O Insurgente

Janeiro 20, 2012

Natalie Portman e as formas (de governo)

Filed under: Comentário,Política,Portugal,Teoria — Bruno Alves @ 22:37

De atenienses apreciadores de sodomia “man on boy”, a suíços negligenciadores da prole, passando por fazendeiros americanos donos de escravos, durante séculos a questão de “qual a melhor forma de governo?” atormentou os mais variados filósofos. Uns preferiam o “filósofo rei”, outros o “governo do povo”, outros uma estranha combinação a que deram o nome de “governo representativo”. Insatisfeitos com a resposta de pensadores que dedicaram a sua vida a pensar sobre o problema, académicos portugueses decidiram buscar iluminação no povo português. Num estudo recentemente divulgado, 56% dos inquiridos responderam que a democracia era “preferível” a qualquer forma de governo. Mais ou menos a percentagem de pessoas que passa a vida a queixar-se dos políticos que eles próprios elegem. 15% das pessoas, no entanto, afirmaram que “em algumas circunstâncias”, um governo autoritário seria preferível. Estas pessoas têm em tão pouca conta a sua opinião, que são da opinião de que ela não deve contar para nada, e acham importante dizê-lo apesar de acharem que ninguém os deve ouvir. Coisas da democracia que abominam.

O problema de qual o melhor regime possível é apenas uma questão das muitas que se podem colocar acerca do governo dos homens, e para dizer a verdade, uma que pouco me entusiasma (entusiasmos, só os tenho de cada vez que vejo Natalie Portman). Quanto perguntamos “qual a melhor forma de governo?”, estamos a perguntar quem é que deve governar, sem colocarmos a questão de o quê é que o governo deve fazer: estamos a dizer quem é que deve tomar a decisão, e não qual é que deve ser a tal decisão. E ao contrário do que os sodomitas e os negreiros (para não falar no desprezível suíço abandonador de crianças) nos poderiam levar a pensar, o número de pessoas que toma a decisão dificilmente melhora ou piora a qualidade da dita.

Se há coisa que a História da Humanidade (ou este texto) nos mostra, é que a estupidez humana não tem limites. Ela abunda na espécie, e em cada um dos seus membros individualmente, passando de geração em geração. Todos tomamos decisões erradas, todos fazemos asneira. Alguns senhores nas terras da velha Pérsia dirão que esse problema é resolvido pela sua forma de governo directamente proveniente de um tal de Allah, mas até Deus, caso exista (coisa de que duvido), comete os seus pequenos erros (o maior deles, obviamente, o de não ter assegurado que Natalie Portman se apaixonasse por mim). Por isso, seja qual for a forma de governo, a decisão acerca de o que é que o governo deve fazer será muitas vezes errada. A estupidez irá comandar, independentemente do número de pessoas a exercê-la. A democracia representativa apenas garante que todas as formas de estupidez serão ouvidas. E dá a oportunidade de ao fim de uns anos, corrigir a que tiver sido seguida, mesmo que estupidamente ninguém aproveite essa oportunidade: nenhuma estupidez será descriminada.

É por isso que as respostas mais sensatas ao inquérito do estudo foram as das cerca de 26% de pessoas que disseram que “não sabiam” ou que eram “indiferentes” à questão de qual é a melhor forma de governo. Porque realmente, há coisas mais importantes sobre as quais pensar: o que deve o governo fazer, por exemplo. Ou, quem sabe, na Natalie Portman. É o que eu faço, pelo menos.

Stephen Colbert “endorses” Ron Paul

Filed under: Internacional,Media,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 20:32

Bom para os ursos

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 20:03

Num par de dias, descubro que há uns “artistas” portugueses que querem cobrar uma comissão por cada disco que eu compro para guardar o meu trabalho, e que o presidente da república que me emite o passaporte acha muito bem ser uma das excepções à regra que deixou funcionários públicos e pensionistas sem duas pagas. E acha bem porque, diz o “artista”, 1300 euros não suficientes “para pagar as despesas”.  Agora, se me dão licença, vou ali tentar hibernar. Durante umas décadas. Acordem-me quando o ar estiver mais respirável.

Cavaco Silva precisa de um Bail Out!

Filed under: Comentário,Double standards,Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 19:13
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Cavaco Silva está no limite e não pode aceitar mais cortes.

Como fiz campanha por ele, nem comento…

Empresas “Públicas” aumentam endividamento – Pasme-se!

Filed under: Economia,Humor,Nanny State Watch,Portugal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 19:04
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Apesar dos limites, empresas públicas chegaram a meio de 2011 mais endividadas.

A regulação não funcionou? :o

Espero que não se chegue ao ponto de a disciplina de mercado das privadas terá de ser aplicada nestas empresas intocáveis…

 

João Galamba e Adolfo Mesquita Nunes sobre as agências de rating

Filed under: Economia,Internacional,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 19:00

Na sequência do video da intervenção já aqui linkado, aqui fica também a réplica do João Galamba e a resposta a essa réplica por parte do Adolfo Mesquita Nunes.

O socialismo é laico mas… (resposta ao Deputado João Galamba)

E, para quem ainda não viu, aqui fica também o video da intervenção inicial do Adolfo Mesquita Nunes:

(mais…)

O milagre chinês

Filed under: Comentário,Internacional,Nanny State Watch,Política — André Abrantes Amaral @ 17:46

Um excelente vídeo que ilustra bem o que tentei explicar no meu artigo para o jornal i sobre a verdadeira situação na China.

