Monday, December 29, 2008
Saturday, December 27, 2008
Saturday, December 20, 2008
Em Lisboa a ver correr o Tejo da janela
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Rita Maria
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Thursday, December 18, 2008
oops
Primeiros desafios da vida de solteira: encher os pneus da bicicleta (0-1 para a bomba esquisita que me deixaram); tirar a minha mala do muito lá de cima em que está (1-0 para mim).
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Rita Maria
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Wednesday, December 17, 2008
o primeiro grande argumento para votar nas eleiçoes para o parlamento europeu
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Rita Maria
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e a questao do dia é...
Agora a coisa é diferente. Já nao sonho ser jornalista, nem comprar aqueles sapatos que vi na Mango, nem sair de casa para ir morar sozinha, nem ser deputada pelo Partido Comunista. Logo, nao faria muito sentido continuar a sonhar com o mesmo rapaz, ainda por cima depois de realizar esse sonho.
Logo, a questao do dia é: com que tipo sonho eu aos 26? O que quero para mim para além de qualidades que já nao seria capaz de dispensar, da cultura, da inteligência ou do coraçao grande? E de um certo estar-bem-com-a-vida, que esse sim faltava?
Tenho de ir ali sonhar um bocadinho.
Ah, o futuro. Continua a ter o seu quê de angustiante, mas é tao excitante como aos 14 anos.
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Rita Maria
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08:31
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Tuesday, December 16, 2008
e a questao do dia é...
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Rita Maria
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Sunday, December 14, 2008
Budapeste
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Rita Maria
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10:46
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putting all my eggs in one basket
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Rita Maria
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Wednesday, December 10, 2008
post muito curtinho só para a minha mae e para a helena e talvez mais duas ou três que nao tiveram desta vez oportunidade de intervir
Mulheres fantásticas da minha vida, o meu sentido obrigada.
PS: Em jeito de explicaçao - eu ia na rua muito triste, olhei para a minha pele e pensei: Ena, que coisa mais confortável.
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Rita Maria
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Tuesday, December 09, 2008
hitler, esse grande social-democrata
Num tom muito contemporâneo, conta ainda como os não contribuintes são muitas vezes gente com cara de "gente de bem" (uma opinião aliás muito em voga sobre pessoas envolvidas em negócios obscuros em Portugal).
Ora segundo o Insurgente, ensinar as pobres criancinhas de que é dever da maioria dos cidadãos pagar impostos é uma coisa nazi e totalitária. O que espanta por várias razões.
Um, porque sendo o princípio do pagamento de impostos um princípio ideológico, tal como o são no geral o estado de direito e a obrigação de cumprir a lei, era um princípio ideológico acerca do qual estávamos todos mais ou menos de acordo, assim como a liberdade de expressão. Dizer que fomentar o cumprimento da lei é contrário à democracia plural tem o seu quê (está aqui).
Dois, porque a fuga aos impostos é um problema tão evidente em Portugal, e a necessidade de educação cívica no geral uma calamidade tão alardeada pela nossa Direita, que me espanta que ninguém ache que se deva começar a educar as crianças para os seus deveres que são, aliás, também os seus direitos, nomeadamente o direito a pagar menos impostos, que dantes costumava ser caro aos liberais.
E por último porque fazer alusões ao fascismo (e directamente ao Holocausto, ainda por cima) porque o Estado tenta educar os seus cidadãos de forma a que não se tornem gente com "um ar sério", podia dar a entender que os liberais acham que o pagamento de impostos é uma característica do fascismo que importa combater, o que, embora sendo uma ideia que explicaria muitos dos comportamentos da nossa classe económica, não me parece ser uma ideia que os liberais queiram defender (noutro texto, no mesmo blog e também no Diário Económico, explicam como fazem para fazer equivaler Hitler ao pagamento de impostos e ainda mostrar à malta que lêm alguma coisa e são intelectuais: é muito divertido e vem assinado por um doutorando em ciência política, isto é, um fulano que começou uma coisa que ainda não acabou e que acha que isso é um título de categoria e uma boa forma de se apresentar (estudante não soa tão (de) bem)).
Com isto dos blogues, às vezes uma pessoa convencia-se de que tínhamos uma direita inteligente. Com isto dos blogues descobrimos que são os mesmos de sempre. Isto é, gente de bem (com fracos conhecimentos de línguas estrangeiras).
