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sábado, 11 de maio de 2019

CONFERÊNCIA – AQUILINO RIBEIRO, CARBONÁRIA E MAÇONARIA



CONFERÊNCIA: Aquilino Ribeiro, Carbonária e Maçonaria

ORADOR: Prof. António Ventura [Centro de História da FLUL];

DIA: 16 de Maio 2019 (10,15 horas);
LOCAL: Biblioteca Nacional de Portugal (Campo Grande 83, Lisboa);

A Biblioteca Nacional de Portugal acolhe no próximo dia 16 de Maio de 2019 um Colóquio consagrado à figura e à obra de Aquilino Ribeiro. A partir da oportunidade oferecida pelo centenário da primeira edição do romance Terras do Demo (1919), esta iniciativa está centrada na análise dos anos que decorreram entre o regresso de Aquilino a Lisboa, vindo do seu primeiro exílio em Paris, e o início do segundo exílio do escritor, ditado pela sua participação na frustrada tentativa de derrube da ditadura militar, em Fevereiro de 1927.
 
Os participantes no Colóquio estão convidados a explorar a Lisboa de Aquilino, articulada entre os seus diversos lugares de residência na cidade, o Liceu Camões, onde ensinou, e a Biblioteca Nacional, na qual ingressou pela mão de Raúl Proença e Jaime Cortesão. Estarão também presentes a França e a Alemanha que observou nestes anos e veio a transpor para títulos tão importantes como É a Guerra e Alemanha Ensanguentada.
 
Numa época marcada pela I Guerra Mundial e pela implantação da República em Portugal, este é um dos mais sugestivos períodos da vida do grande escritor que foi Aquilino Ribeiro, marcado pela escrita de viagens, pela criação de personagens intemporais como as que dão vida a O Malhadinhas e ao Romance da Raposa ou, ainda, pelos textos que compôs para o Guia de Portugal de Raúl Proença.
 
A par deste Colóquio, será inaugurada uma exposição biobibliográfica ilustrativa da temática debatida no evento. A exposição estará patente na Sala de Referência da Biblioteca Nacional entre 16 de Maio e 30 de Agosto, com entrada livre. O Colóquio «Aquilino, Anos 20: entre o exílio e as geografias de Lisboa» é organizado conjuntamente pelo Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa (CEG-ULisboa) e pelo Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (CLEPUL), em parceria com a Biblioteca Nacional de Portugal.

 
Esta iniciativa é realizada no âmbito das actividades do grupo de investigação ZOE – Dinâmicas e Políticas Urbanas e Regionais do CEG e do grupo de Investigação Literatura e Cultura Portuguesas do CLEPUL. A Exposição beneficia da colaboração complementar do Arquivo e da Biblioteca da Escola Secundária de Camões” [AQUI] - sublinhados nossos]
 
A não perder.
 
J.M.M.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

UM MÉDICO NA GRANDE GUERRA: FERNANDO DA SILVA CORREIA -COLÓQUIO E EXPOSIÇÃO NAS CALDAS DA RAINHA

Inaugura-se amanhã, 22 de Setembro de 2018, no Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, a Exposição e o Colóquio Um Médico na Grande Guerra: Fernando da Silva Correia.

Promovido pela Associação Património Histórico e pelo município das Caldas da Rainha, no âmbito das Jornadas Europeias do Património vai realizar-se esta iniciativa que visa assinalar o Centenário da Grande Guerra e chamar a atenção para a preservação e divulgação do acervo fotográfico do Doutor Fernando da Silva Correia (1893-1966), realizado durante a I Guerra Mundial enquanto permaneceu em França.


Pode ler-se na nota de divulgação:
A associação Património Histórico – Grupo de Estudos encontra-se a preparar a exposição “Um médico na Grande Guerra. Fernando da Silva Correia”, cuja inauguração está prevista para 22 de Setembro do ano corrente. Esta exposição procura, em simultâneo, assinalar o centenário da I Guerra Mundial (1914-1918) e dar a conhecer o acervo fotográfico do Doutor Fernando da Silva Correia (1893-1966) produzido no último ano deste conflito, em França.

Este projecto enquadra-se num conjunto mais lato de iniciativas que integram o Ano Europeu do Património Cultural e as Jornadas Europeias do Património, destacando a necessidade de preservar e valorizar o património documental que nos desperta para acontecimentos de impacto local, nacional e internacional.

Apesar do seu percurso e acção na história da medicina ainda estarem modestamente estudados, o Doutor Fernando da Silva Correia surge-nos como um actor a valorizar no contexto da I Guerra Mundial. O jovem médico havia terminado o curso em Coimbra a 20 de Julho de 1917, quando foi mobilizado para o Corpo de Artilharia Pesada Independente que deveria conceder apoio ao exército francês. Inicialmente, terá sido integrado no 2º Grupo deste corpo, mas depois ter-se-á ligado a outro, pois não acompanhou aquele Grupo aquando da sua partida para Inglaterra. Sabemos que o Doutor Fernando da Silva Correia partiu de Lisboa a 10 de Janeiro de 1918 e somente regressou de França a 14 de Maio de 1919. Durante este período, terá visitado diversas localidades francesas e contactado com os habitantes locais, conseguindo reunir um significativo conjunto de madrinhas de guerra e outros amigos (alguns deles manterá por toda a vida).

É hoje possível conhecer todo o percurso deste jovem médico, através da documentação que sempre manteve e que, na sua maior parte, está ao cuidado da Associação PH- Grupo de Estudos, conservando a família outros elementos do espólio reunido após a morte de Fernando da Silva Correia. Essa documentação inclui: obras provenientes da biblioteca reunida pelo médico, periódicos que adquiriu (ou lhe foram enviados) em França, correspondência e c. 550 fotografias da sua autoria. Estes documentos e outros objectos pessoais – património móvel – integrarão a exposição, tornando-a num interessante momento de conhecimento e reflexão sobre este primeiro conflito mundial e a participação portuguesa.


O programa do colóquio pode ser consultado abaixo:
Comissão Científica: Doutora Carmina Montezuma, Dra. Dóris Santos, Prof. Doutora Helena Rebelo de Andrade, Dra. Isabel Xavier, Dra. Joana Tornada, Dr. João B. Serra, Dra. Paula Cândido e Prof. Doutora Teresa Silva.
Comissão Organizadora: Dra. Dóris Santos, Designer Fausto Vicente, Dra. Isabel Xavier, Dra. Joana Ribeiro e Dra. Rita Saez.
Certificação para efeitos de avaliação curricular e progressão na carreira docente: o colóquio terá uma certificação reconhecida pelo CFAE Centro-Oeste.
Programa do Colóquio (22 de setembro – sábado)
9:00 – Recepção dos participantes no Museu José Malhoa
9:30 – Abertura do Colóquio com a participação dos membros da Comissão de Honra
10:00 – Conferência inaugural – Dr. João B. SerraO Parlamento perante a Guerra
Coffee Break
10:45 Painel I – A Grande Guerra entre a acção médica e militar
(Moderadora: Dra. Isabel Xavier)
Doutor Tenente-Coronel Pedro Marquês de SousaPortugal na Frente Ocidental da Grande Guerra (1914-1918) – Um Médico Miliciano Mobilizado para a Guerra
Doutor Coronel Luís Alves da FragaOs feridos, os doentes e os mortos no CEP em França
Dr. Tenente-Coronel Rui Pires de CarvalhoO Médico na Grande Guerra: clínico, amigo, protector combatente, observador e…ser humano
Eng.º Ricardo Charters de AzevedoCor. Luís Veríssimo de Azevedo artífice na artilharia
Dra. Raquel Janeirinho, Dra. Sílvia dos Santos e Dr. Rui VenâncioDr. Bonifácio, Peniche e a Grande Guerra
Dra. Lúcia Serralheiro Beneditenses em França na Grande Guerra – Contributos para a história local da freguesia da Benedita
Dr. Manuel Augusto DiasExpedicionários dos concelhos de Ansião e de Alvaiázere na Grande Guerra
12:15-12:30 – Discussão
Almoço
14:15 – Painel 2 – A Grande Guerra: o impacto socio-cultural
(Moderadora: Dra. Dóris Santos)
Dr. Major Joaquim Cunha Roberto – (Título a definir)
Eng.º Carlos FernandesOs monumentos de homenagem aos mortos na 1.ª Grande Guerra – concelho de Leiria foi pioneiro
Doutora Clara SerranoTrês jornalistas na Grande Guerra: os enviados especiais de "O Século".
Dra. Inês Fialho BrandãoAntónio Anastácio Gonçalves e a ‘Malta das Trincheiras’
Dr. Nuno Prates e Dr. José Raimundo NorasVivências da família Relvas na Grande Guerra: entre o Negócio, a Arte e a Política.
Doutor Sérgio NetoDo Teatro de Guerra ao Teatro sobre a (Grande) Guerra.
Prof. Doutora Helena Rebelo de Andrade, Dr. David Felismino, Dra. Inês Cavadas Oliveira, Dra. Joana Oliveira e Dra. Liliane VideiraA pandemia de gripe pneumónica de 1918-1919
16:00-16:15 – Discussão
Coffee Break
16:30 – Painel 3 – Fernando da Silva Correia: uma biografia a desvendar
(Moderadora: Doutora Carmina Montezuma)
Doutora Natália Correia GuedesFernando da Silva Correia: Memórias da Grande Guerra
Dra. Paula Cândido e Dra. Joana Beato RibeiroArquivo Fernando da Silva Correia: construção na desconstrução – um caminho a percorrer
Dra. Dóris SantosFernando da Silva Correia e António Montês. Impressões sobre um museu para as Caldas
Prof. Doutora Teresa Silva e Dr. Hélder MachadoFernando Silva Correia: e a primeira escola de Serviço Social em Portugal
17:30 – Conferência de Encerramento – Dra. Joana Beato RibeiroFernando da Silva Correia: do registo fotográfico à «vida nova» na Grande Guerra
17:45-18:00 – Discussão
18:00 Lançamento do Catálogo e Inauguração da Exposição

Informações úteis: qualquer esclarecimento adicional pode ser obtido através do e-mail caldas.ph@gmail.com ou da página do Facebook Associação Património Histórico PH (https://www.facebook.com/associacaopatrimoniohistorico/). O colóquio decorrerá no Museu José Malhoa, Parque D. Carlos I, 2500-109 Caldas da Rainha.

