até ao Verão. O tema continua perfeitamente actual, mas menos urgente. Daqui até ao Verão, não doa a minha cabeça (mas dói, na terceira dor de cabeça que tenho desde que cheguei à Alemanha).
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Rita Maria
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08:56
4
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Durante o próximo mês tenho de escrever um trabalho importante, de trabalhar num essay, de apresentar dois seminários, de trabalhar em duas versões aumentadas desses mesmos seminários e de fazer um outro teste daqueles de trazer para casa, isto para além, claro, de dois empregos e meio.
Isso soa-me a uma onda de posts promissora.
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Rita Maria
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08:53
4
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Vocês são uma graça. Ora muito obrigada pelo apoio, que seria de uma rapariga sem um blogue. Evidentemente, o emprego não era nada de especial, nem de especialmente interessante. Era, isso sim, dinheiro, e dinheiro que se tudo correr bem me permitirá sobreviver este Verão sem ficar nunca a morar debaixo da ponte.
As diferentes coisas que podem correr mal são rápidas de enumerar: podem não me pagar, o que seria extremamente aborrecido, mas parece bastante improvável.
O emprego pode ser demasiado desgastante e estragar a minha vida académica, o que me levaria provavelmente a procurar uma maneira de ignorar os cifrões e ir queimar as pestanas para a Biblioteca Nacional (altura em que se torna difícil ignorar os cifrões, já que a dita cuja não é propriamente de graça). Isto também não é muito provável, porque toda a gente sabe que eu trabalho bem é sob stress, e que andar aborrecida de poucas obrigações me consome tempo e energia que deixa essas mesmas ditas cujas cumpridas abaixo do mínimo denominador comum.
O que parece mais possível acontecer é que o dinheiro ganho a aturar fanáticas do mundial, da música da Europa ou das duas coisas não chegue para me financiar o Verão por falta de Verão. Chove na Berlim cinzenta, a mínima para amanhã são cinco graus, a máxima nove. O Joe Bastardi promete melhorias daqui a uma semana, e eu acredito porque a minha mãe acredita, que isto da confiança é como tudo na vida, uma questão de escolher as fontes.
PS: Este post começou a ser escrito numa tentativa de evitar beber o molho de baunilha que estava no frigorífico. Como entretanto já acabei de beber o molho de baunilha que, como vocês leram e bem, já não restá no frigorífico, todos os posts que se seguem são de amor declarado ao Boas Intenções.
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Rita Maria
às
20:53
8
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Pressionem os vossos polegares, por favor. Preciso mesmo deste trabalho.
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Rita Maria
às
09:14
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-Aquilo, Rita Maria, era a única coisa que tu, uma rapariga a estudar os novos estados-membros e vizinhos da União Europeia, tinhas a dizer sobre o referendo que separou a Sérvia do Montenegro?
-Sim. Quer dizer...
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Rita Maria
às
20:55
4
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Como muito justamente se interroga um amigo meu, agora que os montenegrinos se pisgaram, o que acontece ao Grupo C?
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Rita Maria
às
20:51
3
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Esta senhora, de eu assumidamente gosto, faz hoje 60 anos.
Defendo que todos gostamos de coisas não-muito-boas, ou mesmo assumidamente más. Eu gosto da Cher, e, às vezes, de tortas Dan Cake (vêm como perceberam rapidamente a diferença entre menos bom e muito mau?). E vocês?
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Rita Maria
às
18:39
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há posts neste blog que a minha avó podia ler
Perdoem-me o tom intimista (versão dona de casa) mas estou a precisar de me queixar a alguém de que o preço dos tomates neste país (do tomate aqui fica horrível, mãezinha, pareço uma cinquentona suburbana) é completamente vergonhoso.
São muito bons e cheiram bem e isso tudo, mas estou farta de comprar tomates a três euros o quilo. Sei bem que só fazem isso porque sabem que não posso viver sem eles. Cretinos.
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Rita Maria
às
18:26
6
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Tenho pensado muito nisto. Ok, não tenho pensado muito nisto, mas de vez em quando lá me lembro de que ainda me falta responder a este questionário. Aqui vai o que se pode arranjar:
1- Tenho medo de torcer o pé. Isto tem o seu queê de ridículo, porque é um pouco como ter medo do Ano Novo ou da Quarta Feira, coisas que vão acontecer de certeza. No entanto é totalmente verdade: se quiserem ver-me a ter reacções esquisitas é começar a conversar sobre torcer pés ou a andar com os pés tortos, uma manobra em que o meu irmão é absolutamente especialista. Às vezes estou na cama e de repente a imagem impõe-se e estraga-me os próximos três ou quatro minutos (não queriam que me estragasse a noite toda, pois não?) e no auge da minha carreira enquanto torcedora do pé direito não podia ver uma daquelas cenas românticos em que os amantes correm um para o outro sem pensar que podiam cair com um pé torcido a qualquer momento.
