Notre-Dame de Paris
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[Guerra de Civilizações]

Será que já conseguem dominar a frustração por ter sido um curto-circuito e não um atentado, caríssimos (pub) guerrilheiros culturais do Ocidente?
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[Guerra de Civilizações]

Será que já conseguem dominar a frustração por ter sido um curto-circuito e não um atentado, caríssimos (pub) guerrilheiros culturais do Ocidente?
Alquimia s.f.; do ¡r. al + kimia < kama, ciência oculta 1. Protociência muito em voga na Europa durante a Idade Média, enraizada nas culturas chinesa e egípcia, que tinha por objectivos encontrar a pedra filosofal (capaz de transformar metais pouco nobres em ouro ou prata), a panaceia (um remédio para todos os males) e o elixir da juventude. É mãe da Química e parente da Medicina, nascendo ambas quando os alquimistas finalmente transmutaram a sua megalomania em modéstia (vide também método científico). 2. A serem alcançados os objectivos dos alquimistas, é difícil imaginar as consequências. Alguns efeitos seriam contraproducentes, como a inevitável desvalorização do metal precioso, mas é impossível não pensar sem algum deleite no colapso das empresas farmacêuticas após a invenção/descoberta da panaceia. O elixir da juventude teria também efeitos devastadores, entre os quais deixar países orfãos de candidatos à Presidência da República e demais órgãos de soberania. 3. Os alquimistas marcam presença na grande literatura, como Zenon em L'Oeuvre au Noir, de Yourcenar, e Melquíades em Cien Años de Soledad, de Garcia Márquez, assim como (pub) noutros produtos vendidos em livrarias.
14.4.2019; reeditado a 17.4.2019
Acrescentei os seguintes blogs na coluna da direita:

O Ouriq está de luto e presta homenagem ao grande Ricardo Chibanga, uma das nossas personagens. Há 40 posts neste blog que o mencionam. Destaco o texto fundador do blog, Ourique, 1979:
Tudo rodopia em torno de um cartaz de touradas, não sei se pelo vermelho tauromáquico, o negro do touro ou o olhar intenso de Ricardo Chibanga. A impossibilidade física de edificar uma vila a partir de um cartaz desaparece dentro da cabeça. No fundo, trata-se de uma reconstrução que tem muito de restauro. Imagine-se no cinema. O cartaz aparece a voar, depois a rebolar amarrotado pelos montados, até parar num descampado com a certeza dos pioneiros, porque pressentiu a frescura de um riacho ou uma futura concentração de caminhos. O cartaz abre então como uma flor e fica a pairar à altura dos olhos, a pedir parede. E logo surge a parede, depois a casa que a justifica, a rua, dez ruas, o reservatório de água, mais ruas, antenas de televisão, a câmara municipal ao cimo da avenida que ainda não nasceu. Os reflexos de luz na pele de Chibanga são animados pela canícula das três da tarde de Agosto, vencem o branco incandescente da cal e permanecem como o centro geométrico da vila, que alastra em todas as direcções. O desabafo do médico da vila-"Ah! Chibanga, o grande Otelo do redondel"- ecoa ainda, primeiro ampliado pela ignorância de quem levou muitos anos a entender tais palavras, e depois renovado, não em eco, antes como se o médico se tivesse cruzado comigo outra vez, ainda com o jornal debaixo do braço e a umas dezenas de metros do café: "Ah! Chibanga, o grande Otelo do redondel". Não fora pelo médico e Ourique podia ser uma vila de surdos, rica apenas nos sons dos animais: o latido do cão, o guincho final do porco a estilhaçar o frio de Dezembro, o chilreio das ninhadas das andorinhas nos beirais. O tempo passava e Chibanga, curtido pelo Verão e ensopado pelas chuvas, parecia agarrar-se ao cartaz com a tenacidade dos náufragos numa jangada à deriva. Mas a vila morreu aos poucos: primeiro os avós, depois a romãzeira, a pocilga sem porcos, a casa a acumular varizes, a distância que não parou de crescer. A morte de Chibanga está ainda envolta em algum mistério: teria sido uma criança a descolar o último farrapo de cartaz? Teria sido o desleixado dono da casa, quando ao fim de vinte anos voltou a caiar as paredes? Ou terão colado um cartaz por cima a publicitar algo alheio à planície (o circo Cardinalle)? Nunca mais voltei a passar naquela rua. Às vezes penso que Chibanga não teve um final inglório. Imagino o matador a morrer de pé, no momento em que a parede ruiu e não me apetece ir ver se tenho razão.
