A roda da sorte

Terça-feira, 21 de Outubro de 2008


Olha amor, e se em vez da montanha russa, experimentássemos a roda gigante?

De acordo, não é tão febril, não sabe a pouco nem solicita a adrenalina.
A roda gigante é lenta, sem balanços nem gritarias. No silêncio altaneiro sentes frio, mas aninhamo-nos num abraço e olhamos na mesma direcção.

É que a montanha russa acaba-se num grito pegado.
E da roda gigante abarcas o longe que podemos ir pelos nossos pés. Com vagar.

Le Radiochelet: Tiro ao alvaro

Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

Pronto, resolvi esforçar-me por ser um bocadinho mais musical. Fica sempre bem bitaitar uns refrões de vez em quando.

A música que dá o mote para esta semana ouvi-a no carro a semana passada.

De Elis Regina, sabia apenas que era uma diva da MPB, amicíssima do Jobim, mãe da Maria Rita e que tinha morrido algo precocemente, qualquer coisa ali nos esconsos das drogas.
Ouvindo esta música, de uma alegria caipira contagiante, é difícil acreditar que ela precisasse desse tipo de refúgios.



Do the karaoke!

O fim da Internet: chapéus de carne

Alerta: este link pode conter imagens sensíveis para vegetarianos.

Mais um fashion statement provindo dos confins da insanidade: chapéus feitos com carne.
Desde a yarmulka judaica feita com fatias de rosbife a um chapéu de cowboy de bifes de vaca ou a um boné de carne picada... as propostas têm apenas como limite o talho local.

The sound of silence

Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008


Sou uma chica amusical.
Não vou a concertos a não ser que me ofereçam o bilhete.
As lojas de discos lançam foguetes quando compro o meu CD anual - e isso não quer dizer que seja o guru dos downloads. Nunca tirei um álbum que fosse da amiga mula.
Nem sequer tenho aparelhagem ou iPod e as utilizações do meu vetusto leitor de CDs devem contar-se pelos dedos das mãos e dos pés (para quem esteja com dúvidas quanto a isto, são vinte ao todo, cinco por membro).

Curiosamente, os meus melhores amigos são fanáticos por música, papam secas em filas para comprar bilhetes e gastam rios de guito em adições à discoteca pessoal. E isto quando não são músicos.

A verdade é que passo bem um dia sem ouvir música.
Um amigo meu deu-me a demo da sua banda e fiz-lhe o melhor elogio que posso: disse-lhe que o CD dele era um dos meus favoritos para limpar o pó.
Ele teria feito uma cara mais satisfeita se soubesse que é a única altura em que escolho um dos meus trinta e picos CDs para tocar. Um privilégio, portanto.

Por outro lado, não preciso de ouvir música. Eu falo por músicas.
Se alguém pausa depois de um mas, leva com o refrão da Dulce Pontes na Eurovisão. Se for depois de um podia, leva com a Rua Sésamo. Se mencionar a palavra azul, vêm à baila os Onda Choc. Se pego no meu cão, lá trucido os primeiros versos da «Garota de Ipanema», trocando menina por cãozinho.
Estes e outros gags que enfio diariamente em piadas pessoais, das quais já nem me rio sozinha de tão imediatas que se tornaram.

Um país de bonecas


O nosso país é tão bonitinho! Uma gracinha.

É verdade que Amesterdão, Barcelona e Londres têm casinhas mais bonitas, Oslo é mais limpa, Split é mais antiga e Bruxelas mais moderna que as nossas principais cidades.

Também é certo que o deserto de Omã, as praias do Dubai e de Sinai ou os lagos noruegueses nos batem em paisagem natural.

Já experimentei o clima mais convidativo do Chipre, onde só chove uma semana por ano, já comi melhor nos restaurantes turcos e israelitas e conheci gente mais hospitaleira entre gregos, croatas e albaneses.

