Se…
Revisão curricular tem sido “muito bem acolhida” garante Nuno Crato
Então porque…
CDS disponível para alterações à proposta de revisão da estrutura curricular
Janeiro 19, 2012
Janeiro 12, 2012
Janeiro 11, 2012
Apresento, por agora, só dois gráficos relativos ao 2º CEB mas dá para perceber as ideias fundamentais que são o facto do currículo desde 2001 conter muitas horas lectivas sem um propósito muito claro (as ACND) e a actual proposta eliminar completamente essas horas (quase 600).
O que ressalta também é que dessas horas, pouco mais de 300 são retomadas pelas disciplinas mais tradicionais e que, em relação ao currículo em vigor até 2001 se perdem mais de 550 horas lectivas, o que equivale um emagrecimento de 17% e de exactamente 10% (curioso…. ou não) em relação ao que ainda está em vigor.
O documento completo, com algumas comparações nacionais de que não se percebem bem os critérios: Audição Parlamentar – Janeiro 2012.
Janeiro 11, 2012
Desdobrando, na prática, EVT em três disciplinas?
Portugal “é o campeão da dispersão curricular”, diz ministro da Educação
O que foi (bem) feito para o 3º CEB não foi seguido no 2º CEB. Porquê? Porque havia que cortar carga lectiva… ou seja, horários… ou seja… dinheiro.
Janeiro 10, 2012
O que está em causa não é apenas a dispensa de professores contratados. Tal como está, a reforma curricular implica o desaparecimento de alguns milhares de horários dos quadros. Se vão passar para mobilidade, se vão ser redireccionados para o apoio a outros ciclos de escolaridade ou se, pura e simplesmente, muitos irão optar por se aposentar, são apenas as opções mais óbvias em presença.
Pessoalmente, estou convencido que o Governo e o MEC até estarão mais interessados em manter contratados (mais baratos) do que professores dos quadros. E posso estar enganado mas muitos órgãos de gestão – caso avance uma maior autonomia, nomeadamente na área financeira – que colaborarão através de generosos empurrões para que muitos colegas fiquem em situação de mobilidade.
E se há uma coisa da qual tenho a certeza é que a proposta de revisão curricular – ou etapa de - foi feita com base em muitos cálculos e que estão mais do que sabidos os horários que desaparecerão. A carga lectiva que vai desaparecer é fácil de calcular e até nos blogues já se fizeram boas aproximações ao que se vai passar.
O resto – dizer que não se sabe – é apenas evitar polémicas cedo demais, com eventual resguardo no argumento de tudo depender do impacto em cada agrupamento, conforme a própria distribuição na carreira dos professores que lá estejam, se têm mais ou menos reduções.
Educação: Ministro não adianta números de professores contratados a dispensar com revisão curricular
Janeiro 9, 2012
PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
Grupo Parlamentar
CONVITE
Audições Parlamentares do PCP sobre «Reorganização curricular»
No seguimento do compromisso assumido pelo Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português em função da apresentação, pelo Governo, do projeto da chamada “reorganização” curricular, será realizado um conjunto de audições públicas descentralizadas pelo território nacional, com a presença de deputados comunistas em vários locais do país.
Assim, realizar-se-ão:
Em Lisboa – no dia 9 de Janeiro, pelas 18:30h, no Salão do Centro de Trabalho Vitória (Av. da Liberdade, 170-Lisboa)
No Porto – no dia 9 de Janeiro, pelas 21:30h, na UNICEPE (Praça Carlos Alberto, 128-A-Porto)
Em Faro – no dia 9 de Janeiro, pelas 17:30h, no Clube Farense (Rua de Santo António, 30, Faro)
Em Coimbra – no dia 10 de Janeiro, pelas 21:00h, na Casa Municipal da Cultura (Rua Pedro Monteiro -Coimbra)
Em Évora – no dia 10 de Janeiro, pelas 17:30h, no Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende (Praça Joaquim António de Aguiar-Évora)
Em Viseu – no dia 16 de Janeiro, pelas 18:00h, no Salão Nobre da assembleia Municipal de Viseu (Solar dos Peixotos, Rua Cimo da Vila, Viseu)
Em Beja -no dia 16 de Janeiro, em hora e local a indicar
Convidamos a participar nestas Audições públicas todas as associações profissionais e científicas de professores, organizações sindicais, direções de escolas, associações de estudantes e de pais e outros agentes da comunidade educativa que tenham interesse.