O SOPA morreu em 48h

Filed under: Diversos — elisabetejoaquim @ 17:38

Estes têm sido dias esquizofrénicos nas redes sociais. A campanha contra o SOPA gerida pelos «user-generated websites» tipo Wikipedia ou Google  – que iriam ser obrigados a policiar a violação de direitos de autor – conseguiu fazer com que uma larga massa de ferozes pró-regulação do mercado se insurgisse contra uma lei que visa precisamente regulá-lo. Em 48h de intenso marketing, 24h de divulgação de mensagem e outras tantas de blackout, milhões reagiram à mensagem e passaram-na nas redes sociais, fazendo inverter a intenção de voto dos congressistas.

O truque foi hábil e começa a fazer escola em muitas correntes interessadas em tornar a liberdade de mercado popular, furando espessas camadas de tabus económicos e o politicamente correcto.

1. Ignorar o IngSoc. Não dar voz à lei em si – a terminologia usada pelos legisladores funciona como estimulador instantâneo do sentimentalismo pró-regulação. Palavras como protect, prevent, theft of U.S properrty, endanger public health, foreign infringers, dangerous goods or property, etc, teriam feito disparar o instinto intervencionista da opinião pública.

2. Despolitizar a mensagem.  Nunca enquadrar o tema politicamente – referir-se à liberdade do mercado ou fazer oposição aberta ao conceito de «Direito de Autor» ou de «Intellectual Property» correria sérios riscos de criar defesas automáticas contra a argumentação. A wikipedia só referiu o problema dos direitos de autor no fim da campanha.

3. Focar-se nos efeitos da lei. Concentrar toda a perniciosidade da lei nos potenciais efeitos pessoais no opinador, apelando ao sempre eficaz self-interest.

4. Usar bandeiras. É essencial para motivar à divulgação da mensagem introduzir passepartouts que tornem socialmente aceitável a defesa dos seus interesses pessoais – ser um acérrimo defensor da liberdade de expressão contra a censura é sempre consolador.

Podcast do Instituto Ludwig von Mises Brasil

Filed under: Brasil,Ludwig von Mises,Portugal — Bruno Garschagen @ 17:10

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Peço licença para uma divulgação duplamente Insurgente: no podcast desta semana do Instituto Ludwig von Mises Brasil, eu entrevisto André Azevedo Alves, que “analisa a crise de Portugal segundo a perspectiva da Escola Austríaca, explica seus estudos que a aproximam da teoria da escolha pública, discorre sobre o conceito de ação humana e sobre os fundamentos epistemológicos do individualismo metodológico e dos limites do conhecimento científico”.

Mais um caso dramático no contexto da crise…

Filed under: Comentário,Economia,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:46

Mais um caso que prova a necessidade de poupar e realizar atempadamente investimentos acertado como forma de precaver situações fuuras de carência. Até porque os imprevistos podem, como se vê, acontecer a qualquer um: Cavaco diz que as reformas dele não chegarão para pagar despesas

“Neste momento já sei quanto é que irei receber da Caixa Geral de Aposentações, descontei quase 40 anos uma parte do meu salários para a CGA como professor universitário e também descontei durante alguns anos como investigador da Fundação Calouste Gulbenkian e devo receber 1300 por mês, não sei se ouviu bem 1300 euros por mês”, disse Cavaco, olhando o jornalista. “Tudo somado o que irei receber do fundo de pensões do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações quase de certeza que não dá para pagar as minhas despesas”, afirmou.

As contradições de uma Constituição socialista

Filed under: Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:32

Ajudem Isabel Moreira a ridicularizar a Constituição. Por João Miranda.

Qualquer medida de corte na despesa esbarra num ou noutro direito absolutamente essencial. É por isso meritório o pedido de fiscalização da constitucionalidade do orçamento de estado feito pelos deputados socráticos. Nada como confrontar a constituição com as suas próprias contradições e utopias.

Leitura complementar: O problema constitucional português; A Constituição do nosso atraso; O significado da Constituição portuguesa; Ter uma Constituição socialista é um problema; Ter uma Constituição socialista é um problema (4).

Socráticos atacam de novo

Filed under: Política,Política Fiscal,Portugal — Maria João Marques @ 12:46

Neste envio para o tribunal constitucional do OE 2012 por uma associação nada fortuita de deputados do BE com os socráticos indefectíveis do PS, há duas questões que me parecem muito graves. A primeira é simples e evidente: a pandilha socrática do PS continua na sua senda para destruir o que consegue do país.

A segunda é de outra natureza e prende-se com a absoluta incapacidade de aqueles, ou alguns daqueles, deputados desempenharem o cargo que ocupam. Tenho lido e ouvido António Barreto afirmar que os socialistas, apesar de não o reconhecerem publicamente, em surdina sabem o que fizeram ao país. Ora eu desconfio, e lendo por exemplo esta entrevista a Isabel Moreira - do grupo referido no parágrafo acima – fico com a certeza que este espírito crítico e esta clarividência (mesmo se baixinho) referida por Barreto é inexistente. Vejamos: além da admiração desmedida por Sócrates, a senhora considera que este ‘herdou um défice descomunal de uma direita que o criou sem crise internacional’ e que Sócrates  ’Em dois anos reduziu esse défice para valores à volta de 3 por cento’.