* Comentários anti-touradas serão apagados.
Abiogénese s.f.; do Gr. a priv + bíos, vida + génesis, geração 1. Geração de vida a partir de matéria não viva. Exclui, por exemplo, a génese de Eva a partir da costela de Adão. 2. Numa perspectiva histórica, inclui as teorias de geração espontânea, populares a partir de Aristóteles e obsoletas depois dos trabalhos de Spallanzani e Pasteur, apesar de serem objecto de um revivalismo episódico, cuja causa próxima é a prática da pastelaria em deficientes condições sanitárias. 3. No sentido moderno do termo, designa a origem dos primeiros organismos vivos a partir de compostos químicos. Sobre o assunto, escreveu Darwin em prosa epistolar: "...but if and oh what a big if, we could conceive in some warm little pond with all sorts of ammonia and phosphoric salts, light, heat, electricity, etc. present, that a protein compound was chemically formed, ready to undergo still more complex changes." Oparin e H.B.S. Haldane teorizaram sobre o assunto. Stanley Miller fez aminoácidos a partir de hidrogénio, metano, amónia, água e uma faísca. Para os mais entusiastas, foi como se Miller tivesse sintetizado uma amiba, e da amiba facilmente se chegará à (pub) Scarlet Johanson, bastando ter cuidado e paciência no momento de dosear os ingredientes do caldo primitivo. Outros apontam algumas dificuldades; a montante: como chegar à auto-replicação?; a jusante: que personalidade jurídica teria a criatura? A síntese de ADN e de ARN à la Miller e, sobretudo, a descoberta das ribozimas têm sido pedradas no charco dos pessimistas, mas ainda há quem tente paralisar os ânimos agitando o espectro da complexidade irredutível. 4. Perante a pergunta: "é possível criar vida no laboratório?", o cientista deve ignorar os costumeiros rumores sobre o aproveitamento da câmara escura de revelação para os prazeres da carne entre o (pub) chefe e subordinados.

Esforço-me por não ver do serpenteado daquelas ruas mais do que um labirinto suburbano. E por não fazer do labirinto mais do que um local onde estranhos e taxistas debutantes se perdiam com facilidade. Há anos que não me demoro pelo bairro. Às vezes, sentado na cama de um quarto de hotel, de pé do outro lado do mundo - não domino estas coisas - regressam os troncos de plátanos com declarações de amor gravadas a canivete, os rostos dos condutores da carreira do 21, mas de bigodes trocados, a menina feita mulher da caixa registadora número 2 do supermercado, mas sem precisar a cor da roupa. Lembro-me de onde comprar tubos de plástico a metro para fazer zarabatanas amazónicas, como se ainda precisasse disso. E penso no João, do tempo em que era novo e já maluco, um homem de genealogia censurada, a fazer do bairro aldeia perdida na serra, com o primo a lançar mão à prima e a prima a deixar-se apanhar. Sei evitar os Candeeiros, lugar mal frequentado, mercado de sonhos a prazo e ressaca garantida, que resistiu mais que a praça, mesmo ao lado, agora terra plana à força mas onde, entre tantas peixeiras iguais no arcaboiço e pujança vocal, ia à singular florista comprar cravos, as mesmas flores que aprendi a esconder à passagem do café do retornado de Angola, desde o dia em que ele quase investiu contra mim, como um touro excitado. As silhuetas das faias domesticadas pela poda são termo de comparação e surgem também os plátanos, os abrunheiros e os arbustos, que se enchiam de bagas laranja na Primavera. As oliveiras de outros tempos já então não chegavam para encher a avenida. E o Tejo, ao fundo, encerrava uma promessa de brisa fresca e imutável, apesar da cintura industrial que nos apertava. Acelerados pelos declives suaves vejo bicicletas sofisticadas, skates e patins de linhas futuristas. Mas se espero mais um pouco, oiço também o inconfundível ruído dos rolamentos sobre o asfalto do primeiro carrinho de esferas para três passageiros com molas de colchão convertidas em suspensão traseira. Como se organiza um bairro na cabeça? Se são inúmeras as imagens de fabulosas jogadas que tiveram lugar nos relvados dos Olivais, talvez por aí. As fintas em situação de aperto do meu irmão, os pontapés estratosféricos do Afonso Melo, os raides geniais do gajo mais inteligente que vi a jogar à bola: Diogo Pipa. Havia um tipo, baixinho e entroncado, que se especializou naquele gesto técnico de avançar um pé, encostar-lhe a bola ao calcanhar com o pé traseiro, que depois roda sobre ela e a faz subir um pouco, apenas o suficiente para ser catapultada quando a perna direita dá um coice em colherada, fazendo-a descrever um arco que sobrevoa o corpo do jogador e do defesa, surpreendido e ultrapassado pela bola, que lhe faz um chapéu, e pelo jogador, naquele caso baixinho e entroncado, que o ultrapassava por um dos lados e recuperava o esférico mais à frente. Havia mulheres que tomavam banho a meio da tarde, enquanto jogávamos. Houve noites de Verão com jogatanas em que os petardos do Samagaio por certo baralharam o sonar do morcego solitário que fazia círculos ao candeeiro público.
