Mostrar mensagens com a etiqueta Design. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Design. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 19 de junho de 2018

Portugal: tara recuperável para garrafas de plástico a partir de 2022

Fonte: Uniplnanet

O Governo pretende que a partir de 2022 as garrafas de plástico de águas minerais e de refrigerantes tenham tara recuperável, ou seja, que o consumidor ao devolver estas embalagens receba o que pagou por elas, tal como já acontece com as garrafas de vidro de cerveja. 

A tara recuperável deverá ser testada já a partir do próximo ano, em parceria com o sector da distribuição, mas só deverá entrar em vigor a partir de janeiro de 2022, depois de terminarem as licenças das gestoras de embalagens, de acordo com o jornal Público.

Este sistema já é usado em países como a Alemanha, Finlândia, Dinamarca, Eslováquia, Noruega, Holanda e Suécia e permitiu que alguns países alcançassem uma taxa média de retoma destas embalagens de 94%, reduzindo assim as embalagens que seriam incineradas ou levadas para aterros. 

Carlos Martins, secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, pretende também que as garrafas de plástico passem a ser constituídas apenas por um único composto, em vez de um plástico para a garrafa, outro para a tampa e outro para o rótulo, para assim simplificar a sua reciclagem através de ecodesign. Na restauração, o objetivo é trazer de volta o vidro para as mesas

A taxa sobre os sacos plásticos leves vigora há três anos e permitiu uma mudança de mentalidades e uma redução no número de sacos utilizados; no entanto, o uso de sacos leves foi substituído por outros de maior gramagem. Está a ser ponderado o alargamento da taxa dos sacos de plástico leves para os mais espessos (espessura superior a 50 microgramas) para aumentar assim a sua reutilização. Os sacos mais leves deverão ser todos biodegradáveis.

Carlos Martins afirmou que é preciso também controlar o uso de plástico nas vendas online, devido ao elevado uso deste material.

A meta europeia para Portugal é que ocorra uma recolha de 90% das garrafas de plástico descartáveis até 2025 e para o cumprir o Ministério do Ambiente afirmou que é preciso melhorar os sistemas de recolha de embalagens, levando a que mais autarquias façam a recolha da reciclagem porta a porta, principalmente nas cidades, tal como já acontece, nos concelhos de Lisboa, Maia, Valongo e Lajes das Flores

O grupo de trabalho de Carlos Martins, criado em fevereiro, vai propor também incentivos fiscais para reduzir o uso de utensílios descartáveis, como palhinhas, cotonetes, pratos, copos e talheres de plástico, que poderão posteriormente terminar na proibição destes artigos.

Segundo Carlos Martins, estas medidas não entrarão no próximo Orçamento do Estado. Em 2019, serão realizados projetos-piloto, como, por exemplo, dos sistemas em que os cidadãos pagam de acordo com a quantidade de lixo que produzem (Pay as you throw). A médio prazo serão disponibilizados novos apoios, do Fundo Ambiental, à inovação na área do ecodesign para que investigadores e empresas reduzam a complexidade das embalagens, de forma a serem mais facilmente recicladas. 

Importa lembrar que em Portugal cerca de um terço dos cidadãos (três milhões de portugueses) não recicla

terça-feira, 3 de abril de 2018

Agricultura Sintrópica em Portugal- Desenhos de plantio para o Mediterrâneo! Projeto de enriquecimento de olival, por Ernst Götsch.

Trabalho realizado no workshop de Agricultura Sintrópica na Herdade do Freixo do Meio, na região do Alentejo, em Portugal, em março de 2018.

Modelo 1:


Exemplificação para a transformação de um olival de aproximadamente 50 anos de idade para um sistema complexo, multiestrato, que se assemelhará ao ecossistema natural e original do local tanto em sua dinâmica, quanto em seu funcionamento e estratificação.
Uso atual:




Vista superior do sistema em seu estado atual, considerando o atual diâmetro da copa:





Passos para o enriquecimento do sistema

1- nas filas das oliveiras existentes:

a) Modelo ilustrativo - estado atual:





a') Modelo esquemático - estado atual:





b) modelo ilustrativo – intervenção passo 1: enriquecimento de mais 1 estrato agregando, a cada intervalo de oliveiras, 3 pessegueiros ou pistaches.





c) modelo ilustrativo – intervenção passo 2: agregando mais 1 estrato composto por nogueira e choupo





Trabalho realizado durante o workshop:


A fila das árvores foi transformada em um canteiro contínuo em que agora estão plantadas verduras, aromáticas, flores e figo da índia, de modo adensado e considerando espaço, estrato e tempo de vida de cada um desses integrantes.


