saiu meu artigo sobre as traduções de baudelaire no brasil, na revista XIX - artes e técnicas em transformação, da unb. disponível aqui.
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21 de mai de 2018
14 de jun de 2017
cinco autores e suas respectivas estreias em livro no brasil
shakespeare, 1882 ou 1933?
o caso de shakespeare envolve uma certa polêmica.
entre os estudiosos da shakespeariana brasileira, celuta gomes sustenta a primazia de josé antônio de freitas, maranhense "que se integrou nas letras portuguesas", com sua tradução de otelo, publicada em lisboa em 1882.
márcia peixoto martins, por seu lado, sustenta que o simples dado da nacionalidade não garante a inserção de um autor ou tradutor no sistema literário de seu país de origem: "por tradução brasileira entenda-se feita em português do brasil, levando-se em conta os aspectos sintáticos, lexicais e de registro, entre outros, e observando uma poética literária compatível com 'modos de escrever' adotados por nossos autores". neste sentido, a primeira tradução brasileira de shakespeare seria tragédia de hamleto, príncipe da dinamarca, feita por tristão da cunha e publicada pela editora schmidt em 1933. vide aqui.
goethe, 1877 (excerto), 1884 (íntegra)
vem do rio grande do sul a primeira tradução brasileira publicada em livro entre nós, um excerto de fausto. trata-se de fausto e margarida, poema dramático em XII quadros da tragédia de goethe, por múcio teixeira. porto alegre, 1877[8]. vem apresentada como "uma imitação de goethe", como diz seu autor, ou uma tradução em paráfrase, como dizem alguns comentadores. teve grande sucesso e várias reedições no prazo de poucos anos.
também em porto alegre temos a primeira publicação de uma obra integral de goethe, o poema hermann e dorothea, porém vazado em prosa. a tradução foi feita por carolina von koseritz, e saiu publicada em 1884 pela typographia de gundlach, de porto alegre.
encontro menções a uma tradução de werther que teria sido feita por eduardo laemmert (1808-1880; portanto, provavelmente teria sido anterior às traduções acima citadas), com o título de amorosas paixões do jovem werther. todavia, essas menções parecem derivar, todas elas, de uma vaga afirmação de laurence hallewell, que a apresenta explicitamente como mera hipótese em seu o livro no brasil, e não encontrei nenhuma notícia concreta da existência efetiva e eventual publicação dessa tradução. assim, como marcos introdutórios, fiquemos com as duas traduções de existência comprovada, a de múcio teixeira e a de carolina von koseritz..
dostoiévski, 1896
também do rio grande do sul vem o primeiro volume de dostoiévski traduzido no brasil. foi o jogador, em tradução de alcides cruz, publicado pela livraria americana de pelotas, de costa pinto, em sua coleção "nova bibliotheca economica".
o livro saiu, calculo eu, por volta de 1895-6: avento essa data porque foi em 1896 que o almanak litterario e estatistico do rio grande sul publicou o anúncio de página inteira da livraria americana, com o jogador entre os três títulos já publicados em sua referida coleção.
aliás, uma notícia interessante nos é dada por juremir machado, narrando os primórdios do jornal gaúcho correio do povo, no final do século XIX: "fez uma promoção de assinaturas. quem assinasse por ano, escolhia um livro numa lista de dez best-sellers, entre os quais o jogador de dostoievski". vide aqui.
freud, 1931
ao que tudo indica, a primeira tradução de freud saiu entre nós em 1931: tratava-se de cinco lições de psicanálise.
na verdade, houve uma tentativa anterior: o médico iago pimentel, com planos de traduzir a obra, chegou a publicar em 1926 um excerto de algumas páginas em a revista, uma efêmera publicação literária de carlos drummond, pedro nava e outros. com o encerramento da revista, porém, iago pimentel parece ter interrompido a tradução, e desde então não houve mais notícias de seu projeto.
assim, a tradução integral das cinco lições de psicanálise veio a sair apenas em 1931, pela cia. editora nacional, em sua coleção "biblioteca pedagogica brasileira". feita diretamente do alemão, a tradução foi realizada a quatro mãos: por josé barbosa corrêa e durval marcondes, este tido como o pioneiro da psicanálise no brasil. para mais efemérides freudianas entre nós, vide aqui.
baudelaire, 1872 (excerto), 1937 (íntegra)
o caso de baudelaire é interessante.
desde 1872, quando sai no brasil seu primeiro poema em livro - este também uma paráfrase, feita por carlos ferreira "sob inspiração de baudelaire" -, temos esporádicas publicações de poemas dispersos em coletâneas várias. essa situação perdura até 1937, 65 anos durante os quais se publicam, ao todo, meros dezesseis poemas avulsos, por diversos tradutores.
em 1937, finalmente surge a primeira publicação integral, em volume autônomo, pela athena editora: pequenos poemas em prosa, em tradução de um enigmático "paulo m. de oliveira". tratava-se de um pseudônimo utilizado por aristides lobo durante os períodos em que esteve preso durante a ditadura varguista e realizou diversas traduções. sobre baudelaire no brasil, vide aqui; sobre "paulo m. de oliveira", vide aqui.
22 de mai de 2017
baudelaire no brasil - novas datações
Segundo pesquisadores da fortuna bibliográfica e da recepção literária de Baudelaire no Brasil, como Tavares Bastos, Ivan Junqueira, Glória Carneiro Pires e Ricardo Meirelles, as primeiras traduções de Baudelaire no Brasil teriam sido “Moesta et errabunda”, por Carlos Ferreira, e “O veneno”, por Luiz Delfino, ambas feitas em 1871.
As duas se mantiveram inéditas por um bom tempo, vindo a ser publicadas muitos anos depois: “Moesta” em 1881 (em livro) e “O veneno” somente em 1934 (em jornal) e 1941 (em livro). Como não foram publicadas na época de sua feitura, estes e outros estudiosos têm considerado que a primeira tradução vinda a público, em qualquer veículo impresso (livro, jornal ou revista), teria ocorrido apenas a partir de 1872, com a publicação de “Modulações” pelo mesmo Carlos Ferreira acima citado, em seu livro Alcyones.
Todavia, é possível constatar documentalmente que já em 1º. de setembro de 1871, à p. 3 do jornal paulistano Imprensa Acadêmica, Carlos Ferreira trouxe “Modulações” a público. Veja-se aqui.
E pode-se também constatar que nove dias depois, em 10 de setembro do mesmo ano, João Ribeiro de Campos Carvalho publicava no Correio Paulistano sua tradução de sete poemas em prosa: “O estrangeiro”, “Embriagai-vos”, “Um hemisfério nos cabelos”, “Fora do mundo”, “Vênus e o louco”, “Desejo de pintar” e “Epílogo”. Veja-se aqui.
Para a trajetória da baudelairiana brasileira, especificamente em livro, veja-se meu Baudelaire no Brasil, aqui.
11 de mai de 2017
flores roubadas do jardim alheio
Ivo Barroso
Flores roubadas do jardim alheio
“As Flores do Mal” – Charles Baudelaire – texto integral – Tr. Pietro Nassetti - Editora Martin Claret (São Paulo, 2001) – 192 págs. R$19,00
Já tivemos aqui a oportunidade de mostrar como algumas obras literárias estão sendo criminosamente “apropriadas” por editores inescrupulosos e reeditadas sob o nome de falsos tradutores. No caso anterior, vimos como a tradução genial do “Cyrano de Bergerac”, de Edmond Rostand, devida ao falecido professor pernambucano Carlos Porto Carreiro, foi simplesmente “clonada” e atribuída a um desconhecido Sr. Fábio M. Alberti, que já devia ficar contente se seu nome aparecesse como autor das notas de pé de página que figuram na edição. Nelas há esclarecimentos sobre personagens e fatos um tanto ou quanto incomuns, pelo menos para a classe de leitores desses livros ditos “populares”, vendidos em bancas de jornal. Apressamo-nos em esclarecer que nada temos conta esse tipo de venda e achamos mesmo que se trata de um serviço prestado ao leitor médio, que pode assim adquirir livros de grandes autores a preços inegavelmente convidativos. O que não nos parece ético é o escamoteio e a usurpação do nome dos tradutores originais desses livros, seja pela prática da sua atribuição a outrem, seja pelo artifício vergonhoso do plágio disfarçado.
Nessa última categoria podemos incluir, consistentemente, a edição de “As Flores do Mal”, o clássico livro de poemas de Charles Baudelaire, lançada “no verão de 2001” pela Martin Claret, de S. Paulo, em tradução ali atribuída a Pietro Nassetti, que, não se tratando de um pseudônimo de Jamil Almansur Haddad, responde certamente pelo nome de seu plagiário indecoroso, tal a maneira inequívoca com que se apropria da obra alheia.
É sabido que temos no Brasil pelo menos duas edições integrais de “As Flores do Mal”. A mais conhecida e, a nosso ver, a mais bem realizada, a de Ivan Junqueira, foi editada pela Nova Fronteira, sendo de 1985 a última reimpressão, com o texto original de face à tradução. Foi essa a escolhida para figurar no volume “Charles Baudelaire – Poesia e Prosa”, que organizamos para a Editora Nova Aguilar e que foi editado em 1995, em papel bíblia, reunindo em português praticamente toda a obra do Poeta. A outra, mais antiga, de 1958, editada pela Difusão Européia do Livro na coleção Clássicos Garnier, é de Jamil Almansur Haddad, poeta paulista, autor de “A lua do remorso” (1951), que além de Baudelaire traduziu também “As Líricas”, de Safo, “O Cântico dos cânticos”, de Salomão, o “Rubaiyat”, de Omar Khayyam, o “Cancioneiro” de Petrarca, o “Decamerão” de Boccaccio e as “Odes” de Anacreonte. O leitor, ainda que não versado no assunto, pode bem imaginar o que representa de tempo e esforço a tarefa de traduzir poesia, principalmente no caso de um autor como Haddad que respeita a métrica e a rima existentes no original. Mas hoje parece estar se generalizando a prática certamente recriminável de se tomar um texto preexistente e maquiá-lo, mudando aqui uma palavra mais difícil, ali uma construção mais arrevesada, e, passando por cima dos ditames métricos e rímicos, apresentá-lo ao leitor numa “nova” edição popular, supostamente feita por outro tradutor.