E aqui é necessário pararmos e, antes de levantarmos as mãos à cabeça com tanta incredulidade, dar umas lições a Isabel Moreira, que demonstra uma abissal ignorância sobre orçamentos anteriores e défices que a tornam incapaz de participar em qualquer votação sobre contas públicas. É que o ‘défice descomunal’ que Sócrates herdou foi, como todos sabem, uma construção teórica de Constâncio para dar legitimidade às políticas despesistas mascaradas de ajustamento orçamental do governo Sócrates. Esse défice descomunal que refere Moreira não existiu.

E mais, e isto é algo que temos de repetir até à exaustão para desmistificar as ideias falsas que são transmitidas, ou por ignorância ou com má intenção, sobre os méritos orçamentais de Sócrates. Sócrates não reduziu défices coisa nenhuma: Sócrates extorquiu dinheiro aos portugueses em quantidades crescentes que lhe permitiram aumentar a despesa pública em termos absolutos todos os anos mesmo depois de descontada a inflação. Em suma: os contribuintes reduziram o défice; José Sócrates foi um perdulário irresponsável que gastou até o que os contribuintes não tinham.

E a quem não percebe estas realidades não se deve dizer que não deve enviar o OE para o tribunal constitucional, deve-se aconselhar a faltar em todas as votações referentes ao orçamento, uma vez que manifestamente não entende aquilo que estão a votar. Ou, melhor ainda e dada a importância dos dinheiros públicos em qualquer legislação, a renunciar ao cargo.

O terror que move montanhas

Ainda mexe.

regulamentação frenética

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 11:34

“(…) we currently have around 40 different types of employment contract. This has to be simplified: one unique full-time contract with common clauses for all new workers, and another to encourage part-time hiring”, Luis de Guindos, Ministro da Economia espanhol, hoje no Wall Street Journal.

Espanha: 40 tipos de contratos de trabalho!! É o que dá o frenesim regulamentar. Em Espanha e não só.

O “caminho do meio” entre Liberdade e socialismo

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 08:36

In any compromise between good and evil, it is only evil that can profit.

Ayn Rand

Capitalism, Socialism, and the “Middle Way”: A Taxonomy (PDF):

Abstract- Political scientists have coined a variety of ideologically slanted terms to designate the “middle way” between the market and the command economy, including neofascism, the affirmative democratic state, and corporate liberalism. A more straightforward approach to classifying a political-economic system is by the way it treats property ownership (public vs. private) and control (public vs. private).

A fourfold political-economic classification system emerges from the dimensions of property ownership (private versus public) and control (private versus public). Capitalism is the system in which ownership and control are largely private, socialism the system in which they are largely public. The system that emerged in most Western states beginning in the late nineteenth century was one in which the ownership of the means of production was nominally private, but their control was increasingly in the hands of public officials. Feudalism, when added to this three-way taxonomy, appears as a fourth arrangement, in which the means of production are nominally public, but the actual use of productive property is largely private.

The most neutral description for the system of nominally private ownership and public control is “the third way” between capitalism and socialism. Many authors, however, have proffered far more descriptive names based on their ideological beliefs about the nature and workings of “third-way” systems. Those who believe in laissezfaire capitalism tend to coin terms stressing the negative effects resulting from the public control of productive property, for example, the hampered market and neofascism. Those who reject capitalism occasionally employ terms that connote the benefits of regulation, such as the positive state and the affirmative democratic state. Yet others, believing that third-way systems are typically captured by commercial interests who exploit them for their own gain, coin terms that emphasize a negative reading of that situation, such as corporate statism and corporate liberalism.

Nanny state sem limites

Filed under: Ambiente,Nanny State Watch — ruicarmo @ 00:21

Mais um caso exemplar: Where the nanny state leads.

Janeiro 19, 2012

(des)concertação social

Filed under: Economia,Justiça — BZ @ 22:58

O recente acordo de concertação social sobre o mercado do trabalho centra-se agora em trocas de acusações entre centrais sindicais. Nada mais errado! Na minha opinião devíamos, sim, todos discutir sobre a legalidade de haver algumas entidades com o poder para pré-determinar as condições contratuais entre trabalhador e empregador (e que mudam quase todos os anos).

Se eu, como trabalhador, pretender negociar um contrato em que abdico do recebimento de indemnização caso a empresa decida romper a nossa relação laboral, porque razão deve haver uma entidade estatal que limita a minha liberdade?

O socialismo não resolve os problemas, subsidia-os

Filed under: Política,Portugal,Videos — ruicarmo @ 22:26

Sobre o corte de rating anunciado pelas as agências de notação, a declaração política de Adolfo Mesquita Nunes.

Reductio ad Hitlerum

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal — BZ @ 22:07

Via Miguel Noronha, Bruno Carvalho no 5Dias (meu destaque):

É justo que João Proença seja visto como kapo, que eram os presos que policiavam os campos de concentração ao serviço dos nazis e que recebiam todo o tipo de privilégios consoante a brutalidade usada.

Reductio ad Hitlerum; Godwin’s Law

Matosinhos em Debate

Filed under: Agenda,Política,Portugal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 21:53
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Debate-se hoje as “pecularidades” de Matosinhos no Café Sol Poente em São Mamede Infesta.

