Mostrar mensagens com a etiqueta Odivelas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Odivelas. Mostrar todas as mensagens
sábado, fevereiro 24, 2018
Odivelas - Exposição BD e Banca de Trocas
O evento intitula-se Semana de Divulgação da BD em Odivelas. Além de uma exposição de banda desenhada, inclui iniciativa invulgar e aliciante: uma banca de troca de livros usados de BD.
A exposição compõe-se dos trabalhos concorrentes da Avenida Marginal.
Ambas as componentes vão decorrer no átrio da Biblioteca Municipal D. Diniz, em Odivelas, entre 2 e 29 Março 2018.
A entrada é livre.
Vista da exposição (foto da autoria de Marco Fraga da Silva, colocada aqui em 3 de Março).
--------------------------------------------
Os interessados em ver textos anteriores da rubrica "Exposições BD Avulsas" podem fazê-lo clicando no respectivo item visível em rodapé
quarta-feira, novembro 04, 2015
Exposições BD Avulsas - Odivelas
"Desenhar a Música" foi o tema que José Garcês desenvolveu graficamente, em ilustrações e pequenas malhas de banda desenhada, que vão estar expostas no evento intitulado "Mês da Banda Desenhada na Biblioteca Municipal D.Dinis, em Odivelas", a inaugurar amanhã, dia 5 de Novembro.
A abertura da exposição será às 10h00, e estará patente durante todo o mês.
------------------------------------------
JOSÉ GARCÊS
Síntese biobibliográfica
José dos Santos Garcês, Lisboa, 23 de Julho de 1928. Frequentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio, onde fez o curso de Artes Gráficas.
Iniciou-se na Banda Desenhada em 1946 no jornal infanto-juvenil O Mosquito. Para lá fez "O Inferno Verde", a sua primeira bd aos dezoito anos, tendo posteriormente colaborado em O Papagaio e no Camarada. Encontramo-lo também na Fagulha, revista infantil editada entre 1958 e 1974, preenchida por muitas bandas desenhadas e colaborações literárias cuja autoria, em ambas as vertentes, era feminina na sua maioria, e intencionalmente projectada para leitura das raparigas.
Mas também houve alguns autores a colaborarem, José Garcês, foi um deles, embora quase sempre sob argumentos escritos por mulheres, o que prova a forte influência feminina na revista.
Nessas condições, lá se encontram numerosas histórias suas - chega a haver duas em publicação simultânea! -, como seja "O Camaroeiro Real" (com Isabel Falcão a escrever o argumento), "O Elefante Branco" (sendo o argumento assinado por Madressilva), "A Grande Caçada" (no argumento, Maria Clara Tavares da Silva), "O Terror da Floresta", história escrita por Teresa Sampaio.
Esta copiosa produção que comporta várias bandas desenhadas no género animalista, acontece em paralelo com bedês suas no período 1952/61 para o Cavaleiro Andante, publicação periódica que marca toda uma vasta camada de leitores, onde é mostrada uma das suas importantes obras de carácter histórico intitulada "Viriato".
Aliás, neste género se baseia grande parte da sua carreira na BD, bem como na adaptação de obras literárias, caso de "Eurico, o Presbítero", de Alexandre Herculano, que fez para o suplemento Joaninha da revista Modas e Bordados. Afora as já citadas publicações com colaboração sua, há que acrescentar outros títulos: Lusitas, Girassol, Titã, Falcão, Zorro, Pisca-Pisca, Mundo de Aventuras, Tintin, Fungagá da Bicharada, Selecções BD (2ª série).
Também se encontra trabalho seu em suplementos de jornais, em fanzines e obras várias. Nos primeiros, além do já mencionado Joaninha, passou igualmente pelo Pim-Pam-Pum, acompanhante infantil do jornal O Século, pelo Pirilim (1979/80), suplemento de O Comércio do Porto e pelo suplemento/revista Notícias Magazine, englobado nos jornais Diário de Notícias e Jornal de Notícias, tendo entre vários outros autores, criado um episódio para a personagem "Maria Jornalista".
Nos fanzines, teve o mérito de ter sido faneditor, em 1944, de O Melro, um fanzine avant la lettre, ou seja, quando entre nós ainda se desconhecia o conceito, autorizou a publicação de obras antigas suas nesses magazines amadores, pelo que nesse quadrante se encontra representado no Almada BD Fanzine e Cadernos Sobreda BD. Em 2007 voltou a colaborar num fanzine, o Efeméride, com um episódio curto, de prancha única, dedicado ao Príncipe Valente.
No capítulo das obras várias merece relevo o episódio "Os Argonautas", em seis pranchas a cores e alguma carga erótica na obra colectiva "Vasco Granja... 1000 Imagens", editada em 2003, onde introduz como personagens, além do homenageado, José Ruy e Machado Diniz.