Considerando os recursos (ainda escassos no momento da implantação), decidimos por fazer os canteiros estreitos (aproximadamente 40cm de largura) proporcionais em sua largura à quantidade de matéria orgânica que tivemos - visto a capacidade produtiva da vegetação rasteira existente atualmente neste olival. Na medida em que tivermos trocado esta vegetação rasteira por uma outra mais funcional para o sistema, composta por gramíneas mais produtivas e herbáceas conhecidas por seu sistema radical bastante eficiente (como por exemplo Verbascum, funcho, cardos, cenoura brava, etc) nossos recursos aumentarão.


Mais tarde, com todas as árvores agregadas - sobretudo aquelas plantadas com o intuito de produzir matéria orgânica, tais como choupo, sabugueiro, Quercus, etc - poderemos aumentar a largura daqueles canteiros e usá-los para o cultivo de anuais de inverno e da primavera, sem a necessidade de capinar, afofar o solo, irrigar, e também sem precisar do aporte de fertilizantes (adubos) externos.


2 - Canteiros do meio:


(idênticos com relação à posição entre as oliveiras, com os canteiros para as hortaliças do “modelo b”)


Espécies usadas além das verduras:

a) Fruteiras ou noz arbórea, citrinos (limão, tangerina, laranja) ou pêssego ou pistache.

Espaçamento: a cada 3 metros 1 árvore (estrato baixo médio)

b) Videiras junto com os seus futuros tutores vivos - figo, Morus nigra, Schinus molle, Sausa chorão, Tipoana tipo

Plante juntas todas as 5 espécies em uma área linear de 30 cm (vide figura). Planta-se uma videira em ambos os lados do plantio dos tutores.

Em todos os canteiros, idênticos àqueles feitos nas filas das oliveiras, ocupar plenamente com verduras, aromáticas, figo da índia e flores.


c) Organização dos canteiros com as videiras e espaçamento:





d) desenho dos mesmos canteiros com as árvores e as videiras adultas:





O sistema é composto, em sua maioria, por espécies caducifólias a serem podadas (todas elas) anualmente no inverno. Com isso adquirimos matéria orgânica abundante para poder criar canteiros largos, com uma rica camada de material ramial. E, adicionalmente, com luz suficiente e proteção de geadas para poder cultivar um amplo conjunto de verduras – como, por exemplo, tomate, pimentão, repolho etc, sem necessidade de aporte de fertilizantes e sem irrigação.


3 - Secção transversal da mesma plantação (atual olival) em 8 ou 10 anos, com árvores e as videiras agregadas adultas.




segunda-feira, 5 de março de 2018

Como fazer um hotel para proteger abelhas passo a passo

As abelhas, um elemento-chave no ecossistema global, estão em perigo. E uma das razões é a expansão das cidades. Portanto, se você mora numa metrópole ou se você simplesmente quer colaborar na preservação dessas espécies, uma opção muito simples é criar um hotel para abelhas. Porque, mesmo que você acredite, nem todos vivem em colmeias. Na verdade, a maioria das milhares de espécies de abelhas que existem são solitárias, de modo que ter espaços individuais para se proteger é importante para sua sobrevivência. Você se atreve a fazer sua parte para proteger as abelhas e o planeta? Então, explicamos como fazer seu hotel para abelhas DIY passo a passo.
Para fabricares um hotel para abelhas passo a passo segue este link e obtens este resultado final.


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Entenda a diferença entre o upcycle e a reciclagem


Na busca por soluções que evitem ou, pelo menos, reduzam a degradação ambiental, muitos termos e conceitos vão surgindo. É o caso do upcycle, que surgiu em 1990 e está cada vez mais presente no dia a dia das pessoas.

Ao contrário da reciclagem, que prevê a criação de um novo ciclo para o material descartado, o upcycle visa a valorização do ciclo. De acordo com William McDonough e Michael Braungart, no livro Cradle to Cradle: Remaking the Way We Make Things, upcycle é “evitar desperdício de materiais potencialmente úteis, fazendo uso dos já existentes”.

Os autores afirmam, ainda, que ao reduzir o uso de novas matérias-primas, há uma redução no consumo de energia, poluição do ar, poluição da água e até as emissões de gases de efeito estufa.

