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29 de julho de 2011

China: microblogging revolution

“In the last year, microbloggers, especially Sina and Tencent, have played more and more a major role in coverage, especially breaking news.” Zhan Jiang, professor jornalismo internacional e comunicação



Não, ainda não começou nunhuma revolução que recupere a China para o socialismo. A colossal extorção da mais-valia à sombra da bandeira vermelha e da mão de ferro dos militares-empresários está para continuar, até o impossível voltar a acontecer. Quanto à expressão "microblogging revolution", ela é da autoria do supracitado Zhan Jiang.

Tudo isto vem a propósito da forma como o microblogging fura a censura chinesa, de como factos importantes sobre o acidente com um comboio de alta-velocidade na passada semana foram trazidos a público através desses meios, contra a vontade das autoridades e para seu embaraço.

Não é difícil adivinhar impacto social de posts como estes no microblogging chinês: “I just watched the news on the train crash in Wenzhou, but I feel like I still don’t even know what happened. Nothing is reliable anymore. I feel like I can’t even believe the weather forecast. Is there anything that we can still trust?” (blogger da província de Hubei)


Nada menos que 26 milhões de mensagen davam detalhes do acidente através dos weibos, expressão chinesa usada para nomear os microblogs. Sina Weibo é o mais popular mas conta com um importante rival: Tencent (sobre esta rivalidade no mercado ver: Weibo Wars – Tencent vs.Sina).


Rivalidades do microblogging à parte, este meio está a revelar-se fundamental na luta contra a censura na China. As fugas da livre expressão vai dando frutos: uma ordem dada pelos burocratas do regime aos advogados locais para não aceitarem queixas das famílias das vítimas veio a ser retirada, depois da massiva divulgação dos (assim tornados) indesmentiveis casos (ver mais aqui).

18 de fevereiro de 2011

O interesse tem razões que o próprio coração desconhece

Desculpe, não ouvi bem... Não apoiam a censura ao governo porquê mesmo?

Ah, bem me parecia.

Os projectos de lei do BE, do CDS e do PCP que propunham limitações nas remunerações dos gestores públicos foram chumbados no Parlamento com os votos contra do PS e PSD. in: publico.pt