quarta-feira, 22 de maio de 2019

Stephan Micus - “Koan”


Stephan Micus 
“Koan” 
ECM Records 
1981 

Stephan Micus – Shakuhachi, Zither, Gender, Sarangi, Rabab, Bodhran, Angklung, Kyeezee, Burmese Bells, Guitar, Voice. 

1 – Part I – 2:36 
2 – Part II – 11:59 
3 – Part III-a – 11:22 
4 – Part III-b – 8:41 
5 – Part IV – 4:31 
6 – Part V – 10:02 

Gravado em Cologne no ano de 1977. Design de Jurgen Peschel. Fotografia da capa do álbum de Taishi Hirokawa. Todos os temas foram compostos por Stephan Micus.

Justin Lin - "Star Trek: Além do Universo" / "Star Trek Beyond"


Justin Lin - "Star Trek: Além do Universo" / "Star Trek Beyond"
(EUA/China/Emiratos Arabes Unidos/Canada - 2016) - (122 min./Cor)
Chris Pine, Zachary Quinto, Karl Urban.

J. J. Abrams - "Star Trek: Além da Escuridão" / "Star Trek Into Darkness"


J. J. Abrams - "Star Trek: Além da Escuridão" / "Star Trek Into Darkness"
(EUA - 2013) - (132 min./Cor)
Chris Pine, Zachary Quinto, Zoe Saldana.

J. J. Abrams - "Star Trek"


J. J. Abrams - "Star Trek"
(EUA/Alemanha - 2009) - (127 min./Cor)
Chris Pine, Zachary Quinto, Simon Pegg.

Edouard Manet - "Chez Le Père Lathuille"


"Chez Le Père Lathuille", 1879 
Óleo sobre tela 
Edouard Manet

Jean Renoir - "Águas Sombrias" / "Swamp Water"


Jean Renoir - "Águas Sombrias" / "Swamp Water"
(EUA - 1941) - (88 min. - P/B)
Walter Brenan, Walter Huston, Dana Andrews, Anne Baxter, Ward Bond.

Quando Jean Renoir chegou a América como refugiado foi com este filme que retomou a sua actividade de realizador, cuja rodagem se processou nos pântanos da Louisiana.

Éric Vuillard - “L’ordre du jour”


Éric Vuillard 
“L’ordre du jour” 
Actes Sud – Pag. 150 

“L’ordre du jour” é o livro vencedor do famoso “Prix Goncourt” de 2017, o mais famoso Prémio Literário Francês, e na verdade estamos perante um desses livros que nos prende da primeira à última página, quase não nos deixando respirar para fazer uma pausa, enquanto a História se desenrola perante o nosso olhar de forma profundamente visual e com uma escrita extremamente elegante, saída da pena de Éric Vuillard, que nos cativa desde a primeira linha, com o encontro entre as principais figuras da Finança e Indústria Alemãs com os representantes máximos dessa organização política que irá governar a Alemanha entre 1933-45. 

Estamos assim neste livro genial perante factos ocorridos, mas esquecidos, a bem do grande capital que nos governa, porque são na realidade bem inconvenientes e nada politicamente correctos e depois graças a um minucioso trabalho de pesquisa histórica por parte do escritor, ficamos a saber como Hitler cativou o grande capital alemão, que financiou o seu Partido desde a primeira hora, bem como a forma como “certas elites” do outro lado do Canal da Mancha o apresentavam como um bom político a ter em conta, para além da forma condescendente como era olhado por outros, que viam nele um grande dirigente e um exemplo a seguir.


Por outro lado, a forma como nos é apresentada neste livro de Éric Vuillard a célebre “anexação pacífica” da Áustria e a conhecida entrada de Hitler em Viena, são dignas de registo neste fabuloso “L’ordre du jour”, sendo revelados alguns famosos incidentes escondidos da História. E se vivemos num século XXI em que o passado quase não existe (e não interessa para nada), só o presente conta, é por demais importante realçar o contributo que este livro de Éric Vuillard oferece para, ao conhecermos a história oculta do passado recente, percebermos melhor os contornos do tempo presente. Porque só ao analisarmos os erros cometidos no passado, será possível não voltar a repeti-los no futuro. 

«lls étaient vinte-quatre, près des arbres morts de la rive, vinte-quatre pardessus noirs, marrons ou cognac, vinte-quatre paires d’épaules rembourées de laine, vinte-quatre costumes trois pièces, et le Même nombre de pantalons à pinces avec un large ourlet. Les ombres pénètrèrent le grande vestibule du palais du presidente de l’Assemblée; mais bientôt, il n’y aura plus Assemblée, il n’y aura plus de président, et, dans quelques années, il n’y aura même plus de Parlement, seulement un amas de décombres fumants.» 