Ainda não entendeu? Funciona assim: os produtos que não têm mais uso e iriam para o lixo, devem ser utilizados como são, mas para outros fins. De forma que seu produto final agregue valor ao material utilizado.

Dessa forma, o que estaria no fim da vida útil se transformaria em algo novo e valorizado. É uma espécie de reinserção do produto nos processos produtivos.

O processo vem ganhando muitos adeptos. Isso porque, além de ser ecologicamente correto, o custo é bastante reduzido, o colocando em posição de destaque no mercado e sendo a opção preferida de artesãos adeptos da reutilização. Dessa forma, o upcycle está cada vez mais presente na moda, na decoração e em outras áreas.
Garfos podem virar ganchos para pendurar casacos, roupas, etc. Foto: frugalligence
A exemplo disso, algumas empresas transformam embalagens em matéria-prima para confeccionar bolsas, mochilas, estojos e cadernos. Alguns artesãos criam armários, mesas e cadeiras, a partir de fita adesiva, CDs e fitas cassetes.

Entre as vantagens do processo estão a substituição do uso de matérias-primas ‘virgens’ na criação de novos produtos e a diminuição de lixo no aterro sanitário e nas ruas.
Mas, e a reciclagem?

A reciclagem ainda desempenha papel importante na sociedade. No entanto, quando o resíduo passa pelo processo, perde valor e acaba se tornando uma matéria-prima de segunda mão.

O upcycle vem para inovar os processos de reutilização e reaproveitamento de materiais já desgastados e não para invalidar a reciclagem.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Jovem carpinteiro alemão produz bicicletas de madeira em Lagoa

Depois de um primeiro lançamento mediático com bastante sucesso no seu país de origem, o jovem alemão Raphael Much, 29 anos, mudou-se com a namorada algarvia para o Algarve. Consigo traz a linha de produção das bicicletas artesanais em madeira «Lumber Jack» (do lenhador).
Um jovem artesão alemão teve a ideia de construir, à mão, bicicletas de alta qualidade em madeira, no Algarve. Inspirado pelo crescimento do turismo ciclável na região e também por ver Portugal a liderar o ranking dos maiores exportadores de bicicletas da União Europeia em 2016, Raphael Much criou a sua própria marca. As bicicletas «Lumber Jack» demoram três meses a serem montadas, pois cada uma é peça única. A mais acessível custa 4290 euros e estão ser produzidas numa oficina na Mexilhoeira da Carregação, no concelho de Lagoa.

O conceito até pode ser de nicho, mas já deu provas de ser sustentável e há todo um mercado europeu interessado. A prova é que Raphael Much perdeu a conta aos eventos e exposições onde apresentou as suas «Lumber Jack», na Alemanha. As bicicletas têm feito capas em várias revistas da especialidade. Much cresceu na Floresta Negra, no sul da Alemanha, rodeado de bosques, apaixonado pela madeira enquanto matéria-prima. Formou-se em carpintaria e após os estudos, e com o desejo de «conhecer um pouco mais do mundo» passou por uma serralharia na Nova Zelândia e colaborou com a indústria náutica em Portugal.

Apesar de se ter formado mestre carpinteiro «apenas aprendi realmente a arte da carpintaria em Portugal. Não recorríamos a computadores para construir barcos, como noutros países. Aprendia a fazer tudo de forma manual e o mesmo acabou por acontecer com as minhas bicicletas», recorda. Em 2011, em plena crise, e com o trabalho a escassear, o jovem carpinteiro encontrou tempo e criatividade para criar a sua primeira bicicleta «reciclada» a partir dos restos de madeira que sobravam das embarcações, sobretudo restos de madeiras como freixo, ácer e mogno.

«Comprei uma bicicleta velha a um pescador por 15 euros e assim nasceu o meu primeiro protótipo. Não era de todo funcional. Ficou grande e pesada demais. Demorei quase dois anos até produzir o modelo final».
Para já, quem quiser apenas saber
mais sobre estas bicicletas, poderá consultar o seu site Wood Works
Obrigado, Manuela Gonzaga e Luísa 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Roman Mars- Porque é que as bandeiras municipais conseguem ser as coisas mais mal concebidas e vocês nunca repararam