No entanto, nenhum dos países que visitei reúne uma combinação de clima/paisagem/monumentos/hospitalidade/gastronomia que encaixe na medida certa e me faça dizer «ena, que sorte têm estas pessoas em ser daqui; também quero».

Não ando cega. Bem sei de todas as falhas e buracos neste lindo pano. Mas ando com vontade de explorar mais a nossa paisagem natural e urbana. Parece-me mal, por exemplo, nunca ter visitado as Ilhas. Nem sequer as Berlengas!

Gosto de passear em dias de sol, coisa que tarda em regressar.
Até lá, tenho tempo de vos pedir sugestões. Que paragens me aconselhais para um passeio domingueiro?

Televisia: um amor intemporal

Terça-feira, 14 de Outubro de 2008


Aqui há dias pus-me a relembrar uma realidade que quase todos nós partilhámos mas que ficou lá para trás, juntamente com o tempo de gravar cassetes para ouvir no walkman, fazer corridas de carrinhos de rolamentos e a altura em que os carros não aceleravam nas passadeiras.

Antigamente, ter uma televisão era um luxo.
Tanto que era o centro da sala, o investimento em orgulho, o ponto de fuga para um dia de trabalho/escola, alegremente enfeitada com bibelôs e naperons.
Ainda me lembro da primeira têvê a cores lá de casa, uma Minerva. A caixa era de plástico a imitar madeira, com as letras em relevo cromado.

Antigamente, só havia dois canais, ambos do Estado.
Como o segundo só dava o telejornal e debates políticos depois do jantar, tirando o Agora Escolha, não valia muito a pena.
Portanto, só tínhamos um canal: o Canal 1.
Lembro-me das imensas renovações do logótipo da estação. Recordo os concursos que nunca veria se não fosse a única coisa que havia no momento. Lembro-me de ter de me levantar para carregar no botão 2 quando introduziram aquela inovação de ter duas cruzes brancas a piscar no canto superior direito para indicar que ia começar outro programa no Canal 2.

Acima de tudo, lembro-me de estar encolhida num sofá onde a manta chegava para três e de mandar bitaites sobre os envelopes do Um, Dois, Três com os meus pais e de me sentir envergonhada por partilhar com eles alguma cena de amor de um filme.
Lembro-me de os meus pais detestarem as piadas do Herman, eu rindo-me à socapa.
E de quando veio o vídeo Beta e o meu pai começou a gravar horas e horas de videoclipes que passavam pelo Europe Countdown (outra coisa de jeito do Canal 2). A Samantha Fox a balançar-se na corda com os seus jeans rasgados e melena de leoa...

A televisão aliena?
Sim, talvez. Sobretudo se considerarmos que os putos ainda nem idade têm para saber ler as legendas e já têm uma televisão no quarto.
Mas olhem que, no meu caso, era um dos raros momentos de verdadeira comunhão em família e que fiquei a saber mais sobre as opiniões, ideias e gostos dos meus pais naquele bocadinho entre o telejornal e o Vitinho do que no que me resta em anos de vida.

O fim da Internet: meias e sandálias

Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

O horror!

Ou assim era, quando há uns largos anos começámos a deparar-nos com os primeiros turistas alemães e americanos nestes atavios.
Hoje já não choca e parece até ser um fenómeno mais global, com adeptos de todas as condições, raças e idades.
Reparem na quantidade quase obscena de escoceses nestes preparos.

Ensaio sobre a surdez

Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008


O teu corpo já estava tão habituado a acordar àquela hora que nem reparaste que não chegaste a ouvir o despertador tocar.
Apesar do peso nas pálpebras, apercebes-te logo de que há algo de errado nesta manhã mal pões os pés no chão, calças os chinelos e não se ouve um passo.
A porta da casa de banho não chia, o autoclismo é mudo, a escova dos dentes não tilinta no copo, cospes e não há o som da água a embater no lavatório e a gorgolejar no cano.