Éric Vuillard , “L’ordre du Jour” / Actes Sud 

terça-feira, 21 de maio de 2019

Michael Hoffman - "Ladrões Com Estilo" / "Gambitt"


Michael Hoffman - "Ladrões Com Estilo" / "Gambitt"
(EUA - 2012) - (89 min./Cor)
Colin Firth, Cameron Diaz, Alan Rickman, Tom Courtney, Stanley Tucci.

Reparem nos nomes do elenco, depois não se esqueçam de quem dirige o filme, também temos a caução cultural com Monet, os Impressionistas e o actual Mercado de Arte, por fim nunca se esqueçam do nome dos argumentistas: os irmãos Coen!

Divirtam-se e aprendam como se falsifica e rouba um célebre Monet!

Renè Magritte - "Le rossignol"



"Le rossignol", 1962
Óleo sobre tela, 116 x 89 cm 
Renè Magritte

Jan Garbarek / Bobo Stenson Quartet - “Dansere”



Jan Garbarek / Bobo Stenson Quartet 
“Dansere” 
ECM Records
1976 

Jan Garbarek – Tenor Saxophone, Soprano Saxophone. 
Bobo Stenson – Piano. 
Palle Danielsson – Bass. 
Jon Christensen – Drums. 

1 – Dansere – 15:03 
2 – Svevende – 4:59 
3 – Bris – 6:11 
4 – Skrik & Hyl – 1:30 
5 – Lokk (Tema Tradicional) – 5:39 
6 – Til Vennene – 4:47 

O célebre som das composições do saxofonista norueguês Jan Garbarek nasceu precisamente neste quarteto, onde se destaca ele próprio e o pianista Bobo Stenson que, com Palle Danielsson e Jon Christensen, formavam o Bobo Stenson Trio. E se mais uma vez temos arranjos de Jan Garbarek para um tema tradicional do folclore nórdico, já as restantes composições, com especial destaque para a que oferece precisamente o título ao álbum “Dansere”, navegam nas águas que irão tornar famoso anos mais tarde o Jan Garbarek Group. 

Gravado em Novembro de 1975 no Talent Studio, Oslo por Jan Erik Kongshaug. Capa de Frieder Grinder. Fotografias de Jochen Monch. Produção de Manfred Eicher. Todas as composições são da autoria de Jan Garbarek, sendo o tema 5 um arranjo de Jan Garbarek de um tema tradicional.

Clarence Brown - "Compra-se um Marido" / "Come Live With Me"


Clarence Brown - "Compra-se um Marido" / "Come Live With Me"
(EUA - 1941) - (86 min. - P/B)
James Stewart, Hedy Lamarr, Ian Hunter.

Possivelmente quem conhece o significado do famoso "Green Card" norte-americano, recorda-se de um dos melhores filmes de Peter Weir, mas muitoa antes já Clarence Brown abordava a célebre e actual questão da emigraçã, em registo de comédia, com a bela Hedy Lamarr e James Steart, cujos registos são memoráveis. Depois temos um comjunto de diálogos e um argumento, fruto da época, do cinema clássico, onde a genialidade dos argumentistas era profundamente inventiva e delicioda, fazendo vibrar as plateias!

Claude Monet - "Les Déchargeurs de Charbon"

"Les Déchargeurs de Charbon", 1875
Óleo sobre tela. 54 x 66 cm 
Claude Monet

Don Cherry, Dewey Redman, Charlie Haden, Ed Blackwell - “Old and New Dreams”



Don Cherry, Dewey Redman, Charlie Haden, Ed Blackwell 
“Old and New Dreams” 
ECM Records 
1979 

Don Cherry – Trumpet, Piano. 
Dewey Redman – Tenor Saxophone, Musette. 
Charlie Haden – Bass. 
Ed Blackwell – Drums. 

1 – Lonely Woman (Ornette Coleman) – 12:18 
2 – Togo (Ed Blackwell) – 5:36 
3 – Guinea (Don Cherry) – 5:29 
4 – Open or Close (Ornette Coleman) – 8:05 
5 – Orbit of La-Ba (Dewey Redman) – 7:24 
6 – Song For the Whales (Charlie Haden) – 7:45 

Este quarteto, que elegeu o Free Jazz como hino, ficou conhecido nos meios do jazz pelo nome de “Old and New Dreams” e pretendia homenagear a música desse grande músico que foi Ornette Coleman. 

