Monday, March 31, 2008

toma que é bom para a tosse




A mim a coragem dá-me como a tosse. Ando dias e dias a engonhar, por exemplo com uma candidatura, e depois de repente tenho um ataque e faço tudo muito rápido, antes que acabe o ataque. Na última parte, (por exemplo a do envio da dita candidatura) fecho os olhos com força. A seguir assoo-me e volta tudo ao normal. Que é como quem dia, à engonha.

Sunday, March 30, 2008

primeira apreciação


O Twitter do Público é um serviço fantástico. Se funcionasse então nem se fala.

(Assim, com as mensagens às metades e os títulos das notícias em lugar de uma tentativa de reduzir a informação, torna-se um bocado chato (o meu, claro, ainda é pior))

Friday, March 28, 2008

está sol, está sol, está sol, está sol


Os alemaes sao como os adultos. Primeiro achamo-los ridículos, depois tornamo-nos um deles (como me ficará o tom lagosta?).

Saturday, March 22, 2008

podes ficar com o rebento que, além de embirrento, é parecido contigo


Será que a nossa relação sobreviverá ao facto de eu descobrir que há vídeos da Ágata no You Tube?

Monday, March 17, 2008

um mentiroso menos compulsivo acaba de me escrever algo grave sobre uma mentirosa cujo grau de compulsividade desconheço


Evidentemente que a única resposta certa é "Rita Maria, não te metas nisso", mas sempre me interessaria saber se há cada vez mais mentirosos coompulsivos (ie, que mentem à partida sem necessidade nenhuma mas muito regularmente), se sou eu que os atraio ou se só os detecto. Com estes dois incluídos conheço 3, talvez 3 e meio.

PS:Dando-se o caso de sermos amigos de uma dessas pessoas e querermos continuar a sê-lo, mas termos começado já a duvidar de tudo o que dizem, o que fazemmos?

Wednesday, March 12, 2008

Rapariga Portuguesa oferece Diccionários de Sinónimos


Se há coisas com que embirro na forma como os alemães tratam a sua língua (que adoro) são os diminuitivos ridículos e a palavra lecker.
Quando digo diminuitivos ridículos falo de studi, knobi, späti e outros que tais.
E quando digo lecker falo da palavra que os alemães usam para dizer: bom, nada mau, interessante, delicioso, saboroso, fabuloso, etc. (palavras cujo correspondente alemão, evidentemente, existe).
Com o que se estamos a conversar com um alemão e a falar sobre comida, por exemplo a dizer "isto está muito saboroso, a minha avó também fazia uma comida deliciosa, era mesmo boa, mas claro, ouvi também dizer que os moldavos cozinham muito bem, a minha amiga disse que a comida lá era excelente", esta longa frase se resume a isto "leckaleckaleckalecka". E não é só horrível porque pouco imaginativo e vagamento pornográfico, ou porque coloca ao mesmo nível todos os diferentes tipos de "bom", mas porque é uma falta de respeito enorme pela língua de Thomas Mann ou Fontane. Thommi, Fontani, lecker, lecker, lecker.

e agora eu tinha um pouco de tempo para respirar

...
e escrevia posts com os seguintes títulos:
- Se a portuguesa nao vai a Emanuel Nunes (um relato do concerto de Emanuel Nunes em Berlim)
- A novata e a Start Up (um post de trabalho com piadas sobre programadores e entusiasmo fresco)
- Anda lá, está bem, entao vens, nao sei, talvez já nao me apeteça (uma crónica sobre a chegada recalcitrante da Primavera)
- Somos muitos muitos cem mil (um post comprido sobre a avaliaçao, a ministra e o conceito alargado de democracia mais noçoes básicas de governance, enfim, um daqueles posts que ninguém lê)
- Da existencia burguesa em 38 metros quadrados à emigraçao para Bordéus (sobre planos romanticos e irrequietos de deixar a cidade, respondedo ou nao ao andar perdida - encontrar-se perdendo-se)
- Do Feminismo em alemao (como a Alemanha me fará feminista e a esquerda feminista alema ainda fará de mim um macho latino)
- Apfel Strudel (15 dias de desejos e uma receita com massa muito fininha)

Enfim, era uma alegria. A modos que tentarei escrever um, entre hoje e amanha. A votos, claro.