Com os votos do maior sucesso para a iniciativa.
A.A.B.M.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

COLÓQUIO: 1817 REVOLTA E REVOLUÇÃO NO REINO UNIDO DE PORTUGAL, BRASIL E ALGARVES NA FLUC

Na próxima sexta-feira, 20 de Outubro de 2017, na Sala Silva Dias, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, realiza-se o colóquio subordinado ao tema: 1817 - Revolta e Revolução no Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.

PROGRAMA
9h 45m  | Sessão de Abertura

10h Como fazer uma revolução: a historiografia e o movimento de 1817 em Pernambuco . Guilherme Pereira das Neves  (UFF/Brasil) 
10h 30m Indisponibilidade e fratura no centro político: proteção britânica, retorno dos membros da Legião Portuguesa e dissidências ideológicas . Ana Cristina Araújo (FLUC/CHSC)

11h 15m  | Pausa

11h 30m Felizmente houve luar? A conspiração de 1817 ou de Gomes Freire de Andrade e as  suas interpretações no liberalismo . Isabel Nobre Vargues (FLUC/CEIS20) 
12h Memória e História:“de traidores a mártires da Pátria”, em perspetiva crítica . Miriam Halpern Pereira (CIES/ISCTE-IUL)

Debate 
Moderador Luís Reis Torgal (FLUC/CEIS20) 
12h 45m | Encerramento

Coordenação Científica: Luís Reis Torgal (FLUC/CEIS20)

Uma excelente oportunidade para quem está em Coimbra e arredores para aprender/conhecer/reflectir e debater algumas ideias que os ilustres historiadores irão apresentar.

Uma iniciativa que se divulga, desejando o maior sucesso aos organizadores e participantes.

A.A.B.M.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

COLÓQUIO INTERNACIONAL: GOMES FREIRE E AS VÉSPERAS DA REVOLUÇÃO DE 1820


Hoje, 18 de Outubro de 2017, a Biblioteca Nacional, em Lisboa, leva a efeito um colóquio internacional assinalando os 200 anos da morte de Gomes Freire de Andrade, organizado pelas prestigiadas historiadoras Miriam Halpern Pereira e Ana Cristina Araújo.

Este colóquio conta, entre outros historiadores, com a presença prestigiante dos Professores José Manuel Tengarrinha, Miriam Halpern Pereira, José Capela, Maria Beatriz Nizza da Silva, José Luís Cardoso e Fernando Dores Costa que garantem a qualidade dos intervenientes e das comunicações a apresentar.

O programa do colóquio é o seguinte:


9h30 Receção

9h45 Abertura | Maria Inês Cordeiro (BNP), Miriam Halpern Pereira (CIES/ISCTE.IUL) e Guilherme d´Oliveira Martins (FCG) 

10h00 1ª sessão | Império e Reino Unido: as fraturas
Moderação: Lúcia Bastos (FERJ / Brasil)


O Norte na restauração nacional de 1808 - o papel dos militares | José Viriato Capela (ICS-UM)
Reforma e revolta na crise de 1810-1820 | José Manuel Tengarrinha (FLL/UL)
Indisponibilidade e fratura no centro político: proteção britânica, retorno de membros da Legião Portuguesa e dissidências ideológicas | Ana Cristina Araújo (FLUC-CHSC)


Debate 

11h30 Pausa para café 

11h45 2ª sessão | Protesto político em divergência: de Pernambuco a Lisboa
Moderação: José Capela (ICS-UM)

1. A revolta de Pernambuco de 1817 

A elite mercantil pernambucana e a rebelião de 1817 | Maria Beatriz Nizza da Silva (USP- São Paulo)
Como fazer uma revolução: a historiografia e o movimento de 1817 em Pernambuco | Guilherme Pereira das Neves (UFF -Niterói, RJ)


Debate

13h44 Almoço

14h30 2ª Sessão (continuação)
Moderação: Ana Cristina Araújo (FLUC-CHSC)


2. A “Conspiração” de Gomes Freire de Andrade


A Conspiração de Gomes Freire: enquadramento económico e político | José Luís Cardoso (ICS-UL)
A guerra iminente em 1817. As consequências europeias da política platina de D. João VI e Portugal como espaço sem «soberano». | Fernando Dores Costa (FCSH/UNL-IHC),
A conspiração de Gomes Freire e a oposição liberal aos regimes da Restauração na Europa | Grégoire Bron (U:Paris/ Berne)
Memória e História: “de traidores a mártires da Pátria”, em perspectiva crítica | Miriam Halpern Pereira (CIES/ISCTE-IUL)


Debate 

16h15 Pausa para o café 

16h30 3ª sessão | A opinião pública e a imprensa dos exilados em Londres - Mesa Redonda 1
Moderação: José Manuel Tengarrinha (FLL/UL)


A Conspiração de Gomes Freire: enquadramento e leituras da imprensa no exílio londrino | Adelaide Vieira Machado (FCSH/UNL-CHAM)
O Correio Braziliense e a ‘pretendida conspiração’ | João Pedro Ferreira (FCSH/UNL-CHAM)


Debate

18h00 Encerramento

Informações complementares podem ser obtidas na página da Biblioteca Nacional AQUI.

Uma excelente iniciativa que não podemos deixar de divulgar junto de todos os interessados na temática e sobretudo com a qualidade destes participantes.

Com os votos do maior sucesso para a iniciativa.

A.A.B.M.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O ANO 1917 - COLÓQUIO INTERNACIONAL NA FLUC



No próximo dia 18 de Outubro de 2017, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, vai realizar um interessante colóquio sobre as várias incidências durante o ano de 1917.

Contando com vários especialistas na temática poderá ser uma oportunidade para conhecer melhor o que aconteceu há um século atrás, mas sobretudo as consequências desses eventos nos anos seguintes.

Pode ler-se na nota de divulgação do colóquio:

A Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra será palco, no dia 18 de outubro, do colóquio internacional “O ano de 1917”.

A partir das 10h, no Anf. III (4.º piso), especialistas nacionais e internacionais debaterão temas como as revoluções russa e angolana, comunismo e anticomunismo e ainda religião.

A conferência de abertura estará a cargo de Nicolas Worth (IHTP/CNRS), historiador francês especialista na história da União Soviética, que proferirá a conferência “Débats et controverses historiographies autor de 1917”. No mesmo painel, moderado por João Paulo Avelãs Nunes, intervirá Josep Cervelló, historiador espanhol, com o tema “De Barcelona a Fátima passando por Madrid”.


O programa do colóquio pode ser consultado abaixo:
Uma excelente oportunidade para actualizar conhecimentos e aprender um pouco mais sobre este período decisivo: Centenário da Revolução Russa, Centenário de Fátima, Centenário da I Guerra Mundial. A historiografia a reactualizar-se continuamente com novas perspectivas, documentos e leituras diferentes dos acontecimentos.

A participar e a divulgar entre os interessados.

A.A.B.M.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

PENTATEUCO: COMEMORAÇÃO DOS 530 ANOS DE LIVRO IMPRESSO EM PORTUGAL


Amanhã, 14 de Julho de 2017, realiza-se em Faro, no Salão Nobre dos Paços do concelho, entre as 9h00 e as 18h00, o colóquio que assinala os 530 anos da publicação do primeiro livro impresso em Portugal. Para assinalar esta efeméride, a Câmara Municipal de Faro, o Centro História de Além Mar/FCSH-Universidade Nova e da Universidade dos Açores, juntaram esforços para realizar uma excelente iniciativa que se divulga neste espaço virtual.

Pode ler-se na nota de divulgação:
Esta iniciativa pretende contribuir para a divulgação do conhecimento e da reflexão em torno da multifacetada e complexa história da edição impressa em Portugal e para a valorização do seu património. O programa abarca esta ampla cronologia (séculos XV-XXI) e convida à participação de todos os interessados.
A entrada é livre.