Continua
The only thing the Chinese and Indian experiences of the internet have in common is how ignorant we are about them in the West. Fortunately, two superb and perfectly timed books have arrived to spare our blushes. Literary Review
É um pouco surpreendente que em 2019 ainda se escrevam artigos sobre o controlo estatal da internet na China com a conivência da Google e afins como se fosse uma novidade. Novidade para mim foi ter dado ontem pela existência de um rapaz que me dá baile na arte de ganhar dinheiro na internet. Chama-se Windoh e aprendi entretanto que é um dos youtubers portugueses mais conhecidos. Naturalmente, para quem tem 20 anos, esta minha ignorância será ridícula, mas é um bom exemplo de como não precisamos de censura para criar "experiences of the internet" radicalmente diferentes.
Na minha fronteira da aproximação aos jovens estão os humoristas Pedro Teixeira da Mota (25 anos?) e Carlos Coutinho Vilhena (24 anos?). Ouvi-los é divertido por partilharmos poucas referências, mas ainda haver algum chão comum. Digamos que o meu espectro vai de Coutinho Vilhena a Adriano Moreira. Windoh (23 anos?) está fora desse espectro. O juízo não é moral, pois sinto até algum entusiasmo por descobrir que não precisamos de viver como Claude Lévi-Strauss para nos surpreendermos com a diversidade da nossa espécie. Aliás, se tivesse tempo, elegeria os youtubers como objecto de estudo. Há muito a aprender com os casos de sucesso sem mediação de terceiros. Talvez seja sinal de cansaço e alguma saturação minha com os blogs, mas os youtubers, apesar da superficialidade e tolice mutimédia evidentes, têm hoje a energia que os bloggers nem sequer em 2004 chegaram a demonstrar.
Aquiles Herói, séc XII AC 1. Personagem principal da (pub) Ilíada, o mais bravo guerreiro na guerra de Tróia, filho de Peleus, um mortal, e de Tétis, uma nereida. 2. Paradoxos: há milénios que Aquiles e a tartaruga deixam o mundo perplexo. Segundo Zenão, se a pachorrenta tartaruga tem um avanço sobre o veloz Aquiles, este nunca a conseguirá apanhar, porque no tempo que demora a chegar ao ponto em que a tartaruga estava o animal tem tempo de deixar de lá estar, afastando-se um pouco mais. Este paradoxo desperta reacções diversas, mas quando enunciado num congresso de taxinomistas alguém sempre pergunta "de que espécie é a tartaruga?", o que não contribui para melhorar a imagem desta desprezada classe profissional. 2. Calcanhar de Aquiles: fosse Tétis ambidextra e quem sabe se não teria trocado de mão quando segurava Aquiles pelo calcanhar e o banhava no rio Estige, expondo-lhe também essa região do corpo aos efeitos mágicos da água, assim conseguindo para o seu filho a invulnerabilidade de tipo full body. Não foi o que sucedeu e o calcanhar de Aquiles passou a designar um ponto fraco de uma pessoa ou organização, dando ainda origem a (pub) oportunidades de negócio de mérito duvidoso. Retrospectivamente, foi uma pena Tétis não ter segurado Aquiles pelos dedos das duas mãos, já que com dois calcanhares apenas mal podemos começar a enumerar as fraquezas do cidadão comum. 3. Anatomia: o tendão de Aquiles ou tendão calcâneo é o maior e o mais forte de todos os tendões do corpo humano, ligando o calcâneo aos músculos da barriga da perna. É possível que a fraqueza simbolizada pelo calcanhar de Aquiles (vide 3) tivesse sido literal, resultando do seu hábito de atacar os adversários com (pub) saltos prodigiosos, que seguramente desgastavam o tendão calcâneo. Saber se o "calcanhar de Aquiles" simbolizava a vulnerabilidade ontológica de um guerreiro exemplar ou, mais prosaicamente, uma tendinite crónica, eis uma questão que continuará a dividir académicos e outra gente sem real ocupação.