De referir que o tema “Togo”, de Ed Blackwell, foi composto a partir de um tema tradicional do Ghana. Já o contrabaixista Charlie Haden, que nos oferece o tema “Song For The Whales”, pretendia alertar o Planeta Azul para o perigo de extinção que correm as baleias, sendo mais do que nunca urgente preservar a espécie, para evitar o seu desaparecimento dos oceanos. 

Gravado em Agosto de 1979 no Talent Studio, Oslo, por Jan Erik Kongshaug. Fotografia da capa do álbum de Herbert Wenn. Fotografia de Isio Saba. Design de Barbara Wojirsch. Produção de Manfred Eicher.

Karl Freund - "A Múmia" / "The Mummy"


Karl Freund - "A Múmia" / "The Mummy"
(EUA - 1932) - (73 min. - P/B)
Boris Karloff, Zita Johann, Edward Van Sloan.

"A Múmia" / "The Mummy" uma das mais célebres referências cinematográficas da História do Cinema, possui nesta película de Karl Freund um filme fundador de um mito!

Gustave Caillebotte - "Regates en mer à Trouville"


"Regates en mer à Trouville", 1884
Óleo sobre tela, 60,3 x 73 cm.
Gustave Caillebotte

William A. Seiter - "A Deusa do Amor" / "One Touch of Venus"


William A. Seiter - "A Deusa do Amor" / "One Touch of Venus"
(EUA - 1948) - (82 min. - P/B)
Robert Walker, Ava Gardner, Dick Haymes.

Uma hilariante comédia que tem no argumentista Frank Tashlin, uma mais-valia, recorde-se o que ele irá fazer como cineasta, assim como a intervenção do conhecido Gregory La Cava na realização, embora não creditada, neste filme realizado por William A. Seiter. Por fim temos Ava Gardner, essa Deusa do Amor, a cantar!

Klaus Schulze “Cyborg”




Klaus Schulze 
“Cyborg” 
Brain 
1973 

Klaus Schulze – Organ, synthesizer, vocals, percussion. 
Colloquium Musica Orchestra 

1 –Synphara – 22:45 
2 – Conphara – 25:44 
3 – Chromengel – 23:45 
4 – Neuronengesamg – 24:39 

Bous track: 
5 – But Baautiful – 50:45 

O Segundo álbum a solo de Klaus Schulze oferece-nos de novo a colaboração da Colloquium Musica Orchestra, ao mesmo tempo que a capa do álbum irá ser de novo da autoria de Urs Armann, surgindo ainda mais radical do que no seu álbum de estreia. Aquando das célebres reedições da sua obra em 2006, será incluído o tema “But Beautiful”, gravado durante um concerto do músico alemão em Bruxelas no ano de 1977, na St. Michael Cathedral (17/10/1977). Assim nascia um género musical oriundo da então Alemanha Ocidental!

Costantin Korovine - "Boulevard des Capucines"


"Boulevard des Capucines" 
Óleo sobre tela 
Costantin Korovine

Chianca de Garcia - "A Aldeia da Roupa Branca"


Chianca de Garcia - "A Aldeia da Roupa Branca"
(Portugal - 1939) - (82 min. - P/B)
Beatriz Costa, Manuel Santos Carvalho, José Amaro.

Esta aldeia da Roupa Branca criada por Chianca de Garcia, não ficava na Malveira, mas sim nos terrenos adjacentes aos Estúdios da Tóbis, tendo sido criada de raíz. Depois temos uma excelente fotografia de Aquilino Mendes, que marca decididamente a película de forma bem positiva. "A Aldeia da Roupa Branca" revela-se como um filme marcante na História do Cinema Português. Já Chianca de Garcia foi muito mais do que realizador, porque foi também um excelente crítico e divulgador de cinema, que trocou Portugal pelo Brasil, mas mantendo sempre o seu coração na sua Lisboa bem amada, como iria confessar numa célebre entrevista.