Roman Mars is obsessed with flags — and after you watch this talk, you might be, too. These ubiquitous symbols of civic pride are often designed, well, pretty terribly. But they don't have to be. In this surprising and hilarious talk about vexillology — the study of flags — Mars reveals the five basic principles of flag design and shows why he believes they can be applied to just about anything.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Está a nascer uma “cidade de árvores” na área metropolitana de Manchester


Foto: City of Trees
Nos próximos 25 anos, um movimento urbano vai plantar três milhões de árvores na área metropolitana de Manchester, uma por cada homem, mulher e criança. Em pouco mais de um ano, o projecto “City of Trees” plantou mais de 94.000.
 Os promotores do movimento querem ainda recuperar 2.000 hectares de espaços verdes abandonados e aproximar as pessoas das árvores e bosques da sua cidade.
“Queremos envolver as pessoas com o seu ambiente natural, plantando árvores, gerindo áreas, compreendendo mais sobre os benefícios que as árvores e os bosques trazem à nossa sociedade”, explicou Tony Hothersall, director do movimento, à BBC News.
Segundo o “City of Trees”, as cidades precisam de árvores para melhorar a qualidade do ar, arrefecer temperaturas, reduzir o risco de inundações, armazenar carbono ou ainda para criar habitats para a vida selvagem. Por exemplo, um carvalho maduro pode albergar até 423 espécies diferentes de invertebrados. Além disso, as árvores são uma porta de entrada das crianças para a natureza e melhoram o bem-estar geral das comunidades.
Por exemplo, os responsáveis do movimento estão a trabalhar com investigadores da Universidade de Manchester numa experiência para descobrir como podem as árvores reduzir as inundações e o impacto das cheias.
O projecto é uma iniciativa do Oglesby Charitable Trust e do Community Forest Trust que foi lançada em Novembro de 2015. Até agora já estão plantadas 94.380 árvores e 30 pomares e estão a ser recuperados 223 hectares de bosques urbanos. A iniciativa já envolveu um total de 7.279 pessoas.
Segundo Tony Hothersall, o projecto quer levar árvores a vários locais, desde bosques abandonados, a corredores entre áreas verdes, a zonas desarborizadas e ainda a ruas e jardins privados. “Trata-se mesmo de plantar árvores onde quer que seja apropriado plantá-las”, resumiu. “O que é verdadeiramente importante é escolher a árvore certa para o lugar certo.”
Na base do movimento está a vontade de “aumentar a sensibilização dos cidadãos e decisores políticos sobre o papel das árvores na melhoria das cidades”. De momento, “a área metropolitana de Manchester regista um desenvolvimento urbanístico fantástico, mas o ambiente natural precisa acompanhar isso”, acrescentou.
Em Portugal há algumas cidades com projectos de reflorestação de árvores autóctones, como por exemplo a Área Metropolitana do Porto e o FUTURO – Projecto das 100.000 árvores. Nos cinco anos que leva o projecto foram plantadas 81.369 árvores e arbustos em 190 hectares de 15 municípios, como Arouca, Gondomar, Valongo, Trofa e Porto. Para o ano de 2016/2017, o projecto definiu como meta a plantação de mais 15.000 árvores e arbustos.
Também a Câmara Municipal de Lousada se comprometeu com esta missão e lançou o projecto Plantar Lousada, iniciativa que visa plantar, até ao final do Inverno de 2017, pelo menos, 10.000 árvores de espécies autóctones.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Pai da Permacultura: “Soluções para os problemas mundiais são embaraçosamente simples”

Bill Mollison
Bruce Charles Mollison nasceu a 4 de Maio de 1928 e morreu a 24 de setembro de 2016
Morreu em Setembro de 2016, aos 88 anos, um dos pais da permacultura, Bruce Charles Mollison. As suas ideias sobre um sistema agrícola que trabalha em conjunto com – e não contra – a natureza têm vindo a ganhar reconhecimento, ao longo dos anos. Hoje em dia, a permacultura é praticada por mais de 3 milhões de pessoas em 140 países.

Nascido em 1928 numa aldeia piscatória no noroeste da Tasmânia, Austrália, o escritor, professor, ecologista e “rebelde agrário” Bill Mollison (nome pelo qual era conhecido) acreditava que “embora os problemas do mundo sejam cada vez mais complexos, as soluções permanecem embaraçosamente simples.

A maior mudança que precisamos de fazer é a do consumo para a produção, mesmo que em pequena escala, nos nossos próprios quintais. Se apenas 10% de nós fizermos isto, haverá o suficiente para todos. Daí a futilidade dos revolucionários que não têm quintais, que dependem do próprio sistema que atacam, e que produzem palavras e balas, não comida e abrigo", escreveu na sua autobiografia.

