segunda-feira, abril 08, 2019

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* em cumprimento da Lei n.º 144/2015, de 8 de Setembro – Resolução Alternativa de Litígios de consumo (RAL), artigo 18.º, cabe-nos informar que a lista de Centros de Arbitragem poderá ser consultada em www.consumidor.pt/


Le Héros [junto com] O Herói




BALTASAR GRACIÁN [Y MORALES]
trad. e pref. Joseph de Courbeville (francês)
trad., pref. e notas de Jorge P. [Pereirinha] Pires (português)

Paris, 1995 | Lisboa, 2003
Éditions Ivrea | frenesi
4.ª edição | 1.ª edição
[21,5 cm x 12,5 cm] + [19 cm x 13 cm]
[88 págs.] + [88 págs.]
exemplares como novos
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do «Prólogo» de Jorge Pires à ed. frenesi: «Numa altura em que voltaram a estar na ordem do dia temas como a construção europeia, as ligações entre a ética e a política ou as fronteiras entre Portugal e Espanha – das autoestradas aos fundos marinhos – talvez não seja despiciendo voltar a ler este mestre barroco da retórica, para mais ibérico, e ainda por cima contemporâneo do reinado filipino e das nossas guerras da Restauração.
[…] é Gracián quem introduz no pensamento da sua época a marca de uma contra-utopia, a que hoje chamaríamos a experiência do niilismo. […]»
Dístico na contracapa da edição portuguesa:
«Toma-se a altura a uma torrente pela elevação do gosto.»

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L’Homme Universel [junto com] O Discreto




BALTASAR GRACIÁN [Y MORALES]
trad. e pref. Joseph de Courbeville (francês)
trad., pref. e notas de Jorge P. [Pereirinha] Pires (português)

Paris, 1994 | Lisboa, 2005
Éditions Ivrea | frenesi
3.ª edição | 1.ª edição
[21,5 cm x 12,5 cm] + [19 cm x 13 cm]
[6 págs. + 170 págs.] + [144 págs.]
exemplares como novos
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra do grande Gracián y Morales (1601-1658), O Discreto «[…] faz a apologia da temperança e do sazonamento enquanto propõe – sob a capa de uma linguagem elíptica e alegórica, que se desdobra nos mais diversos recursos de estilo – uma série de conselhos para a vida prática. […]» (vd. «Prólogo» de Jorge Pires à ed. frenesi)
Dístico na contracapa da edição portuguesa:
«Voltam alguns dos empórios do mundo tão ao bárbaro como se foram, que quem não levou a capacidade não a pode trazer cheia de notícias.»

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sábado, abril 06, 2019

Platero y Yo



JUAN RAMÓN JIMÉNEZ
ilust. Fernando Marco

Madrid, 12 de Dezembro de 1914
Ediciones de «La Lectura»
1.ª edição
texto em castelhano
16,5 cm x 10,3 cm
144 págs.
profusamente ilustrado a cor no corpo do texto
encadernação inteira em pergaminho pintada à mão [assinada: aam.] sobre ambas as pastas
corte carminado à cabeça
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
1.370,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Platero e Eu


JUAN RAMÓN JIMÉNEZ
trad. José Bento
capa e ilust. Bernardo Marques

Lisboa, s.d.
Livros do Brasil, Limitada
[1.ª edição]
21 cm x 14,4 cm
144 págs.
profusamente ilustrado
impresso a duas cores directas
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Caminos de Portugal



MARTIN DOMINGUEZ BARBERA

Madrid, 1944 [aliás, 1945]
Epesa
[1.ª edição]
texto em castelhano
18,8 cm x 11,8 cm
146 págs. + 8 folhas em extra-texto
ilustrado
encadernação editorial com sobrecapa polícroma
exemplar estimado, restauros no verso da sobrecapa; miolo limpo
conserva a cinta promocional
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Dístico da cinta:
«Sobre unas rápidas impresiones de viaje, estas páginas contienen un esquema de Portugal, síntesis de las tres dimensiones que integran todo país – espacio, tiempo y alma –: Geografía, Historia y Esencia del genio lusitano, a través de siete fundamentales monasterios portugueses…»

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O Outro Livro de Job



MIGUEL TORGA

Coimbra, 1944
s.i. [ed. Autor]
2.ª edição
19,1 cm x 13,1 cm
80 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Historiografia Portuguesa Anterior a Herculano [junto com] A Historiografia Portuguesa de Herculano a 1950



aa.vv.

