Desportivismo Tomates Graça
No fim de Bartleby, o tradutor Gil de Carvalho (edição Assírio & Alvim) diz-nos que «o melhor mesmo é lê-lo no original». Não admira que esta observação, vénia lhe seja feita, apareça no final.
Pquê?
Não imagino melhor forma de começar o ano do que a ver publicado o meu primeiro texto no P3.
Eis Os cinco melhores momentos cinematográficos de 2011.
Eis Os cinco melhores momentos cinematográficos de 2011.
Segundo o Pai Natal, o meu dia de amanhã vai começar com um...
SPA!
«Delicie-se enquanto algumas gotas de óleo aquecido, retirado das sementes da árvore de baobá, deslizam sobre o seu corpo» – meu deus, vou ter uma sessão de sexo.
«Delicie-se enquanto algumas gotas de óleo aquecido, retirado das sementes da árvore de baobá, deslizam sobre o seu corpo» – meu deus, vou ter uma sessão de sexo.
É Natal, é Natal
Sou um artista de vanguarda
e desejo-vos, do fundo do saco de areia que tenho entre as costelas, um Feliz Dia Mais Odioso do Ano.
Vícios #2

As miúdas conhecem-se desde a segunda classe e a banda nasceu depois de uma infestação de percevejos obrigar dois dos miúdos a dormir em casa de uma delas. Mas quando tu pensas que a lição de coolness está dada, eles aparecem com uma das músicas mais sensuais de todo o sempre, acompanhada por vídeo supimpa.
Eva és tu

Eve é Eve Herrington e é Eva, a primeira mulher, todas as mulheres. Eve é também a grande ameaça, aquela que virá para tocar o ponto nevrálgico de um equilíbrio perfeito. Margo Channing (brilhante Bette Davis) é uma estrela do teatro, conquistou o seu lugar no ponto mais longínquo do anonimato e vai-se afastando também (só por brincadeira) da juventude. Não desconfiará de que a jovem e bonita Eve pretende tomar-lhe o lugar e permite que esta se aproxime, oferecendo-lhe guarida e trabalho. É quando sente o seu posto ameaçado (no estrelato, no reconhecimento da crítica e do público, no coração do seu amado) que veremos a insegurança apoderar-se da fera fluente em sarcasmo, sem que alguma vez se lhe adormeça a língua afiada. Essa ameaça começa, claro, por despontar na sua cabeça quando ninguém à volta a reconhece, incluindo Bill, o seu amante, que não compreendendo os seus ataques indiscriminados a acusa de paranóia (uma doença que se diverte em transformar o portador em vítima de si próprio e as relações daqueles que lhe são próximos num campo de minas). Perante a incompreensão de Bill, Margo responde-lhe, naquele que é um resumo supimpa de todo o imbróglio: it's obvious, you're not a woman.
All About Eve (Eva para nós), um filme de Joseph L. Mankiewicz, de 1950, desvenda-nos não uma mas quatro mulheres que contribuirão com as suas complexidades para uma ideia de natureza feminina reconhecível. Não me espanta, pelo contrário, tranquiliza-me, que o argumento de Mankiewicz se baseie no conto The Wisdom Of Eve de uma mulher, Mary Orr. Embora, convenhamos, nada possamos fazer quanto à hipótese de este testemunhar uma qualidade magrinha (como magro é o seu corpo de nove páginas) em comparação com o grandioso texto que dali emergiu. Com diálogos brilhantes e a sofreguidão de um texto dramático, o resultado é um dardo que atinge, a 200 km/h, o cerne. E eu, que bocejo quando procuram impingir-me um estereótipo de género e que chego mesmo a adormecer tão profundamente que quase ressono (entendam que eu nunca ressono) perante o que ameaça ser um diálogo sobre o binómio «as» vs. «os», sou forçada a reconhecer que o que a tela me devolve é o meu próprio reflexo (na sua versão com espinhas) e que mesmo quando a identificação falha a sua meta, são outras, as outras, que ali estão. Bocejo colectivo à generalização (boas amplitudes de boca, sim senhora) e abertura de novo parêntesis (por exemplo, a típica inveja feminina diz-me pouco), uma coisa é certa: Mankiewicz is on our side. Ou não tivesse ele afirmado: Male behavior is so elementary. All About Adam could be done as a short.
Menina Limão, Eva És Tu, texto publicado na The Printed Blog de Setembro 2011
Sacode-o
(...)
And I'm damned if I do and I'm damned if I don'tSo here's to drinks in the dark at the end of my road
And I'm ready to suffer and I'm ready to hope
It's a shot in the dark and right at my throat
Cause looking for heaven, for the devil in me
Looking for heaven, for the devil in me
Well what the hell I'm gonna let it happen to me
(...)
And it's hard to dance with a devil on your back
So shake him off
Shake it out, shake it out, shake it out, shake it out
Shake it out, shake it out, shake it out, shake it out
Florence + The Machine (é claro) - Shake It Out
Pront, chetá bem.
Eu sempre te defendi porque tu tentas transmitir essa ideia de que está tudo bem com toda a gente, nunca te chateias com ninguém, mas não, tu és má pessoa.
[guess who]
Mostra de Cinema Português 2011
© Menina Limão
Em exibição no Teatro Aveirense pela mão do Cineclube de Aveiro, dias 9, 13 e 14 de Dezembro às 22h.
Bilhete Geral 3 Dias| Normal 10€ | Estudantes /<25 />65 8€ | Sócios 5€
© Blogosfera, uma antologia #4
Maradona:

Não imagino melhor exemplo para uma das características mais distintas da escrita do Maradona, ou não fosse o seu legado tão pululante quanto o de um meme da internet.

Não imagino melhor exemplo para uma das características mais distintas da escrita do Maradona, ou não fosse o seu legado tão pululante quanto o de um meme da internet.
To be a Freud

Não sei se é mais difícil ser um fixe numa família de merdas, se um merdas numa família de fixes e tampouco sei porque é que eu haveria de desenvolver este assunto. O drama que me proponho expor é o do fixe numa família de fixes, com recurso à utilização do menor esforço de neurónio possível e de aspas, inclusive.
Diz-nos Martha Freud, designer, trineta de Sigmund Freud e descendente sobrevivente de sucessivos afamados na família (sendo ela a oitava):
«I once sat next to a man on an eight-hour plane journey, and as we were landing he spotted my surname on the immigration card and said, 'Oh my God, you're a Freud – we could have had the most interesting conversation.' I was 11 years old.»
Vanity Fair, Dezembro 2011
I've made a huge mistake
Então ninguém me disse que no vídeo de My Mistakes de Eleanor Friedberger aparece Britt Daniel, vocalista dos Spoon, seu namorado na altura, a beijá-la (é mesmo ela)? Não é que seja muito importante (é, é), mas vocês sabem que eu tenho de saber tudo.
Vodapiiii Mexefest – a problemática da modernidade
Pagarei 40€ para abdicar de Josh T. Pearson, Handsome Furs, Fanfarlo, PAUS (ou Spank Rock), Foxes in Fiction, S.C.U.M., When Saints Go Machine (nãoooooo), Beat Connection (nãoooooooo) e Toro y Moi.
Com esses 40€ posso ainda ver Eleanor Friedberger, Junior Boys, Spank Rock (ou PAUS), EMA, Oh Land, James Blake e Blood Red Shoes.
São mais as bandas que perco que as que agarro. Não me peçam para ficar contente.
Uma vez mais, the Naçom

© Modern Times (1936), Charlie Chaplin
Naçom
O Porto bem tenta mas não consegue abrir cafés bonitos com má música. Entro num e nada temo: na mesa do lado, a Inês Nadais entrevista uma pessoa a propósito de uma peça. Ainda mal tive tempo de me sentir reconfortada pelo frio que não faz nesta cidade e já encontrei uma amiga na rua. Bom dia, sodomia, é bom para carago estar de volta.
Vírgula
Os resistentes estão cansados de ser tratados como se fossem números inteiros. Os desistentes valem o que vem depois da vírgula.
e. [no radiograma]
































