Tuesday, November 30, 2010
Monday, November 29, 2010
da transitoriedade (esperada) dos estados de alma
(isto nao é um post nao é nada, mas se o lerem como uma lista de links juro que vale a pena)
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Rita Maria
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a máfia das matrículas
À saída do edifício, somos aproximados por um rapaz musculoso que oferece matrículas por 3,99€ (e diz baixinho a seguir "de desconto") e, quando já estamos no contentor dele, nos vende duas por 40€ com um ar tao ameaçador que a maioria nem pia. Os que piam e tentam ir comprar a matrícula ao contentor do lado, onde pode custar, se for de um comerciante honesto, oito euros, são seguidos até esse contentor onde o primeiro vendedor continuará a assustar clientes fazendo um escarcel desgraçado (e musculado).
Há três bandos principais: um de uma família árabe, outro de um alemão com "duvidosa ascendência polaca" (nos jornais alemães às vezes pode-se escrever cada coisa) e um dominado pelos Bandidos, um dos dois gangs rockeiros da cidade (sim, Berlim tem dois gangs rockeiros, os Bandidos e os Anjos do Inferno).
Como resultado da sua acção conjunta e das suas ameaças permanentes, cada vez mais comerciantes são obrigados a deixar a zona e mudar de ramo, nalguns casos até com o apoio da polícia que lhes sugere "comprar um colete à prova de bala" ou até "deixar o negócio aos árabes, para que finalmente a polícia tenha descanso".
E isto tudo ali em baixo, no centro de Berlim, perfeitamente às claras e conhecido de toda a gente. Mas claro que não é só em Berlim: também há a máfia das matrículas de Nordrhein Westfalen, onde os seus opositores culpam o Partido Social-Democrata SPD, a que chamam Schilder Prägermafia Deutschlands (Máfia das Matrículas Alemã) e a quem acusam de não respeitar as decisões dos tribunais e de vender propriedade do Estado a estas empresas de mafiosos.
Será que devia contar-lhes que isto se resolvia tudo vendendo os carros já com matrícula incluída?
(roubei a imagem a um site um pouco nojento e definitivamente racista, pelo que nao cito, está bem?)
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Rita Maria
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Friday, November 26, 2010
já ouviram dizer que berlim em janeiro é um sítio horrível?
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Rita Maria
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14:41
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a melhor mae do mundo (liçoes para principiantes)
Nao sei se o que me enche a alma é o apoio ou o orgulho de ser filha desta mulher.
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Rita Maria
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Thursday, November 25, 2010
promessa de post - a máfia das matrículas
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Rita Maria
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Tuesday, November 23, 2010
da paz de espírito
Agora a sério, ninguém, Rita Maria?
Mas cada vez penso mais nisso e descarto mais hipóteses. Devo andar a fazer alguma coisa errada.
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Rita Maria
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dos mecanismos de compensaçao
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Rita Maria
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reforma compulsiva aos setenta e cinco?
Num artigo em que é citado acerca dos seus planos de reforma(!), o Dalai Lama explica que depois da criaçao de uma autoridade política em 2001 se considera semi-reformado e acredita que, a bem da democracia, nao deve ser envolvido nos trabalhos, tanto desta autoridade como do parlamento tibetano.
Também nao tem a certeza de que a instituiçao do Dalai Lama seja ainda necessária ou se deverá procurar um sucessor ou um substituto ainda em vida, mas parece que se quer mesmo retirar. Acho que é um desejo justo e um bom sinal para o Tibete, mas acima de tudo acho que bem podia começar uma moda.
Nem quero imaginar a velocidade a que se mexeria a Igreja Católica se o Papa se reformasse aos 75. Era coisa para deixar uma pessoa com tonturas.
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Rita Maria
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11:47
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Monday, November 22, 2010
é muito bonito e tal e tal mas nao contem comigo
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Rita Maria
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14:59
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Thursday, November 18, 2010
nao respire, quero respirar, nao respire, quero respirar, nao respire, quero respirar

Para o caso de ainda nao ter reparado ou de estar mais preocupado com coisas que tenham uma intervençao mais directa no tamanho do buraco do seu bolso, a cimeira da Nato em Lisboa é o acontecimento político do ano. Como é próprio de um acontecimento político, o papel da populaçao é o de lhe sobreviver, na medida dos possíveis. Neste caso, sobreviver-lhe pode ser resumido a uma mensagem: FIQUE EM CASA. Ou noutras palavras, nao se meta. Se tiver nascido antes de 74 e tiver conseguido sobreviver ao regime sem levar tareia, é provável que possa dispensar as dicas da Visao abraçando formas de comportamento já testadas, de contrário aqui seguem, ipsis verbis.
1. "Evite circular ou estacionar em toda a zona do Parque das Naçoes. Se morar perto, seja paciente."
Gosto bastante deste detalhe, porque só exige paciência a quem more perto, quem morar no Parque das Naçoes parece estar livre de ser impaciente, desde que traduza a sua impaciência numa inércia que nao dê lugar nem à circulaçao nem ao estacionamento.
2. Fuja dos trajetos pelos quais circularao as delegaçoes, bem como das áreas em volta dos hotéis onde estas estao alojadas.
Esta é uma das minhas favoritas. O cidadao deve investigar os hotéis onde estao alojadas as delegaçoes e os trajetos pelos quais circularao, fugindo de seguida a sete pés de tal local. Evidentemente que isto só se aplica a quem nao ficou em casa, mas exige-se a pergunta: devemos fugir de forma paciente?
3. Evite ser desnecessariamente curioso quanto aos locais onde irao estar presentes as delegaçoes.
A medida de curiosidade necessária no que diz respeito a uma organizaçao de que o seu país faz parte, que está correntemente em guerra e cujos fundamentos exigem do seu país que parta em socorro de outro caso esse assim o solicite nao é especificada pela Visao, mas supoe-se que, na ausência de uma escala oficial, possa ser arbitrariamente definida por qualquer membro das nossas estimadas forças policiais. Infelizmente, nao é claro como podemos evitar ser desnecessariamente curiosos acerca dos locais onde se encontram e pernoitam as organizaçoes e fugir das áreas dos hotéis onde estao alojadas e dos trajetos por onde se deslocam ao mesmo tempo.
Estou tentada a acreditar que o paradoxo nao seja acidental: na dúvida o cidadao pode sempre ficar em casa. In dubia nao te metas.
4. Adote comportamentos que nao atrapalham a açao policial. E lembre-se de que, por muito que o possam aborrecer, as indicaçoes dos agentes também se destinam a protegê-lo a si.
Se se cruzar com um corpo policial a espancar um cidadao, é recomendado que se afaste do local indicado. Caso nao siga esta indicaçao, claramente destinada a protegê-lo, é provável que leve também (ver ponto abaixo). Se existirem ramos de árvores ou pedras no caminho que possam atrapalhar a açao policial, é recomendado que os afaste. Estar no caminho também pode atrapalhar a açao policial, mas evite ser desnecessariamente curioso quanto ao caminho previsto.
5. Se participar numa manifestaçao, procure nao o fazer de face oculta e mantenha a cabeça destapada. Mas a polícia nao deverá aborrecê-lo se, em caso de chuva, cobrir a cabeça com o capuz do anoraque.
Como é evidente, participar numa manifestaçao é pouco compatível com ficar em casa, pelo que já de si é pouco recomendável. Caso o faça repare no entanto que é importante que a polícia o possa identificar nos vídeos e fotografias que faz deste tipo de eventos, que evidentemente só sao passíveis de ser utilizados como ónus da prova numa das direcçoes. Por outro lado, é possível que chova, altura em que, na sua infinita generosidade, a polícia nao me "aborrecerá" se eu cobrir a cabeça com o capuz do meu anoraque, o que me deixa bastante aliviada.
