Novidade: Astérix – A Filha de Vercingétorix

Sim, estamos a falar de um lançamento com 6 meses de antecedência, mas o lançamento já está a ser comunicado pela editora com alguns detalhes sobre o livro, por isso, eis! O novo livro do Astérix será lançado em mais de 20 idiomas com uma tiragem global superior a 5 milhões de exemplares – números bastante interessantes quando comparados com o de outras publicações de banda desenhada:

60 anos após a sua primeira aparição nas páginas da revista Pilote, o herói criado pelos dois génios da 9.ª arte, René Goscinny e Albert Uderzo, está de volta! Se Astérix e Obélix pensavam que depois da sua última viagem iriam regressar à quietude da sua bela Armórica, estavam enganados! Escoltada por dois chefes da região de Arverne, uma misteriosa adolescente acaba de chegar à aldeia. Ela é procurada por César e pelos seus legionários, e há boas razões para isso: na aldeia, sussurra-se que o pai da visitante é nada mais nada menos do que… o próprio Vercingétorix, o grande chefe gaulês outrora derrotado em Alésia! Em 24 de outubro, Astérix e Obélix vão estar de volta com uma nova aventura que terá por título A Filha de Vercingétorix, mais uma criação da famosa dupla composta por Jean-Yves Ferri e Didier Conrad. Em Portugal, o álbum sairá, como habitualmente, com a chancela da ASA e será publicado em português e mirandês.

 

 

Batman 80 anos – Vol.3 – Bloom – Scott Snyder e Greg Capullo

O terceiro volume da colecção Batman 80 anos fecha a história dos primeiros dois volumes – uma história que confronta Batman e Joker, levando-os a desenterrar a origem de ambos e a confrontar a sua existência mútua – sem vilão não há super-herói. Se, num primeiro volume se exploram questões associadas à mortalidade das personagens e, num segundo, a identidade de cada um, neste retorna-se a uma consolidação de identidades.

Joker quase venceu – a personalidade de Batman e de Bruce ramificaram-se. O homem que unia as duas vertentes desapareceu, dando lugar a um Bruce calmo e capaz de ter vida pessoal e de se envolver, ajudando a sociedade à luz do dia. Paralelamente, a cidade de Gotham continua em apuros e precisa de um herói – neste caso serão as próprias autoridades a construir um super-herói, apoiado em elevada tecnologia, mas que obedeça às entidades oficiais!

Tal como não há herói sem vilão, com o surgir de um novo Batman floresce um novo vilão, resultante de uma experiência que não foi no melhor caminho. Tal como as plantas, este novo vilão espalha sementes que transformam os habitantes de Gotham em novas entidades com poderes próprios. Serão, no entanto, entidades descontroladas e que, por isso, se tornam daninhas por si.

O conjunto dos três volumes forma uma história complexa, carregada de referências e de reviravoltas onde se explora a complexidade das personagens Batman e Joker, bem como as circunstâncias que forçaram o surgir de ambas. É uma história soturna e pesada como Gotham, a cidade que não deixa ninguém escapar ileso à sua corrupção.

A série comemorativa dos 80 anos do Batman está a ser publicada em Portugal pela Levoir.

Novidade: Companhia Silenciosa – Laura Purcell

A TOPSELLER anuncia para o mês de Abril um terror victoriano:

Tendo enviuvado recentemente, Elsie muda-se para a antiga propriedade do marido, a isolada e decrépita The Bridge, para poder descansar durante a gravidez e superar o luto.

Rodeada por criados ressentidos e aldeões que rejeitam a nova herdeira, Elsie tem apenas como companhia a tímida Sarah, prima do seu marido. Ou ela assim pensava. Dentro da grande mansão, descobre um quarto fechado a sete chaves, cujo interior abriga um diário com a obscura história de família e uma figura em madeira absolutamente perturbadora? e muito parecida com Elsie.

Na casa, todos têm medo da figura pintada, à exceção de Elsie? Até que ela própria começa a sentir aqueles olhos a seguirem-na para todo o lado. Inspirado no imaginário de Shirley Jackson e Susan Hill, este é um romance de terror vitoriano que evoca um medo inquietante em relação às presenças fantasmagóricas que espreitam nas sombras?

