
Me voilà de regresso. As férias foram boas, correspondendo de forma quase intocada a todos os meus optimismos, mais do que aos justos receios, meus incluídos, levantados face ao face a face entre os meus por vezes empedernidos familiares e o meu amor maior. O roteiro gastronómico foi quase totalmente cumprido, o sarrabulho, o vinho verde, os sabores mais simples e melhores do meu Minho. Umas vilas, umas cidades, uns mergulhos, amores secretos para um picante detalhe fim de século. E outra estrela cadente, para eu pedir mais um desejo, que eu peço desejos às estrelas cadentes, que os desejos que eu peço às estrelas cadentes realizam-se, mesmo quando são só as do Planetário.
Aqui portanto todos os eternos agradecimentos, à família acolhedora, dos tios favoritos aos pais os três, dos membros mais velhos aos meus putos lindos, nem sempre convenientes mas sempre doces (Rosa Maria Felismina, agora vaio dar uma volta e deixa-nos em paz!).
O que se seguem são cinco mesinhos para escrever a tese dos quais, perceberam bem, já gastei o primeiro em férias. A orientadora é uma das minhas professoras favoritas, o tema apela certamente ao meu lado excêntrico, os empregos paralelos serão os que forem aparecendo. O que por enquanto quer dizer que vou passar as próximas semanas a traduzir. E Deus sabe, que deve ter experiência, que traduzir é uma seca.
Pelo que vão esperando muitos posts em regresso a Berlim. Quanto a Portugal, às sardinhas assadas, ao sarrabulho, aos mergulhos e ao Verão no Cais da Ribeira, não estamos de partida, estamos suspemos. Como Le Café Suspendu, em Praga, e como este vaso, que já no ano passado me mereceu uma fotografia.