Tuesday, October 31, 2006

forwards


Há uns dias li num blog (sorry, não me lembro mesmo qual) o desejo profundo de que houvesse um sítio bonito onde os forwards fossem arquivados, de forma a que as mensagens dissessem antes "olha, podes ir ver esta piada aqui e ali, se ainda não a recebeste três milhões de vezes" (já vou à procura do blog em causa).
Hoje descobri que esse sítio existe e está aqui (por sua vez descobri-o aqui).

E conto-vos embora me pareça que o site irá muito provavelmente desencadear mais uma terrível onda de forwards do que evitá-la. Mas bem, eu sou simpática.


PS: Sou simpática mas: não abro nada que não jpeg's e, se achar que é uma daquelas pessoas que só me mandaria um forward se achasse mesmo que EU acharia graça, pdf's. Nunca percebi porque se há-de transformar uma anedota mediana numa apresentação de power point, não me interessa saber se as modelos são anorécticas ou não, não preciso de ser informada benevolamente "todas as mulheres são bonitas" (na verdade, parece-me até vagamente ofensivo), não aprecio sabedoria zen com fundo de paisagens orientais, nunca me passaria pela cabeça enviar o mesmo forward caguinchas à pessoa que mo enviou para lhe provar a minha amizade e nunca mas nunca dou continuação a cadeias, mesmo que o joãozinho de 14 dias esteja há 21 em perigo de morrer por falta do sangue XY a dividir.

Sunday, October 29, 2006

tempos modernos


Pela primeira vez na vida, tenho um chefe mesmo sexy. Também pela primeira vez na vida trabalho unicamente a partir da internet.

post político


Depois do amor somos todos muito mais bonitos, corados, acordados, frescos e vivos.
É por este motivo que sou totalmente a favor do sexo antes do casamento: ficávamos logo mais bonitos nas fotografias.

PS:Esta regra é naturalmente extensível aos convidados, especialmente aos que tencionarem depois expor a fotografia com os noivos no aparador da sala.

Saturday, October 28, 2006

o amor e uma cabana

(e nada, nada, nada)



Não vá dar-se o caso de me faltar a motivação, já comecei a trabalhar nas recompensas merecidas após a conclusão da tese. A primeira, garantida há muito tempo, chega ao aeroporto de Tegel no próprio dia e não podia ser melhor.
E a segunda, é uma cabana. Depois de semanas de trabalho árduo para os dois lados, a acabar simultaneamente lá para as sete da tarde desse mítico dia 10, partimos dias depois para uma cabana linda no meio do nada mais nada da floresta mais próxima. E quando estivermos no meio do nada do meio do nada, não faremos nada.
Esta é a minha interpretação do paraíso.

Disciplina


Trabalhar a partir de casa exige disciplina. Se se trabalha com um trapo vestido e só se come porcarias, rapidamente nos sentimos um trapo e uma porcaria.

Thursday, October 26, 2006

a frase abaixo constitui um post


Ai, a minha Isabella...

o concurso do ano


Vale um capuccino no Einstein e uma visita guiada por Berlim:

Quem sabe uma palavra curta e apelativa para "paralelipípedo"?

femme fatale


Matei um mosquito com um jacto de Obsession. Tal como eu pensava: o meu perfume é fatal.

Tuesday, October 24, 2006

a maria lua foi-se


A blogosfera tem os seus homens de sucesso e as suas mulheres de sucesso. A maioria dos homens de sucesso escrevem posts com bibliografia, e as mulheres de sucesso dividem-se genericamentre entre as que juntam à bibliografia dos homens um toque poético-críptico e as que juntam o sexo a uma verborreia que dantes estava reservada à esfera privada ou aos edifícios em construção.
Dentro destas, o tipo acabado da blogger de sucesso é ainda de direita (tenho nos ouvidos uma frase a ecoar, tal como fulano de tal apoio Israel e os EUA quando estão certos ou quando estão errados, já não sei quem a escreveu, foi na altura dos ultimos bombardeamentos do Líbano, até 5 minutos antes do entrar em vigor do cessar-fogo) e tem muito sexo, sempre maravilhoso e fantástico, textos sempre a merecer publicação no Sexy Hot, publicação de qualidade duvidosa que podem encontrar em qualquer quiosque lisboeta, ou queixas face à execrável, sempre que não maravilhosa e de pau feito, espécie masculina, ao nível da Cosmopolitan ou da Maria.