Questões como:
- Corte de 40% do dinheiro entregue às 4 Corporações de Bombeiros (com uma Refinaria da Petrogal, os 6 Silos da APDL – sem Plano de Emergência, 1 Aeroporto e 175000 habitantes) enquanto se gastam 6,3 Milhões na compra dos Estádios dos clubes do concelho: Leixões (do Leixões) e Leça (de uma sociedade que ficou com o crédito mal-parado do BPN) – onde o Tribunal de Contas diz que 1) não há Interesse Público e 2) não havendo interesse público, está-se perante um caso de Corrupção;
- Instrumentalização dos adeptos dos Leixões para atacar o PSD e os seus dirigentes pelos seus dirigentes;
- Retirada do cartaz do PSD pelo Nuno Oliveira, que a Comissão Nacional de Eleições depois obrigou a repor;
-  Composição dos corpos dirigentes da APDL – Associação do Porto de Leixões;
- O comboio que parte do nada e chega a coisa nenhuma (descampado de Leça do Bailio  até o descampado de São Mamede Infesta) – com uma média de 2 passageiros/dia – porque a Câmara não fez as ligações de acordo com o Protocolo que assinou (funcionou durante meses, custou dezenas de milhões);
- Venda de um Parque de Campismo de Angeiras por 5,6 Milhões quando só o terreno vale 15 Milhões – no PDM como Interesse Turístico – numa localização que é uma das melhores áreas da Área Metropolitana do Porto;
- Entrega do Parque Radical do Monte de S. Brás que necessita de um Investimento de 7 Milhões a uma empresa sem actividade e com um Capital Social de 5000 Euros;
- Financiamento de 62 800 Euros para fechar a relva da Marinha em frente ao Quartel, em Leça – em 4 lados excepto pelo acesso por estrada, que ficou aberto pela estrada para todos;
- Exploração da Exponor: reduzida a 1/3, com restante terreno entregue a um fundo imobiliário para habitação, escritórios e hotel;
- Substituição do “carro do Narciso Miranda” (BMW), quando o Guilherme Pinto já se deslocava num outro comprado no tempo intermédio (A6), por um carro de 3000 de cilindrada (C6, mais caro que o A6) para “dignificar o cargo”, e sem valor residual definido, num concurso com critérios feitos à medida para caber o definido a priori;
- Desemprego e “desertificação industrial” de Matosinhos;
- Desorganização urbanística do Concelho de Matosinhos;
- Projecto do “Museu do Mar” (nunca realizado);
- Extensão de Serralves para a Senhora da Hora (nunca realizada);
- Ensino de Inglês a Taxistas (realizada mas que só foi usada por 2 turistas);
- “Política Cultural” de Matosinhos (que não liga com as associações e que compra os eventos como “enlatados” de uma lista) e coordenação com o plano metropolitano (ambos inexistentes) – o que mata o Movimento Associativo;
- Controlo das Associações por afectos ao Partido Socialistas (através do “cheque” dos apoios);
- O que acontece aos 700.000 Euros que a Petrogal atribui às colectividades do concelho (indicadas pela Câmara, não era preciso dizer).

O que só piora com:
- Falta de Rádio Local
- Controlo do único Jornal Local pela equipa de Guilherme Pinto

Post em actualização…

Se o meu livro não tem saída, posso sempre viver da pornografia alheia

Filed under: Blogosfera,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 18:27

O Rodrigo Moita Deus é autor e acha-se no direito de receber direitos de autor. Nada de errado nisso. Convém é que ele entenda que deve receber direitos de autor apenas sobre aquilo que criou. Escrever um livro não lhe dá direito a receber direitos de autor de cada vez que um português copia os seus filmes caseiros. Exigir por via legislativa  receber direitos de autor por aquilo que não criou dá direito a ser chamado um daqueles nomes muito feios.

 

(na eventualidade desta sucessão de posts sobre o PL118 ser pura ironia, está muito bem conseguida. Se não for ironia, acho que a mera dúvida dispensa mais comentários)

Produtividade laboral

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 15:05

“(…) de acordo com os dados do Eurostat, a produtividade laboral “per capita” em Portugal é de 76% da média da União Europeia. Infelizmente, restringindo um pouco o critério, a fim de eliminar as distorções associadas à inclusão indiferenciada do trabalho a tempo inteiro ou a tempo parcial, isto é, analisando a produtividade laboral por cada hora de trabalho, concluímos que a divergência se acentua, representando a produtividade nacional apenas 65% da média da União Europeia. Mais, por comparação com a Alemanha, deduz-se a seguinte tragédia estatística: como os alemães, por cada hora trabalhada, em média produzem mais 24% que o trabalhador médio europeu (ou seja, 124% da média da União Europeia), segue-se como corolário que em Portugal a produtividade por hora é metade daquela que existe na Alemanha.”, um trecho do artigo que hoje publico na Vida Económica.

Isabel

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 14:55

“(…) Foram primeiro os socialistas Vitalino Canas e Isabel Moreira que anunciaram, no Parlamento, terem já as assinaturas que a Constituição diz serem necessárias. Canas salientou o processo bastante participado, que contou com o apoio de vários deputados e ainda a opinião de juristas muito qualificados na área do Direito Constitucional.”, hoje no Público (página 8).

Há no PS uma figura feminina que, pela vida negra que tem feito a António José Seguro, tem vindo a captar a minha atenção: a deputada Isabel Moreira. Filha do histórico Adriano Moreira, algo que parece confirmar (numa mera suposição) a regra segundo a qual figuras gradas ao CDS acabam por migrar para o PS – como independentes, é claro! -, Isabel é uma mulher de armas e uma mulher especialmente aguerrida.