 

 

 

Novidade: Druuna 3 – Paolo E. Serpieri

A Arte de Autor anuncia o lançamento de novo volume de Druuna e pretende publicar a série completa em 2020:

Saída de um estranho sonho em companhia do seu amante Shastar, Druuna é convocada pelo comandante da nave. O «mal» existe a bordo, e é ela que tem de encontrar a fórmula do soro capaz de conter o flagelo. Druuna parte então para uma nova viagem cerebral ao coração da cidade de onde é originária. Aí reencontrará sem dúvida Shastar, mas também o seu gnomo salvador e o doutor Ottonegger, que lhe revelará o ingrediente necessário ao remédio que ela procura, uma flor misteriosa: a Mandrágora…

Druuna, série de referência da banda desenhada erótica dos anos 1980, é reeditada na Arte de Autor! Este terceiro álbum reúne Mandrágora e Aphrodisia, os episódios 5 e 6 da saga. Cada álbum desta nova é enriquecido por um caderno gráfico.

Dylan Dog – O velho que lê – Celoni, Sclavi e Stano

Depois da passagem do filme Dellamorte Dellamore no Nimas (nas sessões de culto de Filipe Melo) e de algumas publicações ocasionais da Levoir (integradas em colecções mais genéricas) eis que a G Floy avança com uma nova colecção que se inicia com um novo volume de Dylan, lançado com a presença do autor, Celoni, no Coimbra BD e na Kingpin Books.

Este volume, de título O Velho que Lê, apresenta duas histórias que nos levam a deambulações filosóficas para além dos usuais contornos sobrenaturais. Na primeira, que dá título ao volume, Dylan Dog é chamado a resolver o desaprecimento de um velhote conhecido por estar sempre a ler.

A pesquisa do desaparecimento leva Dylan Dog a explorar uma realidade imaginária carregada de receios sinistros baseados na vida do velhote – alguns elementos assustadores, outros simplesmente curiosos que, juntos, o levam a resolver o caso.

Bastante movimentada, esta primeira história integra elementos fantásticos e sobrenaturais bem como referências literárias, encaixando bem com a segunda história do volume, mais curta, onde se joga com a memória numa pequena vila onde Dylan Dog se encontra com a namorada.

Destacando-se pela qualidade gráfica, este primeiro volume de colecção Aleph constitui uma leitura de grande acção, adequada a quem gosta de narrativas que cruzem elementos de horror e fantástico, explorando uma personagem que obteve grande sucesso em Itália mas que, no mercado português, tem apenas agora as primeiras publicações.

Dylan Dog – O Velho que Lê foi publicado em Portugal pela G Floy.

Novidade: Descender Vol.3 – Jeff Lemire e Dustin Nguyen

Como já referi por diversas vezes, Descender é uma das minhas séries favoritas de banda desenhada de ficção científica, não só pelas capacidades narrativas de Jeff Lemire (um dos meus autores favoritos de banda desenhada)  como pelo estilo gráfico em que o desenho se consegue unir à narrativa de uma forma muito mais eficaz do que nos parece quando simplesmente folheamos o livro.

O terceiro volume de Descender, publicado em Portugal pela G Floy, já se encontra à venda nas bancas e prevê-se que a série seja finalizada no primeiro trimestre de 2020 com a publicação do sexto volume. Apesar de ter a versão inglesa (comecei a adquirir antes de saber do lançamento nacional) aconselho vivamente a edição portuguesa pela relação qualidade / preço!

Curiosos por saber mais sobre este volume? Deixo-vos a minha crítica ao terceiro volume (na edição inglesa) bem como a sinopse e algumas páginas disponibilizadas pela editora:

Dez anos depois de uma súbita invasão de robots do tamanho de planetas – os Colectores – ter devastado a galáxia, um jovem andróide chamado TIM-21 acorda para descobrir que todos os robots foram proibidos e colocados fora-da-lei. TIM talvez esconda os segredos dos Colectores no seu ADN mecânico, e rapidamente se transforma no robot mais procurado num universo em que os andróides foram colocados fora-da-lei, e em que os caçadores de prémios espreitam em todos os planetas da galáxia.

Cinco histórias separadas que revisitam o passado desta saga cósmica, cinco pontos singulares na linha do tempo que levará Tim-21, o Dr. Quon e a Capitã Telsa, Bandit e Broca, e todos os protagonistas de DESCENDER até ao seu momento presente, e que prepararão os leitores para os acontecimentos tremendos do volume 4!