A permacultura – termo que vem da junção das palavras “cultura” e “permanente” – surge da convicção de que o mundo natural possui a chave para um sistema estável e produtivo. Os sistemas ecológicos permitiriam às pessoas satisfazer as suas necessidades e ao mesmo tempo fortalecer a natureza, ao invés de a empobrecer.

Inspirou-se na sabedoria dos agricultores de subsistência um pouco por todo o mundo, que, ao longo do tempo, têm utilizado métodos sustentáveis na sua agricultura: cultivar um grupo variado de plantações, utilizar espécies perenes para criar sistemas produtivos estáveis e assegurar a existência das condições para a regeneração dos solos.

“Os únicos sistemas de energia seguros são os derivados de sistemas biológicos. Um jardineiro de Nova Guiné pode caminhar pelos portões do seu jardim, tirando uma unidade de energia e distribuindo 70. Um agricultor moderno, que conduz um trator através do portão, tira 1000 unidades de energia e dá uma de volta. Qual é o agricultor mais sofisticado? Estamos a livrar-nos do nosso solo ainda mais rapidamente do que estamos a destruir a nossa atmosfera. Para cada um de nós há uma perda de dez toneladas de solo por ano. A natureza só consegue substituir uma ou duas toneladas. Vamos deixar aos nossos filhos uma terra onde não há solo nem água potável.”

Elementos como plantas e animais também devem ser conjugados de modo a que sejam mutuamente benéficos, ou, como uma vez declarou: “não tem um problema de lesmas, tem é falta de patos!”


Espiral de ervas aromáticas
Um elemento clássico da permacultura – a espiral de ervas aromáticas

Trabalhou como pescador, guarda-florestal e caçador. Em 1954, juntou-se à Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CSIRO), trabalhando extensivamente em investigação agrícola. Ao fim de 10 anos, deixou a organização e decidiu estudar biogeografia – o estudo da distribuição das plantas e dos animais – na Universidade de Hobart, conta o The Guardian. Nesta universidade foi nomeado professor, em 1968, e alguns anos mais tarde criou uma disciplina nova, a psicologia ambiental.

Com o passar do tempo, foi-se sentindo cada vez mais limitado pelo mundo académico tradicional e procurou unir os seus estudos ao mundo natural.

Aos 50 anos, abandonou a educação formal. Juntamente com David Holmgren, um estudante de design ambiental, começou a dar forma ao que conhecemos atualmente como permacultura, indo buscar inspiração às culturas tradicionais e adaptando, ao mesmo tempo, as oportunidades das novas tecnologias. A estes esboços, os dois introduziram conceitos de culturas indígenas, de outros pioneiros da ecologia e de camponeses.

Foi assim que surgiu, em 1978, o Permacultura Um, o precursor do Permaculture – A Designers’ Manual, que se tornaria a “bíblia da permacultura”, usada ainda hoje como referência por professores.

Bill Mollison decidiu então dar cursos de duas semanas sobre permacultura para difundir o conceito. Alguns dos seus alunos viriam também a dar cursos semelhantes de 72 horas e, ao fim de 10 anos, as suas ideias tinham-se espalhado pelos cinco continentes. Os cursos originais foram evoluindo, entretanto, e abordam, hoje em dia, para além da agricultura, áreas como a engenharia, a construção, a arquitetura e o design ecológicos.
Fonte: Uniplanet

Mais informações
Tudo sobre Bill Mollison aqui no BioTerra

terça-feira, 26 de julho de 2016

Italianos criam telha que já vem com placas solares

A invenção é uma alternativa aos painéis fotovoltaicos tradicionais, que são grandes e pesados. [Fonte: Casa da Sustentabilidade, 2015]


As empresas italianas Area Industrie Ceramiche e REM desenvolveram a Tegola Solare, uma telha cerâmica com células fotovoltaicas integradas. É uma alternativa sustentável que não atrapalha a estética original das telhas, como acontece muitas vezes com os painéis fotovoltaicos tradicionais, que são grandes e pesados.
Cada telha tem quatro células que transformam a luz solar em energia elétrica, e a fiação fica logo embaixo do telhado. A invenção pode gerar cerca de 3 kW de energia em uma área instalada de 40 m², o que já seria capaz de suprir as necessidades energéticas da residência.
As telhas fotovoltaicas são mais caras do que as placas convencionais, mas sua instalação é feita como a de qualquer outro telhado.

