- Historian and translator.edit
Inicio aqui uma série de pequenas crônicas sobre alguns episódios turvos da história da tradução no Brasil. O tema a uni-las é a apropriação de traduções portuguesas em variados títulos publicados no Brasil, ocultando sua autoria ou... more
Inicio aqui uma série de pequenas crônicas sobre alguns episódios turvos da história da tradução no Brasil. O tema a uni-las é a apropriação de traduções portuguesas em variados títulos publicados no Brasil, ocultando sua autoria ou atribuindo-a ao nome de outrem, real ou fictício. Esta primeira crônica se debruça sobre aquele que – até onde vão minhas pesquisas – foi o marco fundador da triste história dos plágios de tradução in terra brasilis.
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Prosseguindo em nossas curtas crônicas sobre traduções portuguesas apropriadas por editoras brasileiras, apresentando-as sob falsos nomes, reais ou fictícios, hoje comento um caso relativamente recente. Trata-se de “Persuasão”,... more
Prosseguindo em nossas curtas crônicas sobre traduções portuguesas apropriadas por editoras brasileiras, apresentando-as sob falsos nomes, reais ou fictícios, hoje comento um caso relativamente recente.
Trata-se de “Persuasão”, de Jane Austen. Em 2007, a editora brasileira Landmark publicou uma edição bilíngue desse romance, com tradução em nome de Fábio Cyrino, um dos sócios da empresa. Numa entrevista concedida em 9 de junho de 2007 ao jornal A Tribuna, de Santos, Fábio Cyrino expôs as circunstâncias em que teria decidido fazer pessoalmente a tradução.
Trata-se de “Persuasão”, de Jane Austen. Em 2007, a editora brasileira Landmark publicou uma edição bilíngue desse romance, com tradução em nome de Fábio Cyrino, um dos sócios da empresa. Numa entrevista concedida em 9 de junho de 2007 ao jornal A Tribuna, de Santos, Fábio Cyrino expôs as circunstâncias em que teria decidido fazer pessoalmente a tradução.
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Thoreau e Poe: o caso de "The Tell-Tale Heart"
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Traduções de Baudelaire publicadas no Brasil de 1872 a 2017
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Lemos sobre vários homens que têm o nome de Tucídides. Há um Tucídides farsálio, mencionado no livro oitavo desta história, que era próxeno dos atenienses em Farsalo e, por acaso estando em Atenas na época em que o governo dos... more
Lemos sobre vários homens que têm o nome de Tucídides. Há um Tucídides farsálio, mencionado no livro oitavo desta história, que era próxeno dos atenienses em Farsalo e, por acaso estando em Atenas na época em que o governo dos Quatrocentos começou a cair, com sua intervenção e persuasão apartou as facções que então se armavam, para que não lutassem na cidade acarretando a ruína da república [commonwealth]. Há o Tucídides filho de Milésias, um ateniense do demo de Alopes, de quem Plutarco fala na vida de Péricles, o mesmo, com toda probabilidade, que é citado no livro primeiro desta história, aparecendo à frente de quarenta naus enviadas contra Samos, cerca de vinte e quatro anos antes do início desta guerra. Outro Tucídides, filho de Aríston, também ateniense, do demo de Aquerdos, era um poeta, embora de seus versos não tenha restado nada. Mas Tucídides, o autor desta história, um ateniense do demo de Alimos, era o filho de Oloro (ou Orolo) e Hegesípele. O nome de seu pai normalmente é grafado como Oloro, mas a inscrição em sua tumba trazia Orolo. Como quer que se o escreva, é o mesmo nome que foi usado por vários reis da Trácia, e lhe foi dado em respeito a seus antepassados. Desse modo, mesmo que nosso autor (como diz Cícero a seu respeito, lib. ii, De Oratore) nunca tivesse escrito uma história, ainda assim seu nome não se extinguiria, em vista de sua honra e nobreza. E não apenas Plutarco, na vida de Címon, mas também quase todos os outros que tocaram nesse ponto afirmam claramente que ele descendia dos reis trácios, aduzindo em prova que pertencia à casa de Milcíades, aquele famoso general dos atenienses contra os persas em Maratona, o que também provam pelo fato de que seu túmulo permaneceu por muito tempo entre os monumentos daquela família. Pois, perto dos portões de Atenas, chamados Melitides, havia um local chamado Coela, e lá se encontravam os monumentos chamados Cimoniana, pertencentes à família de Milcíades, onde só podiam ser sepultados os que pertencessem a ela. E entre eles estava o monumento de Tucídides, com a inscrição THUCYDIDES OROLI HALIMUSIUS. Ora, todos concordam que Milcíades descendia de Oloro, rei da Trácia, cuja filha se casou e teve filhos com outro Milcíades, avô deste outro. E Milcíades, que conquistou a memorável vitória em Maratona, foi herdeiro de grandes possessões e cidades no Quersoneso da Trácia, sobre as quais também reinou. Na Trácia também ficavam as possessões de Tucídides e suas valiosas minas de ouro, como ele mesmo declara em seu quarto livro. E, embora tais riquezas lhe possam ter vindo de uma esposa (como também afirmam alguns) com quem se casou em Scapte Hyle, uma cidade da Trácia, ainda assim tal casamento mostra que ele mantinha relações com aquele país e sua nobreza não era desconhecida por lá. Mas seu grau de parentesco com Milcíades nunca veio à luz em lugar algum. Houve também quem conjeturasse que Tucídides pertencia à casa dos Pisistrátidas, conjetura esta cuja única base é que ele faz uma honrosa menção ao governo de Pisístrato e de seus filhos e diminui a glória de Harmódio e Aristogíton, provando que a libertação do Estado de Atenas da tirania dos Pisistrátidas foi falsamente atribuída à ação daqueles dois (que derivava de uma vingança pessoal num problema amoroso), que não pôs termo à tirania, a qual, pelo contrário, tornou-se ainda mais pesada para o Estado, até ser finalmente deposta pelos lacedemônios. Mas essa opinião, por não ser tão bem fundamentada, não é tão bem acolhida quanto a primeira.