No presente caso a contrafação é tão explícita que chega a ser vergonhosa. Tomemos por exemplo o poema “Hino à Beleza”, dos mais característicos do estilo baudelairiano, com seus termos específicos e construções originais. As três primeiras quadras são iguais, ipsis litteris, coincidência que seria impossível de obter-se mesmo no caso de uma prova de tradução à qual se habilitassem centenas de candidatos. “Infernal et divin” é traduzido por ambos como “celestial e daninho”; “le couchant et l´aurore” por “matutina e noturna” e o verso “Qui font le héros lâche et l´enfant courageux” é impressionantemente resolvido da mesma forma: “Se à criança dão valor, tornam o herói covarde”. E naquele que encerra o terceiro quarteto: “Et tu gouvernes tout et ne réponds de rien” – o copiador chegou a incidir no mesmo erro de interpretação do seu modelo, traduzindo “réponds” por “respondes”, quando a construção francesa “réponds de rien” equivale a “submeter-se a nada”. “Bénissons ce flambeau!” é “Bendito lampadário” em ambos e “tombeau” (túmulo) é transformado também por ambos em “sudário”. Há momentos, no entanto, em que o copiador servil resolve “melhorar” (como talvez pense) o texto saqueado. Em geral isso ocorre diante de palavras que ele julga “difíceis” ou pouco atuais. Assim, onde Jamil escreveu “O amoroso anelante a pender sobre a bela”, o tradutor-xerox reescreve: “O namorado ofegante a pender sobre a bela”, não se importando com isso de sacrificar a métrica do verso. Neste mesmo poema há inúmeros exemplos dessa espécie: “Pisando mortos vais, com ar de desacato” (Jamil) e “Caminhas sobre os mortos, com ar de desacato” ( pseudo tradutor). O “papel carbono” parece ter achado que o “vão” (adjetivo) de “Sobre teu ventre vão dança amorosamente” poderia ser entendido pelos seus leitores como verbo e “conserta” para “Sobre teu ventre orgulhoso dança amorosamente”, conseguindo o fenômeno de um alexandrino de 14 versos. Outro: “Beleza! monstro ingênuo e de feição adunca!” lhe soa muito precioso e ele emenda para: “Beleza! monstro ingênuo, assustador e horrendo!” Mas pasmem que temos no início da quinta quadra o que se poderia chamar de dupla coincidência: No verso “Uma efêmera vai ao teu encontro, ó vela”, tanto na tradução de Jamil quanto na de seu “vampiro” Pietro Nassetti há uma nota de pé de página dizendo exatamente o mesmo: “Efêmera: substantivo comum, espécie de inseto”, que, se não fosse cópia servil seria um caso de duplicidade até na indigência definidora. Estender a amostragem seria recair ad infinitum na certeza que desde já se patenteia de que os poemas apresentados nesta edição de “As Flores do mal” foram subtraídos do berço alheio e criados por pais adotivos em proveito próprio.
Essa prática inescrupulosa da apropriação de traduções alheias – pela cópia deslavada ou enganosa maquiagem – parece estar se ampliando junto a editores de livros em série ou coleções ditas populares. Há muitos títulos de obras clássicas que circulam por aí que, se examinados com cuidado, revelariam – como um triste palimpsesto – o nome apagado e explorado do tradutor original.
in http://www.jornaldepoesia.jor.br/ibarroso3.html
1 de mar de 2017
ivo barroso sobre baudelaire
magistral artigo de ivo barroso:
consoante de apoio - a propósito de um poema de charles baudelaire, aqui.
8 de mai de 2016
Coleção Rubaiyát
A editora José Olympio manteve durante um tempo uma coleçãozinha que era um mimo, a Rubaiyát, em formato in-16, impressa em papel bouffon e belamente ilustrada ou com graciosas vinhetas, em capa dura, com a lombada em couro marroquim se estendendo por três centímetros na frente e no verso da capa, com letras e vinhetas douradas.
A coleção se estendeu por quase vinte anos (de 1942 a 1961), e lançou 47 títulos num total de 50 volumes, embora de maneira um tanto salteada. Às vezes passavam-se dois ou três anos sem sair nada, depois vinham uns três ou quatro lançamentos; às vezes também apenas relançavam títulos que já tinham saído alguns anos antes pela própria editora ou por outras, e assim por diante.
O catálogo era bem variado, mas com certo predomínio da chamada “poesia oriental”, como, aliás, vem indicado no próprio nome da coleção. Na verdade, a José Olympio já vinha mantendo uma iniciativa um tanto esporádica, chamada “Série de Poemas Orientais”, pela qual saíram sete títulos entre 1938 e 1942. Tenho para mim que a Coleção Rubaiyát foi uma espécie de formalização dessa série como um projeto editorial mais consistente. Nessa linha de perfil mais oriental, ela publicou várias coisas de Tagore, Saadi, Hafiz etc. Outra linha na coleção que também se destacava, em menor escala, baseava-se em textos bíblicos, em particular do Antigo Testamento: Jó, Eclesiastes, livros atribuídos a Salomão etc.
Mas a Coleção Rubaiyát trouxe também várias
coisas inéditas - entre elas destaca-se O
vento da noite, livro de poemas de Emily Brontë, em tradução de Lúcio Cardoso.
Aliás, o time de tradutores da Rubaiyát não deixava nada a desejar: além de Lúcio
Cardoso, havia também Manuel Bandeira, Octavio Tarquínio de Souza, Guilherme de
Almeida, Lúcia Miguel-Pereira, Abgar Renault, Geir Campos, Aurélio Buarque de Hollanda,
Oswaldino Marques, Adalgisa Nery e outros.
Seguem abaixo, por ordem alfabética de autor, os títulos publicados na
coleção e várias imagens de capa. Os sete títulos publicados antes na Série de Poemas Orientais trazem esse dado especificado entre colchetes, bem como o ano inicial de sua publicação. São 47 títulos, compondo ao todo 50 volumes.
- · Aires, Matias. Reflexões sobre a Vaidade dos Homens. 1953
- · Almeida, Guilherme de. Camoniana. 1956
- · Amaru. Poemas de Amor. Trad. Aurélio Buarque de Hollanda, 1949
- · Anônimo. Nalá e Damayanti. Trad. Luís Jardim, 1944
- · Bandeira, Manuel. Poemas Traduzidos. Traduções de Bandeira de vários autores, 1956 [R.A. Editora, 1945]
- · Baudelaire, Charles. Flores das “Flores do Mal” de Charles Baudelaire. Trad. Guilherme de Almeida, 1944 [extra-coleção]
- · Baudelaire, Charles. Pequenos Poemas em Prosa. Trad. Aurélio Buarque de Hollanda, 1950
- · Brontë, Emily. O Vento da Noite. Trad. Lúcio Cardoso, 1944
- · Descartes, René. Discurso do Método. Trad. João Cruz Costa, 1960
- · Eclesiastes, atribuído a Salomão. Trad. Pe. António Pereira de Figueiredo, 1950
- · Hafiz e Saadi. Vinho, Vida e Amor. Trad. Aurélio Buarque de Hollanda, 1946
- · Hafiz, Al-Din M. Os Gazéis de Hafiz. Trad. Aurélio Buarque de Hollanda, 1944
- · Herold, A. Ferdinand. A Grinalda de Afrodite – Epigramas amorosos da antologia grega. Trad. Valdemar Cavalcanti, 1949
- · Kalidasa, A Ronda das Estações. Trad. Lúcio Cardoso, 1944
- · Kháyyám, Omar. Rubáiyát. Trad. Octavio Tarquinio de Souza, 1942 [Imprensa Nacional, 1928; passou para a JO em 1935; Série de Poemas Orientais, 1938]
- · Lousada, Wilson (org.). Cancioneiro do Amor (Os mais belos versos da poesia brasileira). 2 vols, sendo I. Árcades, Românticos, Parnasianos; II. Simbolistas e Contemporâneos. 1950
- · Lousada, Wilson (org.). Cancioneiro do Amor (Os mais belos versos da poesia portuguesa). 1952
- · Louys, Pierre. O Amor de Bilitis (Algumas Canções). Trad. Guilherme de Almeida, 1943
- · Marco Aurélio. Meditações. Trad. Lúcia Miguel-Pereira, 1957
- · Mello, Thiago de. A Lenda da Rosa. 1955
- · Montaigne, Michel de. Seleta dos Ensaios (3 vols.). Trad. J. M. Toledo Malta, 1961
- · Nietzsche, Friedrich. Nietzschiana. Trad. Alberto Ramos, 1949
- · O Cântico dos Cânticos, atribuído a Salomão. Trad. Augusto Frederico Schmidt, 1949. [Série de Poemas Orientais, 1938]
- · O Livro da Sabedoria [atribuído a Salomão]. Trad. Pe. António Pereira de Figueiredo, 1952
- · O Livro de Job. Trad. Lúcio Cardoso, 1943
- · O Livro dos Provérbios, atribuído a Salomão. Trad. Pe. António Pereira de Figueiredo, 1950
- · Odes Anacreônticas. Trad. Jamil Almansur Haddad, 1952
- · Petrarca, Francesco. O Cancioneiro de Petrarca. Trad. Jamil Almansur Haddad, 1945
- · Rilke, Rainer M. Poemas de Rainer Maria Rilke. Trad. Geir Campos, 1953
- · Salet, Pierre. Palavras do Buddha. Trad. Guilherme de Almeida, 1948
- · Shirazi, Saadi. O Jardim das Rosas. Trad. Aurélio Buarque de Hollanda, 1952
- · Livro dos salmos, ou Saltério. Trad. Pe. António Pereira de Figueiredo, 1955
- · Sermão da Montanha. Trad. Frei João José P. de Castro, 1956
- · Shakespeare, William. A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca. Trad. Péricles Eugênio da Silva Ramos, 1955
- · Shakespeare, William. Macbeth. Trad. Manuel Bandeira, 1961
- · Stendhal. Do Amor (Trechos). Trad. Wilson Lousada, 1958
- · Tagore, Rabindranath. A Lua Crescente. Trad. Abgar Renault, 1950 [Série de Poemas Orientais, 1942]
- · Tagore, Rabindranath. Colheita de Frutos. Trad. Abgar Renault, 1945
- · Tagore, Rabindranath. O Gitanjali. Trad. Guilherme de Almeida, 1943 [Cia. Editora Nacional, 1932; Série de Poemas Orientais, 1939]
- · Tagore, Rabindranath. O Jardineiro. Trad. Guilherme de Almeida, 1943 [Série de Poemas Orientais, 1939]
- · Tagore, Rabindranath. Pássaros Perdidos. Trad. Abgar Renault, 1947
- · Touissant, Franz. As Pombas dos Minaretes. Trad. Aurélio Buarque de Hollanda, 1945
- · Toussaint, Franz. A Flauta de Jade (Poesias Chinesas). Trad. Mauro de Freitas, 1949 [1942, Série de Poemas Orientais]
- · Toussaint, Franz. O Jardim das Carícias. Trad. Adalgisa Nery, 1950 [Série de Poemas Orientais, 1938]
- · Whitman, Walt. Cantos de Walt Whitman. Trad. Oswaldino Marques, 1946
- · Wilde, Oscar. Salomé. Trad. Dante Costa, 1952
- · Yutang, Lin. A Sabedoria de Confúcio. Trad. Geir Campos, 1958
Sobre o Rubaiyát no Brasil, veja aqui
Sobre Emily Brontë no Brasil, veja aqui
Sobre Walt Whitman no Brasil, veja aqui
Sobre Baudelaire no Brasil, veja aqui
Sobre Nietzsche no Brasil, veja aqui
Sobre Shakespeare no Brasil, veja aqui
Sobre Rilke no Brasil, veja aqui
Sobre Lúcio Cardoso tradutor, veja aqui
Sobre Manuel Bandeira tradutor, veja aqui
Veja também Coleção Rubaiyát, II, aqui.
obs.: a ideia para esse post me surgiu a partir de um levantamento inicial disponível aqui.
26 de jul de 2015
uma preciosidade
em meu levantamento das obras de baudelaire no brasil, aqui, mencionei o volume algumas "flores do mal" em tradução de mauro mendes villela, em 1964, pela bernardo álvares de belo horizonte, lamentando não dispor de imagem de capa. pela extrema gentileza de saulo von randow jr., que obteve uma cópia junto à universiteitsbibliotheek utrecht, holanda, eis essa raridade:
1 de fev de 2013
traduções de baudelaire no brasil
[observação: para o levantamento corrigido, ampliado e atualizado até 2017, veja-se meu artigo baudelaire no brasil, aqui.]
o que deve ter de coisas de baudelaire disseminadas em revistas, jornais e suplementos literários desde o século XIX provavelmente beira a casa da centena. e, para os aficionados, existe uma quantidade infindável de estudos sobre a influência de baudelaire em nossa literatura.
para nossas finalidades mais específicas, encontra-se uma boa arqueologia das primeiras traduções de baudelaire no brasil em aclimatando baudelaire, de glória carneiro pires, estudo publicado em 1996 pela annablume. ali somos informados, por exemplo, que foi luiz delfino o primeiro a traduzir uma das flores do mal, a saber "le poison", em 1871 [porém inédita até 1934, quando saiu no jornal do commercio]. ricardo meirelles apresenta dados e informações interessantes sobre as flores do mal em entre brumas e chuvas (unicamp, 2003) e em les fleurs du mal no brasil: traduções (usp, 2010). .
de todo modo, como meus levantamentos se concentram em traduções publicadas no formato de livro, sigamos em frente.
a. primórdios no século XIX e começo do século XX
pelo que apurei até o momento, baudelaire chegou a nós (em livro) com uma de suas fleurs du mal: trata-se de "le balcon", traduzido por carlos ferreira como "modulações" e incluído em seu livro alcíones, publicado em 1872 pela j. t. p. soares.
a seguir, sai mais de uma de suas flores do mal, "o albatroz", que teófilo dias traduz e inclui em seus cantos tropicais de 1878 - livro, aliás, resenhado por machado de assis no artigo "a nova geração", que saiu na revista brasileira, vol. II, 1879, disponível aqui.
em 1917, álvaro reis publica "o tonel de ódio", "uma carniça" e "o albatroz" em sua coletânea de 99 traduções de autores variados, chamada musa francesa. não localizei imagem de capa.
b. anos 30 e 40

