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segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Somos todos Judeus!

E, na realidade, até somos muitos de origem judaica / cristã-nova. Portugal é, felizmente, o país mais miscigenado da Europa Ocidental: celtas, latinos, hebreus, germânicos e berberes -- só para mencionar os mais notórios ao longo dos dois milénios em que se escreveu a história deste território do extremo-ocidente europeu.
Portugal não foi o primeiro dos países na lista dos crimes contra a gente de nação. Esse triste galardão cabe à Inglaterra desse bandido chamado Ricardo Coração-de-Leão. Mas contribuímos larga e decisivamente para o opróbrio, com a expulsão no final do século XV, com as consequências nefastas que se sabem (esta terra foi sempre muito mal governada...)
Com este cadastro, de que tardámos a redimir-nos (à vergonha que foi a acção de Salazar para com os judeus portugueses na Holanda ou na Grécia, temos a nosso favor não apenas Aristides de Sousa Mendes, mas também Sampaio Garrido e Teixeira Branquinho); com este cadastro temos o dever enquanto país de  estar na primeira linha da comunidade internacional contra a vaga de atentados perpetrados pelos islamo-fascistas.
Nós e o resto da Europa, até para não deixarmos pasto para o criminoso Netanyahu, que, desde os ataques ao Charlie Hebdo, tem estado a manipular a tragédia para a sua estratégia suicida em Israel.
Eu sei que isto é esperar demasiado de um Governo sem política externa; mas um país não se faz só daqueles que transitoriamente o dirigem. 

segunda-feira, janeiro 19, 2015

"Desequilibrados, degoladores, calões. Islamistas fora de França"

A minha tolerância ao fundamentalismo religioso é nula; seja islâmico, judaico, cristão e por aí fora. É exactamente igual à minha rejeição, total e absoluta, ao racismo, a guetização das comunidades étnicas. Lisboa tem, por exemplo na Mouraria, um dos mais interessantes fenómenos de misceginação cultural -- como ainda ontem se viu no documentário brilhante de Tiago Pereira, transmitido pela RTP2 , "O que o povo ainda canta".

(A generalidade dos espectadores devia andar a badalhocar-se pela TVI, é verdade.)

Vem isto a propósito da manifestação que movimentos intitulados Resistência República e Resposta Laica (nomes magníficos, saliente-se) pretenderam organizar e foram, porventura justificadamente proibidas pela Justiça francesa. O slogan era divertidamente ofensivo (para os radicais islâmicos, claro), mas justo: "Desequilibrados, degoladores, calões. Islamistas fora da França". A imprensa, politicamente correcta e tonta, apressa-se a qualificar estes movimentos como sendo de extrema-direita, tal como sucede com o Pegida alemão -- o que está longe de ser verdade. Mas, como já escrevi, não podemos alhear-nos dos perigos de infiltração racista e fascista.

A verdade é que se eu fosse francês, ou alemão, ou belga, por exemplo, consideraria como primeiro dever cívico obstaculizar e reprimir por todas as formas legais a capacidade de acção todos os islamitas. Os islamitas, não por serem, estrangeiros (vários já nem o são) ou muçulmanos (o que seria disparatado). Islamitas porque, ao contrário da Igreja Católica, que foi posta na ordem pelo liberalismo e pela República (por vezes com excessos, concedo), a ameaça à liberdade no momento presente reside naqueles, e não nestes, como se sabe.

O alvo dos liberais, dos democratas, dos libertários, das feministas, dos homossexuais, dos homens livres é a besta islamita. Com vigilância para com as vagas epidémicas fascistas e xenófobas. Quanto mais tarde o Ocidente se mobilizar, maiores as ameaças, de ambos os lados.

quarta-feira, janeiro 14, 2015

a propósito do discurso de Manuel Valls

Ouvir Manuel Valls dizer -- no extraordinário discurso que proferiu ontem na Assembleia Nacional Francesa -- que a França é um país onde todos podem viver livremente, os crentes e os que não crêem, é demasiado eloquente quanto à evidência da ameaça de retrocesso da liberdade no Ocidente.
Os mamelucos da nossa paróquia que hoje voltam a verberar a edição do Charlie Hebdo e o subtil e inteligente cartoon da primeira página, dão de si o mais triste testemunho da sua cobardia moral ou da sua estupidez.

hoje é dia de Santa Blasfémia (a pensar nos legionários do pensamento que nos têm saído ao caminho)


domingo, janeiro 11, 2015

A manifestação de Paris: um triunfo da Civilização

A manifestação de Paris, na sequência dos acontecimentos em torno do ataque ao Charlie Hebdo, é o assinalar simbólico, e de novo na história europeia, da oposição inconciliável entre nós, os liberais, os democratas, progressistas ou conservadores, ateus e crentes, antifascistas, antitotalitários, anti-racistas, antifundamentalistas -- e os outros: os xenófobos, os ultramontanos e sectários, os totalitários de direita  e de esquerda
Tal como há 70 anos, no findar da II Guerra Mundial, o mundo livre enfrentara a besta nazi, derrotando-a, e se virava contra o terror estalinista, por dentro apodrecido e também derrotado, terá de enfrentar agora a grotesca demência islamita, que será também derrotada.
É isto essencialmente que explica a grandiosa manifestação de hoje, notável, histórica e exemplar na união dentro das suas diferenças dos homens e mulheres de boa vontade. Um triunfo da civilização.

quarta-feira, janeiro 07, 2015

e não se pode exterminá-los?...

Mais um patamar na escalada do terrorismo fascista-islamita, que terá como consequência -- já o escrevi várias vezes --, uma reacção brutal, em que muitos inocentes muçulmanos serão vítimas. Mas estes porcos estão-se nas tintas, eles querem sangue -- e vão tê-lo, garantidamente, nas cidades e nos países ocidentais em que se constituem como ameaça.
Os patetas do costume, apressam-se a catalogar movimentos como o Pegida, na Alemanha, como neo-nazis, ou coisa que o valha. Não, os neo-nazis colam-se-lhes, como parasitas que são; mas o que espoletou o Pegida foi a indignação das pessoas comuns perante a indignidade e o medo.
Entretanto, hoje, no ataques ao Charlie Hebdo, foram assassinados Charb (Stéphane Charbonnier, o director, cujo cartoon inclui a edição de hoje mesmo do jornal), Wolinski (Grande Prémio do Festival de BD de Angoulême, em 2005), Cabu e Tignous. O empurrão à extrema-direita francesa foi poderoso.




imagem:  Público