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A notícia de que a Civilização Brasileira relança O vento da noite, coletânea de poemas de Emily Brontë traduzidos por Lúcio Cardoso, é de despertar enorme entusiasmo e gratidão em qualquer apreciador de Brontë, de Lúcio e da história da... more
A notícia de que a Civilização Brasileira relança O vento da noite, coletânea de poemas de Emily Brontë traduzidos por Lúcio Cardoso, é de despertar enorme entusiasmo e gratidão em qualquer apreciador de Brontë, de Lúcio e da história da tradução no Brasil. Para dar uma dimensão da importância desse relançamento, esbocemos rapidamente a crônica dessa obra entre nós.
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Resumo: Este artigo versa sobre um turvo episódio da história da tradução do Brasil, referente às vicissitudes de Crime e Castigo, de Dostoiévski, na primeira metade do século XX, até o lançamento da tradução de Rosário Fusco em 1949. Seu... more
Resumo: Este artigo versa sobre um turvo episódio da história da tradução do Brasil, referente às vicissitudes de Crime e Castigo, de Dostoiévski, na primeira metade do século XX, até o lançamento da tradução de Rosário Fusco em 1949. Seu método expositivo em tom informal, discorrendo sobre dúvidas, hipóteses, raciocínios e procedimentos do personagem pesquisador até chegar a suas conclusões, pretende mostrar didaticamente algumas facetas internas e processos mentais que acompanham o trabalho de elaboração historiográfica.
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Apresentação dos dados bibliográficos e da iconografia completa da principal coleção de romances policiais, de suspense, crime e mistério publicada no Brasil.
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18 de abr de 2015 mário de andrade e a "coleção cultural musical" já comentei isso em outros posts, mas repito porque acho importante: a "cultura brasileira" foi uma pequena e efêmera editora (1934-1938) que, entre outras coisas,... more
18 de abr de 2015
mário de andrade e a "coleção cultural musical"
já comentei isso em outros posts, mas repito porque acho importante: a "cultura brasileira" foi uma pequena e efêmera editora (1934-1938) que, entre outras coisas, mantinha uma coleção de obras sobre músicos, a "coleção cultural musical", dirigida e organizada por mário de andrade.
em se conhecendo o nariz empinado de mário de andrade em relação à literatura de tradução, acho interessante que, claro, nem ele próprio foi capaz de abdicar dessa atividade que interconecta povos e culturas por meio de suas obras. e até imagino que tenha sido ele mesmo a indicar e escolher os tradutores dos livros que integravam sua coleção.
fica aqui mais uma singela sugestão para um TCC, uma monografia de final de curso, em nível de graduação: a trajetória da coleção cultural musical, da editora cultura brasileira.
mário de andrade e a "coleção cultural musical"
já comentei isso em outros posts, mas repito porque acho importante: a "cultura brasileira" foi uma pequena e efêmera editora (1934-1938) que, entre outras coisas, mantinha uma coleção de obras sobre músicos, a "coleção cultural musical", dirigida e organizada por mário de andrade.
em se conhecendo o nariz empinado de mário de andrade em relação à literatura de tradução, acho interessante que, claro, nem ele próprio foi capaz de abdicar dessa atividade que interconecta povos e culturas por meio de suas obras. e até imagino que tenha sido ele mesmo a indicar e escolher os tradutores dos livros que integravam sua coleção.
fica aqui mais uma singela sugestão para um TCC, uma monografia de final de curso, em nível de graduação: a trajetória da coleção cultural musical, da editora cultura brasileira.
Levantamento bibliográfico das traduções de obras de Henry James publicadas em livro no Brasil
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Complementação bibliográfico-tradutória a "Em busca de um tempo perdido (Edição de literatura traduzida pela Editora Globo (1930-1950)"
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This paper presents the work of two important translators, Pepita de Leão and Leonel Vallandro, between 1928 and 1976.
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Levantamento tradutório=bibliográfico de três coleções brasileiras: a Série Negra, a Seleção Labirinto e a Coleção Saraiva
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Levantamento das traduções de obras de Lima Barreto, 1946-2017