em 1932, sai pela guanabara a antologia de tradutores organizada por olegário mariano. nela constam quatro poemas de baudelaire: "elevação", em tradução de eduardo guimarães; "tristezas da lua", "alba espiritual" e "sino rachado", em tradução de félix pacheco. devo a preciosa informação a ivo barroso.

em 1936, guilherme de almeida publica sua seleção e tradução de poetas de frança, pela companhia editora nacional. de baudelaire, o volume traz "perfume exótico", "a cabeleira", "o convite à viagem", "spleen" II, II e IV e "o gosto do nada". em 2011, saiu uma bela reedição da obra pela babel, com apoio da casa das rosas.
em 1937, teremos pequenos poemas em prosa pelas mãos do então encarcerado "paulo m. oliveira", pseudônimo de aristides lobo, pela athena editora. já comentei o extraordinário perfil editorial da athena e seus colaboradores, aqui. sobre a identidade de "paulo m. [de] oliveira", ver o artigo "uma vinheta", na revista traduzires, aqui.
em 1941, sai "o veneno" na supracitada tradução de luiz delfino, numa coletânea póstuma de poemas e traduções de sua lavra, chamada o cristo e a adúltera, pela pongetti. disponível aqui.
em c.1943, temos uma curiosa miscelânea de arabescos filosóficos, em tradução de dyrio gorgot, na coleção os grandes pensadores, vol. 4, da vecchi (com frases, sentenças e reflexões de baudelaire: "morte heroica", "os projetos", "as tentações de eros, pluto e a glória", "presentes de fadas", "brinquedo de pobre", "a mulher selvagem e a querida", "a morada espiritual" e outros).