Estas audições públicas serão abertas a todos quantos queiram participar e à comunicação social.
Assembleia da República, 3 de Janeiro de 2012
Janeiro 7, 2012
Crato vai debater reforma curricular com directores de escolas
O ministro da Educação e equipa começam na próxima quarta-feira a reunir-se com os directores de escolas de todo o país para discutir a proposta governamental de revisão curricular do ensino básico e secundário.
Nuno Crato começa por Beja e Faro na próxima quarta-feira a receber propostas e sugestões dos directores de escolas para a discussão pública da proposta, que o ministério quer ver concluída até fim do mês.
Consultar apenas os directores vai acentuar o divórcio existente entre os professores e as estruturas de mando em presença na Educação.
Nuno Crato sabe, certamente, que sem a colaboração activa dos professores (que globalmente não se sentem representados por muitos directores) nenhuma reforma avança com sucesso. E que eleger os directores como interlocutores privilegiados pode ser um erro enorme, pois acentua a sensação que se quer reforçar a sua função de delegados do MEC nas escolas. E eles,a nível da reforma curricular, querem principalmente saber como agir com a malta que é para lançar borda fora.
O MEC pode responder que é impossível fazer uma consulta alargada aos professores.
Errado. Se lhes tem sabido fazer chegar um boletim de informação e propaganda, também lhes conseguiria fazer chegar um inquérito. Responderia quem quisesse e existiria, pelo menos formalmente, uma consulta às bases. E poderia fazer o mesmo às associações de pais e outros agentes educativos, não se limitando a consultar as cúpulas.
Assim, temos apenas a conversão ao método MLR, tal como preconizado numa recente entrevista do director Adalmiro da Fonseca, saudoso do convívio fraterno com o poder político.
Os directores devem ser consultados. Mas que isso nunca venha a ser apresentado como uma consulta às escolas e aos professores.
Dezembro 23, 2011
É, porventura, o primeiro diploma claramente político e coerente com as ideias antes expressas pelo actual MEC, em especial pelo seu preâmbulo: Despacho n.º 17169/2011.
Dezembro 15, 2011
Dezembro 15, 2011
Algo de bom e coerente com o que foi dito no passado, por fim!
Nuno Crato enterra reforma dos governos de Guterres
O documento que orienta o ensino básico desde 2001 será substituído por metas curriculares centradas nos conteúdos que alunos devem dominar.
Mas será interessante perceber a forma das alternativas, até porque já existem as Metas de Aprendizagem.
Embora eu confesse que nunca segui o documento para mais do que produzir a papelada exigida pela máquina burocrática.
Dezembro 15, 2011
Já ontem comentei, portanto…
Dezembro 13, 2011
Dezembro 13, 2011
Dezembro 13, 2011
Clube dos Pensadores:
Reforma curricular
Terrear:
Mais uma reforma curricular para tudo ficar na mesma?
Dezembro 13, 2011
O que se esperava ser uma reforma curricular foi apresentada pelo MEC como uma “revisão” e apenas uma etapa que “abre caminho a reformas curriculares mais profundas” a desenvolver no futuro.
O que significa, desde logo que se fica sem saber para que serve ao certo o debate público que agora é aberto, pois o que nos é proposto é algo a caminho de um objectivo que permanece desconhecido, para além da formulação vaga repetida por todos os governos e todos os ministros que será a caminho de amanhãs que nos sorrirão de tanto sucesso que imaginar é difícil.
Mas, apesar da indefinição quanto ao horizonte temporal das medidas a aplicar, a proposta que temos para discussão levanta diversas questões que se poderão sistematizar, de forma simplista, da seguinte forma:
No plano da estruturação curricular, o anunciado combate à dispersão curricular não acontece no 2º ciclo e é feito no 12º ano sob a forma do corte de uma disciplina sem compensação no reforço das restantes. Apenas no 3º ciclo se procede a uma concentração do currículo, com a recuperação (e não reforço) de horas lectivas para as disciplinas sacrificadas na reforma curricular de há uma década.
No plano pedagógico, as alterações são num sentido conservador, em especial no 3º ciclo, de reforço de um núcleo duro do currículo em detrimento das áreas curriculares não disciplinares, cuja utilidade foi bastante contestada.
