Mostrar mensagens com a etiqueta lisboa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta lisboa. Mostrar todas as mensagens

1 de fevereiro de 2011

Hoje Largo Camões, 18:30



Concentração de Solidariedade com o povo egípcio


A 25 de Janeiro eclodiu no Egipto uma revolta popular de contestação à situação do país e ao seu Presidente de longa data, Hosni Mubarak, considerado globalmente como um ditador. Esta revolta segue-se a uma revolução na Tunísia, apelidada pelos próprios como a Revolução do Jasmim. Este movimento no Norte de África que está a mostrar a tendência em se expandir coincide com governações consideradas ditatoriais em que a falta de liberdade de expressão política e de imprensa é óbvia e criticada internacionalmente.

Consideramos que a liberdade de expressão é essencial em qualquer democracia, facto que não se verifica no Egipto. Temos assistido ao longo dos últimos dias de protestos, além de uma violenta repressão policial que já causou cerca de duas centenas de mortos, ao corte de internet, corte de comunicações móveis e intimidação da imprensa internacional. Apesar disso, tornaram-se públicas as manifestações do povo egípcio e a sua demanda de liberdade.

Por considerarmos a causa do povo egípcio e a esperança de um país livre um facto que deve apelar à solidariedade de todas as pessoas internacionalmente, convocamos uma concentração no Largo de Camões no Chiado, na terça-feira dia 1 de Fevereiro às 18h30.

O objectivo desta concentração será reunir assinaturas para posteriormente entregar na Embaixada do Egipto em Portugal a pedir o fim da repressão e da violência para com os manifestantes.

A iniciativa conta com o apoio do Comité de Solidariedade com a Palestina e da Solidariedade Imigrante.


Francisco Silva
Nuno Moniz


26 de maio de 2010

Segurança de Classe

Isto é muito sério. Coloco pó nas bolas do Mongol para conter a vontade de as cortar.

Denunciar o carácter de classe do monopólio de violência legítima do Estado parece um sacrilégio anarquista, mas não tem de ser. No meu caso, defensor do Estado de direito socialista, espero que me dêem o crédito necessário para o que vou dizer.

As forças da segurança pública, pela natureza do que pretendem defender, defendem um interesse público. Interesse esse representado também pela defesa de uma legalidade que embora democrática tem bem vincada a hegemonia das classes dominantes.

Quem defende o Estado de direito como eu defendo, mesmo defendendo a absoluta necessidade de o substituir por um Estado de direito socialista para que Estado de direito se mantenha, respeita o papel "ordeiro" que as forças de segurança possam ter na defesa de um interesse verdadeiramente público: das liberdades e garantias da cidadania e da humanidade. Bem sei que a paz aparente tem muitas guerras estruturais: “Do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento. Mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem” (Brest). Mas quero falar de outra coisa...

O verdadeiro limite à realidade do dito interesse público encontra-se quando até a legalidade de uma democracia de hegemonia burguesa é quebrada pelos seus representantes. “A 300% não recua diante de nenhum crime”, é isso mas não é só isso. A recruta de agentes "embriagados" pela ideologia do ódio destilada pelas classes dominantes, essa recruta e essa ideologia são uma gangrena que apodrece o sentido (dito) público dessas forças. Como todas as ideologias nojentas da extrema direita, muito passa pela estupidez da estética. Desde a diferença epidérmica ao vestuário, gesto ou música diferente, tudo isso parecem ser “crimes” prestes a ser “punidos” sumariamente pela brutalidade dos agentes da segurança que afinal não é sempre pública.

Digo isto com sincero respeito pelos agentes que honram uma segurança pública em que verdadeiramente acreditam. Digo isto com apelo a uma calma difícil de encontrar nos momentos em que a brutalidade ataca os nossos mais próximos... inacreditavelmente.

Sabemos contudo, que há sempre polícias secos e molhados. Sabemos quem está de que lado, quando as fábricas de falência fraudulenta são roubadas e sabotadas para prejuízo das trabalhadoras e trabalhadores. Sabemos que não é nada inocente a interpretação giscardiana da proibição da pena de morte na Europa.

Apelo à mansidão de coração. Coração manso, olhos abertos, gesto firme.

Como disse o camarada Fabian:

Seremos a tua muralha de aço, força Vasco! força Laura!

25 de maio de 2010

Seremos a tua muralha de aço, força Vasco! força Laura!

Vasco à esquerda e Laura à direita

Se um caso já não chegasse para ser demasiado, o que dizer dos demais casos de violência policial que até hoje se aglomeram entre silêncios, arquivamentos, absolvições e muito pouco apuramento da verdade.

Desta vez ocorreu com o Vasco (19anos) e com a Laura(18anos). O Adriano já deixou no post anterior a descrição como toda esta brutalidade ocorreu. O Vasco, ou o Vasquinho, como é conhecido entre amigos, foi espancado na rua e na esquadra, a Laura foi igualmente agredida na rua e na esquadra, tendo-lhes sido negada uma chamada.

Apelo a todos e a todas na Blogosfera, que este relato, que este crime, se materialize em memória.

Sejamos a sua muralha de aço.

Força Vasco, Força Laura.

mais aqui