em 1944, em sua coleção rubáiyát - lindinha, aliás! -, a josé olympio publica o famoso florilégio selecionado e traduzido por guilherme de almeida, flores das "flores do mal" de charles baudelaire, com 21 dos 105 poemas do original. aqui a capa é de uma tiragem especial. normalmente, as edições da rubáiyát vinham encadernadas em marroquino.
em 1996, sai algo que não entendi bem: ao que parece, maura sardinha selecionou alguns poemas da tradução de guilherme almeida e montou uma coletânea chamada algumas flores de flores do mal, que a ediouro publicou em sua coleção clássicos de ouro com um tosquíssimo apelo ao leitor, nos versinhos paródicos do cantor antônio maria:

em 2011, o florilégio de guilherme de almeida volta a ser condignamente publicado pela editora 34, num belo volume com as ilustrações que matisse fizera para uma edição francesa em 1947 e uma apresentação de manuel bandeira, de 1965.
também em 1947, há o lançamento de uma edição de luxo de les fleurs du mal, em francês, com tiragem restrita a 500 exemplares, pelo efêmero instituto progresso editorial, como primeiro volume de sua "collection de poètes maudits".
em 1948, uma preciosidade: joão cabral de melo neto, como editor e impressor, lança cores, perfumes e sons: poemas de baudelaire, na tradução de osório dutra, pelo selo "o livro inconsútil" de sua pequena editora artesanal em barcelona. osório dutra traduziu ao todo 38 flores do mal: não sei se todas elas estão no volume impresso por joão cabral. não localizei imagem de capa, mas dispomos de um exemplar em nosso acervo nacional:
c. os anos 50 e 60
um lançamento importante em 1950 é a antologia de poetas franceses, montada por raymundo magalhães jr., em dois volumes, pela editora tupy. encontrei um ou outro registro dessa antologia para 1933, mas não sei se já era tão extensa ou se foi ampliada para a edição de 1950. por via das dúvidas, consigno-a em 1950.
o interessante a notar é a compilação desde as primeiras traduções publicadas em suportes mais efêmeros no século XIX. os contos de baudelaire incluídos na antologia de magalhães jr., com seus vários tradutores, são os seguintes:
A cabeleira, Olavo Bilac; O albatroz, Guilherme de Almeida; Os gatos, Delfim Guimarães; De profundis clamavi, Wenceslau de Queiroz (paráfrase); O frasco, Fontoura Xavier; Um morto alegre, Paulo Cesar Pimentel; O sol, Fontoura Xavier; Luminares, Paulo Cesar Pimentel; Litanias de Satã, idem; A alma do vinho, Guilherme de Almeida; Oração, Paulo Cesar Pimentel; A giganta, Lopes Filho; Intimidade, Paulo Cesar Pimentel; Tristezas da lua, Martins Fontes; O céo..., Wenceslau de Queiroz; Encontro de rua, Paulo Cesar Pimentel; O tonel do ódio, Álvaro Reis; Elevação, Eduardo Guimarães; O sino partido, Paulo Cesar Pimentel; A carniça, Álvaro Reis; Invitation au voyage, Felipe d'Oliveira; Perfume exótico, Osório Dutra; O espectro, Theophilo Dias; Remorso póstumo, Guilherme de Almeida; A fonte de sangue, Theophilo Dias. Há uma interessante introdução de Michel Simon e um prefácio do autor.
devo essas informações, uma vez mais, à gentileza de ivo barroso. aqui, página de rosto da segunda edição, 1953.

