Sexta-feira, Março 25, 2005

Escritório

e pareceu-me que não devia deixar para trás os sons e as imagens que me vão acompanhando
registá-los é pagar o tributo que a mim próprio devo pelas escolhas que fiz
oh, nada de excessivamente intenso, e muito menos de exclusivo, vereis,
mas a minha vida seria outra se nunca ouvisse o tempo infindo que vai do ataque orquestral à entrada do piano no primeiro concerto de Brahms, Barbiroli e Barenboim, no caso,
ou o coral sintetizado de Tony Banks em Selling England by the Pound,
e toda diferente, não fora a leitura dos dois volumes da edição Castilho da Correspondência do Eça, entre o Estoril e o Cais do Sodré, ainda sem metro, e do Tintim (com m) no País do Ouro Negro, em velha tiragem da Flamboyant
este o registo, entre um soneto de Antero e um solo de Jimmy Page
o mais será escrever na areia

Ricardo António Alves

2 comentários:

Edgard Costa disse...

Afinal encontramos, submetido ao fundo, um tímido ensaio de ideias que fluem,
de influências ideais, chamada escritório. Ambiente profícuo, revelado do escuro, donde saí este parlatório. Agradecemos raa, que nos permita saber
que de tanto arquivar em finita cabeça tenha, finalmente, nos permitido ler daquilo que se propõe a escrever. Queremos mais.

[]’s

Edgard Costa disse...

E então, o que dizer de Firth Of Fifth? Sobre o Banks e o Hackett, do melhor registo que já ouvi fixado nas tortuosas linhas prensadas no vinil.