Tuesday, May 27, 2008

biografia muito curtinha


rita maria: Nasci impaciente aos 8 meses e fiquei assim.

ferra: Chego lá tarde. Mas, depois, recupero.

cristina: Cidadã do mundo desde os 15 meses.

snow: A treinar para ser uma hard core granny

(os números não contam, o "e" também conta pouquinho - o desafio passou-me a M., eu passo para vocês, em vos apetecendo resumir a vossa vida em 6 palavras, ou 7 e um número. Também podem fazê-lo nos comentários, depois publicamo-la juntos)

rita maria e as frases "os cães desta raça"


Um filme de terror live, numa divisão demasiado perto de si ou "como nao explodir" ou ainda "era só o que faltava explodir, isso era perfeitamente idiota" e "com efeito, tens razão, vai tomar banho".

Monday, May 26, 2008

entao se isto de ser uma gaja com uma carreira é assim


...entao muito obrigada, deixe estar, passe-me já à reforma.

PS:Estava a brincar. A grande questao é se chego viva ao fim da semana.

Friday, May 23, 2008

virgem maria santíssima e mais as trindades


Este blog (este mesmo que voces lêem) foi citado no Top of the Posts do blog das Produçoes Fictícias três vezes (!!!). Nao é para me gabar, mas isto quer dizer que alguém das Produçoes Fictícias (provavelmente um desgraçado estagiário) leu este blog pelo menos três vezes (!!!) e ainda por cima lhe terá achado algo de interesse (mas é melhor nao entrarmos por aí, a blogosfera tem dias muito fraquinhos). Vou ali crescer 5 centímetros e já venho (pode ser que ainda hoje, dependendo do tempo que demorar a corrigir a baínha das calças).

filosofia de chinelo


Uma vez num blog alemao fantástico (o nothing,ein offenes weblog über den eigenen verfall ), um dos participantes definiu ser adulto como "comprar bebidas alcoólicas sem o objectivo de consumo imediato. Fazer uso de conceitos como 'abastecer o bar lá de casa'" (isto em traduçao muito livre e de memória).
Ora eu realmente tento fazer isto com a despensa e o frigorífico e livrar-me do hábito, aborrecido e por alguma razao misteriosa bastante mais caro, de ir ao supermercado todos os dias. Uso conceitos como "abastecer o frigorífico", "legumes em variedade" ou "ter coisas". O congelador vai funcionando, mas cheguei ontem à conclusao de que a única coisa de que consigo abastecer a minha cozinha é de bolores: verde, branco, amarelo, vermelho, azul. Bolor em todas as cores do arco íris.

PS:Escapou-me a parte em que isto se tornava filosofia de chinelo, assim nem isso. Vou pensar no assunto.

Friday, May 16, 2008

caí de uma nuvem


E devo ter torcido algo mais que o pé do costume, porque estou que não posso. Não é triste, é incomodada, um misto de tristeza, revolta emprestada e empatia excessiva. Vá lá alguém perceber o mundo.

PS: Nada para sustos, a mim não me aconteceu nada tirando ficar com mais uma estagiária e mais trabalho. Mas não são só as coisas que nos acontecem a nós que dão baques no estômago. Como passo a vida a tentar traduzir (nenhum sucesso), isto quem não se sente não é filho de booa gente.

Thursday, May 08, 2008

o homem alemão


Qual a maior diferença entre viver com um homem alemão e com um português? Há várias teorias, há quem fale de uma frieza que nunca experimentei (na verdade, sempre que ouço esta teoria arrepelam-se-me os pelos da nuca), as brasileiras falam de uma exacerbada fidelide que espero experimentar por muitos anos, muito se diz por aí sobre sandálias com meias.

