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Convidada: Raquel Henriques da Silva

A historiadora de arte Raquel Henriques da Silva tem 64 anos e é doutorada em História da Arte, sendo atualmente coordenadora do mestrado em museologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Já foi diretora do Museu Nacional de Arte Contemporânea e diretora do Museu do Chiado, do Instituto Português de Museus e do Instituto de História da Arte. Atualmente é diretora científica do Museu do Neo-Realismo (MNR) em Vila Franca de Xira, Tem diversas obras publicadas nas áreas da museologia, urbanismo, arquitetura e artes visuais.

Em 2006 foi distinguida com o grau de comendadora da Ordem do Infante e em 2012 recebeu o Prémio Feminina pelo estudo e divulgação da Cultura, História e Sociedade Portuguesa no estrangeiro e nos países lusófonos.

 Filme a exibir: A Toca do Lobo

Realizadora: Catarina Mourão
Género: Documentário
Origem: Portugal
Ano: 2015
Classificação: M/12
Dur.: 102 min.
Sinopse: Todas as famílias guardam segredos. A minha não é exceção. Primeiro descubro um velho filme de 9.5 mm, depois redescubro os velhos álbuns de infância da minha mãe onde as fotografias me parecem todas ilusões óticas. Mais tarde o meu avô, que nunca conheci, revela-se e fala comigo num estranho programa de televisão. Nesta viagem, quero desvendar os segredos da minha família durante a ditadura, que envolvem mistérios que foram passando de geração em geração. Entre passado e presente procuro reinterpretar velhas memórias e descobrir novas verdades, lutando contra o silêncio e as portas fechadas

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«Os livros nada ensinam na alçada do coração. A experiência, sim; mas a lição vem tarde. Quem ensino tudo é a velhice…»
(In Suicida)

 

 A iniciativa tem como objetivos principais fomentar o gosto pela leitura dos textos de Camilo Castelo Branco e proporcionar a partilha de abordagens e de interpretações da prosa do romancista de São Miguel de Seide.
Formador: Sérgio Guimarães de Sousa

  

“Vi esta morgada, há três anos, em Braga, no teatro S. Geraldo. Estava em cena Santo António, o taumaturgo. A comoção era geral. Tanto a morgada, como seu marido, o comendador José Francisco Alvarães, choravam, às vezes; e, outras vezes, riam-se. “

 

 

 

 

 

 

«As lágrimas represadas são a peçonha mortal do coração.»
(In Quatro horas inocentes)

 

 

Na sala de exposições da Casa de Camilo – Centro de Estudos, está patente a exposição “Aventuras de Ricardina e Eugénia”, um conjunto de desenhos e colagens resultantes do Ateliê de Ilustração, orientado pela Dr.ª Gabriela Sotto Mayor.

Contou com a participação das escolas: Centro Escolar de Antas, E.B. Castelões; E.B de Lousado; E.B. Lagarinhos; EB/JI de Barranhas.

      

  

Pensamento da semana

«Há uma velhice que nos passa do coração para o rosto… é a saudade…»
(In Livro da consolação)

Espírito e graça

[…] No meio destas angústias, falta-me só uma: eu não me importo que o banco ultramarino desse à luz mais 4 ladrões inéditos; não me importo que a sociedade se dissolva; o que muito sinto é ter eu de me dissolver; e sinto também que o meu amigo Carvalho [o seu genro] não abunde nas mas ideias. Diz-lhe que o pior é ter a gente de deixar o mundo amanhã ou depois, com a mesma dose de patifes que cá estavam quando entramos. Diz-lhe que a espécie humana foi sempre assim: que no século passado os ladrões eram os nobres que vampirizavam o sangue das classes inferiores; hoje são os burgueses que se estão devorando uns aos outros, porque não há fidalgos que delapidar, nem clero que mandar mendigar, nem povo que se preste a ser roubado. Diz-lhe que as civilizações são todas fatalmente assim. Atribuir a crise social ao luxo é o mesmo que culpar o dezembro por que ele é frio. Não está nos homens o vício: está na instituição. A humanidade vai arrastada por uma onda; mas la virá a ressaca, a reação que a reponha em mar menos aparcelado.

A França já teve três cataclismos e está vigorosa, rica, cheia de indústrias e de desmoralização. Esta ultima qualidade não é boa; mas é fatalmente necessária. Portugal é o país da Europa menos exposto aos grandes cataclismos, e por isso mesmo a nossa prosperidade há de manter-se sempre na mediania em que está. Se fossemos infelizes, ter-se-ia manifestado a febre revolucionaria, o regicídio, os terríveis clamores da fome. O que temos é muitíssimo ladrão […]

 (In Carta de Camilo a sua filha Bernardina Amélia)