Infelizmente o artigo refere apenas anoraques, pelo que recomendaria perguntar a um agente caso tenha vestido antes uma parka, uma gabardine, um casaco ou tenha por hábito proteger-se da chuva com um chapéu impermeável. Tenha no entanto paciência e procure nao se mostrar desnecessariamente curioso.
6. A PSP também recomenda que se evite a associaçao a "grupos extremistas/radicais" (num primeiro documento, chamou-lhes "grupos com cariz anarco-libertário").
Desde que a Lusa garantiu que a polícia descobriu na fronteira panfletos anarquistas e anti-guerra, no mesmo tom que costuma usar para apreensoes de droga ou a descoberta de redes da Al Qaeda que o país ficou a saber que os anarquistas sao os maus da fita. Parece até que é fácil identificá-los, uma vez que, ainda de acordo com a Lusa, transportam consigo roupas pretas (se nao tem um anoraque de outra cor é recomendado que nao o traga para uma manifestaçao - aqui entre nós, eu também nao apostaria na capacidade da polícia de distinguir entre preto, cinza antracite e azul escuro. Jogue pelo seguro).
Ser contra a guerra, como se pode ler nas notícias da nossa única agência noticiosa, é também uma forma de extremismo, pelo que é aconselhado que, caso decida participar na manifestaçao anti-guerra (ou no concerto do Bloco de Esquerda, que se distancia assim de manifestaçoes extremistas convocadas por organizaçoes como a CGTP), opte por nao distribuir panfletos radicais que defendam o fim da guerra ou a anarquia. Alternativas bem vistas e consideradas moderadas sao panfletos defendendo a retirada faseada de países que salvámos recentemente ou cartazes exigindo pouco estado, uma coisa a caminho da extinçao do Estado mas convenientemente moderada e de resto bastante popular junto das autoridades.
7. Nao se associe a contextos de desordem pública e afaste-se imediatamente, se acontecerem... A carga policial nao há de tardar.
Dia 18 de Novembro de 2010 (alguém tem de ir assinalando a História): o dia em que um dos bastioes do jornalismo português explicou aos cidadaos nacionais que se nao se afastarem de "contextos de desordem pública" (cuja definiçao deve estar a cargo do mesmo agente que decide o grau necessário de curiosidade e os modelos de protecçao contra a chuva aceites) vao levar porrada da polícia que se lixam. Como se pode depreender do texto, a carga policial é a única medida prevista no caso de "contextos de desordem pública" que aconteçam (os contextos acontecem muito), o que nao deixa de ser cândido, nao me lembro de alguma vez isto ser admitido de forma tao sincera.
Ora no caso de uma carga policial, se nao está ali para apanhar está ali só para atrapalhar, o que como já vimos nao é de forma nenhuma indicado caso deseje "sobreviver ao acontecimento político do ano" (é de mim ou este verbo tem vindo a ganhar uma tonalidade algo mórbida à medida que as "dicas" avançam?).
8. Numa situaçao de emergência, mantenha a calma e ligue para o 112.
Se estiver a assistir a uma carga policial, por exemplo, o que como já vimos só é aceitável se morar num edifício com vista para a mesma (altura em que terá cumprido a 'dica' de ficar em casa mas pode ainda estar a ser desnecessariamente curioso - cuidado!), pode chamar o 112 caso existam por exemplo demasiados cidadaos a atrapalhar a açao policial. O 112 pode também ajudá-lo caso tenha apanhado uma pneumonia à chuva ou tenha torcido o pé fugindo em debandada de uma rua onde ia passar uma comitiva. Por outro lado, se o seu problema for o excesso de roupa preta no armário ou as dúvidas face a como combinar casacos de outras cores que nao preto, a mini-saia tem escrito bastante sobre as possibilidades do camel, uma cor muito em voga nesta estaçao. Infelizmente a pesquisa por anoraque nao devolve nenhum resultado.
