A cambada da elite continua a morder no Trump

Donald Trump publicou no Twitter o seu desejo de que Nigel Farage, político britânico, seja o embaixador do Reino Unido em Washington. Embora hoje em dia nada possa ser dado como adquirido, o embaixador de um país é de onde vem, não é indicado pelo país para onde vai. Cabe ao seu país escolher; o outro o mais que pode é não aceitar. Era assim antigamente e mesmo com pós-verdade continua a ser. Diplomaticamente (e em diplomacia isso conta, a diplomacia) a tal sugestão de Trump é mais uma trumpitude. Tipo centenas de outras da campanha. Eu digo uma enormidade... Mas não foi bem isso que eu disse... Aliás, eu nem disse nada... Ontem, o jornal The New York Times noticiou o tolo do tweet de Trump com decibéis baixos e ouviu embaixadores a lembrar a evidência da representatividade de um embaixador. E escreveu também que Farage foi o primeiro político estrangeiro recebido pelo Trump vencedor, e mais: nesse encontro, na presença de amigos do britânico, Trump pediu-lhes para fazerem lóbi contra os parques eólicos na Escócia. Onde, por acaso, Trump tem dois campos de golfe e tem protestado por um deles ser incomodado pelas eólicas. Londres já varreu a hipótese de Farage embaixador, e a política externa americana não será, talvez, uma diplomacia de tacadas contra o vento. Mas o que me traz aqui é a vaca fria: já viram a insistência dos jornais em meterem-se com Trump?! Depois não querem que os brancos pobres se indignem.

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