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28 de maio de 2010

CONCENTRAÇÃO PACÍFICA CONTRA A VIOLÊNCIA POLICIAL

Na madrugada de 25 de Maio, Vasco Dias e Laura Diogo, estudantes da FCSH foram brutalmente espancados por agentes da PSP. A justificação era estarem a fazer “demasiado ruído”. Foram depois levados para uma esquadra onde não puderam fazer sequer um telefonema. Foram “interrogados” e depois postos na rua sem mais explicações. O Vasco teve de ser internado de urgência com a mandíbula fracturada.

Como eles, muitas pessoas já foram vítimas de crimes policiais, mas pouco ou nada é feito. A regra é a impunidade. Ainda este ano a Amnistia Internacional voltou a fazer essa denúncia sobre Portugal. Com a impunidade perdemos todos: vítimas de abuso policial e os agentes que não cometem abusos.

Esta CONCENTRAÇÃO PACÍFICA tem como objectivo alertar a opinião pública para estes casos. Queremos a condenação dos culpados destes crimes e sua substituição por agentes que cumpram a lei e que tenham uma formação adequada: humanista, defensiva e respeitadora dos cidadãos. Têm de aplicar a lei segundo as regras a que estão sujeitos como profissionais.

Para haver segurança, em vez de medo tem que haver confiança. Não só no Bairro Alto, mas em todos os bairros, de todo o país.
Contra o abuso policial, respondemos com uma mensagem de paz.

APELO a toda a gente que estará presente na Manifestação da CGTP e que vem de outros pontos do país para, se possível, ficar para a Concentração. É muito importante que se faça justiça, temos de marcar posição com o máximo de gente possível.

Pelo Vasco, pela Laura, por todas as vítimas de abuso policial!


26 de maio de 2010

Rostos do cumprimento da lei

A ver vamos e a PSP vai-se recordar amanhã que afinal caiu nas escadas da esquadra | Ou como ocorrem processos de esquecimento em grupo


A PSP desmentiu esta quarta-feira ter agredido dois jovens na madrugada desta terça-feira, no Bairro Alto, em Lisboa. Os jovens contara à tvi24.pt que foram agredidos por vários polícias e fonte hospitalar confirmou que uma das vítimas foi obrigada a uma intervenção cirúrgica ao maxilar.

A mesma fonte garante que não houve agressões e, questionada sobre o facto de um dos jovens ter sido depois hospitalizado e submetido a uma cirurgia, afirmou: «O indivíduo não pediu auxílio, nem a polícia considerou haver motivos para pedir ajuda médica. Se foi hospitalizado, foi pelos próprios meios depois de sair da esquadra», adiantou.

É bastante usual sofrerem-se fracturas a caminho do Hospital, ou talvez tenha havido um processo de esquecimento em grupo, por parte dos agentes daquela esquadra.

1. esquecimento
O esquecimento é inversamente proporcional ao interesse que temos pelas coisas. Quanto menor o interesse maior a chance de esquecer. Quanto maior o interesse menor a possibilidade de esquecer. (1)

a ver também: o que é a amnésia?