Ora, tendo sido esta a deputada que, há algumas semanas, por alturas da discussão do OE2012 em sede de especialidade, despoletou um polémico conjunto de declarações de voto na sua bancada parlamentar, desafiando a posição oficial do partido numa matéria para a qual havia sido exigida a disciplina de voto, volta a ser esta a deputada que agora se prepara, novamente, para agitar as águas no seio do PS. Outrora, a coisa resolveu-se com um pedido de desculpas decorrente de um equívoco que de equívoco nada teve. Por isso, interrogo-me: e agora, como será? Derramará, uma vez mais, lágrimas de crocodilo? Ou assumirá, frontalmente, que representa uma oposição interna a Seguro?

Romney ganhou? (2)

Filed under: Eleições EUA 2012,Videos — BZ @ 11:55

Die Hard…cenas do próximo capítulo

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 11:14

“(…) Greece’s government heads into a second day of talks with private creditors in a push to reach an accord that would slash the nation’s debt and avert a collapse of the economy. Discussions with officials from the Institute of International Finance, which represents bondholders, will continue today, Greek Finance Minister Evangelos Venizelos told lawmakers in Parliament (…) Fitch Ratings has said the October agreement would amount to a “default event” once implemented, while the International Swaps and Derivatives Association has said it wouldn’t trigger credit-default swaps bought by investors as insurance against the country failing to meet its obligations. The creditors’ steering committee includes representatives from banks and insurers with the largest holdings of Greek government bonds, including National Bank of Greece SA, BNP Paribas, Commerzbank AG (CBK), Deutsche Bank AG (DBK), Intesa Sanpaolo SpA (ISP), ING Groep NV (INGA), Allianz SE (ALV) and Axa SA. (CS)”, hoje na Bloomberg.

A imprensa está hoje muito entusiasmada com o regresso das negociações entre a Grécia e um consórcio de credores seus que reúne alguns dos maiores bancos e seguradoras internacionais. Estes, por sua vez, são igualmente influentes na “International Swaps and Derivatives Association” (ISDA) cuja missão, entre outras, é atestar e certificar a ocorrência dos eventos de crédito, isto é, dos “defaults”. Por outras palavras, um “default” só será assumido enquanto tal se a ISDA assim o determinar, aplicando-lhe a chancela oficial, sendo que é desta que depois dependerá o exercício dos Credit Default Swaps (CDS) que protegem contra os eventos de crédito.

Ora, nas negociações que agora se reiniciaram, segundo consta, tudo indica que do lado dos bancos e seguradoras parece existir quorum. No entanto, o mesmo já não sucederá do lado das entidades para-bancárias, nomeadamente junto dos “Hedge Funds”, que tendo coberto o risco das suas posições em dívida grega através de CDS – nota: os CDS só podem ser exercidos se o investidor também tiver em carteira os activos subjacentes, neste caso, a dívida grega – não querem ouvir falar de perdas tão acentuadas quanto aquelas que hoje são mencionadas (uma perda de 68% vs os 50% previstos no plano original de Outubro). Deste modo, considerando que os membros da ISDA pertencem essencialmente ao sector financeiro institucionalizado, excluindo portanto os “Hedge Funds”, está bom de ver o que poderá acontecer aos CDS’s detidos por estes mesmos “Hedge Funds”, se esta gente, por acaso, decidir boicotar a natureza voluntária do perdão de dívida exigido pela União Europeia e pela própria Grécia…no limite, a ISDA, através de uma ardilosa argumentação, poderá não decretar o “default” e os CDS vão para o galheiro! É que, convém não esquecer o seguinte: os CDS são emitidos, e vendidos a terceiros, essencialmente por bancos, alguns dos quais membros do comité executivo da ISDA.

A tese anterior, acerca da qual já tinha lido há meses, parece estar a ganhar adeptos e as ameaças gregas de aprovar leis que tornem a coisa voluntária – uma contradição extraordinária -, fazem crer que, em caso de necessidade, o sector bancário cerrará fileiras contra o sector para-bancário que, ainda para mais, a exemplo das agências de “rating”, nos últimos anos se puseram mediaticamente a jeito. Enfim, como John McClane, um personagem de Bruce Willis, disse um dia ao mau da fita em “Die Hard”, um título sugestivo que se aplica que nem uma luva ao filme que temos visto na Grécia, também o ISDA parece preparar-se para soltar o grito sentenciador a todos aqueles que se lhes opuserem: “Yippie-Kay-Hay, mother fucker”!

estatistas criminosos

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 10:47

Trabalhador sofre com Estado gordo:

Reduzir de forma brutal a despesa do Estado, cortar a sério no monstro, despedir milhares e milhares de funcionários públicos que estão a mais no Estado. Acabar de vez com inúmeros organismos, serviços e departamentos que só existem para dificultar a vida às pessoas, às empresas, ao investimento, à economia.

Agora os mesmos que nem sequer admitem cortar a sério no monstro choram muitas lágrimas com o acordo obtido na concertação social. Gritam como bezerros contra os cortes salariais, das férias, das pontes, das folgas, dos feriados, das horas extraordinárias, do trabalho nocturno.