Ok, não são todos assim, exagero, tal e tal. Mas o tipo vai lá dar, mais cedo ou mais tarde, e a minha paciência para lê-las acaba, mais cedo que mais tarde.
A Maria Lua era diferente, e era diferente porque era autêntica. Também era de direita. Também comprava muitos sapatos. Também tinha o seu toque snob (mas hey, quem sou eu para acusar alguém de ter um toque snob?) e também não tinha travões na língua.
Mas escrevia com uma linguagem que era só dela sobre uma vida que era também realmente dela, conquistas e frustrações dela, pessoa de carne e osso por detrás de uma senhora ironia. A Maria Lua era verdadeira, para além de ser um doce.

E vai deixar-me umas saudades danadas.Porque se foi, e já não parece que haja esperança.

ainda sobre a e-bay


Comprei uma impressora do ano passado por quatro euros, um frigorífico por um, vendi uns sapatos com dois anos que nunca me serviram muito bem por vinte e seis (vinte e seis frigoríficos, quatro impressoras e meia). Isto é giro.

PS:As impressoras estão caras. Mesmo as que vêm com papel fotográfico e os cabos todos, mais kit para encher tinteiros.
PPS: Os sapatos usados, então, estão caríssimos.
PPPS: Já os frigoríficos estão numa boa fase.

Friday, October 20, 2006

O frigorífico


Quando me mudei para a minha nova casa, cheguei à conclusão, razoavelmente pavorosa, de que não havia congelador. E como os preços dos congeladores novos me assustaram um pouco, passei a estar com mais atenção às ofertas dos anúncios, etc. Porque, como para um alemão deitar um frigorífico ou um congelador fora custa pelo menos vinte euros, costuma haver bastantes oferecidos a quem os vá buscar.
Não estava a ter sorte nenhuma e, entretanto, um dia, fiz várias ofertas de um euro por frigoríficos na Ebay. Nunca mais lhes liguei nenhuma, porque ofertas dessas normalmente são cobertas por gente com mais atenção, mas no dia seguinte recebi um e-mail a informar-me de que tinha comprado um frigorífico, se bem que usado, por um euro, dois andares inteiros de congelador (os frigoríficos das WG's, Deus sabe porquê, são sempre daqueles pequeninos).

Os meus mitbewohner, o M. da Polónia e a A. da França ficaram logo muito felizes, especialmente o M. que podia assim comprar a sua versão da roda alimentar, a pizza congelada, em grandes quantidades. Exigiram imediatamente pagar a sua parte, e a A. tratou de arranjar um carro, já que ela conhece um rapaz que não só tem carro como nunca diz não. Ficamos de usar o carro ontem à noite depois do P., um amigo belga, que também tinha de fazer umas mudanças.

Ontem então, depois de fazer este bolo absolutamente fenomenal fui com o meu amor e mais vinte minutos de atraso a Schöneberg, nove e vinte portanto, onde morava o meu novo frigorífico. Infelizmente, a A. e o P. não estavam lá. Tocamos à campaínha, e explicamos a situação, mas o senhor abriu logo a porta e o meu doce subiu. Ora o senhor queria deitar as crianças, pelo que ele desceu já com o frigorífico, depois de ter passado sozinho pela vergonha de pagar um frigorífico com uma nota de dez euros e pedir troco de nove.

E ali estávamos, nós, na rua com um frigorífico. O meu telemóvel em casa, o dele também, o número de telefone da A. está colado num post-it na porta do meu quarto. Logo, esperamos. Eles não se teriam ido embora, ela já teria ligado e percebido que eu não estava em casa, logo, haviam de vir. Tentamos ligar para números da rede fixa parecidos com o meu, na esperança de que fossem o dela, e acordamos uma rapariga que não ficou demasiado feliz por o telefonema afinal não ser para ela mas para uma francesa qualquer. E lá esperamos nós, mais o frigorífico, até às dez e um quarto, altura em que estava a começar a ficar demasiado frio e tínhamos de tomar uma decisão.