(a fotografia é mesmo do site da PSP, nao sou eu que ando a ver filmes a mais)
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Rita Maria
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a couple of flurries
Agora que já caíram as folhas todas (e que lindas que elas eram!), o Outono começa a fazer-se frio e na semana que vem caem os primeiros flocos de neve, de acordo com o AccuWeather. Ah, a poesia da mudança de estaçoes, o lirismo da passagem do tempo.
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Rita Maria
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Wednesday, November 17, 2010
life as rita maria
Estou mesmo a precisar de férias.
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Rita Maria
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20:08
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e nao é que em 2005 o meu padrasto já tinha dito tudo o que havia para dizer sobre manuel alegre numa só frase?
"Manuel Alegre teve uma oportunidade única, e desperdiçou-a várias vezes."
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Rita Maria
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wake up and smell the coffee
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Rita Maria
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por um mundo em que alguém se ria de mim
uma espécie de manifesto
Educamos as nossas crianças para nao olhar, nao apontar, nao rir dos outros. Cada vez mais criamos uma sociedade em que o cúmulo da boa educaçao é fazer de conta que o outro nao está presente - damos-lhe assim mais liberdade de ser (especialmente em Berlim onde ninguém nos olha de esquina por sermos diferentes), poupamos-lhes a humilhaçao ou o desconforto, mas também nos tornamos mais anónimos, mecanizados, funcionais, isolados. Mais sozinhos.
Isso quer dizer que estou muito cansada, claro. Mas também que hei-de ensinar os meus filhos nao só a procurar activamente pessoas que possam precisar do lugar deles no comboio, ou a deixar a mochila no colo em vez de no banco do lado, mas também a rir-se com as pessoas de coisas engraçadas e a flirtar com rapazes giros ou velhotas expressivas. Na mesma leva do samos uns prosoutros, vou-lhes contar que somos uns com os outros, que isto uma sem a outra nao faz sentido. E que às vezes isso se traduz numa gargalhada simpática.
(a cena do Mon Oncle nao é a que estava à procura para ilustrar este post, mas é a mesma colina. Conhecem a cena, aquela em que as crianças assobiam, as pessoas que passam de bicicleta olham para trás e esbarram de seguida contra o poste? É genial, vou ver se encontro o vídeo)
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Rita Maria
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Tuesday, November 16, 2010
a pasionaria mais doce
Com o que sempre vos conto que a única soluçao para um bad hair day é música revoluccionária.
(de preferência do vosso bairro, locally grown produce, organic, iata, iata, iata)(e se nao gostar de música revoluccionaria pode ser outra coisa? Nao, as pessoas que nao gostam de música revoluccionária merecem bad hair days e as neuras acopladas, lamento muito)
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Rita Maria
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Monday, November 15, 2010
dá-me um copinho de vinho, isso sim maridinho, isso sim maridinho, água fria faz-me mal
(esta mulher é muito boa) (nao se queixem, encontrar coisas destas vale pelo menos tanto como escrever um post sobre o meu fim de semana aborrecidíssimo)
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Rita Maria
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carta a um filho
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Sunday, November 14, 2010
quatro (quatro!) e um quarto
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Rita Maria
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Friday, November 12, 2010
rita maria e os fatos da vida
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Rita Maria
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Wednesday, November 10, 2010
another homo issue
Por exemplo penso worth, sei o que é e como se escreve, mas os dedos lembram-se primeiro de como se escreve worst, que nem é assim tao semelhante do ponto de vista do som, e escrevo.
Uma pessoa pode contrair dislexia aos vinte e oito anos?
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Rita Maria
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08:47
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Tuesday, November 09, 2010
e porque isto, tem dias, é o blog oficial do clube de fas da Helena
(roubei a imagem ao José Bandeira, que também é muito bom e também por lá anda, mas esse já tem clube oficial de superior qualidade, pelo que eu calo-me muito caladinha)
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Rita Maria
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la vie en rede
Sem internet o meu dia de ontem resumia-se a "passei o dia todo a tentar encontrar uma pessoa para uma posiçao, sem sucesso".