Lisboa, 1976 a 1978
Academia Portuguesa da História
1.ª edição [única]
2 volumes + 2 folhetos (completo)
[25,6 cm x 19,8 cm (actas)] + [23,2 cm x 16 cm (programas)]
16 págs. (programa) + [496 págs. + 7 folhas em extra-texto (actas)] + 20 págs. (programa) + [376 págs. + 9 folhas em extra-texto (actas)]
subtítulos: [2] Programa e Sumário das Comunicações; [2] Actas do Colóquio
ilustrados
capas e frontispícios impressos a duas cores e relevo seco
folhetos com acabamento com dois pontos em arame
exemplares bem conservados; miolo limpo
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio inaugural:
«[...] A palavra “historiografia”, que serve de epígrafe ao Colóquio, entende as várias acepções que a palavra foi tomando ao longo dos séculos, quer dizer, como o trabalho de cronistas, hagiógrafos, memorialistas, diplomatas, viajantes, eruditos, regionalistas e historiadores críticos. Este alargamento permite encarar a historiografia nacional em todos os campos em que ela se manifestou, desde o século XII ao ano de 1846, que assinala o aparecimento do volume I da História de Portugal de Alexandre Herculano. [...]»
Colaboram nesta justa homenagem notáveis dos estudos portugueses como, entre muitos outros, José Mattoso, Joaquim Veríssimo Serrão, António da Silva Rego, Montalvão Machado, José-Augusto França, Fernando Castelo-Branco, Giacinto Manupella, Túlio Espanca, António Dias Farinha, Martim de Albuquerque, Luís de Albuquerque, etc.

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A Teoria da História em Portugal




ANTÓNIO QUADROS, org., pref. e notas
PINHARANDA GOMES, notas bio-bibliográficas
et alii

Lisboa, s.d.
Espiral
1.ª edição
2 volumes (completo)
20,5 cm x 16,5 cm
192 págs. + 256 págs.
subtítulos: I – O Conceito de História; II – A Dinâmica da História
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem introdutória no primeiro volume:
«[…] Por inaptidão filosófica a escola não encontrou melhor forma de afirmar e descrever a personalidade nacional, do que reduzir o ser da pátria ao sido, ao acontecido, ao feito ou aos feitos. A nossa linguagem mitificou os feitos (que são factos), conferindo-lhes substância fabulosa.
Os feitos dos nossos maiores foram-nos exaustivamente apontados como exemplos, sem o cuidado de mostrar que os actos de hoje têm de radicar em condicionalismo, atitudes psicológicas e níveis culturais inteiramente diferentes. […]»

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sexta-feira, abril 05, 2019

Talamungongo [dactiloescrito e manuscrito]





TOMÁS JORGE

s.l. [Angola], s.d. [circa 1963]
28,2 cm x 21,3 cm
caderno constituído por 1 + 60 folhas A4 apenas escritas de um lado
vários poemas com emendas manuscritas do autor
poema final integralmente manuscrito e assinado pelo autor
exemplar em bom estado de conservação
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
700,00 eur (IVA e portes incluídos)

Tomás Jorge Vieira da Cruz (1928-2009), poeta resistente antifascista angolano, filho do poeta Tomaz Vieira da Cruz, foi uma referência na luta contra o colonialismo (como se confirma nalguns dos vertentes poemas, escritos e datados nas celas da PIDE em Luanda), assim como uma referência na identidade literária angolana. Há notícia da publicação, em 1995, deste título Talamungongo, mas sob forma antológica englobando poesia acumulada durante meio século. Aqui, temos uma das várias cópias domésticas que, durante anos, circularam entre amigos do poeta. Outra cópia, mais extensa e apresentando variantes, encontra-se no acervo da Fundação Mário Soares.

