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Rebeldes, separatistas e equívocos [pub]

por Diogo Noivo, em 22.05.19

zaragozaETA.jpg

 

Em vésperas de eleições europeias impera a preocupação com nacionalismos e com extremismos. Mas há um nacionalismo que escapa à preocupação apesar de ser responsável por mais de 800 homicídios e de defender esse legado de violência a partir de instituições democráticas.

Até para precaver reincidências, importa chamar as coisas pelos nomes. No referente à ETA, as palavras “rebeldes” e “separatistas” são equívocos que devem ser evitados, pois foi uma organização terrorista. Defendo este argumento hoje, no Observador.

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4 comentários

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De Anónimo a 22.05.2019 às 11:36

Mas este sujeito também é candidato?Surpresa.
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De Luís Lavoura a 22.05.2019 às 11:47

O problema com a palavra "terrorista" é o mesmo da história de "Pedro e o Lobo": tanto foi gritada aos quatro ventos, que agora perdeu o seu valor.
Explicitamente, essa palavra foi desacreditada pelos Estados Unidos, que têm o hábito de sistematicamente classificar como "terroristas" organizações que não apreciam, independentemente de qualquer critério objetivo.
Desta forma, "terrorista" deixou de ser um adjetivo objetivo para passar a ser um insulto, desprovido de significado objetivo.
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De Pedro Vorph a 22.05.2019 às 12:36

Diogo, o uso da violência em nome de um "Bem" ( a verdade histórica, a justiça não estarão sempre sujeitas a uma interpretação subjectiva, conforme o lado que cada um ocupe na barricada?), não poderá ser uma definição de Justiça?

Por exemplo os movimentos independistas africanos eram terroristas, ou politicos? Os movimentos politicos, em nome de um Bem, de uma certa ideia de "Justiça", podem empregar métodos terroristas sem que contudo sejam per si considerados movimentos terroristas? Não foram/são a maioria dos movimentos independentistas considerados sempre,nalguma fase da sua história, organizações terroristas, deixando assim de serem vistos apenas se vitoriosos nas suas reclamações nacionalistas? O que separa um herói, de um terrorista, não será apenas a vitória de um e a derrota de outro?

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De Anónimo a 22.05.2019 às 13:37

Poder-se-ia invocar, desde logo e a propósito disso que escreve, que o sujeito dessas acções era, neste caso, um ordenamento jurídico-constitucional há já muito assente em legitimidade democrática ("burguesa", pois, bem sei).

Mas deixemo-nos de confortáveis ociosidades de literatos de sofá, por norma envolvidas em visões românticas de heroísmo (e em qualquer caso nem sempre, é de crer, certas da efectiva representatividade da vontade geral dos "povos" a "libertar") e fiquemos por isto: perguntemos às vítimas - se vivas - e às suas famílias.

Costa

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