PROGRAMA
9h00 | Recepção 

9h30-9h55 | Sessão de Abertura
Presidente da Câmara Municipal de Faro, Rogério Bacalhau
Subdirector do CHAM-Centro de Humanidades, João Luís Lisboa

10h00-10h30 | Faro e o seu contexto cultural ao longo dos séculos XV-XIX / FRANCISCO LAMEIRA (UALG)
10h35-11h05 | As histórias que cada letra pode contar. Dois alfabetos "historiados" ou "falantes na tipografia portuguesa do século XVI / JOÃO ALVES DIAS (IEM; CHAM-FCSH NOVA)

11h05-11h20 | Pausa para café

11h20-11h50 | Bispos, bibliotecas e corsários: Reflexões em torno do assalto inglês a Faro em 1596 / RUI LOUREIRO (ISMAT & CHAM-FCSH NOVA)
11h55 -12h25 | Em torno da contrafação de livros na primeira metade no século XVII: uma "relação" que [não] saiu da oficina de Diogo Gomes de Loureiro em 1637 / JOSÉ JORGE GONÇALVES (IEM; CHAM-FCSH NOVA)

12h30-13h00 | Debate

ALMOÇO

14h30-15h00 | A História dos Judeus: uma leitura de referência em bibliotecas religiosas / FERNANDA MARIA GUEDES CAMPOS (CHAM-FCSH NOVA)
15h05-15h35 | O poder da gravura impressa / JOSÉ PACHECO (ISMAT)

15h35-15h50 | Pausa para café 

15h50-16h20 | A vitalidade da tipografia ao longo de mais de quinhentos anos: razões técnicas que a explicam / ARTUR ANSELMO (CHAM-FCSH NOVA; Academia das Ciências de Lisboa)
16h25-16h55 | O mundo do livro impresso: história, património e desenvolvimento. Apresentação do projecto Museu da Imprensa no Algarve / Patrícia De Jesus Palma (CHAM-FCSH NOVA)

17h00-17h30 | Debate 

17h30 | Sessão de Encerramento pela Directora Regional da Cultura do Algarve, Alexandra Rodrigues Gonçalves

18h00 | Visita guiada à exposição Faro: Marcos de Urbanismo, no Museu Municipal de Faro

O cartaz do evento abaixo:

Com os votos do maior sucesso para mais esta iniciativa.

A.A.B.M.

sábado, 25 de março de 2017

COLÓQUIO MEMÓRIAS E TRABALHOS DA VIDA DE NORTON DE MATOS 150º ANIVERSÁRIO DE NASCIMENTO


O Arquivo Municipal de Ponte de Lima  vai levar a efeito a 25 de Março de 2017, no Auditório Municipal de Ponte de Lima o Colóquio Memórias e Trabalhos da Vida de Norton de Matos no 150º aniversário de nascimento, entre as 14 e as 17 horas.

Os conferencistas convidados para assinalar o evento são:
Armando Malheiro da Silva, Recordar um projecto editorial apenas iniciado...;
Sérgio Neto, Do Lima a Luanda: elementos do pensamento colonial de Norton de Matos;
Maria Manuel Afonso da Ponte, Norton de Matos e o processo de urbanização em Angola;
Heloísa Paulo, A imagem de Norton de Matos na colónia portuguesa do Brasil; colonialista e opositor;
Helena Pinto Janeiro, José Norton de Matos na literatura critica o ultimo meio século;
José Norton, A Família de Norton de Matos na política do século XIX.

Pode ler-se na nota de divulgação:

No âmbito das comemorações dos 150 anos do aniversário do General Norton de Matos, o Município de Ponte de Lima realiza no próximo sábado, 25 de março, um colóquio intitulado "Memórias e trabalhos da vida de Norton de Matos".

A iniciativa, que conta com a inestimável colaboração da Casa Norton de Matos e do Prof. Doutor Armando Malheiro da Silva, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tem já confirmada a presença de conceituados investigadores que se dedicaram ao estudo do General Norton de Matos designadamente a Profª. Doutora Heloísa Paulo (Centro de Investigação de Estudos Interdisciplinares do Século XX, da Universidade de Coimbra), a Profª. Doutora Maria Manuel Afonso da Fonte (Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa), o Prof. Doutor Sérgio Neto (Centro de Investigação de Estudos Interdisciplinares do Século XX, da Universidade de Coimbra) e a Profª Doutora Helena Pinto Janeiro (Instituto de História Contemporânea, da FCSH da Universidade Nova de Lisboa).

O colóquio vai realizar-se no Auditório Municipal. Para mais informações contacte o Arquivo Municipal de Ponte de Lima, através do seguinte email: arquivo@cm-pontedelima.pt.

Uma iniciativa que se divulga e se partilha com os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

OS IRMÃOS PASSOS DA POLÍTICA AO PODER LOCAL: COLÓQUIO

 Nos próximos dias 20 e 21 de Janeiro de 2017, a Câmara Municipal de Matosinhos promove a realização de um colóquio subordinado ao título Os Irmão Passos: da Política ao Poder Local.Os 180 anos das Reformas Administrativas de 1836 que conta com alguns investigadores com obra publicada sobre o tema.

O cartaz completo do colóquio conta com investigadores como: António Manuel Hespanha, António Pedro Manique, Luís Vidigal, José Raimundo Noras, Maria João Vaz, entre outros.
Para informações complementares convém consultar o blogue do colóquio AQUI.
Uma iniciativa que se saúda e que divulgamos junto de potenciais interessados.

A.A.B.M.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

COLÓQUIO INTERNACIONAL "DETENÇÃO, DEGREDO E DEPORTAÇÃO NO IMPÉRIO COLONIAL PORTUGUÊS: HISTÓRIA E MEMÓRIA


Realiza-se nos próximos dias 23 a 25 de Novembro de 2016, com organização do Instituto de História Contemporânea, realiza-se no Museu de Angra do Heroísmo, nos Açores, o Colóquio Internacional "Detenção, Degredo e Deportação no Império Colonial Português: História e Memória".

Pode ler-se na nota de apresentação do colóquio:
O colóquio internacional Detenção, Degredo e Deportação no Império Colonial Português. História e Memória visa debater o papel e a importância da prisão e do degredo no quadro da repressão e da brutalidade no espaço imperial, expressão dos múltiplos níveis e manifestações da violência dos regimes políticos vigentes de finais do século XIX ao terceiro quartel do século XX.

O Colóquio toma como objecto a prisão e o degredo do ponto de vista do movimento social e político no espaço imperial, mas também como local de destino agravado para muitos dos que, a partir do centro do império, resistiam e combatiam pela liberdade e pela justiça social. Assim, esta iniciativa procurará estimular a discussão em torno da preservação da Memória, de lugares de sofrimento no império português e a sua transformação em lugares de liberdade.

Partindo do facto de se assinalarem os 110 anos da morte de Ngungunhana, imperador de Gaza no Forte de S. João Baptista na Ilha Terceira, nos Açores, os 80 anos da abertura do campo de concentração do Tarrafal e os 20 anos de criação da CPLP, o encontro decorrerá no período entre 23 e 25 de novembro de 2016.

O colóquio pretende analisar o processo histórico, nas suas vertentes do passado, presente e futuro, a partir de um ponto de vista inter e transdisciplinar, as linhas de pensamento colonial, as orientações ideológicas, o modo como o regime encarou os territórios insulares e coloniais como locais de deportação e os rumos que o império trilhou, assim como as estratégias, desafios e as expectativas dos novos Estados – Português e Africanos, na construção de uma Nova História.

Propõe-se que o colóquio reúna investigadores de diferentes países no sentido de darem o seu contributo em torno das várias temáticas, designadamente:

I – Tempo colonial: um inventário de homens e lugares (1875-1975)

- Revisitando arquivos no continente, ilhas e colónias;
- Os locais de sofrimento e de liberdade – património material e imaterial;
- Deportados e degredados: movimentos colectivos e percursos individuais.

II – Rota de Lugares: História e Memória (1875-2016)

- Uma arqueologia da violência e uma epistemologia da Memória;
- Os desafios da Democracia, uma nova museologia e o papel da CPLP na preservação do património.