Resumo de leituras: Abril de 2019 (1)

25 – Senlin Ascends – Josiah Bancroft – Primeiro livro do autor, é também o primeiro de uma tetralogia num mundo onde se ergueu uma torre de Babel. Não, quem a rodeia não fala diferentes idiomas, mas a torre, conhecida por ser uma maravilha da tecnologia humana revela-se um pesadelo intrincado de níveis de vivência idiota – ou assim parece à primeira vista! Um livro agradável que melhora com o passar das páginas e que me levará a ler o segundo da série;

26 – Turma da Mónica – Laços – Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi – Laços começa com as usuais quezílias entre o grupo de crianças para passar a apresentar a união destes perante uma desgraça – a fuga do cão de Cebolinha ! A busca pelo animal desaparecido leva o grupo a enfrentar adversidades em zonas desconhecidas da cidade, passando aventuras apropriadas para a idade dos aventureiros. Uma leitura agradável que dá outra dimensão às conhecidas personagens;

27 – Harrow County – Vol.5 – Cullen Bunn e Tyler Crook – Se, no volume anterior, tinhamos sido apresentados à família, aqui descobrem-se alguns segredos da sua origem e interacções entre os seus elementos, com Emmy a tentar manter o equilíbrio do condado, nem que para isso tenha de enfrentar entidades mais antigas;

28 – Gothtópia – John Layman e Jason Fabok – Eis um volume curioso que mostra uma Gotham pouco usual – ao invés de soturna apresenta-se como uma cidade feliz e agradável, uma máscara na qual Batman não acredita e que irá investigar a fundo. O que acontece quando uma cidade inteira é forçada a fingir uma utopia?

Novidade: Comanche – Vol.1 – Greg e Hermann

A Ala dos Livros anunciou novo lançamento que já se encontra nas bancas – o primeiro volume da sére Comanche – Obra Completa. Eis mais informação sobre este volume:

Em 1969, o Journal Tintin enceta a publicação do western Comanche desenhado por Hermann, sob argumento de Greg. Sente-se, logo nas primeiras pranchas, que esta novidade será um marco na História da BD. O primeiro capítulo desvenda o argumento e apresenta os protagonistas. Com a ajuda de um velho empregado, uma jovem e bonita fazendeira de nome Comanche, herdeira do rancho “Triple Six”, esforça-se como pode para evitar o pior. A coragem desta mulher de carácter firme não parece, todavia, suficiente para salvar a propriedade de uma falência anunciada.
Até que certo dia, vindo não se sabe de onde, surge no rancho um certo Red Dust. Rendida à força tranquila deste desconhecido, Comanche confia-lhe o posto de capataz… Para enfrentar a adversidade e a cobiça, este recruta alguns companheiros. As suas verdadeiras personalidades revelar-se-ão ao longo dos movimentados episódios desta magnífica narrativa que se situa no Wyoming no século XIX.
Para assinalar os 50 anos desta série, a Ala dos Livros optou por uma edição comemorativa a preto e branco, que retoma o trabalho de Hermann.
Assim, este integral inclui os livros 1 a 4: “Red Dust” – “Os Guerreiros do Desespero” – “Os Lobos do Wyoming” – “O Céu está Vermelho sobre Laramie”

Novidade: Black Hammer: Origens Secretas – Vol. 1

Estando, ainda, a decorrer a colecção comemorativa dos 80 anos do Batman, a Levoir anuncia novo lançamento de banda desenhada no mercado português – desta vez trata-se de uma série de Jeff Lemire premiada com um prémio Eisner em 2017 para Melhor Nova Série. Eis informação sobre este primeiro volume que é de aquisição obrigatória para os fãs do autor:

O primeiro volume, Black Hammer: Origens Secretas, reúne os primeiros seis números originais da série, sendo o primeiro uma introdução e os cinco seguintes dedicados a cada um dos protagonistas. Conta ainda com um posfácio do autor, perfis e estudos da construção de personagens e esboços originais.

A obra de Jeff Lemire, que conta também com o artista Dean Ormston e o colorista Dave Stewart, explora os percalços na vida de um grupo de heróis que parece estar em decadência.

Lemire não é conhecido apenas pelas suas obras autorais e exclusivas, mas também pelos títulos da Marvel, Velho Logan ou Gavião Arqueiro – já editados pela Levoir. E é justamente por essa ligação que Lemire tem com o género dos super-heróis que Black Hammer se torna uma obra bem interessante.

Há dez anos, este grupo de heróis com superpoderes, cada um com a sua especialidade, viveu a era de ouro em Spiral City, ajudando a manter a cidade livre de criminosos e de supervilões. Mas um dia, ao derrotar um vilão especialmente poderoso numa luta climática e crítica, o grupo desaparece. O que aconteceu ao grupo ninguém sabe, simplesmente foram transportados para uma realidade paralela, onde ficaram prisioneiros numa pequena cidade rural. Ali levam uma vida calma despojados da sua identidade como heróis. Que lugar é aquele? Porque não conseguem sair dali estes nossos poderosos heróis?

Abraham Slam, Gail, Coronel Weird, Madame Dragonfly e Barbalien, obrigados a disfarçar os seus poderes, a sua natureza e as suas origens aos olhos dos habitantes locais, personificam uma típica família disfuncional, tentando criar uma vida normal.

Através de personagens complexos e histórias profundas e assustadoramente relacionáveis com o mundo real, Lemire prende o leitor do início ao fim e, indirectamente, propõe uma reflexão sobre a vida em comum e em família, ao longo da leitura.

Scott Snyder refere-se a Black Hammer como sendo “Uma história épica de mistério e super-heróis. Uma das maiores criações de Jeff Lemire.”

 

A ira da Ferreirinha – Carlos Eduardo Silva – Winepunk

O segundo conto desta antologia é de Carlos Silva, o autor de ficção científica e fantástico que venceu o prémio Imaginauta com o livro Anjos, e que tem participado em várias antologias portuguesas. Aproveitando uma das figuras mais emblemáticas ao Vinho do Porto (a Dona Antónia Adelaide Ferreira que era detentora de dezenas de quintas na região do Douro) Carlos Silva confere-lhe uma aura sobrenatural associada ao próprio Vinho do Porto.

Mulher independente e destemida, gera ira ao recusar um pretendente (ou não achassem sempre os homens que nunca podem ser recusados). Esta ira dá lugar a despeito e a traição, levando a um confronto no ar e à tentativa de acabar com as enormes plantações.

Imaginativo, carregado de elementos fantásticos, este conto aproveita várias referências históricas do Vinho do Porto mas cruza-as com circunstâncias ficiconais de cariz sobrenatural, aligeirando um pouco o tom pesado do conto anterior de Joel Puga, e fazendo de Dona Antónia uma figura marcante.

A antologia Winepunk é uma publicação da Editorial Divergência que tem como premissa que a Monarquia do Norte se manteve durante  3 anos e não apenas uma semana. A antologia foi lançada no Norte de Portugal e terá o seu lançamento a Sul no próximo evento da Imaginauta, Festival Contacto.

A antologia encontra-se disponível na Editorial Divergência.

A Companhia Zero – Joel Puga – Winepunk

Depois de uma explicação do conceito por detrás de Winepunk e de uma cronologia bem pensada, a antologia abre com um conto de Joel Puga denominado A Companhia Zero. Estruturado sob a forma de cartas, este conto apresenta a visão de um soldado nas trincheiras que escreve à namorada relatando a baixa condição física e psicológica dos seus colegas, bem como as apertadas instalações em que se encontram, impossíveis de manter e de os ajudar a defender a linha de combate.

Carregado de ilustrações alusivas a uma guerra das trincheiras no Norte de Portugal, este conto consegue transmitir o ponto de vista claustrofóbico e afunilado de um soldado que não tem qualquer perspectiva sobre os acontecimentos e que é, literalmente, carne para canhão. Juntamente com os seus camaradas de trincheira, o soldado é mais um que está num destacamente frágil que poderá ser sacrificado, sem grandes considerações, pelas mais altas patentes.

A Companhia Zero apresenta-se com um bom ritmo e envolvente, marcando o tom da época. Trata-se, como seria de esperar, de um conto com algumas alusões ao tipo de confronto bélico da época, mas que acrescenta alguns elementos de ficção científica.

A antologia Winepunk é uma publicação da Editorial Divergência que tem como premissa que a Monarquia do Norte se manteve durante  3 anos e não apenas uma semana. A antologia foi lançada no Norte de Portugal e terá o seu lançamento a Sul no próximo evento da Imaginauta, Festival Contacto.

A antologia encontra-se disponível na Editorial Divergência.

Resumo de Leituras – Março de 2019 (3)

 

25 – Tony Chu – Vol. 10 – Galo de Cabidela – John Layman e Rob Guillory – Este volume apresenta desenvolvimentos que preparam a narrativa para um fecho em grande! Enquanto Poyo chega ao Inferno e faz do local um Inferno para os demónios, Tony Chu ultrapassa as birras que não o deixavam progredir e prepara-se para enfrentar os seus verdadeiros inimigos!

26 – Batman 80 anos – Vol.3 – Bloom – Scott Snyder e Greg Capullo – O terceiro volume da colecção fecha a história desenvolvida nos dois primeiros, mostrando como o verdadeiro Batman renasce das cinzas, deixando para trás a separação das suas diferentes identidades! Trata-se de um volume movimentado e visualmente impressionante onde não escapa o habitual tom negro e melancólico deste herói;

27 – Dylan Dog – O Velho que Lê – Celoni, Sclavi e Stano – Este volume abre uma nova colecção da Levoir! Para o lançamento a editora trouxe o autor, Celoni, capaz de desenhar belíssimas dedicatórias. A história é típica de Dylan Dog, cruzando elementos reais com sobrenaturais, mas destaca-se pela qualidade gráfica;

28 – The Real Town-Murders – Adam Roberts – Um crime passado num futuro pouco distante que aproveita as tecnologias possíveis e nos mostra uma luta de poderes em tal mundo – uma luta sem moral que atinge o mundo real e virtual, resultando numa história movimentada – uma boa leitura.

Assim foi: Leiriacon 2019

Este ano resolvemos ir ao Leiriacon – um evento dedicado a jogos de tabuleiro que decorre anualmente ao longo de quatro dias num resort perto da praia! Para além de existirem vários espaços para a jogatana e vários jogos disponíveis, quem vai em família pode encontrar actividades dedicadas aos mais novos, ou uma ludoteca mais especializada para as crianças! O espaço é enorme, permitindo deambular sem grandes confusões, e os quartos estão inseridos dentro do recinto do evento.

Para além do enorme espaço onde se encontram os quartos, no seguimento do evento, à entrada encontravam-se a ludoteca e o espaço de venda de jogos (novos e usados) que disponibilizavam uma oferta alargada. O espaço possuía, também, uma sala para imprensa e espaço para demonstrações dos novos jogos!

Para além da mais usual actividade neste tipo de evento (jogar, claro) existiam palestras sobre jogos de tabuleiro, bem como editoras a mostrar as próximas novidades. Não pude assistir a algumas das que planeava, mas as duas ofertas da MEBO para os próximos tempos são visualmente muito interessantes – um jogo de colocação de peças que se inspira na baixa ribeirina do Porto (de nome Porto) e um jogo que se baseia nos carrocéis para apresentar um mecanismo de jogo particular (de nome Carrocel).

Bem, e então o que jogámos afinal? Uma das nossas primeiras experiências foi o famoso Wingspan, o jogo que está agora na moda e que gerou polêmica ao lançar, na segunda edição, um número de exemplares inferior às encomendas existentes. Considerado por muitos um dos jogos de 2019 (e o ano ainda vai no início) Wingspan revelou-se interessante pelos mecanismos de encadeamento que permite gerar, bem como pelos detalhes das aves e pela qualidade dos elementos. Será, assim que possível, uma das próximas aquisições, apesar de achar que dificilmente se tornará o jogo do “meu” ano. Vamos aguardar.

Para além do Wingspan aproveitámos para jogar o Architects of the West Kingdom, fascinandos pela recente experiência com Raiders of the North. As instruções em alemão não ajudaram, mas conseguimos jogar o jogo. Apesar de ter gostado do Architects não o preferi ao Raiders (gosto muito da arte de ambos), e achamos que precisamos de uma nova jogatana para ter uma opinião mais sólida – engraçado, mas não fulcral para a minha colecção de jogos.

Cottage Garden foi o próximo escolhido – um jogo de Uwe Rosenberg, reconhecido cá em casa como o autor dos muito jogados Agrícola e Patchwork. Ainda que, em termos de mecânica base, Cottage Garden seja semelhante ao Patchwork (escolhendo-se uma peça e colocando-a num tabuleiro) possui algumas diferenças, sendo a principal, o número de jogadores – enquanto que o Patchwork só pode ser jogado por dois jogadores, o Cottage Garden possui um modo solo e pode ir até quatro.

Por outro lado, Patchwork possui a dimensão de tempo (dada pelo número casas que andamos consoante as peças escolhidas), elemento que não existe neste. Em contrapartida, o Cottage Garde possui uma forma interessante para seleccionar o sub-conjunto de escolha para cada jogador, e dois objectos que pontuam de forma diferente, com rotação de tabuleiros. Após esta jogatana encomendaram-se dois exemplares!

A noite acabou com Clank! – um dos mais conhecidos jogos de construção de baralho com elementos fantásticos que nos leva a rastejar em túneis no covil de um dragão, com o objectivo de roubarmos os seus tesouros sem o acordar! O tema está engraçado e genericamente gostei do jogo – talvez uma futura aquisião se o encontrar por um preço mais acessível.

Pelo meio houve, ainda, tempo para explorar alguns jogos mais infantis, distinguindo-se três: Merkolino, Bird Big Hunger e Galletas. O primeiro é um jogo de memória em que alguém enuncia todos os animais que foram a uma festa, tendo cada jogador que indicar quais, entre estes não foram. No segundo, acompanha-se o crescimento de pássaros que precisam de determinados alimentos para passarem cada uma das fases. No terceiro é necessário reconhecer caminhos num emaranhado de novelos!

Resumidamente, o Leiriacon será um evento ao qual pretendemos retornar! O espaço em que decorre permite usufruir dos jogos sem grande confusão (que é diluída pelas várias salas do evento) e tem, como único defeito a diminuta sinalização para algum dos quartos (gerando um autêntico quebra cabeças no primeiro dia em que o procurámos às escuras). De realçar, também, a proximidade ao mar.


A oferta de jogos é excelente e é melhorada pela enorme disponibilidade dos voluntários do evento em explicar as regras (há sempre alguém que já jogou) – regressámos com vontade de mais, com uma ludoteca aumentada e uma lista de encomendas em constante crescimento!

 

 

Novidades fantásticas em Portugal (Março de 2019)

Enquanto se aproxima o Festival Contacto carregado de actividades para todas as idades e todos os gostos fantásticos e de ficção científica (e gratuito), vamos conhecendo alguns dos lançamentos nacionais que nos esperam: Bruno Martins Soares regressa ao mercado português pela Editorial Divergência com As Crónicas de Byllard Iddo (podem ouvir a entrevista com o autor para saber mais sobre o livro), a antologia Winepunk tem o seu lançamento a sul do país (recomendadíssimo), e a próprio Imaginauta (organizadora do evento) aproveita para lançar Amadis de Gaula.

Aproveito, também, para divulgar que se encontra na fase de projecto, a possibilidade de criar um Portal de Ficção Científica e Fantasia que terá por objectivo a divulgação do trabalho que se desenvolve neste género em Portugal. Esta reunião será promovida por mim e estará aberta a todos os interessados que queiram participar (seja activamente na construção do portal, seja com ideias ou sugestões). A reunião irá decorrer durante o Contacto, no dia 06 de Abril, a partir das 11h.

Já sabemos que não vai decorrer Festival Bang! em 2019, mas o Fórum Fantástico já divulgou as suas datas para este ano (11 a 13 de Outubro) e sabemos que irá decorrer Festival Vapor, com a Editorial Divergência a abrir submissões para um Almanaque Steampunk (ver mais detalhe na página da própria editora). Estão, também, abertas as subscrições para uma nova antologia de Fantasia urbana de título Os Medos da Cidade (ver mais detalhe).

Detectámos também (graças ao Jorge Candeias e à Imaginauta) a existência de um novo programa dedicado à ficção científica e fantástico (quantos mais formos, melhor) denominado Em Busca da Fantaciência. Ainda,  o João Barreiros publicou novo conto na revista Fluir o outro, que está disponível online.

Por último, a Colecção Livro B está de volta pela E-Primatur, prometendo livros que integrarão o Plano Nacional de Leitura (espero que este detalhe torne a colecção sustentável para que se possa manter).

 

Novidade: Kick-ass – Mark Millar e John Romita Jr.

Conforme prometido pela editora, G Floy, eis mais um livro de Mark Millar lançado no mercado português! Abaixo, mais informação sobre este volume:

MESMO ser um super-herói? Dave Lizewski queria ser um super-herói, não queria ser banqueiro ou cozinhar hambúrgueres ou estudar direito. Queria ser SUPER-HERÓI, e ao contrário de vocês, decidiu que ia tomar o seu destino nas mãos, e seguir o seu sonho! E um fato de mergulho e uma máscara depois, a cidade começou a reparar no seu novo super-herói… KICK-ASS!

 

Mas agora, à medida que a moda dos super-heróis alastra pela cidade e pelas redes sociais, e que aparecem cada vez mais aventureiros mascarados, a realidade vai apanhar Dave Lizewski e exigir-lhe que demonstre a coragem que um super-herói tem de ter, mesmo que isso signifique chegar atrasado às aulas e desapontar o seu pai.

O livro que deu origem ao filme de sucesso!

O enorme sucesso desta série de comics levou a que fosse rapidamente adaptada ao cinema, num filme de Matthew Vaaghn, que aliás originou uma colaboração entre o realizador e o escritor que duraria até hoje, com mais filmes, incluindo sequelas de Kick-Ass e os filmes da série Serviço Secreto. Kick-Ass continua a ser uma das séries de maior sucesso de Millar, e junta-se à mão cheia de títulos que escreveu de super-heróis (e desconstrução de super-heróis!) e que se tornaram clássicos do género: Super-Homem: Herança Vermelha (Superman: Red Son), Guerra Civil, Os Supremos (The Ultimates), Velho Logan, e a sua mais recente série O Legado de Júpiter (editada pela G. Floy, com arte de Frank Quitely).

Uma história de super-heróis num mundo real, que se tornou famosa pelo nível de violência que mostra, e por explorar sem hesitações as consequências dessa violência.

 

 

 

 

Novidade: Sabrina – Nick Drnaso

No próximo dia 04 de Abril a Porto Editora lança Sabrina. Eis mais informação sobre este lançamento

A Porto Editora publica a 4 de abril Sabrina, a novela gráfica que veio estabelecer um marco na história deste género literário: foi a primeira a ser selecionada para o Booker Prize e tem sido consensualmente aclamada como uma das mais empolgantes e comoventes narrativas dos últimos anos.

Escrita e desenhada pelo jovem cartoonista americano Nick Drnaso, esta é uma «reflexão em vinhetas sobre o crescente canibalismo digital» (El País), uma fábula da era moderna sobre a fragilidade crescente das relações e sobre a forma como as interações através de ecrãs alimentam a falta de sentido de responsabilidade e a ameaça das fake news.

Fábula dos tempos modernos, marcada por uma ansiedade no limite da paranoia e onde um rastilho de fake news, teorias da conspiração e muita especulação anuncia uma explosão iminente, este é um livro sobre aqueles que são apanhados pelos destroços de uma tragédia, que tem algo a dizer sobre o modo como vivemos e que promete desinquietar quem o ler.

 

The Real-Town Murders – Adam Roberts

A ideia que dá origem ao mundo de The Real-Town Murders não é original – um mundo em que existe uma realidade virtual na qual os seres humanos preferem passar a maioria do seu tempo consciente, presos à realidade apenas pelos seus corpos físicos que não podem deixar corromper. O elemento original desta história é o que faz mover a narrativa, um crime de resolução quase impossível em que um corpo se materializa no interior de um carro numa fábrica, um crime que esconde perigosos segredos e que levam a detective a temer pela vida.

Alma é uma detective no mundo real que vai aceitando pequenos trabalhos para se poder sustentar, a si e à sua companheira que foi infectada por um vírus personalizado que obriga a que Alma efectue um procedimento médico de quatro em quatro horas. Este procedimento nem sempre é o mesmo, e depende de uma série de parâmetros que Alma tem de analisar em pouco tempo, ou a companheira sucumbirá à doença que a impede de se ligar ao mundo virtual e que transformou o seu corpo numa imensidão impossível de deslocar.

Com as finanças comprometidas, Alma é chamada a uma fábrica de automóveis para descobrir como terá surgido o corpo no interior de um carro acabado de montar, sendo que, nem as câmaras nem a inteligência artificial que supervisiona a montangem, possuem qualquer pista de como terá sido transportado o corpo. Alma procura então a ambulância que transportou o corpo por forma a descobrir o estado em que este se encontrava, mas é aqui que começam as dificuldades – a enfermeira de serviço encontra-se de baixa e as poucas pistas que obtém valem-lhe uma ameaça.

Alma decide afastar-se do caso – mas as várias facções associadas ao aparecimento do cadáver irão pressioná-la, afastá-la da companheira ou incentivá-la das piores formas possíveis. Rapidamente a detective se vê num rodopio de assassinatos e teorias da conspiração – tudo isto num mundo tecnologicamente avançado, onde as várias técnicas de vigilância dificultam as fugas e a própria polícia possui motivações dúbias.

O resultado é um livro movimentado que aproveita a tecnologia que poderá existir num futuro próximo, para construir uma narrativa acelerada carregada de conspirações, investigações e reviravoltas. A premissa é bem utilizada, caracterizando um mundo negro quase cyberpunk, onde as novas fontes de poder político colidem com as antigas e diversos interesses se sobrepõem enquanto as multidões vivem fascinadas num mundo artificial e quase perfeito. Este possível futuro é envolvente e sonhador, mas facilmente se pode transformar em decadência humana e corrupção.

The Real-Town Murders é uma história de leitura compulsiva que possui alguns elementos interessantes em que se questionam vários dos avanços tecnológicos mas sem grande profundidade psicológica – nem se pretende.

Novidade: Batman 80 anos – Vol.6 – Ícaro

A colecção comemorativa dos 80 anos do Batman, publicada pela Levoir em parceria com o jornal Público, lança esta semana o sexto volume:

Na Colecção Batman 80 anos, muita da beleza das histórias está na arte, esta semana a cargo do argumentista Francis Manapul e do colorista Brian Buccellato, que entram em cena como os novos “contadores de histórias”. Manapul tem um estilo maravilhoso, que é ao mesmo tempo simples e incrivelmente detalhado, Buccellato dá à história cores exuberantes, tornando-a uma das mais belas desta colecção.

A revista Detective Comics da era Novos 52 volta a estar em destaque com a publicação no próximo dia 28 de Ícaro, o primeiro arco de histórias da dupla Francis Manapul/Brian Bucellato na mais antiga revista do Cavaleiro das Trevas.

Quando Elena Aguila é assassinada à porta da Mansão Wayne, Bruce vê-se no centro da investigação do detective Bullock.  Batman, o Maior Detective do Mundo, tem de investigar um caso que envolve uma nova, letal e misteriosa droga, que está a devastar as ruas da Gotham. Uma droga chamada Ícaro que, tal como o personagem mitológico que lhe dá nome, que morreu por se aproximar demasiado do Sol, tem o desagradável efeito secundário de provocar a combustão espontânea de quem a consome. Mas essa droga não é o único desafio que Batman tem de enfrentar, pois entre os seus opositores nesta história estão vários políticos corruptos, grupos criminosos rivais e… uma lula gigante. O grande confronto desta história acaba por ser entre dois detectives: Batman e o tenente Harvey Bullock que, com o comissário Gordon na prisão — na sequência dos eventos da série Batman: Eternal, que envolveu todas as personagens do universo da série Batman — assume aqui um protagonismo pouco habitual, sendo a sua interacção com o Batman um dos pontos altos da história.

Novidade: Colecção definitiva do Homem-Aranha

Já começou a nova colecção da Salvat que pretende reunir as histórias mais significativas do super-herói Homem-aranha. Esta colecção terá uma periodicidade quinzenal e estará em português do Brasil, com capa dura e com uma boa qualidade gráfica. Os dois primeiros volumes terão preço promocional, custando, respectivamente, 2,99€ e 6,99€. Eis mais informação sobre a colecção:

A Salvat inicia esta semana a distribuição do primeiro volume de uma coleção dedicada a um dos maiores super-heróis da Marvel. Previamente lançada no Brasil, esta coleção chega agora ao nosso país (na versão editada em português do Brasil), em distribuição em bancas quinzenal, no total dos 40 volumes que a compõem.

“Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades!” Retirada da última página da primeira

aparição do Aranha em Amazing Fantasy #15, esta simples frase tem sido um mantra pessoal de Peter Parker há mais de 50 anos. Brilhante na sua simplicidade, ela é uma verdade universal que qualquer pessoa pode entender, e apenas uma das muitas razões pelas quais o Homem-Aranha é o super-herói número 1 do mundo!

Apesar do seu sucesso global, o Aranha teve um início muito humilde. O editor e escritor Stan Lee teve de inserir a sua primeira aparição à socapa no último número de uma revista antológica que seria cancelada porque o editor da Marvel sentia que a aracnofobia normal nos leitores os afastaria do título! Para sua sorte, Stan provou que estava certo, e sua maior criação, em parceria com o desenhador Steve Ditko, tornou-se um sucesso. E o resto é história – uma história emocionante, repleta de ação, ao mesmo tempo trágica e divertida, que os leitores irão descobrir no decorrer desta coleção!

Os primeiros dois volumes desta coleção serão distribuídos a preços promocionais, e além disso, haverá um conjunto de brindes e ofertas para os fãs que decidirem assinar a revista.

O primeiro volume em bancas é Caído entre os Mortos, do escritor Mark Millar e do desenhador Terry Dodson, uma saga originalmente publicada na revista Marvel Knights, um título menos juvenil e famoso por levar os heróis da Marvel ao seu limite. O segundo volume intitula-se Perceções, e faz parte da já mítica saga criada por Todd McFarlane nos anos 90, numa história em que o Cabeça de Teia se junta ao mutante das garras, Wolverine!

Para mais informações podem consultar a página oficial da colecção.