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Areal


TOMÁS JORGE
capa de Fernando Marques

Sá da Bandeira (Angola), 1961
Imbondeiro
1.ª edição
17 cm x 12,5 cm
80 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do primeiro livro do filho do poeta Tomás Vieira da Cruz.

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Portugal Christão-Novo ou Os Judeus na Republica



MARIO SAA
Guilherme de Lencastre

Lisboa, 1921
Henrique Torres – Empreza Editora e Tipografica
1.ª edição
22 cm x 14,5 cm
16 págs.
subtítulo: Uma Entrevista Célebre
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado, pequena falha de papel no canto inferior esquerdo da capa; miolo limpo, censurado numa passagem do texto no final da pág. 10 e primeiras linhas da seguinte
VALORIZADO PELO AUTÓGRAFO DO ENTREVISTADOR
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Entrevista ao reaccionário anti-semita Mário Saa, conduzida por Guilherme de Lencastre a 11 de Setembro de 1921.

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Cenas Portuguesas


SARAH BEIRÃO

Porto, 1956
Manuel Barreira – Editor | Livraria Simões Lopes
3.ª edição
19,4 cm x 13 cm
240 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Sarah de Vasconcelos Carvalho Beirão (1880-1974) foi escritora e jornalista, de formação republicana e acérrima sufragista defensora dos direitos das mulheres. De par com Maria Lamas e Elina Guimarães, destacou-se também como dirigente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas. Deve-se-lhe ainda a fundação da primeira Casa do Artista.

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Solar da Boa-Vista



SARAH BEIRÃO

Porto, s.d.
Porto Editora, L.da
3.ª edição
19,4 cm x 13,1 cm
284 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, abril 04, 2019

Os Povos Orientais e a Grécia



JOÃO SOARES, professor dos Pupilos do Exército

Coimbra, 1929
Coimbra Editora, L.da (Antiga Casa França e Arménio)
5.ª edição
18,6 cm x 12,5 cm
246 págs. + 3 folhas em extra-texto + 3 desdobráveis em extra-texto
subtítulo: Compendio para a III classe dos liceus aprovado oficialmente
profusamente ilustrado no corpo do texto a negro e nem separado a cor (mapas)
cartonagem editorial
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Avô do político João Soares, João Lopes Soares (1878-1970), para além de activista influente durante a Primeira República, tendo sido mesmo Ministro das Colónias, é ainda nessa linha de pensamento democrático que funda o activo Colégio Moderno.

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terça-feira, abril 02, 2019

A Vitória do Deserto



[ANÓNIMO]

s.l., s.d., s.e., s.i.
8,5 cm x 12 cm (oblongo)
144 págs.
profusamente ilustrado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reportagem fotográfica, levada a cabo durante a Segunda Guerra Mundial, das batalhas dos aliados no Norte de África, onde e quando Montgomery enfrentou Rommel.

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Os Japoneses Estiveram em Timor



ANTÓNIO OLIVEIRA LIBERATO, capitão

Lisboa, 1951
Empresa Nacional de Publicidade
1.ª edição
19,2 cm x 13,1 cm
338 págs. + 2 desdobráveis (mapas de Timor)
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Memórias da Guerra no Mar



HENRIQUE CORRÊA DA SILVA (PAÇO D’ARCOS)

Coimbra, 1931
Imprensa da Universidade
1.ª edição
21,4 cm x 15 cm
8 págs. + 290 págs. + 2 folhas em extra-texto
ilustrado
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, março 31, 2019

