quando eu for grande
Eu não sou pessoa de ligar muito a dinheiro (o meu sonho financeiro é chegar ao ponto de nao ter de me preocupar com ele)(ok, isso e com quatro filhos) e estou longe de acreditar que faça alguém feliz, mas ultimamente o meu salário e as minhas despesas fixas encontraram-se ali num ponto intermédio muito razoável e deixaram-me uma sensação de liberdade e leveza indescritíveis. Longe das férias milionárias, das compras desvairadas ou da possibilidade de assumir despesas fixas de grande envergadura, mas confortável.
Hoje apercebi-me de uma parte desta nova liberdade e sorri muito: compro os livros que me apetece ler. Ainda compro, se não ler a língua original, a versão mais barata de entre as línguas que leio - old habits die hard.
Mas nunca mais estive sem livro. E isto, especialmente à minha velocidade de leitura (também conhecida por sofreguidão troglodita) não deixa de ser assinalável.
Acho que é a primeira das minhas ilusões acerca do "ser adulta" que se torna realidade, assim sem tirar nem por.
(a fotografia que parece do Bookshelf Porn é da biblioteca de Weimar. Gosto muito porque nao só é linda e confortável, como ainda tem espaço para crescer, prateleiras para o potencial) (sim, eu sei que para a maioria dos leitores deste blog isto foi envergadura financeira atingida em 2002 e também sei que é muito pelintrinha estar feliz por tao pouco, mas o meu tao pouco é tanto)