PROGRAMA
Quarta-feira, 23 de Novembro
 Manhã 
10h00-11h00 – Sessão de Abertura 
Doutor Avelino Freitas de Menezes - Secretário Regional da Educação e Cultura 
Dr.º José Gabriel do Álamo de Meneses - Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo Dr.º Jorge Augusto Paulus Bruno - Director do Museu de Angra do Heroísmo 
Doutor Luís Farinha – Director do Museu do Aljube/Membro do Instituto de História Contemporânea 

Moderador: Sérgio Rezendes
11h00-11h15 – Coffe-Break 

11h00-13h00 
Mesa I 
Em África também se come pão!” Ou não... - Miguel Romão 
Deportação em massa - da I República à Ditadura Militar: arcaísmo e modernidade de uma prática de expulsão dos «indesejáveis» - Luís Farinha 
Degredo perpétuo do Imperador de Gaza em Angra do Heroísmo (1896-1906): reflexos no conto “Os ossos de Ngungunhana” (2004), de Marcelo Panguana. - Denise Rocha 

Moderador: Ana Sofia Ferreira 

Debate 

13h00-15h00 – Almoço Casa do Jardim, sito no Jardim Duque da Terceira 

Tarde 
15h00 -16:30h00
Mesa II 
Consulta ao Arquivo Historico da Direcção Geral do Ultramar: o registo central dos degredados para o Ultramar , 1870-1910 Sónia Henriques 
German Deportees in Portuguese Hands, Portuguese Prisoners in German Hands. Scenes from the First World War in Southern Africa” - Jacob Zollmann 
Carlos Rates e Mário Castelhano - duas diferentes experiências de degredo no Império Colonial Português - Luís Carvalho 

Moderador: Olga Iglesias 
Debate 

Quinta-feira, 24 de Novembro 
Manhã 
10h00-12h30 

Mesa III 
10H00-11H00: Da deportação sem aviso à falta de condições: a receção dos <criminosos políticos>nos AçoresSérgio Rezendes 
<Amanhã, será para ti>: Ditas e Desditas dos deportados algarvios em Angra do Heroísmo e no Tarrafal - Maria João Raminhos 
Tarrafal: os presos e a vida prisional (1936-1954) - João Madeira 

11h00-11h15 – Coffe-Break 

11h15- 12h30 
O grito da oposição goesa (1946)Filipa Sousa Lopes 
Escaping from social banishment: Amílcar Cabral and the war of liberation in west Africa portuguese colonies (1924-1975) - Ludovic Boris Pountougnigni Njuh 

Moderador: Susana Martins 
Debate 12:30 – 14:30 

Almoço 

Tarde 14h30-16h00 
Mesa IV 
Desterro, repatriamento e construção de memórias pós-coloniais em torno de Ngungunyane - Matilde Muocha 
Prisões de Mabalane e Sommerchild: locais de sofrimento, de sangue e morte, de solidariedade e fraternidade, de identidade e consciência política (1960-1974)Alda Saíde 
A “Vila Algarve” - Olga Iglésias 
Debate Moderador: João Madeira 

16h00-16h30 
Sessão de Encerramento Coronel Sebastião Joaquim Rebouta Macedo – Comandante do Regimento de Guarnição n.º 1 
Doutor João Maria Mendes - Instituto Histórico da Ilha Terceira 
Doutora Ana Sofia Ferreira - Instituto de História Contemporânea 
Moderador: João Madeira 
16:30 – Visita ao Forte de São João Baptista 

Sexta-Feira, 25 de Novembro 
10h00-17h00 - Visita guiada à Ilha Terceira (mediante inscrição)


O programa do congresso pode ser descarregado AQUI.

Com os votos do maior sucesso para mais esta interessante iniciativa.

A.A.B.M.

domingo, 20 de novembro de 2016

ENCONTROS DE OUTONO 2016: CENSURA EM PORTUGAL (1910-1974)

Nos próximos dias 25 e 26 de Novembro de 2016, realiza-se em Famalicão, no Museu Bernardino Machado, mais uma das edições dos ENCONTROS DE OUTONO, desta vez subordinado ao tema: Censura em Portugal (1910-1974).

Uma edição com muitos investigadores de renome que vão apresentar os resultados das suas pesquisas, reflexões e análises sobre o tema em análise. 

O programa do colóquio é o seguinte:


25 de Novembro (6ª Feira)

9h30
Abertura
Dr. Paulo Cunha
Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão

Doutor Norberto Ferreira da Cunha
Coordenador Científico do Museu Bernardino Machado

10h00
A censura na I República (1910-1926)
Doutor José Manuel Tengarrinha
Faculdade de Letras
Universidade de Lisboa

10h30
A censura nos governos republicanos "bloquistas" (1911-1913)
Doutor Norberto Ferreira da Cunha
Universidade do Minho


11h00
Debate

Intervalo

11h30
A censura no Governo de Afonso Costa (1913)
Doutor Jorge Pais de Sousa
Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20)
Universidade de Coimbra

12h00
A censura em Portugal durante a I Guerra Mundial (1914-1918)
Coronel Doutor Luís Alves de Fraga
Universidade Autónoma de Lisboa

12h30
Debate

Almoço

15h00
A proibição da censura e a repressão a periódicos durante o Governo Provisório (1910-1911)
Doutor Ernesto Castro Leal
Faculdade de Letras
Universidade de Lisboa

15h30
A censura no ocaso da I República (1919-1926)
Doutor António José Queiroz
Centro de Filosofia
Universidade Católica Portuguesa (Porto)

16h00
Debate

Intervalo

16h30
A censura salazarista: a lei e a prática
Doutor Alberto Arons de Carvalho
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Nova de Lisboa

17h00
Debate

Conclusão


26 de Novembro (Sábado)

10h00
A censura durante a Ditadura Militar e os primeiros anos do Estado Novo (1926-1939)
Doutor Luís Farinha
Instituto de História Contemporânea da FCSH
Universidade Nova de Lisboa

10h30
Censura e publicações periódicas infanto-juvenis no Estado Novo (1954-1974): O Papel da Comissão para a Literatura e Espetáculos para Menores
Mestre Ricardo Leite Pinto
Faculdade de Direito da Universidade Lusíada de Lisboa
Vice-Chanceler das Universidades Lusíada

11h00
Debate

Intervalo

11h30
A censura ao teatro durante o Estado Novo
Doutora Ana Cabrera
Instituto de História Contemporânea da FCSH
Universidade Nova de Lisboa


12h00
Censura e cinema durante o Marcelismo
Doutora Ana Bela Morais
Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras
Universidade de Lisboa

Debate

Encerramento

NOTA: As inscrições e a participação nas conferências são gratuitas e dão direito a Certificado de Participação.

Creditação pelo CFAE (Centro de Formação de Associação de Escolas de Vila Nova de Famalicão).
Acreditado pelo Centro de Formação Científica. Grupos: Português e HGP (200); Português e Francês (210); Português e Inglês (220); Português (300); História (400). 
Duração: 13h
Créditos: 0,5.

Um colóquio muito interessante e que se recomenda aos seguidores do Almanaque Republicano, que nos últimos anos tem divulgado este evento, porque nos parece de grande qualidade.

A.A.B.M.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

[FIGUEIRA DA FOZ] COLÓQUIO/HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES TOMÁS E AOS 40 ANOS DA CONSTITUIÇÃO DE 1976



COLÓQUIO: "Manuel Fernandes Thomaz e o Constitucionalismo (1822 a 1976).

DIA:
19 de Novembro 2016 (14,30 horas às 17,30 horas);
LOCAL: Auditório do Museu Municipal da Figueira da Foz (Rua Calouste Gulbenkian), Figueira da Foz;

ORADORES: Prof. Doutor José Luís Cardoso [economista, sociólogo, director do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, membro da Academia das Ciências de Lisboa] | Prof. Doutor Luís Bigotte Chorão [jurista, doutorado em História pela Universidade de Coimbra, investigador do CEIS20] | Prof. Doutor José Adelino Maltez [jurista, doutorado em Ciência Política, catedrático pelo ISCSP da Universidade Técnica de Lisboa];

ORGANIZAÇÃO: Associação Manuel Fernandes Thomaz; apoio do Centro de Formação de Associação de Escolas Beira-Mar e da Câmara Municipal da Figueira da Foz:

A Associação Manuel Fernandes Thomaz [constituída em 12 de Janeiro de 1988, na Figueira da Foz] promove no dia 19 de Novembro (sábado) um Colóquio subordinado ao tema “Manuel Fernandes Tomás e o Constitucionalismo (1822 a 1976)”, no infausto dia da morte do seu Patrono (19 de Novembro de 1822) e, ao mesmo tempo, pretende nesse dia rememorar os 40 Anos da Constituição de 1976.

Os objectivos desse Colóquio/Homenagem são os seguintes: divulgar junto à Comunidade o importante trabalho político-legislativo do Patriarca da Revolução de 1820, Manuel Fernandes Tomás; promover a memória coletiva dos grandes vultos do liberalismo e do constitucionalismo português; sensibilizar os presentes para a presença do espírito liberal da Constituição de 1822 no ideário do republicanismo português e na configuração da Constituição de 1911; e promover a comemoração dos 40 Anos da Constituição de 1976.

Conta com a colaboração e apoio do Centro de Formação de Associação de Escolas Beira Mar, pelo que a jornada estará incluída numa Actividade de Formação de Curta Duração destinada a docentes do Ensino Básico e Secundário, com certificação do CFAE Beira-Mar, mediante inscrição AQUI.
 

Serão conferencistas o Professor Doutor José Luís Cardoso, o Professor Doutor Luís Bigotte Chorão e o Professor Doutor José Adelino Maltez, os quais tratarão os seguintes temas:

- Manuel Fernandes Tomás (vida e obra);
- A Constituição liberal de 1822, o ideário vintista e o contexto Europeu;
- A instauração da República e a Constituição de 1911;
- A Constituição Corporativa de 1933;
- O estabelecimento da Democracia e a Constituição de 1976.