sábado, 16 de julho de 2016

Bangalô ecológico inspirado na estrutura das árvores

A Single Pole House do jovem designer e estudante de arquitetura Konrad Wójcik.
A Single Pole House [Fonte]
Inspirado na estrutura das árvores nas florestas Dinamarquesas, o jovem designer e estudante de arquitetura Konrad Wójcik, desenvolveu um novo conceito de residência ecológica. A Single Pole House é uma moradia sustentável para famílias de duas a quatro pessoas que desejam viver em sintonia com a natureza.

Seu design orgânico tem como objetivo proporcionar aos moradores da casa um contato próximo com o ambiente natural, sem comprometer sua biodiversidade e paisagem. Para isso, a casa é suspensa sobre um pilar inspirado em um tronco de uma árvore que sustenta inteiramente a casa na parte de cima, reduzindo sua pegada no solo. Além disso, sua arquitetura foi pensada para que a casa fique camuflada em qualquer ambiente de floresta. “Estudar a natureza me permitiu avançar com ideias e soluções para criar uma construção completamente auto-suficiente. ” diz o designer.

Contudo, apesar do design inovador da Single Pole, o ponto mais interessante do projeto é o propósito para que foi concebido. Segundo Konrad, a construção de uma comunidade dessas casas ecológicas em paisagens naturais, pode fazer com que se impeça o desmatamento desses locais, contribuindo para a sua manutenção e proteção.

” Para a maioria dos animais , as árvores são os melhores abrigos contra predadores naturais , umidade e tempo ” conta o designer, que se inspirou nas árvores para criar abrigos para os seres humanos protegê-las deles mesmos.

domingo, 26 de junho de 2016

Moving wall sculpture- arte, ciência e ecologia juntos


INSIDER: Life is an adventure, assim o dizem, é um projecto multidisciplinar que mostra e apoia propostas geniais em que arte, ciência e ecologia estão juntos. Dividida em múltiplas secções do nosso dia-a-dia, desperta os nossos sentidos e questionamentos e aponta também soluções. Este vídeo retirei da secção "Insider Design"

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Cidades Cicláveis, Cidades Inteligentes

A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) organiza nos dias 29 e 30 de Abril e 1 de Maio, em Vila Nova de Gaia, o XIII Congresso Ibérico “A Bicicleta e a Cidade”.

A bicicleta como instrumento para a mobilidade sustentável é e continua a ser cada vez mais um contributo para sistemas de transportes que se querem seguros, eficientes e competitivos e que tenham em conta os interesses sociais e o respeito pelo ambiente. A FPCUB tem ao longo dos anos estado envolvida em diversas iniciativas de sensibilização da opinião pública, das administrações central e autárquica e dos operadores de transportes colectivos para a necessidade de se dotarem as zonas urbanas de condições que permitam a utilização da bicicleta. Estas iniciativas têm tido resultados muito positivos na promoção da venda e utilização de bicicletas em Portugal bem como na criação de condições para a sua utilização em múltiplas vertentes. Muitas autarquias têm hoje planos de mobilidade que contemplam a bicicleta e as empresas de transportes colectivas (CP, FERTAGUS, Transtejo, Soflusa, Carris, Metropolitano de Lisboa e metro do Porto) favoreceram nos últimos anos o transporte de bicicletas por influência da FPCUB e dos seus associados.

As políticas de transportes devem ter em conta os efeitos no ambiente e é nesta perspectiva que damos importância à criação de sistemas de transportes sustentáveis onde a bicicleta se inclua.

O interesse da FPCUB em realizar este ano o congresso em Vila Nova de Gaia é o de poder mostrar às suas congéneres do estado espanhol os projectos de mobilidade sustentável que estão a ser desenvolvidos na cidade de Vila Nova de Gaia, na região Norte e no resto do país. Os temas deste XIII Congresso Ibérico serão apresentados e debatidos por técnicos de Portugal e Espanha, das áreas dos transportes, ambiente e turismo e membros da ConBici e da FPCUB. Contará ainda com a participação de responsáveis políticos e autarcas.

Estes congressos que já se organizam há 20 anos são uma referência nas políticas de promoção da utilização da bicicleta em Portugal e Espanha.