em 1950, sai uma nova tradução dos pequenos poemas em prosa, agora por aurélio buarque de hollanda, também na coleção rubáiyát da josé olympio.
a partir de 1976, a tradução de aurélio buarque passa a ser publicada pela nova fronteira.
em 1958, saem as flores do mal na tradução de jamil almansur haddad, pela difusão europeia do livro (difel), em sua coleção clássicos garnier. com várias reedições, será publicada também pela max limonad em 1981, em 1984 pela abril cultural e pelo círculo do livro, com reedições até 1995.


depois das edições lançadas pelo círculo do livro, triste destino teve essa tradução de jamil almansur haddad. a partir de 2001, foi despudoradamente apropriada e estropiada pela editora martin claret, que a publicou em sucessivas reedições até 2011, atribuindo sua autoria a "pietro nassetti" (e, para somar o insulto à injúria, com uma de suas habituais capas horrendas).
ver a propósito o pioneiro artigo de ivo barroso, desde 2001 denunciando a fraude em "flores roubadas de jardim alheio", aqui.

voltando a ares mais salubres, em 1963 "a fanfarlô" sai na coletânea novelas francesas, organizada por alcântara silveira, pela cultrix. constam três tradutoras, nelly donato, ruth guimarães e leyla perrone-moysés. não sei qual delas traduziu "a fanfarlô".
em 1964, mauro mendes villela publica sua tradução com algumas "flores do mal", pela bernardo álvares de belo horizonte.
atualização em 26/7/2015: por gentileza de saulo von randow jr., eis a raríssima imagem de capa:
d. os anos 70
para a década de 70, tenho notícia de apenas uma publicação. trata-se de uma nova tradução d'as flores do mal, feita por ignácio de souza moitta, publicada em 1971 pelo conselho estadual de cultura do pará, em sua coleção cultural paraense. foi-me referida por ivo barroso.
e. os anos 80

em 1981, temos meu coração desnudado, em tradução de aurélio buarque de hollanda, pela nova fronteira.


em 1982, saem os paraísos artificiais ("o ópio" e "poema do haxixe"), em tradução de alexandre ribondi, vera nóbrega e lúcia nagib na coleção "rebeldes malditos", vol. 2, pela l&pm.
ainda em 1982, a l&pm lança "os prazeres e os perigos do vinho" em sua revista oitenta, n. 7.

em 1984, sai outra tradução d'as flores do mal, agora em lavra de ivan junqueira (aquele mesmo que achava que a barra da calça enrolada do poema de t.s. eliot eram "fundilhos amarrotados" e que "engrossar um cortejo" era "iniciar um desenvolvimento", no mesmo poema de alfred prufrock, e que em 2010 descerebradamente encabeçou a premiação de milton lins na abl), pela nova fronteira.

a partir de 2012, está também na saraiva de bolso.
também em 1984, sai coração desnudado: 8 poetas franceses, em tradução de mariajosé de carvalho, pela roswitha kempf. não sei qual foi o poema escolhido de baudelaire. não consegui imagem de capa.

em 1985, há a publicação póstuma da "carta de paris", de ana cristina césar, que alguns chamam de paráfrase ou "uma espécie de tradução" de "le cygne", em inéditos e dispersos, pela brasiliense.

em 1987, sai "a giganta" em tradução de décio pignatari, na coletânea folhetim. poemas traduzidos, pela folha de s. paulo.

em 1988, temos a modernidade de baudelaire, em tradução de suely cassal, pela paz e terra, reeditado em 1996 como sobre a modernidade, em sua coleção leitura.

ainda em 1988, mais uma tradução de pequenos poemas em prosa, agora por dorothée de bruchard, em edição bilíngue, pela ufsc.
essa tradução foi relançada pela hedra em 2007.
f. os anos 90

em 1990, temos "as promessas de um rosto" in poesia erótica em tradução, com seleção e tradução de josé paulo paes, pela companhia das letras.

em 1990, sai richard wagner e tannhäuser em paris em edição bilíngue pela edusp e imaginário, com tradução de plínio augusto coelho e heitor ferreira da costa.

essa tradução foi relançada pela scrinium em 1999.

em 1991, temos "o homem e o mar" em tradução de ivo barroso, em sua coletânea o torso e o gato - o melhor da poesia universal, pela record.

ainda em 1991, sai uma coletânea de escritos sobre arte, em tradução de plínio augusto coelho, também pela edusp e imaginário.essa coletânea é relançada pela hedra em 2008.

também em 1991, em poetas franceses do século XIX, com seleção e tradução de josé lino grünewald, encontramos "um alegre cabaré na estrada de bruxelas a uccle", pela nova fronteira.
o que deve ter de coisas de baudelaire disseminadas em revistas, jornais e suplementos literários desde o século XIX provavelmente beira a casa da centena. e, para os aficionados, existe uma quantidade infindável de estudos sobre a influência de baudelaire em nossa literatura.
para nossas finalidades mais específicas, encontra-se uma boa arqueologia das primeiras traduções de baudelaire no brasil em aclimatando baudelaire, de glória carneiro pires, estudo publicado em 1996 pela annablume. ali somos informados, por exemplo, que foi luiz delfino o primeiro a traduzir uma das flores do mal, a saber "le poison", em 1871 [porém inédita até 1934, quando saiu no jornal do commercio]. ricardo meirelles apresenta dados e informações interessantes sobre as flores do mal em entre brumas e chuvas (unicamp, 2003) e em les fleurs du mal no brasil: traduções (usp, 2010). .
de todo modo, como meus levantamentos se concentram em traduções publicadas no formato de livro, sigamos em frente.
a. primórdios no século XIX e começo do século XX
pelo que apurei até o momento, baudelaire chegou a nós (em livro) com uma de suas fleurs du mal: trata-se de "le balcon", traduzido por carlos ferreira como "modulações" e incluído em seu livro alcíones, publicado em 1872 pela j. t. p. soares.
a seguir, sai mais de uma de suas flores do mal, "o albatroz", que teófilo dias traduz e inclui em seus cantos tropicais de 1878 - livro, aliás, resenhado por machado de assis no artigo "a nova geração", que saiu na revista brasileira, vol. II, 1879, disponível aqui.
em 1917, álvaro reis publica "o tonel de ódio", "uma carniça" e "o albatroz" em sua coletânea de 99 traduções de autores variados, chamada musa francesa. não localizei imagem de capa.
b. anos 30 e 40

em 1932, sai pela guanabara a antologia de tradutores organizada por olegário mariano. nela constam quatro poemas de baudelaire: "elevação", em tradução de eduardo guimarães; "tristezas da lua", "alba espiritual" e "sino rachado", em tradução de félix pacheco. devo a preciosa informação a ivo barroso.

