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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Universidade Turca escolhe um Bahá'í para Decano

Esta notícia estava hoje na edição online do jornal turco Hurriyet Daily News. O texto é de autoria de İzgi Güngör. É verdadeiramente surpreendente que isto aconteça na Turquia. Compare-se agora o caso desta Universidade Turca com as Universidade Iranianas onde os jovens baha’is são expulsos de forma sistemática... É óbvio que nem todos os países de maioria muçulmana são iguais.
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ANKARA - Um dirigente Baha'i na Turquia foi nomeado Decano da Faculdade de Ciências e Letras da Middle East Technical University (METU).

O Professor Cüneyt Can, director do Gabinete de Assuntos Externos da Comunidade Baha’i na Turquia, tornou-se o primeiro Decano Baha’i na Turquia após servir durante nove anos como Decano Delegado.

“Sou um estudante da METU e há anos que ocupo lugares administrativos. Não esperava qualquer discriminação devido à minha fé e a minha nomeação não me surpreendeu”, afirmou [o professor] Can ao Hurriyet Daily News. Os Baha’is são aderentes de um movimento religioso que teve origem no Irão no século 19 e enfatizam a unidade espiritual da humanidade.

A nomeação ocorre numa altura em que o Governo tem levantado a voz do nacionalismo e os discursos oficiais parecem ignorar a existência de minorias no país.

Os Baha’is, porém, nem sequer são considerados uma minoria pois a sua entidade não é reconhecida pelo Governo Turco, apesar de existirem cerca de 100.000 membros Baha’is na Turquia.

Uma oportunidade para os Baha’is

Os Baha’is não podem declarar a sua identidade religiosa nos seus cartões de identidade porque está não está incluída nas opções.

“É um desenvolvimento importante para a comunidade Baha’i aqui e também para a Turquia, o facto de eu ter tido esta oportunidade enquanto Baha’i” afirmou acrescentando que não enfrentou dificuldades no seu trabalho devido à sua fé.

O número de académicos Baha’is na Turquia é muito reduzido, enquanto que outras áreas profissionais incluem números proporcionais de membros Baha’is. O processo de nomeação foi bastante democrático, afirma [o professor] Can.

“Toda a gente sabe que eu sou Baha’i. Fui eleito apesar disso. Tenho uma identidade de académico, de cientista e de director no interior da METU; mas sou um representante da comunidade Baha’i fora da METU. Tenho muito cuidado para não misturar as duas coisas e actuo de forma rigorosa no meu emprego”, notou.

Fundada no Irão no século 19 por Baha’u’llah, a fé Baha’i é considerada como o grupo religioso com crescimento mais rápido no mundo. A religião tem cerca de seis milhões de seguidores em todo o mundo e procura a unidade e a paz mundial como soluções par aos problemas da era moderna.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Aliança de Civilizações

Decorre actualmente em Madrid, 1º Fórum da Aliança das Civilizações, onde mais de 350 participantes, 30 empresários de relevo mundial, líderes religiosos, políticos e cívicos analisam a partir de hoje o diálogo inter-cultural.

Dando o mote, o primeiro ministro espanhol afirmou na abertura deste encontro que “a Aliança de Civilizações propõe-se demonstrar que existem vias práticas de colaboração positiva, entre o mundo islâmico e o mundo ocidental que desmintam o paradigma supostamente inexorável de confrontos entre civilizações e culturas", afirmou José Luis Rodríguez Zapatero.

Ainda segundo o chefe do governo espanhol, a AdC deve ser vista como “um compromisso activo, uma aposta pela iniciativa e pela acção, contra a intolerância, o radicalismo, o fundamentalismo, e a favor do entendimento, pelo respeito, pelo reconhecimento do que não pensa como nos, para o encontro, para a paz que é o desejo mais amplamente sentido por todos".

Estas palavras são bonitas. Mas a prática política de algumas personalidades que apoiam a AdC é bem diferente.

Erdogan e Zapatero: terão ambos as mesmas intenções com a AdC?

Veja-se por exemplo o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan; este homem defendeu que os princípios essenciais para responder ao “problema global” dos conflitos internacionais e da crispação religiosa e cultural são a luta contra o fanatismo, a promoção da tolerância e o respeito inter-cultural pela via da lei, justiça e amizade. Mas é a Turquia um oásis de tolerância e um exemplo de uma pacífica sociedade multi-cultural? Que podemos pensar dele ser nos recordarmos que o governo turco criou uma série de procedimentos legais que impedem uma minoria religiosa como os baha’is de obter bilhetes de identidade?