A Associação Manuel Fernandes Thomaz foi constituída em 12 de Janeiro de 1988. Tinha, na época, a finalidade de promover a trasladação dos restos mortais de Manuel Fernandes Tomás (o Patriarca da Liberdade e um dos valorosos intervenientes da Revolução Liberal de 1820) de Lisboa para a Figueira da Foz; fomentar a efetivação de estudos filosóficos, jurídicos, políticos, históricos, ou de qualquer outra índole, que permitam fixar os reflexos das ideias liberais, considerando, com particular atenção, o movimento encabeçado pelo figueirense Manuel Fernandes Tomás; realizar acções culturais e artísticas, pedagógico-culturais, que promovam a figura do seu Patrono e da cidade onde o viu nascer. Esteve na construção e patrocínio da Associação, desde o seu início e com toda a devoção, o professor Henrique Fernandes Tomás Veiga, trineto de Manuel Fernandes Tomás e seu primeiro Presidente.  

Este Colóquio pretende, deste modo, dar a conhecer, uma vez mais, a figura incontornável de Manuel Fernandes Tomás, um dos maiores protagonistas da primeira fase do nosso liberalismo político vintista, activo parlamentar e jurista de mérito nas Cortes Constituintes de 1821. Pretende não só prestar a justa homenagem que lhe é devida, mas entender como as suas ideias regeneradoras, plasmadas na Constituição de 1822, se inscreveram anos depois na Constituição Republicana de 1911. Fazer a necessária análise dos traços característicos da Constituição de 1976, tendo em conta o projecto legislativo saído das revoluções de 1820 e de 1910, será também uma questão a debate, de muito merecimento.  

J.M.M.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

II COLÓQUIO SOBRE A GRANDE GUERRA DE 1914-1918 NA ACADEMIA DAS CIÊNCIAS DE LISBOA

A Academia das Ciências de Lisboa vai realizar no próximo dia 11 de Novembro de 2016, sexta-feira, o II COLÓQUIO SOBRE A GRANDE GUERRA DE 1914-1918, contando com contributos de vários académicos sobre diversos assuntos relacionados com a I Guerra Mundial.

O programa que acima se apresenta revela a qualidade dos comunicadores:
- Bernardo Herold;
- Duarte Ivo Cruz;
- Pedro Soares Martinez;
- Brandão Ferreira;
- José António Rodrigues Pereira;
- Manuel Augusto Rodrigues;
- Paulo Samuel;
- José Loureiro dos Santos

As informações sobre este colóquio podem ser consultadas AQUI.

A acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

O (AS)SALTO DA MEMÓRIA - COLÓQUIO


Realiza-se amanhã, 27 de Outubro de 2016, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, este interessante congresso: O (As)salto da Memória. História, Narrativas e silenciamentos da deserção e do exílio.

Pode ler-se na nota de divulgação do evento:
O exílio e nomeadamente a deserção à Guerra Colonial foram fenómenos que marcaram indelevelmente a sociedade portuguesa dos anos 60 e 70 do séc. XX. Este colóquio pretende discutir estas questões cruzando olhares disciplinares diversos sobre como pensar, descrever, caracterizar ou arquivar o "exílio" e a "deserção", assim como a documentação e as memórias a eles associadas.

A historiografia gradualmente vai conseguindo abordar novas temáticas e temas até agora pouco explorados. Um deles é sem dúvida este.

O parabéns pela iniciativa que aqui se divulga para outros poderem participar.

A não perder, em Lisboa, com um conjunto reputado de historiadores.

A.A.B.M.

terça-feira, 19 de julho de 2016

ENCARCERAMENTO COLONIAL NO SÉCULO XX: UMA ABORDAGEM COMPARATIVA - CONFERÊNCIA INTERNACIONAL

Nos próximos dias 21, 22 e 23 de Julho de 2016, no Museu do Aljube, em Lisboa, vai realizar-se a Conferência Internacional Encarceramento Colonial no Século XX: Uma abordagem comparativa.

Ao longo de três dias vários especialistas internacionais vão analisar os vários casos de encarceramento colonial, quando é importante recordar que se assinalam os 80 anos da abertura do Campo do Tarrafal. Na nota de divulgação desta conferência internacional pode ler-se:

A historiografia sobre o encarceramento colonial no período do colonialismo europeu moderno, de finais do século 19 até às independências do século 20, tem manifestado uma vitalidade assinalável nos últimos anos, com uma explosão de estudos empíricos e novas abordagens teóricas. Um dos casos mais estudados é o da África do Sul, onde se criaram os primeiros campos de detenção de prisoneiros políticos no seguimento da guerra Anglo-Boer. A investigação sobre outros contextos coloniais europeus no império britânico, francês, holandês, belga e Italiano também revelou a utilização frequente de campos em África e Ásia para o encarceramento de membros da oposição política perseguidos em contextos metropolitanos e coloniais.
No caso do III Império Português, o encarceramento de opositores é geralmente identificado com a Ditadura Militar e o Estado Novo, que criou campos especiais de detenção para este efeito nas colónias de então. O campo de prisioneiros do Tarrafal na Ilha cabo-verdiana de Santiago é o caso mais notório, denunciado internacionalmente como o primeiro campo de concentração português. Pese embora os africanos que também aí estiveram detidos já em plena guerra colonial, é a sua ligação à política metropolitana que lhe tem conferido um maior peso simbólico e visibilidade. Se alargarmos o foco a todo o império, verificamos que, exceptuando alguns estudos recentes, a história dos campos coloniais portugueses de detenção política no século XX se encontra ainda largamente por explorar. A historiografia crescente do encarceramento colonial tem-se sobretudo focado outros impérios europeus em África e Ásia.
O Instituto de História Contemporânea (Universidade NOVA de Lisboa) e o Museu do Aljube – Resistência e Liberdade pretendem marcar o 80º aniversário da abertura do campo do Tarrafal em Cabo Verde através da organização de uma conferência sobre o encarceramento político em colónias europeias durante o século XX. São bem-vindas propostas com investigações em curso sobre prisões e prisioneiros políticos nos impérios britânico, francês, holandês, belga, alemão e português, bem como olhares transversais e transnacionais sobre o encarceramento político em situação colonial. Uma selecção das comunicações apresentadas será incluída num número especial de uma revista internacional de revisão por pares.
A Conferência terá lugar no Museu do Aljube – Resistência e Liberdade, Lisboa, Portugal

Rua Augusto Rosa, 42, 1100-059 Lisboa.

Contactos

Endereço electrónico: colonialincarceration20century@gmail.com

Telefones: (351) 218 172 400 | (351) 218 170 983

O programa detalhado pode ser consultado/descarregado AQUI.

Entrada é livre, mas é necessária inscrição.

A página da conferência deve ser consultada AQUI.
Uma iniciativa que o Almanaque Republicano não pode deixar de divulgar e de recomendar a todos aqueles que se interessam pelo estudo da oposição ao Estado Novo, aos que combateram a Ditadura e que conheceram as terríveis consequências para a maioria daqueles que conheceram a prisão e as torturas no Campo do Tarrafal.

Para que não se apague a memória!!!

A.A.B.M.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

OS IRMÃOS PASSOS – DA POLÍTICA AO PODER LOCAL


Recebemos e divulgamos a todos os investigadores interessados, o período de abertura de propostas para comunicações sobre os irmãos Passos, a realizar no início de 2017, assinalando os 180 anos das reformas administrativas de 1836. Os investigadores que tenham interesse nas figuras de Passos Manuel ou de seu irmão José da Silva Passos e o seu tempo, sobre a chamada Revolução de Setembro (que acabou por dar origem ao jornal cuja ligação se apresenta), a Constituição de 1838, o Código Administrativo de 1836, podem e devem apresentar propostas de comunicação através dos contactos que abaixo se apresentam:

A Fundação Passos Canavarro, em colaboração com outras instituições que, em breve, serão anunciadas, vai levar a efeito um colóquio cujo objetivo é assinalar a passagem dos 180 anos da Revolução de Setembro e das subsequentes transformações políticas, administrativas, sociais e culturais, designadamente a publicação do 1º Código Administrativo e a reorganização concelhia de 1836. O local de realização do evento será oportunamente anunciado, prevendo-se que ocorra no Norte. 

Convidam-se historiadores, investigadores e demais interessados nestas matérias a apresentarem comunicações, nos termos seguintes: 
Temáticas gerais 
1 – Política e Sociedade  (Revolução de Setembro; Constituição de 1838; Código Penal; Ensino; Saúde). 
2 – Poder Local (Reforma concelhia de 6 de Novembro de 1836 e contestações locais; Reorganização territorial dos concelhos; Código Administrativo de 1836 e sua aplicação). 

Datas 
- Até 31 de Agosto de 2016 : Manifestação de interesse e envio dos temas/títulos provisórios - Até 30 de Setembro de 2016: Envio dos resumos das comunicações 

Os materiais deverão ser enviados à Comissão Executiva do Colóquio, através do e-mail: 
  coloquiopassos2017@gmail.com   

As comunicações serão apreciadas e aprovadas pela Comissão Científica do Colóquio, que se pronunciará sobre os resumos até 17 de Outubro. 