Esta gente, que se diz de esquerda e outra que alinha as suas posições com a doutrina social da Igreja, não admite que os custos do trabalho sejam reduzidos à custa do Estado e protestam violentamente quando esse corte é feito à custa dos trabalhadores. São hipócritas, fariseus e os verdadeiros responsáveis pelo que se está a passar no mundo do trabalho e da economia.

Enquanto o governo alinhar com esta gente não há emprego, não há salários decentes para quem trabalha e não há economia que resista. A única solução, o único caminho é atacar o monstro, a sua despesa, a sua gordura, os seus vícios. O único caminho possível para Portugal é reduzir o Estado ao mínimo e baixar de forma brutal os impostos.

É criminoso que um empresário, uma empresa, um investidor, português, estrangeiro, grande, pequeno ou médio tenha de pagar ao Estado uma brutalidade para dar trabalho a uma pessoa. É criminoso que o Estado engorde à custa da vida e da dignidade de milhões e milhões de pessoas. É tempo de dizer basta.

Democracia em Portugal

Filed under: Diversos — elisabetejoaquim @ 10:09

Só 56% dos portugueses acredita que o melhor sistema é a democracia, mais ou menos a mesma percentagem que se deslocou até às urnas nas últimas eleições.

Gestational surrogacy

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 09:19

What’s Wrong With Gestational Surrogacy? de David D. Friedman:

Gestational surrogacy is the arrangement by which a couple arrange to fertilize the woman’s egg with the man’s sperm, then have the fertilized ovum implanted and gestated in another woman’s womb ..

I gather, however, from a conversation with someone who has been researching the subject, that in most of western Europe it is illegal ..

Which raises an obvious question: Why would anyone be against the arrangement? ..

There are, I think, a number of possible answers, although none that in my view justify the restrictions. One is that the decision to be a host mother is not freely made since it is “compelled” by poverty ..

A second possibility, following a line of argument originated (I think) in the context of prostitution .. is that by permitting a woman to rent out the use of her womb (body) we “commodify” motherhood (sex), cause people to think of it as something to be bought and sold, and so cheapen the human experience ..

A somewhat better argument that might be made against surrogacy is that permitting a couple to produce a child when they otherwise could not means that they will have no need to adopt, hence prohibiting surrogacy benefits children in need of parents. There is some logic to the argument, but its morality is questionable ..

Finally there comes what I suspect is the real reason. Natural is good, and surrogacy (like IVF before it, and many other things as well) is unnatural. Our grandparents didn’t do it, our pre-human ancestors didn’t do it, so there must be something wrong with it, something wicked, sinful. Icky.

And worse still if done for money.

Em defesa das autoridades Norueguesas

Filed under: Humor,Política,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 06:45

Todos aqueles que criticaram as autoridades Norueguesas por não terem tomado as devidas precauções em relação a Anders Breivik quando este fez as suas ameças de violência pela internet antes do atentado, deviam tomar atenção à situação portuguesa. Se as autoridades portuguesas se dedicassem a investigar todos os maluquinhos que fazem ameaças de violência pela internet, não teriam tempo para mais nada.

Janeiro 18, 2012

o grupo de Paris

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 21:31

“A posição do PS sobre o Orçamento [do Estado para 2012] é muito clara: A prioridade é a fiscalização política do Orçamento. Por isso, nós, institucionalmente, demarcamo-nos totalmente desta iniciativa de alguns deputados do PS com o Bloco de Esquerda”, declarou Carlos Zorrinho. Carlos Zorrinho falava aos jornalistas, na Assembleia da República, após o ex-porta-voz socialista Vitalino Canas ter anunciado que o requerimento a suscitar a constitucionalidade do Orçamento já tinha recolhido as 23 assinaturas necessárias para ser aceite no Tribunal Constitucional. Interrogado se esta iniciativa de suscitar a constitucionalidade do Orçamento é uma afronta à sua liderança parlamentar no PS, Zorrinho referiu que a prioridade da bancada socialista “é a fiscalização política do Orçamento”. “Demarcamo-nos totalmente da iniciativa de alguns deputados do PS e do Bloco de Esquerda”, disse, usando uma frase que repetiu depois por quatro vezes.”,no Público.

As bolas de berlim da D. Maria

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 21:11
“(…) Que relevância pública tem a D. Maria que, no fogão da sua cozinha, faz as bolas de berlim que se vendem na pastelaria da sua prima lá na terra? Nenhuma. Que relevância pública tem a actividade do Sr. Francisco que todos os dias se mete no seu barco a remos e vai pescar sardinhas ao largo, as quais depois vende na tasca do Sr. Luís, cujo pai já era amigo do pai do Sr. Francisco? Nenhuma. Nem sequer se trata de negócios. Trata-se de actividades de subsistência. A importância que é dada no estudo da Universidade Católica à economia informal interessa sobretudo ao Fisco e à Segurança Social, eventualmente também à ASAE. Mas que volume de impostos espera o Ministério das Finanças obter da actividade económica da D. Maria ou da do Sr. Francisco? Absolutamente irrelevante. E quanto à qualidade das bolas de berlim da D. Maria, e das sardinhas do Sr. Francisco, que pode interessar à ASAE, a melhor garantia é que não se conhece ninguém lá na terra que tenha morrido por comer umas ou outras.”, Relevância Pública, por Pedro Arroja.