Mantenhas para quem luta! – A nova poesia da Guiné-Bissau


aa.vv.
capa de José Barros

Bissau, 1977
Conselho Nacional de Cultura – República da Guiné-Bissau
1.ª edição
17,5 cm x 11,7 cm
104 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
45,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Sublinha Manuel Ferreira a importância deste livro, na sua obra de referência Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa (vol. I, Instituto de Cultura Portuguesa – Biblioteca Breve, Lisboa, 1977):
«[...] Com um índice altíssimo de analfabetismo, até há cerca de duas décadas sem ensino secundário, e só nos últimos anos abrangendo o sétimo ano dos liceus, [...] as suas infra-estruturas não possibilitaram o aparecimento de gerações letradas de onde poderiam ter saído vocações capazes de se responsabilizarem pelo surto de uma literatura guineense de expressão portuguesa num país de cerca de meio milhão de habitantes.
[...] Embora durante a guerra colonial, nas áreas libertadas pelo P.A.I.G.C., se tivesse procedido a uma profunda alfabetização, compreende-se que a sua juventude, essencialmente empenhada na luta da libertação nacional [...] só agora encontre os meios necessários para se revelar no plano da criação e construir a autêntica literatura do seu país.
O primeiro sinal é dado em Janeiro de 1977, com Mantenhas para quem luta! – A nova poesia da Guiné-Bissau. [...]»
Temos, portanto, o início de uma expressão poética finalmente liberta dos condicionalismos impostos pela administração colonial. Expressão ainda de cariz muito subserviente de um programa de partido, um ditado ingénuo mais virado para a pedagogia política do que para a libertação do imaginário tropical. Colige versos de Agnelo Augusto Regalla, Morés Djassy, Tony Davyes, António Soares Lopes Jr., Armando Salvaterra, Carlos de Almada, Helder Proença, Jorge Ampa Cumelerbo, José Carlos Schwartz, José Pedro Sequeira, Justen, Nagib Said, Kôte e Tomás Paquete.

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Tratado Breve dos Rios de Guiné do Cabo-Verde



ANDRÉ ALVARES D’ALMADA
pref. e notas de Diogo Köpke

Porto, 1841
Typographia Cpmmercial Portuense [ed. Diogo Köpke]
[2.ª edição]
23 cm x 15 cm [24 cm x 16,3 cm (estojo)]
4 págs. + XIV págs. + 2 págs. + 116 págs. + 1 desdobrável em extra-texto (mapa)
subtítulo: Desde o rio do Sanagá até aos Baixos de Sant’Anna &.ª &.ª
brochura cosida com linha laçada à antiga
exemplar muito estimado; miolo limpo
encontra-se no estado em que circulou, agora acondiconado num estojo de fabrico recente revestido a tela
PEÇA DE COLECÇÃO
600,00 eur (IVA e portes incluídos)

«André Alvares D’Almada, natural de S. Tiago de Cabo Verde, – E. no anno de 1594 e dedicou aos Governadores do Reino a [referida] obra […]. Este escripto tinha sido já publicado por industria do P. Victorino José da Costa, porém differindo consideravelmente no estylo, e na ordem que lhe dera seu auctor como adverte Barbosa: o titulo dessa antiga e transtornada edição é como se segue: Relação e descripção de Guiné, na qual se tracta de varias nações de negros que a povoam, dos seus costumes, leis, ritos, ceremonias, guerras, armas, trajos; da qualidade dos portos, e do commercio que n’elles se faz: que escreveu o capitão André Gonçalves de Almada. Lisboa, por Miguel Rodrigues 1733. […]» (Inocêncio, tomo I, Na Imprensa Nacional, Lisboa, 1858)

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França a Emigração Dolorosa


NUNO ROCHA
capa de Rocha de Sousa

Lisboa, 1965
Editora Ulisseia
1.ª edição
18,1 cm x 11,5 cm
172 págs. + 34 págs. em extra-texto
ilustrado em separado
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do n.º 4 da Colecção Vária, criada por Vitor Silva Tavares durante a sua permanência como editor-programador da Ulisseia. Vária, porque ali cabiam, dentro do mesmo formato físico, vários géneros literários estendendo-se pelo ensaio sócio-político, a crónica de viagem, o teatro ou a novela, tanto de autores nacionais como estrangeiros. Foi esta colecção, para VST, um balão de ensaio do que virá a ser, na década seguinte, o catálogo da sua editora & etc.
O vertente trabalho jornalístico tocava todas as cordas sensíveis ao regime ditatorial de Salazar, que preferiu a criminosa sangria das forças produtivas, em busca de uma vida condigna em terras estranhas, ao dever de investir na respectiva alfabetização e educação profissional, e captação das mesmas para o desenvolvimento do país.