As hipóteses eram por um lado separar-nos, um ficava sozinho no meio da rua com o frigorífico e o outro vinha casa telefonar (uns 40 minutos) e voltava para vir buscar o outro a não ser que ele tivesse entretanto vindo no carro chegado entretanto. Desistimos desta hipótese, porque se o carro não viesse o desgraçado que estava sem telefone à espera tinha de esperar pelo menos hora e meia. Ao frio, na rua, com um frigorífico.

Pensamos levá-lo de metro, mas era de loucos, e ainda aparecia um fiscal e nos mandava sair, altura em que ficaríamos de novo de frigorífico no meio da cidade, mais no centro, aí em Friedrichstr., mas já sem hipótese de vir carro algum, e muitos menos a A.

E por último, escolhemos guardar o frigorífico num local discreto (vulgo, escondê-lo num beco) e vir embora, com esperança de que ainda pudéssemos voltar. Viemos para casa.

Uns cinco minutos depois a A. e o P. chegaram a Schöneberg, tocaram em todos os nonos andares e foram informados de que já tínhamos ido buscar o frigorífico há imenso tempo, pelo que vinham também a caminho de casa.

Encontramo-nos todos chez nous, e fomos buscá-lo, de novo, para constatar que alguém tinha feito o favor de mandá-lo abaixo (olha que queridos) ou de transportá-lo na horizontal para uns metros à frente (há que ser optimista, especialmente depois de o ter trazido de mala aberta num Opel Astra muito velho, sentada numa posição muito estranha, e de o ter carregado quatro andares de escadas acima com o meu pé do costume).

Agora está na cozinha, à espera. Alguém se lembra de quantos dias deve um frigorífico ficar desligado depois de viver aventuras berlinenses antes de podermos testar se funciona? E o que faço se ele não funcionar? Pago para removê-lo? Vendo-o na Ebay? Levo-o de volta? No Metro?

Thursday, October 19, 2006

Se têm a verdade, guardem-na!


Os Fernandos Pessoas são como as luvas mágicas, dão para todas os tamanhos, de Caeiro para todas as infâncias a Soares para todas as adolescências.
Hoje apetece-me ler, em voz alta, aquele que descobri em último lugar, o Álvaro de Campos. Um daqueles poemas com muitos rrrrs, totalmente mastigáveis. Ou aquele, maravilhoso, "deixem-me sozinho!", o primeiro Lisbon Revisited.

Lá no fundo, no fundo...


Do blog, podem ficar a saber quantos dias faltam para eu ter de entregar a dissertação de mestrado, e assustarem-se comigo. Hoje são exactamente vinte e dois dias. Isso a cinquenta páginas dá duas por dia, se retirarmos uma semana para correcção, uma semana para isto, outra para aquilo, e umas horas de tradução todos os dias. Enfim, mais uma saga típica.

Wednesday, October 18, 2006

exercício de motivação


Falta muito pouco para entregar a tese, não mais do que algumas semanas, nem um mês sequer. Que é como quem diz, também pouco tempo para receber uns brincos de rainha, a única jóia que alguma vez desejei realmente ter, parte (a parte de que eu gosto) do gigantesco aparato dourado da minhota.*

De repente sinto-me crescida.


*bem, desde que cheguei à idade adulta, porque também houve aqueles bonequinhos que se penduravam em fios de prata, lá para 1990, 1991, lembram-se?

Mil Folhas de Alface


Só a minha mãe pode compreender realmente as saudades que eu tenho do Made in Portugal à hora de almoço aos domingos. Mas agora, com o Portal Pimba a angústia desapareceu e ando a cantarolar coisas como "quem toca o meu badalo fica toda consolada". Obrigado, do fundo do coração. Quem está regalada sou eu.

Tuesday, October 17, 2006

outra patente que eu cedo


Tal como há pára-raios, podia haver pára-pó, umas coisinhas que se punha numa divisão e que atraíam o pó (sem ser tapetes nem aspiradores). Inventem aí, que eu agradeço. E não cobro direitos nem nada.