em 1936, guilherme de almeida publica sua seleção e tradução de poetas de frança, pela companhia editora nacional. de baudelaire, o volume traz "perfume exótico", "a cabeleira", "o convite à viagem", "spleen" II, II e IV e "o gosto do nada". em 2011, saiu uma bela reedição da obra pela babel, com apoio da casa das rosas.
em 1937, teremos pequenos poemas em prosa pelas mãos do então encarcerado "paulo m. oliveira", pseudônimo de aristides lobo, pela athena editora. já comentei o extraordinário perfil editorial da athena e seus colaboradores, aqui. sobre a identidade de "paulo m. [de] oliveira", ver o artigo "uma vinheta", na revista traduzires, aqui.
em 1941, sai "o veneno" na supracitada tradução de luiz delfino, numa coletânea póstuma de poemas e traduções de sua lavra, chamada o cristo e a adúltera, pela pongetti. disponível aqui.
em c.1943, temos uma curiosa miscelânea de arabescos filosóficos, em tradução de dyrio gorgot, na coleção os grandes pensadores, vol. 4, da vecchi (com frases, sentenças e reflexões de baudelaire: "morte heroica", "os projetos", "as tentações de eros, pluto e a glória", "presentes de fadas", "brinquedo de pobre", "a mulher selvagem e a querida", "a morada espiritual" e outros).

em 1944, em sua coleção rubáiyát - lindinha, aliás! -, a josé olympio publica o famoso florilégio selecionado e traduzido por guilherme de almeida, flores das "flores do mal" de charles baudelaire, com 21 dos 105 poemas do original. aqui a capa é de uma tiragem especial. normalmente, as edições da rubáiyát vinham encadernadas em marroquino.
em 1996, sai algo que não entendi bem: ao que parece, maura sardinha selecionou alguns poemas da tradução de guilherme almeida e montou uma coletânea chamada algumas flores de flores do mal, que a ediouro publicou em sua coleção clássicos de ouro com um tosquíssimo apelo ao leitor, nos versinhos paródicos do cantor antônio maria:"... Ninguém Me Ama, Ninguém Me Quer... Ninguém Me Chama de Baudelaire..." - a Famosa Frase Se Justifica Neste Volume da Coleção Clássicos de Ouro. Com a Leitura, Percebe-se que Muitos Gostariam de Ser Chamados de Baudelaire, Tamanha a Habilidade Verbal do Escritor.

em 2011, o florilégio de guilherme de almeida volta a ser condignamente publicado pela editora 34, num belo volume com as ilustrações que matisse fizera para uma edição francesa em 1947 e uma apresentação de manuel bandeira, de 1965.
também em 1947, há o lançamento de uma edição de luxo de les fleurs du mal, em francês, com tiragem restrita a 500 exemplares, pelo efêmero instituto progresso editorial, como primeiro volume de sua "collection de poètes maudits".
em 1948, uma preciosidade: joão cabral de melo neto, como editor e impressor, lança cores, perfumes e sons: poemas de baudelaire, na tradução de osório dutra, pelo selo "o livro inconsútil" de sua pequena editora artesanal em barcelona. osório dutra traduziu ao todo 38 flores do mal: não sei se todas elas estão no volume impresso por joão cabral. não localizei imagem de capa, mas dispomos de um exemplar em nosso acervo nacional:
| Autor: | Baudelaire, Charles Pierre, 1821-1867.![]() |
| Título / Barra de autoria: | Cores, perfumes e sons; poemas de Baudelaire. |
| Imprenta: | Barcelona [J. C. de Melo] 1948. |
| Descrição física: | 60 p. ilus. |
| Notas: | Registro Pré-MARC |
| Entradas secundárias: | Dutra, Osorio, 1889- trad.![]() Garcia Vilella ilus. |
c. os anos 50 e 60
um lançamento importante em 1950 é a antologia de poetas franceses, montada por raymundo magalhães jr., em dois volumes, pela editora tupy. encontrei um ou outro registro dessa antologia para 1933, mas não sei se já era tão extensa ou se foi ampliada para a edição de 1950. por via das dúvidas, consigno-a em 1950.o interessante a notar é a compilação desde as primeiras traduções publicadas em suportes mais efêmeros no século XIX. os contos de baudelaire incluídos na antologia de magalhães jr., com seus vários tradutores, são os seguintes:
A cabeleira, Olavo Bilac; O albatroz, Guilherme de Almeida; Os gatos, Delfim Guimarães; De profundis clamavi, Wenceslau de Queiroz (paráfrase); O frasco, Fontoura Xavier; Um morto alegre, Paulo Cesar Pimentel; O sol, Fontoura Xavier; Luminares, Paulo Cesar Pimentel; Litanias de Satã, idem; A alma do vinho, Guilherme de Almeida; Oração, Paulo Cesar Pimentel; A giganta, Lopes Filho; Intimidade, Paulo Cesar Pimentel; Tristezas da lua, Martins Fontes; O céo..., Wenceslau de Queiroz; Encontro de rua, Paulo Cesar Pimentel; O tonel do ódio, Álvaro Reis; Elevação, Eduardo Guimarães; O sino partido, Paulo Cesar Pimentel; A carniça, Álvaro Reis; Invitation au voyage, Felipe d'Oliveira; Perfume exótico, Osório Dutra; O espectro, Theophilo Dias; Remorso póstumo, Guilherme de Almeida; A fonte de sangue, Theophilo Dias. Há uma interessante introdução de Michel Simon e um prefácio do autor.
devo essas informações, uma vez mais, à gentileza de ivo barroso. aqui, página de rosto da segunda edição, 1953.

em 1950, sai uma nova tradução dos pequenos poemas em prosa, agora por aurélio buarque de hollanda, também na coleção rubáiyát da josé olympio.
a partir de 1976, a tradução de aurélio buarque passa a ser publicada pela nova fronteira.
em 1958, saem as flores do mal na tradução de jamil almansur haddad, pela difusão europeia do livro (difel), em sua coleção clássicos garnier. com várias reedições, será publicada também pela max limonad em 1981, em 1984 pela abril cultural e pelo círculo do livro, com reedições até 1995.

depois das edições lançadas pelo círculo do livro, triste destino teve essa tradução de jamil almansur haddad. a partir de 2001, foi despudoradamente apropriada e estropiada pela editora martin claret, que a publicou em sucessivas reedições até 2011, atribuindo sua autoria a "pietro nassetti" (e, para somar o insulto à injúria, com uma de suas habituais capas horrendas).
ver a propósito o pioneiro artigo de ivo barroso, desde 2001 denunciando a fraude em "flores roubadas de jardim alheio", aqui.

voltando a ares mais salubres, em 1963 "a fanfarlô" sai na coletânea novelas francesas, organizada por alcântara silveira, pela cultrix. constam três tradutoras, nelly donato, ruth guimarães e leyla perrone-moysés. não sei qual delas traduziu "a fanfarlô".
em 1964, mauro mendes villela publica sua tradução com algumas "flores do mal", pela bernardo álvares de belo horizonte.
atualização em 26/7/2015: por gentileza de saulo von randow jr., eis a raríssima imagem de capa:
d. os anos 70
para a década de 70, tenho notícia de apenas uma publicação. trata-se de uma nova tradução d'as flores do mal, feita por ignácio de souza moitta, publicada em 1971 pelo conselho estadual de cultura do pará, em sua coleção cultural paraense. foi-me referida por ivo barroso.
e. os anos 80

em 1981, temos meu coração desnudado, em tradução de aurélio buarque de hollanda, pela nova fronteira.


em 1982, saem os paraísos artificiais ("o ópio" e "poema do haxixe"), em tradução de alexandre ribondi, vera nóbrega e lúcia nagib na coleção "rebeldes malditos", vol. 2, pela l&pm.
ainda em 1982, a l&pm lança "os prazeres e os perigos do vinho" em sua revista oitenta, n. 7.