Na rua, a tua boca abre e fecha, as cordas vocais vibram na tua garganta e as pessoas olham para ti e mexem a boca, mas tu nem sabes se estás a gritar ou a murmurar.
Nem soubeste que um cão de guarda ladrou por cima do portão que acabaste de passar, que uma lambreta lançou um barulho estridente junto com a fumarada do escape, que um homem buzinou para chamar alguém.
Aos teus ouvidos, a cidade tornou-se sépia.

Começas a perceber a gravidade da coisa quando reparas que estás em total isolamento.
Podes perguntar e pedir o que quiseres que continuas sem entender a resposta. Semicerras os olhos e tentas ler os lábios, mas é muito rápido, muito pouco articulado para os teus olhos.
Queres aumentar o volume num telecomando invisível, mas não adianta. A pilha dos teus ouvidos gastou-se e não vais voltar a ouvir seja um alfinete ou um piano a cair.

E um dia chegas ao fim do túnel

Terça-feira, 7 de Outubro de 2008


A luz não é mais branca do lado de lá, não te sentes mais em paz nem vês gente sorridente, descalça e vestida de branco.

O que vês logo à saída é uma pilha de resmas e resmas de papel, tão alta e balanceante que, a qualquer segundo, vai cair sobre ti e ferir-te com milhares de cortes fininhos.

Esse monte Gólgota de papéis contém a lista de tudo o que te arrependes de não ter feito. Porque o bom-senso to impediu, porque o medo da rejeição te travou ou porque tiveste preguiça.

Nunca soubeste se teria sido melhor assim ou assado, se devias ter lutado por um sonho ou se apenas terias perdido tempo a perseguir uma quimera.
Mas ficou-te o engulho entalado e agora, quando pesas o motivo que te prendeu, parece-te tão mesquinho não teres pelo menos tentado.

Só o relógio repete as horas e o calendário os dias.
As desculpas que inventas para não o fazer têm um prazo de validade tão curto quanto tu.

No início era o verbo

Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008

A língua portuguesa é riquíssima em vocábulos, mas isso não nos impede de inventar novos significados para verbos que nada têm a ver com determinados contextos.
Notei que certos verbos só são empregues em circunstâncias muito (mas mesmo muito) específicas.

Colher: há quem colha os frutos que semeou... e há quem seja colhido por um comboio.

Contrair: há quem contraia uma doença contagiosa... e há quem contraia matrimónio. E dívidas.

Armar: há muita gente que se arma, mas raramente usa uma.

Jazer: só mesmo quem morre se deita com este verbo.

Lavrar: há os que lavram a terra... e há quem lavre contratos e testamentos.

Obrar: nunca ouvi um trolha usar este verbo num contexto estritamente laboral.

O fim da Internet: a bola de sutiãs

Quando o feminismo já deu o que tinha a dar em novidade ou quando parece que queimar sutiãs já não motiva ninguém a lutar pela igualdade de oportunidades e de direitos, o que é que se faz?
Isso mesmo!
Uma bola com sutiãs.

Reflexões no cabeleireiro

Domingo, 5 de Outubro de 2008


O que é que se pensa e fala durante quatro horas de espera num cabeleireiro?
Fuchicos das revistas, cortes de cabelo dos outros clientes, futilidades geralmente só dão para uma hora. A partir de certo ponto, fica tudo dito.

Que mais nos ocupa a cabeça enquanto esperamos que alguém se ocupe dela? Vejamos...

Ter jipes para andar na cidade.
As mulheres compram-nos para se sentirem poderosas, habituadas que estão (e, infelizmente, com razão) a ser desconsideradas por tanta azelhice. Mas, santinhas, já repararam que o jipe custa o dobro a estacionar em relação a um carrinho normal? E como é que vão içar as criancinhas para dentro e para fora desses monos? Com uma escadinha?
Os homens compram-nos para mostrar que não perderam aquele instinto de macho. Meus anjos, de que vos serve um jipe se, na larga maioria, vocês nem saem da estrada? Consome muito mais combustível, paga mais de imposto, seguro e portagens e se é para impressionar as miúdas, atenham-se ao bom velho desportivo. Elas não gostam de ter de se içar para dentro de um veículo.