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Monsanto



CARDOSO MARTHA
ADOLFO SIMÕES MÜLLER
EURICO SALES VIANA
THOMAZ DE MELLO (TOM)
CARLOS BOTELHO
prólogo de António Ferro

Lisboa, 1947
Edições SNI [Secretariado Nacional da Informação]
1.ª edição
14,3 cm x 14,6 cm
16 págs. + 112 págs. + 24 págs. + 1 desdobrável + 26 págs.
profusamente ilustrado por Tom e por Carlos Botelho
cartonagem editorial com guardas impressas retro e verso
impresso a rotogravura em papel superior a duas cores, mapa impresso em tricromia
exemplar estimado; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Quando as aldeias são o último reduto da “importância” de um regime, que os centros cosmopolitas abominam, surge uma inusitada atenção oficial às ditas. Mas não para as dotar de conforto e equipamentos – como escolas ou hospitais –, apenas no sentido de lhes estimular um nacionalismo folclórico, de as sossegar menos com pão do que com circo. Por isso esse mesmo regime chegou ao podre fim da sua dominação rodeado de miséria nos meios rurais... Um tal regime, além de virado para o interior, atreveu-se ir mostrar lá fora os seus “conseguimentos” de pacificação e obediência, os seus triunfos sobre o derrotado ideal republicano. Despudoradamente. E até expondo-se ao ridículo. Leia-se não mais que uma passagem do que disse António Ferro, na qualidade de ministro de Estado, no seu discurso aquando da entrega do prémio Galo de Prata, então atribuído à aldeia de Monsanto da Beira:
«[...] Dentro desta orientação, no nosso programa de valorização do folclore português, principiámos por enviar a Genebra, em 1935, uma grande embaixada das nossas bonecas regionais, não bonecas estúpidas, a dizer papá, mamã, mas bonecas de rostos expressivos e diferentes, paisagens das nossas províncias. Um grande e vistoso séquito de pequenas coisas – jugos floridos, rocas vistosas, pequenas obras-primas de olaria rústica, mantas, tapetes, ex-votos – acompanhavam essas bonecas e faziam-lhes moldura. [...]»
O vertente livrinho, ilustrativo da circunstância social e política da atribuição do tal prémio a uma aldeia fronteiriça, constitui incontornável testemunho de toda uma época – a sua edição pode considerar-se até um facto histórico.

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Poemas




FELÍCIA CALDEIRA
pref. Maria Archer

capa do pintor e escultor Martins Correia

Lisboa, 1950
[ed. da Autora ?]
1.ª edição [única]
19,8 cm x 13,3 cm
84 págs. + 1 extra-texto com o retrato da Autora
encadernação em meia-inglesa com cantos em pele, gravação a ouro na lombada
não aparado
conserva a capa anterior da brochura
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA AO JORNALISTA SEBASTIÃO DE ALMEIDA CARDOSO
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colaboradora do antigo semanário Sol (aquele que se publicou durante os anos 40 do século passado), que desabridamente se opunha ao regime ditatorial, estreia-se nos versos com este singelo e íntimo livrinho, embora de pouca monta para as lides poéticas nacionais então dominadas, por um lado, pelo declínio dos presencistas ante os poetas do Cancioneiro Geral, e, por último, pelos surrealistas contra todos os outros.