E que pensar de Khatami, esse Ayatollah "moderado e reformador", que sempre foi fechando os olhos às perseguições de que os baha’is iranianos foram vítimas? Que pensar deste clérigo que nunca fez nada para libertar o Irão dos seus preconceitos contra os baha’is e tem agora a ousadia de falar em reconciliação com outras nações?

Veremos algum dirigente ocidental lembrar as este tipo de dirigentes políticos que as diferenças entre os povos não existem apenas para lá das fronteiras de cada país? As diferenças existem no interior de cada país, na diversidade cultural, religiosa, étnica…E países como a Turquia ou o Irão têm poucas lições a dar ao mundo no que toca ao respeito pela diversidade humana.

Será que este fórum serve para algo mais do que declarações de boas intenções? Será que se vão falar de problemas concretos, ou vamos apenas ouvir declarações genéricas e palavras de cortesia entre os participantes?

Se os dirigentes ocidentais optarem pelo silêncio ou a indiferença perante a situação dos direitos humanos em países como a Turquia e o Irão, isso só poderá ser entendido como sinal de cinismo e de cobardia. Será a prova definitiva da inutilidade da actual ordem política mundial.

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Sobre este assunto:
Aliança Civilizações: Iniciativa pode ser resposta aos "augúrios" sobre choque civilizações - Zapatero (Expresso)
Civilizações: Líderes mundiais em diálogo intercultural (Diário Digital)
Aliança de Civilizações é "antídoto para terrorismo" (DN)
Apelo ao diálogo entre civilizações (Correio da Manhã)
"Una Alianza para movilizar a las grandes mayorías de paz en el mundo" (ElPais)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Os Bahá'ís na Turquia

O texto seguinte é a tradução de um artigo de İzgi Güngör, publicado na semana passada no Turkish Daily News, um jornal turco de língua inglesa; pelo estilo do inglês, depreendo que se trata de uma tradução (provavelmente do turco). Publico-o aqui, não só porque se trata de um jornal publicado num país de maioria muçulmana, mas também porque denuncia situações de discriminação religiosa que nos têm passado despercebidas. O texto original em inglês pode ser lido aqui e aqui. Os sombreados e as imagens são da minha responsabilidade.
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COMUNIDADE BAHA'I NA TURQUIA DESEJA SER RECONHECIDA E OUVIDA

Com cerca de 10.000 membros na Turquia, a Comunidade Baha’i aspira ao reconhecimento oficial pelo Estado e deseja a eliminação dos preconceitos e descrições públicas incorrectas da sua Fé na Turquia.

"Podemos ser pequenos em número, mas somos uma entidade e, definitivamente, temos uma identidade", afirma o Prof. Cüneyt Can, director do Gabinete de Assuntos Externos da Comunidade Baha’i da Turquia. Muitos Baha’is acusam a Turquia de prosseguir uma política discriminatória contra a Comunidade Baha’i ao não listar a sua fé nos bilhetes de identidade. A filiação religiosa é registada nos cartões de identidade turcos, mas os Baha'is não podem declarar a sua religião nos bilhetes de identidade porque esta não se encontra entre as opções. Os direitos existentes entre 1960 e 1990, foram retirados quando o Ministério do Interior emitiu instruções introduzindo um novo sistema de normalização de códigos que não incluía a Fé Baha'i. "Os direitos, que nos foram anteriormente concedidos, foram retirados. Não há progresso, mas retrocesso", afirma Can.

CRÍTICAS DA UE E DOS EUA

As críticas à Turquia em relatórios distintos da União Europeia e dos Estados Unidos, incluíram pedidos para que fossem dados direitos aos Baha'is. "Documentos administrativos, tais como bilhetes de identidade incluem um espaço onde se deve preencher, ou deixar em branco, a religião. Isto pode levar a práticas discriminatórias. Alem disso, existem preocupações sobre as religiões que não são reconhecidas", declara o relatório de progresso anual da UE, enquanto o relatório do Departamento de Estado dos EUA criticava a Turquia por não reconhecer a Comunidade Baha'i, afirmando que a Turquia continua a restringir a escolha da religião. "Continuamos a aguardar a alteração das leis e do sistema de codificação que permita identificar a nossa religião nos cartões de identidade" afirmou Susan Merter, a coordenadora de Relações Públicas do Gabinete Baha'i de Assuntos Externos. Ela pertence à terceira geração de Baha'is que beneficiou da antiga lei que lhes permitia registarem-se. Neste momento, ela não pode renovar o seu cartão de identidade e ter a sua religião identificada neste.

Merter afirma que não hesita em dizer que é baha'i. "Não hesito; é a minha identidade. O que defendo é correcto e é bom. Aprendemos a Fé Baha'i como uma forma de vida. Aprendemos a ser hospitaleiros, virtuosos e acolhemos as diferenças. Trabalhamos pela paz e ela unidade da humanidade, o que é algo de que não nos podemos envergonhar. Então porque devo ocultar a minha identidade religiosa?" pergunta.