April 7 - April 13, 2019
When the Canadian Malcolm Gladwell moved from The Washington Post to The New Yorker, he also transitioned from being a science writer to becoming a master popularizer of the social sciences. Much sooner than many of my ex-colleagues, who keep insisting on the difficult and niche-oriented task of explaining the hard sciences, Gladwell understood that the social sciences had a much wider and stronger appeal to the layperson. We are self-centered creatures that care much more about human behavior than quantum mechanics, chemistry or genetics, unless these disciplines inform us about... human behavior. Gladwell is a genius of storytelling, both as a writer, a public speaker and a (pub) podcaster. He has been called (pub) "a master of the counter-intuitive", and he is single-handily responsible for the promotion of concepts such as the "10,000-hour rule". But here's the problem: 10,000 hours of practice may not put you ahead of the crowd (pub) (1, 2),. Gladwell's obsession with simple explanations comes at a price, as his country-fellow Steven Pinker once explained in a decade-old review of a collection of Gladwell's essays that still haunts the journalist, proving that the fascination with counter-intuitive stories has indeed a few problems, although one of the appeals of reading the piece is realizing that Canadians, after all, can also be (pub) nasty — which in itself runs against common sense and intuition.
Much of what can be said about Gladwell applies to Michael Lewis. They have a common M.O.: a shared passion for the counter-intuitive, a naif reverence for the social sciences, a complete mastery of storytelling and a captivating narrative about them that leaves us believing we could also become successful one day. Just listen to his oustanding (pub) commencement speech in 2012 at Princeton. It is though no surprise that (pub) Against the Rules, Lewis' podcast is produced by (pub) Pushkin Industries (great name), a company founded by Gladwell. In (pub) Ref, You Suck! , Lewis talks about a paradox: why do the crowds and players feel that referring is worse these days than in the past, when so much money has been invested in setting up a complex system of video basketball referees that actually works? Lewis frames the problem as a story of privilege and if you want to go to the crux of the matter, start listening at 23' 22''.
This week I also discovered BBC's (pub) 50 Things that Made the Modern Economy, very neat short vignettes about inventions as diverse as the concrete, the iphone or Santa Klaus. The narrator, Tim Harford, has a soothing voice and each story tends to be based on a single book, which is strangely comforting. There's no reason to just pick fifty things, it feels that the series could go up to a thousand.
I'll be back in a week.
March 31 - April 6, 2019
This week there was a great exchange between Emily Bazolon and David Plotz (Political Gabfest) on whether (pub) Joe "tactile" Biden should be added to the growing list of villans that have been denounced by the #Mee Too movement. This honest and heartfelt dialogue between a woman and a man ilustrastes how difficult it is to reach a consensus even when people are decent and empathetic. The key dialogue goes from 5'35'' to 16'17'' but you may want to listen to the beginning of the episode for context and then keep going to get Dickerson's wise comment. The Political Gabfest is by far the best podcast to follow US politics. The only downside is that Bazolon, Plotz and Dickerson are such an appealing group of close friends that you get frustrated for not belonging to their inner circle.
This week's silver medal goes to Mike Pesca's interview with Nicholas Christakis. Christakis is one of the handful group of optimistic intellectual superstars. Unlike the psycologist neurosciences- and language-versed Steven Pinker, our current prominent optimist, Christakis is a sociologist and physician that runs the "Human Nature Lab" at Yale, focusing on social networks and biosocial science. He talked to Pesca to promote his latest book, (pub) Blueprint: The Evolutionary Origins of a Good Society. I haven't read the book and I remain skeptic about any project that tries to extract moral guidelines from Biology and conflates explanation with justification. Nature is sufficiently complex to be used as an explanation for both altruism and selfish behvior, which leads us nowhere. I love a nurture versus nature debate just like anyone else, but it's about time we emancipate our moral reasoning from our biological constraints. That said, Pesca is a smart and energetic interviewer and Christakis told a number of engaging stories about our capacity as social beings, covering shipwreck stories, leadership, tribalism and Wabi-Sabi, the Japanese aesthetics of imperfectionism. The interview runs from 4' 07'' to 19'30''.