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Rita Maria
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20:04
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agridoce
Hoje, no trabalho, notícias boas a par com notícias más, o meu futuro contrato novo e dez colegas à procura de emprego em Janeiro. Mundo duro.
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Rita Maria
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13:20
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clube das pessoas que ainda nao sentiram nada que se pareça com o que é hábito chamar-se de espírito natalício
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Rita Maria
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Monday, December 08, 2008
rita maria junta-se ao trend
Nao lhe fiz muitas perguntas, mas fiz uma com toda a clareza: o que acontece no momento em que eu quiser desistir? E ela disse-me com clareza que eu recebia o meu dinheiro de volta menos os juros e a parte paga pelo Estado. Ou seja, todo o dinheiro que lá meti.
Ontem recebi 20 cêntimos de volta. Exactamente 20 cêntimos de Euro. Podia ir cortar a senhora às fatias, acusá-la de fraude ou coisa parecida e depois perguntar-lhe se está frio na cadeia. Também me interessa saber quanto terá ela recebido de comissao. Nao tenho tempo nem vontade.
Com o que fui enganada por um banco pela primeira vez. E pela última.
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Rita Maria
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09:02
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Friday, December 05, 2008
Bruxelas
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Rita Maria
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09:50
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Monday, December 01, 2008
berlim e a disneylândia
Nisto cai o muro e depois de muitos "vamos mandar isto abaixo, agora é que é" aniquilaram o parlamento comunista, que envenenava o ar da cidade por ser parcialmente tóxico e começaram a discutir o que por naquele lugar, até porque ao que parece se nao pusessem nada a ilha onde tinha estado o parlamento era pouco estável.
Ora Berlim tem desde sempre o defeito de querer parecer histórica, critério que seguiu nos seus tempos áureos na construçao dos seus edifícios públicos, todos destinados a parecer só um bocadinho mais antigos. Um hábito saloio, mas compreensível na capital de Prússia.
Entao estao sentados os deputados do Parlamento alemao a pensar em como desenhar o centro da sua capital e, por saloice, cobardia ou falta de originalidade só se lembraram de por lá algo que já lá estivesse. Parece que houve umas cavernas, mas nao ficava bem, a certa altura terá havido uns casebres e a certa altura houve um palácio. Ah, um palácio enorme e barroco. Aí está, exactamente o adequado.
Com o que decidem construir o mesmo palácio do antigamente e abrem um concurso internacional pedindo a arquitectos que reconstruam de forma totalmente igual três fachadas, para as quais nao há planos, só algumas fotografias antigas, e permitem alguma liberdade na quarta.
A duas semanas do fim do concurso, os arquitectos que estavam no Júri lembraram-se de finalmente abrir a boca e explicar que aquela ideia nao era arquitectura, nao era nada. Ontem, depois de o júri ter escolhido por unanimidade nao o projecto que acharam melhor (para quem inventaram uma mençao honrosa), mas o que era mais conforme ao que era pedido, um dos membros mais importantes do júri explica ao Spiegel que o que estao a fazer é "ficçao histórica".
E eu assino por baixo. Esta paroleira que vao construir no meio da cidade que me adoptou é isso mesmo, um palácio de plástico da Cinderela, um romance histórico barato, daqueles para mulheres de meia idade, que os usam como entretimento leve e vagamente cultural, forma de gastar lágrimas que andavam por aí por cair num dramalhao com corsetes ou motivaçao para perder os dedos cuecas abaixo quando o princípe desaperta o corsete da camponesa.
Quando eles acabarem de construir o seu palácio Harlequim, já eu estarei emm qualquer outra cidade. E quando me falarem da grande metrópole e capital cultural, cidade cosmopolita e vibrante de arte, poderei lembrá-los de que a última vez que atribuíram um projecto de milhoes de euros, escolheram uma reconstruçao manhosa, com uma quarta fachada moderna que nao é mais corajosa que prédio de escritórios da Avenida da República. Estes políticos nao merecem a capital que lhes calhou.
(E em Hamburgo a Filarmonia do Elba, linda, a da imagem. Ah, se a inveja matasse.)
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Rita Maria
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14:23
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