Friday, March 07, 2008

os alemães são tão fofinhos II


Ministério da Ciência e Tecnologia, uma delegação do Vietname está de visita e a bandeira do Vietname está hasteada ao lado da alemã. Vários vietnamitas estão na zona, seriam talvez 15. A polícia impede-os de se manifestar.
Uma polícia e uma vietnamita de meia idade discutem a legitimidade dda coisa, a polícia diz que compreende, mas não pode ser assim, tal e tal. Podiam ser duas senhoras na paragem, uma asiática mais velha e uma polícia a passar pouco dos trinta com ar de rapariga do campo. No fim despedem-se:

Senhora asiática (ie manifestante ilegal): Então muito obrigada, tenho um resto de um bom dia.
Senhora polícia (ie agente da repressão): De nada, um bom dia para si também.

esta semana


O appetido vem na Focus.

Saturday, March 01, 2008

três cavalos de uma mulher índia





Número de formas diferentes de que uma pessoa se pode enganar ao aplicar uma alça a um soutien:

1. Coser a alça do avesso.
2. Coser a alça do direito, mas na direcção errada (costas abaixo em vez de costas acima).
3. Coser a alça do direito e na direcção certa mas não considerar que sem a redondelazinha de plástico as alças não serão ajustáveis (burrice especial, uma vez que conseguir alças mais ajustáveis era o objectivo).
4. Aproveitar as redondelas antigas mas cosê-las do lado errado.
5. Coser tudo direitinho mas ter de deixar tudo a meio porque já não há linha nem preta nem branca depois de tanto erro.

Resultado: 9€, pelo menos 3 horas de trabalho e a conclusão de que a burrice não tem limite, pelo menos a minha. Mamas mais aconchegadinhas e felizes. E uma declaração de amor por título.



o post da semana


A Ana Oliveira tem uma praga de Joaninhas em casa:




Roubei esta fotografia para ter a certeza de que vocês seguiam mesmo o link. A praga de Joaninhas é deliciosa, os desenhos são também muito bons (e às vezes estão à venda) e o resto do blog também não é de deitar fora.

a propósito de inconfessáveis


Uma vez comprei um livro da Cathy sobre o dia da mãe. Não gosto nada desses livrinhos típicos, mas este era muito bom. A certa altura a Cathy comentava que não conseguia fazer uma coisa qualquer, não me lembro qual (certamente uma travessura) sem ouvir a voz da mãe a criticá-la.
Eu também sou assim. Como as mães têm sempre razão, considero esta voz off muito útil.

No entanto, estou a chegar à conclusão de que tem de ser recarregada de tempos a tempos. Se não vejo a minha mãe urgentemente ainda começo a tirar macacos do nariz na rua ou a usar mini-saias com decotes (ok, ainda não cheguei tão longe).

asozial


Alguém que me perdoe, porque isto têm realmente o seu grande quê de grandessíssimno egoísmo, mas se uma amiga que mora ali ao lado (e que nunca põe cá os pés, devendo ser da opinião que o meu namorado é um serial killer de conversas de gajas, conversas de gajas essas que no caso são daquelas que eu não quero ver mais à frente) me telefona às nove e meia da noite e acha que eu vou sair do meu quentinho e pousar o copo de vinho que estou a beber com o citado serial killer para ir beber chá 100 metros ali à frente, eu acho isso, lá no meu íntimo, "uma grande lata". E no fundo é só um convite simpático.

(o blog, o paraíso dos sentimentos inconfessáveis)