The effects of the minimum wage

Filed under: Economia,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Edgar the Exploiter

Povo de parvos costumes

Filed under: Nanny State Watch — Carlos M. Fernandes @ 16:35

Com Portugal na bancarrota e sem sinais claros de mudanças no sentido da liberdade e responsabilidade individuais, há cidadãos que se entretêm a pedir embalagens de açúcar mais pequenas. (Isto depois de, há alguns dias, ter sido noticiado que a petição para a abolição das touradas liderava a lista de petições públicas.) Resistimos a generalizar e a dizer que os portugueses merecem todos os males que lhes caíram no lombo; o país é um circo de feminazis, higieno-fascistas e ecologistas-da-natureza-de-peluche, mas nem todos se identificam com estas cruzadas pela moral e bons costumes. No entanto, não resistimos a deixar uma mensagem a estes cidadãos tão empenhados em civilizar-nos: metam-se nas vossas vidas! Está bem?

Mais e “melhor” nanny state

Filed under: Nanny State Watch — ruicarmo @ 16:13

O Estado sabe o que é melhor para os pais e para a futuro da indústria pornográfica.

Porque eu apoio Ron Paul

Socialismo: I´ve got you under my skin

Filed under: Cultura,Política,Política Fiscal,Portugal — Maria João Marques @ 12:41

Nesta lei anti-pirataria, o que me impressiona é como todos os partidos presentes na AR de imediato aderem a uma qualquer proposta alucinada, de proveniência que deveria merecer todas as cautelas (a ex-ministra Gabriela Canavilhas), desde que essa proposta vise extorquir dinheiro – como bem lhe chama o Nuno Gouveia - aos consumidores para o transferir para essa categoria etérea que são os artistas que, como toda a gente refinada sabe, têm direito a serem sustentados pelos outros, incluindo os outros que não suportam as suas produções artísticas (lembram-se das casas com renda de saldos da Câmara Municipal de Lisboa?). Como é possível que haja adesão imediata a uma proposta absurda como esta?

E ainda me impressiono com mais: todos os grupos parlamentares – compostos por esses seres impolutos e altruístas e inteiramente devotados ao bem-comum, por oposição aos mortais menores que apenas tratam das suas ‘vidinhas’ (recordemos as intoleráveis palavras de Assunção Esteves) - não se coíbem de tratar todos os portugueses como potenciais delinquentes, ao assumir que quem vai comprar um meio de guardar informação o vai usar para copiar ficheiros que deveriam pagar direitos de autor. Não haverá nenhuma protecção constitucional contra isto?

Bem, tomemos o sucedido como um devaneio juvenil e esperemos que a maioria parlamentar ganhe juízo e chumbe uma proposta que nem merecia o tempo que se gastou a discuti-la.

o socialismo deriva de psicologias da idade da pedra

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 11:08

The Origins of Envy:

Our egalitarian feelings were forged in the Stone Age. But the cave man ethos is not always appropriate in the context of the modern world.

Thus, the feelings that go along with that tribal interdependency—including envy—are “hardwired.” And we’ve not had enough time in civilization to rewire them. “Natural selection, the process that designed our brain,” write Leda Cosmides and John Tooby, “takes a long time to design a circuit of any complexity. The time it takes to build circuits that are suited to a given environment is so slow it is hard to even imagine—it’s like a stone being sculpted by wind-blown sand. Even relatively simple changes can take tens of thousands of years.”

There are three primary egalitarian emotions—envy, guilt, and indignation. I call these the “Stone Age Trinity.” These three are connected as facets of the same socio-biological function. To get a better sense of this connection, let’s break them down as follows:

  • If in comparing myself to you I find you have more, I may feel envy.
  • If in comparing myself to you I find you have less, I may feel guilt.
  • If in comparing someone to you I find you have more, I may feel indignation.

For Paleolithic Man, this was not just some errant feeling. It provided the basis for survival logic in a mostly zero-sum world.

As a commune grows, free-rider problems infect the labor pool.

.. the rules, mores, and dispositions ideal for living in civilizations could be very different from the rules, mores, and dispositions for surviving in Paleolithic clans.

Any human emotion can become destructive by degree. Economist Young Back Choi thinks that envy is particularly destructive because it “is man’s desire to eliminate others’ relative gains even if he would become absolutely worse off in the process.” We see this in the original Ultimatum game. And we see it in the brutal consequences of Stalin and Mao ..

Understood this way, envy, despite its evolutionary rationale, does not seem very sane .. “’Only those societies that have been able to develop sufficient means to mitigate the destructive forces of envy have been able to build civilizations and prosper. Anthropologists have documented that two of the most distinguishing features of poor societies are the relative free expression of envy and the universal fear of envy on the part of those who come to have above-average gains.”

Envy can creep into both our politics and our personal lives. So also can envy’s sister emotions, guilt and indignation. All three are facets of a brain that was sculpted by millennia in a mostly zero-sum environment. But now we can live in a positive-sum world.

Janeiro 17, 2012

As agências de rating e a conspiração americana para destruir o euro

Filed under: Economia,Internacional,Media,Política,Política Monetária,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 23:58

Somos lixo. Por José Carlos Alexandre.

Há, claro, uma teoria da conspiração para o que se está a passar. Ao que consta, existem razões políticas por detrás desta despromoção “sistémica” e uma guerra entre o dólar e o euro. Infelizmente, não nos são fornecidos muitos detalhes sobre o assunto. Presumo, no entanto, que haverá uma mão de Obama nesta tramóia. Curiosamente, os partidários destas “teorias” também
nunca explicam bem o que é que os EUA ganhariam com a desintegração do euro e a consequente hecatombe da União Europeia. Sim, repito, que vantagens económicas teriam os EUA com uma Europa de rastos? Não se percebe.