No plano da gestão dos recursos humanos, a presente proposta terá consequências dramáticas nas escolas, em especial no caso do 2º ciclo do Ensino Básico em que estarão em risco cerca de 15% dos professores em exercício, a esmagadora maioria deles dos quadros. O que poderá significar uma situação de mobilidade para perto de 5000, metade ou mais do grupo de EVT. No caso do 3º ciclo e Secundário, o impacto é menor, com o alargamento da escolaridade para 12 anos a ser feito com base em rearrumações de que ainda não é possível prever a extensão. E neste particular irão fazer-se sentir de forma decisiva os poderes quase discricionários que as actuais direcções têm na distribuição dos horários disponíveis.
Isto significa que se aproxima um período de recrudescimento da instabilidade nas escolas que dificilmente se poderá traduzir numa melhoria do trabalho desenvolvido com os alunos.
Dezembro 13, 2011
Atenta Inquietude:
A REVISÃO CURRICULAR. Umas no cravo outras na ferradura
Der Terrorist:
Ámen!
Edições PQP:
Acho bem esta reforma
Professores Lusos:
Revisão da Estrutura Curricular (Tópicos relevantes)
O País do Burro:
Reformar de bandeirinha na lapela, cruz num bolso e tesoura no outro
Sou Contra a Corrente:
A NOVA PROPOSTA DE REFORMA CURRICULAR
Já percebi que estou entre os menos entusiasmados…
Dezembro 12, 2011
Apresentação da proposta de reforma curricular
FENPROF e FNE sobre a proposta de revisão curricular (antes da apresentação da proposta)
Professores que fazem 200 km para chegar à escola… e partilham automóvel.
Dezembro 12, 2011
O aumento da escolaridade para 12 anos num contexto de vacas escanzeladas teria de se basear numa qualquer forma de contornar o problema.
O aumento de alunos no Ensino Secundário implicaria a necessidade de mais professores.
A menos que… se reduzisse a carga lectiva, cortando horas às disciplinas ou mesmo disciplinas, por forma a compensar o aumento previsto de encargos.
Vai daí e temos esta proposta que faz uma pequena poda no 10º e 11º ano e desbasta fortemente o 12º ano, algo que espero dê frutos na forma como os alunos venham a chegar aos professores superiores… pelo menos a alguns. Ou aos polis que gostam de dar aulas a centenas de uma vez para pouparem horas…
Numas contas de merceeiro, a estrutura actual do Secundário ronda as 50 blocos de 90 minutos (mínimo de 47,5, máximo de 51,5) para os 3 anos. Na presente proposta esse valor fica nos 45 blocos, o que significa um corte de 10% no total de tempos lectivos.
No caso do Secundário, porque muitos dos docentes leccionam também o 3º CEB (o menos sacrificado nesta etapa de cortes), é mais difícil calcular o número que daqui pode resultar de horários zero, mas penso que ainda será um número significativo… a menos que o número de alunos aumente de forma equivalente no próximo ano.
Agora uma coisa é certa… a escolaridade de 12 anos será pobrezinha, magrinha…
Dezembro 12, 2011
Estamos a falar de uma reforma, de uma reorganização, de um reajustamento, de um remendo ou do quê?
Isto é para durar quantos anos? Pelo menos os três anos do 3º ciclo de escolaridade? Porque nem ouso pensar que sirva para os cinco que vão do 5º ao 9º para quem entrar em 2012-13 no 2º CEB.
Vamos fazer uma discussão pública de mais este conjunto de cortes sem sabermos qual a duração das medidas?
Porque o comunicado, a este nível, fala numa etapa… uma etapa num trajecto em que sentido? Ao que parece serão redefinidas as metas de aprendizagem e os programas… Quando?
A etapa de revisão da estrutura curricular que agora se inicia abre caminho a reformas curriculares mais profundas que permitirão melhorar significativamente o ensino das disciplinas fundamentais. Neste sentido, criará as condições para uma definição das metas de aprendizagem disciplinares e reformulação posterior dos programas com vista a um trabalho consistente de alunos e professores na melhoria da aprendizagem.
Dezembro 12, 2011
Vou começar por aquilo com que concordo sem grandes reservas: a concentração da carga lectiva do 3º CEB num núcleo duro curricular sem floreados não me parece algo completamente errado.
A partir daí existem três planos a partir dos quais se pode proceder a uma análise: