Tamis
«Não adianta encher de perfume se o que falta é a essência»
terça-feira, 19 de março de 2019
segunda-feira, 18 de março de 2019
Provocação sem pés nem cabeça ou com quatro pés e duas cabeças
Ah e tal o grande amor de Snu Abecassis e Francisco Sá Carneiro, aquilo é que foi um grande amor, capaz de levar Sá Carneiro inclusive e se assim tivesse de ser a abdicar da política em prol desse mesmo grande amor. Pois!
Pois!
Outra vez.
Duas vezes pois que eu cá sei contar muito bem.
Mas então aquilo de os dois serem casados e terem filhos? Não me digam que as pessoas que chamam nomes feios à vizinha do 2º Esquerdo por se ter apaixonado pelo vizinho do 3º Direito, ambos casados e com filhos, são as mesmas pessoas que suspiram: Ahhhhhh, aquilo é que era amor, enquanto batem estrondosamente com as pestanas de cima nas pestanas de baixo exclamando uma e outra vez: Amores assim já não existem!!!!!!
(com seis pontos de exclamação a rematar porque se é para esbanjar amor, suspiros e incoerência, eu vou um pouco mais longe e esbanjo pontos de exclamação)
domingo, 17 de março de 2019
A agricultura, o campo, os passarinhos, as flores e as mães queridas dos programas de tv - post de domingo, portanto
E a ironia. Também.
(uma pessoa depois de ler estas coisas sente-se muito mais descansada)
Um dia destes ouvia eu num daqueles programas televisivos que passam a horas tardias, programas na onda cor-de-rosa, comentadores e penso que também a apresentadora, referir-se a esta senhora como uma mãe muito querida, que tinha criado o filho sozinha e cutchi cutchi. Eu, que não gosto muito de me deixar levar por lérias, lamechices e conversas para boi adormecer, estava lá sentada no sofá e abanava a cabeça como se dissesse de mim para mim: se dizem que é querida fiquem lá com a vossa opinião que eu, no mínimo, acho a senhora sinistra. Com ar de ser uma senhora metediça que, vai lá vai. Ou eu muito me engano ou é o género de senhora-mãe-sogra capaz de não deixar vingar qualquer relação que o filho possa vir a ter com uma mulher. Lá está, não entendo homens feitos incapazes de largar a saia da mãe...
(e não, não pretendo pedir desculpa por escrever o que penso, nem sequer trabalho num canal de televisão onde a minha opinião mais não é do que um juízo tremendamente parcial)
sábado, 16 de março de 2019
sexta-feira, 15 de março de 2019
Da irritação...
Irrita-me sim quando alguém diz ficar muito transtornado com a comparação entre seres humanos e animais, quando, a meu ver, as pessoas não estão a comparar coisa alguma mas apenas a dizer que tratam bem seres vivos. Seres vivos. Ponto. Sejam crianças, sejam adultos, sejam pessoas de mais idade, sejam cães, sejam gatos, sejam cavalos ou periquitos. Ah e tal, estou a pôr tudo no mesmo patamar e isso é um sacrilégio. Sacrilégio é maltratar seres vivos, sejam eles quais forem.
E mais.
Irrita-me também quando alguém diz não compreender a frase: quanto mais conheço as pessoas mais gosto de animais... Não percebo qual é a dúvida e a razão do espanto tendo em conta os últimos acontecimentos, o ataque à escola no Brasil de onde resultaram vítimas mortais, o ataque terrorista na Nova Zelândia onde até agora somam-se 49 mortes - um atentado transmitido em directo, o lado mórbido do ser humano em todo o seu esplendor -, os jogos suicidas via Internet que "oferecem" ajuda para jovens e crianças se auto-mutilarem e suicidarem no final, e mais, muito mais haveria para pendurar neste estendal de horrores, só que, infelizmente, existe gente muito irritada com animais e o facto de existir gente que gosta deles e faz questão de os tratar muito bem. É o meu caso, tenho uma enorme paixão por animais, se isto significa que não gosto de pessoas? Não, de todo, embora e cada vez mais os animais me passem mais tranquilidade do que algumas pessoas.
E sim, trato os animais como aquilo que são, animais, ou seja, não visto cães nem gatos como se vestem pessoas, é um autêntico disparate. Não os protejo de forma a retirar-lhes aquilo que é a sua verdadeira essência, portanto se querem andar lá fora à chuva, ao vento e ao frio, não os impeço - existe espaço exterior, estão à vontade - não os enrolo em mantinhas e dou chá, antes pelo contrário, têm a comida deles, a água, mas incentivo a que cacem, principalmente o gato, tem mesmo de caçar pássaros, ratos se os houver - que não há - comer formigas, gafanhotos... é uma questão de sobrevivência, o gato sabe que tem comida sempre que não conseguir caçar pelos seus próprios meios mas, se eu faltar algum dia ele não morre à fome. Engraçado que aquilo que eu gosto para mim, ser independente, é exactamente aquilo que incentivo os animais a serem, independentes. Porta sempre aberta se precisarem de abrigo, ajuda no caso de estarem doentes, no entanto liberdade para se movimentarem à vontade.
Ah, e não tenho qualquer problema em assumir que torço sempre o nariz quando alguém diz não gostar de animais. Está assumido.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