Lawrence Durrell - “Petite Musique Pour Amoureux” / “Pied Piper of Lovers”


Lawrence Durrell
“Petite Musique Pour Amoureux” / “Pied Piper of Lovers”
Buchet – Chastel – Pág. 400

Durante largos anos, “Pied Piper of Lovers” não foi reeditado por decisão do próprio escritor, que decidiu proibir qualquer reedição do seu livro de estreia, tendo a sua vontade sido cumprida pelos editores. Mas, após a morte de Lawrence Durrell, alguns editores decidiram ir de encontro ao desejo dos milhares de leitores do célebre escritor que sempre desejaram conhecer o seu livro de estreia Literária e, assim, o seu primeiro romance terminou por ser reeditado tanto em Inglaterra como em França, sendo neste último país o responsável a editora Buchet-Chastel, que nos oferece ainda uma excelente introdução sobre o romance da autoria de Michel Déon, da Academia Francesa.

As razões que terão levado a Lawrence Durrell não querer que “Pied Piper of Loves” fosse reeditado, deve-se ao facto de o livro ser profundamente autobiográfico, já que a própria infância do escritor se confunde com o protagonista deste belo romance que, tal como ele, nasceu na Índia (na época a célebre “Jóia da Coroa” Britânica) e que irá ser enviado para Inglaterra pelo pai, para ali fazer os seus estudos, tal como sucedeu com o jovem Durrell. Se o leitor ler a fabulosa biografia de Lawrence Durrell escrita por Ian S MacNiven intitulada “Lawrence Durrell – A Biography”, editado pela Faber and Faber, irá certamente encontrar um manancial de traços biográficos entre o jovem Walsh de “Pied Piper of Lovers” e o então jovem Larry que tinha decidido ser escritor.

Ao lermos este belo romance que nos oferece já algumas das estradas trilhadas por Lawrence Durrell, ficamos a conhecer ainda melhor este escritor, cuja obra é incontornável no Universo Literário. Mas, a terminar, gostaríamos de sugerir aos editores portugueses a edição deste belo romance intitulado “Pied Piper of Lovers” de Lawrence Durrell, porque os amantes de literatura certamente iriam corresponder ao vosso esforço literário.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Eric Rohmer - "O Joelho de Claire" / "Le genou de Claire"



Eric Rohmer - "O Joelho de Claire" / "Le genou de Claire"

(França - 1970) - (105 min./Cor)
Jean-Claude Brialy, Aurora Cornu, Béatrice Romand.

Estamos perante uma das maiores pérolas da cinematografia de Eric Rohmer, que em "O Joelho de Claire" / "Le genou de Claire", mergulha de uma forma profundamente bela no território do erotismo, ao mesmo tempo que ficamos contagiados pelo esplendor da fotografia de Nestor Almendros. Um filme pertencente à série "Seis Contos Morais", que continua a fascinar-me sempre que o revejo!

Enrico Rava Quartet - »Ah«




Enrico Rava Quartet 
»Ah« 
ECM Records 
1980 

Enrico Rava – trumpet. 
Franco D’Andrea – piano. 
Giovanni Tommaso – bass. 
Bruce Ditmas – drums. 

1 – Lulu – 8:10 
2 – Outsider – 6:24 
3 – Small Talk – 5:05 
4 – Rose Selavy – 4:56a 
5 – Ah – 6:05 
6 – Trombonauta – 2:50 
7 – At The Movies – 5:54 

Enrico Rava, neste álbum, retoma o formato clássico do quarteto de jazz, fazendo-se acompanhar por esses belos instrumentos que são o piano, o contrabaixo e a bateria, continuando a criar momentos musicais de rara beleza e alegre convívio com o ouvinte deste »Ah«, que nos leva a proclamar a célebre exclamação! Gravado em Dezembro de 1979 no Tonstudio Bauer, Ludwigsburg, por Martin Wieland. Layout de Dieter Rehm. Capa do álbum de Michelangelo Pistoletto. Produção de Thomas Stowsand. Todos os temas foram compostos por Enrico Rava.

Vincent van Gogh - "Pont de Langlois, Arles"


"Pont de Langlois, Arles", 1888 
Óleo sobre tela, 54 x 65 cm. 
Vincent van Gogh

Eric Rohmer - "A Inglesa e o Duque" / "L'Anglaise et le duc"



Eric Rohmer - "A Inglesa e o Duque" / "L'Anglaise et le duc"
(França/Alemanha - 2001) - (129 min./Cor)
Lucy Russell, Jean-Claude Dreyfus, Alain Libolt.

Com o nascimento do digital, Eric Robert realiza um dos mais fascinantes filmes da História do Cinema e, como não podia deixar de ser, será a Revolução Francesa o protagonista desta obra de Arte onde a pintura marca presença de uma forma nunca vista até então, fruto da conhecida paixão do cineasta pelas Belas-Artes!