Brincar aos negócios alternativos.
Como é fácil abrir galerias, lojas de decoração ou roupa de designers desconhecidos ou restaurantes vegetarianos quando se tem paizinhos ricos para subsidiar um fracasso comercial.
As várias lojas deste género pelas quais passei no pino do fim-de-semana estavam às moscas, com os filhinhos pródigos entretidos atrás de um Mac a conversar no msn.
Pudera. Quem dá milenas de euros por uma mesa onde não tenho como pousar o que seja? Ou dois dígitos por um prato requentado e esturricado em nome de ter sido confeccionado com ingredientes biológicos?
Coitadinhos, mas é só para estarem entretidos enquanto não herdam a gestão da empresa familiar, não é?

Programa Magalhães.
Num país onde a taxa de analfabetismo é vergonhosa, sobretudo para um membro da UE; onde quem sabe, cada vez lê menos; onde há quem não ganhe para pagar a renda da casa; onde se torna difícil manter as crianças na escola porque o desemprego e as escaladas de preços as forçam a entrar precocemente no mercado de trabalho - de facto, senhor primeiro ministro, se há prioridade para o governo português, essa deve ser a de facilitar o acesso a computadores a crianças que ainda estão a aprender a ler e a fazer contas com lápis e papel.
E já pensou em investir esse dinheiro em policiamento para as crianças poderem esfolar os joelhos a brincar nas ruas, que sempre é mais saudável do que ficarem em casa enfurnadas com computadores? Não se ofenda, era só uma ideia (mas quem sou eu senão a pessoa que anda a pagar do bolso os Magalhães dos meninos...?).

Notificações e repartições.
Se eu falho uma prestação à Segurança Social ou (perdoem a ousadia de insinuar tal) as Finanças cometem um erro, sou imediatamente notificada com cartas apocalípticas que me dão prazos mínimos para pagar (sendo que entre a data em que a carta é redigida e a data em que efectivamente me chega à caixa do correio tive tempo de deixar crescer as unhas dos pés). E Multibanco nestes casos nem é opção.
Por antítese, se falham em pagamentos para comigo ou quando eu regularizo a situação, ninguém me notifica de nada, não há registo escrito, nada que ateste que estou dentro do que é devido.
Porque é que tenho de perder horas de trabalho (não sei se estão a ver o conceito, mas é aquilo que muitos de nós fazem para sustentar uns poucos de nós) a ir às repartições (já que nas lojas do cidadão nunca se trata de questões relativas a pagamentos), cujos horários de funcionamento são aquela maravilha moderna e incompatível com os de qualquer membro produtivo da sociedade?
Viva o Simplex!

Se não tivesse estado tão bem acompanhada, não teria aguentado quatro horas à espera de um corte de cabelo (de que gostei muito!). O facto é que lá deu para pôr em ordem não só a melena, como também algumas ideias.

Entrando no armário... sem medo... com confiança

Terça-feira, 30 de Setembro de 2008


Qualquer mulher pode confirmar que não é fácil resistir a uma pechincha.
Deve ser o cromossoma repetido que contém um gene qualquer que grita ensurdecedoramente nas nossas células para gastarmos dinheiro em muitas pequenas coisas baratas a bem de uma promoção «leve 2 pague 1» ou dessa palavra tão pungente: «saldos».

Algumas cadeias foram espertas e aperceberam-se disso. Foi assim que criaram um empório de botecos de centro comercial, onde uma pessoa entra «só para ver» e sai de lá com um saco carregado de «básicos», que «dão sempre jeito»... e estavam a 9,99 €.