Existirá permanentemente uma exposição fotográfica do blogue “Diário de Lisboa – The Lisbon Diary” sob o tema “Uma Cidade Ciclista”.

sábado, 16 de abril de 2016

The Hidden Math in Art

Art and mathematics. For many, this would appear to be synonymous with chalk and cheese. One is the domain of emotional expression, passion and aesthetics. The other, a world of steely logic, precision and truth. And yet scratch the surface of these stereotypes and one discovers that the two worlds have much more in common than one might expect.

Any creative artist will tell you that the emotional resonance of a piece emerges out of the construction of the work and is rarely an ingredient fed in at the beginning of a composition. The composer Philip Glass admits that he never deliberately programs any emotional content in his work. He believes it’s generated spontaneously as a result of all the processes that he employs. “I find that the music almost always has some emotional quality in it; it seems independent of my intentions.” The structure and internal logic of a piece is what drives its composition.

Saidakova and Marinov. (Credit: Sueddeutsche Zeitung Photo/Alamy Stock Photo)
Nadja Saidakova and Vladislav Marinov dance to music by Philip Glass at the Ballet Gala of the Berlin State Ballet in 2011. (Credit: Sueddeutsche Zeitung Photo/Alamy Stock Photo)

I have spent many years as a mathematician working alongside artists and what has struck me is how similar our practices are. I have so often found artists drawn to structures that are the same ones I am interested in from a mathematical perspective. We may have different languages to navigate these structures but we both seem excited by the same patterns and frameworks. Often, we are both responding to structures that are already embedded in the natural world. As humans we have developed multiple languages to help us navigate our environment.Perhaps more surprising is the role that emotions and passion play in the mathematics that we humans create. Mathematics is far from being just a list of all the true statements we can discover about number. Mathematicians are storytellers. Our characters are numbers and geometries. Our narratives are the proofs we create about these characters. Not every story that it’s possible to tell is worth telling.

A different beat

“Music is the pleasure the human mind experiences from counting without being aware that it is counting.” – Leibniz

Music is probably the artistic discipline that traditionally has resonated most closely with the world of mathematics. As the German philosopher Gottfried Wilhelm Leibniz once declared: “Music is the pleasure the human mind experiences from counting without being aware that it is counting.” But this connection goes much deeper than that. The very notes that we respond to as harmonic have a mathematical underpinning, as Pythagoras famously discovered. And mathematical structures also inform the architecture of composition.
The Sheikh Zayed Bridge in Abu Dhabi by Zaha Hadid. (Credit: Urbanmyth/Alamy Stock Photo)


The Sheikh Zayed Bridge in Abu Dhabi by Zaha Hadid. (Credit: Urbanmyth/Alamy Stock Photo)


For me, one of the most exciting revelations has been that even the art of the written word has mathematics hidden inside it. Poets, playwrights and novelists have all played around with exciting forms and patterns and frameworks that have mathematical shapes to them.

In my radio series The Secret Mathematicians, I have explored the artistic practices of a whole range of composers, writers, architects and artists. Through their work I look at the range of mathematical ideas they have been drawn to, sometimes consciously but often quite unconsciously.

Philip Glass is fascinated by the power of number to create rhythms that draw the listener into his meditative world, rhythms that nature beats to. The Argentinian writer Jorge Luis Borges strove to find an explanation for the shape our finite universe by writing The Library of Babel; and Zaha Hadid’s parametricism movement is helping to seed our urban environment with forms that are both mathematical and natural at heart.

In my programme on visual art, I investigate how Renaissance artists helped mathematicians of the period rediscover shapes first found by the ancient Greek mathematician Archimedes – their descriptions had been lost over time, but they were uncovered through developments in drawing.

I find a hyper-dimensional solid in one of Salvador Dalí’s most famous works, Crucifixion (Corpus Hypercubus), and discover how Jackson Pollock was unconsciously tapping into geometric structures called fractals – shapes that mathematicians only discovered in the 20th Century. The US artist was a secret mathematician by virtue of his lack of balance and penchant for alcohol, using what mathematicians call a ‘chaotic pendulum’ when staggering around to create his drip paintings.

Anish Kapoor originally wanted to be an engineer but gave up after finding the maths too challenging. Yet his works reveal an extraordinary sensitivity to mathematical structures, shapes that are universal and not bound by cultural reference. His 2009 tower of spherical balls, called The Tall Tree and the Eye, created reflections that are fractal in nature, while his hyperbolic mirrors distort our environment to create a strange new perspective on the world. Kapoor’s curved mirrors provide a lens to see the universe as it really is: curved, bent, where light is warped on its way through space and our intuition is turned inside out.