A preparação e organização do colóquio podem ser acompanhadas através do blogue: http://osirmaospassos.blogspot.pt/  

Apela-se à divulgação entre os potenciais interessados e com os votos do maior sucesso.

(NOTA: A imagem acima, com a devida vénia, foi retirada do blogue http://osirmaospassos.blogspot.pt/)


A.A.B.M.

domingo, 17 de abril de 2016

HISTÓRIAS DO PORTUGAL CONTEMPORÂNEO.


Na próxima segunda e terça-feira, 18 e 19 de Abril de 2016, o Instituto de História Contemporânea, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, realiza o seu encontro anual dedicado ao tema: Futuros da História.

No momento em que se reúnem os elementos do instituto realiza-se um colóquio com os investigadores do mesmo para analisar um determinado problema.

Pode ler-se na nota de divulgação do evento:
Promovido pelo IHC no quadro do seu plano estratégico, o encontro “Futuros da História” tem por finalidade estimular o questionamento de  práticas de investigação já consolidadas no domínio da História, bem  como o debate acerca de novas tendências de pesquisa. De realização  anual, na sua primeira edição, o encontro teve como tema “Os Sujeitos da História”. Nesta segunda edição, organizamos um debate sobre as diferentes análises e interpretações a que a história dos séculos XIX e XX português tem vindo a ser sujeita. De que modo a questão de género e o fim dos impérios europeus se implicam e podem implicar-se na investigação historiográfica? De que modo historiadores com diferente formação intelectual – com diferentes hábitos metodológicos, com 
diferentes percursos académicos ou com diferentes inclinações político-ideológicas – olham para a história dos movimentos políticos do Portugal Contemporâneo? Em que medida as variações na forma de problematizarmos a questão do poder – do status weberiano à governamentalidade foucauldiana – poderão repercutir-se nas análises que têm sido elaboradas? E, finalmente, perguntamos também de que maneira é que investigadores provenientes de outras tradições disciplinares – da antropologia à economia, passando pela sociologia – observam aquele 
mesmo período. 

»»» 18 de Abril 
9h45 | Abertura
por José Neves (coordenador do encontro) e Pedro Aires de Oliveira (presidente da direcção do IHC) 
10h-13h| Mesa 1 | Novas Fronteiras

História das mulheres e de género em Portugal desde o início do século XXI: linhas de investigação e impacto historiográfico, por IRENE VAQUINHAS (FLUC/CHSC) 
A cronologia colonial como problema, por NUNO DOMINGOS (ICS-UL) 
A natureza na história: perspectivas cruzadas sobre a história ambiental do colonialismo, por JOSÉ FERREIRA (ICS-UL e CHAM-FCSH-NOVA/UAç)) 
Moderação de Fátima Nunes (IHC-CEHFCi, Universidade de Évora) 

14h30-18h | Mesa 2 | História e Política 
Movimento real e movimento organizado. A historiografia portuguesa perante o protesto popular no longo século XIX, por DIEGO PALACIOS CEREZALES (Universidade de Stirling, Reino Unido) 
O regresso dos filhos pródigos de Oliveira Martins, por PAULO JORGE FERNANDES (FCSH-UNL, IHC-UNL) 
Liberalismo do indivíduo e ordem social, por CRISTINA NOGUEIRA DA SILVA (FD-UNL, Cedis)

Fernando Rosas e o Estado Novo: a trajectória de uma historiografia, por VICTOR PEREIRA (Universidade de Pau, França) 
Moderação de Luís Trindade (IHC-FCSH/UNL, Birkbeck College) 
18h30 | "Quem faz a história – Ensaios sobre o Portugal Contemporâneo".

Lançamento do livro publicado pela Tinta-da-china, coordenado por José Neves e com textos de Joana Estorninho de Almeida, Maria‑Benedita Basto, Ruy Blanes, Miguel Cardina, Diogo Duarte, Fátima Sá e Melo Ferreira, Cláudia Figueiredo, Steven Forti, Joana Cunha Leal, Emília Margarida Marques, Carlos Maurício, Tiago Pires Marques, Bruno Monteiro, Lais Pereira, Victor Pereira, Virgílio Borges Pereira, Pedro Ramos Pinto, Tiago Ribeiro, Ricardo Roque, Cristina Nogueira da Silva, Elisa Lopes da Silva, Marta Silva e Tomás Vallera. O livro será apresentado por António Sampaio da Nóvoa (Universidade de Lisboa) e Lurdes Rosa (Universidade Nova de Lisboa).






»»» 19 de Abril


10h-13h | Mesa 3 | Deslocalizar o Poder

Sociologia, História e o Portugal Contemporâneo em Hermínio Martins, por JOSÉ LUÍS GARCIA (ULisboa, Instituto de Ciências Sociais) 
As deslocações da História Contemporânea em Fernando Catroga e a modernidade portuguesa como objecto historiográfico, por FÁTIMA MOURA FERREIRA e FRANCISCO AZEVEDO MENDES (LAB2PT/Universidade do Minho) 
A historiografia como instrumento para uma análise crítica da escola moderna: um olhar sobre quatro itinerários de pesquisa (séculos XVIII a XX), por TOMÁS VALLERA (IE-UL)

Moderação de Frederico Ágoas (CICS.NOVA/ FCSH)




14h30-17h30 | Mesa 4 | História e Ciências Sociais 
Contemporaneidades imperfeitas: modernização e atraso de Portugal vistos pela História Económica, por ÁLVARO GARRIDO (FEUC, CEIS20) 
"Portugal, questão que eu tenho comigo mesmo": os antropólogos e o Portugal contemporâneo, por ROBERT ROWLAND (CRIA, ISCTE-IUL) 
A sociologia histórica em Portugal: depoimento, crítica e história, por DIOGO RAMADA CURTO (FCSH, IPRI-UNL)

Moderação de Frédéric Vidal (CRIA/ISCTE-IUL)



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Resumos das comunicações e notas biográficas dos conferencistas: 

HISTÓRIA DAS MULHERES E DE GÉNERO EM PORTUGAL DESDE O INÍCIO DO SÉCULO 
XXI: LINHAS DE INVESTIGAÇÃO E IMPACTO HISTORIOGRÁFICO



Nesta comunicação traça-se o desenvolvimento dos estudos das mulheres e de género em Portugal, desde o início do século XXI à actualidade, identificando-se o seu contributo para a historiografia recente e para a renovação da ciência histórica. Tomando como elemento de análise a investigação produzida em Portugal desde o ano de 2000, captada, sobretudo, a partir de bases de dados de repositórios científicos, apontam-se as principais linhas de pesquisa, os pressupostos 
epistemológicos em que assentam e enunciam-se os seus condicionalismos e as áreas temáticas pouco exploradas e/ou em construção. Finalmente, destaca-se o dinamismo destes campos de estudo, o modo como têm influenciado a emergência de novas áreas do conhecimento científico e conduzido ao respeito pela diversidade cultural e pela democratização da cultura

Irene Vaquinhas é professora catedrática de História Contemporânea da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. É Coordenadora Científica do Centro de História da Sociedade e da Cultura da Universidade de Coimbra, unidade I&D da FCT. Publicou, entre outros, os seguintes trabalhos: Violência, justiça e sociedade rural. Os campos de Coimbra, Montemor-o-Velho e Penacova de 1858 a 1918, Porto, Afrontamento, 1996; "Senhoras e mulheres" na sociedade portuguesa do século XIX, 2ª ed., Lisboa, Colibri, 2011; Nem Gatas Borralheiras, Nem Bonecas de Luxo. As Mulheres Portuguesas Sob o Olhar da História (Séculos XIX-XX), Lisboa, Horizonte, 2005; Nome de Código 33856. Os “jogos de fortuna ou azar” em Portugal entre a repressão e a tolerância (De finais do século XIX a 1927), Lisboa, Horizonte, 2006; O Casino da Figueira. Sua evolução histórica desde o Teatro-Circo à actualidade, Coimbra, Palimage, 2012; Saber perdurar. Grandes linhas de evolução do Casino da Figueira (1884-1978), Figueira da Foz, Casino da Figueira, 2015. Colaborou na História de Portugal, Dir. de José Mattoso, V vol. - O Liberalismo (1807-1890), Lisboa, Círculo de Leitores, 1993. Fez a coordenação científica do vol. III da obra História da Vida Privada em Portugal, A Época Contemporânea, dirigida por José Mattoso (Lisboa, 
Círculo de Leitores, 2011), sendo também autora de diversos capítulos.
 "


A CRONOLOGIA COLONIAL COMO PROBLEMA

Esta apresentação procura pensar de que modo a cronologia do colonialismo, dotada de problemas e abordagens próprias, se relacionou com outras formas de representar a história do século XX português.

Nuno Domingos é investigador do ICS-UL. Organizou, com Elsa Peralta, Cidade e Império. Dinâmicas coloniais e reconfigurações pós-coloniais (Lisboa: Edições 70, 2013) e publicou Futebol e Colonialismo. Corpo e Cultura Popular em Moçambique (Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais, 
2012). 