2- Tenho medo de barragens. Há imenso tempo que não me lembrava disto (vêm como andei a pensar neste inquérito?), mas durante anos costumava imaginar, naquelas mesmas horas da noite em que sou invadida por imagens de pés torcidos, os meus irmãos Vitória e Júlio (a Rosa ainda não tinha nascido) a cairem na Barragem do Lindoso, se saltava atrás se não saltava, quais as minhas hipóteses de os salvar.
Quando somos crianças, costumamos pensar se morreríamos pelos nossos pais, como as crianças bonitas dos filmes e das histórias, mas a resposta que o meu coração dava a esta pergunta nunca me deixou totalmente satisfeita. Acho que este tipo de amor o aprendi com a chegada dos meus irmãos pequeninos. Às tantas, a história das barragens era só um tamanho de amor novo a instalar-se.
3- Tenho na verdade medo de aranhas e centopeias. É um medo muito pro-activo, se conseguir matá-las com o chinelo não há qualquer problema, mas se desaparecem para sítios inacessíveis ou mesmo desconhecidos mesmo antes de eu dormir é provável que mude de quarto ou vá chatear o juízo ao meu irmão (há também a versão combinada).
Há também uma diferença entre as aranhas, que só mato se no meu quarto, e as centopeias, que me parecem demasiado feias para as deixar vivas.
A origem deste problema há-de estar naquela história de as centopeias nos entrarem nos ouvidos durante a noite e ficarem lá porque não têm marcha atrás, deixando-nos surdos. Quando finalmente me convenci de que nenhuma centopeia teria uma ideia tão imbecil como entrar-me pelo ouvido, contou-me o meu amigo Nicolai que todos comemos pelo menos umas cinco aranhas por ano, que nos entram para a boca húmida e quente durante o sono e são engolidas por impulso. Exacto.
4- É agora que a coisa fica complicada. Tenho medo de que as pessoas de que gosto fiquem doentes, medo de que morram, tenho medo de não conseguir um lugar de doutoramento, uma bolsa, tenho medo de não ter dinheiro daqui a uns mesos,tenho algum medo de falhar e de não ser boa o suficiente para tudo aquilo que me proponho. Da guerra. Mas assim medos específicos, acho que eram só aqueles três. E também não tenho medo algum do ridículo, gosto do desconhecido e não tenho, sem querer ser convencida, medo de vir a ser infeliz. Eu avisei: sou uma mulher do Minho...
5- Será que conta o medo de que a carne que comprei na terça feira já se tenha estragado? Estou realmente preocupada com isso (juro!).
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Rita Maria
às
17:55
1 intenções
Estou a fazer um teste daqueles que se trazem para casa. É óptimo: há imenso tempo que não descobria tantas coisas na net, daquelas que não têm nada a ver com coisa alguma.
Conclusão: máquina de fazer crepes na E-bay. Um euro.
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Rita Maria
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06:50
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Desde ontem que tenho um meia de chá, dessas que vêem na fotografia. Gosto de presentes pequenos, de ser todos os dias a Rainha do Sabá em virtude de pequenas coisas. Não é que não goste de presentes grandes (ainda tenho de vos contar da minha Praktika, mas é mais quando for revelar rolos), mas os dias felizes fazem-se de chupa-chupas, flores dos jardins e meias do chá (sim, podem vir acompanhadas do respectivo (futuro)conteúdo).
Fico por aqui, porque quando falo de me sentir como a Rainha do Sabá ou a Imperatriz da Pérsia costuma dar-me para começar a cantar a Carmen Miranda.
E vocês não iam querer isso.
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Rita Maria
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18:38
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Checo no Oftalmologista
C Z W X N Q S T A C Z
Pergunta-lhe o médico :
- Consegue ler?
- Se consigo ler? - pergunta o checo. - Eu até conheço o gajo!!
(roubada daqui)
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Rita Maria
às
19:24
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mistérios da vida
O mail é uma invenção absolutamente genial, porque tudo o que está no meu e-mail me é acessível em qualquer parte do planeta, a qualquer hora, e transmissível nas mesmas condições.
Pelo que me intrigam, ao máximo, as pessoas que acham de génio ter um programa de e-mail no computador lá de casa, daqueles que descarrega tudo directamente e guarda tudo muito bem guardadinho, acessível só e apenas no primeiro andar esquerdo.
Qual é a ideia?
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Rita Maria
às
12:58
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Este tempo em que não ouviram falar de mim foi passado a fazer coisas da mais elevada importancia, como descobrir um tema de especialização ou tentar arranjar um emprego que me poupe à catástrofe financeira que se adivinha. Como fui bem sucedida é na primeira, posso contar-vos que escrevo sobre a Moldávia, mais concretamente sobre a possibilidade de introduzir reformas independentemente da situação na Transnístria (é assim que se escreve em português?). Estou muito orgulhosa. Uma outra questão significativa é a da minha assinatura da Spiegel e das minhas 525 Probeabos, de que também comecei ontem a tratar.
Gastei para além disso tempo a tomar conta da magnífica I. agora adormece mais facilmente e eu também me tornei mais eficaz na interpretação de sinais, indícios e resmunguices. Outr dia dormiu todo o tempo e fomos ver uma exposição bastante boa, nos outros dias passeamos e descobrimos o mundo à volta da Spandauer Strasse, ou questionamos os mecanismos do gatinhar (ainda estamos na discussão metodológica).