Mas a verdade é que a diferença principal é esta: uma gaja está na cozinha e vê entrar um daqueles insectos que fazem barulho quando chocam contra as coisas. Já o gajo português teria morto o bicho com o chinelo há meia hora, ainda lá está o alemão armado de um copo de vidro e de uma carta do seguro de saúde a aprisionar o bicho, para o ir depois carinhosamente devolver à liberdade.

(seguir as etiquetas na barra ao lado para mais sobre os homens alemães e os alemães no geral)

Wednesday, May 07, 2008

ali, muito ao fundo,


debaixo de todas as preocupações, estou eu.

Monday, May 05, 2008

ainda sobre o acordo ortográfico


Assinei aqui a petiçao contra o acordo ortográfico de 1990 (que descobri via Estado Civil). O texto, se esquecermos algum ressentimento em relaçao ao Brasil do qual nao comungo (ao me parece que as línguas sejam de quem as inventou, mas sim de quem as fala logo, aceito sem ter de engolir em seco que eles sejam mais e internacionalmente mais importantes do que nós) e a falta de um argumento que me parece importante (o da defesa da pluralidade e da diferenciaçao da língua como riquezas culturais), está bastante bom (esta frase foi obra, caberá mais um parêntesis? (cabe pois!)).

Em resumo: que os textos das Naçoes Unidas venham em Português do Brasil ou em Espanhol da Argentina, parece-me pouco relevante. Que os senhores diplomatas gastem três dias a discutir grafia, também (que façam um acordo entre si, se lhes apetecer). Porque há-de a língua ter como prioridade resolver os desmandos da burocracia diplomática?
Já a literatura, a etimografia e a cultura, sao meus, e dos que falam Português de maneira igual, e dos que falam Português de maneira diferente. Nossa e diferente, viva.

De modo que se também a sentem como vossa, sugiro que assinem também.

PS: Está visto que este nao é o post ideal para escrever do trabalho sem acentos, mas enfim, vi, assinei logo e tive de vos contar. Coisas do coraçao.

PPS: Outra petiçao, esta a meu ver com um texto bastante pior (um pouco ressaibiado e a dar para o elitista) aqui, que agora tudo o que é petiçao vem por e-mail. Eu por mim já estou por todas. Desde a ficha de inscriçao do PC que nao assinava nada que tivesse sido já assinado pela Zita Seabra.

Friday, May 02, 2008

do amor, da dor e do medo


Se somos nós mesmos e também uma outra pessoa, e sobre essa pessoa paira uma névoa que pode significar uma grande perda, temos em nós também a névoa, a dor e o medo. Mesmo que, no limite, não sejam os nossos. Porque, nesse mesmo limite, são tão nossos como poucos.

Thursday, May 01, 2008

alguém aí com um questionário à mão?


Acabei agora de ler The Golden Notebook, cujo título em Português desconheço, pelo que preciso que alguém me volte a perguntar com urgência quais os livros mais grandes que já li.
Não consigo, claro, dizer até que ponto ler este livro possa ser uma experiência tão absolutamente imensa para alguém que não seja mulher nem tenha feito parte de um Partido Comunista, mas estou convencida de que a sua grandeza se manterá, tal como a sua enorme fecundidade.

No sentido directo, do formigueiro que me deixa nos dedos e da vontade que me suscita de pensar muito e escrever algumas coisas, coisas então "verdadeiras". Não blogáveis, nem que se possam reduzir a e-mails ao meu amor sobre as danças dos smarties e as alegorias que invento enquanto separo cores, coisas grávidas de verdade, daquelas de que se fazem os livros dignos desse nome. Se calhar podemos todos, em determinadas janelas de oportunidade, escrever grandes romances.

Entretanto, penso muitas coisas, sorrio muito, sinto-me muito fecunda e vou lavar a loiça. Ainda não será desta, está visto, mas gosto deste sentimento francamente optimista de que a grandeza está, como o amor, ao virar da esquina, e não num absolutamente inalcançável lá muito ao fundo.

(e eu a escrever isto sem nenhum medo do ridículo, hem?)