A NATUREZA NA HISTÓRIA: PERSPECTIVAS CRUZADAS SOBRE A HISTÓRIA AMBIENTAL DO COLONIALISMO


Nas últimas décadas a História Ambiental tem-se revelado uma das correntes mais dinâmicas na historiografia internacional, colocando a relação entre as sociedades humanas e o resto da natureza no centro da análise histórica. Ao estender o seu olhar para abranger novos sujeitos 
da história, abordagens como as da História Ambiental são parte integrante de um panorama mais alargado de novas interpretações – que vão da História da Ciência e da Tecnologia, à Ecologia Política ou ao Material Turn – que têm questionado a dicotomia natureza/cultura e 
proposto narrativas históricas em que os actores humanos e não-humanos são colocados em diálogo constante.
Esta comunicação procura examinar algumas das possibilidades e dos limites destas propostas, tomando como ponto de partida os trabalhos dedicados à História Ambiental do colonialismo, principalmente no caso do império britânico, e traçando uma genealogia das suas diferentes 
perspectivas e dos seus debates internos. Por fim, procurarei desenvolver alguns pontos da minha própria investigação sobre as relações entre natureza e colonialismo em Goa, de forma a debater os caminhos destas abordagens no âmbito da historiografia portuguesa.

José Miguel Moura Ferreira é licenciado em História pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e Mestre em História Moderna e dos Descobrimentos pela mesma faculdade. Bolseiro de doutoramento do programa «PIUDHist. História: Continuidade e Mudança num Mundo Global» (SFRH/BD/52283/2013), no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL), e investigador no Centro de História d’Aquém e d’Além Mar (CHAM-FCSH-NOVA/UAç). 


MOVIMENTO REAL E MOVIMENTO ORGANIZADO. A HISTORIOGRAFIA PORTUGUESA PERANTE O PROTESTO POPULAR NO LONGO SÉCULO XIX

Durante muito tempo a história do movimento social identificou-se com a história do movimento operário. Os historiadores procuravam os momentos em que os operários desenvolveram a sua identidade de classe, organizaram sindicatos e partidos autónomos e abraçaram ideologias 
avançadas. Através de um diálogo com a obra de Manuel Villaverde Cabral, Fátima de Sá e Melo Ferreira e José Tengarrinha, esta comunicação analisa como a historiografia portuguesa saiu desse paradigma e, participando da renovação historiográfica internacional, passou a encarar as formas não ideologicamente enquadradas de protesto popular como uma dimensão autónoma e rica para a análise da vida política do século XIX.

Diego Palacios Cerezales é professor de História da Europa na Universidade de Stirling. Trabalha sobre os movimentos sociais e o Estado em Espanha e em Portugal durante os séculos XIX e XX. É autor dos livros «Estranhos Corpos Políticos. Protesto e Mobilização no Portugal do Século XIX» (Lisboa, Unipop, 2014), «Portugal à Coronhada», (Lisboa, Tinta da China, 2012) e «O Poder Caiu na Rua. 1974-1975» (Lisboa, ICS, 2003).



LIBERALISMO DO INDIVÍDUO E ORDEM SOCIAL 
O século XIX foi o momento da recepção e adesão do liberalismo em Portugal, bem como da noção correspondente de uma ordem fundada na liberdade e nos direitos do indivíduo. Essa ordem envolvia processos contraditórios de construção da liberdade e de “libertação” de ordens 
normativas antigas. Mas houve zonas da existência onde a opção pareceu ser a da não intervenção mas para deixar atuar (mesmo que transitoriamente), a ordem antiga, paternalista, a ordem das velhas pertenças e obediências, da natureza e da história. O sentido a minha intervenção será o indagar sobre o que está feito e o que se pode fazer para caracterizar melhor esta última dimensão do liberalismo português.

Cristina Nogueira da Silva é Professora na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa e investigadora do Cedis. As suas principais áreas de investigação são, atualmente, a história intelectual do liberalismo, da cidadania e do estatuto jurídico dos territórios e populações do ultramar português nos séculos XIX e XX, temas sobre o qual publicou o livro Constitucionalismo e Império. A cidadania no Ultramar português (Lisboa, Almedina, 2009), e vários textos em 
publicações nacionais e internacionais 


O REGRESSO DOS FILHOS PRÓDIGOS DE OLIVEIRA MARTINS


A publicação de O Poder e o Povo – a Revolução de 1910, em 1976, a versão editada da tese de doutoramento defendida em Oxford dois anos antes por Vasco Pulido Valente, representou um momento de ruptura na moderna historiografia portuguesa. O impacto causado por esta obra 
garantiu quase imediatamente ao seu autor um lugar de destaque na comunidade académica nacional. Antecipando-se a François Furet ou a Simon Schama, propunha-se introduzir nos meios domésticos algumas das tendências metodológicas de inspiração anglo-saxónica na linha 
interpretativa de autores como a norte-americana Gertrude Himmelfarb. Ao aproximar-se da visão de uma “history from bellow”, cultivada por Richard Cobb, o autor surpreendeu ao recusar de forma tão polémica como inovadora uma visão marxista da História, então maioritária na 
Universidade portuguesa, na altura ainda submersa pelas correntes estruturalistas inspiradas na sempre muito celebrada “Escola dos Annales”. Ao mesmo tempo que se recuperava a centralidade do “Político” contestava-se o predomínio do “Económico”. A perspectiva adoptada afastava-se do campo de estudo das Ciências Sociais e aproximava-se do domínio literário. A partir deste ângulo polémico, a História voltou a 
centrar-se sobre as pessoas, sobre a acção do indivíduo, sobre o 
singular, sobre os actores enquanto intérpretes únicos da mudança 
histórica. Incidindo sobre a dimensão narrativa da disciplina, ao mesmo 
tempo menos problematizante dos acontecimentos, Vasco Pulido Valente 
seria o precursor em Portugal de uma variante da escrita da História. De 
forma provocadora, pode-se mesmo afirmar que seria o criador de uma 
verdadeira “Escola Historiográfica”, na linha do proposto por Oliveira 
Martins ainda no século XIX, sendo a genealogia cultivada por figuras 
como Maria Filomena Mónica, Maria de Fátima Bonifácio, Rui Ramos ou José 
Miguel Sardica, autores que a seu modo se assumiriam como continuadores 
e devedores do trabalho pioneiro de Vasco Pulido Valente. Esta 
comunicação pretende discutir os pressupostos em que assentou a 
concepção desta corrente, discutir o seu alcance e comentar a sua 
validade enquanto projecto historiográfico coerente.

Paulo Jorge Fernandes é Investigador Integrado do Instituto de História 
Contemporânea e Professor Auxiliar do Departamento de História da 
FCSH-NOVA onde tem leccionado História de Portugal Contemporâneo (Século 
XIX), História do Brasil Contemporâneo, História de Espanha, História 
Comparada do Colonialismo Europeu no Século XIX e História Política do 
Liberalismo em Portugal. Doutorado em História Institucional e Política 
Contemporânea pela FCSH-NOVA (2007). Publicou mais recentemente: Mariano 
Cirilo de Carvalho: o «Poder Oculto» do liberalismo português, 1876-1892 
(2010) e Mouzinho de Albuquerque: um soldado ao serviço do Império 
(2010). 


FERNANDO ROSAS E O ESTADO NOVO: A TRAJETÓRIA DE UMA HISTORIOGRAFIA 
Em 1999, num artigo publicado numa revista francesa, Fernando Rosas 
propunha como fio condutor da historiografia do regime salazarista a « 
história das relações do Estado Novo com a modernidade económica e 
social, com a modernidade política e sócio-cultural ». Uma problemática 
claramente inspirada no modelo da revista dos Annales dos anos 1950-1970 
: o económico e o social antecedem o político e o sócio-cultural. O 
artigo acabava com um apelo à «história comparada» para superar «os 
limites autárquicos nos quais o Estado Novo pretendeu fechar as 
realidades do país». No entanto, como se nota no seu livro Salazar e o 
poder. A arte de saber durar, a obra de Fernando Rosas foi 
progressivamente dando maior relevo ao político e ao cultural, em 
detrimento do económico-social e das relações internacionais. Como se 
pode compreender a evolução deste olhar?

Victor Pereira é doutorado pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris 
e é professor auxiliar em história Contemporânea da Universidade de Pau 
et des Pays de l’Adour. É também investigador do Instituto de História 
Contemporânea. 


SOCIOLOGIA, HISTÓRIA E O PORTUGAL CONTEMPORÂNEO EM HERMÍNIO MARTINS 
Hermínio Martins, falecido no Verão do ano passado (Agosto de 2015), 
para além dos seus ensaios em filosofia da ciência, sociologia da 
tecnologia e teoria social, deixa como legado vários estudos sobre o 
Portugal Contemporâneo, entre eles um inédito de grande escopo. A 
comunicação debruça-se sobre esse acervo de “sociologia histórica” a 
partir da sua conceptualização da relação tempo e teoria e de conceitos 
como “nacionalismo metodológico”, “cesurismo” e “pré-formação”.

