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terça-feira, abril 02, 2019

vozes da biblioteca

«Falamos das cidades / dos homens que de tão sós / as despovoam» Sebastião Alba, «As casas constroem-se de sombra», A Noite Dividida (1993)

«Faz frio, muito frio... / E a ironia das pernas das costureirinhas / Parecidas com bailarinas...» Mário de Andrade, «Paisagem N.º 1», Paulicéia Desvairada (1922) / Os Melhores Poemas de Mário de Andrade (ed. Gilda de Mello e Souza, 1988)

«Não te mudei o nome nem a face / nem permiti que nada transformasse / minha imagem de ti em forma de arte.»  Mário António, «Soneto», Amor (1960)

domingo, março 10, 2019

vozes da biblioteca

«Ao tempo estão sujeitas as palavras: / umas se fazem velhas, outras nascem; / assim vemos a fértil Primavera / encher de folhas ao robusto tronco, / a quem despiu o Inverno desabrido.» Pedro António Correia Garção, Obras Poéticas (póst., 1778) / M. Rodrigues Lapa, Poetas do Século XVIII

«Onde -- ondas -- mais belos cavalos / Do que estes ondas que vós sois» Sophia de Mello Breyner Andresen, Musa (1994)

«Poema num comboio / percorrendo todos os versos / fragorosamente // acordo / da emoção nos trilhos / pela noite continental» Sebastião Alba, «Em viagem», A Noite Dividida (1996)

segunda-feira, outubro 01, 2018

«Canto o carvão e as cinzas / as gazelas e os peixes / na fogueira contínua das cavernas. [...]»  -- «O canto e as armas», Manuel Alegre, O Canto e as Armas (1967)

«De nossos olhos / uma palheta irisa a fenda / que há nos céus sujos / da terra. [...]» -- «Uma certa dignidade», Sebastião Alba, A Noite Dividida (1996)

«Vista por fora é pouco apetecida, / porque aos olhos por feia é parecida; / porém dentro habitada / é muito bela, muito desejada, / é como a concha tosca e deslustrosa, / que dentro cria a pérola fermosa.» -- «À Ilha de Maré, termo desta cidade da Baía», Manuel Botelho de Oliveira, Música do Parnaso (1705) / José Valle de Figueiredo, Antologia da Poesia Brasileira (s.d.)


segunda-feira, julho 02, 2018

«As coisas são a sua morada / e há entre mim e mim um escuro limbo / mas é nessa disjunção o istmo da poesia / com suas grutas sinfónicas / no mar.»     Sebastião Alba, «Como os outros», A Noite Dividida (1996)

«A tarde cai, por demais / Erma, úmida e silente...»     Manuel Bandeira, «Cartas de meu avô», A Cinza das Horas (1917) / Os Mehores Poemas de Manuel Bandeira (1984)

«Na suave trepidação das ruas / mansamente tocado pelo vento de Janeiro / penso que tudo vale mais do que qualquer palavra.»     Fernando Cabrita, «Na suave trepidação das ruas», O Portão das Colinas do Nada (Poemas da Cidade de Londres) (1988)

sábado, junho 23, 2018

«Ao entrar na sala / cumprimentei-o com três palavras / boa tarde senhor» Francisco Alvim, «Muito obrigado», 26 Poetas Hoje (edição de Heloisa Buarque de Hollanda, 1975)

«A paisagem de grandes árvores dormentes.» Manuel Bandeira,  «Paisagem noturna», A Cinza das Horas (1987) / Os Melhores Poemas de Manuel Bandeira (1984)

«Morrer é desaparecer / do nome» Sebastião Alba, «Na morte de Picasso», A Noite Dividida (1996)