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Rita Maria
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Monday, November 08, 2010
muitos anos depois, esta continua a ser a minha opiniao sobre ter uma casa só para mim
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Rita Maria
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uma pessoa desaparece por um fim de semana e o mundo vira-se do avesso
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Rita Maria
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revolucionário, esquizofrénico, fofinho e....pim?
Nao sei o que mais me irrita. Talvez seja o facto deste senhor insistir na sua campanha e discurso esquizofrénicos (uma campanha contra os partidos e as elites políticas, dos cidadaos, tendo como candidato um membro do PS que critica o governo e quatro anos depois um candidato do PS, mas ho!, ho!, ho!, também da sociedade civil, que é apoiado pelo Bloco de Esquerda, indo depois a congressos da CGTP explicar que as políticas do PS, partido pelo qual se candidata à Presidência da República, sao do piorio).
Como se devêssemos todos fazer greve e fazer parar o país para dar aos camaradas do Governo um alerta, discretamente, com o cotovelo, acompanhado de um piscar de olho, sobre o facto de que no fundo, lá mesmo no fundo da nossa racionalidade democrática, somos talvez da opiniao que o estado das coisas se mantinha melhor indo por um caminho ligeiramente diferente. Como se nao fizéssemos uma greve geral porque estamos cansados de vir em quinquagésimo lugar antes de uma pluralidade de mercados, regulamentos, grupos económicos e agentes desconhecidos, como se a greve geral fosse um instrumento que os sindicatos aplicam a seguir à conferência de imprensa sobre estarem tristes com a política do governo, como se nao tivesse chegado o momento do descontentamento ser revolta. Como se isto nao fosse um momento chave da luta pela sobrevivência de um país cada vez mais condenado à pobreza, mas uma amável partida de xadrez no gentleman's club da esquina, onde se reúne para falar de política a fracçao da esquerda que acredita no Pai Natal.
A partir de Janeiro, a minha família, que conta com três crianças em idade escolar, vai receber seiscentos euros a menos (nao estou a contar com os cortes do abono porque se bem me lembro nunca tinha sido nada de assinalável). Se encontrassem José Sócrates na rua, duvido que o quisessem informar amavelmente da sua discordância face a uma política que se calhar nao é a mais inteligente e sugerir, entre um macarron e um cafézinho, que se calhar preferiam que o país tivesse menos BPN, menos submarinos, menos pobreza e menos desigualdade.
Mas o melhor que a esquerda conseguiu arranjar neste contexto foi um poeta medíocre que vai aos congressos da já hesitante CGTP repetir deixas dos ursinhos carinhosos. E, entre o PS, que está no governo, o Bloco, que é contra as políticas de austeridade mas também apoia o Grande Ursinho Folgazao e o PCP, tao fechado em si mesmo que nao reconhecia a luta de classes se ela lhe caísse em cima, vao-nos convencendo que este senhor é a única alternativa viável a Cavaco e o último reduto, o único caminho possível para uma esperança qualquer.
O que se calhar é verdade, mas nem por isso é menos triste.
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Rita Maria
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Friday, November 05, 2010
e-u-d-i-g-o-m-u-i-t-o-d-e-v-a-g-a-r-i-n-h-o-p-a-r-a-n-a-o-s-e-a-s-s-u-s-t-a-r-e-m
Quantos anos de impostos é que era mesmo preciso antes de meter os papéis para a cidadania?
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Rita Maria
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Thursday, November 04, 2010
may you live in interesting times
Há quem garanta que se tivesse vida nao tinha blogue, da minha parte sempre vos conto que tenho mais vida porque tenho um blogue.
