Edição de 18.03.04
O Arauto da Paz
O Dr. Mário Soares reaparece (TSF) para se pronunciar sobre o tema actual do terrorismo, manifestando o seu apoio a uma estratégia de diálogo com os terroristas, contrária à tentação do “esmagamento” que se vem seguindo e que, do seu ponto de vista, só pode conduzir ao fracasso.
Ou me engano muito ou este ressurgimento (mais notado se analisado em contraponto com o prolongado “apagamento” imposto pela precavida gestão de agenda em tempo de “crise do aborto”, contrastante com a inépcia voluntarista revelada pelos “aprendizes de feiticeiro” que governam o PS — a partir do Rato ou de Belém — que apostam tudo, imprudentemente, num tema “fracturante” do qual sairão a perder proporcionalmente ao “capital” investido, Soares não desperdiça munições em tais “guerras” que, no seu percurso pessoal, sempre foram aplacadas com respeitosas “peregrinações” a um qualquer paço episcopal que se encontrasse à mão) há-de ter réplicas frequentes, tal é a atracção pelo “sangue”, por ora apenas insinuado, que o seu “faro” de fera polÃtica lho prediz garantido.
Ou me engano muito ou este ressurgimento (mais notado se analisado em contraponto com o prolongado “apagamento” imposto pela precavida gestão de agenda em tempo de “crise do aborto”, contrastante com a inépcia voluntarista revelada pelos “aprendizes de feiticeiro” que governam o PS — a partir do Rato ou de Belém — que apostam tudo, imprudentemente, num tema “fracturante” do qual sairão a perder proporcionalmente ao “capital” investido, Soares não desperdiça munições em tais “guerras” que, no seu percurso pessoal, sempre foram aplacadas com respeitosas “peregrinações” a um qualquer paço episcopal que se encontrasse à mão) há-de ter réplicas frequentes, tal é a atracção pelo “sangue”, por ora apenas insinuado, que o seu “faro” de fera polÃtica lho prediz garantido.
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Edição de 17.03.04
Transmontar: ano II
Completar um ano de presença em linha, apesar de alguma inconstância e não poucos percalços técnicos, revelou-se uma experiência muito gratificante. Assumo o desejo de publicar a minha visão da realidade, o prazer de ser lido e comentado e a gratidão devida a quem tornou possÃvel a existência das ferramentas que viabilizam este extraordinário meio de difusão das ideias posto ao serviço de pessoas comuns.
Apesar da maior diversidade temática permitida pela v2.0 do projecto Transmontar, a circunstância polÃtica transmontana, num contexto atribulado de reforma administrativa, motivou grande parte das minhas reflexões crÃticas, à s quais se seguia, geralmente, a apresentação de propostas, provocações e interpelações. Destas destaco propostas de fomento do empreendedorismo, de reorientação administrativa do território, de polÃtica de turismo para a região; provocações no âmbito da polÃtica agrÃcola e agro-industrial; desafios para a assumpção de responsabilidades cÃvicas e sociais por parte de quadros superiores do tecido social, sobretudo universitários, diante das metamorfoses polÃtico-administrativas anunciadas. Neste último caso, anoto com satisfação a tomada de posição que a Universidade de Trás-os-Montes veio a assumir, de liderança de um movimento social de pressão no sentido da unidade transmontana contra o separatismo que está a um passo de se consumar. Embora mantendo uma discordância de base, que se prende com a rejeição da organização territorial proposta pelo governo e não compreenda a reserva de adesão destinada aos residentes em Vila Real, tomar para si o risco do público compromisso com uma solução, qualquer que ela seja, satisfaz o meu repto.
Apesar da maior diversidade temática permitida pela v2.0 do projecto Transmontar, a circunstância polÃtica transmontana, num contexto atribulado de reforma administrativa, motivou grande parte das minhas reflexões crÃticas, à s quais se seguia, geralmente, a apresentação de propostas, provocações e interpelações. Destas destaco propostas de fomento do empreendedorismo, de reorientação administrativa do território, de polÃtica de turismo para a região; provocações no âmbito da polÃtica agrÃcola e agro-industrial; desafios para a assumpção de responsabilidades cÃvicas e sociais por parte de quadros superiores do tecido social, sobretudo universitários, diante das metamorfoses polÃtico-administrativas anunciadas. Neste último caso, anoto com satisfação a tomada de posição que a Universidade de Trás-os-Montes veio a assumir, de liderança de um movimento social de pressão no sentido da unidade transmontana contra o separatismo que está a um passo de se consumar. Embora mantendo uma discordância de base, que se prende com a rejeição da organização territorial proposta pelo governo e não compreenda a reserva de adesão destinada aos residentes em Vila Real, tomar para si o risco do público compromisso com uma solução, qualquer que ela seja, satisfaz o meu repto.