Resultado?
O eterno comentário sobre não ter nada que vestir diante de um roupeiro cheio. (Além de uma conta bancária depauperada e uma pilha de roupas que mal deram pelo calor do corpo.)

O primeiro passo, já se sabe, é reconhecer o problema.
O segundo é pensar duas vezes: e com que é que uso isto?
O terceiro é pensar três vezes: preciso realmente de outra camisola igual a duas que já tenho, excepto naquele detalhe do pesponto?
O quarto é demorar o tempo que for preciso no provador. Mesmo que seja só um top de alças. Não será o desconforto de ter a senhora do provador a suspeitar de estarmos a descascar os alarmes que compensará o fatal desgosto de chegar a casa, cortar as etiquetas e meter a peça para lavar, vesti-la dias depois e perceber imediatamente que fizemos asneira.

E não vale a pena pensar que faz de conta que comemos fora ou fomos ver um filme nesse dia.
O facto é que comemos em casa, não fomos ao cinema nem comprámos nenhum livro com aquele dinheiro. Comprámos o quê? Isso: mais uma coisa inútil.

«Mas R., isto vai tudo para os pobrezinhos, faz de conta que foi por caridade!»
Er... não! Ninguém se lembra de, por caridade, dar umas sabrinas de 80 € novas em folha. Se nos dessem um saco para vestirmos os desvalidos, aposto que iria tudo à secção de roupa do Continente.

É um processo moroso, bem sei, que requere uma auto-disciplina quase digna do Rocky.
Mas eu vou conseguir passar a fazer compras de qualidade que perdurem, pelo menos, 4 anos no roupeiro. Podem começar a cantar o "Eye of the Tiger"...

O fim da Internet: casa-te com o teu animal de estimação

Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008


Yup, leram bem.
Há gente insana o suficiente para levar o amor pelos animais um pouco longe demais.

Por muito que eu coloque o meu lindo Sebastião acima de toda a gente, não me parece que chegue ao grau de sandice de querer celebrar uma cerimónia como estes casais (ver a galeria "Previously Wed").
Até porque o nosso teste de compatibilidade astrológica só deu três estrelas...

De qualquer modo, se alguém aqui quiser ir para a frente com o matrimónio, saiba que há sempre este outro site para quando/se a coisa não resultar...

Próxima paragem: queixume

Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008


Este é, provavelmente, o post mais paradoxal que a minha pessoa poderia redigir.
É que uma passadela de olhos pelos textos abaixo mostra claramente que isto é coisa para desabafar aqui quezílias e apoquentos quotidianos.
Poderia dizer-se, então, que empatizo com os queixumes dos outros?
Não.
Ninguém tem pachorra para ouvir as queixas alheias, admitamos. Nem mesmo os psicólogos, benditos sejam.

Todos nós bradamos ao alto o quanto nos passamos com a burocracia, a perda de poder de compra, a falta de maneiras, ____________ (you name it) deste nosso Portugal e até comparamos com o que se faz nessa vasta mundialidade que é o «lá fora».
Que «lá fora» nunca é assim, é sempre melhor.
Porquê? Por omissão do mau que se faz «cá dentro».
Não conheço outro país onde se diga tanto mal do próprio. Nem mesmo o país do Muro das Lamentações.

No entanto, venha de lá um camone falar mal nem que seja de um bitoque mal passado que nos tendes assanhados na defesa da lusa Pátria, a que «descobriu» este mundo e o outro, a que deu o chá aos ingleses, armas de fogo aos japoneses, o Figo aos espanhóis e transplantou os africanos no continente americano.

Mas cadê estes viriatos quando se passa uma tarde na Loja do Cidadão? Quando se apanha uma multa por não ter metido a moeda no parquímetro? Quando se vê a escalada de preços, de desempregados, de tudo, no fundo, menos de salários e pensões?
Há muita Padeira de Aljubarrota na altura de defender este rectângulo de bitaites estrangeiros, mas quem nos livra de nós mesmos?