Os baha'is da Turquia não enfrentam problemas apenas com os cartões de identidade. Vivem com os problemas e desvantagens que deriva de serem desconhecidos enquanto minoria religiosa na Turquia. Alguns sentem-se livres para revelar a sua identidade religiosa, mas outros são mais comedidos, temendo a estigmatização e a discriminação social. O problema provém maioritariamente da falta de informação sobre a fé e da incorrecta descrição pública da religião, segundo dizem. Querem ser estudados e compreendidos correctamente e não querem ser associados com outros movimentos religiosos fundamentalistas como as ordens religiosas – ou tarikats.

"Ainda que de forma limitada, alguns de nós têm sido hostilizados e investigados por instituições governamentais. Tentam recolher estatísticas e informações confidenciais sobre nós entre os nossos vizinhos. Depois ficam com uma imagem incorrecta da nossa religião. Não fazemos nada de secreto. As nossas portas estão abertas para todos. Podem participar nas nossas reuniões e aprender as coisas em primeira-mão", afirma Can. Murat Bayer, 35 anos, é um actor de teatro que se converteu do Islão para a Fé Bahá'í em 1993. É o único Baha'i na sua família. O seu primeiro contacto com a fé Baha’i deu-se através de um amigo durante os seus anos como universitário. Primeiramente pensou tratar-se de uma organização tipo ordem religiosa; posteriormente ficou impressionado com os princípios da fé e a sinceridade e hospitalidade dos Baha’is. Agora sente-se livre para revelar a sua identidade religiosa. O mundo da arte, afirma, é mais aberto às diferenças. Durante os seus anos na universidade costumava debater o assunto com os seus amigos e professores que reagiam positivamente e até se sentiam interessados em aprender mais sobre a religião.

"Senti-me muito confortável durante a conferência Habitat II realizadas pelas Nações Unidas em Istambul em 1996. Nessa época eu era um novo Baha'i. A Comunidade Baha'i tem um estatuto consultivo nas Nações Unidas; por esse motivo somos automaticamente convidados para as reuniões. Foi a primeira vez que presenciei algo tão livre e natural", afirma. " A Turquia tenta insistentemente ignorar a existência dos Baha'is mas esta é reconhecida por um importante organismo internacional. Baha'u'llah, o fundador da Fé Baha’i, viveu neste território e disse muitas coisas especiais sobre a Turquia. E é verdadeiramente difícil compreender porque é que a Turquia ignora esta realidade", prossegue Bayer.

Bayer conheceu a sua mulher, Denyze Bayer, em Haifa, Israel, onde trabalhou como voluntário no Centro Mundial Baha’i. Denize, uma brasileira que se converteu do Catolicismo, é professora do ensino pré-escolar numa embaixada em Ankara. Sente-se confortável ao afirmar entre os seus amigos que é Baha’i . Não enfrentou problemas graves na sua vida diária por ser baha'i, salvo alguns olhares suspeitos devido à sua religião. "Quando digo que sou Baha'i, primeiro as pessoas acham estranho e depois ficam curiosas sobre o assunto, pois é algo novo e desconhecido para elas. Mas à medida que conhecem melhor o nosso modo de vida, ficam impressionados. Até querem enviar os seus filhos para as aulas baha’is daqui", afirma.

İhsan Karakelle, de 86 anos, é um sociólogo e funcionário público reformado que trabalhou para o segundo Presidente da Turquia, İsmet İnönü. O seu pai era Baha'i. Teve que ocultar a sua identidade baha'i até 1980, altura em que se reformou e só então passou a revelar abertamente a sua religião. Recorda-se da pressão política colocada sobre a comunidade em 1959 pelo Governo, num esforço para combater os movimentos fundamentalistas islâmicos. "Queriam eliminar esses movimentos, mas atingiam-nos", declara. A sua filiação baha’i não aparece indicada no cartão de identidade, mas afirma que foi uma falta sua. Dilan Can estuda na Universidade de Ankara. O seu pai era Baha’i e ela converteu-se do Islão quando tinha 15 anos, pensa que ser baha’i nesta sociedade é interessante mas por vezes também é desvantajoso. O preconceito tem um papel significativo no relacionamento que outras pessoas têm consigo, e há sempre uma dúvida na mente das pessoas em relação a eles. Até houve quem lhe perguntasse se era satânica! Alguns dos seus amigos Baha’is hesitam em revelar a sua identidade religiosa e ela também começou a ser mais cuidadosa. " Geralmente não digo que sou baha'i; só se me perguntarem. Varia conforme as situações ", conclui.