em 1984, sai outra tradução d'as flores do mal, agora em lavra de ivan junqueira (aquele mesmo que achava que a barra da calça enrolada do poema de t.s. eliot eram "fundilhos amarrotados" e que "engrossar um cortejo" era "iniciar um desenvolvimento", no mesmo poema de alfred prufrock, e que em 2010 descerebradamente encabeçou a premiação de milton lins na abl), pela nova fronteira.

a partir de 2012, está também na saraiva de bolso.
também em 1984, sai coração desnudado: 8 poetas franceses, em tradução de mariajosé de carvalho, pela roswitha kempf. não sei qual foi o poema escolhido de baudelaire. não consegui imagem de capa.

em 1985, há a publicação póstuma da "carta de paris", de ana cristina césar, que alguns chamam de paráfrase ou "uma espécie de tradução" de "le cygne", em inéditos e dispersos, pela brasiliense.

em 1987, sai "a giganta" em tradução de décio pignatari, na coletânea folhetim. poemas traduzidos, pela folha de s. paulo.

em 1988, temos a modernidade de baudelaire, em tradução de suely cassal, pela paz e terra, reeditado em 1996 como sobre a modernidade, em sua coleção leitura.

também em 1988, sai uma coletânea de poemas traduzidos de baudelaire e mallarmé, por dante milano, pela editora boca da noite.
ainda em 1988, mais uma tradução de pequenos poemas em prosa, agora por dorothée de bruchard, em edição bilíngue, pela ufsc. essa tradução foi relançada pela hedra em 2007.
f. os anos 90

em 1990, temos "as promessas de um rosto" in poesia erótica em tradução, com seleção e tradução de josé paulo paes, pela companhia das letras.

em 1990, sai richard wagner e tannhäuser em paris em edição bilíngue pela edusp e imaginário, com tradução de plínio augusto coelho e heitor ferreira da costa.

essa tradução foi relançada pela scrinium em 1999.

em 1991, temos "o homem e o mar" em tradução de ivo barroso, em sua coletânea o torso e o gato - o melhor da poesia universal, pela record.

ainda em 1991, sai uma coletânea de escritos sobre arte, em tradução de plínio augusto coelho, também pela edusp e imaginário.essa coletânea é relançada pela hedra em 2008.

também em 1991, em poetas franceses do século XIX, com seleção e tradução de josé lino grünewald, encontramos "um alegre cabaré na estrada de bruxelas a uccle", pela nova fronteira.
no mesmo ano, saem "recolhimento", "o sino rachado", "harmonia do entardecer" e "correspondências", na antologia da poesia francesa selecionada e traduzida por cláudio veiga, pela record.

para o mesmo ano, encontrei uma menção a lautrec,
pela globo, mas nada mais.

em 1992, sai uma coletânea de reflexões sobre meus contemporâneos, em tradução de plínio augusto coelho, pela educ e imaginário.

em 1992, temos um comedor de ópio, em tradução de annie marie cambe, pela newton compton.

em 1993, sai um volume que parece interessante. chama-se obras estéticas: filosofia da imaginação criadora, em tradução de edison darci heldt, pela vozes.

em 1994, a newton compton publica outra tradução d'o poema do haxixe, agora por annie marie cambe.

em 1995, temos o alentado volume de poesia e prosa, organizado por ivo barroso, pela nova aguilar, com traduções de alexei bueno, aurélio buarque de hollanda, suely cassal, ivan junqueira et al.

ainda em 1995, a imago lança o spleen de paris: pequenos poemas em prosa, em tradução de leda tenório da motta.

também em 1995 saem os caprichos de goya, com comentários de vários autores, pela imaginário.
em 1996, sai pela iluminuras/fapergs uma coletânea organizada por kathrin rosenfield, chamada poesia em tempo de prosa, com poemas de t. s. eliot e baudelaire ("o gato", "o cachimbo", "spleen" e outros) traduzidos por lawrence flores pereira.

também em 1996, temos mais uma tradução de "a fanfarlo", por elisa tamajusuku, carmen serralta e rosa m. de freitas, pela editora paraula.
g. o novo milênio

em 2001, sai "o vinho", com tradução de alexandre ribondi, numa coletânea chamada prazeres e riscos, com textos de vários autores, pela l&pm.

em 2003, temos outro o poema do haxixe, agora em tradução de eduardo brandão pela aquariana.

ainda em 2003, sai mais uma tradução das flores do mal: o amor segundo charles baudelaire, por juremir machado da silva, pela sulina.
no mesmo ano, a ediouro publica a tradução portuguesa de josé saramago para "os paraísos artificiais", como segundo volume de intoxicações, mais um de seus títulos apelativos em algo que se chama "junky coleção" (juro!)
por falar em traduções portuguesas, ainda em 2003 a planeta de agostini publica o meu coração a nu, em tradução de maria archer, num daqueles voluminhos minúsculos da coleção "grandes obras da literatura universal em miniatura" (com 7 cm!)
também em 2003, sai um volume que parece bem mais interessante: ensaios sobre edgar allan poe, pela ícone, em tradução de lúcia santana martins.

em 2006, sai "o jogador generoso", que é um de seus pequenos poemas em prosa, in os melhores contos fantásticos, organização de flávio moreira da costa, em tradução de celina portocarrero, na coleção escolha de mestre, pela nova fronteira.
em 2006, sai pela record uma nova tradução de pequenos poemas em prosa, de gilson maurity, "que se esmera em tornar a obra mais acessível ao grande público", "evitando rebuscamentos de estilo ou a utilização de palavras pouco frequentes na linguagem atual". hãã? que seja.
em 2008, temos uma coletânea chamada o desejo de pintar e outros poemas em prosa, org. denyse cantuária, em tradução e ilustrações de mario vale, pela noovha américa.

em 2009, temos manual do dândi: a vida com estilo, com textos de baudelaire, balzac e d'aurevilly, em organização e tradução de tomaz tadeu, na coleção mimo da autêntica.

ainda em 2009, sai outra tradução de meu coração desnudado, agora por tomaz tadeu, edição bilíngue, também na coleção mimo da editora autêntica.

em 2009, mais um o esplim de paris: pequenos poemas em prosa, em tradução de oleg de almeida, pela martin claret.
h. os anos 2010
em 2010, temos uma coletânea chamada paisagem moderna, com textos de baudelaire e ruskin selecionados e traduzidos por daniela kern, pela sulina.

no mesmo ano, sai o pintor da vida moderna, em tradução de tomaz tadeu, na coleção mimo da autêntica.

também em 2010, sai "metamorfoses do vampiro" em tradução de ferreira gullar, em caninos: antologia do vampiro literário, pela berlendis e vertecchia.

ainda em 2010, mais uma tradução de pequenos poemas em prosa, em novo cometimento de milton lins, pela editora bagaço, no mesmo ano considerado pelos imortais da academia brasileiras das letras o melhor tradutor literário do brasil e, em minha humílima opinião, o "tradutor" mais pavorosamente ruim que já vi em minha inculta e muito mortal existência.

em 2011, a editora martin claret lança uma tradução de mário laranjeira para as flores do mal, imagino que apenas para substituir aquele acinte que era a estropiada reprodução da tradução de almansur em nome de "pietro nassetti", que se estendeu de 2001 a 2011. pobre laranjeira: seus esforços tradutórios provavelmente mereciam melhor porto.
.jpg)
também em 2011, sai mais uma tradução de as flores do mal, agora por helena amaral, pela editora multifoco.