Por último, gastei ainda horas e horas a estar muito apaixonada, o que é terrivelmente time consuming, como espero que saibam. Com amor presente ou sem amor presente, estar muito apaixonada é um desafio para o cérebro, que reconhece a obrigação de continuar a funcionar apesar do activo estado de enamoramento, e que o vai resolvendo estampando-me aquilo sorriso pateta ou chateando o juízo aos meus amigos, tudo válvulas de escape bastante conhecidas e que portanto não vale a pena descrever mais aprofundadamente (talvez quando os meus amigos não quiserem mais saber de mim).
Tudo isto foi sendo intervalado com umas visitas ao mail nos hrários estapafúrdios do PC Pool da Universitätsstr., mas agora, agora sim, estou mesmo de volta.
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Rita Maria
às
12:40
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Ontem consegui finalmente a minha caderneta de cromos do Mundial, de que já andava à procura há imenso tempo. Estou radiante e ansiosa por poder finalmente colar caras de senhores muito feios na caderneta, ou nos armários, quando começar a ter senhores feios repetidos.
Infelizmente, nao tenho grandes esperanças de arranjar amigos com vontade de trocar jogadores, estádios e emblemas, mas o que é que se há-de fazer. É uma das muitas desvantagens da idade (junta-se a alguma vergonha. Planeio fazer um ar muito senhoril ao comprar cromos, para que acreditem que é para o meu filho. Talvez saque mesmo do telefone e finja perguntar a uma criança imaginária quantas carteiras quer).
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Rita Maria
às
13:03
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(FC Union-1; Babelsberg-0)
Sai uma miúda em Köpenick, mal preparada para o enorme contingente de polícia que tinha achado por bem ir desaguar nos arrabaldes para o caso de o jogo dar para o torto, ou para fazer o jogo dar para o torto, de acordo com as diferentes opinioes.
Nao era necessário, porque o controlo de segurança era bastante apertado, desde que se fosse...homem. Eu teria passado igualmente com tres metralhadores, quatro granadas de mao e duas facas de talhante daquelas que a minha mae esconde em local absolutamente desconhecido (o que tem como resultado que lhe ofereçam umas novas, que prontamente sao engolidas pelo mesmo buraco negro).
Começamos evidentemente, como toda e qualquer pessoa que sabe o que é importante num jogo de futebol, por ir buscar uma salsicha e uma cerveja, após o que fomos ver o jogo, que prometia catapultar o FC Union para a terceira liga (vierte liga, nie mehr...nie mehr, nie mehr). Começamos bem e rapidamente marcamos um mesmo entusiasmante primeiro golo (pronto, único) enquanto cantávamos cançoes revoluccionárias (nas bancadas dos clubes da DDR uma elevada percentagem ainda entoa slogans de punho erguido). Comigo muito satisfeita, porque finalmente posso ser fa de uma equipa vermelha às riscas perna de pau sem com isso ter de abdicar do meu ar ligeiramente snob (até há aquela cançao, quase igualzinha à da outra equipa, que me entrava sempre no ouvido no Metro).
No intervalo, tornou-se mais uma vez claro o amor dos alemaes pela música pop, espcialmente pela mais duvidosa, daquela que seria conhecida em Portugal, especialmente no intervalo de um jogo de futebol, como musiquinha apropriada para outro tipo de actividades, nomeadamente do tipo relaccionado com o final do aparelho digestivo.
Na segunda parte jogamos tao mal (todos os que quiserem rir-se do meu precipitado nós deverao contactar o meu namorado para uma sessao de riso conjunta), que o locutor de serviço tentou animar as hostes aviando todas as oito mil e tal pessoas presentes da presença da pequena Luísa no poste H, desesperadamente à procura dos meus pais. E no fim, pasme-se, nao havia nem mais cerveja nem mais salsichas, o que é no mínimo infeliz. Afinal, nao foi por isso que lá fomos?
PS:Este fim de semana jogamos no fim de Berlim (no outro fim de Berlim), contra os arqui-rivsis da Stasi, hoje todos mais ou menos nazis. Se for, depois conto-vos. Se tal for possível, haverá ainda mais polícia.
PPS: Vierte Liga, nie mehr!
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Rita Maria
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13:52
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Rita Maria
às
14:04
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A I. é o melhor bebé de todo o planeta, arredores e subúrbios. É linda, maravilhosa, bem-disposta, divertida e charmosa. É a única coisa, a juntar ao primeiro piquenique do ano com os meus dois amigos favoritos de Berlim inteira, que podia animar a minha disposiçao de hoje. Ah, bebés bonitos. Toda a gente devia ter um.
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Rita Maria
às
14:00
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(post de elevado e suspeito teor patriótico)
Os portugueses sao o povo da Europa que mais ri, de acordo com um estudo citado na última Zitty. Um total de dezoito minutos diários. Acima de todos os outros sem excepçao. Sim, mesmo desses. E sim, desses. Ora toma.
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Rita Maria
às
13:27
9
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