Outro problema levantado pela Comunidade Baha’i relaciona-se com os cursos de religião. O curriculum das escolas nacionais é baseado na religião Islâmica e as diferentes doutrinas ensinadas na escola e em casa confundem as mentes das crianças. “Mesmo que exista apenas uma criança Baha’i na sala de aula, então a religião Baha’i deve ser ensinada”, defende Merter. Por seu lado, Can quer que os seus filhos tenham educação religiosa na escola, mas não que realizem as práticas islâmicas – como as orações – na escola. "Também deviam aprender sobre as outras religiões. Já é obrigatório nas escolas. Mas nós temos as nossas próprias orações e os meus filhos recebem educação religiosa baha’i em casa". E acrescenta: "Ensinamos uma coisa em casa e eles aprendem outra na Escola; as crianças ficam profundamente confundidas. O governo prefere focar-se na educação religiosa islâmica nas escolas porque a maioria da população é muçulmana; mas podiam, pelo menos, incluir exemplos de outras religiões, quando ensinam o que é bom e o que é mau".

QUEM SÃO OS BAHA’IS?

Fundada no Irão no Séc. XIX por Bahá'u'lláh, a Fé Bahá’ís tem cerca de 10.000 membros na Turquia. Baseada em princípios democráticos e contemporâneos, esta religião tem cerca de seis milhões de seguidores em todo o mundo, e propõe a paz mundial e a unidade como resposta aos problemas da idade moderna. Na cidade turca de Edirne situa-se a Casa de Bahá'u'lláh, onde o líder baha’i viveu entre 1863 e 1868. A casa foi declarada local protegido e recebeu a atenção de figuras políticas internacionais. Os Baha’is acreditam em Deus e nos profetas; acreditam que as religiões são semelhantes a um ciclo de vida. Os seres humanos e a humanidade são orgânicos, e as religiões também; quando terminam a sua existência, surgem novos profetas para a humanidade evoluir. Os Baha’is acreditam que a humanidade tem atravessado uma evolução social desde a família ao estado-nação; de acordo com o Kitab-i-Aqdas (O Livro Mais Sagrado), a próxima fase será a unificação e integração global da sociedade. Os Baha’is realizam reuniões regulares, encontrando-se em cada 19 dias. As pessoas não se podem tornar baha’is antes dos 15 anos, idade considerada como sendo de maturidade espiritual. Estão proibidos de se envolverem em política, mas votam nas eleições na Turquia. Os Bahá’ís não têm superstições, nem bebem álcool. Não usam roupas com simbolismo particular, não possuem rituais religiosos, ou locais especiais de oração para grupos. A Comunidade Baha’is possui um estatuto consultivo nas Nações Unidas.

ACTIVIDADE MISSIONÁRIA

O Departamento de Assuntos Religiosos na Turquia declinou fazer qualquer comentário oficial ao Turkish Daily News sobre a forma como classifica a Comunidade Baha'i na Turquia, mas no seu website considera a Fé Baha’i como uma actividade missionária. Numa das suas publicações periódicas on-line intitulada “Diyanet Aylık” encontra-se um artigo sobre “Actividades Missionárias”, o Departamento inclui a Fé Baha’i entre outros movimentos missionários que pretendem espalhar as suas crenças entre pessoas pertencentes a outras religiões, incluindo o Islão. Ahmet Hikmet Eroğlu, um académico religioso e historiador da religião na Universidade de Ankara, concorda com esta abordagem do Departamento de Assuntos Religiosos. Segundo ele, a Fé Baha’i não é uma religião, mas um movimento ecléctico baseado em religiões mais antigas. “A fé Baha’i não é como outras religiões, tais como o Cristianismo Judaísmo ou o Islão que têm profundas raízes na história”, afirma. "É um movimento novo e ecléctico. O Departamento de Assuntos Religiosos pode vê-lo como uma actividade missionária enquanto não estiver definido com exactidão, e for aceite no mundo como uma religião; sabemos que fazem esforços para promover a sua fé". Por seu lado, Cüneyt Can nega estas alegações , dizendo que a fé existe há mais de 100 anos e que não têm qualquer relação com actividades missionárias. "Este tipo de insinuações e o facto de nos associarem com trabalhos missionários é preocupante", declara. "Nós não empregamos pessoas que trabalhem para converter outros à Fé Baha'i. Não temos qualquer estrutura institucional organizada que trabalhe com esse propósito. Não temos dinheiro ou poder. Não fazemos lobby, nem nos envolvemos na política. O que nos torna fortes são os princípios em que acreditamos. Acreditamos, aplicamos os princípios nas nossas vidas, partilhamos isto com os outros e divulgamos isso. É assim que a nossa religião se espalha"