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sexta-feira, março 29, 2019

O Empecido



TEIXEIRA DE PASCOAES

Porto, 1950
Edição da «Gazeta do Bibliófilo»
1.ª edição
19,4 cm x 13,1 cm
316 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível, por abrir
é o n.º 69 de uma tiragem autenticada pelo carimbo do Autor
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Vida Etherea



TEIXEIRA DE PASCOAES

Coimbra, 1906
F. França Amado – Editor
1.ª edição
22,6 cm x 16,5 cm
192 págs.
exemplar envelhecido mas aceitável, restauro na lombada; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR (NÃO ASSINADA, CALIGRAFIA CONFRONTADA) AO CONSELHEIRO FERREIRA D’[ALMEIDA ?]
75,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Arte de Ser Português



TEIXEIRA DE PASCOAES

Lisboa, 1978
Edições Roger Delraux
3.ª edição [emendada pelo Autor*]
20,5 cm x 14 cm
156 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
dedicatória de posse no ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra de teor pedagógico destinada aos jovens, tendo em vista o enaltecimento de valores como a pátria e alma portuguesa.

* Nota do editor no verso do frontispício: «[…] A presente edição reproduz o texto da segunda (1920) com anotações e correcções inéditas do próprio autor. […]»

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Teixeira de Pascoais


ALFREDO MARGARIDO

Lisboa, 1961
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
18,9 cm x 11,5 cm
332 págs. + 28 págs. em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
extra-textos impressos em rotogravura
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Húmus


RAÚL BRANDÃO
capa de [Alfredo] Moraes

Paris – Lisboa, s.d.
Livrarias Aillaud & Bertrand
2.ª edição
18,8 cm x 12,2 cm
264 págs.
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo, ocasionais picos de acidez
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Esta 2.ª edição é aquela em que o escritor deu o texto como revisto e estável. Foi preciso esperar pela data de entrada da obra de Brandão no domínio público (5 de Dezembro de 2000, edição frenesi) para ter sido possível dar a conhecer, a um mais vasto público leitor, a excelência da rara edição original de 1917.

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Humus


RAUL BRANDÃO
capa de Julio Vaz

Rio de Janeiro / Porto, 1921
Annuario do Brasil / Renascença Portuguesa
2.ª edição
18,2 cm x 12,5 cm
240 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Acerca de autor e obra escreveu um dia o poeta Mário Cesariny:
«[...] Sem dúvida porque em primeiro e quase único lugar o [merece, precursor que é] do abater de fronteiras, formais e outras, com que passa hoje o que tenho por melhor na literatura contemporânea. E que mui significativamente liga ao que de melhor nos ficou da literatura “antiga”. E porque pelo menos uma vez – mas vez decisiva e plena de consequências, creio – o levaram a mutilar obra tão importante para ele e para nós como o Húmus. Como Gomes Leal, que após a primeira edição do Anti-Cristo lhe retira numerosas páginas de génio poético ímpar, Brandão corta da força primeira do Húmus os capítulos finais da obra, terríveis e também únicos como letra profética do que depois viria aos imperativos da revolução social: a clausura das massas, o poder militar, o terrorismo institucional nas suas duas formas de Europa, o massacre em nome da revolução e em vez dela.»
É esta segunda edição que aqui temos, “espurgada” de um raro fulgor literário, mas, mesmo assim, mantendo-se como mais importante obra de prosa da primeira metade do século XX. Neste sentido, vale o que vale a que lhe deu origem.

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Húmus



RAUL BRANDÃO
edição crítica de Maria João Reynaud
grafismo de José Brandão / Paulo Falardo

Porto, 2000
Campo das Letras – Editores, S.A.
1.ª edição conjunta
3 volumes (completo)
23,9 cm x 15,5 cm
[8 págs. + 340 págs.] + [8 págs. + 240 págs.] + 268 págs.
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
acondicionados no estojo editorial
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Como é sabido, existem diferenças radicais entre as três primeiras edições da vertente obra de Raul Brandão (1867-1930), nomeadamente na revisão da primeira para a segunda. Reynaud justifica o vertente aparato da edição:
«[...] O facto de o livro ter conhecido três versões em menos de dez anos é um dos seus aspectos mais fascinantes, na medida em que um tão extenso trabalho de refundição nos revela uma inquietação fundamental do escritor, relacionada com a experiência íntima da criação e com a problemática da escrita.
A presente edição crítica, que restitui a última edição revista por Raul Brandão (Livs. Aillaud & Bertrand, Paris-Lisboa, s/d), é acompanhada das reproduções fac-similadas da edição princeps (Renascença Portuguesa, Porto, 1917) e da segunda edição, amplamente refundida (Renascença Portuguesa – Porto; Annuario do Brasil – Rio de Janeiro, 1921).
O leitor pode agora dispor de todos os elementos que lhe permitem comparar as diferentes versões da obra e seguir esse work in progress: da escrita ao texto, do texto à obra – uma obra suspensa do gesto que eternamente a recomeça. [...]»