Ou melhor, até se percebe. É mais reconfortante acreditar que foram os americanos que malevolamente nos atiraram para o caixote do lixo do que admitir que fomos lá parar por culpa nossa.

“Forget austerity, sovereign debt and the euro. Europe has a much deeper problem”

Artigo do New York Times sobre a crise nos países europeus:

“Europe is undergoing not one but two simultaneous economic crises. The first is a rapid, obvious one — all about sovereign debt, a collapsing currency and austerity measures — that we hear about all the time. The second is insidious but more important. After decades of trying, Europe as a whole still can’t quite figure out how to be flexible enough to compete in the global economy.”

500 maiores empresas do país duplicam lucros e fintam crise

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 21:45
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De acordo com a Agência Financeira,

As 500 maiores empresas do país, segundo a lista publicada pela «Exame», mais que duplicaram os lucros em 2010, face a 2009. A Continental Mabor é a melhor empresa do ano e Alexandre Soares dos Santos recebe o troféu anual Excelência na Liderança, segundo a revista. 

No seu conjunto, as 500 companhias registaram lucros de 12,2 mil milhões de euros, um aumento de 130,2%, em grande parte impulsionado pela venda da Vivo pela PT. «Mas, mesmo sem considerar esta operação, a expansão dos lucros conjuntos das 500 M&M atingiu 27,8%, dando um pontapé na crise», escreve a «Exame». 

O grupo vendeu também mais 13,7% em 2010, revela o estudo «500 M&M», na sua 22ª edição. Este aglomerado de empresas, que representa 71,7% do Produto Interno Bruto (PIB), facturou 124 mil milhões de euros no ano em causa. No ano de 2009, o grupo representava «apenas» 64,7% da riqueza produzida no país.

O sector dos combustíveis continua a liderar, em termos de volume de vendas, representando 13% do total. Este sector registou um acréscimo de vendas de 20,79%. A Petrogal é a empresa que mais factura, seguida pela EDP Serviço Universal e pela EDP Distribuição. Na quarta posição ficou o Modelo Continente e, em quinto, o Pingo Doce. 

Também a rentabilidade das vendas (quociente entre resultado operacional e vendas) mais do que duplicou, passando de 6% em 2009 para 13,1%, em 2010. «Um valor que não encontra comparação na última década», revela a «Exame». A tendência foi semelhante ao nível da rentabilidade do activo e do capital próprio. 

As 500 M&M empregam 8,7% da população empregada no país, o que ilustra bem a sua influência. Isto significa também que a rentabilidade melhorou sem redução do número de empregados. No ano de 2010, o número global de funcionários atingiu os 432 mil, mais 30 mil que no ano anterior.

Relevante é também o contributo das 500 M&M para os cofres públicos: 1,7 mil milhões de euros em 2010, mais 26% do que no ano anterior. 

Estas empresas tiveram, no entanto, de se endividar mais: o endividamento subiu de 66,8 para 72,7%. «Os negócios estão menos sustentáveis», escreve a revista. E o endividamento não é o único indicador que ilustra a maior vulnerabilidade financeira: a solvabilidade (quociente entre capital próprio e passivo) voltou a diminuir, para 37,5%. 

A liquidez geral das 500 M&M desceu, ou seja, a sua capacidade para enfrentar compromissos financeiros de curto prazo voltou a cair. A liquidez geral, que relaciona o activo circulante com o passivo circulante, passou de 127,5 para 81,4% em 2010. 

No que se refere a localização geográfica, mais de 70% das empresas têm as suas sedes na região de Lisboa e Vale do Tejo, seguindo-se o Norte com 20% e a região Centro com 5,65%. Quanto à origem do capital, 57,6% são maioritariamente nacionais. São estrangeiras 42,4% das empresas presentes no ranking. Os países mais representados são a Espanha (9,4%), França (6%), EUA (5,2%) e Reino Unido (2,6%).

Num regime Corporativista e Estatista como o Português, em que a amizade com o Estado é essencial à sobrevivência económica devido a todos os privilégios que este pode oferecer, as empresas com pouco poder político definham, e as empresas influentes  florescem. Crise é para quem não tem peso!

Assim, para as empresas com maior poder político em Portugal:
- Os Lucros variaram +130,2% (Impostos +26%)
- As Vendas variaram +13,7% (Rentabilidade das Vendas duplicaram)
- O peso no PIB atingiu 71,7% do PIB (64,7% em 2009!) (só 8,7% do Emprego)
- Sedes: Lisboa 70%, Porto 20%
- Origem do Capital: Portugal 57,6%, Espanha 9,4%, França 6%, EUA 5,2%, UK 2,6%

A economia real sofre, os empreendedores sofrem, os trabalhadores privados sofrem. Os funcionários públicos “já nos quadros” safam-se bem, os funcionários públicos “de topo” vivem à grande, as empresas com os relacionamentos certos como se vê.

Tudo isto enquanto exportamos “a geração mais bem preparada de sempre”, vendemos as empresas Portuguesas ao exterior e baixamos a taxa de natalidade para valores historicamente baixos.

Gostava de ser um optimista. Mas é cada vez mais claro o que é necessário para ser um optimista.

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