Conheci pessoas que fizeram de mim uma pessoa melhor, aprofundo mais as minhas opinioes de algibeira porque tenho de com elas enfrentar a vossa exigência, vivo mais intensamente as minhas anedotas porque vocês também se riem, leio livros que me recomendam, vejo filmes de que me falaram, faço paes que conheci noutros blogues, descubro a vida com outra urgência, partilho as poucas certezas que tenho e o meu optimismo de mundo sabendo que do outro lado me lê a Clarinha, que também acredita que há um cantando e rindo escondido em cada dia cinzento.
Sou mais porque sou convosco e estou-vos muito agradecida.
(já tinham reparado neste senhor de lancha no Bosch? Está tudo excitadíssimo com o Chaplin e a senhora que fala ao telemóvel, mas eu cá hei-de continuar a fazer descobertas improváveis em pinturas antigas)
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Rita Maria
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Wednesday, November 03, 2010
toma que é para veres como é útil dar todos os pormenores da vida nas caravelas uma vez de dois em dois anos até à exaustao
Agora uma das minhas melhores amigas, tártara, tem uma coisa no lábio devido à falta de vitaminas (suponho que para o lado da Grande Mae Rússia se dêem antes a fundo as frieiras).
Fiquei com pena dela, mas nao demasiada - andam por ali pela História afora como se Portugal nao tivesse tido um passado áureo e depois é vê-los para aí, quase trinta anos, sem saberem estas coisas fundamentais.
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Rita Maria
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13:53
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ainda a dizer disparates curtinhos

Desde sábado que uma queda de bicicleta me deixou com muito mais espaço na cabeça e ainda nao tive nem uma ideia nova (a Ginger está fina, claro, que as quedas de bicicleta sao como os pacotes de austeridade portugueses - é ela que se acidenta mas sou eu que fico com nódoas negras, roxas e amarelas e galos na cabeça) (dirao vocês que sou eu que vou ao volante - pois devolvo-vos a responsabilidade insistindo na metáfora...e agora?) (de resto as bicicletas nao têm volante).
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Tuesday, November 02, 2010
post deprimido ou deprimente ou nem uma coisa nem outra mas lá que nao é boa coisa nao é
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Rita Maria
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entre o pensar pequenino e o nao pensar de todo
O que é assustador nos comentadores diz-que-sim-senhor é que já nao defendem as políticas dos políticos da sua preferência, basta-lhes atacar a alternativa mais evidente. De cada vez que já nao podemos esconder a indignaçao garantem-nos que, estando nós entre a espada e a parede, eles sao ainda a parede. Com o que vao vendendo baixinho também a mensagem subliminar de que, assim como assim, nao nos podemos mexer.
Até ver. (olha aqui um bocadinho de esperança escondido perfeitamente ao despropósito)
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contos exemplares
Era uma vez uma rapariga que nao tinha nenhum medo de mudanças e brincava com cenários alternativos pelo menos três vezes ao dia. Depois ameaçaram cortar-lhe umas arvenzinhas que tinha em frente à janela e foi um drama de meia noite, que se lhe cortassem as arvenzinhas tinha de sair dali e nao queria sair nem por nada. Conta-me histórias, Rita Maria.
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Rita Maria
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anybody find me
Nao nego que somebody to love também desse jeito mas (tem dias, claro) em que somebody to cook (for) me chegava perfeitamente.
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Rita Maria
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Monday, November 01, 2010
um sentido de ironia muito filho da puta
(em jeito de disclaimer: eu nao digo palavroes, é verdade. Mas se calhar andava só a guardá-los para quando fosse preciso, para quando fizessem sentido, para quando o resto do vocabulário nao me chegasse. Acho que foi agora, olhando para este plano de austeridade, para onde corta e especialmente para onde nao corta, asco e vergonha vao chegando cada vez menos para explicar o que sinto face à nossa miséria e ao empenho com que a perpetuamos)
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Rita Maria
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17:17
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meu deus, isto dos blogs funciona
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Rita Maria
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