PS:Desde que o aspirei que o meu computador funciona sem espiga, estou tão contente como se tivesse comprado um novo mas não gastei nem o trabalho de passar tudo, nem o dinheiro. E no fundo não queria nada deixar o meu bichinho lindo.

está um dia tão lindo lá fora


Está um dia maravilhoso em Berlim. As pessoas andam mais felizes pelas ruas e os touristas alemães que invadem a cidade hão-de ir embora bem impressionados (especialmente dois que eu e o meu amor encontramos no autocarro, que hão-de -espero eu- ir para a casa a pensar que toda a gente na capital respira felicidade e frescura), os homens e mulheres de negócios passeiam as gravatas por Potsdamer Platz um pouco mais alegres (e tortas), as senhoras da Biblioteca Nacional são amorosas, os funcionários pacientes, o turco da frutaria aqui de baixo diz "Angebot" com redobrada energia (não que isso seja necessariamente uma coisa boa, até porque "Angebot" é a única coisa que ele diz, nunca chegandoa explicar em que consiste a mesma). Treze graus e sol, existe algo melhor?


Adoro morar aqui.

Aronal e Elmex I




Toda a pessoa estrangeira residente neste país que já tenha falado com um alemão, alemão esse que já tenha falado com um dentista, acaba a pagar por dois tubos de pasta dos dentes, Aronal de manhã, Elmex à noite, vais ver, é fantástico, maravilhoso, imbatível, etc.
O que levanta imensas questões, como lavar os dentes antes de sair à noite, o que fazer a meio do dia, etc, etc. Qualquer alemão já se colocou estas, certamente vitais, questões da mais pura metafísica. Entretanto descobri, e partilho com vocês, que só se deve usar Elmex ao deitar mesmo, porque há-de haver para lá umas coisitas quaisquer que só deves ter na boca mesmo ao deitar. Uma alegria, este blog.

Mas isto não responde às questões todas. E se...

Aronal e Elmex II


Mas quando só queremos usá-la para secar borbulhas, qual devemos usar?

Saturday, October 14, 2006

Para não dizerem que neste blog não se aprende nada de útil (VI)


Isto não me parece tão excitante como o post anterior, mas aqui vai na mesma: aquela história de não chorarmos ao cortar cebolas se tivermos água na boca é verdade. Tirando se nos tiver acontecido uma qualquer outra desgraça, claro.

Para não dizerem que neste blog não se aprende nada de útil (V)

Quando queremos fazer espuma na banheira, mas dá uma trabalheira infernal, e para além disso queimamos as mãos, uma ideia genial, infelizmente não da minha autoria, é usar um batedor de claras.

Thursday, October 12, 2006

estou muito preocupada


Uma pesquisa por imagens no Google com o meu nome dá duas fotografias especiais: um beijo bonito do meu passado e os bigodes de Josef Estaline. Nem avanço teorias.

os ditadores divertidos

(um post que podia ser uma série)



Na Spiegel desta semana vem um artigo sobre o presidente da Calmúquia, uma república da Federação Russa. Iljumschinow é uma pedra. Fanático por xadrez conseguiu, tal como lhe tinha previsto a bruxa, tornar-se presidente da Federação Internacional de Xadrez, um desporto obrigatório nas escolas calmucas, em busca de talentos, buscaaliás que parece bem sucedida. O xadrez é também alvo dos maiores investimentos públicos, entre eles o pavilhão onde decorre agora a final, entre um russo e um búlgaro, que está a dar barraca face a acusações relaccionadas com o número de vezes que o russo vai à casa de banho (numa das ocasiões três em apenas 13 minutos) e com sistemas informáticos que o poderiam estar a ajudar a fazer batota.

Este ditador é também bastante divertido por gostar de contar em pormenor a sua experiência a bordo de uma nave extra-terrestre, as suas visitas à referida bruxa ou por espalhar pela cidade fotografias dos seus encontros com o Dalai Lama ou Putin. Em último detalhe, confessa ainda a sua admiração por Bush, um homem que põe ordem no planeta, e garante que a ideia de uma única naçao mundial não lhe desagrada, desde que se garanta a ordem e a disciplina.


PS:Para uma outra perspectiva, reacções a partir do mundo do xadrez no blog sobre kleist.

