A TSF abriu o noticiário das 18:00 com a fantástica odisseia de Cavaco Silva e e seus apaniguados empresários no retorno terrestre a Portugal. A repórter relatou, com visível comoção, os sentimentos da comitiva quando, numa das paragens, perceberam que era necessário dispender 50 cêntimos para se poderem aliviar nas casas de banho da estação de serviço alemã, e isso, aliado ao extremo asseio da casa de banho, era uma pequena prova da tão reputada organização germánica.
Tenho a certeza que uma certa tristeza perpassou a jornalista quando não pode relatar a qualidade, forma e cheiro da matéria fecal que Cavaco Silva ou Basílio Horta por ventura tenham lá deixado.
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17 de abril de 2010
8 de abril de 2010
Gente a mais, não?
No Público de hoje (ainda não disponível na web), Helena Matos enumera uma série de maleitas que, qual fatalidade, são exclusivamente portuguesas. Padecemos e padeceremos. Sobre o dia das mentiras, diz que "O Parlamento faz de tribunal. Os juízes processam que faz declarações que consideram ofensivas no Parlamento-tribunal (...)"; "Os funcionários públicos, consoante a idade, ora fazem de conta que vivem na Suécia dos anos 70 do século passado e reivindicam direitos adquiridos e por adquirir ora levam os dias a fazer cálculos para a salvífica reforma que lhes permita deixarem de ser funcionários."
Helena Matos, que, pelo que me lembro, recusa extremismos e apela à moderação, ao bom-senso, espalha-se ao comprido na ressaca do dia das mentiras. Caracteriza o país de extremo a extremo, sem dar espaço à existência de gente muito dedicada no Parlamento, como nos Tribunais. Na Função Pública, nos Sindicatos e nas Empresas. Na Polícia e em todo o lado. Invoca um país mesquinho e trapaceiro que mais não é que a sua própria criação. Por onde eu ando há muita injustiça, como em todo o país e muita coisa para alterar, mas há muita gente boa que, felizmente passa ao lado desta arrogância de superioridade.
Ler este texto é compreender que só ali com a Ensaísta estamos a salvo de nos tornarmos qualquer uma daquelas espécies que deixam o "país cansado".
A "este frenesi esquizofrénico" descrito por ela falta uma peça - a própria.
"O País está cansado", é certo - deste discurso fatalista e pretensioso que pretende inferiorizar as pessoas que cá vivem e a quem lhes custa na pele (ou no estômago) as consequências do miserabilismo.
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| por fleps |
Ler este texto é compreender que só ali com a Ensaísta estamos a salvo de nos tornarmos qualquer uma daquelas espécies que deixam o "país cansado".
A "este frenesi esquizofrénico" descrito por ela falta uma peça - a própria.
"O País está cansado", é certo - deste discurso fatalista e pretensioso que pretende inferiorizar as pessoas que cá vivem e a quem lhes custa na pele (ou no estômago) as consequências do miserabilismo.
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