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quinta-feira, março 28, 2019

Olhar Sobre Olhar




JOSÉ FRANCISCO AZEVEDO
ANTÓNIO CABRITA
CARLOS POÇAS FALCÃO
JOÃO VICENTE
RAQUEL SEREJO MARTINS
grafismo e paginação binária de pcd

Lisboa, 2019
ed. Emanuel Cameira
1.ª edição
26 cm x 19 cm
16 págs.
ilustrado a cor
acabamento com dois pontos em arame
exemplar novo
12,00 eur (IVA e portes incluídos)

1 fotógrafo, 4 fotografias, 4 poetas, 2 editores inquietos com o gosto gráfico e a certeza editorial imprescindíveis para levar uma criação colectiva a bom porto, 1 tipografia que prima pelo rigor – eis quanto basta, e o vertente objecto artístico comprova-o.

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José Francisco Azevedo



EMANUEL CAMEIRA
MANUEL DE FREITAS
PAULO DA COSTA DOMINGOS

paginação e arranjo gráfico de Inês Mateus

Lisboa, 2011
ed. dos intervenientes
1.ª edição [única]
22,8 cm x 16,9 cm
36 págs. (sendo desdobráveis as págs. 12-13 e 18-19)
ilustrado
impresso em duotone e verniz sobre papel superior
exemplar novo
n.º 28 de uma tiragem declarada de 200 + 50 exemplares
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da reunião de 17 reproduções fotográficas do acervo do fotógrafo José Francisco Azevedo, que António Sena revelou, na galeria Ether / Vale Tudo Menos Tirar Olhos, em 1990. A sua cuidada escolha editorial completa-se com a intervenção escrita dos autores em epígrafe.

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Carmes



PAULO DA COSTA DOMINGOS
capa de Margarida Lagarto

Lajes do Pico (Açores), 2019
Companhia das Ilhas
1.ª edição
17,5 cm x 15,5 cm
576 págs.
subtítulo: 1971-2018
exemplar novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunir num volume a parte substancial de versos escritos entre 1971 e 2018 é como lançar uma nova desordem no que muitos leitores tinham dado por arrumado na estante. Reunir é quebrar, entre outros, esse alheamento.
Paulo da Costa Domingos (Lisboa, nasc. 1953) – escritor que à semelhança de Herculano vem disputando palmo a palmo a sua vida intelectual – assume agora, em Carmes, o compromisso antológico de uma obra poética ímpar, que se estende por quase seis centenas de páginas de poemas, revistos e redistribuídos, uma significativa parte deles ainda inéditos.

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quarta-feira, março 27, 2019

Esta Cidade!


IRENE LISBOA
(João Falco)
capa de Ilda Moreira

Lisboa, 1942
ed. Autora
1.ª edição
17,6 cm x 12,5 cm
432 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
INCLUI A FOLHA-VOLANTE DESTINADA A CAPTAR NOMES E ENDEREÇOS DE COMPRADORES PARA O VERTENTE LIVRO, EM QUE SE LÊ À CABEÇA, DO PUNHO DA AUTORA: «É GRANDE FAVOR E GENTILEZA INDICAR NOVOS LEITORES À AUTORA»
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Exemplo literário do domínio do motivo: a vida trivial do povo na cidade de Lisboa. É, por outro lado, o primeiro livro em que Irene Lisboa está a fazer a transição definitiva para o seu nome como autora.

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