Wednesday, October 11, 2006

a ordem das coisas II


Compras para a casa nova:

1.Copo de ovo quente (certainement pas pour moi, je mange pas des oeufs au petit déjeuner, blergh!)
2. A Divina Comédia (com mais antecedência, mas bem fechadinha até cá chegar)
3. Espelho favorecedor
4. Uma verdadeira faca de cozinha, mais outra para legumes (já em pleno dia de mudanças)*.
5. Garrafa de vinho (idem)

*existem dois tipos de reacções face às facas de cozinha: as pessoas que as têm e cortam com elas, menos mal ou menos bem, e as que são um bocadinho chatas e com a mania, as lavam assim, as limpam assado...as primeiras pessoas transformam-se nas segundas mal compram uma faca decente. É duro, mas é a verdade...(ver acrescento pertinente da Snow, aqui).

Sunday, October 08, 2006

Sur l'éducation des enfants


Uma palmada de vez em quando não me parece demasiado grave. Por exemplo se alguém me tivesse chamado a atenção vigorosamente no dia em que eu escolhi continuar com Física em vez de continuar com Francês, eu não estava agora a olhar para a minha tradução como boi para Buckingham.

Thursday, October 05, 2006

which kind of german/central european are you?


Conversa entre Rita Maria e amor respectivo:

RM: Estou com um pouco de frio, acho que não estou a conseguir bem regular o aquecimento...
AR: Podes sempre perguntar a outro dos moradores, se tens os controlos no teu quarto provavelmente são para a casa toda, e eles devem saber como funciona.
RM: Sim, mas não quero perguntar a nenhum deles, porque só há dois tipos de alemães, os que acham que não é preciso aquecimento de dia, mesmo que se esteja em casa, e os que acham que de noite só precisamos dele ao adormecer e ao acordar, como se o nosso corpo não sentisse a temperatura durante a noite...
AR: Pois, faz muito melhor dormir num ambiente fresco...
RM: Gotch'you.

Agora a sério: Eu não preciso de muito aquecimento, mas preciso de constância, e o meu termostato não se desliga enquanto durmo. Fui educada no pressuposto de que não é civilizado ter frio em casa, e no preconceito de que os tipos da Europa Central eram todos mais espertos que os portugueses e tinham as casas aquecidas. Eu sou os tipos da Europa Central do meu preconceito.E agora, hihi, tenho os comandos no quarto.

Wednesday, October 04, 2006

a ordem das coisas


Collants Dior- 5 Euros.
Meia elástica- 21 Euros.

Conclusão: Ser refinado é mais barato do que torcer pés. É melhor começar a considerar essa hipótese.
ou
Conclusão: Torcer pés é o verdadeiro chique. Ter torcido pés em diversos países é melhor do que andar com as revistas num saquinho Chanel do Free Shop do Charles de Gaulle.

Tuesday, October 03, 2006

caipirinha



Eu não gosto de caipirinhas. Não gosto, ok, não gostas, tudo bem, pode ser, ok. Não gostas, é problema teu. E é, problema meu, eu não gosto mas deixo gostar os outros. Sim, sim, sim.

Mas também não é verdade. Porque o facto de a caipirinha ser cocktail hegemónico, mas o cocktail hegemónico que ainda é muito cool beber (suponho que o será até todos os alemães conseguirem pronunciar o nome como se acabassem de vir do Brasil e falassem aquele brasileiro exageradíssimo cheio de "karra" e "lehgaw") está a dar cabo da vida de quem beber tudo o resto.
Não só, como descobri no último sábado, se pode servir tudo num copo para caipirinha, de margueritas a cocktails com nomes esquisitos (estes copos devem estar muito baratos no Ikea), como desde há uns dois anos as caipirinhas têm vindo a entrar pelos Mojitos adentro, o que é absolutamente inqualificável.
Os mojitos são uma coisa que leva sumo de lima, não carradas de coisas verdes já meio espremidas lá dentro. Quando peço um Mojito, não quero duas limas lá dentro. Um mojito não é uma salada de fruta. Um mojito não pode ser essa coisa aí da foto. E também não quero açucar mal batido. Quando quero um Mojito, não é porque queira uma caipirinha feita com o alcool errado onde caíram por acaso umas folhas de menta.
Bebam as vossas caipirinhas, e deixem a malta em paz!


Da decoração de uma casa


Decorar uma casa é como vestir-se. O principal ingrediente é o bom gosto, mas a coisa, para dar gozo, exige também uma boa dose de sentido de humor.