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Edição de 16.03.04
Época de Exames #1
Aspectos da polÃtica educativa
Há duas semanas atrás, assistimos a mais uma polémica com chancela genuinamente portuguesa: assunto mais ou menos consensual — prosaico até, de acordo com a hierarquia de prioridades de qualquer projecto de edifÃcio educativo orientado para a transformação social pela via do conhecimento — gera, por cá, violenta urticária dogmática e encarniçados engalfinhamentos polÃticos ao sabor de interesses partidários, mas que, de tão estéreis, logo se lhes fina a virulência mal passada que esteja uma semana.
A reintrodução dos exames por alturas da mudança de ciclo, como método de aferição de conhecimentos e de competências dos estudantes, momentos de verdade e prova, segundo designações diversas, como outros com que se debaterão, frequentemente, vida fora, motivou frontal oposição da CONFAP, sigla que, no caso vertente, se moldaria com propriedade à salvaguarda dos interesses de uma confederação de Associações de Professores ou dos de uma outra cúpula de associações de Agrupamentos Partidários em lugar da independente e autêntica Confederação das Associações de Pais (quantas instituições não são mais que extensões ou “órgãos desconcentrados” da nomenklatura partidária disfarçados de emanações, genuÃnas e independentes, da sociedade civil...).
Há duas semanas atrás, assistimos a mais uma polémica com chancela genuinamente portuguesa: assunto mais ou menos consensual — prosaico até, de acordo com a hierarquia de prioridades de qualquer projecto de edifÃcio educativo orientado para a transformação social pela via do conhecimento — gera, por cá, violenta urticária dogmática e encarniçados engalfinhamentos polÃticos ao sabor de interesses partidários, mas que, de tão estéreis, logo se lhes fina a virulência mal passada que esteja uma semana.
A reintrodução dos exames por alturas da mudança de ciclo, como método de aferição de conhecimentos e de competências dos estudantes, momentos de verdade e prova, segundo designações diversas, como outros com que se debaterão, frequentemente, vida fora, motivou frontal oposição da CONFAP, sigla que, no caso vertente, se moldaria com propriedade à salvaguarda dos interesses de uma confederação de Associações de Professores ou dos de uma outra cúpula de associações de Agrupamentos Partidários em lugar da independente e autêntica Confederação das Associações de Pais (quantas instituições não são mais que extensões ou “órgãos desconcentrados” da nomenklatura partidária disfarçados de emanações, genuÃnas e independentes, da sociedade civil...).
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Edição de 15.03.04
Nova era
Inaugura-se, hoje, uma nova era: a do tele-governo, baseado numa democracia “fantoche”, submetida a uma tele-tutela ditatorial de rosto ausente, presente por via da delegação de poderes em sanguinários “enviados” plenipotenciários e por traidoras trombetas mediáticas.
Chegou a hora da aceitação voluntária da subjugação pelo terror, da capitulação consentida diante da ingerência ilegÃtima e criminosa que antes se condenara, da celebração catártica do masoquismo colectivo, da entronização do TERROR, investido dos poderes de império inerentes à sua nova condição e dignidade de ESTADO GLOBALIZADO.
Chegou a hora da derrota dessa outra expressão civilizacional inferior fundada na liberdade, independência e democracia autodeterminada.
Chegou a hora da aceitação voluntária da subjugação pelo terror, da capitulação consentida diante da ingerência ilegÃtima e criminosa que antes se condenara, da celebração catártica do masoquismo colectivo, da entronização do TERROR, investido dos poderes de império inerentes à sua nova condição e dignidade de ESTADO GLOBALIZADO.
Chegou a hora da derrota dessa outra expressão civilizacional inferior fundada na liberdade, independência e democracia autodeterminada.
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Edição de 14.03.04
Um Lula, uma “velha raposa”, os joanetes desta, um “fóssil” ideológico que ameaça sair da gaveta e outros equÃvocos...
Fonte próxima de Mário Soares revelou à agência Lusa a razão que motivou a falta de comparência do ex-Presidente da República à passeata de protesto, organizada pela CGTP, que percorreu, no dia de anteontem, as principais artérias da capital e culminou em barulhenta concentração na praceta da Assembleia da República.
“Foram os joanetes, foram os jo-a-ne-tes!”, sussurrou, soletrando, a nossa fonte. Com efeito, confirmámos ter sido uma inflamação aguda e (in)oportuna dos referidos nódulos a ocorrência incapacitante do presidencial Ãmpeto revolucionário, recuperado e reorientado, que inviabilizou mais uma concupiscente manifestação pública de apreço ideológico mútuo que vem caracterizando, por estes dias, a relação entre os dois lÃderes:
“Foram os joanetes, foram os jo-a-ne-tes!”, sussurrou, soletrando, a nossa fonte. Com efeito, confirmámos ter sido uma inflamação aguda e (in)oportuna dos referidos nódulos a ocorrência incapacitante do presidencial Ãmpeto revolucionário, recuperado e reorientado, que inviabilizou mais uma concupiscente manifestação pública de apreço ideológico mútuo que vem caracterizando, por estes dias, a relação entre os dois lÃderes:
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