The bronze medals go to two episodes on the future of Europe. Something any European listening to US podcasts or reading the news realizes is that the journalism about Europe is bad. These two episodes are not in English, but I know that people reading the first Close Listening posts will be Portuguese and many of them, particularly if over 50, understand French. The first is a debate between two "soberanist socialists", (pub) Rui Tavares, an euro-enthusiast, and Jorge Bateira, an euroceptic. The first wants to reform the EU and the latter claims that the EU killed the left, Germany rules, no reform is possible and the only solution for a small country is to leave the Euro. They talked to Daniel Oliveira, who hosts Perguntar não Ofende, the best Portuguese political podcast. The highlights of the debate are: 15' 45''-18' 26'' (Tavares),18' 56''- 29'6'' (Bateira-Tavares-Bateira), 35'6''-39'21'' (Bateira) 1 h 8' 58''-1 h 13' 4'' (Bateira)- this podcast has no adds, btw. To complement this debate, which was esclusively centered on economic issues, I recommend a great high-brow conversation between French intellectuals in Régis Debray, Jean-Louis Bourlanges and Alain Finkielkraut (host of Répliques).
Chris Thile's mini Youtube collection
I'm currently under the spell of this outstanding musician. This list of videos will grow in the future. For now, in the spirit of Close Listening, I'll just highlight the effortless virtuosity of the solo in the song Another New World that runs from 3' 25'' to 4' 36'', but it's silly to go straight to the solo, just listen to the entire song. This man plays bluegrass, blues, britpop and Bach. He does seem to be obsessed with the letter "b" but his music never gets boring. This is the current collection: Chris Thile & Edgar Meyer - Big Top, Jessamyn's Reel on Mandolin, Chris Thile & Brad Mehldau - The Old Shade Tree (Live), Bach's E Major Prelude, Ode To A Butterfly and Bach: 'Sonata No. 1 in G minor - IV. Presto.
* Occasionally, I may also cover articles.
Close Listening
From now on, during the weekend Ouriq will be written in English. It would be unrealistic to expect tons of new readers, but I'm convinced that the majority of Ouriq's current followers will not feel left out because they are also proficient in English. I'll mainly comment on the best podcast episodes and Youtube music videos I came across during the week. The offer of cultural products is so overwhelming these days that I hope you find these suggestions useful. I'll only cover podcasts on books, humor, science and politics. If you're into fashion, TV, movies, religion, self-help, gossip or celebrities, this is not for you, although I may occasionally write about some Netflix or HBO product.
For me, this exercise comes with two bonus: 1) I'll be force to relisten the podcasts I mention; 2) I'll be keeping a record of my favorite podcast episodes, Youtube videos and articles*, an outcome that is definitely aligned with one of the original goals of this blog: to swin against the current flow of trends after trends that quickly erodes even the most recent past, much like someone walking backwards and erasing his footsteps with a broom. "Close listening" is no gratuitous wordplay on "close reading", as I'll actually be highlighting specific segments within the podcast episodes and Youtube videos and giving you the precise times. The links I'll use will have adds, unless the end destintion is page without publicity. You just have to do the math: are the extra 5 seconds of publicity a fair price for the information on how to go directly to the best part of the podcast or video? From my experience and some reading, these links are safe to use in computers, but in cell phones you may run into problems. I'll leave a "(pub)" next to the links with adds and if you move the mouse over the pictures you'll know if the kink opens to an add.
If my three-year-old twin daughters allow me to accomplish the plan for the day, every Sunday at noon (Portugal's time) I should post my suggestions.
A chegada dos filhos é o grande teste de stress às amizades. Não tem o dramatismo das situações extremas em que os verdadeiros amigos se revelam e os outros mostram ser outra coisa, é um teste que resulta simplesmente da súbita falta de tempo e energia. Não chega a haver zangas, por vezes o afastamento até se dá numa cumplicidade tácita (quando o amigo também ganhou afazeres), e pouco a pouco os amigos vão rareando. Ainda as crianças não entraram na pré-primária e já os que realmente sobram se contam pelos dedos de duas mãos. Soa a aritmética bizarra, mas parece-me rigoroso concluir que o nascimento dos filhos diminui o número dos nossos amigos que a morte depois levará.
Percebo perfeitamente. Aliás, não precisa sequer d...
O blog é fixe mas não tão fixe que compense ter qu...
Nem sempre. Geralmente basta esperar 5 segundos e ...
Agora para abrir um link tenho que preencher aquel...
Sou engenheiro, doutor e diplomado em culinária fr...