em 2013, sai uma nova tradução de richard wagner e tannhäuser em paris, agora de eliane marta teixeira lopes, pela autêntica.

também em 2013, temos diários íntimos, em tradução de jonas tenfen, pela caminho de dentro edições.
a baudelairiana brasileira em livro pode parecer extensa; mas, a uma observação mais atenta, o que se nota é uma quantidade de retraduções de algumas mesmas obras e apenas aqui e ali algo mais variado, coisas antes inéditas entre nós e assim por diante. para se ter uma ideia da produção de baudelaire, aqui há a relação completa de suas obras no original, com os respectivos conteúdos. estando em domínio público, todas elas estão disponíveis na rede.
atualização: veja uma ressalva em relação a este levantamento em a fbn anda mesmo um caso sério, aqui.
atualização em 2/2/13: complementei este post com várias informações que me foram transmitidas por ivo barroso, a quem agradeço vivamente. agradeço também a everton grison pela informação sobre a edição d' as flores do mal pela saraiva.
atualização em 3/2/13: agradeço a saulo von randow jr. por enviar gentilmente várias imagens de capa que estavam faltando.
atualização em 06/08/13: agradeço novamente a saulo von randow jr. pela imagem de capa da multifoco.
atualização em 24/5/2014: agradeço a sérgio tadeu guimarães santos pelo crédito de tradução de "um homem que só bebe água".

para o mesmo ano, encontrei uma menção a lautrec,
pela globo, mas nada mais.

em 1992, sai uma coletânea de reflexões sobre meus contemporâneos, em tradução de plínio augusto coelho, pela educ e imaginário.

em 1992, temos um comedor de ópio, em tradução de annie marie cambe, pela newton compton.

em 1993, sai um volume que parece interessante. chama-se obras estéticas: filosofia da imaginação criadora, em tradução de edison darci heldt, pela vozes.

em 1994, a newton compton publica outra tradução d'o poema do haxixe, agora por annie marie cambe.

em 1995, temos o alentado volume de poesia e prosa, organizado por ivo barroso, pela nova aguilar, com traduções de alexei bueno, aurélio buarque de hollanda, suely cassal, ivan junqueira et al.

ainda em 1995, a imago lança o spleen de paris: pequenos poemas em prosa, em tradução de leda tenório da motta.
também em 1995 saem os caprichos de goya, com comentários de vários autores, pela imaginário.
em 1996, sai pela iluminuras/fapergs uma coletânea organizada por kathrin rosenfield, chamada poesia em tempo de prosa, com poemas de t. s. eliot e baudelaire ("o gato", "o cachimbo", "spleen" e outros) traduzidos por lawrence flores pereira.


em 2001, sai "o vinho", com tradução de alexandre ribondi, numa coletânea chamada prazeres e riscos, com textos de vários autores, pela l&pm.

em 2003, temos outro o poema do haxixe, agora em tradução de eduardo brandão pela aquariana.

ainda em 2003, sai mais uma tradução das flores do mal: o amor segundo charles baudelaire, por juremir machado da silva, pela sulina.
no mesmo ano, a ediouro publica a tradução portuguesa de josé saramago para "os paraísos artificiais", como segundo volume de intoxicações, mais um de seus títulos apelativos em algo que se chama "junky coleção" (juro!)
por falar em traduções portuguesas, ainda em 2003 a planeta de agostini publica o meu coração a nu, em tradução de maria archer, num daqueles voluminhos minúsculos da coleção "grandes obras da literatura universal em miniatura" (com 7 cm!)
também em 2003, sai um volume que parece bem mais interessante: ensaios sobre edgar allan poe, pela ícone, em tradução de lúcia santana martins.

em 2006, sai "o jogador generoso", que é um de seus pequenos poemas em prosa, in os melhores contos fantásticos, organização de flávio moreira da costa, em tradução de celina portocarrero, na coleção escolha de mestre, pela nova fronteira.
em 2006, sai pela record uma nova tradução de pequenos poemas em prosa, de gilson maurity, "que se esmera em tornar a obra mais acessível ao grande público", "evitando rebuscamentos de estilo ou a utilização de palavras pouco frequentes na linguagem atual". hãã? que seja.
em 2008, temos uma coletânea chamada o desejo de pintar e outros poemas em prosa, org. denyse cantuária, em tradução e ilustrações de mario vale, pela noovha américa.

em 2009, temos manual do dândi: a vida com estilo, com textos de baudelaire, balzac e d'aurevilly, em organização e tradução de tomaz tadeu, na coleção mimo da autêntica.

ainda em 2009, sai outra tradução de meu coração desnudado, agora por tomaz tadeu, edição bilíngue, também na coleção mimo da editora autêntica.

em 2009, mais um o esplim de paris: pequenos poemas em prosa, em tradução de oleg de almeida, pela martin claret.
h. os anos 2010
em 2010, temos uma coletânea chamada paisagem moderna, com textos de baudelaire e ruskin selecionados e traduzidos por daniela kern, pela sulina.

no mesmo ano, sai o pintor da vida moderna, em tradução de tomaz tadeu, na coleção mimo da autêntica.

também em 2010, sai "metamorfoses do vampiro" em tradução de ferreira gullar, em caninos: antologia do vampiro literário, pela berlendis e vertecchia.

ainda em 2010, mais uma tradução de pequenos poemas em prosa, em novo cometimento de milton lins, pela editora bagaço, no mesmo ano considerado pelos imortais da academia brasileiras das letras o melhor tradutor literário do brasil e, em minha humílima opinião, o "tradutor" mais pavorosamente ruim que já vi em minha inculta e muito mortal existência.

em 2011, a editora martin claret lança uma tradução de mário laranjeira para as flores do mal, imagino que apenas para substituir aquele acinte que era a estropiada reprodução da tradução de almansur em nome de "pietro nassetti", que se estendeu de 2001 a 2011. pobre laranjeira: seus esforços tradutórios provavelmente mereciam melhor porto.
.jpg)
também em 2011, sai mais uma tradução de as flores do mal, agora por helena amaral, pela editora multifoco.

em 2013, sai uma nova tradução de richard wagner e tannhäuser em paris, agora de eliane marta teixeira lopes, pela autêntica.

também em 2013, temos diários íntimos, em tradução de jonas tenfen, pela caminho de dentro edições.
a baudelairiana brasileira em livro pode parecer extensa; mas, a uma observação mais atenta, o que se nota é uma quantidade de retraduções de algumas mesmas obras e apenas aqui e ali algo mais variado, coisas antes inéditas entre nós e assim por diante. para se ter uma ideia da produção de baudelaire, aqui há a relação completa de suas obras no original, com os respectivos conteúdos. estando em domínio público, todas elas estão disponíveis na rede.
atualização: veja uma ressalva em relação a este levantamento em a fbn anda mesmo um caso sério, aqui.
atualização em 2/2/13: complementei este post com várias informações que me foram transmitidas por ivo barroso, a quem agradeço vivamente. agradeço também a everton grison pela informação sobre a edição d' as flores do mal pela saraiva.
atualização em 3/2/13: agradeço a saulo von randow jr. por enviar gentilmente várias imagens de capa que estavam faltando.
atualização em 06/08/13: agradeço novamente a saulo von randow jr. pela imagem de capa da multifoco.
atualização em 24/5/2014: agradeço a sérgio tadeu guimarães santos pelo crédito de tradução de "um homem que só bebe água".
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