Em álbum, é logo no início dos anos 1960 que, pela primeira vez, obra sua aparece. Tratou-se de volume colectivo, acompanhado por Baptista Mendes, Hernâni Lopes, José Antunes, José Ruy, Manuel Ferreira e Victor Paiva, sob o título genérico "Grandes Portugueses". A sua colaboração restringe-se ao primeiro de dois tomos, nela tendo desenhado seis episódios de uma só prancha dedicados a personagens históricas: Viriato, Infante D. Henrique, Serpa Pinto, entre outras. Cerca de vinte anos mais tarde, em 1983, a Editorial Futura recupera para álbum uma sua antiga adaptação literária de obra de Alexandre Herculano à BD, "Eurico o Presbítero".
Entre 1986 e 1989, sob texto de A. do Carmo Reis, desenha a sua obra de maior fôlego (quatro volumes) a "História de Portugal".
Sucessivamente, Garcês foi realizando sozinho ou trabalhando com argumentista, uma longa série de obras de BD publicadas em álbum.
De 1988 até hoje os títulos sucedem-se: "Bartolomeu Dias", "O Tambor/A Embaixada", "Cristóvão Colombo Agente Secreto de João II" (dois tomos), "D. João V - Uma Vida Romântica", "História do Jardim Zoológico de Lisboa em Banda Desenhada", "História da Guarda-Oitocentos Anos de Cidade", "História de Oliveira do Hospital-Povo Valoroso Passado Heróico", "História do Porto em BD", "História de Ourém", História de Pinhel", "História de Faro em BD", "O Lince Ibérico".
Foi feita no corrente ano de 2015 a reedição em fanálbum pelo GICAV da obra "Viriato", publicada originalmente na revista infanto-juvenil Cavaleiro Andante nos anos 1952-53. O lançamento da peça teve lugar na inauguração em Viseu da exposição "Viriato na BD".
Na área das exposições, Garcês tem tido a sua obra aproveitada com frequência.
Em 1980 houve uma mostra intitulada Alabastros Medievais Ingleses, baseada num estudo gráfico de sua autoria, seguida da mostra "A Música no Século XV", e participou na XVII Exposição Europeia de Arte Ciência e Cultura.
Em 1999 foi-lhe dedicada uma exposição retrospectiva na Galeria Municipal Artur Bual. Em 2002, em consequência dessa homenagem, foi editada uma monografia sob o título "As Fases Diversas", escrita pela dupla de estudiosos Leonardo De Sá e António Dias de Deus.
Em 2005 o Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem - CNBDI da Amadora organizou a exposição "Desenhar a Música" - que teve direito a catálogo -, evento que se repete em Novembro de 2015 na Biblioteca Municipal D. Dinis em Odivelas.
Voltando ao capítulo editorial, está em vias de edição "A História de Silves em BD".
Geraldes Lino
Nota: A foto de José Garcês é da autoria de seu filho Ricardo Garcês
------------------------------------------
Os visitantes interessados em ver notícias sobre exposições anteriores poderão fazê-lo clicando no item Exposições BD Avulsas
Etiquetas:
Exposições BD avulsas,
José Garcês,
Odivelas,
Salões BD e afins
sexta-feira, novembro 12, 2010
Exposições BD avulsas (III)
A obra em álbum Odivelas em Banda Desenhada deu origem à exposição de BD sob o título "Odivelas Um Concelho Com História", patente num espaço baptizado, com originalidade, de Átrio de Exposições, no edifício da Junta de Freguesia da Pontinha.
Inaugurada no passado dia 2 do corrente Novembro, estará visitável até ao próximo dia 26, no citado espaço, com horário de funcionamento até às 17h30.
A exposição integra a banda desenhada completa, vinte e quatro pranchas originais - não cópias ou reproduções digitais, como agora começa a ser usual - pintadas a lápis de cor (algo pouco visto na BD portuguesa), tantas quantas compõem o álbum, editado em Novembro de 2000 pela Comissão Instaladora do Município de Odivelas.
A banda desenhada tem por autor gráfico Paulo Rijo (Paulo Jorge Ferreira Rijo), distinguido com o 1º Prémio do Concurso de Banda Desenhada do Festival Internacional de BD da Amadora/1999.
O argumento é da autoria de Maria Máxima Vaz, licenciada em História e com Mestrado em História Contemporânea, daí o rigor que emerge do texto. Com início na descrição dos povos nómadas que povoaram, há cerca de 500.000 anos, o território do actual concelho de Odivelas, acompanhamos pela banda desenhada a vida desses habitantes primevos que construiram dólmens ou antas, de que ainda existem vestígios, como acontece com a anta das Pedras Grandes (bairro do Casal Novo) e anta das Batalhas (próxima da Ponte da Bica) ambas monumentos nacionais por decreto-lei de 27 de Março de 1944 (a BD pode ter finalidades didácticas, é o caso).
As imagens e a leitura das legendas fazem-nos ir avançando no tempo: passamos pelas lutas das populações autóctones contra os romanos - de cuja presença na região há vestígios comprovativos -, encontramo-nos com a figura majestosa do rei D. Dinis, primeiro monarca nascido em Lisboa,visitamos o singular monumento do "Senhor Roubado", uma narrativa sequencial em doze painéis de azulejos, que conta a profanação e roubo na Igreja Matriz de Odivelas, pelo que o presumível autor foi supliciado e enforcado, cenas que igualmente constam da peça - muito danificada, infelizmente -, que existe ao fundo da calçada de Carriche, entrada do concelho de Odivelas.