José Luís Garcia é doutor em Sociologia pela Universidade de Lisboa e 
Investigador Principal do quadro do Instituto de Ciências Sociais da 
Universidade de Lisboa (ICS-UL).Tem leccionado em várias universidades 
portuguesas e estrangeiras, entre as quais se encontram a ULisboa, USP, 
UNESP e o IPL. A sua bibliografia mais recente inclui La Contribution en 
ligne: Pratiques participatives à l’ère du capitalisme informationnel 
(co-editor com S. Proulx e L.Heaton), Quebec: Presses de l’Université du 
Québec, 2014; Jacques Ellul and the Technological Society in the 21st 
Century (co-editor com H. M. Jerónimo e C. Mitcham), Nova Iorque, 
Springer, 2013; Estudos sobre os jornalistas portugueses: Metamorfoses e 
encruzilhadas no limiar do século XXI, Lisboa, Imprensa de Ciências 
Sociais, 2009, Razão, Tempo e Tecnologia: Estudos em Homenagem a 
Hermínio Martins (co-editor com M. V. Cabral e H.M. Jerónimo), Lisboa, 
Imprensa de Ciências Sociais, 2006 e Dilemas da Civilização Tecnológica 
(co-editor com H. Martins), Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais. É 
ainda autor de dezenas de artigos e capítulos de livros e colaborador 
das revistas Journal of Risk Research, Análise Social, Revista Española 
de Sociologia, Revista Iberoamericana de Ciência, Tecnologia y Sociedad, 
Scientiae Studia: Revista Latino-Americana de Filosofia e História da 
Ciência, entre outras.





AS DESLOCAÇÕES DA HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA EM FERNANDO CATROGA E A 
MODERNIDADE PORTUGUESA COMO OBJECTO HISTORIOGRÁFICO 
Propomos aqui explorar a investigação de Fernando Catroga sobre o 
Portugal contemporâneo em dois planos: o das histórias das ideologias 
modernas e o das teorias da história. Entre as opções abertas pela 
operação catroguiana interessa-nos destacar a investida lançada no 
rasgar de horizontes mais compreensivos sobre a história intelectual e a 
história política. No horizonte de deteção desta galáxia interpretativa, 
atenderemos às intertextualidades e afinidades eletivas que mobilizam os 
caminhos percorridos até agora pelo autor, numa constelação suportada 
por focos intensos e cosmopolitas de problematização. Atenderemos 
sobretudo a três: a disseminação historicista e a memória da morte em 
Portugal; a hermenêutica da história e a heteronímia da teoria; a 
política respublicana portuguesa e a reatualização histórica dos afetos 
pátrios.

Fátima Moura Ferreira é Professora auxiliar e atual diretora do 
Departamento de História do Instituto de Ciências Sociais da 
Universidade do Minho, investigadora do Laboratório de Paisagens, 
Património e Território (Lab2PT). Os seus interesses de investigação 
movem-se em áreas de interseção do político e do ideológico. Entre os 
seus trabalhos mais recentes, saliente-se a coordenação conjunta dos 
livros “Organizar o País de alto a baixo: expressões políticas e 
políticas de ação na construção corporativa do Estado Novo” e “A 
Conquista Social do Território. arquitetura e corporativismo no Estado 
Novo” (ambos no prelo), no quadro do Projeto Space and coordination: 
planning, agencies and corporatism in Portuguese State Experience. A 
multi-scaling analysis (Lab2PT), e a coordenação da obra História da 
Universidade do Minho 1973-1974/2014 (Braga: Fundação Carlos Lloyd 
Braga, 2014).

Francisco Mendes é Professor auxiliar do Departamento de História do 
Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, onde ensina na 
área da teoria e metodologia da história. Investigador integrado do 
Laboratório de Paisagens, Património e Território (Lab2PT), e 
investigador colaborador do Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais 
(CICS.Nova.UMinho).





A HISTORIOGRAFIA COMO INSTRUMENTO PARA UMA ANÁLISE CRÍTICA DA ESCOLA 
MODERNA: UM OLHAR SOBRE QUATRO ITINERÁRIOS DE PESQUISA (SÉCULOS XVIII A 
XX) 
Tomando como exemplo trabalhos produzidos no âmbito da História da 
Educação por Jorge Ramos do Ó, Catarina Martins, Helena Cabeleira, Ana 
Luísa Paz e Tomás Vallera (IE-UL), propõe-se a identificação de um campo 
de estudos que, tendo como alicerce teórico a literatura 
pós-estruturalista e por objecto comum os processos de constituição do 
sujeito escolarizado, procura capturar a permanência histórica e os 
inquestionados da gramática escolar a partir de perspectivas diferentes. 
Desde o discurso pedagógico que acompanhou o estabelecimento do ensino 
liceal nos séculos XIX e XX à ideia de génio como tecnologia de governo 
no âmbito das aprendizagens artísticas, desde a reflexão de carácter 
"policial" sobre a educação dos marginais no século das Luzes à 
formulação do currículo moderno; na base destas investigações 
encontramos o princípio de que, pela análise do passado, se constitui 
uma história do presente.

Tomás Vallera é doutorando em Educação, variante de História da 
Educação, no IE-UL. Tem estudado a relação entre o conceito setecentista 
de "polícia" como ciência de governo e os fundamentos do sistema escolar 
moderno, tomando a Intendência-Geral da Polícia (1760-1833) e a Casa Pia 
de Lisboa (1780 -) como principais objectos de pesquisa. 

CONTEMPORANEIDADES IMPERFEITAS: MODERNIZAÇÃO E ATRASO DE PORTUGAL 
VISTOS PELA HISTÓRIA ECONÓMICA


Álvaro Garrido é Professor com Agregação da Faculdade de Economia da 
Universidade de Coimbra, onde coordena o grupo de História Económica e 
Social. Investigador do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século 
XX da Universidade de Coimbra (CEIS20). O seu trabalho incide nas áreas 
da História Económica e das Instituições na época contemporânea. Os 
temas do corporativismo, da economia marítima e da economia social são 
centrais no seu projecto de investigação. Recentemente publicou, com 
Fernando Rosas, Corporativismo, Fascismos, Estado Novo (Almedina, 2012); 
Cooperação e Solidariedade. Uma História da Economia Social 
(Tinta-da-China, 2016). Publicará em breve Queremos uma Economia Nova! O 
Corporativismo Salazarista (Temas & Debates). Prepara um projecto sobre 
história das políticas públicas do mar em Portugal.




"PORTUGAL, QUESTÃO QUE EU TENHO COMIGO MESMO": OS ANTROPÓLOGOS E O 
PORTUGAL CONTEMPORÂNEO

A tese de doutoramento de José Cutileiro, defendida em Oxford em 1968, 
foi inovadora, quer em relação à tradição antropológica britânica, quer 
em relação à etnologia portuguesa que então se praticava. Em certa 
medida, foi uma antecipação da antropologia renovada que viria a 
desenvolver-se em Portugal nas décadas seguintes. Esta comunicação irá 
examinar alguns dos estudos sobre Portugal efectuados após 1974, numa 
tentativa de esclarecer os eventuais traços distintivos do processo de 
construção do objecto "Portugal" pelos antropólogos contemporâneos.

Robert Rowland foi Professor de Antropologia no ISCTE-IUL (1979-2010) e 
Professor de História Social Europeia no Instituto Universitário 
Europeu, de Florença (1987-95). Inicialmente, efectuou trabalho de campo 
no Nordeste brasileiro (1965) e na Itália meridional (1967-70), tendo-se 
dedicado desde então a variados temas de antropologia histórica, 
demografia e história da família. 


A SOCIOLOGIA HISTÓRICA EM PORTUGAL: DEPOIMENTO, CRÍTICA E HISTÓRIA 
O ensino e a investigação da sociologia histórica, em Portugal, foi uma 
experiência tentada no Departamento de Sociologia da FCSH-UNL, por 
iniciativa de Vitorino Magalhães Godinho e de um pequeno grupo dos seus 
discípulos, no último quartel do século XX. Esse projecto foi concebido 
e vivido como um combate militante destinado a impor uma concepção 
aberta da história ao conjunto das ciências sociais, da economia à 
sociologia. O objectivo deste exercício é relativamente modesto: 
trata-se de submeter algumas reflexões sobre o sentido desse projecto. 
Através de tais reflexões, algumas delas de extrema dureza por 
implicarem críticas e denúncias, será possível perceber melhor e fazer 
compreender aos outros o sentido desse mesmo projecto, que alcançou 
alguns resultados, mas que, a ser julgado pelos critérios comuns da 
institucionalização académica, se saldou aparentemente num fracasso.

Diogo Ramada Curto ensina desde 1981 na FCSH-UNL, onde coordena o 
Doutoramento de Estudos sobre a Globalização. Co-dirige, com Nuno 
Domingos e Miguel Jerónimo, a colecção "História e Sociedade" das 
Edições 70. Publicou recentemente História política da cultura escrita: 
Estudos e notas críticas (Verbo, 2015).


Uma interessante iniciativa que merece a melhor atenção dos investigadores e a maior divulgação entre os que se interessam pela História Contemporânea.

A.A.B.M.