Marcus du Sautoy is the Simonyi Professor for the Public Understanding of Science and a Professor of  Mathematics at the University of Oxford. He is author of The Number Mysteries (HarperPerennial)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

To Scale: The Solar System



On a dry lakebed in Nevada, a group of friends build the first scale model of the solar system with complete planetary orbits: a true illustration of our place in the universe.

A film by Wylie Overstreet and Alex Gorosh


segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Já existem projectos para a remoção de barragens tendo em vista a possível "renaturalização" dos rios por elas afectados

“LA Gotera” dam removal Bernesga river
 

In 2011 September, Duero Basin Authority develops La Gotera Dam Removal Project, up to a dam allocated in Bernesga River (León, Spain). This intervention is part of the Spanish National Strategy of River Restoration, whose objective is recovering channel continuity in a significant reach of this emblematic river flowing through the Alto Bernesga Biosphere Reserve of the Man and Biosphere Programme.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

A inacreditável moradia com jardim vertical em Lisboa (com vídeo)


De vez em quando, entre artigos de jornal e partilhas de redes sociais, aparece-nos este edifício. Situado na Travessa do Patrocínio, junto a Campo de Ourique, Lisboa, esta moradia tem o selo da ADN Garden e uma grande novidade nos edifícios da capital: um jardim vertical com mais de 4.000 plantas.

Agora é a nossa vez de falarmos dele: a moradia de três pisos substituiu umas antigas ruínas e é a prova que reabilitação e sustentabilidade casam bem. Cada piso tem um aroma: o primeiro a alecrim, o segundo a alfazema e o terceiro a caril. “Esta rua tem um cheiro de campo na Primavera e Verão”, explicou ao Economia Verde João Salgueiro, da ADN Garden.

Segundo Tiago Rebelo de Andrade, um dos três arquitectos responsáveis pelo projecto, o jardim vertical ajuda o edifício termicamente. “Existem painéis solares em cima dos elevadores, para aquecimento de águas, e o próprio conceito da arquitectura também o torna sustentável, na medida em que traz a natureza para o centro da cidade”, explica.

A base do sistema é hidropónico, um sistema gota a gota controlado por várias secções. Nas que estão mais expostas ao Sol, a rega é feita mais vezes ao dia. Nas zonas menos expostas ao Sol, a rega é menor. 

O único inconveniente da moradia é o preço: €1,5 milhões. Mas nem isso deverá ser entrave à aquisição do imóvel, segundo Luís Soares Franco, da promotora do projecto, a BWA. “Claramente há mercado, sobretudo numa época como esta de crise, onde são verdadeiramente os projectos originais aqueles que mostram a diferença e vingam”, explicou ao Economia Verde.

A BWA diz que esta moradia é um projecto único em Portugal e o primeiro edifício de habitação com cobertura de jardins verticais nas suas fachadas. Se estiver interessado pode conhecê-lo melhor aqui e com video reportagem aqui

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O projecto Cem Traças

O projecto Cem Traças é um projecto de ilustração científica desenvolvido com base em borboletas nocturnas, traças, da colecção de insectos do Museu Nacional de História Natural e da Ciência. Os autores desenvolveram este projecto no âmbito do Mestrado em Desenho pela Faculdade de Belas-Artes. O livro "Cem Traças" consiste num catálogo das ilustrações realizadas ao longo deste projecto.


Este projecto é baseado numa série de ilustrações de borboletas nocturnas (traças) desenvolvidas a partir de espécimes da colecção de insectos do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, no âmbito do Mestrado em Desenho da Faculdade de Belas-Artes. Será publicado um catálogo das ilustrações científicas realizadas e serão ainda produzidos outro tipo de materiais de divulgação (tal como postais, t-shirts, etc). O objectivo principal deste projecto é divulgar a colecção de insectos e a importância das colecções científicas, assim como a importância da ilustração científica enquanto meio de comunicação visual.

Nas 100 ilustrações realizadas, estão representadas 16 Famílias de borboletas nocturnas. As ilustrações são o ponto central do catálogo, sendo acompanhadas por um mapa assinalando o local de colheita e também, uma escala de cada exemplar. As ilustrações são ainda acompanhadas pelo número de catálogo de cada exemplar, usado como base para cada ilustração.
Ler mais aqui