Abarcando todos os episódios relatados, a banda desenhada e, por conseguinte, a exposição, isso faz com que o evento apresente motivos de interesse para a população local, mas também para aqueles bedéfilos que, tal como este escriba/bloguista, gostam de acompanhar e apoiar as iniciativas que tenham por fulcro a Banda Desenhada.
Um pormenor a finalizar: as pranchas da BD, pertença da Câmara Municipal de Odivelas, foram cedidas por esta autarquia à Junta de Freguesia da Pontinha, pertencente àquele concelho.
.
Imagens no topo da postagem (de cima para baixo):
1 - A prancha inicial introduzindo o visionador no ambiente primitivo dos povos nómadas que viveram no território hoje constitutivo do Concelho de Odivelas
2 - Imagem idealizada e algo destoante das lutas dos povos autóctones que lutaram contra os romanos (aquele cavaleiro com franja à príncipe Valente, vale apenas pela dinâmica...)
3 - A figura imaginária do rei D. Diniz, e o mosteiro que mandou construir em Odivelas para as freiras da Ordem de Cister
4 - Recriação em desenho dos painéis em azulejo referentes ao monumento do "Senhor Roubado"
5 - Recriação em desenho dos painéis em azulejo referentes ao monumento do "Senhor Roubado"
------------------------------------------------
Os leitores da presente postagem interessados em ver as duas anteriores dedicadas ao mesmo tema podem fazê-lo clicando na etiqueta "Exposições BD avulsas" colocada no rodapé
sexta-feira, julho 13, 2007
Hergé e suas personagens em exposição na C.M.Odivelas - Centenário Hergé (VI) - Tintin e Hergé (VII)

Associando-se à Banda Desenhada, em geral, e, em particular, à sonante efeméride do centenário do nascimento de Hergé, celebrado e, simultaneamente, discutido autor da personagem Tintin e seus companheiros - um dos quais, Haddock, o suplantou, de certa maneira, na admiração dos bedéfilos - a Câmara Municipal de Odivelas resolveu apoiar o tintinófilo Orlando Dinis na organização da exposição
Tintim e(m) Portugal (*)
que se inaugura precisamente hoje, às 17 horas, nos respectivos Paços do Concelho - na Quinta da Memória, Odivelas.
A exposição ficará patente ao público até dia 3 de Agosto.
(*) O que é que constituirá esta exposição? O título sugere que ela se baseará na amostragem de revistas portuguesas por onde passou a popular série, com início em O Papagaio, e fim na versão lusa da [revista] Tintin.
Digo eu...
Tintim e(m) Portugal (*)
que se inaugura precisamente hoje, às 17 horas, nos respectivos Paços do Concelho - na Quinta da Memória, Odivelas.
A exposição ficará patente ao público até dia 3 de Agosto.
(*) O que é que constituirá esta exposição? O título sugere que ela se baseará na amostragem de revistas portuguesas por onde passou a popular série, com início em O Papagaio, e fim na versão lusa da [revista] Tintin.
Digo eu...
Nota a posteriori:
Será muito útil ler, no espaço dos comentários, o esclarecimento dado por Miguel Ferreira, onde ele informa que esta exposição consta de treze painéis, e indica os respectivos títulos, cada um com seu tema, em sequência concebida e realizada pelo acima citado tintinólogo Orlando Dinis.
----------------------------------------------------------
"Posts" anteriores da rubrica "Centenário de Hergé"
(VIII) Junho 19 - Tintin em edições piratas (I) Tintin en El Salvador
(VII) Junho 17 - Álbuns imprevisíveis e difíceis de obter - Rackham le Rouge
(VI) Junho 16 - Selos e Banda Desenhada
(V) Junho 14 - Postais com BD - A m/ colecção - Autor: Hergé
(IV) Junho 13 - Tintim no fanzine Tertúlia BDzine
(III) Junho 12 - Tintin, herói de muitas Artes
(II) Junho 8 - BD Portuguesa em revistas não especializadas (XX) - Pedro Massano, José Carlos Fernandes, António Jorge Gonçalves
(I) Maio 22 - Hergé (1907-1989) - Centenário de Hergé
2007
----------------------------------------------------------
"Posts" anteriores da rubrica "Centenário de Hergé"
(VIII) Junho 19 - Tintin em edições piratas (I) Tintin en El Salvador
(VII) Junho 17 - Álbuns imprevisíveis e difíceis de obter - Rackham le Rouge
(VI) Junho 16 - Selos e Banda Desenhada
(V) Junho 14 - Postais com BD - A m/ colecção - Autor: Hergé
(IV) Junho 13 - Tintim no fanzine Tertúlia BDzine
(III) Junho 12 - Tintin, herói de muitas Artes
(II) Junho 8 - BD Portuguesa em revistas não especializadas (XX) - Pedro Massano, José Carlos Fernandes, António Jorge Gonçalves
(I) Maio 22 - Hergé (1907-1989) - Centenário de Hergé
2007
Subscrever:
Mensagens (Atom)


